A Bola de Ouro consagra os maiores talentos do futebol da temporada entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025, na categoria masculina e feminina.
A 69ª edição da cerimônia, organizada pela renomada revista France Football, foi realizada na segunda-feira (22/09), no majestoso Théâtre du Châtelet, em Paris. O evento reúne a elite de atletas do mundo para premiar os que mais brilharam.
A lista de indicados estava repleta de craques de diferentes ligas e seleções, com a presença de jogadores brasileiros nas categorias.
A premiação não se restringiu apenas ao prêmio de melhor jogador e melhor jogadora. Outras trófeus individuais importantes serão entregues, reconhecendo o talento em diversas posições.
Ousmane Dembélé com a taça da Champions League 2024/25 – Foto: Instagram
Todas as 7 categorias da Bola de Ouro 2025
Para a análise, a organização considera o trabalho até a final do Mundial de Clubes (13 de julho) para a categoria masculina e a decisão da Copa América (2 de agosto) para a feminina.
Bola de Ouro: Melhor jogador e melhor jogadora da temporada.
Troféu Yashin: Condecora o melhor goleiro e a melhor goleira.
Troféu Kopa: Premia os melhores jogadores sub-21, no masculino e feminino.
Troféu Gerd Müller: Para o artilheiro do ano.
Troféu Cruyff: Reconhece o melhor treinador no futebol masculino e feminino.
Time do Ano: As seleções ideais masculinas e femininas da temporada.
Prêmio Sócrates: Homenageia atletas engajados em causas sociais.
A Bola de Ouro, premiação que elege o melhor jogador de futebol da temporada é anualmente realizada no Théâtre du Châtelet, em Paris, pela France Football e sempre agita o fãs do futebol.
Na 69ª edição, Raphinha e Vinicius Júnior representaram a chance do Brasil voltar a ter um vencedor depois de mais de uma década, mas a expectiva pelo atacante do Barcelona não se concretizou.
Ele terminou apenas na quinta colocação. Portanto, a última vez de um brasileiro em primeiro segue sendo com Kaká, em 2007. No entanto, muitos ainda consideram injusto o fato de Vinicius Júnior ter perdido o prêmio para o espanhol Rodri, na tempora passada.
Kaká recebe a Bola de Ouro em 2007 — Foto: Divulgação/Ballon d’Or
Apesar da expectativa dos torcedores brasileiros, a disputa é acirrada e conta com outros jogadores de destaque, como o francês Ousmane Dembélé, que conquistou a Champions League 2024/25 pelo PSG, e tem sido apontado como o favorito.
Todos os 69 vencedores da Bola de Ouro
A Argentina lidera o ranking de países com mais conquistas, totalizando oito troféus, todos pertencentes à Lionel Messi, o maior vencedor individual da história da categoria masculina.
Logo atrás, com sete títulos cada, vêm Alemanha, Holanda e Portugal. O Brasil soma cinco conquistas: Ronaldo (1997 e 2002), Rivaldo (1999), Ronaldinho Gaúcho (2005) e Kaká (2007).
O prêmio, historicamente dado a atacantes e meio-campistas, já teve exceções notáveis: o goleiro russo Lev Yashin em 1963, e o zagueiro italiano Fabio Cannavaro em 2006, provando que a excelência em qualquer posição pode ser reconhecida.
1956 – Stanley Matthews (ING) – Blackpool
1957 – Di Stéfano (ESP) – Real Madrid
1958 – Raymond Kopa (FRA) – Real Madrid
1959 – Di Stéfano (ESP) – Real Madrid
1960 – Luis Suárez (ESP) – Barcelona
1961 – Sivori (ITA) – Juventus
1962 – Josef Masopust (TCH) – Dukla Praga
1963 – Yashin (RUS) – Dínamo de Moscou
1964 – Denis Law (ESC) – Manchester United
1965 – Eusébio (POR) – Benfica
1966 – Bobby Charlton (ING) – Manchester United
1967 – Flórián Albert (HUN) – Ferencváros
1968 – George Best (NIRL) – Manchester United
1969 – Gianni Rivera (ITA) – Milan
1970 – Gerd Müller (ALE) – Bayern de Munique
1971 – Johan Cruijff (HOL) – Ajax
1972 – Franz Beckenbauer (ALE) – Bayern de Munique
1973 – Johan Cruijff (HOL) – Barcelona
1974 – Johan Cruijff (HOL) – Barcelona
1975 – Oleg Blokhin (UCR) – Dínamos de Kiev
1976 – Beckenbauer (ALE) – Bayer de Munique
1977 – Allan Simonsen (DIN) – Borussia Mönchengladbach
1978 – Kevin Keegan (ING) – Hamburgo
1979 – Kevin Keegan (ING) – Hamburgo
1980 – Rummenigge (ALE) – Bayern de Munique
1981 – Rummenigge (ALE) – Bayern de Munique
1982 – Paolo Rossi (ITA) – Juventus
1983 – Michel Platini (FRA) – Juventus
1984 – Michel Platini (FRA) – Juventus
1985 – Michel Platini (FRA) – Juventus
1986 – Igor Belanov (UCR) – Dínamo de Kiev
1987 – Ruud Gullit (HOL) – Milan
1988 – Van Basten (HOL) – Milan
1989 – Van Basten (HOL) – Milan
1990 – Matthäus (ALE) – Inter de Milão
1991 – Jean-Pierre Papin (FRA) – Olympique de Marseille
1992 – Van Basten (HOL) – Milan
1993 – Baggio (ITA) – Juventus
1994 – Stoichkov (BUL) – Barcelona
1995 – Weah (LIB) – Milan
1996 – Sammer (ALE) – Borussia Dortmund
1997 – Ronaldo (BRA) – Inter de Milão
1998 – Zidane (FRA) – Juventus
1999 – Rivaldo (BRA) – Barcelona
2000 – Figo (POR) – Real Madrid
2001 – Owen (ING) – Liverpool
2002 – Ronaldo (BRA) – Real Madrid
2003 – Nedved (TCH) – Juventus
2004 – Shevchenko (UCR) – Milan
2005 – Ronaldinho Gaúcho (BRA) – Barcelona
2006 – Cannavaro (ITA) – Real Madrid
2007 – Kaká (BRA) – Milan
2008 – Cristiano Ronaldo (POR) – Manchester United
Se você é madridista de verdade, já deve ter ouvido falar que a torcida Ultras Real Madrid carrega o apelido de “Vikings”. Mas já parou para pensar de onde vem essa história? Pois é, não foi da Netflix, nem de moda passageira. Esse apelido nasceu de um período em que o Real Madrid não só jogava futebol… ele conquistava a Europa como se fosse dono do continente.
A equipe do Portal Camisa12 foi atrás dessa origem e vai te contar como os Ultras Real Madrid se conectaram com a ideia de serem os “vikings do futebol”. Spoiler: envolve goleadas históricas, invasões em campos rivais e até contratações que reforçaram essa identidade.
Embarque nessa história com a gente!
O que significa ser Ultra no futebol
Antes de entrar na história do apelido, bora entender o que é ser Ultra. E não, não é só gritar “Hala Madrid” no sofá de casa.
Ser Ultra é estar no estádio do primeiro ao último minuto. É cantar quando o time tá goleando e, principalmente, quando o time tá sofrendo. É levantar bandeira, puxar coreografia e transformar um jogo comum num espetáculo de arquibancada.
No Real Madrid, esse espírito ficou famoso com o grupo Ultras Sur, que dominou o Bernabéu nos anos 80 e 90. Só que aí tem um porém: junto com a festa, também vieram polêmicas, brigas e ideologias radicais que acabaram afastando o clube deles. Hoje, a vibe Ultra continua na Grada Fans, mas de um jeito mais controlado, sem perder a essência de empurrar o time.
Origem do apelido ‘Vikings’ no Real Madrid
Agora sim, vamos para a parte boa. Por que raios o Real Madrid ganhou esse apelido de “Vikings”?
A década de 60: quando o Real invadia a Europa
Imagina você estar em Glasgow em 1960. Final da Taça dos Campeões. Real Madrid contra Eintracht Frankfurt. Placar final: 7 a 3. Sete gols. Quem viu aquilo não esqueceu jamais.
Foi nesse cenário que a imprensa inglesa soltou a comparação: o Real Madrid jogava como verdadeiros vikings. Entravam em campo como se fosse uma invasão, conquistando territórios e deixando rivais sem chão. E convenhamos… faz todo sentido.
Os reforços nórdicos que reforçaram a lenda
A coisa não parou nos anos 60. Na década de 70, o Real trouxe jogadores que tinham tudo a ver com essa imagem de guerreiros do norte: Günter Netzer, Paul Breitner, Uli Stielike e Henning Jensen.
Altos, fortes, com aquele estilo germânico/nórdico, eles pareciam saídos direto de uma saga viking. Aí não teve jeito: o apelido colou de vez, tanto dentro quanto fora da Espanha.
Vikings e a identidade dos Ultras Real Madrid
A torcida comprou a ideia e transformou o apelido em identidade. Grupos como o Orgullo Vikingo nasceram justamente para carregar esse símbolo. E se você já foi ao Bernabéu, sabe que a festa é coisa séria: bandeiras com dragões, gritos de guerra e uma atmosfera que faz qualquer rival se sentir “invadido” dentro de campo.
Para os Ultras Real Madrid, ser chamado de Viking não é só questão de história. É sobre atitude: estar pronto para apoiar sempre, encarar qualquer rival e manter a fama do clube como o verdadeiro Rei da Europa.
Cultura madridista além dos Ultras
Claro que a torcida do Real não se resume aos Ultras. A identidade madridista tem vários símbolos que carregam a tradição do clube. Vamos relembrar alguns:
Madridista: qualquer torcedor do Real Madrid.
Hala Madrid!… y nada más: o hino que arrepia a arquibancada inteira.
Los Blancos: referência ao uniforme branco que virou marca registrada.
Rey de Europa: título que ninguém tira, afinal, são 15 Champions na conta.
E aí entra também o apelido “Vikings”, que completa esse pacote e mostra como o Real é visto: não apenas como um time, mas como uma lenda que atravessa gerações.
O que restou dos Ultras hoje
Madrid. A Grada Fans manteve a chama acesa, com cantos e coreografias que seguem empurrando o time em grandes noites europeias.
Ou seja: o espírito viking continua ali, vivo, pronto para lembrar que, quando o Real entra em campo, não tem meio-termo. É conquistar ou conquistar.
FAQs sobre Ultras Real Madrid e o apelido Vikings
1. Quem são os Ultras Real Madrid?
São torcedores organizados que apoiam o clube com cantos, bandeiras e coreografias, especialmente no Santiago Bernabéu.
2. O clube reconhece oficialmente esses grupos?
Não. Depois de anos de polêmicas com o Ultras Sur, o Real passou a apoiar apenas setores organizados mais controlados, como a Grada Fans.
3. Por que a torcida do Real Madrid é chamada de Vikings?
Porque nos anos 60 o time dominava a Europa como uma invasão, e depois recebeu jogadores nórdicos que reforçaram o apelido.
4. O apelido Vikings tem ligação com violência?
Não. Ele surgiu pela força do Real em campo, não por causa do comportamento da torcida.
5. Existem grupos que usam esse apelido oficialmente?
Sim. O Orgullo Vikingo é um exemplo de torcida que assumiu essa identidade.
Conclusão
No fim das contas, o apelido “Vikings” é um símbolo perfeito do que o Real Madrid representa: conquista, força e dominação europeia. Ele nasceu dos anos dourados do clube, ganhou força com jogadores nórdicos e hoje faz parte do DNA da torcida Ultras Real Madrid.
A equipe do Portal Camisa12 trouxe essa história porque acredita que futebol é muito mais do que gols. É cultura, é identidade, é arquibancada. E se você é madridista, já sabe: vestir essa camisa é carregar um legado que ninguém tira.