Categoria: Histórias da Torcida

  • Torcedor Misterioso Copa 2018: como um personagem anônimo virou símbolo das arquibancadas

    Torcedor Misterioso Copa 2018: como um personagem anônimo virou símbolo das arquibancadas

    Em meio aos gritos da torcida brasileira em solo russo e ao eco dos instrumentos no estádio, havia sempre uma presença silenciosa que despertou o interesse do público que acompanhava de casa: um torcedor que ninguém conhecia, mas que todos notaram pelo seu simples olhar assustador.

    Segurando uma bandeira do Brasil, uma imagem rodou o país durante a vitória da Seleção Brasileira sobre o México por 2 a 0, jogo válido pelas quartas de final da competição mundial.

    O Portal Camisa12 vai te contar um pouco mais sobre a esse torcedor misterioso e como ele caiu nas graças da torcida.

    Quem é?

    Yury Torsky é o nome verdadeiro do “torcedor misterioso”, que tornou-se um dos personagens mais emblemáticos da Copa do Mundo da Rússia em 2018.

    O russo era engenheiro aeroespacial, nascido em Mirny, não tinha qualquer ligação com futebol profissional e nem imaginava que havia sido filmado. A bandeira do Brasil, que se tornou o elemento central da imagem, não foi comprada por acaso, na verdade, ele já a possuía havia anos, adquirida em uma viagem anterior na Guiana Francesa em 2011, e a levou ao estádio simplesmente por simpatia pelo país.

    Aparição

    Durante Brasil x México, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, em Samara. Em um momento de tensão do jogo, a transmissão oficial cortou para a torcida brasileira, como costuma fazer, buscando reações emocionais da galera nas arquibancadas, e entre esses torcedores, a câmera enquadrou Yury por poucos segundos. Ele estava parado, segurando uma bandeira do Brasil levantada até a altura do nariz, deixando apenas os olhos e parte do rosto visíveis. Diferente do entorno, ele não gritava nem gesticulava. Seu olhar era fixo, sério, concentrado, um contrato visto de imediato.

    Como de costume, a imagem passou rapidamente pela TV, mas foi o suficiente para causar alvoroço. Nas redes sociais, o frame começou a circular minutos depois, acompanhado de comentários que iam do humor ao exagero: diziam que ele “hipnotizava” a bola, “lançava feitiço”.

    O engraçado é que no mundo todos buscavam chamar atenção ao aparecerem no telão, Yury não interagiu com a câmera e sequer percebeu, naquele instante, que tinha sido enquadrado. A força da aparição veio justamente do acaso: um corte de câmera no momento certo, um rosto fora do padrão esperado e a leitura coletiva da internet.

    Após essa imagem, mesmo com a vitória do Brasil, o meme continuou circulando e usado independente dos jogos. A arquibancada deixou de ser apenas cenário e passou a ser palco. Aquele torcedor anônimo, por alguns segundos de transmissão, acabou se tornando um dos símbolos visuais mais lembrados da Copa de 2018.

    Vida pós-Copa da Rússia

    Após viralizar como o “torcedor misterioso” na Copa do Mundo de 2018, Yury voltou à sua rotina normal depois do Mundial, mas manteve alguma presença nas redes sociais por algum tempo, especialmente ligado ao futebol e à Seleção Brasileira.

    Mesmo nunca tentando transformar-se em uma estrela midiática, o russo diminuiu sua presença nas redes sociais, reaparecendo durante a Copa de 2022, quando voltou a comentar partidas do Brasil e lamentou a eliminação da seleção, o que mostrou que o vínculo simbólico com os torcedores brasileiros continuava existindo.

    O episódio transformou Yury Torsky em um símbolo espontâneo das arquibancadas da Copa de 2018. Sem querer, ele representou o torcedor comum em um Mundial altamente midiático, mostrando como, na era das redes sociais, um rosto anônimo pode ganhar significado global em questão de minutos. Mesmo depois do fim da Copa, sua imagem continuou circulando como lembrança de um torneio marcado não apenas por jogos e gols, mas também por personagens inesperados que nasceram nas arquibancadas.

  • Torcida do Celtic e a Questão Irlandesa: Uma História de Religião, Política e Identidade Nacional

    Torcida do Celtic e a Questão Irlandesa: Uma História de Religião, Política e Identidade Nacional

    A torcida do Celtic Football Club é uma das mais apaixonadas e culturalmente significativas do futebol mundial e não apenas por sua dedicação ao clube, mas por como religião, política e identidade nacional se entrelaçam na experiência dos seus torcedores. O Celtic foi fundado em 1887 por imigrantes irlandeses e desde então passou a representar uma comunidade historicamente marginalizada: a diáspora católica irlandesa na Escócia.

    A cultura da torcida do Celtic, conhecida como os Bhoys, ainda hoje incorpora símbolos fortemente ligados à Irlanda: bandeiras tricolores, músicas folclóricas e canções republicanas, além de manifestações de solidariedade com causas históricas e contemporâneas ligadas à luta irlandesa.

    Religião: O Papel do Catolicismo na Identidade da Torcida

    Embora o clube não seja oficialmente religioso, a torcida sempre foi predominantemente católica, reflexo de suas origens. Pesquisas apontam que cerca de 74% dos torcedores se identificam como católicos, número que contrasta fortemente com atributos religiosos de outras torcidas rivais na Escócia.

    Dentro desse contexto, a religião não é apenas espiritualidade, mas um marcador social: torcer pelo Celtic pode significar reafirmar uma identidade que historicamente sofreu discriminação em Glasgow e além.

    Política: Nacionalismo Irlandês e Sentimentos Republicanos

    A torcida do Celtic é frequentemente associada ao nacionalismo irlandês. Muitos fãs exibem símbolos republicanos e músicas como “The Fields of Athenry” ou canções ligadas ao IRA, refletindo um apoio cultural à causa de independência irlandesa, mesmo que o clube formalmente não apoie posições políticas.

    Durante as décadas de conflitos da Questão Irlandesa e os Troubles na Irlanda do Norte, essas expressões ganharam ainda mais visibilidade nas arquibancadas, suscitando debates sobre os limites entre apoio cultural e apologia política.

    Identidade Nacional: Mais que Futebol

    Para muitos torcedores, apoiar o Celtic transcende o esporte: é uma afirmação de identidade nacional, cultural e política. As exibições de bandeiras irlandesas em Glasgow e a conexão emocional com a história da Irlanda reforçam uma visão de mundo que ultrapassa os limites do estádio.

    Grupos organizados de torcedores, como a Green Brigade, exemplificam essa dimensão política, participando de protestos e manifestações que vão desde a independência irlandesa até causas progressistas globais, embora isso também gere controvérsias e sanções das entidades futebolísticas.

    Em Resumo

    A torcida do Celtic é um dos casos mais intrigantes de como o futebol pode refletir divisões e solidariedades históricas. Religião e política não apenas moldaram a identidade do clube e de seus fãs, como continuam a influenciar manifestações culturais nas arquibancadas. Tornando o Celtic um símbolo vivo de orgulho, resistência e identidade nacional para milhões de torcedores ao redor do mundo.

  • Futebol e Ditadura na América Latina: O Uso dos Estádios como Palco de Repressão e Resistência

    Futebol e Ditadura na América Latina: O Uso dos Estádios como Palco de Repressão e Resistência

    A América Latina sempre foi um local de muita luta sobre a sociedade durante as ditaduras. Como é uma região em que o futebol é o principal esporte de vários países, muitos estádios foram usados como locais de repressão ( centros de detenção e tortura) quanto palcos de resistência popular e política.

    Histórias emblemáticas por Chile e Brasil: Estádios como prisões e centros de tortura

    Regimes militares, como os do Chile e do Brasil, transformaram instalações esportivas em centros de operações repressivas, aproveitando sua infraestrutura e grande capacidade de confinamento.

    Durante o começo do ano de 1964, no Brasil, o governo de João Goulart sofre um golpe militar e assim se instaurou a Ditadura Militar. Os meses entre abril e julho foram marcados com o uso do estádio Caio Martins, em Niterói, como o primeiro estádio a ser usado como prisão da América Latina. Estima-se que o local recebeu entre 300 e 1.000 presos, acusados de subversão.

    No Chile, aconteceu em 1973, após o golpe ministrado pelo Augusto Pinochet. O Estádio Nacional do Chile, localizado em Santiago, se tornou um campo de concentração e tortura. O local teve mais de 40.000 pessoas detidas, onde muitas delas foram torturas e assassinadas. Atualmente, uma parte da arquibancada é preservada, intocada e sem assentos, como um memorial permanente às vítimas, com a frase “Um povo sem memória é um povo sem futuro”.

    Resistência: O Futebol como Válvula de Escape e Protesto

    Por outro lado, os estádios e o futebol foram utilizados para combater essas repressões políticas. Muitas vezes sendo usados pela oposição para se manifestar, superando a censura ou o medo.

    Um dos maiores movimentos de resistência vem do  Sport Club Corinthians Paulista, no início dos anos 80. Liderados por Sócrates e Casagrande. O movimento Democracia Corintiana , promovia a autogestão do clube e que reivindicava para que os jogadores tivessem mais liberdade e influência nas decisões administrativas do clube e lutavam por direitos democráticos para a população do país, como a “Diretas Já” (eleições diretas para presidente). 

     No próprio Estádio Nacional, durante um jogo do Colo-Colo após o golpe de Pinochet, um apagão temporário fez com que torcedores acendessem fósforos e isqueiros, entoando cantos de “libertar, libertar, libertar”, em um dos primeiros gestos de oposição em massa a Pinochet.

    FAQS sobre a relação entre estádios e ditaduras na América Latina

    Qual o primeiro estádio que foi usado como prisão na América Latina?

    O estádio Caio Martins, em Niterói, é considera do o primeiro estádio usado como prisão. Foi utilizado no ano de 1964 após o golpe militar.

    Porque o Estádio Nacional do Chile têm a frase: “Um povo sem memória é um povo sem futuro”?

    É uma homenagem às mais de 40.000 pessoas que ficaram detidas no estádio e foram torturadas e assassinadas durante o Golpe de 1973 liderado por Augusto Pinochet.

    O que foi a “Democracia Corintiana”?

    Foi um movimento de autogestão e protesto político que ocorreu no Corinthians no início dos anos 80, liderado por jogadores como Sócrates e Casagrande. Eram a favor das questões democráticas que a população lutava na Ditadura Militar.

  • O Grito da Arquibancada: A Influência das Torcidas Organizadas na História na Redemocratização Brasileira

    O Grito da Arquibancada: A Influência das Torcidas Organizadas na História na Redemocratização Brasileira

    O futebol brasileiro sempre ultrapassou os limites do campo, espelhando lutas e tensões da sociedade, andando lado a lado com fanatismo das Torcidas Organizadas que abraçou essas causas. Durante os anos finais da Ditadura Militar (1964-1984), o esporte se converteu em um dos palcos mais simbólicos da contestação política, tendo esse período uma crescente na mobilização popular e do movimento Diretas Já, as arquibancadas deixaram de ser apenas espaços de torcida para abrigar vozes que imploraram por liberdade, justiça e escolha democrática. A expressão mais emblemática dessa relação entre futebol e política foi a Democracia Corinthiana, um movimento que marcou não só o clube paulista mas também o debate nacional.

    A Democracia Corinthiana, entre 1981 e 1985, rompeu com tradições autoritárias dentro do próprio futebol ao implementar um modelo de gestão participativa. Em um Brasil ainda sob a sombra da Ditadura, onde a população não tinha acesso a eleições diretas para presidente, o Sport Club Corinthians Paulista promoveu decisões coletivas envolvendo jogadores, comissão técnica, roupeiros e massagistas por meio do voto. O movimento foi articulado por líderes como Sócrates, ídolo e capitão que se tornou símbolo da luta pela liberdade, Wladimir, lateral com forte presença política, e Casagrande, jovem goleador que questionava as estruturas hierárquicas do esporte.

    O impacto da Democracia Corinthiana extrapolou os limites do clube. Os princípios de autogestão e participação refletiam em muito o que a sociedade pedia nas ruas em apoio às “Diretas Já”, que era um movimento popular massivo que clamava por eleições diretas para presidente e mobilizou milhões em manifestações por todo o país. Sócrates, além de capitão, tornou-se porta-voz desse encontro entre futebol e política, participando ativamente de debates, entrevistas e eventos relacionados às Diretas Já. A famosa faixa corintiana “Ganhar ou perder, mas com democracia” tornou-se símbolo dessa intersecção entre paixão pelo clube e engajamento político.

    A excitação das arquibancadas e o engajamento das torcidas organizadas também ganharam expressão em outros clubes. Ao lado da Gaviões da Fiel, outras torcidas como a Torcida Jovem do Santos, Mancha Verde (Palmeiras), Raça Rubro-Negra (Flamengo), Força Jovem do Vasco, A Coligay do Grêmio (representou uma forma de resistência ao afirmar a presença da comunidade LGBT em um ambiente historicamente conservador) e a torcida organizada do Fluminense levaram mensagens, faixas e cânticos que dialogavam com o clamor por democracia. Essas manifestações, muitas vezes silenciosas nas capas dos jornais à época, colaboraram com a construção de um sentimento de resistência e unidade popular contra a Ditadura Militar.

    O legado da Democracia Corinthiana e das torcidas organizadas revela que o futebol, em sua essência social, pode ser um canal de expressão política e de mobilização por direitos. Ao misturar paixão pelo clube com as lutas e pela superação da Ditadura Militar, as arquibancadas contribuíram para um dos momentos mais emblemáticos da história da democracia brasileira, mostrando que a voz do torcedor podia ecoar muito além dos estádios.

    Para quem deseja aprofundar no papel dessas torcidas na redemocratização do Brasil, a análise detalhada está disponível em uma excelente referência histórica: Grito de Liberdade: o papel essencial das torcidas na redemocratização, que contextualiza como as arquibancadas se tornaram um verdadeiro “grito de liberdade”.

  • Mística tricolor: a força e a alegria da torcida do Bahia

    Mística tricolor: a força e a alegria da torcida do Bahia

    No cenário do futebol brasileiro, poucas massas humanas conseguem sintetizar tão bem a identidade cultural de um povo quanto a torcida do Esporte Clube Bahia.

    Conhecida como a «Nação Tricolor», ela não apenas apoia um time de futebol; ela celebra, a cada jogo, a própria essência da soteropolitanidade. Em Salvador, o ato de torcer transcende o esporte e transforma-se em uma manifestação de fé, música e resistência.

    O dono do Nordeste: números e lealdade

    As pesquisas de opinião pública são unânimes em colocar o Bahia no topo do ranking das maiores torcidas da região Nordeste e entre as maiores do Brasil. No entanto, o que define este torcedor não é apenas a quantidade, mas a fidelidade à prova de fogo.

    Créditos: Maurício Simões / EC Bahia

    A história da torcida tricolor é forjada na resiliência. O momento que melhor define este traço de caráter não foi um título, mas a sua fase mais sombria. Em 2007, ano da tragédia da antiga Fonte Nova e do rebaixamento para a Série C, a torcida não abandonou o barco.

    Pelo contrário, na terceira divisão, o Bahia registrou as maiores médias de público de todas as divisões do futebol nacional naquele ano, lotando o estádio de Pituaçu e criando o lema de que o Bahia «é o mundo» e que a torcida iria «aonde o Bahia fosse». Essa prova de amor incondicional regenerou o clube e devolveu-o à elite.

    A Fonte Nova: o templo da festa

    A relação entre a torcida e a Arena Fonte Nova é simbiótica. Se no passado a antiga estrutura de concreto balançava (literalmente) com a energia da multidão, hoje a moderna arena continua a ser um caldeirão.

    Créditos: Marcelo Malaquias/ EC Bahia

    A atmosfera em dia de jogo do Bahia é única. O estádio pulsa em uma frequência diferente, regido por cânticos que misturam o ritmo do axé e do samba-reggae com a paixão futebolística. O grito de «Bamo, Bamo, Baêa» ecoa não como uma ordem, mas como um mantra religioso. Em 2024, o clube figurou consistentemente no «Top 5» das melhores médias de público do Brasileirão, transformando cada partida em casa em um espetáculo visual de bandeiras tricolores (azul, vermelho e branco) e mosaicos criativos.

    O Esquadrão e a democracia

    Recentemente, a torcida do Bahia abraçou também uma faceta social e inclusiva que se tornou referência no país. O clube, impulsionado pelos seus adeptos, posicionou-se na vanguarda de causas sociais, combatendo o racismo, a homofobia e a intolerância religiosa.

    Créditos: Felipe Oliveira/E.C.Bahia

    O torcedor do Bahia orgulha-se de ser o «Clube do Povo». Essa identidade democrática atrai novos adeptos e reforça o laço com as camadas mais populares de Salvador. A torcida organizada Bamor, a maior do clube, lidera a festa nas arquibancadas, mas a energia espalha-se por todos os setores, unindo o executivo do camarote e o trabalhador da arquibancada superior em um só grito.

    Seja celebrando o bicampeonato brasileiro (1959 e 1988) ou empurrando o time em uma recuperação no campeonato, a torcida do Bahia confirma, jogo após jogo, que não é apenas uma espectadora. Ela é o décimo segundo jogador, a alma do «Esquadrão de Aço» e a prova viva de que, na Bahia, o futebol se joga com o pé, mas se ganha com o coração.

    FAQs sobre a torcida do Bahia

    Qual é considerada a maior torcida da região Nordeste?

    A maioria das pesquisas de institutos renomados aponta a torcida do Bahia como a maior da região Nordeste e uma das maiores do Brasil.

    Qual é o estádio onde a torcida do Bahia manda os seus jogos?

    A casa oficial e espiritual da torcida é a Arena Fonte Nova, localizada em Salvador. Em períodos de reforma ou indisponibilidade, o time também utilizou o estádio de Pituaçu.

    Qual é a principal torcida organizada do clube?

    A maior e mais tradicional torcida organizada do clube é a Bamor (Torcida Organizada Bamor).

    O que marcou a presença da torcida na Série C de 2007?

    A torcida destacou-se pela fidelidade impressionante. Mesmo na terceira divisão, o Bahia obteve a maior média de público do Brasil entre todas as divisões, lotando os estádios e empurrando o time de volta à ascensão.

    Quais são as cores que a torcida veste?

    As cores oficiais são o azul, o vermelho e o branco, o que confere ao time e à torcida a alcunha de «Tricolor de Aço» ou «Tricolor Baiano».

    Quantos títulos brasileiros a torcida do Bahia já comemorou?

    A torcida celebrou dois títulos do Campeonato Brasileiro: o primeiro em 1959 (sendo o primeiro campeão nacional da história, vencendo o Santos de Pelé) e o segundo em 1988 (vencendo o Internacional).

    Qual é o cântico mais famoso da torcida?

    Embora existam muitos, o grito de «Bamo, Bamo, Baêa» é o mais icônico e reconhecível, entoado de forma uníssona em momentos de pressão e celebração.

  • A maior torcida do Brasileirão: o que dizem as pesquisas sobre o tamanho das torcidas no Brasil

    A maior torcida do Brasileirão: o que dizem as pesquisas sobre o tamanho das torcidas no Brasil

    No universo do futebol brasileiro, a discussão sobre o tamanho das torcidas é quase tão acalorada quanto os debates sobre arbitragem ou contratações.

    Para além do «achismo» das mesas de bar, os institutos de pesquisa desempenham um papel fundamental ao traduzir a paixão nacional em números frios e estatísticas. Nos últimos anos, e consolidando-se em 2025, os levantamentos de órgãos como AtlasIntel, Datafolha, Quaest e Ipec desenharam um mapa demográfico claro, reafirmando lideranças históricas e apontando novas tendências de crescimento impulsionadas por fases vitoriosas.

    A hegemonia rubro-negra e o fenômeno nacional

    O dado mais consistente em todas as metodologias é a liderança absoluta do Flamengo. O clube carioca não é apenas o mais popular do Rio de Janeiro, mas consolida-se como uma potência de alcance continental. As pesquisas mais recentes, como o relatório da AtlasIntel divulgado no final de 2024 e atualizado em 2025, indicam que o rubro-negro detém entre 21% e 25% da preferência nacional.

    Torcida do Flamengo na final da Libertadores 2025.

    FOTOS GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO

    A força do Flamengo reside na sua capilaridade. O clube lidera com folga nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, superando muitas vezes a soma dos clubes locais. Em números absolutos, projeta-se uma nação de mais de 42 milhões de torcedores, uma massa humana superior à população de países como a Argentina ou a Espanha.

    O Corinthians e a fidelidade concentrada

    Na segunda posição, invariavelmente, aparece o Corinthians. O clube paulista mantém uma base sólida que oscila entre 14% e 15% nas principais pesquisas. Diferente do rival carioca, a força do «Timão» é mais concentrada geograficamente, sendo a maior torcida da região Sudeste e disputando a liderança voto a voto no estado do Paraná.

    Torcida do Corinthians. José Manoel Idalgo / Corinthians

    A torcida corinthiana destaca-se pela fidelidade e pelo alto engajamento. Mesmo em períodos de menor brilho técnico, a porcentagem de adeptos mantém-se estável, provando que a identidade do «bando de loucos» é resiliente a crises, garantindo ao clube o posto inabalável de segunda maior força popular do país.

    A batalha pelo bronze: São Paulo e Palmeiras

    Se o topo da pirâmide é estático, o terceiro lugar é o palco da disputa mais acirrada do cenário atual. Historicamente, o São Paulo ocupava confortavelmente essa posição. No entanto, a era vitoriosa do Palmeiras (iniciada em 2015 e potencializada sob o comando de Abel Ferreira) alterou a demografia das arquibancadas, especialmente entre os mais jovens.

    Crédtiso: Arquivo São Paulo

    As pesquisas recentes mostram um cenário de empate técnico. Em alguns levantamentos, como no Datafolha, o São Paulo aparece ligeiramente à frente (com cerca de 8% a 9%); em outros, focados no ambiente digital ou com metodologias diferentes como a AtlasIntel, o Palmeiras já surge ultrapassando o rival ou empatado na casa dos 9%. O Vasco da Gama, tradicionalmente o dono do quarto ou quinto posto, segue no pelotão de elite, mas vê a distância para a dupla paulista aumentar ligeiramente devido à escassez de títulos nacionais nas últimas duas décadas.

    O fator regional e as metodologias

    É importante notar que o Brasil possui «países» dentro de si. No Rio Grande do Sul, a polarização Grêmio e Internacional desafia a lógica nacional, com ambos os clubes dominando quase a totalidade da preferência local. O mesmo ocorre em Minas Gerais com Atlético Mineiro e Cruzeiro, que dividem o estado e possuem torcidas que figuram no top 10 nacional.

    As variações entre as pesquisas (algumas presenciais, outras digitais) podem alterar décimos percentuais, mas a fotografia geral do Brasileirão é nítida: existe um gigante nacional (Flamengo), um gigante concentrado (Corinthians) e uma classe média alta (composta por São Paulo, Palmeiras e Vasco) que luta para expandir as suas fronteiras em um país cada vez mais conectado.

    FAQs sobre o tamanho das torcidas no Brasil

    Qual é a maior torcida do Brasil segundo as pesquisas mais recentes?

    Todas as pesquisas de institutos renomados (como AtlasIntel, Ipec, Datafolha) apontam o Flamengo como a maior torcida do Brasil, com percentuais que variam entre 21% e 25%.

    Quem ocupa o segundo lugar no ranking de torcidas?

    O Corinthians ocupa a segunda posição de forma consolidada, com aproximadamente 14% a 15% da preferência nacional.

    Existe uma disputa pela terceira maior torcida?

    Sim. Atualmente, existe um empate técnico entre São Paulo e Palmeiras na disputa pelo terceiro lugar, com variações dependendo da metodologia da pesquisa e da margem de erro.

    Onde se concentra a maior parte da torcida do Flamengo?

    Além do Rio de Janeiro, o Flamengo possui enorme predominância nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o que lhe confere o status de torcida mais nacional do país.

    Qual a situação do Vasco da Gama nas pesquisas?

    O Vasco da Gama figura geralmente na quinta posição (ou disputando a quarta em algumas margens de erro), mantendo uma base fiel e histórica, embora tenha visto o crescimento dos rivais paulistas (Palmeiras e São Paulo) nas últimas décadas.

    Como são feitas essas pesquisas?

    As pesquisas variam na metodologia. Algumas, como o Datafolha, são presenciais (o entrevistador aborda as pessoas na rua), enquanto outras, como a AtlasIntel, utilizam recrutamento digital calibrado por algoritmos para garantir a representatividade demográfica.

    As fases vitoriosas influenciam o tamanho da torcida?

    Sim. Estudos indicam que sequências de títulos (como as vividas recentemente por Palmeiras e Flamengo) tendem a aumentar a adesão de novos torcedores, especialmente entre as crianças e jovens (faixa etária de 7 a 15 anos).

  • Briga de torcida: Cruzeiro x Palmeiras em 2022

    Briga de torcida: Cruzeiro x Palmeiras em 2022

    Torcer é um ato de paixão, mas em alguns momentos este sentimento ultrapassa a linha entre amor pelo time e ódio pelo rival se torna perigosamente tênue, transformando-se em violência.

    Um desses momentos onde a vibração da partida tornou-se um campo de batalha aconteceu em 2022, com um confronto entre as torcidas do Cruzeiro e Palmeiras, longe das arquibancadas do estádio.

    O Portal Camisa12 vai relembrar esse trágico acontecimento, que abalou o público esportivo.

    No dia 28 de setembro de 2022, uma grave briga entre torcidas organizadas de Cruzeiro e Palmeiras na Rodovia Fernão Dias, em Carmópolis de Minas, Minas Gerais.

    Na época, a Máfia Azul, torcida do Cruzeiro, e a Mancha Verde, torcida do Palmeiras, se encontraram na estrada enquanto se dirigiam a jogos diferentes que seriam disputados no mesmo dia: os cruzeirenses iam rumo a Campinas para a partida contra a Ponte Preta, enquanto os palmeirenses seguiam para Belo Horizonte para o jogo contra o Atlético-MG.

    O encontro entre as torcidas iniciou com uma grande discussão e rapidamente evoluiu para agressões físicas, onde envolveu barras de ferro, pedaços de madeira, bastões e, de acordo com alguns relatos, disparos de arma de fogo. Ao menos 14 torcedores ficaram feridos, incluindo quatro baleados, que precisaram de atendimento hospitalar, sendo duas com ferimentos leves e duas em estado moderado.

    Nenhum dos envolvidos foi preso no momento, e a arma utilizada nos disparos não foi localizada pelas autoridades.

    Repercussão nas redes sociais

    A confusão foi registrada em vídeos nas redes sociais, mostrando cenas de violência intensa. Em algumas imagens que circularam, um integrante identificado com da Mancha Verde, foi brutalmente agredido por dezenas de torcedores da Máfia Azul.

    ada grupo apresentou versões diferentes sobre o que motivou a briga: a Máfia Azul alegou legítima defesa diante de uma suposta emboscada, enquanto torcedores do Palmeiras e observadores consideraram que o ataque partiu dos cruzeirenses. Contudo, é bom relembrar que a rixa entre as torcidas já existia há décadas, tendo um histórico turbulento de conflitos, onde incluem outros episódios de confusões.

    Lições tiradas

    A briga entre torcidas do Cruzeiro e do Palmeiras em 2022 mostra várias lições importantes, como o fato de não ser apenas “brincadeira de futebol”, visto que confrontos podem ser muito perigosos, envolvendo armas e danos graves. Outro detalhe importante é que, rivalidades históricas podem se tornar tóxicas, e ressentimentos acumulados por décadas podem alimentar comportamentos violentos que não têm relação direta com o esporte.

    Essa confusão ainda deixa claro a falta de controle e fiscalização, já que o conflito ocorreu em uma rodovia, longe da segurança dos estádios, mostrando que torcidas organizadas muitas vezes agem sem supervisão e que prevenir esses confrontos é um desafio para as autoridades.

    Ainda existe o impacto social e na imagem do futebol no Brasil, já que situações assim reforçam a percepção negativa do esporte, afastando famílias e pessoas que poderiam desfrutar dos jogos de forma segura.

    A briga deixa claro que ódio e rivalidade fora de controle levam a consequências sérias, e que o futebol deve ser diversão, não risco de vida.

  • Média de torcida no Brasileirão 2024: presença nos estádios, rankings e recordes da temporada

    Média de torcida no Brasileirão 2024: presença nos estádios, rankings e recordes da temporada

    O Brasileirão Série A de 2024 consolidou uma tendência que vem transformando o futebol nacional: a presença massiva e constante dos torcedores nas arquibancadas. Se em 2023 o campeonato bateu recordes históricos, a temporada de 2024 serviu para firmar o produto como um sucesso de público, registrando a segunda maior média da história da competição, com números que giram em torno de 25 mil pagantes por jogo.

    Os estádios modernos, o fortalecimento dos programas de sócio-torcedor e a competitividade acirrada tanto no topo quanto na base da tabela foram os combustíveis para manter as arenas lotadas de norte a sul do país.

    O domínio rubro-negro e a força das massas

    No topo do ranking de média de público, o cenário manteve-se familiar. O Flamengo liderou mais uma vez com folga, registrando uma média impressionante superior a 51 mil pagantes por jogo. O Maracanã continuou sendo o epicentro da festa rubro-negra, funcionando como um caldeirão que empurra o time e gera receitas milionárias.

    Créditos: Arquivo Corinthians

    Logo atrás, o Corinthians reafirmou a lealdade da sua Fiel torcida. Mesmo em uma temporada de oscilações esportivas, a Neo Química Arena manteve uma taxa de ocupação altíssima, garantindo ao clube paulista a segunda posição com médias próximas aos 43 mil pagantes.

    O São Paulo (com o Morumbis sempre cheio, superando a barreira dos 40 mil de média) e o Bahia (transformando a Fonte Nova em um dos ambientes mais hostis e festivos do Brasil, com médias acima de 36 mil) completaram o pelotão de elite, provando que a paixão supera qualquer fase tática.

    Recordes e curiosidades da temporada

    A temporada de 2024 não foi feita apenas de médias, mas de picos impressionantes que merecem destaque:

    • O recorde de renda: O confronto entre Vasco da Gama e Palmeiras, válido pela 27.ª rodada e realizado no estádio Mané Garrincha (Brasília), registrou a maior renda bruta da Série A, ultrapassando a casa dos R$ 7,49 milhões. Isso demonstra a força econômica dos jogos quando levados a praças com grande demanda reprimida.
    Mosaico da torcida do Botafogo no Estádio Nilton Santos, com bandeirão 3D do cachorro símbolo do clube e efeitos pirotécnicos nas arquibancadas, durante a festa em busca do título do Brasileirão. Foto: Maga Jr/Agência F8/Gazeta Press.
    Créditos: Reprodução Botafogo
    • O gigante Botafogo: O Glorioso, embalado pela sua performance esportiva, protagonizou um dos maiores públicos da competição ao levar mais de 57 mil torcedores ao Maracanã no duelo contra o Criciúma (30.ª rodada), mostrando que a sua torcida abraçou o time na luta pelo topo.
    • Domínio no Top 10: Embora o recorde pontual de público tenha sido disputado jogo a jogo, o Flamengo mostrou a sua força bruta ao colocar o seu nome na maioria das partidas do “Top 10” de maiores públicos do ano, evidenciando uma regularidade assustadora.

    O abismo e os desafios

    Apesar da festa, o Brasileirão 2024 também expôs as desigualdades do futebol nacional. Enquanto o topo da tabela de público lota arenas de Copa do Mundo, clubes como o Cuiabá e o Red Bull Bragantino figuraram na parte inferior do ranking.

    O Cuiabá, por exemplo, registrou alguns dos menores públicos da competição (com jogos abaixo de 2 mil pagantes), levantando debates sobre o engajamento local em regiões fora do eixo tradicional e a necessidade de estratégias de marketing mais agressivas para atrair o torcedor em jogos de menor apelo midiático.

    Em resumo, 2024 provou que o brasileiro quer ir ao estádio. O desafio para os próximos anos deixa de ser apenas “levar o torcedor”, passando a ser “como melhorar a experiência” para que a média de 25 mil se torne o novo piso, e não o teto.

    FAQs sobre a média de público do Brasileirão 2024

    1. Qual clube teve a maior média de público no Brasileirão 2024?

    O Flamengo foi o líder isolado, com uma média superior a 51 mil pagantes por partida.

    2. Qual foi a média geral de público do campeonato?

    A competição registrou a segunda maior média da história, girando em torno de 25 mil torcedores por jogo, ficando pouco atrás apenas do recorde de 2023.

    3. Quais clubes completaram o “Top 4” de maiores torcidas no estádio?

    Além do líder Flamengo, o ranking foi seguido por Corinthians (2.º), São Paulo (3.º) e Bahia (4.º).

    4. Qual jogo registrou a maior renda bruta da Série A 2024?

    O recorde de arrecadação em uma única partida do campeonato foi o confronto entre Vasco e Palmeiras, jogado em Brasília, com uma renda de R$ 7,49 milhões.

    5. O Botafogo teve destaque nos públicos em 2024?

    Sim. Impulsionado pela boa campanha, o Botafogo registrou excelentes públicos, com destaque para a partida contra o Criciúma no Maracanã, que recebeu mais de 57 mil pessoas.

    6. Quais times tiveram as piores médias de público?

    Clubes como Cuiabá e Red Bull Bragantino figuraram na parte inferior do ranking de presença nos estádios.

    7. A média de público de 2024 superou a de 2023?

    Não. Embora tenha sido historicamente alta e um sucesso absoluto, a média de 2024 ficou ligeiramente abaixo da marca recorde estabelecida na temporada de 2023.

  • Mancha Verde: a força da torcida organizada que moldou a identidade palmeirense.

    Mancha Verde: a força da torcida organizada que moldou a identidade palmeirense.

    Vestir-se e verde, cantar e vibrar com cada gol não é apenas apoiar um time, é se colocar como parte da história do Palmeiras, tudo de uma maneira bastante intensa e ao mesmo tempo organizada.

    A Mancha Verde representa o desejo do torcedor que buscam apoiar o time ao entrar no estádio e pulsar de uma paixão que une milhares de palmeirenses em uma só voz.

    O Portal Camisa12 vai falar sobre uma das torcidas mais emblemáticas do futebol brasileiro, que nasceu da paixão pelo Palmeiras.

    Início da história

    Fundada no dia 11 de janeiro de 1983, a Mancha Verde se deu início com a fusão de três antigas torcidas organizadas que foram finalizadas: Império Verde, Grêmio Alviverde e Inferno Verde. O objetivo principal era se organizar de uma maneira sólida, representando o amor da torcida palmeirense, mas de forma organizada nas arquibancadas.

    O nome é baseado em um dos vilões das revistas em quadrinhos Disney, Mancha Negra. O desejo de resgatar o respeito que a torcida do Palmeiras apresentava entre os anos 1970 e 1980, mas que também despertou a perseguição de torcedores de clubes rivais.

    Nos anos 1990, com o crescimento constante das torcidas organizadas, a Mancha Verde transformou-se na maior quando se trata do Palmeiras, algo que já vinha acontecendo desde sua fundação, tanto nos associados quanto na representatividade nas arquibancadas.

    Morte do fundador

    Em 1988, Cleofas Sóstenes Dantas da Silva, ou como era conhecido Cléo, fundador e uma das figuras mais importantes da Mancha Verde, foi assassinado a tiros perto da sede da torcida organizada, na zona leste de São Paulo.

    A morte de Cléo tornou-se um dos primeiros registros de violência entre torcidas organizadas no estado e até os dias de hoje, o caso não foi solucionado. Após o assassinato, a torcida foi considerada uma das mais violentas do país.

    Extinção e novo nome

    Em 1995, após um conflito com a Torcida Independente do São Paulo, durante uma partida da Supercopa São Paulo de Juniores, no Pacaembu, a Mancha Verde foi judicialmente extinta. Durante o episódio conhecido como “Batalha Campal do Pacaembu”, cerca de 110 pessoas terminaram feridas e uma morta.

    Com a proibição imposta pela Federação Paulista de Futebol e do Ministério Público, a entidade decidiu transformar a Mancha Verde em uma escola de samba com o mesmo nome.

    Contudo, em 1997, alguns ex-integrantes da torcida decidiram criar uma nova marca, com sede, estatutos e uma diretória própria, tudo para prevenir de problemas futuros, surgindo assim a “Mancha Alviverde”.

    Em março de 2017, a agremiação chegou a anunciar o fim de suas atividade após 34 anos, por conta do assassinato de um de seus fundadores, Moacir Bianchi. Contudo, alguns dias depois, a Mancha Verde afirmou que tratava-se apenas de um processo de reformulação, suspendendo as atividade do local por conta do período do luto.

    Atualmente, a agremiação conta com mais de 150 mil sócios com diversas subsedes espalhadas pelo país, além de contar com fãs espalhados pelo mundo, como Japão, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos.

    Significado da Mancha Verde para o Palmeiras

    Exercendo um papel fundamental na história e na cultura do Palmeiras, a torcida organizada vai muito além de apenas apoiar o time nos jogos. A Mancha Verde emana energia e motivação nos estádios em que está presente, influenciando a identidade do clube por meio de cânticos, coreografias e símbolos, e aproxima torcedores de diferentes gerações, fortalecendo o senso de pertencimento.

    Outro detalhe importante sobre a Mancha Verde é sua participação em ações sociais e campanhas beneficentes, mostrando que seu impacto vai além do futebol. Com sua presença marcante e atuação histórica, a torcida ajuda a moldar a experiência de ser palmeirense, mantendo viva a paixão pelo clube e consolidando tradições que definem a cultura alviverde.

  • Camarote do torcedor: onde fica o Camarote Fiel Torcedor do Corinthians?

    Camarote do torcedor: onde fica o Camarote Fiel Torcedor do Corinthians?

    Assistir a um jogo do Corinthians na Neo Química Arena é, por si só, uma experiência eletrizante. No entanto, para aqueles que procuram aliar a paixão da arquibancada ao conforto de um serviço premium, o estádio oferece opções exclusivas. Entre elas, destaca-se o Camarote Fiel Torcedor, um espaço que gera curiosidade e desejo, mas que muitas vezes é confundido com outros setores VIP da arena.

    Para o torcedor que busca uma visão privilegiada e serviços de alto padrão, saber a localização exata e os diferenciais deste camarote é fundamental.

    A localização exata: o coração do Prédio Oeste

    O Camarote Fiel Torcedor está estrategicamente posicionado no Prédio Oeste da Neo Química Arena. Esta é a ala mais nobre do estádio, onde se encontram as cabines de imprensa, os vestiários e as áreas corporativas.

    Créditos:Kaique Idalgo/Camarote Fielzone

    Especificamente, o camarote ocupa o 6.º andar deste edifício. A escolha do andar não é aleatória: a altitude oferece uma visão panorâmica e central do gramado, permitindo uma leitura tática do jogo semelhante à das transmissões televisivas, mas com a atmosfera pulsante de Itaquera. O acesso para quem vai a este setor é realizado, geralmente, pelo Portão B, e a recomendação é a utilização do estacionamento E5, que oferece maior comodidade e proximidade aos elevadores que levam diretamente ao sexto pavimento.

    Estrutura de dois andares e a famosa varanda

    Um dos grandes diferenciais do Camarote Fiel Torcedor é a sua arquitetura interna. Diferente dos camarotes corporativos tradicionais, este espaço foi desenhado com um conceito de hospitalidade em dois níveis:

    • Área interna (Lounge): Um ambiente climatizado, com sofás, mesas e televisores, onde o torcedor pode desfrutar de serviços de alimentação (open food) e bebidas (água, refrigerante e suco — bebidas alcoólicas são servidas conforme a legislação vigente, geralmente até duas horas antes do jogo e após o apito final).
    • Terraço (Varanda): O segundo nível do camarote é uma área externa descoberta. É o ponto alto da experiência, literalmente. Ali, o torcedor sente o «calor» da Fiel, ouve os cânticos com clareza e pode assistir à partida ao ar livre, mas com o conforto de um assento marcado e serviço de garçom.

    O espaço costuma contar também com atrações extras, como música ao vivo (samba ou pagode) nos pré e pós-jogos, além de uma área de jogos e entretenimento.

    Não confunda: Fiel Torcedor vs. Fielzone

    É muito comum que os torcedores confundam o Camarote Fiel Torcedor com o Camarote Fielzone. Embora ambos sejam espaços VIP de excelência, são produtos distintos localizados em áreas diferentes:

    • Camarote Fiel Torcedor: Fica no 6.º andar do Prédio Oeste. É focado na experiência do sócio-torcedor, com um ambiente mais familiar e tradicional.
    • Camarote Fielzone: Fica no 5.º andar e também possui uma área no nível do gramado (a Choperia, no setor Oeste Inferior Corner). O Fielzone é conhecido por ter uma pegada mais festiva, muitas vezes com grandes shows e até uma piscina, atraindo um público que busca uma balada dentro do estádio.

    Portanto, se o seu objetivo é o espaço oficial atrelado ao programa de sócios, o seu destino é o sexto andar. O Camarote Fiel Torcedor é a materialização do tratamento VIP para aquele que carrega o clube no peito, oferecendo uma nova perspectiva para o mantra de «sofrer por ti, Corinthians» — aqui, o sofrimento fica apenas pelo resultado em campo, pois o conforto é garantido.

    FAQs sobre o Camarote Fiel Torcedor

    Onde fica localizado o Camarote Fiel Torcedor?

    O Camarote Fiel Torcedor está localizado no 6.º andar do Prédio Oeste da Neo Química Arena.

    Qual é o portão de acesso para este camarote?

    O acesso é feito geralmente pelo Portão B do Prédio Oeste.

    O Camarote Fiel Torcedor é o mesmo que o Fielzone?

    Não. São espaços diferentes. O Camarote Fiel Torcedor fica no 6.º andar, enquanto o Fielzone principal está situado no 5.º andar e possui uma proposta diferente, mais voltada para entretenimento e festas.

    O camarote oferece serviço de alimentação?

    Sim. O espaço conta com serviço de open food (buffet) e bebidas não alcoólicas durante o jogo. Bebidas alcoólicas são servidas em horários restritos (pré e pós-jogo), conforme a lei.

    Qualquer pessoa pode comprar ingresso para este camarote?

    Embora o nome faça referência ao programa de sócios, frequentemente há venda de ingressos para o público geral, mas os membros do programa Fiel Torcedor costumam ter prioridade ou descontos exclusivos na aquisição.

    O camarote é coberto?

    O espaço possui uma área interna climatizada e coberta, além de um terraço (varanda) ao ar livre com vista para o gramado.

    Qual é o melhor estacionamento para quem vai ao Camarote Fiel Torcedor?

    Recomenda-se o estacionamento E5, que fica no lado Oeste e oferece acesso mais direto aos elevadores dos camarotes.