Categoria: Liga Europa

  • Endrick é o futuro da Seleção, mas o Brasil não sabe esperar

    Endrick é o futuro da Seleção, mas o Brasil não sabe esperar

    O tempo é uma coisa curiosa. Em alguns momentos, passa devagar demais. Em outros, corre sem pedir licença. Há situações em que poucos minutos parecem anos, e outras em que anos passam sem que a gente perceba. O tempo não é igual para todos. Ele depende do lugar, do contexto e, principalmente, da paciência de quem observa.

    No futebol brasileiro, essa paciência quase nunca existiu.

    Aqui, o tempo é curto. Curtíssimo. O jogador precisa estar pronto agora. Precisa decidir agora. Precisa carregar um país inteiro nas costas antes mesmo de aprender a lidar com a própria carreira e com o próprio ego. Não existe processo, amadurecimento ou erro aceitável. Existe cobrança imediata. E, quase sempre, injusta.

    Esse comportamento diz muito sobre nós. O brasileiro ama o futebol, mas trata seus talentos com pressa. Cria ídolos em um jogo e destrói no seguinte. Vive à procura do próximo salvador da pátria, como se uma geração inteira pudesse ser resumida a um único nome. E, misturada a esse imediatismo, existe a velha síndrome de vira-lata: só acreditamos totalmente quando o mundo o valida, e às vezes nem isso.

    Eu lembro claramente do dia em que João Pedro, ainda no Fluminense, marcou aquele gol de bicicleta contra o Cruzeiro. Foi um daqueles lances raros, que nos fazia voltar o vídeo infinitas vezes só para poder ver novamente. No dia seguinte, o discurso já estava pronto: “novo Ronaldo”, “futuro camisa 9 da Seleção”, “salvação do futebol brasileiro”. Bastou a primeira oscilação de um garoto, algo absolutamente normal, para o tom mudar. Vieram as críticas e a impaciência. Hoje, João Pedro joga no Chelsea, provando que o talento nunca desapareceu. O problema era o tempo que não foi dado.

    Com Endrick, a história se repete, talvez de forma ainda mais intensa.

    Endrick é extremamente talentoso. Isso não está em discussão. Ele é forte, rápido, inteligente e competitivo. Mais do que isso, tem personalidade. Nunca se escondeu de um jogo grande. Pelo Palmeiras, decidiu partidas importantes e mostrou maturidade rara para alguém tão jovem. A virada histórica contra o Botafogo é um exemplo claro: Endrick chamou a responsabilidade quando o jogo parecia perdido, isto não é normal de um garoto.

    Mesmo assim, quando chegou ao Real Madrid, o relógio foi zerado. Cada partida virou uma martelada definitiva sobre o futuro do atacante. Cada jogo sem gol virou motivo de dúvida, cada partida sem jogar, um novo meme surgia nas redes sociais. Como se fosse simples chegar ao maior clube do mundo, com 18 anos, mudar de país, de idioma, de cultura, competir com jogadores prontos e ainda assim decidir imediatamente.

    Isso não é análise. É ansiedade.

    Endrick acaba virando alvo não pelo que faz, mas pelo que representa: a esperança de um país que perdeu referência e quer encontrá-la rápido demais.

    Endrick não precisa ser o novo Ronaldo. Não precisa carregar sozinho a Seleção Brasileira. Ele precisa de tempo. 

    E o que acontece quando este tempo é dado? O que acontece quando o tempo joga a favor de Endrick, e não contra? Ele entrega. O empréstimo ao Lyon não é fuga, nem retrocesso, é apenas dar a ele o que ele sempre quis: Tempo.

    Quando tem sequência, cresce. Quando não é tratado como solução imediata de tudo, joga futebol. E que belo futebol Endrick vem mostrando na França. Até aqui são 4 jogos, 4 gols e 1 assistência. O Jovem jogador Brasileiro, no seu primeiro mês no novo clube, já foi eleito o melhor jogador de Janeiro da League One.

    Mas, o torcedor brasileiro não pode cometer o erro de ler esse momento como confirmação apressada de genialidade, nem como redenção definitiva. Precisa ler como processo. Como consequência natural de quem sempre teve futebol, mas agora tem algo ainda mais valioso.

  • Porto anuncia contratação de Thiago Silva, ex-Fluminense

    Porto anuncia contratação de Thiago Silva, ex-Fluminense

    O Porto pegou todos de surpresa neste sábado (20/12) e anunciou a contratação do zagueiro Thiago Silva. O ex-defensor do Fluminense acertou com o clube português em um acordo até o meio do ano, válido até o fim da atual temporada do futebol europeu.

    No acordo firmando entre as duas partes, ainda existe a possibilidade de uma extensão contratual de mais um ano, válido até junho de 2027. Caso isto seja firmando, Thiago Silva terá 42 anos até o fim do vínculo.

    Com o novo contrato, essa será a segunda vez que Thiago Silva defenderá as cores do Porto. A primeira passagem do zagueiro no clube português foi na temporada 2004/05, porém atuou apenas pela equipe B do Dragão.

    “Olá, nação portista. Estou aqui para anunciar meu retorno aos Dragões. Dizer o quanto estou feliz e lisonjeado por essa oportunidade. Estou super motivado, espero que possa ajudar da melhor maneira possível. Gostaria de agradecer ao presidente André Villas-Boas pela oportunidade, ao nosso Mister, Francesco Farioli também. E dizer o quanto estou ansioso por estar mais uma vez vestindo essas cores. Conto com vocês”, declarou Thiago Silva, em vídeo divulgado pelo Porto em suas redes sociais.

    Aos 41 anos, Thiago Silva retorna ao futebol europeu após duas temporadas atuando pelo Fluminense, com quem tinha contrato até o meio de 2026. Contudo, o zagueiro decidiu finalizar seu vínculo ao fim da participação do tricolor na Copa do Brasil, anunciando a decisão após a eliminação do clube.

    O defensor já estava estudando maneiras de retornar à Europa, visando ficar mais perto de sua família, que permaneceu vivendo em Londres, enquanto ele permaneceu no Brasil. No contrato firmado com o Fluminense, Thiago Silva tinha a possibilidade de sair do clube nos últimos seis meses, por questões familiares. Antes do anúncio da rescisão, o Tricolor das Laranjeiras tentou convencê-lo a permanecer, porém sem sucesso.

    Vivendo um ótima fase na temporada, o Porto atualmente ocupa a liderança do Campeonato Português, além de seguir vivo na Taça de Portugal e Liga Europa. A contratação de Thiago Silva foi anunciada como um “presente de Natal” para a torcida.

  • Antony confessa ter ponderado proposta do Bayern, mas optou por permanecer no Betis

    Antony confessa ter ponderado proposta do Bayern, mas optou por permanecer no Betis

    O atacante brasileiro, que reencontrou a felicidade na Espanha após uma passagem difícil por Manchester, revelou ter recusado o assédio do gigante alemão para priorizar o bem-estar familiar e a paz de espírito.

    Após um período turbulento na Inglaterra, Antony reencontrou a estabilidade e a alegria de jogar no Real Betis, na Espanha. Essa fase de recuperação foi tão importante que o atacante, ex-São Paulo, revelou ter «balançado muito» com uma proposta formal do Bayern de Munique, mas decidiu rejeitar a transferência.

    O próprio jogador admitiu que o contato de Vincent Kompany, técnico do clube bávaro, o fez pensar:

    «Querendo ou não, me balançou muito. Pela grandeza do clube, pela grandeza do treinador e pela forma que ele me abordou que ele conversou comigo», confessou.

    Créditos: Fran Santiago/Getty Images

    O peso da família e o reencontro com as origens

    Antony explicou que a decisão de não se mudar para Munique foi motivada pela busca por felicidade e bem-estar familiar, priorizando a estabilidade que encontrou em Sevilha.

    «Mas o que pesou bastante é a decisão em família também, cara. É olhar para os meus filhos. O Lorenzo ama esse lugar, ama essa cidade», disse o jogador, citando o filho. «Quando a gente estava de férias no Brasil, sem saber de nada, ele sempre falava: ‘Pai, quando a gente vai voltar para a Espanha?’»

    O atacante destacou que o retorno à Espanha lhe permitiu resgatar uma conexão com a sua essência, que ele denomina «Antony Favelado», no sentido de encontrar satisfação nas coisas simples, algo que havia perdido durante os momentos difíceis na Inglaterra.

    «Quando eu falo isso… eu quis dizer de encontrar comigo de novo, de me encontrar feliz, de ver a minha família ali sorrindo e eu estar conseguindo sorrir de novo, porque eu passei por alguns momentos difíceis que até um sorriso ali me custava muito», explicou, creditando ao Betis o carinho que o ajudou a se reerguer.

    Ele concluiu: «Na favela, por mais difíceis que fossem situações pelas quais estava passando, eu estava muito feliz. E eu consegui enxergar isso em mim de novo, às vezes um gesto simples, pequeno, que me fazia feliz. Então, quando eu uso essa palavra, é isso: é estar feliz em qualquer situação.»

  • Lesão de Raphinha preocupa Barcelona antes do clássico contra o Real

    Lesão de Raphinha preocupa Barcelona antes do clássico contra o Real

    O Barcelona vai ao Santiago Bernabéu neste domingo (26) para enfrentar o Real Madrid, em duelo a contar para a LaLiga, mas terá de lidar com desfalques importantes. O atacante Raphinha, que era cotado para o clássico, sofreu um revés em sua recuperação e não poderá entrar em campo.

    A confirmação foi dada durante a entrevista coletiva prévia ao jogo pelo assistente técnico Marcus Sorg, que substituiu o treinador Hansi Flick, suspenso, no comando da apresentação.

    «Qualquer time gostaria de ter um jogador como Raphinha, mas a situação é essa. Temos que lidar com isso. Ele está lesionado», afirmou Sorg.

    O brasileiro não joga desde 25 de setembro, data em que o Barcelona venceu o Real Oviedo por 3 a 1. No dia seguinte, o clube anunciou que Raphinha sofrera uma lesão muscular no bíceps femoral da coxa direita, com previsão de recuperação de três semanas. Apesar de ter voltado aos treinos nesta semana, o atacante se ausentou da atividade de sexta-feira (24) e, segundo o site The Athletic, deve permanecer afastado por mais um mês.

    Raphinha, atacante brasileiro do FC Barcelona

    O desfalque de Raphinha se soma a uma série de problemas físicos que vêm afetando o Barcelona desde o início da temporada. O departamento médico tem lidado com lesões em posições-chave, especialmente na faixa central e no ataque, que já perdeu Lewandowski e Ferran Torres durante a campanha.

    Entre os atacantes, apenas Ferran Torres se recuperou a tempo de enfrentar o Real Madrid, embora o assistente não tenha confirmado se ele será titular. Outras opções para o setor ofensivo incluem Rashford, que vem se destacando nesta temporada, e Fermín López, autor de boa atuação contra o Olympiacos.

    «Temos jogadores o suficiente para competir. No Bernabéu, você nunca sabe o que pode acontecer, mas estamos preparados», concluiu Sorg, mantendo a confiança apesar das ausências.

  • Golden Boy 2025: Estevão é o único brasileiro entre os 20 finalistas; veja lista completa

    Golden Boy 2025: Estevão é o único brasileiro entre os 20 finalistas; veja lista completa

    Estevão, revelado pelo Palmeiras e atualmente no Chelsea, é o único representante brasileiro entre os 20 finalistas do Golden Boy 2025, prêmio organizado pelo jornal italiano Tuttosport.

    A premiação é o melhor jogador sub-21 da temporada 2024/25. A lista conta com nomes promissores do futebol mundial, incluindo Arda Güler e Mastantuono, do Real Madrid, e Doué, do PSG.

    Leia também: UEFA anuncia revolução na Champions League

    Com seis jogadores entre os finalistas, a França se consolida como a principal força jovem do futebol europeu. O destaque vai para Désiré Doué, do PSG, e Leny Yoro, do Manchester United.

    O Real Madrid aparece com três nomes: Arda Güler, Mastantuono e Huijsen, reforçando a política merengue de investir em jovens. Já o PSG conta com três: Doué, Senny Mayulu e Zaïre-Emery.

    Leia também: Vencedores da Bola de Ouro de 1956 até 2025

    Aos 18 anos, Estevão é considerado uma das maiores promessas do futebol brasileiro. Formado no Palmeiras, o atacante foi vendido ao Chelsea em 2024 por 61,5 milhões de euros (R$ 389 milhões).

    Estêvão no jogo entre Brasil x Japão – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

    Lista dos finalistas do Golden Boy 2025

    Confira os 20 jogadores que concorrem ao Golden Boy 2025:

    • Mamadou Sarr (Strasbourg)
    • Pau Cubarsí (Barcelona)
    • Désiré Doué (PSG)
    • Dean Huijsen (Real Madrid)
    • Kenan Yildiz (Juventus)
    • Myles Lewis-Skelly (Arsenal)
    • Warren Zaïre-Emery (PSG)
    • Arda Güler (Real Madrid)
    • Franco Mastantuono (Real Madrid)
    • Ethan Nwaneri (Arsenal)
    • Jorrel Hato (Chelsea)
    • Geovany Quenda (Sporting)
    • Estêvão (Chelsea)
    • Leny Yoro (Manchester United)
    • Senny Mayulu (PSG)
    • Nico O’Reilly (Manchester City)
    • Eliesse Ben Seghir (Bayer Leverkusen)
    • Victor Froholdt (Porto)
    • Lucas Bergvall (Tottenham)
    • Archie Gray (Tottenham)

    Tradição e prestígio do prêmio Golden Boy

    Criado em 2003, o prêmio é um dos mais tradicionais do futebol europeu. Organizado pelo jornal Tuttosport, o troféu reconhece o melhor jogador sub-21 atuando em clubes da Europa.

    O prêmio já foi conquistado por Lionel Messi, Mbappé e Haaland. Lamine Yamal, do Barcelona, não pode concorrer novamente, já que o regulamento impede vitórias consecutivas.

  • Ranking da Bola de Ouro atualizado: Brasil em 6° lugar; Argentina e França no topo

    Ranking da Bola de Ouro atualizado: Brasil em 6° lugar; Argentina e França no topo

    A cerimônia da Bola de Ouro de 2025 agitou o mundo do futebol na última segunda-feira (22/09), coroando Ousmane Dembélé, atacante do PSG, como o mais novo dono da honraria.

    Ao faturar o prêmio, o atacante francês não apenas conquistou seu primeiro troféu individual, mas também colocou a França no topo de um ranking histórico ao lado da Argentina.

    Leia também: veja as ganhadoras da Bola de Ouro Feminina

    A nova contagem da premiação da revista France Football tem os franceses empatados com os argentinos. Essa disputa pelo topo é um dos pontos mais fascinantes da história da premiação.

    Mesmo sem um título recente, sendo o último Kaká em 2007, o Brasil é cheia de glórias, com quatro jogadores imortais na galeria dos vencedores. Relembre quem já faturou o prêmio:

    • Ronaldo (1997 e 2002)
    • Rivaldo (1999)
    • Ronaldinho Gaúcho (2005)
    • Kaká (2007)

    Vale lembrar que, até o ano de 1995, apenas jogadores europeus podiam ser premiados. Essa regra mudou e abriu as portas para craques de todo o mundo, como os atletas brasileiros.

    Ranking da Bola de Ouro por países

    É importante notar, também, que os títulos da Alemanha Ocidental foram somados aos da Alemanha atual, enquanto os prêmios dados a atletas da União Soviética e da Tchecoslováquia continuam contabilizados para esses países já extintos.

    • 1. Argentina e França : 8
    • 3. Alemanha, Holanda e Portugal: 7
    • 6. Brasil, Inglaterra e Itália: 5
    • 9. Espanha: 4
    • 10. União Soviética: 3
    • 11. Bulgária, República Tcheca, Croácia, Dinamarca, Escócia, Hungria, Irlanda do Norte, Libéria, Tchecoslováquia e Ucrânia: 1

    Todos os vencedores da Bola de Ouro

    • Argentina: 8 – Messi (oito vezes)
    • França: 8 – Platini (três vezes), Raymond Kopa, Jean-Pierre Papin, Zinedine Zidane, Karim Benzema e Ousmane Dembélé (uma vez cada)
    • Alemanha: 7 – Franz Beckenbauer (duas vezes), Karl-Heinz Rummenigge (duas vezes), Gerd Muller, Lothar Matthaus e Matthias Sammer (uma vez cada)
    • Holanda: 7 – Marco van Basten (três vezes), Johan Cruyff (três vezes) e Ruud Gullit (uma vez)
    • Portugal: 7 – Cristiano Ronaldo (cinco vezes), Eusébio e Luis Figo (uma vez cada)
    • Itália: 5 – Omar Sívori, Gianni Rivera, Paolo Rossi, Roberto Baggio e Fabio Cannavaro (uma vez cada)
    • Inglaterra: 5 – Kevin Keegan (duas vezes), Stanley Matthews, Bobby Charlton e Michael Owen (uma vez cada)
    • Brasil: 5 – Ronaldo (duas vezes), Rivaldo, Ronaldinho e Kaká (uma vez cada)
    • Espanha: 4 – Alfredo Di Stéfano (duas vezes), Luís Suárez e Rodri (uma vez cada)
    • União Soviética: 3 – Lev Yashin, Oleg Blokhin e Igor Belanov (uma vez cada)
    • Bulgária: 1 – Hristo Stoichkov
    • Croácia: 1 – Luka Modric
    • República Tcheca: 1 – Pavel Nedved
    • Tchecoslováquia: 1 – Josef Masopust
    • Dinamarca: 1 – Allan Simonsen
    • Hungria: 1 – Florian Albert
    • Libéria: 1 – George Weah
    • Irlanda do Norte: 1 – George Best
    • Escócia: 1 – Denis Law
    • Ucrânia: 1 – Schevchenko
  • Os loucos dois anos de João Félix

    Os loucos dois anos de João Félix

    O fecho do mercado de transferências levou-me a recordar algumas movimentações desta janela de verão europeia e há um nome que não me sai da cabeça: João Félix. Sempre gostei do miúdo, devo ser dos poucos crentes que achava até há um
    mês que ainda ia cumprir todo o potencial que lhe foi atribuído em 2019, quando conquistou o Golden Boy. Por isso, e sobretudo enquanto português, fiquei triste quando o vi a ir para a Arábia Saudita, como fiquei com todos os portugueses que para lá foram… enfim, o dinheiro!

    Mas o caso de João Félix, daqueles que parecem quase enigmáticos no futebol, fez-me revisitar a carreira dele e apercebi-me que os últimos dois anos foram de loucos para o talentoso atacante.

    Vamos por partes para ser mais fácil, com um bocadinho de contexto. Em janeiro de 2023, após um período conturbado no Atlético Madrid, é emprestado ao Chelsea, sem sucesso. Segue-se novo empréstimo ao Barcelona no verão de 2023, com
    algum impacto, mas abaixo do esperado. Um ano depois, é transferido a título definitivo para o Chelsea. Se eu fosse o Carlo Ancelotti, franzia a sobrancelha, mas como não sou, estranhei apenas. O tempo provou-me certo e em janeiro de 2025 foi emprestado ao AC Milan, onde encontrou Sérgio Conceição. Pensei que com o treinador feroz, no bom sentido, que é Conceição, que fosse o casamento perfeito, mas o divórcio foi assinado no final da época.

    Bem, vamos respirar um pouco que isto foi muita informação. Imagine-se para um futebolista, não é?

    Ok, mais tranquilos? Prossigamos. João Félix depara-se no verão com uma situação complicada. Não, não estou a falar das férias, das saídas à noite, ou das discussões com pessoas aleatórias junto a discotecas. Mas sim do regresso ao Benfica. Parecia tudo encaminhado, finalmente voltar a casa! Será que ia relançar a carreira? Que espetáculo!

    Ups, não.

    Eis que, passados pouco mais de dois (!) anos desde o primeiro empréstimo ao Chelsea, João Félix atende a chamada de Cristiano Ronaldo e assina, a título definitivo, pelo Al Nassr.

    Que treta! Mas a reflexão deste fatídico artigo de opinião é a seguinte: como é que um jogador cuja carreira já estava instável iria reerguer-se com quatro passagens por três clubes diferentes, em três países distintos?

    O que vai na cabeça destes jogadores ou, pior, na de quem os aconselha? Ou então, o ideal mesmo é ir atrás do dinheiro. Sim, porque o Atlético Madrid já não pagava pouco a Félix… e certamente que o Chelsea ainda mais pagou!

    Pois bem, se este era o principal fator motivacional do avançado, agora está que nem o tio patinhas: a repousar numa cama com os milhões e milhões e milhões e milhões de euros que recebe na Arábia Saudita. Pessoalmente, parece-me que
    desistiu. Já não é aquele miúdo que se emocionou a vestir a camisola do Barcelona, ou que chorou após fazer um hat-trick pelo Benfica na Liga Europa.

    Desejo-lhe o melhor, porém, ainda tenho uma camisola do Atlético de Madrid com o seu nome.

  • Quais as 7 categorias da Bola de Ouro 2025? Troféu Kopa, Yashin e mais! Veja os prêmios

    Quais as 7 categorias da Bola de Ouro 2025? Troféu Kopa, Yashin e mais! Veja os prêmios

    A Bola de Ouro consagra os maiores talentos do futebol da temporada entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025, na categoria masculina e feminina.

    A 69ª edição da cerimônia, organizada pela renomada revista France Football, foi realizada na segunda-feira (22/09), no majestoso Théâtre du Châtelet, em Paris. O evento reúne a elite de atletas do mundo para premiar os que mais brilharam.

    Leia também: Vencedores da Bola de Ouro: De 1956 até 2025

    A lista de indicados estava repleta de craques de diferentes ligas e seleções, com a presença de jogadores brasileiros nas categorias.

    A premiação não se restringiu apenas ao prêmio de melhor jogador e melhor jogadora. Outras trófeus individuais importantes serão entregues, reconhecendo o talento em diversas posições.

    Ousmane Dembélé com a taça da Champions League 2024/25 – Foto: Instagram

    Todas as 7 categorias da Bola de Ouro 2025

    Para a análise, a organização considera o trabalho até a final do Mundial de Clubes (13 de julho) para a categoria masculina e a decisão da Copa América (2 de agosto) para a feminina.

    • Bola de Ouro: Melhor jogador e melhor jogadora da temporada.
    • Troféu Yashin: Condecora o melhor goleiro e a melhor goleira.
    • Troféu Kopa: Premia os melhores jogadores sub-21, no masculino e feminino.
    • Troféu Gerd Müller: Para o artilheiro do ano.
    • Troféu Cruyff: Reconhece o melhor treinador no futebol masculino e feminino.
    • Time do Ano: As seleções ideais masculinas e femininas da temporada.
    • Prêmio Sócrates: Homenageia atletas engajados em causas sociais.
  • Vencedores da Bola de Ouro: 1956 até 2025! Veja a lista dos 69 ganhadores na história

    Vencedores da Bola de Ouro: 1956 até 2025! Veja a lista dos 69 ganhadores na história

    A Bola de Ouro, premiação que elege o melhor jogador de futebol da temporada é anualmente realizada no Théâtre du Châtelet, em Paris, pela France Football e sempre agita o fãs do futebol.

    Na 69ª edição, Raphinha e Vinicius Júnior representaram a chance do Brasil voltar a ter um vencedor depois de mais de uma década, mas a expectiva pelo atacante do Barcelona não se concretizou.

    Leia também: Quais as 7 categorias da Bola de Ouro? Veja

    Ele terminou apenas na quinta colocação. Portanto, a última vez de um brasileiro em primeiro segue sendo com Kaká, em 2007. No entanto, muitos ainda consideram injusto o fato de Vinicius Júnior ter perdido o prêmio para o espanhol Rodri, na tempora passada.

    Kaká recebe a Bola de Ouro em 2007 — Foto: Divulgação/Ballon d’Or

    Apesar da expectativa dos torcedores brasileiros, a disputa é acirrada e conta com outros jogadores de destaque, como o francês Ousmane Dembélé, que conquistou a Champions League 2024/25 pelo PSG, e tem sido apontado como o favorito.

    Todos os 69 vencedores da Bola de Ouro

    A Argentina lidera o ranking de países com mais conquistas, totalizando oito troféus, todos pertencentes à Lionel Messi, o maior vencedor individual da história da categoria masculina.

    Leia também: todas as vencedoras da Bola de Ouro Feminina

    Logo atrás, com sete títulos cada, vêm Alemanha, Holanda e Portugal. O Brasil soma cinco conquistas: Ronaldo (1997 e 2002), Rivaldo (1999), Ronaldinho Gaúcho (2005) e Kaká (2007).

    O prêmio, historicamente dado a atacantes e meio-campistas, já teve exceções notáveis: o goleiro russo Lev Yashin em 1963, e o zagueiro italiano Fabio Cannavaro em 2006, provando que a excelência em qualquer posição pode ser reconhecida.

    • 1956 – Stanley Matthews (ING) – Blackpool
    • 1957 – Di Stéfano (ESP) – Real Madrid
    • 1958 – Raymond Kopa (FRA) – Real Madrid
    • 1959 – Di Stéfano (ESP) – Real Madrid
    • 1960 – Luis Suárez (ESP) – Barcelona
    • 1961 – Sivori (ITA) – Juventus
    • 1962 – Josef Masopust (TCH) – Dukla Praga
    • 1963 – Yashin (RUS) – Dínamo de Moscou
    • 1964 – Denis Law (ESC) – Manchester United
    • 1965 – Eusébio (POR) – Benfica
    • 1966 – Bobby Charlton (ING) – Manchester United
    • 1967 – Flórián Albert (HUN) – Ferencváros
    • 1968 – George Best (NIRL) – Manchester United
    • 1969 – Gianni Rivera (ITA) – Milan
    • 1970 – Gerd Müller (ALE) – Bayern de Munique
    • 1971 – Johan Cruijff (HOL) – Ajax
    • 1972 – Franz Beckenbauer (ALE) – Bayern de Munique
    • 1973 – Johan Cruijff (HOL) – Barcelona
    • 1974 – Johan Cruijff (HOL) – Barcelona
    • 1975 – Oleg Blokhin (UCR) – Dínamos de Kiev
    • 1976 – Beckenbauer (ALE) – Bayer de Munique
    • 1977 – Allan Simonsen (DIN) – Borussia Mönchengladbach
    • 1978 – Kevin Keegan (ING) – Hamburgo
    • 1979 – Kevin Keegan (ING) – Hamburgo
    • 1980 – Rummenigge (ALE) – Bayern de Munique
    • 1981 – Rummenigge (ALE) – Bayern de Munique
    • 1982 – Paolo Rossi (ITA) – Juventus
    • 1983 – Michel Platini (FRA) – Juventus
    • 1984 – Michel Platini (FRA) – Juventus
    • 1985 – Michel Platini (FRA) – Juventus
    • 1986 – Igor Belanov (UCR) – Dínamo de Kiev
    • 1987 – Ruud Gullit (HOL) – Milan
    • 1988 – Van Basten (HOL) – Milan
    • 1989 – Van Basten (HOL) – Milan
    • 1990 – Matthäus (ALE) – Inter de Milão
    • 1991 – Jean-Pierre Papin (FRA) – Olympique de Marseille
    • 1992 – Van Basten (HOL) – Milan
    • 1993 – Baggio (ITA) – Juventus
    • 1994 – Stoichkov (BUL) – Barcelona
    • 1995 – Weah (LIB) – Milan
    • 1996 – Sammer (ALE) – Borussia Dortmund
    • 1997 – Ronaldo (BRA) – Inter de Milão
    • 1998 – Zidane (FRA) – Juventus
    • 1999 – Rivaldo (BRA) – Barcelona
    • 2000 – Figo (POR) – Real Madrid
    • 2001 – Owen (ING) – Liverpool
    • 2002 – Ronaldo (BRA) – Real Madrid
    • 2003 – Nedved (TCH) – Juventus
    • 2004 – Shevchenko (UCR) – Milan
    • 2005 – Ronaldinho Gaúcho (BRA) – Barcelona
    • 2006 – Cannavaro (ITA) – Real Madrid
    • 2007 – Kaká (BRA) – Milan
    • 2008 – Cristiano Ronaldo (POR) – Manchester United
    • 2009 – Messi (ARG) – Barcelona
    • 2010 – Messi (ARG) – Barcelona
    • 2011 – Messi (ARG) – Barcelona
    • 2012 – Messi (ARG) – Barcelona
    • 2013 – Cristiano Ronaldo (POR) – Real Madrid
    • 2014 – Cristiano Ronaldo (POR) – Real Madrid
    • 2015 – Messi (ARG) – Barcelona
    • 2016 – Cristiano Ronaldo (POR) – Real Madrid
    • 2017 – Cristiano Ronaldo (POR) – Real Madrid
    • 2018 – Modric (CRO) – Real Madrid
    • 2019 – Messi (ARG) – Barcelona
    • 2020 – Não teve premiação
    • 2021 – Messi (ARG) – PSG
    • 2022 – Benzema (FRA) – Real Madrid
    • 2023 – Messi (ARG) – Inter Miami
    • 2024 – Rodri (ESP) – Manchester City
    • 2025 – Dembélé (FRA) – PSG
  • Ultras do Real Madrid: como o apelido ‘Vikings’ nasceu da dominação europeia dos anos 60

    Ultras do Real Madrid: como o apelido ‘Vikings’ nasceu da dominação europeia dos anos 60

    Se você é madridista de verdade, já deve ter ouvido falar que a torcida Ultras Real Madrid carrega o apelido de “Vikings”. Mas já parou para pensar de onde vem essa história? Pois é, não foi da Netflix, nem de moda passageira. Esse apelido nasceu de um período em que o Real Madrid não só jogava futebol… ele conquistava a Europa como se fosse dono do continente.

    A equipe do Portal Camisa12 foi atrás dessa origem e vai te contar como os Ultras Real Madrid se conectaram com a ideia de serem os “vikings do futebol”. Spoiler: envolve goleadas históricas, invasões em campos rivais e até contratações que reforçaram essa identidade.

    Embarque nessa história com a gente!

    O que significa ser Ultra no futebol

    Antes de entrar na história do apelido, bora entender o que é ser Ultra. E não, não é só gritar “Hala Madrid” no sofá de casa.

    Ser Ultra é estar no estádio do primeiro ao último minuto. É cantar quando o time tá goleando e, principalmente, quando o time tá sofrendo. É levantar bandeira, puxar coreografia e transformar um jogo comum num espetáculo de arquibancada.

    No Real Madrid, esse espírito ficou famoso com o grupo Ultras Sur, que dominou o Bernabéu nos anos 80 e 90. Só que aí tem um porém: junto com a festa, também vieram polêmicas, brigas e ideologias radicais que acabaram afastando o clube deles. Hoje, a vibe Ultra continua na Grada Fans, mas de um jeito mais controlado, sem perder a essência de empurrar o time.

    Origem do apelido ‘Vikings’ no Real Madrid

    Agora sim, vamos para a parte boa. Por que raios o Real Madrid ganhou esse apelido de “Vikings”?

    A década de 60: quando o Real invadia a Europa 

    Imagina você estar em Glasgow em 1960. Final da Taça dos Campeões. Real Madrid contra Eintracht Frankfurt. Placar final: 7 a 3. Sete gols. Quem viu aquilo não esqueceu jamais.

    Foi nesse cenário que a imprensa inglesa soltou a comparação: o Real Madrid jogava como verdadeiros vikings. Entravam em campo como se fosse uma invasão, conquistando territórios e deixando rivais sem chão. E convenhamos… faz todo sentido.

    Os reforços nórdicos que reforçaram a lenda 

    A coisa não parou nos anos 60. Na década de 70, o Real trouxe jogadores que tinham tudo a ver com essa imagem de guerreiros do norte: Günter Netzer, Paul Breitner, Uli Stielike e Henning Jensen.

    Altos, fortes, com aquele estilo germânico/nórdico, eles pareciam saídos direto de uma saga viking. Aí não teve jeito: o apelido colou de vez, tanto dentro quanto fora da Espanha.

    Vikings e a identidade dos Ultras Real Madrid

    A torcida comprou a ideia e transformou o apelido em identidade. Grupos como o Orgullo Vikingo nasceram justamente para carregar esse símbolo. E se você já foi ao Bernabéu, sabe que a festa é coisa séria: bandeiras com dragões, gritos de guerra e uma atmosfera que faz qualquer rival se sentir “invadido” dentro de campo.

    Para os Ultras Real Madrid, ser chamado de Viking não é só questão de história. É sobre atitude: estar pronto para apoiar sempre, encarar qualquer rival e manter a fama do clube como o verdadeiro Rei da Europa.

    Cultura madridista além dos Ultras

    Claro que a torcida do Real não se resume aos Ultras. A identidade madridista tem vários símbolos que carregam a tradição do clube. Vamos relembrar alguns:

    • Madridista: qualquer torcedor do Real Madrid.
    • Hala Madrid!… y nada más: o hino que arrepia a arquibancada inteira.
    • Los Blancos: referência ao uniforme branco que virou marca registrada.
    • Rey de Europa: título que ninguém tira, afinal, são 15 Champions na conta.

    E aí entra também o apelido “Vikings”, que completa esse pacote e mostra como o Real é visto: não apenas como um time, mas como uma lenda que atravessa gerações.

    O que restou dos Ultras hoje

    Madrid. A Grada Fans manteve a chama acesa, com cantos e coreografias que seguem empurrando o time em grandes noites europeias.

    Ou seja: o espírito viking continua ali, vivo, pronto para lembrar que, quando o Real entra em campo, não tem meio-termo. É conquistar ou conquistar.

    FAQs sobre Ultras Real Madrid e o apelido Vikings

    1. Quem são os Ultras Real Madrid?

    São torcedores organizados que apoiam o clube com cantos, bandeiras e coreografias, especialmente no Santiago Bernabéu.

    2. O clube reconhece oficialmente esses grupos?

    Não. Depois de anos de polêmicas com o Ultras Sur, o Real passou a apoiar apenas setores organizados mais controlados, como a Grada Fans.

    3. Por que a torcida do Real Madrid é chamada de Vikings?

    Porque nos anos 60 o time dominava a Europa como uma invasão, e depois recebeu jogadores nórdicos que reforçaram o apelido.

    4. O apelido Vikings tem ligação com violência?

    Não. Ele surgiu pela força do Real em campo, não por causa do comportamento da torcida.

    5. Existem grupos que usam esse apelido oficialmente?

    Sim. O Orgullo Vikingo é um exemplo de torcida que assumiu essa identidade.

    Conclusão

    No fim das contas, o apelido “Vikings” é um símbolo perfeito do que o Real Madrid representa: conquista, força e dominação europeia. Ele nasceu dos anos dourados do clube, ganhou força com jogadores nórdicos e hoje faz parte do DNA da torcida Ultras Real Madrid.

    A equipe do Portal Camisa12 trouxe essa história porque acredita que futebol é muito mais do que gols. É cultura, é identidade, é arquibancada. E se você é madridista, já sabe: vestir essa camisa é carregar um legado que ninguém tira.