Em sua primeira participação na elite do futebol brasileiro, o Mirassol fez história e conseguiu se classificar para a Libertadores de 2026. A confirmação da vaga veio nesta quinta-feira (20/11), após a derrota do São Paulo para o Corinthians, fazendo com que o Leão Caipira não conseguisse ser mais alcançado por nenhuma equipe fora do G-7.
O Mirassol que havia empatado com o Santos nesta última quarta (19) em 1 a 1, chegou a histórica marca dos 60 pontos, totalizando 14 a mais que o oitavo colocado na tabela, sendo este o São Paulo, restando apenas agora 12 pontos em disputa, conquistando sua vaga na competição continental com três rodadas de antecedência.
Time centenário que disputa a Série A do Brasileirão pela primeira vez em sua história, o Leão se garante ao menos nas fases preliminares da Libertadores, mas segue encaminhando para uma vaga diretamente na fase de grupos do torneio continental.
O clube paulista tem como principal objetivo ficar no G-5 do campeonato nacional, indo diretamente para a fase de grupos. Caso a meta seja alcançada, a diretoria distribuirá um bônus de R$ 7,5 milhões para o elenco e comissão técnica.
Para se aproximar cada vez mais dos seus planos, o Mirassol retorna a campo nesta próxima segunda-feira (24/11), quando enfrentará o Ceará, no Estádio Maião, às 19h (horário de Brasília).
O Mirassol pode surpreender no mercado e anunciar um nome conhecido do futebol brasileiro para a próxima temporada.
O clube paulista, que está muito perto de garantir vaga inédita na Libertadores, prepara uma proposta pelo centroavante uruguaio Abel Hernández, de 35 anos, atualmente no Liverpool-URU.
A informação foi divulgada pelo jornalista uruguaio Sebas Giovanelli, que afirma que o jogador está insatisfeito em Montevidéu e vê com bons olhos um retorno ao Brasil.
Abel Hernández, atacante uruguaio – Foto: Ricardo Duarte/Internacional
Na temporada atual, o centroavante soma 26 gols em 39 partidas, números que chamaram a atenção da diretoria.
O contrato de Abel Hernández com o clube uruguaio termina em 31 de dezembro, e o atleta também desperta interesse do Olimpia, do Paraguai, e do Universitario, do Peru.
Quase campeão brasileiro pelo Internacional e passagem no Fluminense
Com 1,85m, Abel Hernández atuou pelo Internacional nas temporadas de 2020 e 2021. O centroavante chegou muito perto de conquistar o título do Brasileirão Série A de 2020, quando marcou um gol contra o Corinthians na última rodada.
Entretanto, o lance foi anulado pelo árbitro Wilton Pereira Sampaio, que assinalou falta do atacante em Cássio.
Pelo Colorado,somou 31 jogos e seis gols. No mesmo ano, se transferiu para o Fluminense, onde permaneceu até o fim de 2021. Pelo Tricolors, acumulou nove gols em 40 partidas.
Chances do Mirassol de jogar a Libertadores 2026:
De acordo com a projeção do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Mirassol tem 99,99% de chances de disputar a próxima Libertadores.
A equipe comandada por Rafael Guanaes ocupa a quarta colocada do Campeonato Brasileiro, com 60 pontos, e já planeja reforços para competir internacionalmente em 2025.
Reinaldo e Gabriel, jogadores do Mirassol – Foto: Pedro Zacchi/Mirassol
O treinador do Palmeiras não poupou críticas aos árbitros após o 0 a 0 contra o Vitória e defendeu Andreas Pereira, expulso por reclamar de um cartão amarelo considerado «ridículo».
Após o empate frustrante em 0 a 0 com o Vitória, resultado que se seguiu a duas derrotas consecutivas e abriu caminho para o Flamengo no Brasileirão, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, focou a sua coletiva de imprensa na atuação da arbitragem. O português não hesitou em rebater as narrativas de favoritismo do clube e questionou duramente os critérios adotados.
Abel iniciou o seu desabafo criticando as polêmicas recentes envolvendo o time: «Precisamos discutir várias coisas. As narrativas que foram criadas de que o Palmeiras é favorecido pelos árbitros… O Andreas [Pereira] recebe o primeiro cartão amarelo com o árbitro a cinco metros de distância, e ele nem sequer tocou no adversário. São fatos», declarou.
O caso Andreas Pereira e a falta de critério
O treinador intensificou a crítica ao lembrar de um lance controverso em um clássico anterior, comparando a situação com a expulsão de Andreas Pereira no jogo contra o Vitória.
Créditos: Imago
Abel questionou a inconsistência na aplicação das regras e saiu em defesa do seu jogador, que recebeu o cartão vermelho: «Não consigo entender o primeiro cartão amarelo para o Andreas, estávamos atacando, ele ganhou a bola, estava na frente, e o árbitro não viu. Será que vão punir esse árbitro também. Sabem por que o Andreas foi expulso? Por ter dito: ‘É ridículo o cartão amarelo que você me deu’. Tudo o que ele escrever que não seja isso é falso.»
Autocrítica
Apesar do foco na arbitragem, Abel Ferreira reconheceu que o desempenho do Palmeiras esteve abaixo do esperado: «Sobre o jogo, demos 45 minutos de vantagem ao nosso adversário. Total apatia, faltou assumir a responsabilidade de chutar, enfrentar no um contra um, arriscar. Foi nossa responsabilidade termos sido passivos no primeiro tempo, muito abaixo do esperado para quem quer disputar o título.»
O português encerrou a sua participação com uma citação, deixando claro que o clube deve controlar o que está ao seu alcance:
«Quando fizermos as contas do que devemos e do que recebemos e das narrativas que foram criadas ao longo dos anos… A responsabilidade por estarmos na posição em que estamos, na final da Libertadores, é nossa. A responsabilidade por estarmos na posição em que estamos no campeonato, é nossa. Mas «só me engana quem eu permito que me engane.»
Apesar de atualmente viver um episódio problemático com possibilidades de rebaixamento, a história do Esporte Clube Juventude é inseparável da paixão vibrante de sua torcida.
Conhecida carinhosamente como a «Papada», a massa alviverde da Serra Gaúcha representa o orgulho de uma comunidade e carrega uma tradição rica, moldada por momentos de glória e superação.
A História e o Nome «Papada»
A denominação «Papada» tem uma origem peculiar e curiosa. Nos primórdios do clube, os atletas utilizavam golas altas nos uniformes – aquelas camisetas retrô que os adeptos gostam tanto de comprar atualmente. Em um período em que o Juventude se destacava por sua organização e disciplina, o apelido surgiu em referência à pose altiva e às golas que pareciam «papas» (golas de padre) ou, em outra versão popular, a uma alusão à aparência de «papudos» devido à gola alta ou ao peito estufado de orgulho.
Apesar da alusão inicial ser pejorativa, depois o termo foi adotado com carinho pela própria torcida, perdendo qualquer conotação negativa e se tornado um símbolo único de identidade e fidelidade à equipa.
Créditos: EC Juventude
A torcida alviverde se consolidou como um bastião de resistência na região, especialmente por ser a primeira a se firmar em Caxias do Sul. Sua história é marcada pela rivalidade intensa contra o Caxias, o que sempre inflamou o apoio e a presença no Estádio Alfredo Jaconi.
Momentos históricos da equipe e da torcida
O Juventude, diferentemente dos grandes da capital gaúcha, construiu sua base de fãs em torno de grandes feitos que colocaram o clube no cenário nacional e internacional, atraindo e solidificando a lealdade de seus adeptos:
O Título da Copa do Brasil de 1999: Este é, sem dúvida, o marco mais importante na história da Papada. Vencer a Copa do Brasil e derrotar o Botafogo na final, no Maracanã, foi um feito digno de herois. Esse título garantiu ao Juventude uma vaga na Copa Libertadores da América, elevando o clube a um patamar inédito naquele momento. A conquista atraiu uma nova geração de torcedores e gravou o nome do Juventude na memória do futebol brasileiro.
Créditos: EC Juventude
O Campeonato Gaúcho de 1998: Quebrar a supremacia do Grêmio e Internacional e conquistar o Gauchão após décadas de domínio da dupla Gre-Nal foi uma demonstração de força e um momento de imenso orgulho para a comunidade caxiense.
A «Era Iê-Iê-Iê»: Períodos de forte identidade e sucesso regional que pavimentaram o caminho para as conquistas posteriores e criaram as bases da tradição do clube.
Nas subidas e nas descidas: A Papada é frequentemente testada pela inconstância das divisões nacionais. O apoio incondicional nas séries B, C e até D, com longas viagens para apoiar o time longe de casa, é a prova da sua fidelidade, atraindo aqueles que valorizam o amor à camisa acima dos resultados imediatos.
Tradições da Papada: O Coração Alviverde
As tradições da torcida do Juventude giram em torno da mística do Alfredo Jaconi e de seu compromisso com as cores verde e branca.
Créditos: EC Juventude
O «Grito de Guerra» e os Cânticos da Papada são conhecidos por sua energia e por exaltarem a história de luta do clube. Em dias de jogo, a Curva Norte do Jaconi, onde se concentram as principais organizadas, se transforma no epicentro do apoio.
Quando são disputados jogos decisivos, o espetáculo de fumaça verde, bandeiras gigantes e mosaicos feitos com cartolinas se tornam uma marca registrada, transformando o Jaconi em um mar de verde e branco.
Existe também uma forte tradição de transformar o Alfredo Jaconi em um verdadeiro fortim. A Papada tem orgulho de ser o 12º jogador, usando a pressão e o calor da Serra Gaúcha para tornar a casa do Juventude um lugar temido pelos adversários.
A torcida mantém uma ligação profunda com as raízes da imigração italiana para a zona e com a cultura de Caxias do Sul. Ser da Papada é ser um representante da identidade serrana e distinguida, bem reconhecida no futebol brasileiro.
Em suma, a Papada não é apenas uma simples torcida, mas sim um símbolo de resiliência e tradição, que se apoia em todos os momentos – inclusive perto do rebaixamento à Série B, como pode acontecer em breve.
Sua história, marcada por conquistas épicas e momentos de provação, cimentou um amor que se manifesta no Jaconi com a força e a garra características do povo da Serra Gaúcha.
FAQs sobre a Torcida do Juventude (a Papada)
Qual é o nome oficial da torcida do Juventude? O nome oficial da torcida é Torcida do Esporte Clube Juventude, mas ela é carinhosamente e amplamente conhecida como a “Papada”.
De onde vem o apelido “Papada”? O apelido “Papada” surgiu de uma característica dos uniformes antigos do clube. Os atletas utilizavam golas altas, que eram comparadas, de forma popular, a “papas” (golas de padre) ou remetiam à ideia de estarem com o peito estufado de orgulho, dando a aparência de “papudos”. O termo foi adotado pela própria torcida como um símbolo de sua identidade.
Em que cidade está sediada a torcida do Juventude? A torcida do Juventude está sediada em Caxias do Sul, no estado do Rio Grande do Sul. O clube é um dos grandes representantes da Serra Gaúcha.
Qual é o momento mais importante da história do clube que atraiu e solidificou a Papada? O momento mais importante é a conquista da Copa do Brasil em 1999. Esse título, obtido com a vitória sobre o Botafogo no Maracanã, elevou o Juventude a um novo patamar, garantiu-lhe uma vaga na Copa Libertadores e atraiu uma nova e grande leva de torcedores.
Além da Copa do Brasil, qual outro título marcou a história da torcida? Outro título de grande relevância foi o Campeonato Gaúcho de 1998. Essa conquista foi importante por quebrar a histórica hegemonia da dupla Gre-Nal (Grêmio e Internacional), sendo um momento de imenso orgulho para a comunidade caxiense.
Qual é o principal local de manifestação e tradição da Papada no estádio? O principal local de apoio e tradição é a Curva Norte do Estádio Alfredo Jaconi, onde as torcidas organizadas se concentram. É lá que se iniciam os cânticos e a festa alviverde.
Qual é o papel da torcida em relação às divisões nacionais? A Papada se destaca pela sua fidelidade em acompanhar o time independentemente da divisão. O texto menciona que o apoio incondicional nas séries B, C e até D, com longas viagens, é uma prova da dedicação da torcida, que valoriza o amor à camisa acima da posição do clube na tabela.
O São Paulo não contará mais com Lucas Moura nesta temporada. O atacante de 33 anos passou por uma nova infiltração no joelho direito e só deve voltar a atuar em 2026.
O procedimento ocorreu após o jogador relatar dores persistentes, mesmo depois de sessões de fisioterapia.
Lucas em treino no CT da Barra Funda – Foto: Erico Leonan/São Paulo
De acordo com o clube, a infiltração foi feita na região posterior do joelho para aliviar o incômodo. Por precaução médica, a comissão técnica já trabalha com o retorno apenas para o próximo ano.
Problema no joelho Lucas Moura limita sequência do camisa 7 no São Paulo
Lucas vem sofrendo com problemas no joelho direito desde a artroscopia realizada em 30 de agosto, quando uma fibrose foi removida. Voltou a atuar, mas o incômodo permaneceu.
Desde então, o atacante participou de nove partidas, sendo titular em quatro. O novo episódio de dor obrigou o departamento médico a optar por outra intervenção. Eficaz no curto prazo, mas que impede o atleta de continuar atuando na temporada.
Irregularidade de Lucas Moura no São Paulo
Com dificuldades para manter sequência em campo, Lucas encerra o ano com 28 partidas oficiais e cinco gols marcados. A temporada, que começou com expectativa de protagonismo, terminou abaixo do planejado devido às limitações físicas.
O atleta usará o período até dezembro para seguir tratamento e fortalecer a região. A previsão é de que se apresente em 2026 já em condições de realizar a pré-temporada completa.
Ficha do jogo – São Paulo x Corinthians:
Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP).
Data: 20 de novembro de 2025.
Hora: 19h30 (horário de Brasília).
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Maira Mastella Moreira (RS)
Quarto árbitro: Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA)
Inspetor: Jose Mocellin (RS)
Assessor: Cleidy Mary dos Santos Nunes Ribeiro (SC)
VAR: Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (MG)
AVAR: Helen Aparecida Goncalves Silva Araujo (MG)
AVAR2: Rodrigo Nunes de Sa (RJ)
Observador de VAR: Marcos Andre Gomes da Penha (ES)
Inspirado na relação profunda entre clube e torcedores, o uniforme utiliza como slogan a expressão do técnico português Abel Ferreira: “Ser palmeirense é um estilo de vida”.
Preço e onde comprar a nova terceira camisa do Palmeiras para 2025/26
A nova camisa busca traduzir a paixão alviverde de forma visual, refletindo a emoção de vestir o manto dentro e fora do estádio. Segundo o clube, o conceito ultrapassa o futebol, representando o Palmeiras como uma forma de viver e se expressar.
O lançamento também celebra o Avanti, programa de sócios. O Verdão destacou que representa a identidade do palmeirense, que transforma o amor pelo time em atitude e presença.
A camisa está disponível do P ao 3GG, pelo valor de R$ 499,99. A venda inicial é exclusiva para os sócios-torcedores Avanti, tanto na Palmeiras Store online quanto nas lojas físicas.
Abel Ferreira e alguns jogadores do Palmeiras com o terceiro uniforme para 2025/26 – Foto: Divulgação
Estreia amarga pela Série A 2025
O novo manto estreou na quart-feira (19/11), no Allianz Parque, em duelo antecipado da 37ª rodada do Brasileirão. O jogo terminou empatado sem gols para a frustração dos mandantes.
Ficha do jogo – Palmeiras 0 x 0 Vitória:
Competição: 37ª rodada – Brasileirão Série A (jogo adiantado)
O Flamengo sofreu um duro golpe em sua preparação para a finalíssima da Copa Libertadores! A menos de dez dias do grande confronto brasileiro contra o Palmeiras, o atacante Pedro foi oficialmente cortado da partida após exames confirmarem uma lesão muscular de grau elevado.
O diagnóstico, divulgado nesta terça-feira (19), frustra os planos da comissão técnica e representa uma perda significativa para o Rubro-Negro na luta pelo título continental.
O jogador sentiu o problema durante o treinamento da última terça-feira (18), e a ressonância magnética realizada na manhã de hoje atestou uma lesão no músculo reto femural da coxa esquerda. Por se tratar de uma lesão de recuperação complexa e lenta, o departamento médico já trabalha com a certeza de que a contusão irá encerrar precocemente a temporada de 2025 do centroavante.
Créditos: Pablo PORCIUNCULA / AFP
O fim do sonho na Libertadores e Intercontinental
A notícia é particularmente devastadora, pois anula qualquer possibilidade de Pedro participar da revanche contra o Palmeiras no próximo dia 29. A expectativa era alta para o desempenho do camisa 9 no jogo decisivo, visto que ele é uma das principais referências ofensivas do elenco.
Além disso, a gravidade da lesão torna improvável que o atacante esteja disponível até mesmo para a disputa da Copa Intercontinental, marcada para 17 de dezembro, caso o Flamengo consiga levantar a taça da Libertadores. Assim, o foco da recuperação se volta agora para a pré-temporada de 2026.
O drama da troca de lesões
O que torna o caso ainda mais dramático é a ironia do timing. Pedro vinha de uma intensa recuperação de uma fratura no antebraço direito, sofrida ainda na primeira semifinal contra o Racing. Havia grande especulação de que ele teria condições de jogo para a final, utilizando uma proteção especial autorizada.
A esperança foi reforçada justamente nesta terça-feira (19). O atacante realizou exames de acompanhamento na lesão do braço e recebeu notícias positivas, com a consolidação da fratura caminhando bem. Isso alimentava a expectativa de que ele poderia atuar, inclusive, no jogo contra o Atlético-MG pelo campeonato Brasileiro.
No entanto, o revés na coxa esquerda anulou completamente o alívio sentido, transformando a expectativa de retorno em um desfalque garantido. O Flamengo agora precisa correr contra o tempo para reajustar seu planejamento tático, perdendo uma peça fundamental no ataque para a final mais importante do ano.
Fluminense e Flamengo se enfrentam nesta quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. O jogo será às 21:30 hrs (horário de Brasília).
Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:
Premiere
O Fluminense está na 7ª posição do campeonato, somando 51 pontos, em busca de uma vaga para a Libertadores. Esse jogo é importante para ultrapassar o Bahia e permanecer entre os seis primeiros.
Com o objetivo de consolidar a liderança do Campeonato Brasileiro, o Flamengo segue com 71 pontos, três a mais que o vice-líder Palmeiras. Além de ser um clássico, esse jogo é importante para o Flamengo na reta final do campeonato, não podendo vacilar se ainda quer permanecer na liderança.
Prováveis escalações:
Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Thiago Silva, Freytes e Renê; Martinelli, Hércules e Lucho Acosta; Serna, Canobbio e Everaldo.
Flamengo: Rossi; Emerson Royal, João Victor, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Erick Pulgar, Saúl (Jorginho), Everton Cebolinha; Luiz Araújo, Bruno Henrique e Samuel Lino (Carrascal).
Palpites para o jogo:
Mercado: Vitória do Flamengo Explicação: O líder Flamengo vem mostrando uma ótima qualidade dentro de campo. Acreditamos que será um jogo difícil, por se tratar de um clássico, mas ainda assim o Flamengo mostra superioridade.
Nas arquibancadas espalhadas pelo mundo, antes mesmo de o apito soar, o coro das torcidas transforma o estádio em um cenário vibrante e único, dando a impressão de que o time é empurrado pelas ondas sonoras que tomam o local.
Marca registrada das equipes brasileiras, os cânticos que embalam os 90 minutos de jogo tornaram-se virais, atravessando décadas e sendo passados de geração em geração.
O Camisa 12 vai te contar quais são os cânticos mais marcantes da história do futebol brasileiro.
As arquibancadas formam um universo próprio, onde a paixão coletiva se transforma em melodia e cada canto carrega identidade, memória e história. Espalhadas pelo país e também pelo mundo quando os clubes disputam competições continentais e mundiais, elas guardam tradições tão fortes que muitos cânticos ultrapassaram fronteiras e resistiram ao tempo.
E essas manifestações não se limitam ao amor pelos clubes. Muitas vezes, despertam o patriotismo, como nas Copas do Mundo, quando os torcedores entoam em uma só voz: “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.
Os tradicionais times do futebol brasileiro possuem seus próprios hinos e cânticos, e alguns trechos se tornam verdadeiros símbolos para seus torcedores, como a euforia da multidão rubro-negra ao cantar “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”, ou a promessa de fidelidade imortalizada pela torcida gremista em “Até a Pé Nós Iremos”.
Ao longo das décadas, torcidas no Brasil e no mundo criaram hinos que atravessam estádios, culturas e gerações, marcando o ritmo da partida e, muitas vezes, impulsionando seus times rumo à vitória.
Cânticos brasileiros na Copa do Mundo
Durante as Copas do Mundo, os torcedores brasileiros criam uma atmosfera única, marcada por cânticos que se tornam quase rituais nacionais.
Em 2014, quando o Brasil sediou o Mundial, ganhou força a adaptação “Eu tô voltando pra casa”, que se espalhou pelas ruas, festas e transmissões, simbolizando o sonho de conquistar o hexa em solo brasileiro. Mas o final desta história é melhor esquecer, porque a única coisa que ficou por aqui foi a humilhação mesmo.
O clima festivo característico do país muitas vezes adiciona sambas, marchinhas e funks adaptados, que surgem do nada nas arquibancadas, dando às Copas um toque de brasilidade que se destaca entre as torcidas de outros países.
Até músicas de comerciais ganham destaque quando se trata de competição, como o som da propaganda do Itaú, que juntou Fernanda Takai e Paulo Miklos para cantar o inesquecível refrão: “Mostra tua força, Brasil, e amarra o amor na chuteira. Que a garra da torcida inteira vai junto com você, Brasil.”
Algumas músicas que embalam os times brasileiros
Internacional “Inter, estaremos contigo, tu és minha paixão. Não importa o que digam, sempre levarei comigo minha camisa vermelha e a cachaça na mão. O gigante me espera para começar a festa!”
Sport “Cazá! Cazá! Cazá, cazá, cazá! A turma é mesmo boa, é mesmo da fuzarca! Sport! Sport! Sport!”
Santa Cruz “Santa, meu eterno amor, nunca negarei que sou Tricolor. Sempre vou te amar, nunca vou te abandonar.
Santa Cruz, minha paixão, cantarei por ti a nossa tradição. Sempre vou te amar, nunca vou te abandonar.”
Corinthians “A semana inteira fiquei esperando pra te ver, Corinthians, pra te ver jogando. Quando a gente ama, não mede esforço pra te ver jogar, te ver jogar, te ver jogar.”
Mais do que simples cantos, as músicas representam a paixão, a energia e a criatividade das torcidas brasileiras na hora de apoiar seus respectivos “amores verdadeiros”. Elas transformam cada estádio em um espetáculo de cores, sons e emoções, fazendo do futebol um verdadeiro fenômeno cultural no país.
Cauan Barros quase deixou o futebol, ainda jovem, por causa de uma lesão, mas retornou ao Vasco, amadureceu no clube e hoje é titular com Fernando Diniz.
O trauma que quase encerrou a carreira do volante
O volante Cauan Barros, hoje peça fundamental no meio de campo do Vasco sob o comando do técnico Fernando Diniz, esteve perto de abandonar a carreira aos 18 anos. Prestes a disputar sua primeira Copinha, o jogador sofreu uma lesão na lombar durante um treino e ouviu que poderia precisar de cirurgia. Abalado, pegou suas coisas e deixou o Rio de Janeiro rumo à Terra Indígena Pankararu, no sertão de Pernambuco, onde viveu a infância.
Segundo o pai, Clécio, Barros sempre foi “muito afoito” e já havia cogitado desistir do futebol em outras frustrações. Durante um mês na aldeia, o atleta afirmou que largaria tudo < contrato, carreira, compromissos > até ser convencido a retornar ao Vasco para tratar a lesão. A recuperação ocorreu sem cirurgia, e a volta coincidiu com oportunidades no sub-20, onde se destacou e fez boa temporada.
Da Copinha à disputa pela titularidade no profissional
Em 2023, Cauan disputou sua primeira Copinha, marcou gol e ganhou suas primeiras chances no time principal. O jovem chegou a balançar as redes em um jogo contra o São Paulo, mas a troca de treinador o deixou no banco até o fim da temporada. Sem espaço, ele foi emprestado ao Amazonas e ao América-MG, período que, segundo seu empresário, foi decisivo para seu amadurecimento pessoal e profissional.
Em agosto deste ano, retornou ao clube alvinegro e ganhou vaga entre os titulares de Diniz. Após grande atuação contra o Botafogo, pelas quartas da Copa do Brasil, o treinador afirmou que ele “tem um futuro brilhante”.
O atleta do lado da sua família em Pernambuco. Foto: GE Globo/Arquivo Pessoal
Origens reveladas somente após viralizar
No início da trajetória no Vasco, o esportista escondia suas raízes indígenas por medo de chacotas entre os colegas. Foi uma publicação da Funai, após sua assinatura do primeiro contrato, que revelou sua origem ao clube. A partir daí, conversas com psicólogos e a equipe de apoio o ajudaram a valorizar sua identidade.
A ascensão de Cauan é acompanhada com orgulho na aldeia onde nasceu, no interior de Pernambuco. A comunidade, distante das grandes cidades, é marcada pela simplicidade e celebra cada avanço do jogador, que cresceu em meio aos costumes tradicionais dos Pankararus.
O acaso que o levou ao Vasco
Barros teve uma passagem pelo Primavera-SP decisiva. Ele havia sido aprovado em um teste para jogar no Athletico-PR, mas o clube paulista ofereceu salário maior e emprego ao pai, mudando o rumo da família. Em 2019, em um treino avaliativo, um olheiro do Vasco estava no local para observar outro atleta > que se machucou e Cauan entrou apenas para completar o time e acabou chamando atenção ao marcar gols e dar assistências.
O início no clube da gigante da colina foi marcado por desafios e dificuldade de adaptação. Por isso, os pais, Luciana e Clécio, se mudaram da aldeia para o Rio em 2021 para acompanhar o filho. O período longe da terra natal foi difícil, mas possibilitou que a família reconstruísse o lar: uma casa maior, com estrutura melhor, financiada pelo avanço da carreira do volante.
Volta por cima e futuro no clube
De volta ao Vasco após os empréstimos, Cauan vive seu melhor momento. Apesar das três derrotas recentes no Brasileirão, a equipe vinha de 11 jogos de invencibilidade com o volante como titular. O contrato vai até dezembro de 2027.