Categoria: Histórias da Torcida

  • A paixão Rubro-negra e a história de nove títulos brasileiros

    A paixão Rubro-negra e a história de nove títulos brasileiros

    Para a Nação Rubro-Negra, a conta é clara: o Flamengo é o Enéacampeão Brasileiro. A cada taça levantada, a certeza se renova, e a história de glória se solidifica.

    No entanto, fora da arquibancada, a polêmica persiste, centrada em uma das maiores disputas do futebol nacional: a Copa União de 1987. Para o torcedor, essa não é apenas uma questão de números, mas sim de reconhecimento, paixão e justiça histórica.

    A Voz da Arquibancada: Por que o 9º título é inegociável?

    A Copa União de 1987 foi um marco. Em um momento de crise na organização do futebol brasileiro, os maiores clubes do país se uniram para criar o que seria o campeonato mais forte e organizado da história até então. O Módulo Verde, vencido pelo Flamengo de Zico, Bebeto e Renato Gaúcho, representou a elite do futebol.

    Para o torcedor, o título de 1987 é inquestionável por diversos motivos:

    • O nível da competição: O Módulo Verde reuniu os 13 clubes mais importantes do Brasil. Vencer essa competição, superando rivais históricos, é, na essência, ser o campeão brasileiro daquele ano.
    • A força do elenco: Aquele time do Flamengo é lembrado como um dos mais brilhantes da história do clube, e a conquista foi celebrada com a intensidade que só um título nacional proporciona.
    • O sentimento de justiça: A recusa em participar de um quadrangular final imposto pela CBF, que desvalorizava a competição organizada pelos próprios clubes, é vista como um ato de dignidade e defesa do futebol.

    A batalha judicial: A frieza dos tribunais contra a história

    Enquanto a paixão rubro-negra celebra o nono título, a frieza dos tribunais insiste em outra versão. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecem o Sport Club do Recife como o único campeão de 1987.

    Essa decisão judicial, que se arrasta por décadas, é o que impede o reconhecimento oficial do Enéacampeonato. O Flamengo, no entanto, nunca desistiu da luta, e a diretoria continua a buscar o reconhecimento legal que a torcida já concedeu há muito tempo.

    “A Justiça e a Fifa reconhecem o Sport como campeão daquele ano, mas a polêmica persiste entre os torcedores e a diretoria do Flamengo, que se considera o campeão do Módulo Verde.”

    Apesar da decisão legal, o que fica para o torcedor é a memória daquele time e a celebração de uma conquista legítima dentro de campo.

    O título de 1987 é de quem?

    A polêmica dos títulos do Flamengo é um reflexo da complexidade e da paixão do futebol brasileiro. Enquanto a contagem oficial pode variar, a verdade da arquibancada é imutável: o Flamengo é um gigante, e a conquista de 1987 faz parte de sua gloriosa história.

    Seja Octa ou Enea, o que realmente importa é a força da Nação e a certeza de que o Flamengo sempre lutará por aquilo que é seu por direito.

  • A origem e influência das grandes torcidas brasileiras.

    A origem e influência das grandes torcidas brasileiras.

    Coração do futebol brasileiro, fazendo as arquibancadas pulsarem em uma só voz, as grandes torcidas brasileiras tornaram-se essenciais para a identidade dos clubes e até hoje, misturando paixão, política e até cultura em um sentimento de pertencimento único.

    Surgidas de movimentos espontâneos, que mais tardes formariam algumas organizadas, as torcidas transformaram-se em potências, definindo muito o que são até hoje: a alma do futebol nacional.

    O Portal Camisa12 vai te contar a origem e a influência das granes torcidas no cenário nacional.

    Origem

    As primeiras grandes torcidas do Brasil começaram a ser moldadas na década de 1940, a partir do crescimento urbano e da estabilização do futebol como principal manifestação cultural do país.

    Iniciando sua conquista de massa de seguidores onde grupos específicos como operários, imigrantes ou setores populares tentavam se consolidar nas estruturas nacionais e até conquistarem sucesso logo cedo.

    O rádio ajudou na ampliação destes movimentos ao transformarem clubes regionais em fenômenos brasileiros, permitindo que milhões de pessoas acompanhassem seus times mesmo sem estar presentes nos estádios. Logo em seguida, ocorreu a expansão da televisão entre os anos 1970 e 1990 nacionalizou ainda mais determinadas torcidas, especialmente as de clubes transmitidos com maior frequência, como Flamengo, Corinthians e outros que já possuíam grande apelo.

    Mas foi a partir dos anos 2000, com a chegada da internet e a potencialização das redes sociais que o crescimento dos números aconteceu de maneira considerável. Tendo como as mais engajadas e capazes de expandir sua influência para além das fronteiras dos estados e até mesmo do país, destacam-se torcidas como: Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Bahia e Sport Recife.

    Este processo de consolidação envolveu sucessos esportivos marcantes, vínculos identitários fortes com suas regiões e a criação de narrativas simbólicas que aproximaram o torcedor do clube.

    Moldadas pelas identidades regionais e nacionais, inspirando músicas, expressões e símbolos culturais, além de participarem ativamente de debates sociais e políticos, especialmente por meio de torcidas organizadas que, em determinados contextos, atuam como movimentos sociais, mas não são afetados apenas nesses quesitos.

    No campo econômico, o tamanho das torcidas afeta diretamente receitas de televisão, venda de produtos oficiais, acordos comerciais e até a capacidade dos clubes de manter elencos competitivos. A grande presença nos estádio pressionando diretamente dirigentes, influenciando decisões internas e criando atmosferas inesquecíveis são algo que auxiliam no desempenho esportivo.

    Torcidas brasileiras que ganham destaque nacionais

    • Flamengo – Dono da maior torcida do Brasil, o popular clube carioca popularizou-se entre os torcedores com o rádio, passando logo depois para o massivo alcance da TV.
    • Corinthians – Segundo clube com a maior torcida do país, sua identidade com à classe trabalhadora, consolidou sua imagem por conta do Movimento Democracia Corinthiana, ganhando um grande engajamento social.
    • São Paulo – Seu grande crescimento no cenário nacional aconteceu por conta das suas grandes conquistas dentro e fora do Brasil, especialmente com os títulos mundiais na década de 1990.
    • Palmeiras – Por ser uma equipe formada com raízes italianas, seu crescimento não apenas aconteceu por conta da imigração, mas também pelo ressurgimento de títulos importantes nos últimos anos.
    • Atlético-MG e Cruzeiro – Podemos falar que a forte polarização local e o desafeto entre os clubes, ultrapassaram não apenas as paredes dos estádios, como até mesmo o estado de Minas Gerais. Claro que os títulos recentes também fazem parte desse aumento de engajamento.
    • Grêmio e Internacional – Com as identidades regionais muito sólidas, os gigantes do Rio Grande do Sul também são potências nacionais quando o quesito é arrastar multidões no país. Suas grandes conquistas são responsáveis pelo aumento de popularidade em todo o Brasil.
    • Bahia e Sport – Donos das maiores torcidas do Nordeste, o crescimento das equipes no futebol brasileiro, principalmente por conta da era digital, são os reais motivos para a expansão dos clubes no cenário nacional.

    Influência no país

    Cultura e identidade

    As torcidas transformam o futebol em um grande espetáculo, com cânticos caindo no gosto popular, símbolos e cores encontrados no cotidiano da população, além de influenciar na mídia.

    Política

    Por muitas vezes, as torcidas organizadas participam ativamente de movimentos sociais, influenciando massivamente nas votações internas, políticas e em debates.

    Economia

    Equipes brasileiras que possuem grandes torcidas e até bons desempenhos, ganham maiores receitas de TV, além de venderem de forma massiva produtos licenciados e um poder comercial superior.

    Mídias

    Narrativas criadas para gerarem engajamento, reforçando as rivalidades, ajudam na construção de heróis e conquistam mais pessoas ao redor do país.

    A origem das grandes torcidas brasileiras se entrelaça com a própria história do país, e sua influência permanece sendo um ponto central para entender não apenas o futebol, mas também a cultura e a sociedade brasileiras.

  • Gaviões da Fiel: torcedores e sambistas de alma alvinegra

    Gaviões da Fiel: torcedores e sambistas de alma alvinegra

    No Portal Camisa12, portal dedicado ao torcedor, celebramos com paixão tudo que envolve futebol. Em clima de festa, trazemos um artigo completo sobre os Gaviões da Fiel – a maior torcida organizada do Corinthians.

    Aqui você conhecerá a fundação da Gaviões, a vibração nas arquibancadas, os protestos marcantes, a atuação como escola de samba Gaviões da Fiel, a tradição da camisa da Gaviões e detalhes da loja oficial.

    Veja abaixo alguns dados-chave da maior torcida organizada do Timão:

    • Fundação: 1º de julho de 1969, em São Paulo (Bom Retiro)
    • Cores e símbolo: Preto e branco; símbolo de um gavião
    • Ideologia: “Lealdade, humildade e procedimento” – sempre apoiando e fiscalizando o Corinthians
    • Associados: Mais de 140 mil sócios cadastrados
    • Escola de Samba: Campeã paulista (ex.: bicampeã 2002-2003)
    • Loja oficial: Loja física no Bom Retiro (R. Cristina Tomás, 183) e loja virtual

    Fundação e origem da Gaviões da Fiel

    A Gaviões da Fiel nasceu da união de torcedores corinthianos em 1969. O publicitário Chico Malfitani, então com 19 anos, foi um dos 15 fundadores. Ele relembra que a primeira reunião do grupo aconteceu na garagem do avô dele.

    O objetivo inicial era se posicionar contra a gestão do clube na época, canalizando o amor ao Corinthians em ação organizada. Como diz Malfitani, foi “uma escola de vida e de política”, onde aprendeu a “força do povo ao se organizar”.

    Desde então, a torcida só cresceu e se fortaleceu, mantendo viva a voz do torcedor dentro do Corinthians. Hoje os Gaviões da Fiel unem corinthianos de todas as idades sob um mesmo símbolo, sempre com espírito crítico e fiel ao clube.

    Nos anos seguintes, os Gaviões organizaram filiais pelo país, levando o grito da Fiel para além de São Paulo.

    Foi uma das primeiras torcidas a ter estatuto próprio e sede oficial, criando uma estrutura organizada não só para apoiar o time, mas também para ações sociais.

    Esse ativismo inicial ajudou a dar forma à identidade do grupo, que rapidamente se tornou referência nacional. Com mais de 50 anos de história, o Gaviões segue firme e presente em todos os momentos do Corinthians.

    A vibração da Fiel Torcida nas arquibancadas

    Toda a energia da Gaviões ganha vida nas arquibancadas. A torcida organizada ocupa geralmente o setor Norte/Leste do estádio, levando faixas imensas (os famosos “bandeirões”) e entoando cânticos incansáveis.

    O estádio vira palco de coreografias coordenadas, música alta e até fumaça colorida em momentos decisivos, reforçando o clima de festa.

    Malfitani destacou que aquele ambiente era “uma escola de vida”, onde se aprende sobre união e luta. Assim, a cada jogo vemos a Fiel Torcida empurrar o Corinthians do início ao fim.

    É nessa atmosfera que o clube encontra motivação extra: uma festa ininterrupta que só a Fiel sabe fazer! Nas arquibancadas, a festa é completa: tambores tocando e megafones animando o estádio.

    Para a Fiel Torcida, arquibancada sem samba não tem graça – a bateria do Gaviões ecoa forte e contagia todo mundo.

    Protestos e a força política da Gaviões da Fiel

    A Gaviões da Fiel leva a sério a missão de fiscalizar o clube, e por isso não teme se manifestar.

    Um exemplo recente: em julho de 2025, a torcida fez um protesto emblemático em frente ao Parque São Jorge com bonecos representando ex-presidentes do clube e até caixões cobrindo seus nomes.

    Eles acusaram a ala política “Renovação & Transparência” de “destruir o Corinthians por dentro e por fora”, deixando claro o repúdio da Fiel.

    Pouco depois, reportagem da CNN Brasil noticiou que, em setembro de 2025, a torcida Gaviões da Fiel invadiu pacificamente o CT Joaquim Grava para protestar contra a má fase do time e exigir explicações dos dirigentes.

    Esses episódios reforçam que a Gaviões não se limitam às arquibancadas: eles cobram transparência e compromisso de quem governa o clube.

    Samba no sangue: a Escola de Samba Gaviões da Fiel

    A paixão corinthiana também sai dos estádios e cai na avenida. O nome oficial do grupo já diz tudo: Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba Gaviões da Fiel Torcida. Ou seja, torcida organizada e samba caminham juntos.

    No Carnaval de São Paulo, os Gaviões da Fiel já conquistaram o título do Grupo Especial em 2000, 2002 e 2003, levando o orgulho do Timão às avenidas.

    Após alguns anos fora do desfile principal, em 2024 a escola retornou ao Grupo Especial e ficou em 4º lugar com o enredo “Vou te Levar pro Infinito”.

    No Carnaval de 2025, inovou com um enredo sobre raízes africanas (“Irin Ajó Emi Ojisé”) e ficou em 3º lugar. Essas campanhas recentes mostram que a tradição corinthiana brilha tanto nas arquibancadas quanto nos sambódromos.

    A Gaviões mantém alas de passistas e até um bloco de rua que ensaia o ano todo para o Carnaval.

    Camisa Gaviões da Fiel

    A camisa da Gaviões da Fiel é um símbolo de identidade e orgulho. Geralmente ela traz as cores preta e branca, com listras verticais (tal qual o uniforme do Corinthians) e o gavião estampado no peito.

    É o manto que o torcedor usa nos dias de jogo para mostrar lealdade. Lançamentos recentes, como a camisa “Mar Negro”, foram recebidos com entusiasmo, reforçando que a bandeira do Timão vestida por cada associado vai além do campo.

    Em fotos de partidas é comum ver torcedores uniformizados da cabeça aos pés, provando que o corinthianismo da organizada transborda para a vida cotidiana.

    Loja da Gaviões da Fiel: onde comprar produtos oficiais

    Falando em produtos oficiais, a Gaviões da Fiel mantém uma loja para a torcida. No site oficial há uma loja virtual repleta de itens exclusivos: camisas, agasalhos, bonés, bandeiras, acessórios de carnaval e muito mais.

    Na loja online você escolhe o modelo e faz a compra sem sair de casa. Se preferir comprar pessoalmente, há uma loja física na sede do grupo no Bom Retiro (Rua Cristina Tomás, 183, SP), aberta a sócios e torcedores.

    Lá os preços são justos e os sócios ainda ganham descontos especiais. Parte da renda arrecadada financia projetos sociais da torcida e ajuda a manter as atividades da escola de samba. Toda compra oficial apoia diretamente a Gaviões.

    Perguntas frequentes (FAQ)

    O que é o Gaviões da Fiel?

    É a principal torcida organizada do Corinthians, fundada em 1969. Além de torcida, atua como escola de samba. Tem como lema apoiar o clube sem deixar de cobrar cada gestão.

    Quais são as cores do Gaviões da Fiel?

    Preto e branco, iguais às do Corinthians. O símbolo é um gavião, de onde vem o nome da torcida.

    O que significa “camisa da Gaviões da Fiel”?

    É a camiseta oficial da torcida organizada, diferente da camisa do time. Ela traz o brasão do gavião e as listras alvinegras. Os sócios usam essa camisa em massa, reforçando a unidade do grupo.

    Como posso comprar a camisa Gavioes da Fiel?

    A camisa oficial dos Gaviões pode ser adquirida na loja oficial da torcida – tanto no site (lojagavioes.com.br) quanto na loja física do Bom Retiro. Basta escolher o modelo, tamanho e efetuar a compra.

    O que é a escola de samba Gaviões da Fiel?

    É o departamento de carnaval da torcida. Nos desfiles, a escola homenageia histórias do Corinthians e do Brasil. Conquistou títulos paulistas (ex.: 2000, 2002, 2003) e segue desfilando no grupo especial.

    Onde fica a loja da Gaviões da Fiel?

    A loja oficial dos Gaviões fica na sede do grupo em São Paulo (Rua Cristina Tomás, 183), e a loja online atende todo o país. Lá você encontra produtos oficiais da torcida.

    Quais são os significados do lema “lealdade, humildade e procedimento”?

    Essas palavras resumem os valores da torcida: lealdade ao Corinthians (amor incondicional), humildade (respeito ao adversário e moderação) e procedimento (disciplina nos atos). É uma forma de lembrar como a Fiel conduz sua jornada.

    Vale a pena ser sócio da Gaviões da Fiel?

    Sim! Além de apoiar o Corinthians em peso, o sócio dos Gaviões participa de reuniões e eventos internos, tem desconto na loja oficial e ajuda a decidir os rumos da torcida. É uma forma de viver o corinthianismo intensamente junto com a família Gaviões.

    Conclusão

    Este foi um panorama completo dos Gaviões da Fiel com o tom apaixonado que a Fiel merece. Aqui no Portal Camisa12, nossa missão é manter você informado.

    A história da Gaviões da Fiel segue sendo escrita jogo após jogo e desfile após desfile – sempre 100% Fiel!

    Junte-se à torcida e viva esta emoção! Somos um só coração, Vai, Timão!

  • Qual a maior torcida: Flamengo, Corinthians ou outra? A batalha dos gigantes

    Qual a maior torcida: Flamengo, Corinthians ou outra? A batalha dos gigantes

    O futebol brasileiro tem o privilégio de abrigar duas das maiores e mais apaixonadas torcidas do planeta: Flamengo e Corinthians. O debate sobre qual delas é a maior é um dos mais acalorados e antigos do país, e a resposta, embora estatística, carrega um peso cultural e geográfico imenso.

    Para resolver a questão com o rigor necessário, é preciso recorrer aos institutos de pesquisa mais renomados. O consenso estatístico nas últimas décadas aponta consistentemente para um líder inquestionável.

    O domínio rubro-negro: a liderança incontestável

    De acordo com os levantamentos mais recentes realizados por institutos como Ipsos-Ipec (em parceria com O Globo) e CBF/AtlasIntel, a torcida do Flamengo mantém a liderança isolada e com ampla margem no ranking nacional.

    • Percentual: Na pesquisa Ipsos-Ipec (divulgada em julho de 2025), o Flamengo alcançou 21,2% da preferência nacional. Já um levantamento da CBF/AtlasIntel (divulgado em novembro de 2025) registrou um percentual ainda maior, de 26%.
    Créditos: Gilvan de Souza/Flamengo
    • Aproximação numérica: Em números absolutos, considerando a população brasileira, essas porcentagens representam uma base de fãs que pode ultrapassar 40 milhões de pessoas. O Flamengo se consolida como um fenômeno nacional que transcende as fronteiras do Rio de Janeiro.

    O rubro-negro carioca se destaca por sua enorme capilaridade geográfica. É o clube com a maior torcida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, regiões que concentram grande parte da população e onde a presença dos clubes do eixo Rio-São Paulo é fortíssima.

    O gigante paulistano: a força inigualável do Corinthians

    O Corinthians ocupa firmemente a segunda posição no ranking das maiores torcidas do país. O «Timão» não é apenas o gigante de São Paulo, mas uma potência com milhões de seguidores em todos os estados.

    • Percentual: Nas pesquisas mais recentes de 2025, o Corinthians registrou uma média de 11,9% (Ipsos-Ipec) a 19% (CBF/AtlasIntel) da preferência nacional.
    Créditos: Profimedia
    • Aproximação numérica: Isso representa uma base estimada em mais de 30 milhões de torcedores, sendo a maior torcida da região Sudeste e do estado de São Paulo, o mais populoso do país.

    A diferença percentual entre Flamengo e Corinthians é significativa, variando de 9 a 14 pontos percentuais nas pesquisas, o que garante ao Flamengo a liderança absoluta. Contudo, a força do Corinthians é inegável, representando uma das maiores concentrações de torcedores urbanos e uma das maiores torcidas do mundo, independentemente do instituto que mede.

    E «outra»? O terceiro lugar em disputa

    Enquanto Flamengo e Corinthians formam o Top 2 do futebol brasileiro, o terceiro lugar é consistentemente disputado e varia ligeiramente dependendo da metodologia de cada pesquisa. Nos levantamentos recentes de 2025, o cenário foi:

    • Palmeiras vs. São Paulo: A pesquisa Ipsos-Ipec apontou o Palmeiras em terceiro lugar, com 6,5%, superando o São Paulo (6,4%).
    Créditos: Imagem de reprodução/ Palmeiras
    • Vasco e demais: Outros institutos, como a pesquisa CBF/AtlasIntel, colocam o São Paulo em terceiro (9%), seguido pelo Palmeiras (7%) e o Vasco da Gama em quinto lugar (5%).

    Essa variação mostra que a diferença entre o terceiro e o quinto colocados está, muitas vezes, dentro da margem de erro, caracterizando um empate técnico entre eles e reforçando a polarização do cenário entre os dois líderes.

    Em conclusão, a resposta factual é: a maior torcida do Brasil é a do Flamengo, seguida pelo Corinthians. O gigantismo dessas duas massas de fãs é um reflexo da história, do sucesso em campo e da capacidade de criar laços emocionais que se espalham por todo o território nacional.

    FAQs sobre a maior torcida do Brasil

    Quais são as duas maiores torcidas do Brasil, segundo as pesquisas?

    As duas maiores torcidas do Brasil, consistentemente apontadas por institutos de pesquisa, são a do Flamengo e a do Corinthians.

    Qual torcida ocupa a liderança isolada no ranking nacional?

    A torcida do Flamengo ocupa a liderança isolada no ranking nacional, com uma margem percentual significativa sobre o segundo colocado.

    Qual foi o percentual de preferência do Flamengo em levantamentos de 2025?

    Em levantamentos recentes de 2025 (como os da CBF/AtlasIntel), o Flamengo registrou percentuais de preferência que chegaram a aproximadamente 26% da população brasileira.

    Qual é a estimativa numérica de torcedores do Flamengo?

    Em números absolutos, as porcentagens de preferência indicam que a base de fãs do Flamengo pode ultrapassar a marca de 40 milhões de pessoas.

    Qual é a principal característica geográfica que explica a liderança do Flamengo?

    A principal característica é a sua enorme capilaridade geográfica. O Flamengo é o clube com a maior torcida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

    Qual é a posição do Corinthians no ranking nacional?

    O Corinthians ocupa firmemente a segunda posição no ranking nacional.

    Qual é a estimativa numérica de torcedores do Corinthians?

    A base de fãs do Corinthians é estimada em mais de 30 milhões de torcedores, sendo a maior torcida da região Sudeste e do estado de São Paulo.

    Qual torcida costuma disputar a terceira posição no ranking?

    A terceira posição é consistentemente disputada, com variações entre o Palmeiras e o São Paulo dependendo da metodologia de cada pesquisa, muitas vezes caracterizando um empate técnico entre eles e o Vasco da Gama.

  • Torcedores famosos do Botafogo: artistas e ídolos que são alvinegros de coração

    Torcedores famosos do Botafogo: artistas e ídolos que são alvinegros de coração

    Os torcedores famosos do Botafogo incluem celebridades de vários universos – da TV à música e até do esporte – que ostentam com orgulho o manto do Glorioso. Entre elas está a atriz Regina Casé, que, segundo o jornal Lance, é “torcedora apaixonada” do Fogão.

    Regina não se cansa de comemorar vitórias: em entrevistas e nas redes sociais ela fala com entusiasmo do time, consolidando-se como uma das torcedoras mais emblemáticas do clube. 

    Outra voz histórica, o apresentador Cid Moreira, revelou que se apaixonou pelo Botafogo ao ver Garrincha jogar.

    Esse time de celebridades do Alvinegro é destaque no Portal Camisa12, que não cansa de celebrar o amor dessas figuras pelo Glorioso.

    Lista de torcedores famosos do Botafogo

    Abaixo, separei a lista de botafoguenses famosos, tudo separado por categorias. Confira a seguir:

    Atrizes e atores que são torcedores famosos do Botafogo

    • Regina Casé – Apresentadora e atriz global, é torcedora apaixonada do Botafogo. Regina vive o clube intensamente: comenta cada triunfo em entrevistas e compartilha nas redes sociais seu orgulho botafoguense. Sua presença em eventos do clube e ações sociais reforça sua influência, tornando-a uma das torcedoras mais emblemáticas do Glorioso.
    • Flávia Alessandra – Atriz consagrada, herdou a paixão pelo Fogão de seu pai, que era militar da Marinha. Ela frequenta os jogos em família (até hoje se reúne para torcer junto) e não perde a oportunidade de registrar o amor alvinegro dos filhos e pais nas arquibancadas. Em cada foto com a camisa do Botafogo, Flávia mostra que a paixão pelo clube é coisa de família.
    • Dira Paes – Atriz paraense de prestígio nacional, Dira revelou que é torcedora do Botafogo desde cedo, começando a acompanhar o clube por influência do pai. Ela não faz segredo da torcida: já foi flagrada vestindo o manto alvinegro em eventos públicos, provando que sua faceta humorística na TV convive em sintonia com o amor pelo Fogão.
    • Cássia Kiss – Estrela da TV Globo, Cássia também é uma torcedora fanática do Botafogo. Ela já elogiou publicamente fases importantes do time e sempre manda mensagens de apoio, seja em entrevistas ou nas redes sociais. A empolgação de Cássia no Jogo das Estrelas da LBF (basquete feminino) chegou a render manchetes, justamente por seu amor declarado ao clube.
    • Samara Felippo – Atriz e modelo, Samara completa o time de torcedoras famosas do Fogão. Embora apresente um lado mais discreto, ela costuma aparecer em posts da torcida com a camisa do Botafogo e já foi vista comemorando títulos do clube. Samara prova que, entre as atrizes, o Fogão tem fanáticas de diferentes gerações.

    Músicos e cantores botafoguenses

    • Beth Carvalho – A lendária cantora de samba era também uma torcedora de carteirinha do Botafogo. Conhecida como a “Madrinha do Samba”, Beth eternizou seu amor pelo time na música: compôs e gravou clássicos como “Esse é o Botafogo que eu gosto” (1989), hino não oficial do clube. Sua paixão se manifestava até nos shows: ela chegou a dedicar performances às conquistas alvinegras, unindo samba e futebol numa mistura genuinamente carioca.
    • Marisa Monte – Cantora e compositora de renome mundial, Marisa também carrega a Estrela Solitária no peito. Em entrevistas e redes sociais, ela confessou seu amor pelo Fogão e, em diversas ocasiões, foi vista publicamente com as cores do Glorioso. Marisa participa de eventos beneficentes ao lado de outros torcedores famosos, mostrando que sua admiração pelo clube vai muito além dos palcos.
    • Chico César – O músico paraibano Chico César também figurava entre os botafoguenses ilustres. Seu nome chegou a aparecer em listas e matérias sobre personalidades que torcem pelo Alvinegro, e ele costuma usar as redes sociais para celebrar gols do time. Com sua verve nordestina e letras bem-humoradas, Chico é outro que orgulhosamente apoia o Fogão.
    • Ronnie Von – Ícone da música pop nos anos 60 e 70, Ronnie Von também figurava entre os torcedores famosos. Ele costumava publicar fotos antigas com camisa do clube e até gravou jingles carnavalescos em homenagem ao Botafogo. Seu estilo irreverente combinou com a torcida descontraída do Fogão, mostrando que a paixão pelo clube ultrapassa diferentes gerações musicais.
    • Sidney Magal – Cantor famoso por seus hits românticos, Sidney Magal é outro nome que não pode faltar nessa lista. Apesar de enérgico no palco, ele é fã do Fogão e já participou de campanhas e vídeos motivacionais da torcida. Em jogos importantes, a torcida o homenageia como um dos botafoguenses do coração.

    Comunicadores e influenciadores que torcem para o Botafogo

    • Felipe Neto – O YouTuber e influenciador digital mais popular do país é torcedor fanático do Botafogo. Felipe chegou a estampar suas marcas (Neto’s e Vigia de Preço) como patrocinador oficial do clube em 2018/19 e faz questão de comentar toda a temporada. Nas redes, ele não só torce, mas também desabafa humoristicamente sobre os altos e baixos do Fogão. Seu engajamento multiplataforma rende visibilidade extra ao Alvinegro, especialmente entre o público mais jovem.
    • Marcelo Adnet – Humorista e ator, Marcelo Adnet não esconde sua paixão botafoguense. Ele já apareceu em vídeos comemorativos do clube (ao lado de amigos famosos) e posta com orgulho fotos vestindo a camisa alvinegra. Sua criatividade também entrou na torcida: Adnet cria paródias e bordões que arrancam risadas dos colegas torcedores, mostrando que o Fogão é levado a sério com leveza.
    • Hélio de La Peña – Outro comediante e apresentador assumido, Hélio coleciona histórias hilárias sobre o Botafogo. Ele participou da cerimônia de entrega de faixas do título da Série B de 2015 (ao lado de Maitê Proença) e vira e mexe faz piada amorosa sobre o time em programas de humor. Para Hélio, ser botafoguense é motivo de orgulho, mas também de muitas piadas, afinal, o humor está no DNA dos torcedores alvinegros.

    Jogadores botafoguenses e personalidades do esporte

    • Bernardinho – O lendário técnico de vôlei Bernardo Rezende já brilhou nos maiores pódios do esporte, mas sempre declara que a cor de seu coração é o preto e branco. Apesar de ter atuado em outras equipes do Rio, Bernardinho mantém viva a tradição familiar e é mais um famoso que torce para o Botafogo. Ele costuma ser visto em jogos do Botafogo de vôlei e participa de eventos institucionais, reforçando que, para ele, ser “botafoguense” é tão natural quanto levantar troféus.
    • Felipe Melo – Ex-volante de Palmeiras, Flamengo e Fiorentina, hoje comentarista, Felipe também é torcedor assumido do Fogão. Em 2025 ele criticou publicamente a baixa média de público no estádio alvinegro, cobrando mais presença dos torcedores quando o time precisava do apoio. Felipe chegou a comparar a torcida do Botafogo à do Vasco (que chama de “exemplo” de paixão) deixando claro o tamanho do engajamento que ele espera dos alvinegros. Mesmo tendo atuado em rivais, o ex-jogador admite que o Fogão sempre foi seu clube do coração.
    • Mauro Galvão – Ex-zagueiro campeão mundial em 1994, Mauro Galvão foi criado no bairro de General Severiano (sede histórica do Botafogo) e hoje é conselheiro do clube. Ele chegou a jogar no Fogão nos anos 80 e sempre afirma que o amor pelo Glorioso guiou seus passos desde a infância. Ainda que tenha vestido várias camisas pelo Brasil, Mauro não esconde: para ele, o Fogão foi primordial em sua carreira.

    Perguntas frequentes

    Quem são alguns dos torcedores famosos do Botafogo?

    Celebridades como Regina Casél, Dira Paes, Flávia Alessandra, Beth Carvalho, Marisa Montee Felipe Neto figuram entre os alvinegros célebres. A lista inclui artistas de TV, cantores e influenciadores que não escondem sua paixão pelo Fogão.

    Quais atrizes famosas torcem pelo Botafogo?

    Destacam-se Regina Casé e Flávia Alessandra, que herdou o amor pelo clube do pai. Também são fãs do time atrizes como Dira Paes e Cássia Kiss, além de Samara Felippo e Suzana Pires, compondo um elenco estrelado de torcedoras alvinegras.

    Que músicos famosos são botafoguenses?

    Ícones da música brasileira, como Beth Carvalho e Marisa Monte, não escondem o carinho pelo Fogão. Artistas como Chico César, Ed Motta, Sidney Magal e Ronnie Von também fazem parte da história de fãs famosos do clube, reforçando que a Estrela Solitária brilha nos palcos e estúdios.

    Quem já fez promessas engraçadas para o Botafogo?

    O caso mais célebre é o de Maitê Proença, que prometeu (e cumpriu) tirar a roupa se o clube subisse à Série A. Outros torcedores fanáticos também criam apostas inusitadas, mas Maitê certamente entrou para o hall dos botafoguenses mais folclóricos.

    Onde posso acompanhar notícias sobre celebridades botafoguenses?

    O Portal Camisa12 mantém o coração alvinegro informado, reunindo histórias, vídeos e entrevistas de fãs famosos do Botafogo. Siga o site e as redes oficiais do clube para não perder nenhuma novidade sobre seus ídolos de todas as áreas.

  • Como a fé alimenta a torcida do Remo; Por @FatosFutFC

    Como a fé alimenta a torcida do Remo; Por @FatosFutFC

    Um dos assuntos mais comentados da semana no futebol brasileiro foi o acesso do Remo à Série A após 31 anos sem disputar a elite.

    Entre os diversos aspectos que marcaram esse momento histórico, a forte devoção da torcida e dos jogadores a Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará e do clube, ganhou destaque.

    A festa no Mangueirão após a vitória por 3 a 1 sobre o Goiás contou com a presença dos torcedores no gramado e com um mosaico em homenagem à santa. Durante toda a temporada, Pedro Rocha também chamou atenção ao entrar em campo carregando a imagem de Nossa Senhora de Nazaré no momento do hino.

    Reprodução: Internet

    Neste ano, o Círio de Nazaré, uma das maiores celebrações religiosas do Brasil, reuniu 2,6 milhões de pessoas. Alguns jogadores do Remo participaram da festividade, fortalecendo ainda mais a relação entre o clube e sua padroeira.

    Essa devoção surgiu a partir da própria torcida e é reforçada por uma coincidência simbólica: a sede do Remo fica localizada na Avenida Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. Sempre que possível, o clube exalta essa ligação.

    Reprodução: Remo FC

    O Leão do Norte também lançou, esse ano, uma camisa em homenagem à santa, nas cores azul e branco, com uma silhueta de sua imagem. Essa identificação fez com que representações de Nossa Senhora de Nazaré se tornassem comuns no Instagram, nos jogos, nas arquibancadas e principalmente nas conquistas, que muitas vezes são creditadas à fé da torcida.

    Reprodução: Remo FC

    Esta publicação foi realizada em parceria com o perfil @FatosFutFC. Os sigam em todas as redes sociais para acompanhar mais conteúdos como esse.

  • Qual foi a primeira torcida organizada do Brasil?

    Qual foi a primeira torcida organizada do Brasil?

    O fenômeno das torcidas organizadas no Brasil é tão antigo quanto apaixonado, representando um capítulo fundamental na história social e cultural do futebol nacional. No entanto, a identificação da primeira torcida organizada é um tema que gera debates e exige rigor histórico, pois estamos a falar de um conceito que mudou e evoluiu ao longo das décadas.

    Historicamente, a primeira entidade a formalizar o apoio ao seu clube, com estrutura e estatuto, foi a Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP), que teve sua origem no Grêmio São-Paulino, fundado oficialmente em 1939.

    TUSP: A formalização pioneira

    A Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP) nasceu em um período em que o futebol ganhava profissionalismo e se popularizava nas grandes capitais. A sua precursora, o Grêmio São-Paulino, surgido na Mooca, em 1939, é o marco inicial. 

    Créditos: Instagram acervotricolor

    O que diferenciava este grupo é que não apenas ia aos jogos, mas organizava-se para criar um espetáculo de apoio. Recorde-se, por exemplo, no famoso jogo de 1943, quando o time venceu o Palmeiras e o Grêmio organizou uma marcha com um carro alegórico para buscar a Taça dos Invictos.

    A TUSP se notabilizou, já na década de 1940, por três razões:

    • Estrutura Formal: Foi pioneira ao criar uma estrutura organizada com estatuto e regras para seus membros, sendo reconhecida como uma associação de apoio ao time.
    • Ações Programadas: O grupo não se limitava a gritar! Organizava eventos, caravanas (como a histórica viagem ao Paraguai pela Libertadores em 1972) e buscava formas ativas de apoiar o clube.
    • Identidade Visual: Embora as organizadas modernas tenham popularizado o conceito, a TUSP já utilizava uniformes para identificar seus membros, inicialmente uma camisa branca com o distintivo do clube.
    Créditos: Unknown

    Por esta formalização e por ter sido a primeira a se estruturar no formato de associação civil com o propósito expresso de torcer, a TUSP é amplamente citada como a primeira torcida organizada no sentido moderno e estruturado do termo no Brasil.

    O debate: Outras gêneses e a evolução do conceito

    Embora a TUSP seja o marco formal de 1939, o conceito de «organizada» passou por transformações e outras torcidas surgiram com grande impacto:

    • Charanga do Flamengo (Década de 1940): O surgimento da Charanga Rubro-Negra (fundada em 1942, segundo alguns registros) é um marco na cultura do apoio musical nos estádios, com o uso de instrumentos em massa, que se tornaria uma marca registrada das torcidas – que mais se assemelha a algumas orquestras.
    Créditos: Revista Esporte Ilustrado
    • A Segunda Geração e a «Era de Ouro» (Décadas de 1960/1970): O movimento ganha nova cara e dimensões a partir dos anos 60, com um foco maior na subcultura das arquibancadas, oposição às diretorias e forte identidade visual. É neste período que nascem as gigantes que conhecemos hoje: Gaviões da Fiel (Corinthians, 1969), Torcida Jovem do Santos (1969) e a própria Torcida Independente (São Paulo, 1972), que nasceu de uma dissidência da TUSP.

    Essas torcidas da segunda geração institucionalizaram o uso massivo de bandeiras, bateria e caravanas internacionais, moldando o modelo de organizada que se propagou pelo país. A TUSP, por sua vez, enfraqueceu-se após a dissidência de 1972 (que gerou a Independente) e se extinguiu oficialmente em 1995..

    O legado da organização

    A TUSP pavimentou o caminho para que a paixão do torcedor – quer do São Paulo, quer de qualquer outro clube do Brasil – se transformasse em uma força organizada. O surgimento destas entidades reflete o desejo de serem mais do que espectadores, ganhando voz e influência nas decisões do clube e oferecendo um forte senso de pertencimento e comunidade para milhares de torcedores, unindo-os sob uma mesma bandeira e ideal.

    FAQs sobre a Primeira Torcida Organizada do Brasil

    Qual é considerada a primeira torcida organizada do Brasil?

    A primeira entidade a se formalizar com estrutura e estatuto, sendo amplamente reconhecida como a pioneira no sentido moderno, é a Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP), que teve sua origem no Grêmio São-Paulino.

    Em que ano o Grêmio São-Paulino, precursor da TUSP, foi fundado?

    O Grêmio São-Paulino, que deu origem à TUSP, foi fundado em 1939.

    Qual foi o principal diferencial da TUSP que a colocou como pioneira?

    O principal diferencial foi a sua formalização como uma associação civil. A TUSP foi a primeira a criar uma estrutura organizada com estatuto e regras, indo além do apoio espontâneo e buscando um engajamento ativo e programado com o clube.

    A TUSP ainda existe hoje?

    Não. A TUSP foi perdendo força após a dissidência que gerou a Torcida Independente em 1972, e a entidade original se extinguiu em 1995.

    Qual torcida é citada como marco no uso de instrumentos musicais?

    A Charanga do Flamengo (ou Charanga Rubro-Negra), surgida na década de 1940, é citada como um marco histórico no apoio, por institucionalizar a cultura do apoio musical com o uso massivo de instrumentos nos estádios.

    Quais torcidas representam a chamada «segunda geração» das organizadas?

    A «segunda geração» (que ganhou força nas décadas de 1960 e 1970) inclui torcidas que moldaram o modelo atual, como a Gaviões da Fiel (Corinthians, 1969), a Torcida Jovem do Santos (1969) e a Torcida Independente (São Paulo, 1972).

    Por que o surgimento das organizadas foi importante para o futebol brasileiro?

    O surgimento das organizadas foi importante porque transformou o torcedor em um agente mais ativo, dando-lhe voz e influência nas questões do clube e criando uma forte identidade e senso de comunidade por meio da logística de apoio e da festa nas arquibancadas.

  • Camisa de torcida organizada feminina: representatividade nas arquibancadas

    Camisa de torcida organizada feminina: representatividade nas arquibancadas

    Apesar de o esporte ser historicamente associado ao sexo masculino, o futebol tem contado cada vez mais com a presença feminina, tanto em campo quanto, principalmente, nas arquibancadas. Esse movimento mostra que o amor pelo clube do coração não deve ser medido pelo gênero.

    Ocupando cada vez mais espaço, as mulheres agora são vistas de forma constante em movimentos de torcedores, muitas vezes liderando cantos, segurando bandeirões e participando ativamente das torcidas organizadas, reivindicando o respeito e o reconhecimento que merecem.

    O Portal Camisa12 vai falar mais sobre esse tema e discutir a representatividade feminina nesse meio, algo essencial para compreendermos as mudanças culturais que ocorrem não apenas no futebol, mas em toda a sociedade.

    História

    Durante muito tempo, o futebol foi tratado como um território criado exclusivamente para os homens. As mulheres que frequentavam os estádios eram vistas como acompanhantes ou, até mesmo, como exceções que “curtiam pessoas do mesmo sexo”. Foi apenas a partir dos anos 2000 que esse cenário começou a mudar, trazendo transformações significativas para o público feminino que apreciava a modalidade.

    Os estádios tornaram-se mais acessíveis e seguros, e a presença feminina passou a ganhar maior visibilidade na mídia esportiva. Com isso, o número de torcedoras cresceu rapidamente, e as próprias torcidas organizadas começaram a criar núcleos e frentes específicos para mulheres.

    Muito além do papel de espectadoras, hoje a presença feminina nas arquibancadas tornou-se notável, tanto em jogos de clubes quanto nas partidas da seleção, incluindo a seleção feminina, onde o ambiente costuma ser especialmente acolhedor.

    Atualmente, as mulheres têm assumido papéis de destaque em coletivos e movimentos de torcedoras que lutam contra o machismo, promovem campanhas contra o assédio e buscam tornar os estádios espaços mais seguros, diversos e plurais.

    O começo das torcidas femininas no Brasil

    As primeiras presenças estruturadas de mulheres em torcidas organizadas surgiram ainda nas décadas de 1970 e 1980, quando algumas das principais torcidas do país criaram alas ou departamentos femininos. Esses grupos eram, inicialmente, dedicados à confecção de faixas, à organização de festas e atividades internas, mas, pouco a pouco, passaram a marcar presença mais ativa nas arquibancadas.

    • Ala Feminina da Gaviões da Fiel
      Formada no fim dos anos 1970 e fortalecida ao longo dos anos 1980, é uma das primeiras alas femininas oficialmente registradas dentro de uma torcida organizada, com grande relevância no cenário nacional.
    • Departamento Feminino da Mancha Verde
      Assim como os rivais, a Mancha Verde possui registros desde os anos 1980 de um departamento feminino que reunia torcedoras tanto para atividades internas quanto para presença nos estádios.
    • Ala Feminina da Torcida Jovem do Santos
      Há relatos da existência dessa ala desde os anos 1980, com participação ativa em caravanas, eventos e ações da torcida.
    • Fla-Mulher
      Embora não tenha sido uma torcida independente, o Fla-Mulher foi um movimento de torcedoras que ganhou força na década de 1980 dentro das torcidas rubro-negras, e é frequentemente citado como um dos primeiros grupos femininos do país.

    A partir dos anos 1990, começaram a surgir as primeiras torcidas femininas independentes, grupos criados por mulheres e para mulheres. Os registros apontam o surgimento desse formato em clubes como Cruzeiro, Grêmio, Internacional e Bahia, embora ainda haja pouca documentação oficial para confirmar todos os dados com precisão.

    Representatividade e o feminino nas torcidas organizadas

    A presença feminina nas torcidas organizadas avançou de forma significativa nas últimas décadas, embora ainda enfrente barreiras estruturais. Durante muito tempo, esses espaços foram marcados por uma lógica predominantemente masculina, com práticas, discursos e dinâmicas internas que reforçavam a ideia de que a mulher era coadjuvante ou responsável apenas por funções periféricas, como produção de materiais, organização de eventos sociais ou vendas internas. No entanto, esse cenário tem mudado, impulsionado pelo aumento da participação feminina nos estádios e na vida política dos clubes.

    Atualmente, muitas torcedoras ocupam posições de liderança dentro das organizadas: coordenam caravanas, tomam decisões administrativas, organizam ações sociais e assumem papéis de porta-voz. O surgimento de alas e coletivos femininos dentro das próprias torcidas e, mais recentemente, de grupos independentes formados exclusivamente por mulheres, fortaleceu a ideia de que elas não apenas pertencem a esses espaços, mas também têm capacidade de transformá-los e torná-los mais inclusivos. Esses coletivos atuam tanto na defesa das mulheres contra o assédio e a violência nas arquibancadas quanto na valorização do papel feminino na cultura futebolística.

    O protagonismo feminino também se reflete em uma mudança de discurso e de estética das torcidas. As mulheres ampliaram sua presença em atividades antes vistas como exclusivamente masculinas, como bateria, bandeirões, organização de mosaicos, liderança de cantos e articulação política com os clubes e outras torcidas. Além disso, o aumento da participação feminina tem contribuído para debates internos sobre machismo, homofobia e violência, temas estes, que antes eram frequentemente ignorados ou silenciados no universo das organizadas.

    Hoje em dia, as arquibancadas deixam de ser apenas território masculino: nelas, cada canto e cada bandeira carregam também a força de milhares de mulheres que torcem, lideram e transformam o futebol brasileiro. Promovendo a diversidade e a inclusão, o reconhecimento definido para as mulheres dando-as espaço e voz nas torcidas, as organizações fomentam um ambiente mais acolhedor e menos discriminatório, onde a paixão pelo time é compartilhada sem distinção de gênero.

  • A tapeçaria da paixão: A maior bandeira de torcida do Brasil

    A tapeçaria da paixão: A maior bandeira de torcida do Brasil

    No universo das torcidas organizadas brasileiras, a demonstração de força, paixão e lealdade é frequentemente medida pela grandiosidade e criatividade dos seus bandeirões. Estas peças de tecido gigantescas e com muito simbolismo não são apenas adereços – são verdadeiras obras de engenharia social e logística, representando o coração pulsante da torcida.

    Uma das maiores disputas dentro deste tema foi a corrida pelo título de «Maior Bandeirão do Brasil». Este desafio histórico tem sido disputado, principalmente, entre as gigantes de São Paulo e Minas Gerais, com registros de recordes que são frequentemente superados ou redefinidos.

    O Recorde Histórico: Gaviões da Fiel (Corinthians)

    Durante muitos anos, o recorde de maior bandeira de clube brasileira reconhecido oficialmente pertencia à torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians.

    Créditos: RedBull BR / Unknown

    Com um total de 143 metros de comprimento e 35 metros de altura, a bandeira de apoio ao Timão pesava em aproximadamente duas toneladas! Este projeto, confeccionado em 1995, tinha capacidade de cobrir cerca de 16 mil pessoas nas arquibancadas do Pacaembu e o seu era reservado para a entrada do time e para momentos importantes do jogo.

    Segundo membros da própria torcida, mais do que apoio à própria equipa, a bandeira tinha o objetivo de «calar e intimidar a torcida e o clube visitante», atuando como um verdadeiro 12º jogador.

    Este bandeirão detinha o reconhecimento pelo RankBrasil (autoridade nacional de homologação de recordes no país) como a maior bandeira de time do Brasil por um longo período.

    O Novo Marco e a Disputa Mundial: A Mega-Bandeira do São Paulo

    Em um movimento recente que redefiniu os limites do gigantismo nos estádios, a torcida do São Paulo Futebol Clube exibiu um bandeirão com dimensões que superaram qualquer registro anterior, brasileiro ou até mesmo mundial.

    Créditos: Live MKT News

    Este feito aconteceu em Janeiro de 2025, durante um clássico contra o Corinthians, no Estádio do Morumbi.

    A Obra e as Suas Dimensões:

    Com cerca de 22 mil metros quadrados, a obra ostentava o tamanho equivalente a não um, nem dois, mas sim três campos de futebol juntos!

    Além disso, o bandeirão cobriu todo o anel superior do Morumbi, exibindo a mensagem «95 anos de vitórias», relembrando as conquistas do clube.

    Créditos: Live MKT News

    Como Foi Feita (A Logística Gigantesca):

    A realização desta exibição exigiu uma logística complexa e um esforço maciço:

    1. Material: Foram utilizados cerca de 13.500 metros de tecido.
    2. Mão de Obra: Foi necessário o trabalho de, pelo menos, 400 pessoas apenas para estender a bandeira no estádio.
    3. Patrocínio e Propósito: Esta peça grandiosa foi uma ação organizada em parceria com o patrocinador do clube (a Superbet), com o objetivo de gerar um momento histórico de celebração e reforçar a identidade do clube.
    4. Natureza Temporária: É importante notar que, devido às suas dimensões extremas, este bandeirão foi concebido para ser utilizado apenas uma vez e, posteriormente, ser reciclado, funcionando mais como um espetáculo de tifo do que um adereço recorrente da torcida organizada.

    Apesar da natureza de exibição única, o bandeirão de 22.000 m² do São Paulo estabeleceu um novo e impressionante marco de grandiosidade no futebol brasileiro. No entanto, na história das torcidas organizadas tradicionais, o bandeirão da Gaviões da Fiel permanece como um dos mais icónicos e de uso contínuo no cenário nacional, demonstrando que a paixão dos adeptos brasileiros não tem limites, nem mesmo de tamanho.

    FAQs sobre a Maior Bandeira de Torcida do Brasil

    Qual é a principal bandeira de torcida organizada que historicamente detinha o recorde no Brasil?

    Historicamente, o recorde de maior bandeira de time de uso contínuo no Brasil era reconhecido como sendo da torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians.

    Quais eram as dimensões do bandeirão histórico da Gaviões da Fiel?

    O bandeirão da Gaviões da Fiel media 143 metros de comprimento por 35 metros de altura e pesava cerca de duas toneladas.

    Quando a bandeira da Gaviões da Fiel foi fabricada?

    A peça foi confeccionada em 1995, tornando-se um símbolo duradouro e icónico da claque.

    Qual clube exibiu o maior bandeirão em termos de metros quadrados no Brasil?

    O São Paulo Futebol Clube exibiu a peça de maior dimensão, com 22.000 metros quadrados (m²), em um clássico contra o Corinthians no Morumbi.

    Qual é a dimensão em comparação a um campo de futebol do bandeirão do São Paulo?

    Os 22.000 metros quadrados do bandeirão do São Paulo equivalem, aproximadamente, a três campos de futebol.

    Quantas pessoas foram necessárias para estender a mega-bandeira do São Paulo?

    Para a exibição da mega-bandeira de 22.000 m² no Morumbi, foram necessárias, pelo menos, 400 pessoas na logística de estender a peça.

    O bandeirão de 22.000 m² do São Paulo é usado continuamente pela claque?

    Não. Devido às suas dimensões extremas, a peça foi concebida como uma exibição única (tifo) e seria reciclada posteriormente, diferindo das bandeiras tradicionais de uso contínuo das claques organizadas.

  • Brasileiros no Prêmio Torcedor da FIFA: histórias emocionantes das arquibancadas

    Brasileiros no Prêmio Torcedor da FIFA: histórias emocionantes das arquibancadas

    O Prêmio Torcedor da FIFA (FIFA Fan Award), também chamado de prêmio de melhor torcedor do mundo ou prêmio melhor torcida FIFA, celebra torcedores apaixonados de todo o planeta.

    Desde sua criação em 2016, essa categoria do The Best FIFA Football Awards é entregue ao fã ou torcida que mais impressionou no ano com ações inspiradoras.

    E os brasileiros já brilharam nessa festa do futebol mundial, deixando registros de emoção e superação.

    A seguir, conheça aqui no Portal Camisa12 alguns dos torcedores nacionais que conquistaram ou concorreram a esse reconhecimento.

    Brasileiros premiados no Prêmio Torcedor da FIFA

    Mas, afinal de contas, quem são os brasileiros que já ganharam o prêmio torcedor da FIFA? Abaixo você conhecerá a história deles!

    Silvia Grecco – amor de mãe em campo

    Em 2019, quem levou o troféu de melhor torcedora do ano foi Silvia Grecco, fã dedicada do Palmeiras. Mãe do pequeno Nickollas, fã mirim do Verdão que é cego, Silvia passou a narrar cada lance das partidas para o filho sentir o jogo.

     Esse gesto de amor emocionante conquistou o mundo e rendeu a ela o FIFA Fan Award 2019. A história de Silvia contando o jogo do estádio para o filho virou símbolo de paixão e superação nas arquibancadas brasileiras.

    Marivaldo – a saga de 60 km pelo Sport

    Em 2020 outro brasileiro foi destaque. Marivaldo Francisco da Silva, torcedor fanático do Sport Club do Recife, virou notícia nacional ao revelar sua rotina: para assistir aos jogos do Leão, ele caminhava cerca de 60 km entre a sua cidade (Pombos-PE) e o estádio Ilha do Retiro.

    A reportagem exibida pela TV Globo emocionou milhões. Em dezembro de 2020, na cerimônia da FIFA, Marivaldo foi anunciado vencedor do FIFA Fan Award daquele ano.

    Seu exemplo de dedicação incondicional rendeu ao pernambucano o título de torcedor do ano – a segunda vez que um brasileiro ganhou essa honraria.

    Guilherme “Gui” Gandra – o menino símbolo do Vasco

    O caso mais recente foi do pequeno vascaíno Guilherme Gandra Moura, conhecido como Gui. Em 2024, aos 10 anos de idade, Gui conquistou o Fan Award da FIFA.

    Ele supera diariamente a epidermólise bolhosa (uma doença rara da pele) e, em 2023, ficou 16 dias internado em coma por pneumonia. Durante esse período crítico, enviou um vídeo emocionado pedindo para conhecer seu ídolo, o atacante Gabriel Pec.

    O pedido se tornou realidade: Pec passou a visitá-lo no hospital e o conheceu pessoalmente, assim como outros jogadores do Vasco. A torcida do clube também se mobilizou – chegou a fazer um grande mosaico em homenagem ao garoto.

    Essa corrente de carinho transformou Gui em um mascote querido de rivais – até Hulk (Atlético-MG) e Neymar já o abraçaram em eventos. Na cerimônia do The Best 2024, Gui foi eleito oficialmente o torcedor do ano da FIFA.

    A mãe dele comemorou nas redes sociais: “Nosso milagre agora alcançou o mundo inteiro numa das maiores premiações do esporte”.

    Outros brasileiros indicados ou em destaque

    Além dos vencedores, outros torcedores brasileiros também já figuraram entre os indicados. No The Best 2024, por exemplo, Gui concorreu ao prêmio ao lado do mexicano José Armando (torcedor do Cruz Azul) e do escocês Craig Ferguson.

    A votação – realizada online pelo site da FIFA – contou com mobilização popular para eleger o melhor torcedor do mundo.

    De modo geral, essas histórias mostram que o Brasil tem “melhor torcida do mundo”: os fãs do nosso futebol não medem esforços para apoiar seus times, e esse amor é reconhecido globalmente.

    Campeões do coração, eles colocam o Brasil no pódio das arquibancadas.

    Por que o torcedor brasileiro se destaca?

    Todo mundo sabe que o brasileiro é apaixonado por futebol (e falar disso, é “chover no molhado”). Veja algumas características que fazem de nós grandes alvos a ganhar o prêmio de melhor torcedor do ano:

    • Paixão sem fronteiras: Seja narrando o jogo para um filho ou caminhando dias para chegar ao estádio, a torcida brasileira já provou sua garra e criatividade. Exemplos como Silvia, Marivaldo e Gui mostram que a emoção do futebol ultrapassa as quatro linhas.
    • Envolvimento social: Essas histórias inspiram, geram correntes de solidariedade e mostram que torcer vai além de gritar por um gol – é apoiar o próximo e viver emoções em família.
    • Reconhecimento mundial: Quando brasileiros ganham ou disputam o prêmio de torcedor da FIFA, é um motivo de orgulho para todos. Isso reforça a ideia de que aqui no Brasil o futebol é algo sentido no peito – e na pele, como no caso do pequeno Gui.

    Curtiu? Veja frases de torcedores brasileiros que viveram meme!

    Perguntas frequentes

    O que é o Prêmio Torcedor da FIFA?

    É uma categoria do prêmio FIFA The Best que reconhece o fã ou torcida mais inspirador(a) do ano. Criado em 2016, esse FIFA Fan Award valoriza histórias emocionantes de torcedores apaixonados. A cada temporada, a FIFA destaca momentos marcantes de torcida que tenham um gesto de dedicação ou superação únicos.

    Quem são os brasileiros que já venceram esse prêmio?

     Até agora, três torcedores nacionais ganharam o prêmio de melhor torcedor do mundo: Silvia Grecco (mãe do torcedor Nickollas, do Palmeiras, vencedora em 2019). Marivaldo Francisco (torcedor do Sport Recife, vencedor de 2020). E, por fim, Guilherme “Gui” Gandra (menino torcedor do Vasco, vencedor de 2024).

    Como são escolhidos os indicados e o vencedor?

    A FIFA forma uma lista de nominados com torcedores de todo o mundo que tiveram histórias inspiradoras no ano. Em seguida, a decisão final costuma envolver votação popular online no site da FIFA. Os fãs podem votar em seu favorito (dentro do período estipulado) e o mais votado leva o título de Fan Award. É uma premiação que valoriza a participação do público.

    Como posso participar ou votar no prêmio de melhor torcedor da FIFA?

    Torcedores de qualquer nacionalidade podem entrar no site oficial do The Best FIFA Football Awards quando as votações estiverem abertas. Normalmente, a FIFA anuncia o período de votação e libera o link para que fãs escolham o melhor torcedor do ano. Assim, você pode ajudar a eleger seu herói da arquibancada favorito. Por exemplo, na edição 2024, as votações terminaram em 10 de dezembro.

    É só para torcedores de clubes profissionais?

    Não necessariamente. O prêmio é para qualquer torcedor cujo ato como fã tenha repercutido. Muitos vencedores foram de clubes tradicionais (como no caso de Silvia, Marivaldo e Gui), mas a regra geral é premiar o exemplo de dedicação. Se uma história de torcedor amador viralizar e encantar o mundo, ele também poderia ser indicado. A ideia é mostrar que a paixão não escolhe torcida.