Qual é a menor torcida do Brasil?

Torcida do São Raimundo-RR com bandeiras azul e branco apoiando o time em jogo fora dos grandes centros do futebol brasileiro.

Você já parou para pensar qual é o time com a menor torcida do Brasil? O Portal Camisa12 foi atrás dos números para descobrir quais clubes têm as bases de torcedores mais modestas – e quais histórias essas equipes menos populares guardam.

Afinal, além dos gigantes do futebol nacional com milhões de torcedores, há clubes tradicionais em cidades pequenas que reúnem uma fanática legião local, mas ficam com fatias ínfimas quando o assunto é torcida no cenário nacional.

Prepare-se para conhecer esses times que são menores em torcida, mas carregam muita história.

Clubes pouco populares (mas cheios de tradição)

No Brasil existem clubes que, embora tenham muita tradição local, convivem com torcidas relativamente pequenas.

Confira alguns exemplos frequentemente citados em levantamentos sobre “menores torcidas do Brasil”.

São Raimundo (Boa Vista-RR)

Fundado em 1963 e octacampeão roraimense, é o maior campeão do estado. Mesmo assim, sua torcida fica restrita à pequena população de Roraima.

Segundo a imprensa local, o São Raimundo-RR aparece como exemplo de clube que “não consegue atrair um grande número de torcedores em comparação a gigantes do futebol brasileiro”.

Rio Branco (Rio Branco-AC)

Tradicional centenário acreano (fundado em 1919), já campeão estadual várias vezes. O Rio Branco tem uma torcida apaixonada no Acre, mas o estado tem pouco mais de 0,9 milhão de habitantes, limitando o tamanho total da torcida.

Assim como o São Raimundo, o Rio Branco-AC figura em listas de times com torcida pequena.

Atlético Acreano (Rio Branco-AC)

Rival local do Rio Branco, fundado em 1952, com 9 títulos estaduais no currículo. Apesar da história, o Atlético-AC briga pela atenção dos torcedores ao lado do Rio Branco na mesma cidade.

O futebol do Acre certamente possui clubes de torcidas pequenas, por não ter grande projeção midiática fora do estado.

Nacional (Manaus-AM)

Clube de maior torcida no Amazonas e vice-campeão da Copa Verde, um dos gigantes do futebol amazonense. Mesmo ostentando 43 títulos estaduais e um histórico de sucesso no Norte, o Nacional-AM soma apenas frações de torcida no total nacional.

Ele aparece listado entre equipes regionais com público relativamente baixo, justamente porque atua em região de pouca densidade populacional comparada ao Sul/Sudeste.

Cada um desses clubes é grande em seu estado, mas tem “torcida pequena” quando o critério é o conjunto do país.

Outros nomes regionais (como Rio Negro-AM, São Raimundo-AM, São Raimundo-RR, Palmas-TO etc.) também aparecem em debates sobre menor torcida, mas os exemplos acima são os mais frequentes segundo fontes especializadas.

Por que essas torcidas são tão pequenas?

Vários fatores ajudam a explicar por que certos clubes têm bases de torcedores tão reduzidas:

Localização e população

Clubes de estados pouco populosos (Roraima, Acre, Amapá, etc.) naturalmente não conseguem acumular milhares de vezes os números de torcedores que vemos em São Paulo ou no Rio.

Em estados onde o futebol não é o principal entretenimento e com poucas cidades grandes, o alcance desses clubes fica limitado. Além disso, até em estados maiores, equipes de cidades menores brigam com os gigantes locais (ex.: Fortaleza x Ceará no Ceará) e acabam ficando no “carro de trás”.

Histórico e prestígio esportivo

Times com campeonatos e ídolos nacionais tendem a ter torcidas volumosas; por outro lado, clubes que não disputam Série A regularmente ou não têm passagens marcantes na mídia sofrem para atrair atenção.

Segundo especialistas, clubes com dificuldades financeiras ou sem destaque em competições costumam ter torcidas menores. Em resumo: sem títulos expressivos ou ídolos que ultrapassem fronteiras, muitos desses clubes ficam conhecidos só na região.

Falta de visibilidade

A exposição na TV, nos jornais e nas redes sociais é determinante. Times na Série D ou estaduais raramente aparecem no noticiário nacional, o que reforça a anonimidade de suas torcidas.

Pesquisa sobre o futebol aponta que clubes de divisões inferiores enfrentam “falta de visibilidade e dificuldade em competir” com as principais marcas do Brasil, resultando em bases de fãs menores.

Concorrência local e culturais

Mesmo no Norte/Nordeste, Flamengo, Corinthians e outros gigantes têm torcedores fiéis: por exemplo, uma pesquisa Datafolha recente mostra que no Norte e Centro-Oeste (unidos) o Flamengo tem 29% de preferência, Corinthians 11%, São Paulo 7% e Palmeiras 6%, enquanto o Remo (um dos principais ali) alcançou apenas 4%.

Isso significa que muita gente da região torce pelos grandes cariocas e paulistas, deixando menos espaço para clubes locais.

Veja aqui um conteúdo sobre a rivalidade entre as maiores torcidas do Brasil feito pelo nosso time de escritores!

Crescimento dos “nenhum”

Outra tendência das pesquisas atuais é o aumento da parcela de pessoas que dizem não torcer para nenhum time. De acordo com Datafolha, nas regiões Norte/Centro-Oeste até 28% não mencionaram nenhum clube (no Nordeste são 24%).

Esse aumento de “não-torcedores” reflete um desinteresse geral e contribui para que até os clubes regionais mais tradicionais acabem tendo menos fãs em números absolutos.

Em resumo, as pequenas torcidas são resultado de menos gente interessada (fator demográfico e cultural), menor exposição na mídia e histórico limitado de grandes conquistas.

Isso não faz esses clubes menos importantes; pelo contrário, a paixão do torcedor local muitas vezes é enorme, mesmo que eles sejam uma gota no oceano comparado às gigantes.

O que as pesquisas de menores torcidas apontam

Mesmo pesquisas voltadas ao cenário nacional confirmam que clubes menores mal aparecem no mapa. Em estudos recentes, times de estados populosos dominam as primeiras posições, e nenhum clube do Norte/Nordeste sequer alcança 1%.

Por exemplo:

  • Na pesquisa Ipsos/Ipec de 2025 (abrangendo todo o país), o Clube do Remo (PA) – um dos clubes com maior torcida na região Norte – marcou apenas 0,5% das menções. Isso mostra que, apesar do peso regional, um clube como o Remo praticamente não impacta a estatística nacional.
  • Datafolha (nov/2024) também destaca a força dos grandes e o espaço pequeno dos demais: nas regiões Norte/Centro-Oeste, 28% dos entrevistados não torcem para nenhum clube, o que é consequência direta da presença esmagadora de Flamengo/Corinthians no Norte (29% e 11%, respectivamente). No Nordeste, Flamengo com 25% e Bahia/Palmeiras com 6% dominam, enquanto 24% não torcem para nada.
  • Em levantamentos de sites esportivos, tais clubes locais figuram justamente como exemplos de “torcida pequena”. O Esporte Uai citou abertamente o São Raimundo-RR e o Rio Branco-AC como times que “não conseguem atrair um grande número de torcedores em comparação a gigantes”. Atlético Acreano e Nacional-AM também aparecem nesse contexto.

Ou seja, as próprias pesquisas e artigos sobre torcida colocam esses clubes do Norte (RR, AC, AM) como exemplos óbvios de “menor torcida do Brasil”.

Não é uma análise de azarão sem futebol: é o reflexo do tamanho do mercado local e do quanto cada time consegue (ou não) extrapolar seu Estado.

Conclusão

Não existe um clube oficialmente “sem torcida”, mas clubes do Norte do Brasil são os que acumulam as torcidas mais modestas em números absolutos.,

Pesquisas confirmam que times como São Raimundo-RR, Rio Branco-AC e Atlético Acreano-AC têm bases de fãs reduzidas, e o próprio cenário nacional mostra que até o maior clube do Norte (Remo, PA) alcança apenas 0,5% de preferência.

Apesar disso, cada um desses clubes tem uma história e paixão local invejáveis, o que faz sua “torcida pequena” ser mais do que apenas um número na estatística.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *