Se há um estádio no mundo capaz de fazer o chão tremer antes mesmo de a bola rolar, esse lugar é o Signal Iduna Park, casa do Borussia Dortmund, na Alemanha. A razão tem nome próprio: a Muralha Amarela (Yellow Wall). Imagine uma massa compacta de 25 mil torcedores em pé, a cantar, pular e vibrar em perfeita sintonia. É impossível não sentir arrepios, mesmo apenas imaginando o cenário! Mas afinal, o que torna esta arquibancada tão especial? E por que se tornou uma referência mundial no futebol?
O que é a Muralha Amarela?
A Muralha Amarela é a arquibancada sul (Südtribüne) do estádio do Borussia Dortmund. É o maior setor de apoio em pé da Europa, capaz de reunir cerca de 25 mil torcedores — todos vestidos de amarelo, criando um mar vibrante que se move, canta e pulsa durante 90 minutos (e muitas vezes, antes e depois do jogo).
Não há cadeiras, não há silêncio, não há pausas. O que existe é uma fusão entre paixão, música e energia pura, que transforma cada jogo do Dortmund em um espetáculo à parte.
Onde e como tudo começou?
Borussia Dortmund sempre teve uma das bases de torcedores mais fiéis da Alemanha. Contudo, a «Muralha Amarela» como a conhecemos hoje começou a ganhar fama perto dos anos 90, após a reconstrução e ampliação do antigo Westfalenstadion.
Com o novo formato, o setor sul tornou-se o ponto de encontro dos torcedores mais fervorosos. A disposição vertical das arquibancadas e a proximidade com o gramado criaram um ambiente único: o som ecoa e se amplifica como se o estádio fosse um instrumento gigante.
A partir daí, o mito cresceu. Jogos como o Dortmund x Schalke 04 — o lendário Revierderby — são autênticas experiências sensoriais, que além de agradar à vista pelo espetáculo dentro das quatro linhas, é ainda complementado pela energia que vem da Muralha Amarela. Quem já esteve lá costuma dizer que «não se assiste ao jogo, vive-se o jogo».
Um espetáculo dentro do espetáculo
Se há algo que diferencia a Muralha Amarela é o ritmo coletivo. Cada cântico, cada coreografia, cada bandeira é ensaiada e coordenada pela The Unity, o principal grupo de torcida organizada do clube.
Os torcedores balançam juntos, levantam faixas gigantescas, criam mosaicos e até coreografias de luz com celulares ou sinalizadores que conseguem infiltrar consigo para dentro do estádio. Em noites europeias, como na Liga dos Campeões, o estádio transforma-se em um verdadeiro teatro da paixão.
E se tiver dúvidas do impacto, basta procurar vídeos no YouTube. Há milhares — e todos mostram o mesmo: um mar humano em amarelo que não para um segundo.
Cultura, paixão e identidade
A Muralha Amarela não é apenas barulho. É também um símbolo cultural da cidade de Dortmund, uma cidade operária, de trabalhadores com um espírito comunitário incomparável. O Borussia Dortmund é o orgulho local e a arquibancada é o reflexo desse sentimento: autêntico, coletivo e genuíno.
Curiosamente, a cultura da Muralha inspirou torcidas pelo mundo. Clubes como o Celtic (Escócia), o Boca Juniors (Argentina) e até o Flamengo (Brasil) já criaram coreografias inspiradas nesse modelo de apoio total e incondicional.
E há outro detalhe importante: na Alemanha, a maioria dos clubes pertence em parte aos sócios — a famosa regra “50+1”. Isso faz com que os torcedores se sintam verdadeiros donos do clube, e não apenas espectadores. Essa ligação emocional (e econômica) é o coração da Muralha.
São 25 mil pessoas a cantar em uníssono, a cada passe, cada gol, cada defesa. Já imaginou estar no meio dessa energia?
Mesmo quem não é torcedor do Dortmund reconhece o impacto da Muralha Amarela. Não é apenas uma arquibancada — acaba mais por ser uma obra viva de amor pelo futebol e ainda uma das maiores provas de que este esporte ainda é, acima de tudo, uma experiência coletiva.
A Muralha Amarela é mais do que a arquibancada do Borussia Dortmund — é um símbolo da paixão pelo futebol.
Combina tradição, organização, identidade e emoção em um só espaço. É o retrato de um futebol que se vive com alma, onde cada torcedor faz parte da história.
E talvez seja por isso que, em cada canto do mundo, tantos sonham um dia em estar ali — no coração pulsante da Muralha Amarela, onde o futebol ainda é puro, vibrante e profundamente humano.
FAQS
O que é a Muralha Amarela? É o setor sul (Südtribüne) do estádio Signal Iduna Park, casa do Borussia Dortmund, conhecido por reunir cerca de 25 mil torcedores em pé a apoiar o clube durante todo o jogo.
Por que se chama Muralha Amarela? Recebe esse nome devido à cor amarela das camisas do Dortmund e ao visual impressionante da massa de torcedores que forma uma “parede” vibrante nas arquibancadas.
Quantas pessoas cabem na Muralha Amarela? Aproximadamente 25 mil pessoas, sendo a maior arquibancada em pé da Europa.
Quando surgiu a Muralha Amarela? Ganhou fama nos anos 1990, após a renovação do antigo Westfalenstadion, tornando-se símbolo da paixão do Borussia Dortmund.
Quem organiza os cânticos e coreografias? O grupo The Unity, principal associação de torcedores do Borussia Dortmund, coordena os cânticos, bandeiras e mosaicos que animam a arquibancada.
O que torna a Muralha Amarela tão especial? A energia coletiva, a paixão constante, a ligação cultural com a cidade de Dortmund e a tradição de apoio ininterrupto fazem dela uma das arquibancadas mais impressionantes do mundo.
A Muralha Amarela influenciou outras torcidas? Sim. Torcidas de clubes como Celtic, Boca Juniors e Flamengo já criaram coreografias e cânticos inspirados na atmosfera da Muralha Amarela.
Vestindo sempre, com orgulho, suas camisas pretas e brancas com a cruz vermelha no peito, e cantando freneticamente sobre o amor pelo Vasco da Gama, sua torcida é, sem dúvida, uma das mais apaixonadas do país.
Nos últimos anos, mesmo diante das dificuldades e quedas, a fidelidade tornou-se sinônimo dos torcedores cruzmaltinos, demonstrando que sua paixão vai muito além dos resultados em campo, é um sentimento verdadeiro que transborda de seus corações.
Pensando nisso, o Portal Camisa12 vai te mostrar os motivos pelos quais o torcedor vascaíno acredita que é necessário viver intensamente pelo seu time do coração.
Desde sua fundação em 1898, o Vasco sempre se destacou por ser um clube criado para o povo. Seus torcedores afirmam ter herdado um espírito de resistência, algo que, até os dias de hoje, continua sendo uma realidade.
Um marco histórico ocorreu em 1923, quando o clube carioca conquistou o Campeonato Carioca com um time formado por atletas negros, operários e imigrantes. Essa vitória desafiou as regras da elite esportiva da época e confirmou que participar ativamente das lutas sociais sempre fez parte do DNA vascaíno.
Um dos episódios mais emblemáticos dessa trajetória foi a “Carta Histórica de 1924”, quando a agremiação se recusou a excluir seus jogadores humildes. A atitude inspirou seus torcedores, que aderiram ao movimento e transformaram o Vasco em um símbolo de coragem e pertencimento.
Ligação com o São Januário
A relação da torcida vascaína com o estádio São Januário é algo único — uma verdadeira ligação de amor. Inaugurado em 1927, o local foi construído com doações dos próprios torcedores, tornando-se, ao longo dos anos, um verdadeiro santuário para a equipe.
O apelido carinhoso de “Gigante da Colina” surgiu por conta de sua construção na colina de São Cristóvão, o que tornou ainda mais simbólica a dedicação dos vascaínos à sua agremiação do coração.
De acordo com as crenças das arquibancadas, cada degrau de São Januário foi erguido com vitórias e lágrimas, carregando histórias gloriosas que serão transmitidas às próximas gerações.
Uma das torcidas mais apaixonadas do Brasil, os vascaínos cantam a plenos pulmões seu amor pelo Vasco da Gama, sempre relembrando as histórias de suas lutas e as glórias conquistadas ao longo do tempo. Suas vozes transformam qualquer estádio em uma atmosfera perfeita para o Gigante da Colina.
Canções mais famosas da torcida do Vasco
As músicas reforçam o compromisso dos torcedores em apoiar o clube do coração em qualquer situação, independentemente dos resultados em campo.
Entre elas, algumas se destacam e tornaram-se verdadeiras marcas registradas das arquibancadas:
Casaca – Tradicional grito de “guerra” da torcida, inspirado na tradição naval, reflete o orgulho e o espírito de resistência que marcam a história vascaína.
De Todos os Amores – Representa o amor declarado dos torcedores pelo clube, deixando claro que o Vasco é o primeiro e mais duradouro amor de suas vidas.
Vasco Monumental – Relembra os momentos de glória do Cruzmaltino, especialmente o histórico gol de Juninho Pernambucano contra o River Plate, exaltando o orgulho pelas grandes conquistas.
Momentos Inesquecíveis
Copa Libertadores de 1998: No ano do centenário, o Vasco conquistou a América e transformou São Januário em um verdadeiro palco de celebração. A vitória por 2 a 1 sobre o Barcelona-EQU é lembrada até hoje como o ápice da glória vascaína.
Título Brasileiro de 2000 (extinta Copa João Havelange): A final contra o São Caetano foi inesquecível. O estádio de São Januário chegou a ter parte de suas arquibancadas cedendo com o peso da torcida, mas nem isso impediu o Vasco de vencer e levantar o troféu.
Retorno à elite do futebol em 2009: Após o primeiro rebaixamento, a torcida mostrou sua força lotando estádios da Série B e provando que o amor não depende de divisão. A volta à Série A foi uma das festas mais emocionantes da história recente do futebol brasileiro.
Copa do Brasil de 2011: O título veio impulsionado por uma torcida apaixonada que empurrou o time até o fim. O choro de Dedé e os gritos de “O sentimento não pode parar” tornaram-se símbolos da alma vascaína.
Nos confrontos decisivos contra o Coritiba, o Vasco venceu o jogo de ida por 1 a 0 e perdeu o de volta por 3 a 2. Pelo critério de gols marcados fora de casa, os cariocas conquistaram o troféu e eternizaram mais um capítulo de glória na sua história.
Com o constante e pronunciado lema das arquibancadas, “O Vasco é o time do povo”, vemos que essa fala não é apenas um clichê, mas sim um sentimento vivenciado por milhões de torcedores, que orgulhosamente demonstram seu amor pelo Cruzmaltino.
Se você acha que já viu paixão no futebol, é porque ainda não conhece verdadeiramente o que é uma Barra Brava. Estas torcidas, típicas da América do Sul, transformaram o ato de apoiar um clube em um verdadeiro espetáculo que junta som e cor a uma carga de emoção. São grupos que vivem o futebol como se fosse uma religião — onde cada jogo é quase um ritual coletivo.
O que é uma Barra Brava?
«Barra Brava» é uma expressão espanhola que pode ser traduzida como «torcida valente» ou «torcida feroz». O termo surgiu na Argentina, por volta dos anos 50, e rapidamente se espalhou pelo continente, sobretudo para o Uruguai, Chile, Paraguai e Colômbia.
Mas atenção, uma Barra Brava não é um simples grupo de torcedores com bandeiras e cânticos como se possa pensar. Trata-se de uma estrutura organizada, com hierarquia, liderança e até códigos próprios de conduta. O objetivo? Apoiar o clube de forma incondicional, tanto nos bons como nos maus momentos — e garantir que o estádio nunca fique em silêncio.
As origens argentinas
ultrapassou as quatro linhas. Clubes como Boca Juniors, River Plate, Racing e Independiente viram nascer, nas suas arquibancadas, grupos cada vez mais organizados de torcedores.
Nos anos 60 e 70, as Barras começaram a se distinguir das torcidas comuns: levavam instrumentos, ensaiavam cânticos próprios e viajavam com os times por todo o país. O que antes era espontâneo transformou-se em um movimento cultural — e, em muitos casos, em um poder paralelo dentro dos clubes.
A «La 12», do Boca Juniors, é a mais destacada de todas. Com tambores, bandeirões e um repertório interminável de músicas – para cobrir todo o jogo e muito mais -, tornaram-se símbolo da intensidade emocional argentina. O mesmo se pode dizer da «Los Borrachos del Tablón», do River Plate, conhecida pela sua lealdade e energia contagiante. Imagine só um clássico entre estas duas equipes, com as duas Barras mais icônicas em um só jogo.
Cânticos, bandeiras e paixão sem limites
Se há algo que distingue uma Barra Brava é o ritual do espetáculo. Não se trata apenas de ver o jogo — trata-se de participar nele e ser um verdadeiro 12º jogador.
As músicas, muitas vezes inspiradas em canções populares do momento, são reescritas com letras dedicadas ao clube ou a jogadores, em casos mais específicos. As coreografias nas arquibancadas são planejadas com antecedência, e as bandeiras gigantes — os famosos trapos — são verdadeiras obras de arte.
Tudo isto acontece de forma sincronizada, como se fosse uma orquestra em plena emoção. O resultado? Um ambiente que arrepia até quem não é fã de futebol.
Paixão e polêmica
Como tudo o que é intenso, as Barras Bravas também têm o seu lado polêmico – como seria de esperar. A organização e a influência que adquiriram ao longo dos anos levaram a episódios de violência, rivalidades extremas e, em alguns casos, envolvimento com a política ou com o próprio poder dos clubes – indo bem além do pretendido no momento da criação das mesmas.
Muitos governos sul-americanos tentaram controlar o fenômeno, impondo restrições ou identificando líderes, mas a verdade é que as Barras Bravas se tornaram parte indissociável da cultura futebolística. Não é raro ver documentários, músicas e até estudos acadêmicos dedicados a compreender o impacto social provocado por estes grupos organizados.
Barra Brava ou torcida organizada?
Se compararmos com o Brasil, há semelhanças e diferenças. As torcidas organizadas brasileiras também têm cânticos, bandeiras e um espírito coletivo forte, mas a Barra Brava tem uma dinâmica mais musical e performática, centrada na festa e na constância durante os 90 minutos — não param um segundo!
Nos últimos anos, alguns clubes brasileiros, como o Grêmio ou o Internacional, criaram grupos no estilo “Barra Brava”, inspirados nos vizinhos argentinos e uruguaios. A ideia é promover uma atmosfera vibrante, sem violência, focada na cultura do apoio ininterrupto, mas como vimos, às vezes há episódios que fogem à calmaria nos encontros com Barras adversárias.
E você, já esteve em uma arquibancada sul-americana?
Quem já viu um jogo na Bombonera, no Monumental de Núñez ou no Centenário de Montevidéu sabe que estar perto de uma Barra Brava é uma experiência quase espiritual. A energia contagia, o som é ensurdecedor e o sentimento de pertencimento é total.
E você, o que acha deste fenômeno? Acha que a paixão das Barras Bravas é inspiração ou exagero?
FAQS
O que é uma Barra Brava? É um grupo organizado de adeptos sul-americanos conhecido pela paixão extrema, cânticos, bandeiras e apoio constante durante os jogos.
Onde surgiu a cultura das Barras Bravas? A origem está na Argentina, nos anos 1950, especialmente entre torcedores de clubes como Boca Juniors e River Plate.
Quais são as Barras Bravas mais famosas? Entre as mais conhecidas estão La 12 (Boca Juniors), Los Borrachos del Tablón (River Plate) e Garra Blanca (Colo-Colo, Chile).
Qual a diferença entre Barra Brava e torcida organizada? A Barra Brava tem uma dinâmica mais musical e performativa, focada em cânticos e festa contínua, enquanto as torcidas organizadas brasileiras são mais institucionalizadas.
As Barras Bravas estão associadas à violência? Infelizmente, algumas tiveram histórico de confrontos e polémicas, mas muitas também trabalham hoje para resgatar o lado cultural e pacífico do movimento.
Existe Barra Brava no Brasil? Sim. Alguns clubes, como Grêmio e Internacional, criaram grupos inspirados no modelo argentino, promovendo o apoio constante e festivo nos estádios.
Os torcedores do Peñarol no Brasil já protagonizaram cenas de amor ao clube e confusão de arquibancada dignas de filme.
O Portal Camisa12 investigou a fundo a presença da torcida aurinegra em terras brasileiras.
E não faltam relatos incríveis: de 283 torcedores do Peñarol detidos no Rio de Janeiro após um quebra-quebra histórico a comemorações épicas no Maracanã, vamos relembrar tudo.
Se segura aí que vem história!
Rivalidades e identidade da torcida do Peñarol
A torcida do Peñarol é conhecida pela paixão e, muitas vezes, pela confusão. Chamada de Barra Amsterdam, a principal torcida organizada do clube uruguaio surgiu nos anos 1970 e se tornou uma das barras bravas mais temidas da América do Sul.
Dentro do Uruguai, o clássico contra o Nacional alimenta essa fama violenta há décadas. Mas e fora de casa? No Brasil, os carboneros (como são apelidados, por causa das cores aurinegras) também deixaram sua marca – nem sempre de forma positiva.
Uma das grandes rivalidades internacionais da Barra Amsterdam nos últimos anos envolve justamente um clube brasileiro: o Flamengo. Não por acaso, até em enciclopédia já consta a Torcida Jovem Fla como rival da organizada do Peñarol.
Torcer para o Penarol: praticamente uma religião
Essa rixa moderna ganhou força com os confrontos na Copa Libertadores e brigas fora de campo. Mas antes de chegar nela, vale destacar: torcer pelo Peñarol é quase uma religião para seus adeptos.
Eles viajam quilômetros de ônibus, lotam setores visitantes e cantam sem parar com bandeirões, faixas e muitos sinalizadores. A festa aurinegra impressiona – seja nos clássicos contra o Nacional em Montevidéu ou mesmo quando invadem o Maracanã em noite de Libertadores.
Essa mistura de paixão e intensidade às vezes extrapola. A Barra Amsterdam se orgulha de “ganhar jogo na arquibancada”, mas seu histórico inclui conflitos pesados até com a polícia.
Infelizmente, parte da fama vem das confusões em que se metem. E quando o destino é o Brasil, a coisa costuma esquentar.
Vamos relembrar os episódios marcantes envolvendo torcida do Peñarol no Brasil, especialmente contra Santos, Flamengo e Botafogo – jogos que viraram casos de polícia.
Santos 2011 – Final de Libertadores com briga em campo
Não é de hoje que a presença do Peñarol em solo brasileiro rende histórias com as grandes torcidas brasileiras. Lá em 1962, o Santos de Pelé derrotou o Peñarol na final da Libertadores e, apesar do clima tenso, não houve grandes brigas de torcida registradas.
Já em 2011, quando Santos e Peñarol se reencontraram na final da Libertadores, a tensão subiu. Após o apito final no Pacaembu (título santista por 2×1), rolou uma pancadaria generalizada que manchou a decisão.
Tudo começou quando um torcedor santista eufórico invadiu o gramado e provocou os uruguaios, segundo versão dos jogadores do Peñarol. A partir daí, socos e chutes para todo lado: atletas, membros da comissão e alguns torcedores entraram no bolo.
Foi preciso a turma do “deixa-disso” para acalmar os ânimos depois de minutos de batalha campal. Esse episódio acendeu o alerta: quando o Peñarol vem ao Brasil, é bom redobrar a segurança.
Flamengo 2019 – Confronto no Leme e tragédia anunciada
Se 2011 foi briga dentro de campo, 2019 viu a confusão estourar fora do estádio – e de forma muito mais grave. Na fase de grupos da Libertadores, Flamengo e Peñarol se enfrentaram no Maracanã.
Desde cedo, dezenas de uruguaios tomaram conta da orla carioca, fazendo aquele “esquenta” tradicional com muita música e cerveja. Só que na Praia do Leme, Zona Sul do Rio, a coisa saiu do controle.
Torcedores do Peñarol e do Flamengo se enfrentaram no calçadão do Leme, em plena luz do dia. No meio da confusão generalizada nos quiosques, um torcedor flamenguista, Roberto Almeida Vieira, de 54 anos, foi brutalmente agredido (levou garrafadas na cabeça – e ficou entre a vida e a morte).
A briga foi feia: imagens de celular mostraram cadeiras voando e muita pancadaria. Roberto, conhecido como Beto, tentava acalmar os ânimos no início, mas acabou sendo atingido pelos uruguaios e caiu desacordado.
Ele ficou internado em estado grave por 10 meses até falecer em fevereiro de 2020, tornando-se vítima fatal daquele confronto. Foi uma tragédia que chocou a todos. Na época, cerca de 100 torcedores do Peñarol chegaram a ser detidos pela polícia após a briga na praia.
À noite, mesmo com reforço de segurança, ainda houve tumulto nos arredores do Maracanã após a partida (que terminou com vitória do Peñarol por 1×0).
A morte de um torcedor rubro-negro selou de vez a inimizade entre as torcidas. Desde então, a rivalidade Peñarol x Flamengo extrapolou o campo e ficou pessoal.
O fantasma flamenguista
Ali nascia o “fantasma do Flamengo”. Para muitos flamenguistas, o Peñarol virou um carrasco incômodo: acredite, o Flamengo não vence o time uruguaio desde 1999, acumulando derrotas nos confrontos recentes.
Essa combinação de resultados negativos e brigas sangrentas fez a relação entre as torcidas azedar de vez. Não é à toa que a Torcida Jovem Fla passou a encarar os uruguaios como rivais diretos.
Flamengo 2024 – Provocações, “esquenta” tenso e classificação uruguaia
Corta para 2024. Flamengo e Peñarol voltaram a se cruzar na Libertadores, desta vez quartas de final. A lembrança de 2019 ainda estava viva na memória de todos, então a segurança no Rio foi reforçada.
Os dirigentes do Peñarol chegaram a alugar um camping no Recreio para alojar sua torcida, mantendo-os isolados a uma hora do Maracanã, na esperança de evitar problemas. Mas torcedor é torcedor e eles não iam deixar de curtir a Cidade Maravilhosa.
Na manhã do jogo de ida (19 de setembro de 2024), centenas de hinchas uruguaios faziam festa em quiosques na Praia da Macumba, Zona Oeste carioca.
Até que dois flamenguistas em uma moto resolveram provocar, partindo para cima dos uruguaios. Pronto: armou-se mais uma confusão. Voaram socos e chutes, a Polícia Militar interveio rápido para evitar algo pior.
Um PM chegou a dar um tiro de advertência pro alto para dispersar a briga. Felizmente, ninguém se feriu gravemente nesse confronto inicial, que foi controlado em poucos minutos.
O jogo
E no Maracanã, naquela noite, o fantasma uruguaio atacou de novo: o Peñarol venceu o Flamengo pelo placar mínimo, calando mais de 60 mil rubro-negros.
A comemoração dos jogadores e torcedores do Peñarol foi uma festa à parte. No setor visitante, a torcida aurinegra fez um carnaval, entoando cânticos provocativos. Vídeos mostraram os uruguaios gritando “Ole, ole, ole… eliminado!”, numa clara provocação, enquanto os flamenguistas deixavam o estádio cabisbaixos.
Pós-jogo
E não parou por aí – até no Aeroporto do Galeão de madrugada teve farra dos carboneros. Os jogadores do Peñarol se juntaram a cerca de 50 torcedores no saguão do embarque, cantando juntos e pulando como se estivessem na arquibancada.
Teve volante argentino (Léo Fernández) bancando maestro da bateria, vídeo oficial no Instagram do clube e muita confiança pro jogo da volta. Era a celebração de mais um feito do Peñarol em solo brasileiro, rumando à semifinal.
Apesar do esquenta tenso na praia, dessa vez não houve notícia de feridos graves. A PM do Rio, escaldada de 2019, conseguiu evitar o pior. Mas mal sabiam eles que o capítulo mais caótico ainda estava por vir, algumas semanas depois, contra outro carioca…
Botafogo 2024 – Guerra no Recreio: vandalismo e 283 presos
Então chegamos ao episódio mais explosivo envolvendo torcedores do Peñarol no Brasil. Dia 23 de outubro de 2024, semifinal da Libertadores, jogo de ida Botafogo x Peñarol no Estádio Nilton Santos. Desde cedo, três ônibus lotados de uruguaios desceram na Zona Oeste do Rio.
O local escolhido para a concentração pré-jogo? De novo a orla do Recreio dos Bandeirantes, altura do Posto 12, perto da Praia do Pontal. A ideia era repetir a “festa” da outra vez.
Por volta do meio-dia, enquanto muitos torcedores curtiam a praia e os quiosques, um uruguaio foi pego furtando o celular numa padaria na Avenida Lúcio Costa, ali na região.
O comerciante chamou a polícia, que agiu rápido e prendeu o larápio em flagrante. Só que a torcida não gostou nada de ver um dos seus detido. Em questão de minutos, a praia virou praça de guerra.
O quebra-pau de uma hora
Banhistas contaram que alguns uruguaios começaram a xingar brasileiros de “macacos”, com ofensas racistas, acirrando os ânimos.
A partir daí, instalou-se o caos: comerciantes foram saqueados, quiosques depredados – os torcedores do Peñarol quebraram tudo pela frente.
As cenas eram surreais. Relatos apontam que até sete pessoas ficaram feridas nos confrontos. Um grupo de vândalos incendiou duas ou três motos estacionadas na orla.
Em seguida, partiram para um dos ônibus de turismo que tinha trazido os próprios uruguaios: quebraram as janelas, invadiram o bagageiro e atearam fogo no veículo, que virou uma bola de chamas preta no meio da avenida.
A Polícia Militar, em menor número, tentou segurar a onda lançando bombas de efeito moral, mas os uruguaios eram muitos e partiam para cima mesmo assim. Foi necessário acionar reforços do Batalhão de Choque e unidades especializadas de controle de distúrbios.
Depois de mais de uma hora de batalha campal – sim, a confusão durou cerca de 60 minutos intensos! – finalmente a polícia conseguiu cercar e conter os torcedores mais exaltados. Por volta de 13h30, centenas de uruguaios estavam sentados no chão, rendidos, sob a mira das forças de segurança.
Torcedores do Peñarol presos
O saldo foi histórico (e lamentável): pelo menos 283 torcedores do Peñarol detidos e escoltados para fora do estado do Rio. Se tornou recorde de prisão em massa ligada ao futebol no Brasil.
Em um primeiro momento, cerca de 20 foram autuados em flagrante por delitos graves (roubo, agressão, etc.) e permaneceram presos, enquanto os outros – acusados de crimes de menor potencial – acabaram liberados.
Mas todos foram proibidos de assistir ao jogo no Engenhão naquela noite. A ordem do governador do Rio, Cláudio Castro, foi clara: expulsar os “baderneiros” do estado escoltados assim que possível.
Detalhes chocantes pipocaram depois: houve casos de racismo relatados, como mencionado (uruguaios imitando macacos para ofender banhistas negros) e até uma arma de fogo apreendida com um dos torcedores detidos.
O secretário de Segurança do Rio descreveu a cena como “verdadeiros animais se digladiando no meio da rua”. Imagens de TV e celulares mostraram exatamente isso – um cenário de guerra urbana em plena tarde carioca.
Goleada do Fogão
E o jogo? Bom, ironicamente, à noite o Botafogo venceu por 5×0 no estádio Nilton Santos, atropelando o Peñarol enquanto a maioria da sua torcida estava longe, detida. Uma goleada humilhante que serviu como “castigo” esportivo após a selvageria das ruas.
Mas, infelizmente, o estrago já estava feito. Esse episódio entrou para a história como um dos maiores conflitos envolvendo torcida estrangeira no Brasil.
Conclusão: paixão e caos – a marca dos carboneros no Brasil
Os torcedores do Peñarol carregam uma aura de paixão intensa, acompanhada de um histórico de confusões quando atravessam a fronteira.
Em terras brasileiras, eles já viveram de tudo: finais de Libertadores com briga, confrontos mortais contra a torcida do Flamengo e verdadeiras batalhas campais como no Recreio.
Essa dualidade fascina e assusta: ao mesmo tempo que fazem festas inesquecíveis cantando “soy Peñarol” e tingindo estádios de aurinegro, também deixam um rastro de preocupação nas autoridades e torcedores locais.
FAQ – Perguntas frequentes sobre os torcedores do Peñarol no Brasil
O que aconteceu com os 283 torcedores do Peñarol presos no Rio de Janeiro em 2024?
Em outubro de 2024, antes de Botafogo x Peñarol pela semifinal da Libertadores, houve uma confusão generalizada na praia do Recreio (RJ). Torcedores uruguaios vandalizaram quiosques, saquearam comerciantes e queimaram veículos.
Qual é a torcida organizada do Peñarol?
A principal torcida organizada do Peñarol é a Barra Amsterdam. Trata-se da barra brava do clube, formada por diversas facções de bairros de Montevidéu.
Por que existe rivalidade entre a torcida do Peñarol e a do Flamengo?
Porque nos últimos anos ocorreram vários duelos quentes entre Peñarol e Flamengo, com confusões e tragédias fora de campo. Em 2019, torcedores dos dois times brigaram no Rio e um flamenguista acabou morto após ser agredido por uruguaios.
Você sabia que, no Brasil, as camisas das torcidas organizadas são quase tão representativas quanto os clubes em si? Se acha que se trata apenas de camisetas com logos e cores, prepare-se para explorar um mundo de símbolos, estilos e controvérsias que ultrapassam o fenômeno em volta do futebol.
Símbolos que narram histórias
Flamengo, emprega punhos cerrados e as cores vermelha e preta como emblema de resistência e paixão. Por outro lado, a Dragões da Real, do São Paulo, exibe um dragão como símbolo de força, união e coragem. Esses símbolos vão além de meramente decorativos! Eles procuram representar uma identidade coletiva, narrativas de conquistas, manifestações e tradições que perduram ao longo das gerações.
Além desses detalhes, muitos destes grupos incorporam números, lemas ou datas nas camisas. «Mas qual o significado?» você pergunta. Normalmente, fazem referência a conquistas importantes do clube ou momentos marcantes da torcida. Isso faz com que, quando um torcedor veste essa camisa, ele esteja literalmente incorporando a história e a cultura da comunidade a que pertence.
Trata-se também de uma linguagem visual: no estádio, você identifica imediatamente um membro da sua torcida pela vestimenta que ele possa usar.
Influência da moda no estilo da torcida
O estilo das camisas das torcidas organizadas vai além das arquibancadas e invade a moda que acompanhamos no dia a dia. Desde camisas oversized, até bonés, jaquetas e faixas. Todas estas peças passaram a ser itens habituais no streetwear, influenciando as coleções de marcas brasileiras como Resenha, Class e PACE.
Cada peça de roupa é uma afirmação de identidade. Os jovens adotam esses estilos para demonstrar pertencimento, atitude e ligação cultural, evidenciando que o futebol transcende o campo — é também um fenômeno social e estético.
Controvérsias que geram divisões de opinião
As camisas das torcidas organizadas não estão livres de discussão. Certos símbolos podem ser entendidos como agressivos ou ameaçadores, principalmente aqueles que relembram conflitos históricos com grupos adversários. Em algumas situações, o uso dessas camisetas é limitado em estádios por motivos de segurança.
A venda das camisas também causa controvérsia. Embora os próprios clubes celebrem a história e a cultura das torcidas que os apoiam – o que é normal, tendo em conta a forte ligação entre as duas entidades -, a venda de conteúdos da torcida e vestuário oficial do clube é geralmente feita de forma separada para não haver um entrosamento da torcida e do clube e das suas ações e vendas.
Por outro lado, os torcedores podem também contestar a autenticidade das camisas, as mudanças nos designs que possam sair dos estatutos do clube, apoiando a manutenção de tradições nas redes sociais e em canais de comunicação do clube com os torcedores.
Afinal de contas, não falamos de uma simples camisa
Em essência, cada camisa pode transformar-se num ponto de discussão e debate cultural, evidenciando que torcer está ligado à identidade, à história e até à reflexão.
O futebol brasileiro vai além de gols e triunfos: é uma paixão, uma manifestação cultural e um sentimento de pertencimento. E as camisas das torcidas organizadas representam perfeitamente essa complexidade.
Usar uma camisa de torcida organizada vai além de simplesmente apoiar um clube. Significa adotar uma história, uma identidade e uma comunidade. No Brasil, essas camisetas se tornaram autênticos ícones culturais, entre símbolos que narram histórias, estilos que impactam a moda urbana e polêmicas que provocam discussões.
Em última análise, cada camisa representa uma espécie de convite: não apenas para torcer, mas para se envolver em uma cultura vibrante, onde se pode expressar e compartilhar a paixão pelo futebol com milhares de outros fãs. E você, já decidiu a sua?
Perguntas Frequentes (FAQS)
O que é uma camisa de torcida organizada?
É uma peça de vestuário identificadora de grupos de torcedores (organizadas), com símbolos, cores e logotipos próprios, que representam identidade e pertencimento.
Por que as camisas têm símbolos próprios?
Os símbolos representam história, valores e cultura da torcida. Ex.: Raça Rubro-Negra usa punhos cerrados; Dragões da Real usa dragão como símbolo de força e união.
Como os estilos das camisas influenciam a moda?
O streetwear urbano incorporou elementos das camisas de torcidas, como oversized, bonés, jaquetas e faixas, sendo usados como expressão de identidade.
Quais são as polêmicas relacionadas com estas camisas?
Alguns símbolos podem ser vistos como agressivos ou intimidatórios. Há debates sobre a comercialização, autenticidade dos designs e restrições em estádios por questões de segurança.
As camisas têm influência cultural além do futebol?
Sim. São ícones culturais que representam pertencimento, história, identidade e manifestações urbanas, influenciando moda e comportamento social.
Ah, o futebol e as emoções que ele nos proporciona! Do amor ao ódio em questão de segundos, vivemos intensamente cada lance. O sentimento que carregamos em nossos corações pelo time que aprendemos a acompanhar é genuíno e ninguém pode duvidar disso.
Arrastando verdadeiras multidões, os clubes transformam uma boa partida em um caldeirão fervente, cheio de gritos, cantos e energias que vêm das arquibancadas e de seus arredores. É a famosa rivalidade sadia que move o esporte e dá vida ao espetáculo.
Nos últimos anos, porém, não são apenas os clássicos estaduais que têm chamado atenção, não só pelos confrontos dentro das quatro linhas, mas também pelas rivalidades cada vez mais declaradas entre as maiores torcidas do Brasil.
O Portal Camisa12 decidiu te contar mais sobre esse tema e separou algumas dessas rivalidades para você conhecer melhor.
Clubes que se destacam
A rivalidade entre as maiores torcidas do Brasil é um dos elementos mais marcantes da cultura esportiva do país. O futebol brasileiro é reconhecido mundialmente pela sua paixão, um sentimento que se manifesta de forma intensa nas arquibancadas, nas ruas e, hoje em dia, também nas redes sociais.
Entre as principais agremiações nacionais que se destacam pela devoção de seus torcedores estão Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Vasco, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético Mineiro e Fluminense. Todos contam com milhões de seguidores espalhados por todo o Brasil, apaixonados que fazem questão de acompanhar seus clubes onde quer que estejam.
Embate entre as maiores torcidas do país
Uma das mais emblemáticas e intensas rivalidades do futebol brasileiro é a existente entre as torcidas de Corinthians e Flamengo. Mesmo pertencendo a regiões diferentes, os dois clubes não se toleram, e a disputa entre eles ultrapassa o campo de jogo.
O principal motivo desse “ranço” é o fato de ambas representarem as duas maiores torcidas do Brasil , com o Rubro-Negro carioca sendo a maior força nacional em números, e o Corinthians tendo sua paixão enraizada no maior centro urbano do país: São Paulo.
A rivalidade entre as torcidas se consolidou ao longo das últimas décadas, com os dois clubes buscando carregar uma identidade popular e o espírito trabalhador. Suas diferenças culturais e crenças alimentam essa disputa, que vai muito além do esporte, tornando-se também um símbolo da clássica rivalidade “Rio x São Paulo”.
Disputas por pontos, vagas em competições e até títulos dão ainda mais força a esse embate. Os confrontos entre Corinthians e Flamengo sempre geram enorme repercussão nacional, com estádios lotados, emoções à flor da pele e uma atmosfera única, parecendo até final de campeonato, mesmo quando se trata de um simples amistoso.
Embora não se enfrentem com tanta frequência, essa é uma rivalidade de dimensão nacional, que simboliza o encontro das duas maiores e mais populares torcidas do futebol brasileiro. Ambos os clubes se autodenominam “Time do Povo”, representando suas respectivas expressões culturais e sociais. Assim, transformam cada duelo em um verdadeiro espetáculo de paixão, uma disputa que, no fim das contas, é pela quantidade de amor que se pode dedicar dentro do país do futebol.
Clássicos estaduais que arrastam multidões no cenário nacional
Palmeiras x Corinthians — Repleto de histórias e provocações, o duelo entre as duas torcidas atravessa gerações e simboliza a disputa pelo domínio do futebol paulista. Sempre cercado de polêmicas, o clássico é marcado por uma rivalidade intensa, na qual as torcidas fazem questão de deixar claro o desprezo pelo adversário — muitas vezes, infelizmente, ultrapassando o bom senso.
Flamengo x Vasco — Considerado o principal confronto do Rio de Janeiro, o “Clássico dos Milhões” é um dos mais tradicionais do país. Reúne duas torcidas apaixonadas, que contam com legiões de seguidores espalhados por todo o Brasil. Nas arquibancadas, o espetáculo à parte é garantido — um verdadeiro show de cores, cânticos e emoção.
Grêmio x Internacional — Conhecido como o “Gre-Nal”, é considerado o clássico mais equilibrado do futebol brasileiro. Intenso e histórico, vai muito além das quatro linhas, refletindo diretamente no cotidiano e na identidade do povo gaúcho. As provocações sobre rebaixamentos, títulos e até a famosa “valsa dos 15 anos” dão um tempero especial a essa rivalidade, que figura entre as mais empolgantes e tradicionais do país.
O encanto do futebol moderno
Marcadas por tensões e provocações, essas rivalidades adicionam um “tcham” especial às partidas. São responsáveis por grande parte da riqueza cultural e da paixão desenfreada que movem o futebol brasileiro, alimentando emoções, criando histórias inesquecíveis e reforçando o sentimento de pertencimento de milhões de torcedores.
No entanto, as belas festas que antes tomavam conta dos estádios e das ruas têm, em muitos casos, se transformado em episódios de violência, algo que apenas mancha a beleza do futebol.
Manter uma rivalidade saudável é um grande desafio. É preciso colocar limites na paixão e celebrar o amor pelo próprio clube, sem perder o respeito por quem está do outro lado.
O futebol é sempre muito intenso, mas no Brasil ser torcedor de um clube é muito mais do que apoiar sua equipe! Trata-se de uma questão de identidade e pertencimento a uma comunidade.
Antes de «atacar» o tema de como é que as grande torcidas se tornaram fenômenos culturais, é necessário primeiro compreender quem são os clubes brasileiros com mais torcedores do Brasil para depois partir para uma análise mais concreta desta abordagem.
Os clubes brasileiros com maior número de torcedores
Uma pesquisa nacional feita pela Ipsos-Ipec, realizada em junho de 2025, confirmou a tendência de pesquisas em anos anteriores: o Flamengo segue como o time com a maior torcida do Brasil, com cerca 21,2% da população.
Na segunda posição do pódio está o Corinthians, que tem 11,9%, e logo depois vêm clubes como o Palmeiras (6,5%), o São Paulo (6,4%), o Vasco da Gama (3,4%) e o Grêmio (3,0%).
Além desses resultados, uma outra pesquisa, publicada pela CNN Brasil, também apurou que o futebol é uma das maiores forças de união social no país, sendo potenciada pela presença digital nas redes. Num terceiro elo desta ligação, a diversidade regional das torcidas surge como mais um fator que contribui para as transformações culturais de que tanto se falam.
Flamengo e Corinthians: enormes, mas muito diferentes
Mais do que apoiar um clube, fazer parte de uma torcida é, para muitos, a possibilidade de sentir que pertencem a um determinado grupo, numa perspetiva de inclusão social.
Por exemplo, o Flamengo, que nasceu na capital e é um clube popular, fez a imensa maioria da sua torcida através das conquistas que foi alcançando na sua história e pela exposição na mídia nas últimas décadas. O clube tornou-se conhecido em todo o país na década de 1980, quando a TV começou a crescer e a levar o futebol a cada casa e canto do país. Hoje é assim em quase todo o Brasil: segundo o Datafolha, ele está à frente com 29% dos adeptos do Norte e 25% do Nordeste.
O Corinthians, por outro lado, não baseia a multidão que o segue nos mesmos pilares. O Timão reflete a essência da alma paulistana: um time do povo urbano, humilde e operário. A Democracia Corinthiana, um movimento emblemático dos anos 1980, deixou sua marca tanto no futebol quanto na política, convertendo o Corinthians em um ícone de luta e liberdade do povo.
Diversidade regional e torcidas locais fortes
Apesar de Flamengo e Corinthians serem os principais clubes do país – isto segundo as fontes – o futebol brasileiro é bem diversificado!
No outro lado do país, no Sul, as torcidas do Grêmio (23%) e Internacional (18%) representam o orgulho gaúcho, ao mesmo tempo que no Nordeste, surgem ainda equipes como Bahia e Sport Recife que preservam identidades regionais robustas muito fincadas às cidades dos clubes.
Essa interação entre torcidas locais e nacionais é outro ponto importante! Muitos torcedores apoiam ao mesmo tempo o time da sua cidade e um dos principais clubes do país. Esse fenômeno reflete a importância cultural e emocional do futebol no Brasil, em que o ato de «torcer» ultrapassa as limitações geográficas.
O poder económico e simbólico das torcidas
As grandes torcidas não apenas despertam paixões — elas mobilizam pessoas, juntam ideais e fortalecem conexões.
De acordo com a consultoria SportsValue (2024), o Flamengo também ocupa a primeira posição nas redes sociais, contabilizando mais de 60 milhões de seguidores em todas as plataformas do clube. Como é normal, a presença digital amplia o valor comercial dos clubes e sua relevância cultural no mundo, facilitando e incentivando o crescimento das torcidas e a aposta das equipas neste ramo
Alguns exemplos atuais são as torcidas que se organizam na internet, produzem conteúdos, memes, iniciativas solidárias e produtos culturais. O adepto contemporâneo é, ao mesmo tempo,um fã,um criador de conteúdo e consumidor desse conteúdo. O futebol tornou-se num fenômeno híbrido que mistura esporte, entretenimento e cultura popular devido a essa nova forma de engajamento digital.
Futebol como cultura viva
O futebol brasileiro já deixou os relvados há bastante tempo.
As torcidas, presentes em estádios, ruas e redes sociais, representam manifestações culturais completas, cantando, criando coreografias, organizando protestos e promovendo ações solidárias.
Apoiar um clube vai além disso: é reafirmar uma história, uma classe e uma identidade em que as pessoas se reveem.
As grandes torcidas brasileiras — rubro-negras, alvinegras, tricolores ou verdes — representam atualmente um dos fenômenos culturais mais significativos da América Latina, conseguindo reunir milhões de pessoas em torno de uma paixão comum: o futebol.
FAQS
Quais são os clubes com mais torcedores no Brasil? Flamengo lidera com cerca de 21,2%, seguido por Corinthians (11,9%), Palmeiras (6,5%) e São Paulo (6,4%), segundo pesquisa Ipsos-Ipec 2025.
Por que as torcidas são consideradas fenómenos culturais? Porque vão além do futebol: refletem identidade coletiva, tradição, participação social e manifestações culturais, como músicas, coreografias e conteúdos digitais.
Como a torcida influencia a economia dos clubes? Torcedores geram receita por meio de produtos oficiais, venda de bilhetes e atração de patrocinadores, além de aumentar o valor das transmissões televisivas.
Qual é o impacto das torcidas nas redes sociais? Grandes torcidas, como a do Flamengo, têm dezenas de milhões de seguidores, criando comunidades digitais que reforçam a cultura do clube e engajamento global.
As torcidas refletem diferenças regionais no Brasil? Sim. Além das torcidas nacionais, clubes regionais como Grêmio, Internacional, Bahia e Sport Recife mantêm forte presença local, expressando identidades culturais distintas.
Torcer é apenas apoiar o clube? Não. É uma forma de pertencimento, afirmação social e expressão cultural que conecta milhões de brasileiros além dos estádios.
Uma das canções de clube esportivo mais cantadas do país, o hino do Corinthians é o reflexo da resistência e da união de um time criado pelo e para o povo, com uma forte ligação com sua torcida, que se autointitula “Fiel”.
Composto por um radialista, o tema tornou-se o hino oficial do clube em 1953, sendo nomeado “Campeão dos Campeões”.
O Portal Camisa12 conta agora a história de como o hino se transformou em símbolo de resistência e união.
História
Fundado em setembro de 1910, o Corinthians só ganhou um hino oficial duas décadas depois, em 1930. De acordo com informações do site oficial do clube paulista, a primeira composição era uma “marchinha”, escrita por La Rosa e letrada por Eduardo Dohen, como um presente ao então presidente alvinegro, Felipe Collona.
Contudo, em 1953, uma reviravolta aconteceu: o radialista Lauro D’Ávila compôs a letra do hino que permanece até hoje embalando as conquistas do clube, sendo cantado por milhões de torcedores apaixonados.
A criação exalta o orgulho e a força do time, com versos simples e diretos que refletem o espírito de superação do povo que fundou a agremiação. Nascido entre operários e trabalhadores, o Corinthians carrega em sua essência uma mensagem de pertencimento e fé.
O tema “Campeão dos Campeões” foi gravado inicialmente nos estúdios da Rádio Bandeirantes, em São Paulo, e lançado pela gravadora Continental. A primeira voz a representar os corações apaixonados pelo Timão foi a do cantor Osny Silva.
Momentos de resistência
O hino corinthiano ganhou grande força ao longo dos anos, tanto dentro quanto fora de campo. Durante a ditadura militar, o cântico do Corinthians tornou-se símbolo de liberdade, principalmente na época da Democracia Corinthiana, quando o clube se destacou como exemplo nacional de coragem diante da opressão.
Em um período marcado pela censura, repressão e falta de liberdade, o futebol tornou-se uma das poucas formas de o povo manifestar seus ideais, cantando e expressando emoções nas arquibancadas.
Conhecido como o “Time do Povo”, o Corinthians sempre teve uma forte identidade popular, resistindo às imposições autoritárias. Esse sentimento ganhou ainda mais força no início dos anos 1980, liderado por Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon, que defendiam valores como participação, diálogo e liberdade de expressão — tudo o que o regime militar tentava reprimir.
A maior prova de amor a um clube é ver suas arquibancadas lotadas, com milhares de pessoas entoando em uma só voz o hino que representa toda a sua grandiosidade. Essa cena pode ser vista atualmente na Neo Química Arena, onde pessoas de todas as classes sociais, idades e religiões cantam, em plenos pulmões, o “Salve o Corinthians”, reforçando o laço de união e orgulho desse verdadeiro “Bando de Loucos”.
Símbolo máximo
O hino é um verdadeiro ritual de pertencimento, transformando qualquer inimizade em um sentimento de amor pelo Corinthians. É um laço de união que pode ser ouvido em festas, cerimônias oficiais ou simplesmente como um grito coletivo de orgulho. Assim é o espírito do torcedor corinthiano, que carrega seu clube eternamente dentro do coração.
Letra
Salve o Corinthians O campeão dos campeões Eternamente Dentro dos nossos corações
Salve o Corinthians De tradições e glórias mil Tu és orgulho Dos desportistas do Brasil
Teu passado é uma bandeira Teu presente, uma lição Figuras entre os primeiros Do nosso esporte bretão
Corinthians grande Sempre altaneiro És do Brasil O clube mais brasileiro
Se você acha que já sabe quem manda na arquibancada, prepare-se para os números. Diferentes pesquisas recentes – como as do Ipsos-Ipec e do InfoMoney – apontam Flamengo e Corinthians no topo da lista.
Em 2025, o Flamengo aparece com cerca de 24% dos torcedores “de coração” do país, enquanto o Corinthians tem cerca de 19%. Juntos, os dois representam quase metade dos fãs de futebol no Brasil! Dá pra dizer que o Mengão segue como a maior “nação”, e a Fiel como a segunda maior torcida brasileira.
No ranking geral de torcedores Brasil de 2025, o top 5 ficou assim:
Flamengo – 21,2%
Corinthians – 11,9%
Palmeiras – 6,5%
São Paulo – 6,4%
Vasco da Gama – 3,4%
Logo atrás aparecem Grêmio (3,0%) e Cruzeiro (2,3%), seguidos por Atlético-MG (2,3%), Bahia (2,2%) e Santos (2,0%). Ou seja, no Top 10 só tem gigante: paulistas, cariocas e mineiros dominando.
Alguns times nordestinos, como Bahia e Sport, também marcam presença e mostram que o Nordeste é território apaixonado por futebol.
Mesmo fora do top 10, há outros clubes tradicionais: Internacional (1,7%), Botafogo (1,5%), Sport (1,3%) e Fluminense (0,9%) figuram logo atrás.
E olha que curioso: a Seleção Brasileira aparece empatada com o Fluminense, com 0,9% dos entrevistados dizendo torcer apenas pela Amarelinha. É, o time de todos nós anda com moral mais baixa fora das Copas…
A pesquisa também mostrou que um em cada três brasileiros não se importa muito com a Seleção no dia a dia. No fundo, o torcedor brasileiro se conecta mais com o clube do coração do que com o verde e amarelo… pelo menos até chegar uma Copa do Mundo.
As torcidas mais populares por região
A torcida do Flamengo reina absoluto no Norte e no Nordeste. Em alguns estados, quase um terço da população veste vermelho e preto.
É o poder da TV, das conquistas e de uma história que transcende fronteiras. Já o Corinthians é o dono da rua no Sudeste, especialmente em São Paulo e parte do Centro-Oeste.
O Palmeiras e o São Paulo seguem coladinhos, brigando pelo posto de terceiro maior do país. No Sul, Grêmio e Internacional dividem as atenções, enquanto Cruzeiro e Atlético-MG dominam Minas Gerais.
No Nordeste, Sport, Bahia e Ceará têm bases fanáticas e fiéis, que crescem a cada ano.
Apesar de aparecer com apenas 0,9% nas pesquisas como “time do coração”, a Seleção Brasileira ainda é um símbolo nacional. Pode não ser o time do dia a dia, mas na hora da Copa, o país para.
As ruas ficam verde e amarelas, o churrasco é coletivo, e até quem não acompanha futebol vira técnico por um mês.
O desinteresse crescente pela Seleção fora das competições é um reflexo dos tempos: o torcedor se sente mais próximo do clube local, acompanha notícias diárias, compra camisas, sofre e comemora com mais intensidade.
Mas basta um gol do Brasil em mata-mata pra todo mundo lembrar por que o futebol é o “país do futebol”.
Dados e curiosidades sobre os torcedores no Brasil
Flamengo e Corinthians somam quase metade dos torcedores do país.
Palmeiras e São Paulo estão tecnicamente empatados em torno de 6 a 7%.
Bahia e Sport são os maiores representantes do Nordeste.
Internacional e Grêmio continuam fortes no Sul, cada um com cerca de 3%.
Cerca de 20% dos brasileiros dizem não torcer por time nenhum — um número que vem crescendo.
Times estrangeiros, como Real Madrid e Barcelona, têm boa presença entre os brasileiros, embora poucos digam torcer só por eles.
Esses dados ajudam a entender como o futebol reflete o país. O Flamengo domina onde a TV aberta chegou mais forte, o Corinthians concentra a força da massa paulistana, e o Palmeiras colhe frutos da nova geração vencedora.
Já o São Paulo, mesmo sem tantos títulos recentes, mantém uma base fiel, acostumada à tradição e história.
O que explicam as variações nas pesquisas?
Cada pesquisa tem uma metodologia diferente. Algumas entrevistas são presenciais, outras digitais. A margem de erro é pequena (em torno de 2%), mas suficiente para gerar debate no boteco.
Por isso, dependendo da fonte, o Palmeiras pode estar à frente do São Paulo, ou o Vasco pode subir uma posição.
O que não muda é o topo da tabela: Flamengo e Corinthians seguem soberanos. São os únicos clubes com alcance nacional, capazes de lotar estádios em qualquer canto do país.
E os novos tempos dos torcedores Brasil
O torcedor brasileiro de 2025 é mais conectado. Acompanha os jogos por streaming, aposta online, discute nas redes e cria conteúdo sobre o time. Hoje, ser torcedor vai além de ir ao estádio: é participar de comunidades digitais de times de futebol, defender o clube nos comentários e viver o futebol 24 horas por dia.
Outro ponto curioso é o crescimento do público feminino e das novas gerações nas torcidas organizadas. Isso tem mudado a cara das arquibancadas e das pesquisas.
A rivalidade segue firme, mas o amor pelo futebol continua sendo o grande elo entre todos.
Os números por trás da paixão
Esses percentuais podem parecer pequenos, mas 1% no Brasil representa cerca de 2 milhões de pessoas. Isso quer dizer que, sozinha, a torcida do Flamengo pode ultrapassar os 40 milhões.
É quase a população inteira da Argentina! Dá pra entender por que dizem que o Flamengo é “um país dentro de outro”.
No caso do Corinthians, o número também impressiona: são mais de 30 milhões de torcedores espalhados pelo país.
Já as torcidas de Palmeiras e São Paulo giram em torno de 14 milhões cada. É muita gente pra encher estádio, chorar gol perdido e lotar rede social.
A disputa além do campo
Esses números não são apenas curiosidade de boteco. Eles influenciam diretamente o marketing dos clubes, os contratos de TV, os patrocínios e até as transmissões.
Quanto maior a torcida, maior o poder de barganha. Flamengo e Corinthians, por exemplo, recebem as maiores cotas de televisão e atraem os patrocinadores mais pesados.
Mas a magia do futebol é que tamanho não é tudo. Clubes como o Athletico-PR e o Fortaleza têm mostrado que com boa gestão e projeto sério dá para competir com os gigantes (e conquistar respeito até fora do Brasil).
Conclusão: o país da bola segue fiel à sua paixão
O Brasil continua sendo o país do futebol, com torcidas gigantescas, apaixonadas e cheias de histórias. O Flamengo reina absoluto, o Corinthians segue de perto, e o restante da elite brasileira briga por cada porcento de coração.
Mas o mais bonito é ver que, seja na arquibancada do Maracanã, na Arena MRV, no Castelão ou no Beira-Rio, o amor pelo futebol é o mesmo.
O torcedor brasileiro pode até discutir quem tem mais gente, mas no fundo, todos fazem parte da mesma paixão coletiva que move o país.
FAQ – Perguntas frequentes
Quem tem a maior torcida do Brasil?
O Flamengo. Todas as pesquisas recentes colocam o clube carioca no topo, com cerca de 20% a 25% dos torcedores.
Qual é a segunda maior torcida?
O Corinthians. A Fiel representa algo entre 11% e 19% dos torcedores, dependendo da pesquisa.
Quantos torcedores tem o Flamengo?
As estimativas apontam para algo entre 40 e 45 milhões de torcedores — quase um país inteiro vestindo vermelho e preto.
A Seleção Brasileira entra no ranking?
Sim, mas com pouca expressão. Apenas 0,9% dos entrevistados dizem torcer apenas pela Seleção Brasileira.
Por que cresce o número de pessoas que não torcem para nenhum time?
A rotina corrida, a falta de identificação com o futebol moderno e o crescimento de outras formas de entretenimento explicam o fenômeno. Mesmo assim, o futebol continua sendo o esporte que mais une os brasileiros.
Definir quem tem a maior torcida do mundo não é tarefa simples (e não basta só gritar mais alto no estádio!).
Normalmente são levadas em conta várias métricas: número de torcedores (levantado por pesquisas de opinião), presença nas redes sociais (seguidores e engajamento), médias de público nos estádios, quantidade de sócios-torcedores, alcance geográfico (popularidade em diversas regiões) e até a história de títulos do clube.
Ou seja, é analisado quantos torcedores um time tem e o quão ativos eles são – tanto no estádio quanto online. Aqui no Portal Camisa12 a gente detalha tudo isso para você!
Principais critérios para medir uma torcida
Veja o que geralmente é levado em conta para definir quem tem a maior torcida do mundo:
Número de torcedores: O critério mais direto é estimar quantos fãs o clube possui. Isso costuma vir de pesquisas de opinião e estudos acadêmicos.
Redes sociais e engajamento digital: Times com presença forte em marketing digital (milhões de seguidores e muita interação) tendem a ter torcidas maiores ou mais globais. Por exemplo, o Flamengo soma mais de 41 milhões de seguidores combinados em redes sociais.
Média de público e sócios: Clubes que lotam o estádio jogo a jogo e têm muitos sócios-torcedores (pagantes ou programas de sócio) geralmente possuem uma base de fãs sólida.
Alcance global: A popularidade do clube em diferentes regiões do país e do mundo importa. Um time com torcedores espalhados por vários países tem “torcida maior” em termos de alcance.
História e tradição: Títulos, ídolos históricos e rivalidades reforçam a lealdade dos fãs. Clubes vitoriosos e tradicionais costumam atrair mais seguidores apaixonados.
Cada um desses critérios entra na conta para “medir” uma torcida. Não existe fórmula única, mas somar esses fatores dá a ideia de quais são as maiores torcidas do mundo.
Top 10 maiores torcidas do mundo
Diversas pesquisas recentes publicaram rankings das maiores torcidas do planeta. Aqui no Portal Camisa 12 a gente tem uma lista do Top 10 das maiores torcidas do mundo baseado em levantamentos de especialistas.
A lista completa ficou assim:
Barcelona (Espanha) – ~58,2 milhões de torcedores
Flamengo (Brasil) – ~42 milhões
Chivas Guadalajara (México) – ~33,8 milhões
Corinthians (Brasil) – ~32,2 milhões
Real Madrid (Espanha) – ~31,3 milhões
Manchester United (Inglaterra) – ~30,6 milhões
América (México) – ~26,4 milhões
Borussia Dortmund (Alemanha) – ~23 milhões
Chelsea (Inglaterra) – ~21,4 milhões
Bayern de Munique (Alemanha) – ~20,7 milhões
Esses números mostram que times europeus (Barça, Real, ManU, Bayern, Chelsea) disputam com gigantes latino-americanos (Flamengo, Chivas, Corinthians, América) pelo pódio.
Note que os rankings variam: outro levantamento similar incluiu até Liverpool e Arsenal com 20 milhões cada.
De qualquer forma, Barcelona e Flamengo lideram claramente as estimativas globais atuais.
Quem são as maiores torcidas?
Os dados acima indicam que, atualmente, o Barcelona e o Flamengo brigam pela primeira posição.
A revista Lance! (dez 2024) aponta que a torcida do Flamengo é vista como a maior do mundo (cerca de 42 milhões de fãs) mas reconhece que “outras fontes” colocam o Barcelona no topo com quase 58 milhões.
Em outras palavras: seja qual for a fonte, Barcelona e Flamengo aparecem no pódio mundial. Pelo levantamento do RIC, o Barcelona é o 1º (≈58,2M) e o Flamengo é o 2º (≈42M).
Invertendo a conta (considerando Flamengo em 1º), o Barcelona seria o segundo. Portanto, a segunda maior torcida do mundo é justamente a do Flamengo (quando se leva o Barça em 1º) ou a do Barcelona (quando o Fla é considerado o maior).
De um jeito ou de outro, esses dois gigantes sobressaem das demais torcidas globais.
Para maiores detalhes, diversos sites especializados e blogs listam estatísticas e curiosidades. Por exemplo, o Portal Camisa 12 traz um artigo com dados sobre as torcidas que dominam o cenário global do futebol. Vale conferir!
O mito da “torcida FIFA”
Você pode ter ouvido falar na “maior torcida do mundo FIFA” como se a própria Fifa (organização que rege o futebol) divulgasse esse ranking. Na verdade, a FIFAnão publica listas oficiais de tamanho de torcida.
As estimativas vêm de pesquisas independentes e de declarações de clubes.
Por exemplo, o jornal UOL explicou que a própria FIFA já estimou a torcida do Al Ahly (Egito) entre 30 e 39 milhões de torcedores, colocando-o em nível semelhante ao Flamengo.
Mas esses números internos geralmente só viram notícia via imprensa (não há documento oficial da entidade).
Portanto, falar em “torcida do mundo FIFA” é meio mito. No fim, confia-se em estudos de institutos especializados e em reportagens de sites esportivos para saber quem tem a maior torcida do planeta.
Perguntas frequentes (FAQ)
Como é determinada a maior torcida do mundo?
Usa-se uma combinação de fatores: número total de torcedores (via pesquisas), seguidores e engajamento nas redes sociais, média de público nos jogos e número de sócios-torcedores. Também conta o alcance geográfico (torcedores espalhados pelo mundo) e a história do clube (títulos e tradição). Não há uma única regra fixa, mas quanto mais essas métricas altas, maior a torcida considerada.
Quem tem a maior torcida do mundo?
Os dados mais recentes colocam o Barcelona em primeiro (cerca de 58 milhões de torcedores) e o Flamengo em segundo (aprox. 42 milhões). Porém, é comum ver outras fontes dizendo o contrário: o Flamengo como maior com 42M e o Barça em segundo (58M). Seja como for, Barcelona e Flamengo dominam o topo global.
Qual a segunda maior torcida do mundo?
Isso depende de quem está no primeiro lugar. Com o Barcelona em 1º (58M), a segunda maior é a do Flamengo (42M). Invertendo, se consideramos o Flamengo como 1º, o Barça fica em 2º. De forma geral, os dois times ficam em primeiro e segundo – um fica “em segundo” conforme o outro lidera.
Existe ranking oficial da FIFA sobre as maiores torcidas?
Não. A FIFA não divulga ranking oficial de torcedores. Expressões como “maior torcida do mundo FIFA” são fruto de boatos. A FIFA até já estimou internamente os torcedores de certos clubes (por exemplo, estimou 30–39 milhões para o Al Ahly), mas não há lista pública. As maiores torcidas do mundo são avaliadas por estudos independentes, não por órgão oficial.
Quais são os times do Top 10 das maiores torcidas do mundo?
Segundo pesquisas recentes, o Top 10 é liderado por Barcelona e Flamengo, seguidos por Chivas (México), Corinthians, Real Madrid, Manchester United, América (México), Borussia Dortmund, Chelsea e Bayern de Munique. Esses clubes têm entre 20 e 58 milhões de torcedores cada, conforme dados de 2024–2025.