Categoria: Brasileirão

  • Sport: A dor da pior campanha na Série A e a busca por respostas

    Sport: A dor da pior campanha na Série A e a busca por respostas

    A temporada de 2025 ficará marcada na memória da Nação Rubro-Negra como um ano de profunda frustração. Mais do que o rebaixamento, a dor reside no fato de o Sport Club do Recife ter registrado a pior campanha da história de um clube pernambucano na Série A dos pontos corridos.

    O que era para ser uma jornada de luta pela permanência se transformou em um calvário de recordes negativos, deixando o torcedor com a amarga sensação de que o time não conseguiu honrar a camisa.

    O que deu errado?

    A paixão do torcedor rubro-negro é inegável, mas a paciência se esgotou diante de um desempenho que não condiz com a história do Leão da Ilha. A campanha de apenas 17 pontos em 32 rodadas é um número frio que esconde a angústia de quem viu o time acumular derrotas e poucas vitórias.

    O que o torcedor questiona é a falta de planejamento e a instabilidade que marcaram o ano. A troca constante de treinadores, a ineficácia do ataque e a fragilidade defensiva transformaram a Ilha do Retiro, que deveria ser um caldeirão, em um palco de decepções. O time não conseguiu demonstrar a garra e a resiliência que sempre foram marcas registradas do Sport.

    “O Sport se tornou o clube com o maior número de rebaixamentos para a Série B neste século, totalizando seis quedas. Essa estatística dói na alma do torcedor, que exige mais respeito e planejamento.”

    Foto: Divulgação / Sport Recife

    O que esperar da reconstrução?

    O rebaixamento é um fato consumado, mas a história do Sport não se resume a um ano ruim. A Nação Rubro-Negra, conhecida por sua fidelidade inabalável, agora direciona suas energias para a reconstrução. A Série B de 2026 será um campo de batalha onde o time precisará resgatar sua identidade e provar que a queda foi apenas um tropeço.

    A diretoria tem a obrigação de aprender com os erros de 2025. É fundamental que o planejamento para a próxima temporada seja feito com seriedade, buscando a contratação de um técnico com um projeto de longo prazo e jogadores que entendam o peso da camisa.

    O torcedor espera ver em campo um time que lute por cada bola, que honre a tradição do clube e que devolva o Sport ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

    O Leão voltará mais forte?

    Apesar da dor, a certeza é que o Sport voltará. A força da torcida, que sempre foi a camisa 12 do time, será o motor dessa recuperação. O Leão da Ilha precisa se reerguer, e a Nação estará lá para empurrar o time de volta à elite. A pior campanha da história serve como um doloroso lembrete de que o Sport merece mais.

  • São Paulo se prepara para mudanças no elenco e lista até sete possíveis despedidas para 2026

    São Paulo se prepara para mudanças no elenco e lista até sete possíveis despedidas para 2026

    Diretoria já planeja reformulação do elenco e mapeia mercado para reforços pontuais

    Quatro atletas ficam sem contrato no fim de 2025

    O São Paulo já trabalha nos bastidores com possíveis mudanças para 2026. Sete jogadores despontam como candidatos a deixar o clube , seja por fim de contrato, aposentadoria, baixo desempenho ou por empréstimos visando maior rodagem.

    Entre os casos mais encaminhados estão os dos quatro atletas com vínculo encerrando em 31 de dezembro: Rigoni, Dinenno, Leandro e Luiz Gustavo. Os três primeiros passaram boa parte da temporada no banco e não apresentaram desempenho que convencesse a diretoria a discutir renovações.

    Luiz Gustavo vive situação indefinida

    Aos 38 anos, o volante decidiu, junto da família, estender a carreira por mais uma temporada. Apesar disso, seu alto salário e os apenas 12 jogos disputados em 2025 tornam incerta sua continuidade.

    Oscar caminha para a aposentadoria

    Outro nome experiente que pode sair é o meia Oscar, de 34 anos. Após seguidas lesões desde o retorno ao Brasil, a situação se agravou com um episódio cardíaco durante um teste no CT.

    Diagnosticado com síncope vasovagal, o atleta estuda anunciar sua aposentadoria ao final da temporada, em uma rescisão amigável com o clube.

    Cria da base, Patryck pode ser envolvido em negociações

    Além dos casos de fim de contrato, duas crias da base também podem deixar o São Paulo por baixo rendimento nas chances recebidas em 2025.
    O lateral Patryck Lanza, de 22 anos, atualmente terceira opção na posição, tem vínculo até abril de 2027, mas deve ser colocado em qualquer negociação considerada favorável ao clube.

    Goleiro Young não convence e pode sair

    O goleiro Young, de 23 anos, tem futuro incerto. Com contrato até 2026, recebeu suas primeiras oportunidades nesta temporada após anos como reserva, mas não aproveitou: em três jogos, sofreu nove gols, sendo destaque negativo na derrota por 6 a 0 para o Fluminense. Com o retorno de Jandrei após empréstimo ao Juventude, ao menos um dos dois deve sair.

    Planejamento para 2026 já está em andamento

    Segundo o técnico do clube paulista, Hernán Crespo, o planejamento da próxima temporada vem sendo discutido internamente desde que o São Paulo atingiu os 45 pontos no Brasileirão.

    Sem margem financeira para grandes contratações, a diretoria discute possíveis nomes do mercado para qualificar o elenco no próximo ano.

    Luiz Gustavo comemorando seu primeiro gol pelo São Paulo no jogo contra a Portuguesa. Foto: Marcos Ribolli

  • A paixão Rubro-negra e a história de nove títulos brasileiros

    A paixão Rubro-negra e a história de nove títulos brasileiros

    Para a Nação Rubro-Negra, a conta é clara: o Flamengo é o Enéacampeão Brasileiro. A cada taça levantada, a certeza se renova, e a história de glória se solidifica.

    No entanto, fora da arquibancada, a polêmica persiste, centrada em uma das maiores disputas do futebol nacional: a Copa União de 1987. Para o torcedor, essa não é apenas uma questão de números, mas sim de reconhecimento, paixão e justiça histórica.

    A Voz da Arquibancada: Por que o 9º título é inegociável?

    A Copa União de 1987 foi um marco. Em um momento de crise na organização do futebol brasileiro, os maiores clubes do país se uniram para criar o que seria o campeonato mais forte e organizado da história até então. O Módulo Verde, vencido pelo Flamengo de Zico, Bebeto e Renato Gaúcho, representou a elite do futebol.

    Para o torcedor, o título de 1987 é inquestionável por diversos motivos:

    • O nível da competição: O Módulo Verde reuniu os 13 clubes mais importantes do Brasil. Vencer essa competição, superando rivais históricos, é, na essência, ser o campeão brasileiro daquele ano.
    • A força do elenco: Aquele time do Flamengo é lembrado como um dos mais brilhantes da história do clube, e a conquista foi celebrada com a intensidade que só um título nacional proporciona.
    • O sentimento de justiça: A recusa em participar de um quadrangular final imposto pela CBF, que desvalorizava a competição organizada pelos próprios clubes, é vista como um ato de dignidade e defesa do futebol.

    A batalha judicial: A frieza dos tribunais contra a história

    Enquanto a paixão rubro-negra celebra o nono título, a frieza dos tribunais insiste em outra versão. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecem o Sport Club do Recife como o único campeão de 1987.

    Essa decisão judicial, que se arrasta por décadas, é o que impede o reconhecimento oficial do Enéacampeonato. O Flamengo, no entanto, nunca desistiu da luta, e a diretoria continua a buscar o reconhecimento legal que a torcida já concedeu há muito tempo.

    “A Justiça e a Fifa reconhecem o Sport como campeão daquele ano, mas a polêmica persiste entre os torcedores e a diretoria do Flamengo, que se considera o campeão do Módulo Verde.”

    Apesar da decisão legal, o que fica para o torcedor é a memória daquele time e a celebração de uma conquista legítima dentro de campo.

    O título de 1987 é de quem?

    A polêmica dos títulos do Flamengo é um reflexo da complexidade e da paixão do futebol brasileiro. Enquanto a contagem oficial pode variar, a verdade da arquibancada é imutável: o Flamengo é um gigante, e a conquista de 1987 faz parte de sua gloriosa história.

    Seja Octa ou Enea, o que realmente importa é a força da Nação e a certeza de que o Flamengo sempre lutará por aquilo que é seu por direito.

  • Brasileirão 2026: A mudança no calendário e o alinhamento com o futebol mundial

    Brasileirão 2026: A mudança no calendário e o alinhamento com o futebol mundial

    A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou uma mudança histórica no calendário do futebol nacional: a partir de 2026, o Brasileirão passará a ser disputado entre janeiro e dezembro, abandonando o formato tradicional que se iniciava em março ou abril. A primeira rodada da Série A de 2026 está agendada para 28 de janeiro, com a última rodada prevista para 2 de dezembro.

    Essa alteração, debatida e estudada nos últimos dois anos, visa principalmente dois objetivos: promover períodos de descanso mais prolongados para os atletas e alinhar o calendário brasileiro ao padrão internacional, facilitando a gestão de datas FIFA e a negociação de jogadores.

    Os objetivos da CBF: mais descanso e qualidade de jogo

    O principal argumento da CBF para a mudança é a busca por uma melhor gestão da saúde e performance dos jogadores. O calendário apertado do futebol brasileiro sempre foi alvo de críticas, e a antecipação do Brasileirão é vista como um passo para mitigar esse problema.

    Aumento da qualidade e períodos de transição

    Ao concentrar o campeonato dentro do ano civil, a CBF espera que os clubes tenham maior previsibilidade e possam oferecer períodos de pré-temporada mais adequados. O presidente da CBF, Samir Xaud, classificou 2026 como um “ano de transição”, mas fundamental para a caminhada em direção a um calendário mais racional.

    Impacto no cenário internacional e nas Datas FIFA

    O novo formato de janeiro a dezembro facilita a sincronia com as janelas de transferência internacionais e com as datas reservadas para jogos de seleções.

    Sincronia com o mercado europeu

    Com o Brasileirão começando mais cedo, os clubes terão um fluxo de caixa mais reforçado no início do ano, devido à antecipação dos direitos de transmissão. Isso pode influenciar a estratégia de contratações, permitindo que os times se reforcem com mais força no começo da temporada, em vez de dependerem apenas da janela de meio de ano.

    Copa do Brasil e o novo formato de final

    As mudanças no calendário também se estendem à Copa do Brasil, que terá um aumento no número de participantes e uma alteração no formato da final.

    Mais clubes e final única

    • Participantes: O número de clubes na Copa do Brasil aumentará de 92 para 126 em 2026 e 128 em 2027.
    • Final: A final passará a ser decidida em partida única, marcada para 6 de dezembro em 2026.

    Apesar da antecipação do Brasileirão, o campeonato terá uma pausa entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, devido à realização do Campeonato do Mundo de seleções.

  • A arrancada do Fortaleza que está perto de salvar o time do rebaixamento

    A arrancada do Fortaleza que está perto de salvar o time do rebaixamento

    Time não perde a nove jogos e conseguiu sair do Z4 na penúltima rodada.

    Em jogo válido pela 37ª rodada, o Fortaleza, no Castelão, venceu o Corinthians por 2 a 1, com gols de Pochettino e José Herrera, e chegou a 16ª colocação com 43 pontos, depois de passar Internacional e Vitória na tabela. Os torcedores do Leão do Pici respiraram aliviados pela primeira vez desde a 11ª rodada, quando entraram na zona de rebaixamento e não saíram desde então.

    A virada de chave começou quando a diretoria trouxe Martín Palermo, ídolo do Boca Juniors, para substituir Vojvoda, que estava no clube desde 2021 e, mesmo tendo feito boas temporadas pelo clube, não fazia um bom ano. Palermo assumiu o Fortaleza na zona de rebaixamento e, apesar de passar por dificuldades no começo, emendou uma sequência invicta de nove jogos, com cinco vitórias e quatro empates, ganhando de Flamengo, Corinthians e Atlético Mineiro nesse meio.

    Palermo é apresentado no Fortaleza, em setembro.
    Foto: Kid Jr./SVM

    Ainda assim, O Fortaleza não se salvou da queda para a Série B, e pode cair caso, na última rodada, perca seu jogo para Botafogo, no Rio de Janeiro e veja Internacional ou Vitória vencerem Bragantino e São Paulo, respectivamente.

    Os pilares da boa fase

    Com a chegada de Martín Palermo, vários jogadores foram potencializados com seu esquema tático e foram fundamentais para “colocar o Fortaleza de volta no jogo”. São eles: Breno Lopes, líder da equipe em participações em gols; Deyverson, artilheiro do time no Brasileirão; o goleiro Brenno, fundamental na partida contra o Corinthians; e também Pochettino e Lucas Sasha, fundamentais para o meio campo da equipe nordestina.

    Gol de Deyverson contra o Atlético Mineiro.
    Foto: Divulgação/Fortaleza

    Expectativas para 2026

    Caso se mantenha na 16º posição, o Fortaleza ficará fora de qualquer competição internacional, mas disputará as Copas do Brasil e do Nordeste. No Brasileirão é esperado uma campanha melhor, uma vez que Palermo terá tempo para fazer a pré-temporada e buscar reforços que o agradam.

    Os jogos da última rodada

    Todos os jogos acontecerão no próximo domingo (07), às 16 horas. Em destaque, os times que ainda brigam contra o rebaixamento.

    • Fluminense x Bahia
    • Ceará x Palmeiras
    • Corinthians x Juventude
    • Santos x Cruzeiro
    • Sport x Grêmio
    • Mirassol x Flamengo
    • Vitória x São Paulo
    • Botafogo x Fortaleza
    • Atlético Mineiro x Vasco
    • Internacional x Bragantino
  • Palmeiras vence o Atlético-MG fora de casa, mas fica com o vice novamente

    Palmeiras vence o Atlético-MG fora de casa, mas fica com o vice novamente

    O Palmeiras tentou manter viva a esperança de conquistar o título do Campeonato Brasileiro e foi para cima do Atlético-MG na noite desta quarta-feira (03/12), vencendo o duelo disputado na Arena MRV, por 3 a 0. Os gols de Luighi, Allan e Flaco López não foram suficientes para evitar o segundo vice do time paulista em apenas quatro dias de diferença.

    Já a torcida do Galo não ficou contente com o desempenho do time no campeonato nacional, além da perda do título da Sul-Americana em novembro.

    O primeiro tempo foi marcado pelos erros de marcação do Atlético, que viu o Palmeiras empolgado ofensivamente. Assim que a bola rolou, Vitor Roque conseguiu balançar as redes, mas a jogada foi impugnada pela arbitragem que assinalava impedimento, mas está seria apenas uma amostra do que estava por vir.

    Aos oito minutos, a defesa do Galo errou novamente na hora do recuo e Vitor Roque aproveitou para chutar em cima de Everson. Na sobra, Flaco Lopez consegue pegar e abrir o placar, 1 a 0. O Atlético teve a chance de empatar durante uma cobrança de escanteio de Scarpa, mas foi o Palmeiras que conseguiu ampliar o placar, após Arana errar e Allan bater com força, 2 a 0.

    Desesperado por está perdendo em casa, o time de Jorge Sampaoli ainda arriscou com Igor Gomes e Rony em duas oportunidades, mas sem acertar a direção. Um fator positivo para o Galo aconteceu aos 43 minutos da etapa inicial, quando Piquerez foi expulso, após a revisão do VAR, por uma entrada dura em Saravia, mas foi para o intervalo com uma derrota parcial.

    O segundo tempo do Atlético foi melhor, principalmente por ter uma vantagem numérica, mas desperdiçou com Dudu e Arana, todas defendidas pelo goleiro Carlos Miguel. Reserva, Hulk entrou na etapa final, mas não conseguiu superar o goleiro do Verdão, assim como Scarpa, que carimbou a trave. O Galo chegou a balançar as redes aos 29 minutos, mas o gol foi anulado após o VAR apontar um toque de mão de Rony.

    Para a tristeza da torcida atleticana, Luighi conseguiu ampliar o placar aos 36 minutos da etapa final e quase marcando outro gol na sequência, mas acertou a trave, finalizando a partida com vitória do Palmeiras por 3 a 0 fora de casa, sobre o Atlético.

  • Flamengo vence o Ceará e garante o título da Série A com uma rodada de antecedência

    Flamengo vence o Ceará e garante o título da Série A com uma rodada de antecedência

    O Flamengo derrotou o Ceará nesta quarta-feira (03/12), e garantiu com uma rodada de antecedência o título da Série A do Campeonato Brasileiro. O Maracanã explodiu em comemoração com o gol de Samuel Lino, ainda no primeiro tempo, tendo mais de 73 mil pessoas presentes para comemorar o nono título do time carioca. A conquista aconteceu quatro dias depois do título da Libertadores.

    Sem muita inspiração ofensiva, o time de Filipe Luís buscava o resultado positivo, enquanto o Vozão tentava aproveitar algum contra-ataque. O Rubro-Negro Carioca foi para cima, mas encontrou poucos espaços deixados pelo time adversário, encontrando dificuldade na hora de infiltrar-se, arriscando de fora da área.

    O Flamengo perdeu chances preciosas com Jorginho, Bruno Henrique, Arrascaeta e Carrascal, enquanto o Ceará assustaram algumas vezes com bolas levantadas na área, mas nada que assustasse ou fizesse o goleiro Rossi trabalhar.

    A massa rubro-negra enfim pôde soltar o grito de gol aos 36 minutos, quando Samuel Lino tabela com Carrascal, que devolve para o atacante bater cruzado e abrir o placar, 1 a 0. O restante da etapa inicial não houve outras novidades, indo para o intervalo com a vitória parcial dos mandantes.

    O Flamengo diminuiu o ritmo no segundo tempo e deu mais espaço para o Ceará, que tentou assustar com alguns contra-ataques. A vitória com um placar mínimo era o suficiente, mas o time de Filipe Luís queria garantir de uma vez o título nacional, empilhando ataques fracassados com Arrascaeta, Samuel Lino, Bruno Henrique, Jorginho e Everton Cebolinho. Mesmo sem balançar as redes novamente, o time carioca garantiu o título da Série A.

    Agora, o Flamengo cumprirá tabela na última rodada do Brasileirão, onde o técnico Felipe Luís provavelmente coloque em campo um time alternativo para enfrentar o Mirassol, no domingo (07), no Maião. No dia seguinte, o time viajará para o Catar, onde iniciará a preparação para a disputa da Copa Intercontinental.

  • A origem e influência das grandes torcidas brasileiras.

    A origem e influência das grandes torcidas brasileiras.

    Coração do futebol brasileiro, fazendo as arquibancadas pulsarem em uma só voz, as grandes torcidas brasileiras tornaram-se essenciais para a identidade dos clubes e até hoje, misturando paixão, política e até cultura em um sentimento de pertencimento único.

    Surgidas de movimentos espontâneos, que mais tardes formariam algumas organizadas, as torcidas transformaram-se em potências, definindo muito o que são até hoje: a alma do futebol nacional.

    O Portal Camisa12 vai te contar a origem e a influência das granes torcidas no cenário nacional.

    Origem

    As primeiras grandes torcidas do Brasil começaram a ser moldadas na década de 1940, a partir do crescimento urbano e da estabilização do futebol como principal manifestação cultural do país.

    Iniciando sua conquista de massa de seguidores onde grupos específicos como operários, imigrantes ou setores populares tentavam se consolidar nas estruturas nacionais e até conquistarem sucesso logo cedo.

    O rádio ajudou na ampliação destes movimentos ao transformarem clubes regionais em fenômenos brasileiros, permitindo que milhões de pessoas acompanhassem seus times mesmo sem estar presentes nos estádios. Logo em seguida, ocorreu a expansão da televisão entre os anos 1970 e 1990 nacionalizou ainda mais determinadas torcidas, especialmente as de clubes transmitidos com maior frequência, como Flamengo, Corinthians e outros que já possuíam grande apelo.

    Mas foi a partir dos anos 2000, com a chegada da internet e a potencialização das redes sociais que o crescimento dos números aconteceu de maneira considerável. Tendo como as mais engajadas e capazes de expandir sua influência para além das fronteiras dos estados e até mesmo do país, destacam-se torcidas como: Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Bahia e Sport Recife.

    Este processo de consolidação envolveu sucessos esportivos marcantes, vínculos identitários fortes com suas regiões e a criação de narrativas simbólicas que aproximaram o torcedor do clube.

    Moldadas pelas identidades regionais e nacionais, inspirando músicas, expressões e símbolos culturais, além de participarem ativamente de debates sociais e políticos, especialmente por meio de torcidas organizadas que, em determinados contextos, atuam como movimentos sociais, mas não são afetados apenas nesses quesitos.

    No campo econômico, o tamanho das torcidas afeta diretamente receitas de televisão, venda de produtos oficiais, acordos comerciais e até a capacidade dos clubes de manter elencos competitivos. A grande presença nos estádio pressionando diretamente dirigentes, influenciando decisões internas e criando atmosferas inesquecíveis são algo que auxiliam no desempenho esportivo.

    Torcidas brasileiras que ganham destaque nacionais

    • Flamengo – Dono da maior torcida do Brasil, o popular clube carioca popularizou-se entre os torcedores com o rádio, passando logo depois para o massivo alcance da TV.
    • Corinthians – Segundo clube com a maior torcida do país, sua identidade com à classe trabalhadora, consolidou sua imagem por conta do Movimento Democracia Corinthiana, ganhando um grande engajamento social.
    • São Paulo – Seu grande crescimento no cenário nacional aconteceu por conta das suas grandes conquistas dentro e fora do Brasil, especialmente com os títulos mundiais na década de 1990.
    • Palmeiras – Por ser uma equipe formada com raízes italianas, seu crescimento não apenas aconteceu por conta da imigração, mas também pelo ressurgimento de títulos importantes nos últimos anos.
    • Atlético-MG e Cruzeiro – Podemos falar que a forte polarização local e o desafeto entre os clubes, ultrapassaram não apenas as paredes dos estádios, como até mesmo o estado de Minas Gerais. Claro que os títulos recentes também fazem parte desse aumento de engajamento.
    • Grêmio e Internacional – Com as identidades regionais muito sólidas, os gigantes do Rio Grande do Sul também são potências nacionais quando o quesito é arrastar multidões no país. Suas grandes conquistas são responsáveis pelo aumento de popularidade em todo o Brasil.
    • Bahia e Sport – Donos das maiores torcidas do Nordeste, o crescimento das equipes no futebol brasileiro, principalmente por conta da era digital, são os reais motivos para a expansão dos clubes no cenário nacional.

    Influência no país

    Cultura e identidade

    As torcidas transformam o futebol em um grande espetáculo, com cânticos caindo no gosto popular, símbolos e cores encontrados no cotidiano da população, além de influenciar na mídia.

    Política

    Por muitas vezes, as torcidas organizadas participam ativamente de movimentos sociais, influenciando massivamente nas votações internas, políticas e em debates.

    Economia

    Equipes brasileiras que possuem grandes torcidas e até bons desempenhos, ganham maiores receitas de TV, além de venderem de forma massiva produtos licenciados e um poder comercial superior.

    Mídias

    Narrativas criadas para gerarem engajamento, reforçando as rivalidades, ajudam na construção de heróis e conquistam mais pessoas ao redor do país.

    A origem das grandes torcidas brasileiras se entrelaça com a própria história do país, e sua influência permanece sendo um ponto central para entender não apenas o futebol, mas também a cultura e a sociedade brasileiras.

  • Flamengo avança para contratar Gabriel Brazão, do Santos, visando 2026

    Flamengo avança para contratar Gabriel Brazão, do Santos, visando 2026

    Rubro-Negro mantém otimismo após sinal verde do goleiro e espera cenário mais favorável caso o Santos seja rebaixado.

    Diretoria do time carioca define Gabriel Brazão como alvo principal

    Campeão da Libertadores, o Flamengo busca reforçar o elenco para a próxima temporada e já escolheu um nome para a meta: Gabriel Brazão, goleiro do Santos. A movimentação ocorre após a saída iminente de Matheus Cunha, que assinou pré-contrato com o Cruzeiro.

    A diretoria rubro-negra aguarda o término do Brasileirão para retomar as tratativas com o Santos. O clube carioca acredita que o desfecho pode ser positivo, já que possui alinhamento financeiro com o atleta, de 25 anos.

    Santos resiste, mas cenário pode mudar

    No meio deste ano, Flamengo e Brazão chegaram a um acordo, porém o negócio travou pela postura firme do time paulista, que se apoia em uma multa rescisória considerada impagável no mercado nacional. O Peixe detém 60% dos direitos econômicos do goleiro; os outros 40% pertencem à Inter de Milão.

    Internamente, porém, há a percepção de que uma eventual queda do Santos para a Série B pode abrir margem para discutir valores. Brazão, revelado pelo Cruzeiro, teve passagens por clubes da Itália e Espanha antes de se firmar no Santos, onde assumiu a titularidade em 2024.

    Flamengo também vai discutir valorização de Rossi

    Enquanto mira Brazão, o Flamengo precisa tratar da situação de Rossi, destaque do título da Libertadores. O argentino, contratado sem custos em 2023, tem salário defasado em relação aos principais titulares e contrato até 2027. A diretoria vê como necessária uma valorização, mas ainda não há definição se o vínculo será estendido.

    Rossi atual goleiro titular do elenco flameguista
    Rossi atual goleiro titular do elenco flameguista. Foto: Flamengo

  • Palmeiras Campeão Brasileirão 2025: O que o Verdão precisa fazer e torcer nas últimas rodadas

    Palmeiras Campeão Brasileirão 2025: O que o Verdão precisa fazer e torcer nas últimas rodadas

    Após a derrota na final da Copa Libertadores, o Palmeiras concentra suas últimas energias no Campeonato Brasileiro, onde ainda mantém uma remota chance de conquistar o título.

    Com apenas duas partidas restantes, o time comandado por Abel Ferreira precisa de uma combinação de resultados quase perfeita para superar o rival Flamengo, que lidera a competição com cinco pontos de vantagem.

    A matemática do título é ingrata, mas a esperança alviverde segue viva. O Verdão precisa de um desempenho impecável e de um tropeço histórico do Rubro-Negro carioca.

    Reza braba resolve? A conta de 6 pontos e 1 ponto

    Para que o Palmeiras levante a taça do Brasileirão 2025, o cenário mais direto exige duas condições:

    1- O Palmeiras precisa vencer seus dois jogos restantes (contra Atlético-MG e Ceará), somando 6 pontos e chegando a 76 pontos na tabela.

    2- O Flamengo precisa somar no máximo 1 ponto em seus dois jogos restantes (contra Ceará e Mirassol).

    Foto: Ettore / AGIF

    O jogo crucial de quarta-feira

    A decisão do campeonato pode ocorrer já nesta quarta-feira. O Palmeiras enfrenta o Atlético-MG fora de casa, enquanto o Flamengo recebe o Ceará no Maracanã.

    • Se o Flamengo vencer o Ceará, o time carioca garante o título do Brasileirão 2025, independentemente do resultado do Palmeiras.
    • Se o Palmeiras vencer o Atlético-MG E o Flamengo perder ou empatar com o Ceará, a decisão é adiada para a última rodada.

    Os jogos restantes do Palmeiras e do Flamengo

    A reta final do campeonato será disputada em horários simultâneos, garantindo a emoção até o último minuto.

    EquipePróximo Jogo (Quarta-feira)Último Jogo (Domingo)
    PalmeirasAtlético-MG (Fora)Ceará (Fora)
    FlamengoCeará (Casa)Mirassol (Fora)

    A esperança alviverde é a última que morre

    Apesar da dificuldade, o Palmeiras se apega à possibilidade de que o Flamengo, já campeão da Libertadores, possa ter uma queda de rendimento. A torcida espera que o time de Abel Ferreira faça sua parte, vencendo o Atlético-MG e o Ceará, e que o Rubro-Negro tropece duas vezes.