A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) assinou nesta sexta-feira contrato com a Genius Sports para a implantação do impedimento semiautomático (SAOT) no futebol brasileiro.
A tecnologia será utilizada a partir da temporada de 2026 e estará presente nos jogos da Série A do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil até 2027.
A parceria também inclui sistemas avançados de rastreamento de jogadores, árbitros e da bola, além de uma plataforma completa de análise tática e de desempenho — tudo integrado ao VAR da Hawk-Eye, já utilizado pela entidade.
Impedimento semiautomático no futebol brasileiro
A confirmação do SAOT ocorre dias após o coordenador de arbitragem da CBF, Samir Xaud, anunciar a novidade durante a inauguração do Grupo de Trabalho da Arbitragem.
Com o contrato agora assinado, o presidente da CBF celebrou o avanço tecnológico implementado.
Presidente da CBF destaca transparência e credibilidade
“Estamos dando mais um passo decisivo na modernização do futebol brasileiro. A chegada do impedimento semiautomático não é apenas inovação tecnológica, mas uma medida concreta para aumentar precisão, transparência e credibilidade da arbitragem. Seguiremos trabalhando para que nossas competições sejam referência em qualidade e justiça”, afirmou.
Como funcionará o impedimento semiautomático no Brasil?
Segundo o contrato, a Genius Sports terá até 10 de janeiro de 2026 para certificar o sistema SAOT em todos os 27 estádios participantes da Série A. Para isso, cada praça esportiva receberá:
Estrutura obrigatória
24 câmeras exclusivas para rastreamento
Servidor Genius dedicado instalado no estádio
Conexão mínima de 700 Mbps
Garantia de estabilidade estrutural e ausência de vibrações nas câmeras
A tecnologia mapeia automaticamente a posição dos atletas e da bola, permitindo decisões mais rápidas e precisas em lances de impedimento — reduzindo erros humanos e encurtando a duração das checagens do VAR.
Samir Xaud, atual presidente da CBF. Rafael Ribeiro/CBF
Integração com o VAR e ganhos esperados
O sistema funcionará em sincronia com o VAR atual, agilizando análises, padronizando decisões e oferecendo mais confiabilidade aos torcedores, clubes e árbitros.
A expectativa da CBF é que o SAOT ajude a diminuir polêmicas, padronizar critérios e elevar o nível de profissionalismo das competições nacionais, colocando o Brasil em linha com as principais ligas europeias.
A aproximação da reabertura da janela de transferências já movimenta o mercado europeu, e o zagueiro Félix Torres, do Corinthians, voltou ao radar internacional.
Segundo o jornalista Matteo Moretto, do Marca, Osasuna, Getafe e “outras equipes de LaLiga” acompanham de perto a situação do defensor, com possibilidade de apresentar propostas em janeiro de 2026, quando a janela espanhola abrir.
El defensa central ecuatoriano Félix Torres se ha convertido en uno de los nombres más observados por varios clubes españoles de cara al próximo mercado de invierno.
Osasuna y Getafe, entre otros equipos de LaLiga, siguen de cerca su situación y valoran seriamente la…
A janela de transferências na Espanha ficará aberta entre 1º de janeiro e 2 de fevereiro.
Perda de espaço no Corinthians
No Timão, Félix Torres vive seu pior momento desde a chegada ao clube. O zagueiro perdeu totalmente o prestígio que tinha no início da temporada e se tornou a última opção da defesa.
Números preocupantes de participação
Atuou em apenas 9 dos 36 jogos sob comando de Dorival Júnior
Está no banco desde 3 de agosto, quando atuou improvisado na lateral no empate com o Fortaleza
Sua última partida ocorreu em 27 de agosto, na vitória por 1 a 0 sobre o Athletico-PR pela Copa do Brasil
O equatoriano também apresenta sinais de abatimento, segundo avaliação interna, o que acende o alerta da comissão técnica.
Integrado à seleção do Equador, ele não saiu do banco no amistoso recente contra o Canadá, que terminou 0 a 0.
Apesar disso, seu nome segue em alta no radar europeu, especialmente para clubes que buscam zagueiros experientes com valor de mercado acessível.
Transfer ban do Corinthians
O momento coincide com um problema extracampo do Corinthians: o transfer ban imposto pelo Santos Laguna, seu ex-clube no México.
O Timão precisa pagar aproximadamente R$ 40 milhões até dezembro para voltar a registrar novos atletas.
Essa combinação — perda de espaço, desgaste emocional e dificuldade do clube no mercado — pode facilitar uma eventual saída em janeiro.
O Corinthians estuda uma alternativa institucional para quitar a dívida da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal, segundo revelou o jornalista Juca Kfouri. O débito se arrasta desde a construção do estádio, iniciada em 2011.
A diretoria avalia a possibilidade de negociar diretamente com a Caixa a venda dos naming rights do estádio, além de oferecer ao banco estatal a chance de se tornar o patrocinador máster.
Neo Química tem contrato até 2040
Embora o projeto ganhe força internamente, esbarra em obstáculos importantes. O primeiro é o rompimento do atual contrato com a Neo Química, cujo naming rights segue válido até 2040. A rescisão implicaria custos significativos.
Discussão também envolve impacto político
Outro ponto sensível é o possível impacto político da operação. Como a Caixa é um banco público, eventuais acordos com o Corinthians poderiam ganhar forte repercussão, especialmente pela relação histórica do clube com o presidente Lula.
Internamente, porém, a diretoria vê a possibilidade como uma alternativa real e promissora para encerrar a dívida.
Torcida organizada mantém campanha
Enquanto o clube negocia soluções estruturais, a principal torcida organizada do clube, Gaviões da Fiel, segue ativa na campanha “DOE ARENA CORINTHIANS”. No fim de outubro, a Gaviões anunciou o pagamento das parcelas 211 e 212:
211ª parcela: R$ 1.596,91
212ª parcela: R$ 1.117,79
Corinthians e Caixa mantêm silêncio público
Nem o Corinthians nem a Caixa Econômica Federal confirmam oficialmente qualquer conversa sobre o acordo.
Gramado da Neo Química Arena – Foto: Agência Corinthians
Nos bastidores, porém, fontes do clube afirmam que a diretoria considera a proposta uma solução concreta para encerrar a dívida histórica da arena, que já ultrapassa uma década.
A implementação da torcida única em jogos de futebol no Brasil é uma das medidas mais polêmicas e debatidas nos últimos anos. Embora contrarie a essência da rivalidade e da festa nas arquibancadas, essa restrição visa, primordialmente, combater a violência entre torcidas organizadas e garantir a segurança do público, das autoridades e dos próprios jogadores.
O Contexto e a Frequência da Medida
A torcida única costuma ser adotada, principalmente, em clássicos regionais de grande rivalidade. O estado de São Paulo é o exemplo mais emblemático e pioneiro na adoção contínua da medida. Desde 2016, os confrontos entre Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos (os «Quatro Grandes» de São Paulo) têm a presença restrita apenas aos torcedores do time mandante. Essa decisão, exigida pelo Ministério Público (MP) após graves incidentes de violência, tornou-se permanente em jogos realizados no estado.
Além de São Paulo, outros estados, como Bahia (nos BaVis), Goiás (em alguns clássicos), Minas Gerais (em Atlético-MG x Cruzeiro, por acordo recente entre os clubes e o MP, pelo menos até 2025) e Pernambuco, já aplicaram ou adotam o modelo de torcida única em seus clássicos de maior apelo.
Créditos: Marcos Ribolli
A frequência, portanto, é maior em:
Clássicos Estaduais com histórico recente ou constante de confrontos violentos.
Partidas em estados que já possuem regulamentação específica (como São Paulo).
Jogos pontuais em competições nacionais (Brasileirão, Copa do Brasil) ou continentais (Libertadores, Sul-Americana), quando o Ministério Público local ou a autoridade de segurança faz uma recomendação baseada em relatórios de risco, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ou a Conmebol a acatam.
Motivação: A Violência Extrema
O principal motor da torcida única é a escalada da violência praticada por membros de torcidas organizadas rivais. As brigas, emboscadas e vandalismos — que muitas vezes resultam em feridos graves e até mortes — tornaram-se um problema de segurança pública que ultrapassa as imediações do estádio.
Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo
As autoridades (MP e Polícia) argumentam que, ao concentrar apenas uma torcida no estádio, é possível:
Diminuir drasticamente os confrontos nos acessos e interior do estádio, que costumavam ser pontos de contato direto entre grupos rivais.
Facilitar o policiamento, direcionando os esforços para prevenir emboscadas e confrontos em locais mais distantes e nos arredores da cidade ou em rotas de transporte público.
Incentivar o retorno das famílias aos estádios, já que a percepção de segurança aumenta.
Críticos, contudo, apontam que a medida é um«atestado de óbito da segurança pública» e que a violência apenas é deslocada para as ruas e para os dias sem jogos, por não punir de forma eficaz os responsáveis.
Créditos: FRED MAGNO / O TEMPO
Casos Recentes e Outros Detalhes
Um exemplo notório recente fora do eixo São Paulo é o acordo firmado entre Atlético-MG e Cruzeiro para a adoção da torcida única nos clássicos em Minas Gerais, valendo, pelo menos, até o final de 2025. Essa medida foi tomada visando o controle de incidentes de violência.
Outros Detalhes:
Impacto na Emoção: Muitos torcedores e entusiastas do futebol lamentam que a torcida única retira parte da «graça» e da rivalidade sadia dos clássicos. A ausência da provocação mútua e do espetáculo visual de duas grandes torcidas colorindo o estádio é um preço alto pago pela segurança.
A «Culpa» da Impunidade: A discussão frequentemente recai sobre a impunidade. Para muitos, a solução ideal não é a restrição da presença, mas sim o investimento em tecnologias como reconhecimento facial, que permitiria identificar e banir individualmente os torcedores violentos, sem penalizar a maioria que busca apenas assistir ao jogo em paz.
Em suma, a torcida única é vista por grande parte das autoridades como um «remédio amargo, mas necessário» em um cenário onde a violência organizada ameaça a própria realização dos jogos e a vida dos cidadãos. É uma solução de caráter emergencial e que, idealmente, deveria ser temporária, mas que se arrasta há anos em alguns dos principais centros do futebol brasileiro.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre Jogos com Torcida Única
O que é a Torcida Única?
É uma restrição de segurança em que apenas os torcedores do time mandante (o time da casa) são autorizados a entrar no estádio para assistir à partida. Os torcedores da equipe visitante são proibidos de comparecer.
Qual é o principal motivo para a adoção da Torcida Única?
O principal motivo é o combate à violência extrema e aos confrontos entre membros de torcidas organizadas rivais. A medida visa garantir a segurança do público, das autoridades e dos jogadores, diante de um histórico de brigas que resultam em feridos e mortes.
Em quais estados e tipos de jogos a Torcida Única é mais comum?
A Torcida Única é mais comum e, em alguns casos, permanente, nos clássicos regionais (jogos de grande rivalidade) dos seguintes estados:
São Paulo: Desde 2016, todos os clássicos entre os «Quatro Grandes» (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos) têm torcida única.
Minas Gerais: Atualmente, os clássicos entre Atlético-MG e Cruzeiro têm um acordo de torcida única que se estende até o final de 2025.
Outros estados, como Bahia e Pernambuco, já aplicaram a medida em jogos de alto risco.
A Torcida Única é uma solução definitiva para a violência?
Não é vista como uma solução definitiva. Críticos e alguns especialistas argumentam que a Torcida Única apenas desloca a violência para as ruas, rodovias ou para os dias sem jogo, em vez de punir eficazmente os agressores. No entanto, as autoridades de segurança defendem que a medida diminui drasticamente os confrontos nas imediações e dentro dos estádios.
Qual foi o exemplo mais recente de adoção da Torcida Única mencionado no texto?
O exemplo mais recente citado é o acordo firmado entre Atlético-MG e Cruzeiro, em Minas Gerais, para que seus clássicos ocorram com torcida única até o final de 2025, visando controlar incidentes de violência e depredação.
Quem geralmente exige ou impõe a regra da Torcida Única?
Geralmente, a medida é imposta ou fortemente recomendada pelo Ministério Público (MP), em conjunto com as autoridades de Segurança Pública (Polícia), com base em relatórios de risco e no histórico de violência entre as torcidas. Em alguns casos, como em Minas Gerais, a decisão partiu de um acordo entre os próprios clubes.
Quais são os pontos negativos da Torcida Única para os torcedores?
O principal ponto negativo é a perda da essência e da emoção da rivalidade nos estádios. A ausência do espetáculo visual das duas torcidas e da provocação mútua é lamentada por muitos torcedores, que sentem que a medida retira parte da «graça» do futebol.
As equipes se enfrentaram neste Domingo (09), na Neo Química Arena, pela 33ª rodada do Brasileirão 2025.
Vitória histórica! Ceará quebra tabu e vence o Corinthians na Neo Química Arena
O Ceará fez história neste domingo (03) ao vencer o Corinthians por 1 a 0, em plena Neo Química Arena, pela 33ª rodada do Brasileirão 2025. O gol da vitória foi marcado por Galeano, após rápido contra-ataque, garantindo o primeiro triunfo do Vozão como visitante contra o Timão na era dos pontos corridos.
Com o resultado, o Ceará chegou a 42 pontos, subiu para a 12ª colocação e segue sonhando com vaga na Copa Sul-Americana. Já o Corinthians amarga a segunda derrota seguida, permanece com 42 pontos e se distancia da zona de classificação para a Libertadores.
Foto: Gabriel Silva/Ceará SC
Primeiro tempo intenso: Corinthians pressiona, mas Ceará marca e leva vantagem
O Corinthians começou pressionando e dominou os primeiros 30 minutos de jogo, criando boas chances e exigindo grandes defesas do goleiro Bruno Ferreira. O Timão chegou a balançar as redes aos 20 minutos com Gustavo Henrique, mas o lance foi anulado pelo VAR devido a impedimento de Matheus Bidu.
Com boa movimentação de Garro, Bidu e Matheuzinho, o Corinthians foi perigoso nas bolas aéreas, mas faltou capricho nas finalizações. E o castigo veio rápido: em um contra-ataque letal, Galeano recebeu passe de Pedro Henrique e finalizou no canto para abrir o placar — 1 a 0 para o Ceará. Após o gol, o Vozão se fechou na defesa e segurou o ímpeto ofensivo corinthiano até o intervalo.
Foto: Renato Gizii
Segundo tempo truncado: Timão tenta reagir, mas Ceará segura o resultado
O Corinthians voltou do intervalo com mais intensidade e passou a criar chances logo nos primeiros minutos. Dieguinho foi o destaque do ataque alvinegro, com boas jogadas individuais pelo lado direito. Mesmo com a pressão, o Timão esbarrou novamente na forte marcação do Ceará e na falta de precisão nas finalizações.
Foto: Danilo Fernandes
O Vozão, por sua vez, adotou uma postura mais defensiva e apostou nos contra-ataques em velocidade. As entradas de PauloBaya e Fernandinho deram fôlego ao time, que teve oportunidades claras para ampliar o placar.
Na tentativa de mudar o cenário, DorivalJúnior lançou Romero, TallesMagno e GuiNegão — este no lugar de MemphisDepay —, mas as alterações não surtiram efeito. O Ceará manteve o controle defensivo e garantiu a vitória em Itaquera.
Destaque da partida: Dieguinho mostra raça e se destaca entre os medalhões do Timão
Foto: Danilo Fernandes
Mesmo com a derrota, o jovem Dieguinho foi o ponto alto do Corinthians. Ativo pelo lado direito, criou boas jogadas individuais e levou perigo à defesa do Ceará. Mostrou personalidade e velocidade, sendo o principal respiro ofensivo do Timão durante toda a partida.
Próximos desafios de Corinthians e Ceará
O Corinthians encara o São Paulo, no dia 20/11/2025, às 19h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena.
Destaque: Um clássico paulista decisivo, onde o Corinthians busca recuperação e reencontro com bom desempenho após tropeços recentes.
O Ceará recebe o Internacional, no dia 20/11/2025, às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza. local e data a serem confirmados.
Destaque: O Ceará chega embalado por vitória histórica e precisa manter o ritmo para seguir firme em busca de vaga em competição internacional.
As equipes se enfrentaram neste terça (04), no Wlamir Marques. pelas Quartas de Finais da Liga Nacional de Futsal.
Primeira etapa com domínio alvinegro
O Timão começou melhor e abriu o placar logo no início, com um golaço de falta do fixo Marlon. Pouco depois, Rick ampliou o marcador em jogada de sorte e oportunismo. O Magnus reagiu com o goleiro Deko, que arriscou de longe e contou com o desvio da defesa corinthiana para diminuir.
Foto: Pedro Trevisan, Magnus Futsal
A resposta veio ainda na primeira etapa: Luisinho marcou um golaço e, nos segundos finais, aproveitou um erro de passe do goleiro adversário para encobrir Deko e anotar o quarto gol alvinegro. O primeiro tempo terminou com o Corinthians em vantagem por 4 a 1, empolgando a Fiel presente no Wlamir Marques.
Pressão do Magnus no segundo tempo
Na etapa final, o Magnus voltou mais ofensivo e descontou com Rodrigo, deixando o duelo mais equilibrado. O Corinthians perdeu Vandinho, expulso após falta dura, e precisou se segurar na defesa durante os minutos finais. Mesmo com o adversário utilizando o goleiro-linha, o Timão mostrou força e manteve o placar. O jogo encerrou com o placar final de Corinthians 4 a 2 Magnus.
Foto: Pedro Trevisan, Magnus Futsal
Com o resultado, o Corinthians larga na frente na disputa por uma vaga nas semifinais da LNF. No jogo de volta, em Sorocaba, o Timão se classifica com um simples empate. Caso o Magnus vença no tempo normal, a decisão irá para a prorrogação.
Próximo confronto
O duelo de volta está marcado para a próxima terça-feira (11/11), às 21h, na Arena Sorocaba. O jogo promete ser intenso, com o Timão em busca da vaga e o Magnus tentando reverter a desvantagem.
A 31ª rodada será disputada nos dias 1º e 2 de novembro e promete emoções. A disputa pelo título, vagas na Libertadores 2026 e a briga contra o rebaixamento seguem acirradas.
Palmeiras e Flamengo disputam ponto a ponto. Os times estão separados por apenas 1 ponto. Cruzeiro e Mirassol completam o G-4, ainda com chances de conquista a taça da competição.
Você sabia que, no Brasil, as camisas das torcidas organizadas são quase tão representativas quanto os clubes em si? Se acha que se trata apenas de camisetas com logos e cores, prepare-se para explorar um mundo de símbolos, estilos e controvérsias que ultrapassam o fenômeno em volta do futebol.
Símbolos que narram histórias
Flamengo, emprega punhos cerrados e as cores vermelha e preta como emblema de resistência e paixão. Por outro lado, a Dragões da Real, do São Paulo, exibe um dragão como símbolo de força, união e coragem. Esses símbolos vão além de meramente decorativos! Eles procuram representar uma identidade coletiva, narrativas de conquistas, manifestações e tradições que perduram ao longo das gerações.
Além desses detalhes, muitos destes grupos incorporam números, lemas ou datas nas camisas. «Mas qual o significado?» você pergunta. Normalmente, fazem referência a conquistas importantes do clube ou momentos marcantes da torcida. Isso faz com que, quando um torcedor veste essa camisa, ele esteja literalmente incorporando a história e a cultura da comunidade a que pertence.
Trata-se também de uma linguagem visual: no estádio, você identifica imediatamente um membro da sua torcida pela vestimenta que ele possa usar.
Influência da moda no estilo da torcida
O estilo das camisas das torcidas organizadas vai além das arquibancadas e invade a moda que acompanhamos no dia a dia. Desde camisas oversized, até bonés, jaquetas e faixas. Todas estas peças passaram a ser itens habituais no streetwear, influenciando as coleções de marcas brasileiras como Resenha, Class e PACE.
Cada peça de roupa é uma afirmação de identidade. Os jovens adotam esses estilos para demonstrar pertencimento, atitude e ligação cultural, evidenciando que o futebol transcende o campo — é também um fenômeno social e estético.
Controvérsias que geram divisões de opinião
As camisas das torcidas organizadas não estão livres de discussão. Certos símbolos podem ser entendidos como agressivos ou ameaçadores, principalmente aqueles que relembram conflitos históricos com grupos adversários. Em algumas situações, o uso dessas camisetas é limitado em estádios por motivos de segurança.
A venda das camisas também causa controvérsia. Embora os próprios clubes celebrem a história e a cultura das torcidas que os apoiam – o que é normal, tendo em conta a forte ligação entre as duas entidades -, a venda de conteúdos da torcida e vestuário oficial do clube é geralmente feita de forma separada para não haver um entrosamento da torcida e do clube e das suas ações e vendas.
Por outro lado, os torcedores podem também contestar a autenticidade das camisas, as mudanças nos designs que possam sair dos estatutos do clube, apoiando a manutenção de tradições nas redes sociais e em canais de comunicação do clube com os torcedores.
Afinal de contas, não falamos de uma simples camisa
Em essência, cada camisa pode transformar-se num ponto de discussão e debate cultural, evidenciando que torcer está ligado à identidade, à história e até à reflexão.
O futebol brasileiro vai além de gols e triunfos: é uma paixão, uma manifestação cultural e um sentimento de pertencimento. E as camisas das torcidas organizadas representam perfeitamente essa complexidade.
Usar uma camisa de torcida organizada vai além de simplesmente apoiar um clube. Significa adotar uma história, uma identidade e uma comunidade. No Brasil, essas camisetas se tornaram autênticos ícones culturais, entre símbolos que narram histórias, estilos que impactam a moda urbana e polêmicas que provocam discussões.
Em última análise, cada camisa representa uma espécie de convite: não apenas para torcer, mas para se envolver em uma cultura vibrante, onde se pode expressar e compartilhar a paixão pelo futebol com milhares de outros fãs. E você, já decidiu a sua?
Perguntas Frequentes (FAQS)
O que é uma camisa de torcida organizada?
É uma peça de vestuário identificadora de grupos de torcedores (organizadas), com símbolos, cores e logotipos próprios, que representam identidade e pertencimento.
Por que as camisas têm símbolos próprios?
Os símbolos representam história, valores e cultura da torcida. Ex.: Raça Rubro-Negra usa punhos cerrados; Dragões da Real usa dragão como símbolo de força e união.
Como os estilos das camisas influenciam a moda?
O streetwear urbano incorporou elementos das camisas de torcidas, como oversized, bonés, jaquetas e faixas, sendo usados como expressão de identidade.
Quais são as polêmicas relacionadas com estas camisas?
Alguns símbolos podem ser vistos como agressivos ou intimidatórios. Há debates sobre a comercialização, autenticidade dos designs e restrições em estádios por questões de segurança.
As camisas têm influência cultural além do futebol?
Sim. São ícones culturais que representam pertencimento, história, identidade e manifestações urbanas, influenciando moda e comportamento social.
Nesta quarta-feira (29/10), a Federação Paulista de Futebol (FPF) derrubou a proibição de entrada das torcidas organizadas do Corinthians em jogos disputados em São Paulo.
A entidade decidiu acatar a recomendação do Ministério Público e emitiu um documento autorizando o retorno de bandeiras, instrumentos musicais e faixas das seis principais organizadas do “Clube do Povo”.
“A revogação da Portaria FPF nº 093/2025, autorizando assim a entrada nos estádios de Futebol das seguintes Torcidas Organizadas: GAVIÕES DA FIEL, CAMISA 12, FIEL MACABRA, PAVILHÃO 9, ESTOPIM DA FIEL e CORINGÃO CHOPP, da cidade de São Paulo, vinculadas ao Sport Club Corinthians Paulista”, informou a Federação.
Os torcedores corinthianos estavam proibidos de entrarem nos estádios paulistas com camisas e quaisquer outros adereços que remetessem as organizadas desde o início de abril. Na época, as torcida foram penalizadas pelo uso de rojões e sinalizadores durante a disputa da final do Campeonato Paulista, no dia 27 de março, em Itaquera.
Após meses de negociação, os representantes das organizadas reuniram-se recentemente com membros do Ministério Público e do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar, buscando uma assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta.
Com a liberação, as festas das organizadas já retornará neste próximo domingo (02/11), no jogo contra o Grêmio pela 31ª rodada do Brasileirão.
O Corinthians foi oficialmente denunciado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), pelos arremessos de objetos no gramado da Neo Química Arena, no dia 30 de julho, quando o clube enfrentou o Palmeiras no primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil.
O Clube Alvinegro foi enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), devendo ser multado em até R$ 100 mil, caso seja considerado culpado.
Na época, o árbitro Wilton Pereira Sampaio escreveu na súmula publicada no site da CBF, que houveram dois ocorridos durante a partida: lasers direcionados ao goleiro do Palmeiras, Weverton e arremessos de objetos na área técnica do Verdão.
“Aos 46 minutos do primeiro tempo, a partida foi interrompida em virtude da utilização de equipamento laser, por parte da torcida mandante, que atingiu a visão do goleiro da equipe visitante. A administração do estádio seguiu o protocolo e o incidente cessou”, escreveu Wilton Pereira Sampaio.
“Aos 39 minutos do segundo tempo, a partida foi paralisada em virtude do arremesso de diversos objetos, por parte da torcida mandante, em direção ao campo de jogo. Sendo eles isqueiros, cigarros eletrônicos e copos. Tais fatos ocorreram no local onde os atletas visitantes estavam em aquecimento, no banco de reservas e também na área técnica desta mesma equipe”, publicou o árbitro no documento.
O artigo que o Corinthians poderá ser punido, prevê o pagamento de R$ 100 a R$ 100 mil aos clubes que falharam ao “tomar providências capazes de prevenir e reprimir: I — desordens em sua praça de desporto; II — invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo; III — lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo”.
É importante ressaltar que o Palmeiras também foi denunciado no artigo 206, por conta do atraso na volta do intervalo, podendo ser punido em R$ 1 mil por minuto de atraso, ou seja, como foram três, o valor pode chegar a R$ 3 mil.
O julgamento ocorrerá na próxima sexta-feira, na sede do STJD, no Rio.