Nesta última terça-feira (12/11), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reuniu-se em sua sede no Rio de Janeiro, com clubes, federações, profissionais do setor financeiro e consultores para a última reunião onde visam implementar um sistema de sustentabilidade para a economia. A fiscalização e aplicação das regras do projeto de Fair Play Financeiro para o futebol no país serão determinadas por um órgão independente.
O órgão deverá ser formado até o início do próximo ano, com profissionais que atuam no mercado. A estrutura se assemelhará à Câmara Nacional de Resolução de Disputas, responsável por cuidar dos problemas entre entes no esporte.
O Fair Play Financeiro será adicionado gradualmente, assim os clubes conseguirão se adaptar rapidamente a novidade. Caso as determinações não sejam cumpridas, sansões deverão ser aplicadas como multas, proibição na hora de contratar, perda de pontos e possivelmente um rebaixamento.
Há 10 anos atrás, a CBF chegou a implementar um regulamento que previa tirar pontos dos clubes que atrasassem na hora do pagamento aos jogadores. O STJD era o responsável de julgar e punir após entender a denúncia dos jogadores e representantes. Mesmo as sanções sendo raras, as irregularidades por muitas vezes não continuava.
O novo Fair Play se estende ao olhar do público, impasse entre os clubes, controle de gastos e outras coisas. A expectativa é que quem está cuidando deste projeto entenda que a aplicação das regras e escolhas das punições sejam capazes de serem executadas.
O modelo em definitivo deverá ser apresentado no dia 26 de novembro, no Summit CBF Academy.
Não existe frase mais verdadeira do que “as arquibancadas possuem vida própria”. Entre cânticos, bordões, gritos e memes, o torcedor transforma cada jogo em um show diferente.
Com frases que atravessaram gerações, tornando-se parte da cultura popular do futebol brasileiro, é necessário apenas um time entrar em campo para a algazarra ser completa, indo de “o campeão voltou” até os gritos de fé de “eu acredito”.
O Portal Camisa12 vai te relembrar alguns gritos, bordões e até os memes que se tornaram a alma do futebol, principalmente no Brasil.
Zoeira saudável
Revelando o humor e a paixão de quem vive intensamente o futebol, em que muitas vezes surgem em momentos difíceis, repetindo como se fosse um mantra para atrair um resultado positivo.
Entre rivais, as provocações são inevitáveis e fazem parte do folclore cultural, embalando cada vitória, principalmente com a adição das redes sociais nas brincadeiras.
Bordões famosos
Yes, we C.A.M: Uma adaptação do famoso slogan da campanha do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (Yes, we can), os atleticanos decidiram dar seu jeitinho brasileiro substituindo o “can” pela sigla do clube.
O grito ecoou nas arquibancadas durante os jogos do Galo durante a campanha vitoriosa da Libertadores de 2013, sempre deixando claro que: “Sim, nós podemos”.
Grito de guerra do Sport Recife: O mantra dos rubro-negros começou durante o carnaval, com uma agremiação chamada de “Turma Boa”, sendo ecoado desde a década de 30 durante a folia, como informou alguns historiadores.
“Cazá, cazá, cazá! A turma é mesmo boa! É mesmo da fuzarca!”.
Avanti, Palestra: Uma saudação que remete à história e origem italiana do clube, o grito de guerra resgata o amor pela história do clube.
Louco por ti, Corinthians: Cântico entoado para exaltar o sentimento de paixão avassaladora pelo Timão, é utilizada principalmente para incentivar o time, surgindo em 2007 nas arquibancadas do Pacaembu.
Memes das arquibancadas
A zoeira rola solta quando o assunto é futebol, principalmente com a ampliação do alcance por conta da era digital. Podendo ver desde sósias de jogadores, até torcedores com caras assustadoras, o futebol brasileiro segue respirando alegria e amor a camisa.
Faixa “hoje tem gol, do Gabigol”
Valsa 15 anos de Eduardo Sasha, na época jogador do Inter, zoando o Grêmio.
Torcedor do Santa Cruz garantindo que o time iria para a Libertadores.
Fica totalmente claro que o futebol vai muito além das quatro linhas, é paixão e, acima de tudo, a voz de quem vive intensamente cada momento de uma partida, seja no estádio, no sofá ou nas redes sociais.
Coração de um clube de futebol, a torcida demonstra seu amor constantemente por meio de músicas, faixas, bandeirões e acompanhando o time em qualquer lugar que ele atue.
Porém, o que muitos não sabem é que os torcedores possuem um estatuto próprio, que garante diversos direitos nas arquibancadas, desde segurança até acesso a informações adequadas. Mas isso não vem de mão beijada, já que a torcida também tem deveres a cumprir, para poder cobrar corretamente das autoridades.
O Portal Camisa12 vai mostrar quais são os direitos e deveres descritos no Estatuto do Torcedor.
O Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003) é uma legislação brasileira que busca assegurar os direitos dos torcedores em eventos esportivos no país, abrangendo temas como acesso aos estádios, segurança, ingressos e combate à violência, com o objetivo de garantir um ambiente mais harmonioso para os fãs de futebol.
Sancionado em 15 de maio de 2003, o estatuto original foi revogado em 2023 pela Lei Geral do Esporte, que estabeleceu as bases para a proteção dos torcedores no Brasil.
Direitos do torcedor
Buscando promover segurança, conforto e respeito durante os jogos, o estatuto garante a integridade física dos torcedores, assegurando que todos permaneçam em segurança nas instalações, além de oferecer proteção contra tumultos e invasões de campo.
Também é garantido o acesso a informações claras sobre regulamentos, preços de ingressos, condições do evento e dados gerais, como horários. O estatuto assegura ainda a circulação em áreas adequadas, com assentos confortáveis, banheiros limpos e bem conservados, além de estacionamento seguro, que deve ser oferecido pelo clube ou pelo estádio onde o jogo ocorre.
Outro ponto importante é o direito de registrar reclamações formais sobre falhas na prestação de serviços durante um evento, sem sofrer respostas ofensivas que possam denegrir a imagem do torcedor. O estatuto também protege contra qualquer tipo de discriminação, seja por raça, gênero, religião, idade ou origem social, garantindo que todos possam frequentar as dependências do estádio com segurança e liberdade para ser quem são.
Deveres
Mas isto tudo não quer dizer que o torcedor possa fazer o que quiser que estará acobertado. Não se engane. Quem quiser acompanhar seu time do coração também possui obrigações a serem respeitadas, tanto do estádio quanto do próprio evento.
É necessário respeitar as normas, não invadindo o campo ou áreas restritas, assim como manter um comportamento adequado, não se envolvendo em brigas, atos de vandalismo ou protagonizando cenas de violência, tudo isso não apenas para os torcedores adversários, englobando ainda os jogadores em campo.
É de total responsabilidade do torcedor o uso correto dos espaços, sem danificar as instalações e permanecendo apenas no seu assento.
Não seja louco de querer entrar em um jogo portando armas, fogos de artifício, explosivos ou objetos contundentes que podem ocasionar acidentes; é inteiramente proibido tudo isso.
O Estatuto do Torcedor chegou para assegurar os direitos de quem dá a vida para acompanhar seu time do coração, muitas vezes sofrendo por diversos fatores. Mas, para garantir uma experiência positiva para todos, é necessário que as pessoas entendam que vivem em sociedade, e ninguém é obrigado a compreender seu modo de agir.
Contribuindo com um ambiente saudável e incentivando o respeito ao próximo e às instalações em que se encontra, a paixão pelo futebol poderá ser vivida de uma forma mais leve.
A Atlas divulgou uma pesquisa nesta última quinta-feira (16/10), mostrando que a atual temporada da Série A do Campeonato Brasileiro sofre com uma rejeição de 65% do público. Dentro deste grupo, grande maioria que formam 46%, afirmam estarem insatisfeitas com a edição, enquanto apenas 19% declaram seu descontentamento. A situação piora quando boa parte dos entrevistas afirma que os árbitros do campeonato não são confiáveis, desacreditando das decisões durante os jogos.
O levantamento foi realizado entre os dias 06 e 10 de outubro, ouvindo cerca de 1.648 pessoas espalhadas por todo o Brasil.
O motivo de toda revolta são as polêmicas recentes e recorrentes no futebol brasileiro, com árbitros em campo tomando decisões errôneas e atrapalhando o desenrolar das partidas, algo que repercutido bastante nos bastidores do Brasileirão. Por este motivo, apenas 8% dos entrevistas afirmaram que estavam satisfeitos com a arbitragem nacional, enquanto 2% confirmaram que estavam bastante satisfeitos. Na contagem, 26% decidiram adotar a postura neutra.
A pesquisa ainda apontou a falta de critérios de igualdade adotadas em lances semelhantes ao longo da competição nacional, sendo o principal problema da arbitragem, como apontou 51% dos entrevistados. Outro questionamento foi o possível favorecimentos de clubes, fazendo com 50% optassem por está escolha na hora das críticas. A falta de preparo técnico dos árbitros, também é algo crucial, além da omissão de preparo técnico dos árbitros, apontadas em 34% e 32%, respectivamente.
Interferências de empresas de apostas também foi uma das pautas mencionadas, cerca de 16% ainda relembraram os casos de jogadores, empresários e árbitros envolvidos em fraudes nos resultados das partidas. É importante relembrar que cada entrevista poderia escolher até três alternativas como resposta.
O VAR também entrou no meio do levantamento, com 51% do entrevistados escolhendo que ele “melhorou um pouco”, a qualidade da arbitragem. Contudo, 53% ainda afirmam que o sistema de juízes do Brasileirão piorou em relação a temporada passada.
Ainda foram citados os árbitros com maiores rejeições do público, tendo Ramon Abatti Abel no topo com 38%, Wilton Pereira Sampaio com 27% e Anderson Daronco fechando o Top-3 com 25%. O engraçado é que o gaúcho também aparece entre os três primeiros na avaliação positiva dos torcedores, com 31% de aprovação. Edina Alves e Raphael Claus fecham a lista com 25% cada.
Fundamental para um clube de futebol, a torcida representa não apenas uma fonte de apoio financeiro, mas também uma forte fidelidade emocional, transformando-se na alma e na identidade de uma agremiação. Muitas vezes, esses indivíduos se organizam para apoiar o time de forma mais intensa, formando um dos pilares culturais dos estádios ao redor do mundo.
Presentes nas arquibancadas, seja em casa ou fora, utilizando bandeiras, cantos e mosaicos, as torcidas organizadas têm como objetivo incentivar seu próprio time e intimidar os adversários, criando um espetáculo visual e uma poderosa demonstração de amor verdadeiro.
Uma das mais conhecidas e importantes do cenário paulista, a Torcida Jovem do Santos demonstra toda sua dedicação ao clube, embora, por vezes, esse amor extrapole os limites dos estádios.
O Portal Camisa12 vai te contar a história da Torcida Jovem e sua tradição nos clássicos paulistas, colocando você por dentro de toda a sua importância nas arquibancadas nacionais e também ao redor do mundo.
História
Fundada em 26 de setembro de 1969, no bairro do Brás, por 13 jovens que acompanhavam o clube em jogos na capital, a Torcida Jovem do Santos foi a primeira torcida organizada do Peixe a ser criada. Seu surgimento teve como principal objetivo apoiar o time de forma organizada, demonstrando a paixão de seus torcedores por um clube litorâneo.
Com o lema “Com o Santos onde e como ele estiver”, a TJ participou ativamente da oposição nas eleições do Santos em 1970, ingressando desde então na vida política do clube — chegando, inclusive, a eleger seus próprios integrantes para o Conselho Deliberativo.
Durante o Regime Militar no Brasil, as preocupações da torcida não se limitaram apenas ao futebol: a Torcida Jovem também se posicionou em questões sociais, demonstrando que não se renderia facilmente diante das lutas da época.
Tornando-se uma das maiores referências em padronização no futebol paulista, a Torcida Jovem se orgulha de ter uma das melhores baterias e letras de arquibancada do país. Além disso, é a única torcida organizada do Santos com sede fora da cidade litorânea, afirmando que, para ver o Peixe jogar, é necessário ter o “DNA do torcedor santista”.
Tradição no cenário paulista
Com um papel marcante nos clássicos paulistas, a Torcida Jovem nasceu e se consolidou em São Paulo, mesmo sendo o Santos um clube do litoral. Isso fez com que os confrontos diante dos gigantes do estado tivessem um peso especial para seus membros.
Desde sua fundação, a Torcida Jovem sempre priorizou os jogos na capital, especialmente os clássicos disputados em estádios como o Morumbi, o Pacaembu e, mais recentemente, o Allianz Parque. Por meio de grandes caravanas organizadas, a agremiação tornou-se símbolo da resistência praiana em solo paulistano.
Montando grandes festas com bandeirões, instrumentos e faixas temáticas, o apoio incondicional virou marca registrada da torcida evidenciado tanto nos momentos de crise interna quanto nas más fases dos últimos anos.
Controvérsias em sua história
Infelizmente, toda a tradição da Torcida Jovem nos clássicos também é marcada por um histórico de rivalidades intensas com outras organizadas, resultando em confrontos violentos e gerando repercussão negativa.
Um desses episódios ocorreu em setembro, quando a Torcida Jovem e a Sangue Jovem, duas das principais organizadas do Santos, foram proibidas de frequentar estádios em todo o estado de São Paulo, punição válida até o fim de 2025.
As torcidas foram punidas devido a uma série de conflitos registrados durante a goleada sofrida para o Vasco, em partida realizada no Morumbis. A decisão foi tomada pela Federação Paulista de Futebol, após recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
Atualidade
Seguindo como uma das maiores e mais influentes torcidas organizadas do país, a Torcida Jovem do Santos carrega, em seus mais de 50 anos de história, a representação da paixão de gerações por um clube.
Mesmo diante dos desafios enfrentados e até expondo os contrastes desse tipo de agremiação, segue firme como voz ativa do torcedor santista, mostrando que a alma do clube vai muito além das quatro linhas de um campo ou das paredes de um estádio, deixando seu legado vivo no cenário nacional.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou uma série de mudanças que prometem revolucionar o calendário do futebol brasileiro a partir de 2026. O objetivo é valorizar as competições nacionais, dar equilibrar o número de jogos disputados.
As alterações abrangem a redução das datas dos Campeonatos Estaduais, o aumento da duração do Brasileirão Série A, e novos formatos para a Copa do Brasil, Brasileirão Série C e Série D.
Série A mais longa e Estaduais reduzidos
O principal impacto das mudanças está no topo das competições. O Campeonato Brasileiro da Série A ganhará mais espaço, começando em 28 de janeiro e indo até 02 de dezembro, garantindo uma temporada mais longa e menos apertada.
Em contrapartida, os campeonatos estaduais serão condensados em apenas 11 datas (de 11 de janeiro a 8 de março). Esta decisão prioriza o Brasileirão Série A e visa reduzir o desgaste dos jogadores nos clubes de elite no início da temporada.
Início: O Brasileirão 2026 começará em 28 de janeiro.
Fim: A última rodada será disputada em 2 de dezembro.
Finais do Estaduais: Apenas nas semanas das finais dos estaduais haverá folga nacional, sem rodadas do Brasileirão.
Copa do Brasil: Mais clubes e final única
A Copa do Brasil passará de 92 para 126 participantes em 2026 (e 128 em 2027). A competição terá sua final em jogo único no dia 6 de dezembro, encerrando o ano, em campo neutro.
Nas quatro primeiras fases, são apenas jogos únicos. O formato de ida e volta começa apenas a partir da 5ª fase e segue até a semifinal. O torneio começa com os 24 equipes piores no ranking de clubes. Na segunda fase, mais 74 equipes completa.
Quinta fase: 20 clubes da Série A (incluindo os quatro que sobem da Série B).
Terceira fase: Campeão da Copa Nordeste, Copa Verde, Série C e Série D.
Ranking das federações (1 e 2): 06 vagas.
Ranking das federações (3 e 5): 05 vagas.
Ranking das federações (6 a 14): 04 vagas.
Ranking das federações (15 a 27): 03 vagas.
Novo torneios regionais e nova estrutura
A CBF investiu na criação e reestruturação de torneios regionais com 10 datas. As partidas ocorrerão entre março e junho. Os clubes que estiverem disputando a Libertadores ou a Sul-Americana não participarão desses torneios regionais.
Copa Sul-Sudeste (12 clubes): Serão 2 vagas para cada estado (PR, RS, SC, RJ, SP e MG).
Copa do Nordeste (20 clubes): Aumenta o número de participantes.
Copa Centro-Oeste e Copa Norte: O vencedor de cada uma se enfrentará para definir o campeão da Copa Verde. Detalhe: Clubes do Espírito Santo jogarão a Copa Centro-Oeste.
Aumento de clubes nas Séries C e D
As divisões de acesso, que são a base do futebol nacional, finalmente terão mais fôlego e mais equipes com calendário.
Série D: De 64 para 96 Times em 2026!
A Quarta Divisão aumentará de 64 para 96 equipes, garantindo pelo menos 14 partidas para cada clube. O novo formato será:
Fase de Grupos Gigante: 16 grupos com 6 times cada.
Playoffs e Acesso: Quatro fases de mata-mata até a definição dos acessos.
Série C: Aumenta e Ganha Novo Formato em 2028
A Terceirona, até 2028, passará de 20 para 28 clubes. O novo formato a partir de 2028 vai ficar da seguinte maneira:
Dois Grupos de 14: Jogos de ida e volta na primeira fase.
Mais Rebaixamento: Seis clubes cairão para a Série D, garantindo maior competitividade.
Evento da CBF sobre as mudanças no calendário. Rafael Ribeiro/CBF