Categoria: Histórias da Torcida

  • Torcida do Juventude: história, paixão e tradições da Papada

    Torcida do Juventude: história, paixão e tradições da Papada

    Apesar de atualmente viver um episódio problemático com possibilidades de rebaixamento, a história do Esporte Clube Juventude é inseparável da paixão vibrante de sua torcida.

    Conhecida carinhosamente como a «Papada», a massa alviverde da Serra Gaúcha representa o orgulho de uma comunidade e carrega uma tradição rica, moldada por momentos de glória e superação.

    A História e o Nome «Papada»

    A denominação «Papada» tem uma origem peculiar e curiosa. Nos primórdios do clube, os atletas utilizavam golas altas nos uniformes – aquelas camisetas retrô que os adeptos gostam tanto de comprar atualmente. Em um período em que o Juventude se destacava por sua organização e disciplina, o apelido surgiu em referência à pose altiva e às golas que pareciam «papas» (golas de padre) ou, em outra versão popular, a uma alusão à aparência de «papudos» devido à gola alta ou ao peito estufado de orgulho. 

    Apesar da alusão inicial ser pejorativa, depois o termo foi adotado com carinho pela própria torcida, perdendo qualquer conotação negativa e se tornado um símbolo único de identidade e fidelidade à equipa.

    Créditos: EC Juventude

    A torcida alviverde se consolidou como um bastião de resistência na região, especialmente por ser a primeira a se firmar em Caxias do Sul. Sua história é marcada pela rivalidade intensa contra o Caxias, o que sempre inflamou o apoio e a presença no Estádio Alfredo Jaconi.

    Momentos históricos da equipe e da torcida

    O Juventude, diferentemente dos grandes da capital gaúcha, construiu sua base de fãs em torno de grandes feitos que colocaram o clube no cenário nacional e internacional, atraindo e solidificando a lealdade de seus adeptos:

    • O Título da Copa do Brasil de 1999: Este é, sem dúvida, o marco mais importante na história da Papada. Vencer a Copa do Brasil e derrotar o Botafogo na final, no Maracanã, foi um feito digno de herois. Esse título garantiu ao Juventude uma vaga na Copa Libertadores da América, elevando o clube a um patamar inédito naquele momento. A conquista atraiu uma nova geração de torcedores e gravou o nome do Juventude na memória do futebol brasileiro.
    Créditos: EC Juventude
    • O Campeonato Gaúcho de 1998: Quebrar a supremacia do Grêmio e Internacional e conquistar o Gauchão após décadas de domínio da dupla Gre-Nal foi uma demonstração de força e um momento de imenso orgulho para a comunidade caxiense.
    • A «Era Iê-Iê-Iê»: Períodos de forte identidade e sucesso regional que pavimentaram o caminho para as conquistas posteriores e criaram as bases da tradição do clube.
    • Nas subidas e nas descidas: A Papada é frequentemente testada pela inconstância das divisões nacionais. O apoio incondicional nas séries B, C e até D, com longas viagens para apoiar o time longe de casa, é a prova da sua fidelidade, atraindo aqueles que valorizam o amor à camisa acima dos resultados imediatos.

    Tradições da Papada: O Coração Alviverde

    As tradições da torcida do Juventude giram em torno da mística do Alfredo Jaconi e de seu compromisso com as cores verde e branca.

    Créditos: EC Juventude

    O «Grito de Guerra» e os Cânticos da Papada são conhecidos por sua energia e por exaltarem a história de luta do clube. Em dias de jogo, a Curva Norte do Jaconi, onde se concentram as principais organizadas, se transforma no epicentro do apoio.

    Quando são disputados jogos decisivos, o espetáculo de fumaça verde, bandeiras gigantes e mosaicos feitos com cartolinas se tornam uma marca registrada, transformando o Jaconi em um mar de verde e branco.

    Existe também uma forte tradição de transformar o Alfredo Jaconi em um verdadeiro fortim. A Papada tem orgulho de ser o 12º jogador, usando a pressão e o calor da Serra Gaúcha para tornar a casa do Juventude um lugar temido pelos adversários.

    A torcida mantém uma ligação profunda com as raízes da imigração italiana para a zona e com a cultura de Caxias do Sul. Ser da Papada é ser um representante da identidade serrana e distinguida, bem reconhecida no futebol brasileiro.

    Em suma, a Papada não é apenas uma simples torcida, mas sim um símbolo de resiliência e tradição, que se apoia em todos os momentos – inclusive perto do rebaixamento à Série B, como pode acontecer em breve.

    Sua história, marcada por conquistas épicas e momentos de provação, cimentou um amor que se manifesta no Jaconi com a força e a garra características do povo da Serra Gaúcha.

    FAQs sobre a Torcida do Juventude (a Papada)

    Qual é o nome oficial da torcida do Juventude?
    O nome oficial da torcida é Torcida do Esporte Clube Juventude, mas ela é carinhosamente e amplamente conhecida como a “Papada”.

    De onde vem o apelido “Papada”?
    O apelido “Papada” surgiu de uma característica dos uniformes antigos do clube. Os atletas utilizavam golas altas, que eram comparadas, de forma popular, a “papas” (golas de padre) ou remetiam à ideia de estarem com o peito estufado de orgulho, dando a aparência de “papudos”. O termo foi adotado pela própria torcida como um símbolo de sua identidade.

    Em que cidade está sediada a torcida do Juventude?
    A torcida do Juventude está sediada em Caxias do Sul, no estado do Rio Grande do Sul. O clube é um dos grandes representantes da Serra Gaúcha.

    Qual é o momento mais importante da história do clube que atraiu e solidificou a Papada?
    O momento mais importante é a conquista da Copa do Brasil em 1999. Esse título, obtido com a vitória sobre o Botafogo no Maracanã, elevou o Juventude a um novo patamar, garantiu-lhe uma vaga na Copa Libertadores e atraiu uma nova e grande leva de torcedores.

    Além da Copa do Brasil, qual outro título marcou a história da torcida?
    Outro título de grande relevância foi o Campeonato Gaúcho de 1998. Essa conquista foi importante por quebrar a histórica hegemonia da dupla Gre-Nal (Grêmio e Internacional), sendo um momento de imenso orgulho para a comunidade caxiense.

    Qual é o principal local de manifestação e tradição da Papada no estádio?
    O principal local de apoio e tradição é a Curva Norte do Estádio Alfredo Jaconi, onde as torcidas organizadas se concentram. É lá que se iniciam os cânticos e a festa alviverde.

    Qual é o papel da torcida em relação às divisões nacionais?
    A Papada se destaca pela sua fidelidade em acompanhar o time independentemente da divisão. O texto menciona que o apoio incondicional nas séries B, C e até D, com longas viagens, é uma prova da dedicação da torcida, que valoriza o amor à camisa acima da posição do clube na tabela.

  • Do Brasil ao mundo: os cantos de torcida mais marcantes da história

    Do Brasil ao mundo: os cantos de torcida mais marcantes da história

    Nas arquibancadas espalhadas pelo mundo, antes mesmo de o apito soar, o coro das torcidas transforma o estádio em um cenário vibrante e único, dando a impressão de que o time é empurrado pelas ondas sonoras que tomam o local.

    Marca registrada das equipes brasileiras, os cânticos que embalam os 90 minutos de jogo tornaram-se virais, atravessando décadas e sendo passados de geração em geração.

    O Camisa 12 vai te contar quais são os cânticos mais marcantes da história do futebol brasileiro.

    As arquibancadas formam um universo próprio, onde a paixão coletiva se transforma em melodia e cada canto carrega identidade, memória e história. Espalhadas pelo país e também pelo mundo quando os clubes disputam competições continentais e mundiais, elas guardam tradições tão fortes que muitos cânticos ultrapassaram fronteiras e resistiram ao tempo.

    E essas manifestações não se limitam ao amor pelos clubes. Muitas vezes, despertam o patriotismo, como nas Copas do Mundo, quando os torcedores entoam em uma só voz: “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.

    Os tradicionais times do futebol brasileiro possuem seus próprios hinos e cânticos, e alguns trechos se tornam verdadeiros símbolos para seus torcedores, como a euforia da multidão rubro-negra ao cantar “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”, ou a promessa de fidelidade imortalizada pela torcida gremista em “Até a Pé Nós Iremos”.

    Ao longo das décadas, torcidas no Brasil e no mundo criaram hinos que atravessam estádios, culturas e gerações, marcando o ritmo da partida e, muitas vezes, impulsionando seus times rumo à vitória.

    Cânticos brasileiros na Copa do Mundo

    Durante as Copas do Mundo, os torcedores brasileiros criam uma atmosfera única, marcada por cânticos que se tornam quase rituais nacionais.

    Em 2014, quando o Brasil sediou o Mundial, ganhou força a adaptação “Eu tô voltando pra casa”, que se espalhou pelas ruas, festas e transmissões, simbolizando o sonho de conquistar o hexa em solo brasileiro. Mas o final desta história é melhor esquecer, porque a única coisa que ficou por aqui foi a humilhação mesmo.

    O clima festivo característico do país muitas vezes adiciona sambas, marchinhas e funks adaptados, que surgem do nada nas arquibancadas, dando às Copas um toque de brasilidade que se destaca entre as torcidas de outros países.

    Até músicas de comerciais ganham destaque quando se trata de competição, como o som da propaganda do Itaú, que juntou Fernanda Takai e Paulo Miklos para cantar o inesquecível refrão:
    “Mostra tua força, Brasil, e amarra o amor na chuteira. Que a garra da torcida inteira vai junto com você, Brasil.”

    Algumas músicas que embalam os times brasileiros

    Internacional
    “Inter, estaremos contigo, tu és minha paixão. Não importa o que digam, sempre levarei comigo minha camisa vermelha e a cachaça na mão. O gigante me espera para começar a festa!”

    Sport
    “Cazá! Cazá! Cazá, cazá, cazá!
    A turma é mesmo boa, é mesmo da fuzarca!
    Sport! Sport! Sport!”

    Santa Cruz
    “Santa, meu eterno amor, nunca negarei que sou Tricolor. Sempre vou te amar, nunca vou te abandonar.

    Santa Cruz, minha paixão, cantarei por ti a nossa tradição. Sempre vou te amar, nunca vou te abandonar.”

    Corinthians
    “A semana inteira fiquei esperando pra te ver, Corinthians, pra te ver jogando. Quando a gente ama, não mede esforço pra te ver jogar, te ver jogar, te ver jogar.”

    Mais do que simples cantos, as músicas representam a paixão, a energia e a criatividade das torcidas brasileiras na hora de apoiar seus respectivos “amores verdadeiros”. Elas transformam cada estádio em um espetáculo de cores, sons e emoções, fazendo do futebol um verdadeiro fenômeno cultural no país.

  • Qual é a menor torcida do Brasil?

    Qual é a menor torcida do Brasil?

    Você já parou para pensar qual é o time com a menor torcida do Brasil? O Portal Camisa12 foi atrás dos números para descobrir quais clubes têm as bases de torcedores mais modestas – e quais histórias essas equipes menos populares guardam.

    Afinal, além dos gigantes do futebol nacional com milhões de torcedores, há clubes tradicionais em cidades pequenas que reúnem uma fanática legião local, mas ficam com fatias ínfimas quando o assunto é torcida no cenário nacional.

    Prepare-se para conhecer esses times que são menores em torcida, mas carregam muita história.

    Clubes pouco populares (mas cheios de tradição)

    No Brasil existem clubes que, embora tenham muita tradição local, convivem com torcidas relativamente pequenas.

    Confira alguns exemplos frequentemente citados em levantamentos sobre “menores torcidas do Brasil”.

    São Raimundo (Boa Vista-RR)

    Fundado em 1963 e octacampeão roraimense, é o maior campeão do estado. Mesmo assim, sua torcida fica restrita à pequena população de Roraima.

    Segundo a imprensa local, o São Raimundo-RR aparece como exemplo de clube que “não consegue atrair um grande número de torcedores em comparação a gigantes do futebol brasileiro”.

    Rio Branco (Rio Branco-AC)

    Tradicional centenário acreano (fundado em 1919), já campeão estadual várias vezes. O Rio Branco tem uma torcida apaixonada no Acre, mas o estado tem pouco mais de 0,9 milhão de habitantes, limitando o tamanho total da torcida.

    Assim como o São Raimundo, o Rio Branco-AC figura em listas de times com torcida pequena.

    Atlético Acreano (Rio Branco-AC)

    Rival local do Rio Branco, fundado em 1952, com 9 títulos estaduais no currículo. Apesar da história, o Atlético-AC briga pela atenção dos torcedores ao lado do Rio Branco na mesma cidade.

    O futebol do Acre certamente possui clubes de torcidas pequenas, por não ter grande projeção midiática fora do estado.

    Nacional (Manaus-AM)

    Clube de maior torcida no Amazonas e vice-campeão da Copa Verde, um dos gigantes do futebol amazonense. Mesmo ostentando 43 títulos estaduais e um histórico de sucesso no Norte, o Nacional-AM soma apenas frações de torcida no total nacional.

    Ele aparece listado entre equipes regionais com público relativamente baixo, justamente porque atua em região de pouca densidade populacional comparada ao Sul/Sudeste.

    Cada um desses clubes é grande em seu estado, mas tem “torcida pequena” quando o critério é o conjunto do país.

    Outros nomes regionais (como Rio Negro-AM, São Raimundo-AM, São Raimundo-RR, Palmas-TO etc.) também aparecem em debates sobre menor torcida, mas os exemplos acima são os mais frequentes segundo fontes especializadas.

    Por que essas torcidas são tão pequenas?

    Vários fatores ajudam a explicar por que certos clubes têm bases de torcedores tão reduzidas:

    Localização e população

    Clubes de estados pouco populosos (Roraima, Acre, Amapá, etc.) naturalmente não conseguem acumular milhares de vezes os números de torcedores que vemos em São Paulo ou no Rio.

    Em estados onde o futebol não é o principal entretenimento e com poucas cidades grandes, o alcance desses clubes fica limitado. Além disso, até em estados maiores, equipes de cidades menores brigam com os gigantes locais (ex.: Fortaleza x Ceará no Ceará) e acabam ficando no “carro de trás”.

    Histórico e prestígio esportivo

    Times com campeonatos e ídolos nacionais tendem a ter torcidas volumosas; por outro lado, clubes que não disputam Série A regularmente ou não têm passagens marcantes na mídia sofrem para atrair atenção.

    Segundo especialistas, clubes com dificuldades financeiras ou sem destaque em competições costumam ter torcidas menores. Em resumo: sem títulos expressivos ou ídolos que ultrapassem fronteiras, muitos desses clubes ficam conhecidos só na região.

    Falta de visibilidade

    A exposição na TV, nos jornais e nas redes sociais é determinante. Times na Série D ou estaduais raramente aparecem no noticiário nacional, o que reforça a anonimidade de suas torcidas.

    Pesquisa sobre o futebol aponta que clubes de divisões inferiores enfrentam “falta de visibilidade e dificuldade em competir” com as principais marcas do Brasil, resultando em bases de fãs menores.

    Concorrência local e culturais

    Mesmo no Norte/Nordeste, Flamengo, Corinthians e outros gigantes têm torcedores fiéis: por exemplo, uma pesquisa Datafolha recente mostra que no Norte e Centro-Oeste (unidos) o Flamengo tem 29% de preferência, Corinthians 11%, São Paulo 7% e Palmeiras 6%, enquanto o Remo (um dos principais ali) alcançou apenas 4%.

    Isso significa que muita gente da região torce pelos grandes cariocas e paulistas, deixando menos espaço para clubes locais.

    Veja aqui um conteúdo sobre a rivalidade entre as maiores torcidas do Brasil feito pelo nosso time de escritores!

    Crescimento dos “nenhum”

    Outra tendência das pesquisas atuais é o aumento da parcela de pessoas que dizem não torcer para nenhum time. De acordo com Datafolha, nas regiões Norte/Centro-Oeste até 28% não mencionaram nenhum clube (no Nordeste são 24%).

    Esse aumento de “não-torcedores” reflete um desinteresse geral e contribui para que até os clubes regionais mais tradicionais acabem tendo menos fãs em números absolutos.

    Em resumo, as pequenas torcidas são resultado de menos gente interessada (fator demográfico e cultural), menor exposição na mídia e histórico limitado de grandes conquistas.

    Isso não faz esses clubes menos importantes; pelo contrário, a paixão do torcedor local muitas vezes é enorme, mesmo que eles sejam uma gota no oceano comparado às gigantes.

    O que as pesquisas de menores torcidas apontam

    Mesmo pesquisas voltadas ao cenário nacional confirmam que clubes menores mal aparecem no mapa. Em estudos recentes, times de estados populosos dominam as primeiras posições, e nenhum clube do Norte/Nordeste sequer alcança 1%.

    Por exemplo:

    • Na pesquisa Ipsos/Ipec de 2025 (abrangendo todo o país), o Clube do Remo (PA) – um dos clubes com maior torcida na região Norte – marcou apenas 0,5% das menções. Isso mostra que, apesar do peso regional, um clube como o Remo praticamente não impacta a estatística nacional.
    • Datafolha (nov/2024) também destaca a força dos grandes e o espaço pequeno dos demais: nas regiões Norte/Centro-Oeste, 28% dos entrevistados não torcem para nenhum clube, o que é consequência direta da presença esmagadora de Flamengo/Corinthians no Norte (29% e 11%, respectivamente). No Nordeste, Flamengo com 25% e Bahia/Palmeiras com 6% dominam, enquanto 24% não torcem para nada.
    • Em levantamentos de sites esportivos, tais clubes locais figuram justamente como exemplos de “torcida pequena”. O Esporte Uai citou abertamente o São Raimundo-RR e o Rio Branco-AC como times que “não conseguem atrair um grande número de torcedores em comparação a gigantes”. Atlético Acreano e Nacional-AM também aparecem nesse contexto.

    Ou seja, as próprias pesquisas e artigos sobre torcida colocam esses clubes do Norte (RR, AC, AM) como exemplos óbvios de “menor torcida do Brasil”.

    Não é uma análise de azarão sem futebol: é o reflexo do tamanho do mercado local e do quanto cada time consegue (ou não) extrapolar seu Estado.

    Conclusão

    Não existe um clube oficialmente “sem torcida”, mas clubes do Norte do Brasil são os que acumulam as torcidas mais modestas em números absolutos.,

    Pesquisas confirmam que times como São Raimundo-RR, Rio Branco-AC e Atlético Acreano-AC têm bases de fãs reduzidas, e o próprio cenário nacional mostra que até o maior clube do Norte (Remo, PA) alcança apenas 0,5% de preferência.

    Apesar disso, cada um desses clubes tem uma história e paixão local invejáveis, o que faz sua “torcida pequena” ser mais do que apenas um número na estatística.

  • Quais são as torcidas mais barulhentas do Brasil? Onde a paixão se mede em decibéis

    Quais são as torcidas mais barulhentas do Brasil? Onde a paixão se mede em decibéis

    O futebol brasileiro é movido por uma paixão que não se limita às quatro linhas e esse amor pelos clubes explode de tal forma nas arquibancadas, que transforma o apoio em uma sinfonia caótica de amor e pressão. O ruído que emana dos estádios é, para muitos, a verdadeira medida da dedicação de uma torcida a um clube, como se fosse um termômetro que sai do emocional para ser aferido em decibéis (dB).

    Onde o Grito Alcança o Pico

    Em 2024, a eterna disputa sobre quem faz mais barulho teve um novo rosto. Nesse ano, ganhou dados concretos e rigorosos – o que permitiu a muitos gritarem de felicidade pelo primeiro posto!

    O jornal O Globo conduziu uma pesquisa detalhada no Campeonato Brasileiro, utilizando um decibelímetro profissional em 13 estádios e 14 clubes da Série A. O objetivo não era apenas medir a intensidade, mas sim entender a constância desse apoio.

    Créditos: Fernando Dantas/Gazeta Press

    Os resultados revelaram que a paixão – quando traduzida à parte acústica – pode ser tão ensurdecedora quanto um avião. O recorde de pico de volume – aquele estouro momentâneo, geralmente após um gol ou um lance soberbo – foi registado em casa do São Paulo – com um pico impressionante de 127,7 dB.

    Para se ter uma ideia, 120 dB já é o limiar da dor para o ouvido humano e é comparável ao barulho de um avião a jato a 30 metros de distância. A massa tricolor no MorumBIS provou ter um pulmão e uma garganta de aço.

    Apesar de tudo, outras torcidas também mostraram picos altíssimos, como Cruzeiro (126,8 dB), Flamengo (122,7 dB) e Fluminense (121,4 dB), confirmando a tradição dos grandes clubes em transformar o ambiente em um verdadeiro caldeirão.

    Créditos: Staff Images do Diário Celeste

    Paixão Sustentável: A Força do Canto Ininterrupto

    No entanto, o barulho não se resume ao pico momentâneo. Para os jogadores, o que realmente muda o jogo é a pressão constante vinda da bancada. O canto que não para, que embala o time nos momentos difíceis e não deixa o adversário respirar, é o que sustenta essa paixão ferverosa. 

    Analisando a consistência e o tempo de apoio, o estudo de O Globo trouxe novos destaques:

    • O Fluminense registrou a maior média de volume durante os 90 minutos de jogo, com 99,7 dB. Realmente o apoio tricolor se mantém forte, do apito inicial ao final.
    • O Vasco da Gama se destacou de forma singular: foi a torcida que cantou por mais tempo acima de 100 dB. Isso significa que, durante longos períodos da partida, o ruído vascaíno atingiu o nível de uma britadeira, simbolizando uma resiliência e um apoio incessante que é puro suor e dedicação.
    Créditos: Daniel Ramalho / Vasco
    • O Flamengo (98 dB de média) e o Vasco (97,5 dB de média) também demonstraram uma sustentação de volume altíssima, o que é natural, dada a imensa mobilização e a paixão das massas.

    Barulho como a 12ª Jogador

    Por que esse barulho é tão vital? Ele é muito mais que entusiasmo; é uma arma psicológica

    Quando 127,7 dB atingem o campo, o efeito é imediato. Por um lado, os jogadores do time da casa se sentem abraçados e impulsionados. É a energia do torcedor que se transforma em fôlego para uma corrida ou coragem para um desarme.

    Créditos: Vinícius Schmidt/Metrópoles

    Do lado contrário do campo, para o adversário, um estádio ensurdecedor dificulta a comunicação entre os atletas e sobrecarrega a concentração, levando a erros e decisões apressadas.

    É a catarse coletiva no seu estado mais puro. É a comunidade se unindo no grito, transformando o som em um poderoso motor do jogo. O barulho, no Brasil, é o coração que pulsa na arquibancada e, graças a pesquisas como a de O Globo, agora temos números para medir a intensidade desse amor.

    FAQs sobre as Torcidas Mais Barulhentas do Brasil

    Qual foi a principal fonte de dados utilizada para medir o barulho das torcidas?

    A principal fonte de dados foi uma pesquisa detalhada realizada pelo jornal O Globo durante o Campeonato Brasileiro de 2024. O estudo utilizou um decibelímetro profissional em 13 estádios e em jogos de 14 clubes da Série A.

    O que é «pico de volume» e qual torcida atingiu o maior pico?

    O «pico de volume» é o som mais alto registrado em um momento específico do jogo (geralmente em um gol, pênalti ou grande lance). A torcida que atingiu o maior pico na pesquisa de O Globo foi a do São Paulo, com impressionantes 127,7 dB no MorumBIS.

    O que o nível de 127,7 dB significa em termos práticos?

    O nível de 127,7 dB é considerado altíssimo e superior ao limiar da dor para o ouvido humano (que é de 120 dB). Esse volume é comparável ao barulho de um show de rock pesado ou de um avião a jato a curta distância, demonstrando a intensidade da paixão no estádio.

    Qual é a diferença entre «pico de volum» e «consistência do apoio»?

    pico de volume é um registro instantâneo do momento mais alto. A consistência do apoio refere-se à capacidade da torcida de manter um volume alto e constante durante toda a partida. A consistência é medida pela média de volume ao longo dos 90 minutos.

    Qual torcida se destacou pela consistência e maior média de volume?

    O Fluminense se destacou por ter a maior média de volume durante os 90 minutos de jogo (99,7 dB, segundo a pesquisa), indicando um apoio forte e sustentado do início ao fim da partida.

    Qual torcida se destacou por cantar por mais tempo acima do nível de 100 dB?

    A torcida do Vasco da Gama foi a que cantou por mais tempo acima de 100 dB (um nível de ruído comparável ao de uma britadeira), destacando-se pela persistência e resistência do canto ao longo da partida.

    Por que o barulho é considerado uma «arma psicológica» no futebol?

    O barulho é uma arma psicológica porque serve como motivação e combustível para o time da casa, ao mesmo tempo que cria uma atmosfera intimidadora. O ruído extremo dificulta a comunicação e a concentração dos jogadores adversários, influenciando, muitas vezes, o resultado do jogo.

  • O que é hooliganismo? A história da violência nos estádios europeus

    O que é hooliganismo? A história da violência nos estádios europeus

    O termo hooliganismo costuma aparecer toda vez que se fala de violência em estádios, mas pouca gente sabe de onde vem a palavra e por que ela se tornou sinônimo de briga entre torcedores.

    No Portal Camisa12 a gente gosta de explicar a bola dentro e a bola fora de campo. Por isso, vamos passear pela origem do hooliganismo, relembrar os episódios mais trágicos da Europa, entender por que a cultura das torcidas inglesas virou filme e fazer um paralelo com a violência que vimos no futebol brasileiro.

    Prepara o café e vem ler, porque violência não combina com futebol.

    O que é hooliganismo?

    O hooliganismo é o termo usado para definir comportamentos violentos e organizados ligados ao futebol.

    Segundo o Oxford e pesquisadores de sociologia, a palavra pode ter origem no sobrenome Hoolihan, um personagem irlandês briguento citado em tirinhas de jornal, ou em Patrick Hoolihan, um ladrão irlandês famoso no século XIX.

    O importante é que, desde o final do século XIX, hooligan virou sinônimo de torcedor que usa a violência para mostrar sua identidade e se diferenciar de rivais..

    Origens medievais e surgimento do termo

    O casamento entre futebol e brigas é antigo. No medievo, aldeões disputavam partidas com uma bola de bexiga de porco, regadas a muita bebida e confusões que terminavam com feridos e até mortes.

    A partir do século XIV autoridades tentaram controlar o esporte violento, mas as brigas continuaram e, por volta de 1890, os conflitos passaram a ser chamados de hooliganismo. 

    Na década de 1960, as torcidas inglesas e escocesas se organizaram em grupos com bandeiras, hinos e hierarquias próprias, levando o hooliganismo a outro nível. Para muitos participantes, a violência passou a ser um “esporte” por si só: ganhar status dependia do número de confrontos vencidos.

    Hooligans futebol: a ascensão na Inglaterra

    O hooliganismo encontrou terreno fértil no Reino Unido durante as décadas de 1970 e 1980. O contexto social era de crise econômica, desemprego e descrença na política.

    Para jovens das classes operárias, a identidade da sua firm (como são chamados os grupos) valia mais do que os resultados em campo.

    Grupos como o Inter City Firm, ligado ao West Ham United, os Chelsea Headhunters ou os Red Army (Manchester United) organizavam deslocamentos para confrontos com rivais em estações de trem ou ruas próximas aos estádios.

    Cânticos agressivos, brigas marcadas e uso de uniformes casuais viraram marcas do movimento casual, uma moda em que os hooligans deixavam de lado as cores do clube para se infiltrarem e surpreenderem os adversários.

    Essa cultura teve reflexos diretos na forma como a Inglaterra era vista. A imprensa europeia noticiava as brigas com uma mistura de fascinação e repulsa, enquanto políticos se preocupavam com a reputação internacional do país.

    Houve jogos da seleção inglesa em que a torcida local pedia a exclusão de torcedores britânicos.

    Sem o controle que temos hoje, os estádios eram armazéns decadentes, com cercas altas para “conter” o público e poucos funcionários preparados para lidar com multidões.

    O clima era de faroeste.

    Tragédias que mudaram o futebol europeu

    Agora que você entendeu o que é hooliganismo, veja algumas tragédias envolvendo essa legião:

    Heysel 1985: o desastre provocado por hooligans

    O auge da crise aconteceu em 29 de maio de 1985, no Estádio Heysel, em Bruxelas. Na final da Copa dos Campeões da UEFA entre Juventus e Liverpool, torcedores ingleses invadiram a arquibancada vizinha ocupada por italianos.

    A corrida provocou um amontoado de pessoas, e um muro frágil desabou. Trinta e nove torcedores (32 italianos, quatro belgas, dois franceses e um norte-irlandês) morreram e cerca de 600 ficaram feridos.

    Essa foi a tragédia de Heysel.

    Hillsborough 1989: a tragédia que virou lição

    Quatro anos depois, em 15 de abril de 1989, o mundo assistiu a outra catástrofe.

    Na semifinal da Copa da Inglaterra entre Liverpool e Nottingham Forest, no Estádio Hillsborough, em Sheffield, 97 torcedores foram esmagados contra as grades depois que um portão de saída foi aberto para aliviar a entrada de torcedores.

    Os torcedores entraram todos de uma vez no setor já lotado, os túneis não foram fechados e a polícia demorou a agir. Investigações posteriores mostraram que os erros policiais, e não o comportamento dos torcedores, causaram a tragédia.

    Outros episódios violentos na Europa

    A Inglaterra não é a única com casos graves. Hooligans do Fenerbahçe e do Galatasaray, na Turquia, protagonizaram batalhas campais na década de 1990. Na Itália, torcidas conhecidas como ultras adotaram linguagem paramilitar e influenciaram incidentes como a morte do policial Filippo Raciti em 2007, durante um derby de Sicília.

    Em países do Leste Europeu, grupos de extrema-direita encontraram nos estádios espaço para organizar conflitos.

    Hooligans filme: ‘Green Street Hooligans’

    O hooliganismo ganhou as telas de cinema em 2005 com o filme Green Street, conhecido no Brasil como Hooligans. Dirigido por Lexi Alexander e estrelado por Elijah Wood e Charlie Hunnam, a trama acompanha Matt Buckner, um estudante americano expulso de Harvard que se muda para Londres

    Lá ele conhece o cunhado Pete Dunham, membro do Green Street Elite (GSE), a firm ligada ao West Ham United. Matt é introduzido ao submundo das torcidas violentas e aprende a defender seu território nas brigas.

    Para quem se pergunta “hooligans qual time?”, a resposta é West Ham. A ficção usa a rua Green Street, onde ficava o antigo estádio Upton Park, para justificar o nome do grupo e reforçar a ligação com o clube.

    Hooliganismo no Brasil

    No Brasil a violência está associada às torcidas organizadas. Elas surgiram entre as décadas de 1960 e 1970 com o objetivo de apoiar os clubes com faixas, baterias e caravanas. Com o tempo, algumas se envolveram em disputas territoriais e acumularam um histórico trágico.

    Diferenças e semelhanças entre hooligans e torcidas organizadas

    Enquanto os hooligans britânicos valorizavam o anonimato e o estilo casual, as torcidas organizadas brasileiras nasceram como braços oficiais dos clubes, com camisetas, hinos e presença institucional.

    Os hooligans se organizavam em firms independentes que respondiam apenas a suas próprias regras; no Brasil, as organizadas estão vinculadas ao clube e participam de negociações com federações e polícia para organizar caravanas e áreas de arquibancada. 

    No entanto, ambos os fenômenos compartilham fatores sociais semelhantes: desigualdade, exclusão e sensação de pertencimento que transforma o time em extensão da identidade pessoal.

    Conclusão

    Entender o hooliganismo é reconhecer que o futebol sempre foi mais que um jogo: é cultura, identidade e, infelizmente, terreno fértil para disputas violentas.

    Na Inglaterra, a combinação de estádios precários e grupos organizados levou a tragédias que chocaram o mundo. A resposta veio com reformas, leis severas e educação, transformando a Premier League em referência de segurança.

    O filme Hooligans popularizou essa história ao mostrar o fascínio e a destruição que a violência de torcidas pode causar.

  • Qual a maior torcida do Norte? A rivalidade entre Remo, Paysandu e outros clubes

    Qual a maior torcida do Norte? A rivalidade entre Remo, Paysandu e outros clubes

    O Norte do Brasil pulsa no ritmo de uma rivalidade que transcende o campo de jogo e se torna um traço cultural: o clássico Re-Pa, que coloca frente a frente o Clube do Remo e o Paysandu Sport Club, ambos de Belém, Pará. 

    Debater qual é a maior torcida do Norte é tocar em uma ferida aberta, mas é inegável que o peso histórico e a paixão desses dois gigantes azuis e bicolores dominam o cenário.

    A grandeza da torcida nortista não se mede apenas em números absolutos. A grandeza deve ser avaliada e medida através da intensidade, do seu fervor, da sua resiliência e na forma como o futebol se entrelaça com a identidade da gente da Amazônia.

    A Soberania Paraense: Remo e Paysandu

    O Clube do Remo (o Leão Azul) e o Paysandu (o Papão da Curuzu) formam o epicentro dessa paixão regional. O clássico Re-Pa não é apenas o principal confronto do Norte, mas um dos de maior longevidade no Brasil, superando a marca de 770 jogos.

    Crédito: Márcio Melo/Paysandu

    O torcedor remista carrega o peso da tradição, do azul-marinho que lembra a vastidão dos rios amazônicos. Seu rival, o Papão, exibe o fervor das listras bicolores (azul e branco) e tem no peito o orgulho de feitos históricos, como ter vencido um time da estirpe do Boca Juniors dentro de La Bombonera, pela Libertadores. A rivalidade é tão intensa que o apelido de «Clássico Rei da Amazônia» é pouco para descrever a mobilização que envolve as cidades do Pará e a diáspora nortista espalhada pelo país.

    A Força dos Outros Gigantes Regionais

    Embora o Pará detenha o maior e mais duradouro clássico, a discussão sobre a maior torcida do Norte deve reconhecer a força de outros polos do futebol, que também movem multidões e expressam paixões singulares.

    Créditos: Nacional Futebol Clube

    No Amazonas, o futebol tem no Nacional Futebol Clube e no Rio Negro o seu confronto mais tradicional (Rio-Nal), mas o crescimento da popularidade de clubes como o Manaus FC e o Fast Clube renovou a efervescência local. A capital amazonense, Manaus, carrega um grande contingente de torcedores, mostrando que a paixão do Norte não se limita ao Pará.

    De forma semelhante, no Acre, o Rio Branco é uma potência regional, mobilizando o estado em torno de suas cores e disputas. O mesmo fervor é sentido no Maranhão, onde o Sampaio Corrêa, com sua tradicional Bolívia Querida, e o Moto Club polarizam a capital São Luís, levando milhares de torcedores a vibrarem no Estádio Castelão.

    Créditos: Nelson Magela

    O Veredito da Paixão

    Não existe um levantamento definitivo e amplamente aceito que aponte o vencedor numérico com precisão estatística. A resposta para a pergunta sobre qual é a maior torcida do Norte reside, inevitavelmente, na centralidade histórica de Remo e Paysandu.

    Ambos os clubes, ao longo de mais de um século, construíram a base mais sólida e a maior representatividade regional, arrastando multidões em seus embates pelo Parazão, pela Copa Verde e nas disputas nacionais. A força do Re-Pa faz com que a rivalidade paraense seja, para o Brasil, o símbolo inconfundível da paixão do futebol do Norte.

    FAQ – Perguntas Frequentes sobre as Maiores Torcidas do Norte

    Quais clubes são considerados os principais protagonistas da rivalidade no Norte do Brasil?

    R: Os principais protagonistas são o Clube do Remo (Leão Azul) e o Paysandu Sport Club (Papão da Curuzu), ambos sediados em Belém, no Pará. Juntos, eles disputam o histórico clássico conhecido como Re-Pa, considerado um dos mais intensos e antigos do futebol brasileiro.

    Por que a rivalidade entre Remo e Paysandu (o Re-Pa) é tão significativa para o Norte?

    R: O Re-Pa é significativo por sua longevidade (com mais de 770 confrontos), pela paixão popular que mobiliza toda a região e por ser um traço cultural marcante do Pará. Ele estabelece o epicentro da paixão futebolística da Amazônia, atraindo grande atenção nacional.

    Além de Remo e Paysandu, quais outros clubes se destacam na força de suas torcidas na Região Norte?

    R: Outros clubes com torcidas fortes e tradicionais incluem o Nacional Futebol Clube e o Rio Negro no Amazonas (com o clássico Rio-Nal), o Sampaio Corrêa (Bolívia Querida) e o Moto Club no Maranhão, e o Rio Branco no Acre. Esses clubes dominam o cenário em seus respectivos estados.

    Existe um levantamento oficial que determine, em números, qual é a maior torcida do Norte?

    R: Não existe um levantamento estatístico definitivo e amplamente aceito que aponte com precisão numérica qual torcida é a maior da região. A discussão é frequentemente baseada no peso histórico, na mobilização em clássicos e na representatividade regional.

    Onde Remo e Paysandu costumam mandar seus jogos mais importantes?

    R: Remo e Paysandu frequentemente mandam seus jogos mais importantes, especialmente os clássicos Re-Pa, no Estádio Estadual Jornalista Edgar Proença, mais conhecido como Mangueirão, em Belém. O estádio se torna o palco central para essa rivalidade histórica.

  • Frases de torcedores: relembre os gritos, bordões e memes das arquibancadas

    Frases de torcedores: relembre os gritos, bordões e memes das arquibancadas

    Não existe frase mais verdadeira do que “as arquibancadas possuem vida própria”. Entre cânticos, bordões, gritos e memes, o torcedor transforma cada jogo em um show diferente.

    Com frases que atravessaram gerações, tornando-se parte da cultura popular do futebol brasileiro, é necessário apenas um time entrar em campo para a algazarra ser completa, indo de “o campeão voltou” até os gritos de fé de “eu acredito”.

    O Portal Camisa12 vai te relembrar alguns gritos, bordões e até os memes que se tornaram a alma do futebol, principalmente no Brasil.

    Zoeira saudável

    Revelando o humor e a paixão de quem vive intensamente o futebol, em que muitas vezes surgem em momentos difíceis, repetindo como se fosse um mantra para atrair um resultado positivo.

    Entre rivais, as provocações são inevitáveis e fazem parte do folclore cultural, embalando cada vitória, principalmente com a adição das redes sociais nas brincadeiras.

    Bordões famosos

    • Yes, we C.A.M: Uma adaptação do famoso slogan da campanha do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (Yes, we can), os atleticanos decidiram dar seu jeitinho brasileiro substituindo o “can” pela sigla do clube.

    O grito ecoou nas arquibancadas durante os jogos do Galo durante a campanha vitoriosa da Libertadores de 2013, sempre deixando claro que: “Sim, nós podemos”.

    • Grito de guerra do Sport Recife: O mantra dos rubro-negros começou durante o carnaval, com uma agremiação chamada de “Turma Boa”, sendo ecoado desde a década de 30 durante a folia, como informou alguns historiadores.

    “Cazá, cazá, cazá! A turma é mesmo boa! É mesmo da fuzarca!”.

    • Avanti, Palestra: Uma saudação que remete à história e origem italiana do clube, o grito de guerra resgata o amor pela história do clube.
    • Louco por ti, Corinthians: Cântico entoado para exaltar o sentimento de paixão avassaladora pelo Timão, é utilizada principalmente para incentivar o time, surgindo em 2007 nas arquibancadas do Pacaembu.

    Memes das arquibancadas

    A zoeira rola solta quando o assunto é futebol, principalmente com a ampliação do alcance por conta da era digital. Podendo ver desde sósias de jogadores, até torcedores com caras assustadoras, o futebol brasileiro segue respirando alegria e amor a camisa.

    • Faixa “hoje tem gol, do Gabigol”
    • Valsa 15 anos de Eduardo Sasha, na época jogador do Inter, zoando o Grêmio.
    • Torcedor do Santa Cruz garantindo que o time iria para a Libertadores.

    Fica totalmente claro que o futebol vai muito além das quatro linhas, é paixão e, acima de tudo, a voz de quem vive intensamente cada momento de uma partida, seja no estádio, no sofá ou nas redes sociais.

  • Tragédia de Heysel: o episódio que mudou a segurança no futebol mundial

    Tragédia de Heysel: o episódio que mudou a segurança no futebol mundial

    A tragédia de Heysel (tragédia na final da Champions) ocorreu em 29 de maio de 1985, na decisão da Taça dos Campeões da Europa entre Juventus e Liverpool, em Bruxelas.

    Durante uma confusão nas arquibancadas, torcedores tentaram fugir de uma grade frágil; a pressão da multidão derrubou um muro e resultou em 39 mortes e centenas de feridos.

    O desastre expôs falhas estruturais e policiais e se tornou um marco para a modernização da segurança nos estádios.

    Neste texto do Portal Camisa12, revisamos o contexto, o dia do jogo, as consequências e as lições que ainda hoje orientam o futebol mundial.

    Contexto da tragédia de Heysel: uma Europa à beira do caos

    O início dos anos 1980 foi marcado por um aumento de violência nas arquibancadas, sobretudo na Inglaterra.

    Brigas entre torcidas e até incêndios acentuaram a sensação de insegurança e mostravam que os estádios britânicos estavam ultrapassados.

    Mesmo diante desses sinais, praticamente nada foi feito para reforçar a segurança.

    No sorteio da final de 1985, a UEFA escolheu o Estádio de Heysel, em Bruxelas. A arena, construída em 1930, apresentava rachaduras e concreto degradado.

    Muitos torcedores abriam buracos nas paredes para entrar sem bilhete, o que gerava superlotação e evidenciava a fragilidade da estrutura.

    O dia da tragédia na final da Champions de 1985

    Aqui, preste atenção: vamos falar claramente o que aconteceu em Bruxelas, em um dos episódios mais tristes do futebol mundial. Saiba o que aconteceu no dia da tragédia de Heysel:

    Setores mal divididos e tensão crescente

    As torcidas de Juventus e Liverpool foram colocadas atrás dos gols, com um setor neutro no meio. Esse espaço neutro, destinado a torcedores belgas, acabou ocupado por numerosos italianos que viviam na Bélgica.

    Uma hora antes do jogo, objetos começaram a ser lançados entre ingleses e italianos. Apenas cinco policiais separavam as torcidas e a grade que os dividia era extremamente frágil.

    Avalanche humana e 39 mortos

    Ao tentarem se proteger, muitos torcedores juventinos ficaram prensados contra um muro. Outros tentaram escalar a parede para escapar. Sob a pressão da multidão, o muro cedeu e desabou, esmagando torcedores.

    No total, 39 pessoas, a maioria italianos, morreram e cerca de 600 ficaram feridas. Mesmo com corpos espalhados pelo gramado, a partida foi iniciada – uma decisão muito criticada até hoje.

    Causas e responsabilidades

    Investigadores apontaram fatores interligados: o estádio em ruínas, barreiras fracas, policiamento insuficiente e a escalada do hooliganismo.

    O jornalista Tim Vickery lembra que, além da violência de alguns torcedores do Liverpool, a polícia estava mal equipada, com rádios sem bateria, e ninguém assumiu responsabilidade pelo desastre.

    A repercussão mundial levou à prisão de 25 torcedores e à suspensão de clubes ingleses das competições europeias por cinco anos, sendo seis para o Liverpool.

    O governo britânico aproveitou a punição para banir hooligans, reformar arenas e dar aos clubes a responsabilidade pela segurança.

    Mudanças na segurança após Heysel

    A tragédia de Heysel e, quatro anos depois, a de Hillsborough (que deixou 97 mortos), convenceram a UEFA a revisar totalmente seus regulamentos de segurança.

    As reformas adotadas a partir de 1985 moldaram a experiência de assistir a um jogo de futebol nas décadas seguintes.

    A eliminação de setores em pé

    A medida mais simbólica foi o fim dos setores em pé nas arquibancadas. A partir de 1990, grandes arenas europeias passaram a exigir cadeiras para todos os espectadores.

    Mesmo vazias, as cadeiras criam compartimentos e evitam esmagamentos em caso de pânico.

    Separação rígida de torcidas

    Outro avanço foi a criação de setores claramente delimitados para cada torcida. Em 1985, italianos e ingleses estavam separados apenas por grades frágeis comparadas às grades de um galinheiro.

    Hoje, é impossível atravessar de um setor a outro; telas, fossos e barreiras físicas impedem o contato direto entre torcedores rivais.

    Responsabilização de clubes e federações

    Antes de 1985, a segurança de um jogo europeu era responsabilidade da UEFA, da polícia local e de forças nacionais, o que gerava confusão e falta de coordenação.

    Após Heysel, um regime de mando único foi implantado: cabe ao clube mandante (ou à federação em jogos de seleções) planejar e executar a segurança.

    Isso inclui designar um chefe de segurança, contratar “stewards” (agentes privados treinados) para revistar torcedores, controlar o fluxo de pessoas e lidar com incidentes.

    A polícia só intervém dentro do estádio quando solicitada pelo organizador.

    Duplo perímetro e ingressos personalizados

    Os estádios passaram a ter dois perímetros de segurança. A primeira barreira verifica ingressos e impede a entrada de pessoas sem ingresso, a segunda controla a circulação interna.

    O sistema de venda de ingressos também mudou: cada setor tem bilhetes específicos para evitar que torcedores rivais se misturem.

    Reconstrução do Estádio de Heysel

    Após a tragédia, o antigo estádio foi praticamente demolido e reconstruído para a Eurocopa de 2000.

    Renomeado como Estádio Rei Balduíno, hoje atende às normas de segurança, embora seja considerado ultrapassado em termos de conforto quando comparado a arenas modernas.

    A mancha na história de Liverpool e Juventus

    Para os torcedores do Liverpool, Heysel representa uma vergonha. Muitos reconhecem a culpa e exibem faixas pedindo desculpas à Juventus, embora os italianos raramente aceitem.

    A comunidade bianconera, por sua vez, trata o episódio como um luto que jamais se apagará.

    Jogadores como Paolo Rossi e Marco Tardelli relataram anos depois que não tinham noção da dimensão da tragédia quando a bola rolou e que se soubessem, não teriam entrado em campo.

    Relação com a tragédia de Hillsborough

    Heysel expôs as falhas estruturais e de policiamento, mas foi a tragédia de Hillsborough, em 1989, que consolidou as reformas.

    O relatório Taylor, publicado após Hillsborough, determinou que os estádios ingleses se tornassem totalmente sentados e obrigou os clubes a modernizar suas instalações.

    A combinação das duas tragédias convenceu autoridades de que arenas antigas e sem manutenção eram mortais.

    Do caos à modernidade

    As punições e reformas forçaram a modernização do futebol inglês. Os clubes se profissionalizaram, buscaram novas receitas e criaram a Premier League, tornando o torneio mais lucrativo.

    Embora alguns critiquem a comercialização excessiva, as mudanças estruturais salvaram vidas e elevaram as médias de público.

    Perguntas frequentes

    O que foi a tragédia de Heysel?

    Foi o desastre ocorrido em 29 de maio de 1985, na final da Taça dos Campeões Europeus entre Juventus e Liverpool, no estádio Heysel, em Bruxelas. Um muro desabou após uma confusão entre torcedores e causou 39 mortes e centenas de feridos.

    Por que o jogo continuou apesar da tragédia?

    A UEFA, temendo confrontos nas ruas, decidiu que a partida fosse disputada mesmo com o caos nas arquibancadas. A decisão é amplamente criticada, pois os jogadores não tinham noção da dimensão do desastre.

    Como a tragédia mudou a segurança nos estádios?

    Após Heysel, a UEFA e as federações nacionais implementaram diversas medidas: eliminação de setores em pé, instalação de assentos, separação de torcidas, criação de duplo perímetro de segurança e responsabilização dos clubes.

    Os clubes ingleses foram punidos?

    Sim. Quatro dias após a tragédia, a UEFA suspendeu todos os clubes ingleses de competições europeias por cinco anos, enquanto o Liverpool ficou seis temporadas fora. A medida visava combater o hooliganismo e obrigou os ingleses a reformar seus estádios e suas políticas de segurança.

    Há relação entre Heysel e Hillsborough?

    As duas tragédias estão conectadas pela discussão sobre segurança. Heysel expôs a degradação dos estádios e a falta de policiamento. Hillsborough, quatro anos depois, mostrou que o problema era ainda mais grave.

    Conclusão

    A tragédia de Heysel, frequentemente lembrada como a tragédia na final da Champions ou simplesmente Heysel 1985, marcou o fim da inocência no futebol europeu.

    Ela revelou falhas estruturais, policialescas e culturais, provocou punições severas e acelerou reformas que transformaram os estádios em espaços mais seguros.

    Quatro décadas depois, a memória das 39 vítimas ainda mobiliza torcidas, autoridades e jogadores.

    Lembrar e aprender com a tragédia de Heysel é um compromisso com o respeito ao torcedor e com a garantia de que o prazer de assistir a um jogo nunca mais seja interrompido por uma tragédia anunciada.

  • Torcida única: quando e por que isso acontece no futebol brasileiro?

    Torcida única: quando e por que isso acontece no futebol brasileiro?

    A implementação da torcida única em jogos de futebol no Brasil é uma das medidas mais polêmicas e debatidas nos últimos anos. Embora contrarie a essência da rivalidade e da festa nas arquibancadas, essa restrição visa, primordialmente, combater a violência entre torcidas organizadas e garantir a segurança do público, das autoridades e dos próprios jogadores.

    O Contexto e a Frequência da Medida

    A torcida única costuma ser adotada, principalmente, em clássicos regionais de grande rivalidade. O estado de São Paulo é o exemplo mais emblemático e pioneiro na adoção contínua da medida. Desde 2016, os confrontos entre Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos (os «Quatro Grandes» de São Paulo) têm a presença restrita apenas aos torcedores do time mandante. Essa decisão, exigida pelo Ministério Público (MP) após graves incidentes de violência, tornou-se permanente em jogos realizados no estado.

    Além de São Paulo, outros estados, como Bahia (nos BaVis), Goiás (em alguns clássicos), Minas Gerais (em Atlético-MG x Cruzeiro, por acordo recente entre os clubes e o MP, pelo menos até 2025) e Pernambuco, já aplicaram ou adotam o modelo de torcida única em seus clássicos de maior apelo.

    Créditos: Marcos Ribolli

    A frequência, portanto, é maior em:

    • Clássicos Estaduais com histórico recente ou constante de confrontos violentos.
    • Partidas em estados que já possuem regulamentação específica (como São Paulo).
    • Jogos pontuais em competições nacionais (Brasileirão, Copa do Brasil) ou continentais (Libertadores, Sul-Americana), quando o Ministério Público local ou a autoridade de segurança faz uma recomendação baseada em relatórios de risco, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ou a Conmebol a acatam.

    Motivação: A Violência Extrema

    O principal motor da torcida única é a escalada da violência praticada por membros de torcidas organizadas rivais. As brigas, emboscadas e vandalismos — que muitas vezes resultam em feridos graves e até mortes — tornaram-se um problema de segurança pública que ultrapassa as imediações do estádio.

    Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

    As autoridades (MP e Polícia) argumentam que, ao concentrar apenas uma torcida no estádio, é possível:

    1. Diminuir drasticamente os confrontos nos acessos e interior do estádio, que costumavam ser pontos de contato direto entre grupos rivais.
    2. Facilitar o policiamento, direcionando os esforços para prevenir emboscadas e confrontos em locais mais distantes e nos arredores da cidade ou em rotas de transporte público.
    3. Incentivar o retorno das famílias aos estádios, já que a percepção de segurança aumenta.

    Críticos, contudo, apontam que a medida é um«atestado de óbito da segurança pública» e que a violência apenas é deslocada para as ruas e para os dias sem jogos, por não punir de forma eficaz os responsáveis.

    Créditos: FRED MAGNO / O TEMPO

    Casos Recentes e Outros Detalhes

    Um exemplo notório recente fora do eixo São Paulo é o acordo firmado entre Atlético-MG e Cruzeiro para a adoção da torcida única nos clássicos em Minas Gerais, valendo, pelo menos, até o final de 2025. Essa medida foi tomada visando o controle de incidentes de violência.

    Outros Detalhes:

    • Impacto na Emoção: Muitos torcedores e entusiastas do futebol lamentam que a torcida única retira parte da «graça» e da rivalidade sadia dos clássicos. A ausência da provocação mútua e do espetáculo visual de duas grandes torcidas colorindo o estádio é um preço alto pago pela segurança.
    • A «Culpa» da Impunidade: A discussão frequentemente recai sobre a impunidade. Para muitos, a solução ideal não é a restrição da presença, mas sim o investimento em tecnologias como reconhecimento facial, que permitiria identificar e banir individualmente os torcedores violentos, sem penalizar a maioria que busca apenas assistir ao jogo em paz.

    Em suma, a torcida única é vista por grande parte das autoridades como um «remédio amargo, mas necessário» em um cenário onde a violência organizada ameaça a própria realização dos jogos e a vida dos cidadãos. É uma solução de caráter emergencial e que, idealmente, deveria ser temporária, mas que se arrasta há anos em alguns dos principais centros do futebol brasileiro.

    FAQ – Perguntas Frequentes sobre Jogos com Torcida Única

    O que é a Torcida Única?

    É uma restrição de segurança em que apenas os torcedores do time mandante (o time da casa) são autorizados a entrar no estádio para assistir à partida. Os torcedores da equipe visitante são proibidos de comparecer.

    Qual é o principal motivo para a adoção da Torcida Única?

    O principal motivo é o combate à violência extrema e aos confrontos entre membros de torcidas organizadas rivais. A medida visa garantir a segurança do público, das autoridades e dos jogadores, diante de um histórico de brigas que resultam em feridos e mortes.

    Em quais estados e tipos de jogos a Torcida Única é mais comum?

    A Torcida Única é mais comum e, em alguns casos, permanente, nos clássicos regionais (jogos de grande rivalidade) dos seguintes estados:

    • São Paulo: Desde 2016, todos os clássicos entre os «Quatro Grandes» (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos) têm torcida única.
    • Minas Gerais: Atualmente, os clássicos entre Atlético-MG e Cruzeiro têm um acordo de torcida única que se estende até o final de 2025.
    • Outros estados, como Bahia e Pernambuco, já aplicaram a medida em jogos de alto risco.

    A Torcida Única é uma solução definitiva para a violência?

    Não é vista como uma solução definitiva. Críticos e alguns especialistas argumentam que a Torcida Única apenas desloca a violência para as ruas, rodovias ou para os dias sem jogo, em vez de punir eficazmente os agressores. No entanto, as autoridades de segurança defendem que a medida diminui drasticamente os confrontos nas imediações e dentro dos estádios.

    Qual foi o exemplo mais recente de adoção da Torcida Única mencionado no texto?

    O exemplo mais recente citado é o acordo firmado entre Atlético-MG e Cruzeiro, em Minas Gerais, para que seus clássicos ocorram com torcida única até o final de 2025, visando controlar incidentes de violência e depredação.

    Quem geralmente exige ou impõe a regra da Torcida Única?

    Geralmente, a medida é imposta ou fortemente recomendada pelo Ministério Público (MP), em conjunto com as autoridades de Segurança Pública (Polícia), com base em relatórios de risco e no histórico de violência entre as torcidas. Em alguns casos, como em Minas Gerais, a decisão partiu de um acordo entre os próprios clubes.

    Quais são os pontos negativos da Torcida Única para os torcedores?

    O principal ponto negativo é a perda da essência e da emoção da rivalidade nos estádios. A ausência do espetáculo visual das duas torcidas e da provocação mútua é lamentada por muitos torcedores, que sentem que a medida retira parte da «graça» do futebol.

  • Maior torcida do Nordeste: Bahia, Sport, Fortaleza ou Ceará?

    Maior torcida do Nordeste: Bahia, Sport, Fortaleza ou Ceará?

    Qual torcedor nordestino nunca levantou a bola e perguntou: “Quem tem a maior torcida do Nordeste?” A discussão rola de Salvador a Recife, sempre com muita polêmica e provocações amistosas.

    Mas, deixando o bate-boca de lado, as pesquisas recentes trazem respostas objetivas: quem realmente arrasta mais torcedores na região

    Dados oficiais de 2024 apontam que o Bahia lidera disparado entre os clubes nordestinos, com o Sport logo atrás, enquanto Fortaleza e Ceará vêm em seguida.

    O levantamento do Datafolha para a região Nordeste mostra o Bahia com 6% dos torcedores locais, contra 5% do Sport, 4% do Fortaleza e 2% do Ceará.

    Ou seja, de acordo com esse recorte regional, Bahia é a maior torcida nordeste. Confira abaixo como cada pesquisa retratou essa briga.

    Maior torcida do Nordeste: top 4

    Para de vez a dúvida sobre quem tem a maior torcida do futebol nordestino, a equipe do Portal Camisa12 compilou as pesquisas mais recentes.

    Veja tudo abaixo:

    1. Bahia: a torcida tricolor

    Não é de hoje que o Bahia é destaque em pesquisas de torcida. Enquanto os rivais nordestinos figuram com porcentagens menores, o Esquadrão aparece em evidência. No levantamento do Datafolha no Nordeste, publicado no Globo Esporte, 6% dos entrevistados preferem o Bahia

    Isso coloca o tricolor da capital baiana à frente de todos os clubes da região (mesmo o Palmeiras tem a mesma fatia de 6% no Nordeste).

    No ranking nacional da Atlas/Estadão, 2,8% dos torcedores do Brasil se declaram fanáticos pelo Bahia, a maior participação de um clube nordestino no país.

    Além de liderar em tamanho, o Bahia se destaca pela fidelidade. No estudo Quaest/CNN/Itatiaia, 80% dos torcedores do Bahia afirmaram não ter outro time de coração – isso mostra que o tricolor arrasta uma massa fiel e exclusiva.

    Não é só em número que o Bahia brilha: em paixão e dedicação, o torcedor baiano leva a sério o slogan de “ninguém solta a mão de ninguém”.

    2. Sport: o leão pernambucano

    O Sport Recife aparece logo atrás. Na região Nordeste, o rubro-negro pernambucano tem 5% da preferência dos torcedores, praticamente colado no Bahia.

    Nacionalmente, as pesquisas trazem números próximos: o Atlas/Estadão registra 1,8% dos torcedores do Brasil torcendo pelo Sport, e o levantamento Quaest/CNN indica 2% (empatado tecnicamente com o Bahia).

    Os leoninos podem se orgulhar: mesmo competindo com grandes torcidas nacionais (como a torcida do Flamengo, Corinthians etc.), a torcida do Sport nunca decepciona: é forte e fiel, presente na Ilha do Retiro e em todo o Brasil. 

    lém do tamanho, a tradição de rivais importantes mantém o Sport entre as maiores torcidas nordestinas. Leões da Ilha, vocês têm um motivo extra de orgulho: em qualquer ranking recente estão no top 2 da região, brigando com o tricolor baiano pelo primeiro lugar.

    3. Fortaleza: o crescimento do Leão do Pici

    Fortaleza tem mostrado ambição dentro de campo e nas arquibancadas. Embora ainda fique atrás do Bahia e do Sport, o Tricolor de Aço vem avançando. 

    o Datafolha do Nordeste ele aparece com 4%. Em âmbito nacional, o Atlas/Estadão aponta 1,7% dos torcedores brasileiros para o Fortaleza (um salto em relação aos 1,2% de 2023) Na pesquisa Quaest/CNN, Fortaleza alcança 1%.

    Ou seja, o Leão do Pici ainda tem torcida menor que Bahia e Sport, mas cresce rápido: um levantamento de 2024 já mostrou forte impulso na torcida tricolor.

    Torcedores do Fortaleza podem comemorar: com títulos recentes (Copa do Nordeste, Sul-Americana), o clube ganhou visibilidade e novos fãs. Mesmo com números menores, o Leão conquistou relevância: está sempre em terceiro nas pesquisas regionais.

    O crescimento é evidente, e pesquisas futuras podem mostrar o Fortaleza ainda mais forte na disputa pelas maiores torcidas nordeste.

    4. Ceará: presença modesta na torcida

    Encerrando a lista entre os grandes nordestinos, o Ceará mostra torcida menor nas pesquisas. O Datafolha o colocou em apenas 2% dos nordestinos (empatado com clubes de menor expressão), e a Atlas/Estadão deu 1,6% nacional. Na Quaest/CNN, o Ceará atinge 1%, empatado com o Fortaleza.

    Em resumo, o Vozão tem a menor fatia de torcida entre esses quatro. Isso não significa que os cearenses sejam menos apaixonados – longe disso. No clássico-rei, Alvinegros e Tricolores lotam o Castelão com um público vibrante.

    Mas estatisticamente, fora de casa, a torcida do Ceará aparece em menor número. Mesmo assim, o Vozão segue forte em campo, fazendo sua nação sorrir a cada clássico.

    Comparativo geral e conclusão

    Em todas as pesquisas, dá pra ver quem lidera: o Bahia é a maior torcida do Nordeste. No confronto entre os quatro grandes, o Bahia está sempre à frente ou empatado na liderança.

    Sport fica em segundo e Fortaleza em terceiro, geralmente, e Ceará em quarto. Os percentuais variam conforme a amostragem (regional ou nacional), mas o resultado é consistente: Bahia no topo, Sport na cola, Fortaleza em seguida, Ceará por fim.

    A tabela abaixo resume as proporções das pesquisas mais recentes:

    Comparativo das pesquisas

    ClubeDatafolha (Nordeste)Atlas/Estadão (BR)Quaest/CNN (BR)
    Bahia6%2,8%2%
    Sport5%1,8%2%
    Fortaleza4%1,7%1%
    Ceará2%1,6%1%

    Fica claro que, no ranking geral da região Nordeste, não há dúvida: Bahia tem a maior torcida do Nordeste.

    E aí, torcedor, concorda com a pesquisa?

    Perguntas frequentes sobre as maiores torcidas do Nordeste

    Quais são as maiores torcidas do Nordeste?

    As pesquisas confirmam: Bahia lidera com folga, seguido por Sport; Fortaleza e Ceará aparecem atrás. Os outros clubes nordestinos têm fatias bem menores.

    Por que o Flamengo não entrou na disputa pelo Nordeste?

    Apesar de ter 25% no Nordeste (Datafolha), o Flamengo não é um clube da região. Aqui comparamos apenas os times nordestinos (Bahia, Sport, Fortaleza, Ceará).

    Como são feitas essas pesquisas de torcida?

    O Datafolha faz entrevistas presenciais por amostragem regionalizada. A Atlas/Estadão coletou dados online via AtlasIntel. A Quaest/CNN realizou entrevistas em campo em várias cidades. Cada estudo pergunta “qual seu time do coração” e depois divulga os percentuais por região e Brasil.

    Bahia e Sport estão empatados em alguma pesquisa?

    No levantamento nacional Quaest/CNN de maio/2024, Bahia e Sport empataram com 2% cada. Mas nos recortes regionais (Datafolha Nordeste) e em outra medição online (Atlas/Estadão), o Bahia aparece com números maiores.

    E outros clubes nordestinos?

    Além desses quatro, as torcidas de outros clubes do Nordeste são bem menores. Por exemplo, o Vitória aparece com 3% no Nordeste. CSA, Santa Cruz e outros têm menos de 1%. O foco aqui foram os quatro grandes, que dominam o ranking das torcidas nordestinas.