O Corinthians foi oficialmente denunciado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), pelos arremessos de objetos no gramado da Neo Química Arena, no dia 30 de julho, quando o clube enfrentou o Palmeiras no primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil.
O Clube Alvinegro foi enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), devendo ser multado em até R$ 100 mil, caso seja considerado culpado.
Na época, o árbitro Wilton Pereira Sampaio escreveu na súmula publicada no site da CBF, que houveram dois ocorridos durante a partida: lasers direcionados ao goleiro do Palmeiras, Weverton e arremessos de objetos na área técnica do Verdão.
“Aos 46 minutos do primeiro tempo, a partida foi interrompida em virtude da utilização de equipamento laser, por parte da torcida mandante, que atingiu a visão do goleiro da equipe visitante. A administração do estádio seguiu o protocolo e o incidente cessou”, escreveu Wilton Pereira Sampaio.
“Aos 39 minutos do segundo tempo, a partida foi paralisada em virtude do arremesso de diversos objetos, por parte da torcida mandante, em direção ao campo de jogo. Sendo eles isqueiros, cigarros eletrônicos e copos. Tais fatos ocorreram no local onde os atletas visitantes estavam em aquecimento, no banco de reservas e também na área técnica desta mesma equipe”, publicou o árbitro no documento.
O artigo que o Corinthians poderá ser punido, prevê o pagamento de R$ 100 a R$ 100 mil aos clubes que falharam ao “tomar providências capazes de prevenir e reprimir: I — desordens em sua praça de desporto; II — invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo; III — lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo”.
É importante ressaltar que o Palmeiras também foi denunciado no artigo 206, por conta do atraso na volta do intervalo, podendo ser punido em R$ 1 mil por minuto de atraso, ou seja, como foram três, o valor pode chegar a R$ 3 mil.
O julgamento ocorrerá na próxima sexta-feira, na sede do STJD, no Rio.
O futebol é sempre muito intenso, mas no Brasil ser torcedor de um clube é muito mais do que apoiar sua equipe! Trata-se de uma questão de identidade e pertencimento a uma comunidade.
Antes de «atacar» o tema de como é que as grande torcidas se tornaram fenômenos culturais, é necessário primeiro compreender quem são os clubes brasileiros com mais torcedores do Brasil para depois partir para uma análise mais concreta desta abordagem.
Os clubes brasileiros com maior número de torcedores
Uma pesquisa nacional feita pela Ipsos-Ipec, realizada em junho de 2025, confirmou a tendência de pesquisas em anos anteriores: o Flamengo segue como o time com a maior torcida do Brasil, com cerca 21,2% da população.
Na segunda posição do pódio está o Corinthians, que tem 11,9%, e logo depois vêm clubes como o Palmeiras (6,5%), o São Paulo (6,4%), o Vasco da Gama (3,4%) e o Grêmio (3,0%).
Além desses resultados, uma outra pesquisa, publicada pela CNN Brasil, também apurou que o futebol é uma das maiores forças de união social no país, sendo potenciada pela presença digital nas redes. Num terceiro elo desta ligação, a diversidade regional das torcidas surge como mais um fator que contribui para as transformações culturais de que tanto se falam.
Flamengo e Corinthians: enormes, mas muito diferentes
Mais do que apoiar um clube, fazer parte de uma torcida é, para muitos, a possibilidade de sentir que pertencem a um determinado grupo, numa perspetiva de inclusão social.
Por exemplo, o Flamengo, que nasceu na capital e é um clube popular, fez a imensa maioria da sua torcida através das conquistas que foi alcançando na sua história e pela exposição na mídia nas últimas décadas. O clube tornou-se conhecido em todo o país na década de 1980, quando a TV começou a crescer e a levar o futebol a cada casa e canto do país. Hoje é assim em quase todo o Brasil: segundo o Datafolha, ele está à frente com 29% dos adeptos do Norte e 25% do Nordeste.
O Corinthians, por outro lado, não baseia a multidão que o segue nos mesmos pilares. O Timão reflete a essência da alma paulistana: um time do povo urbano, humilde e operário. A Democracia Corinthiana, um movimento emblemático dos anos 1980, deixou sua marca tanto no futebol quanto na política, convertendo o Corinthians em um ícone de luta e liberdade do povo.
Diversidade regional e torcidas locais fortes
Apesar de Flamengo e Corinthians serem os principais clubes do país – isto segundo as fontes – o futebol brasileiro é bem diversificado!
No outro lado do país, no Sul, as torcidas do Grêmio (23%) e Internacional (18%) representam o orgulho gaúcho, ao mesmo tempo que no Nordeste, surgem ainda equipes como Bahia e Sport Recife que preservam identidades regionais robustas muito fincadas às cidades dos clubes.
Essa interação entre torcidas locais e nacionais é outro ponto importante! Muitos torcedores apoiam ao mesmo tempo o time da sua cidade e um dos principais clubes do país. Esse fenômeno reflete a importância cultural e emocional do futebol no Brasil, em que o ato de «torcer» ultrapassa as limitações geográficas.
O poder económico e simbólico das torcidas
As grandes torcidas não apenas despertam paixões — elas mobilizam pessoas, juntam ideais e fortalecem conexões.
De acordo com a consultoria SportsValue (2024), o Flamengo também ocupa a primeira posição nas redes sociais, contabilizando mais de 60 milhões de seguidores em todas as plataformas do clube. Como é normal, a presença digital amplia o valor comercial dos clubes e sua relevância cultural no mundo, facilitando e incentivando o crescimento das torcidas e a aposta das equipas neste ramo
Alguns exemplos atuais são as torcidas que se organizam na internet, produzem conteúdos, memes, iniciativas solidárias e produtos culturais. O adepto contemporâneo é, ao mesmo tempo,um fã,um criador de conteúdo e consumidor desse conteúdo. O futebol tornou-se num fenômeno híbrido que mistura esporte, entretenimento e cultura popular devido a essa nova forma de engajamento digital.
Futebol como cultura viva
O futebol brasileiro já deixou os relvados há bastante tempo.
As torcidas, presentes em estádios, ruas e redes sociais, representam manifestações culturais completas, cantando, criando coreografias, organizando protestos e promovendo ações solidárias.
Apoiar um clube vai além disso: é reafirmar uma história, uma classe e uma identidade em que as pessoas se reveem.
As grandes torcidas brasileiras — rubro-negras, alvinegras, tricolores ou verdes — representam atualmente um dos fenômenos culturais mais significativos da América Latina, conseguindo reunir milhões de pessoas em torno de uma paixão comum: o futebol.
FAQS
Quais são os clubes com mais torcedores no Brasil? Flamengo lidera com cerca de 21,2%, seguido por Corinthians (11,9%), Palmeiras (6,5%) e São Paulo (6,4%), segundo pesquisa Ipsos-Ipec 2025.
Por que as torcidas são consideradas fenómenos culturais? Porque vão além do futebol: refletem identidade coletiva, tradição, participação social e manifestações culturais, como músicas, coreografias e conteúdos digitais.
Como a torcida influencia a economia dos clubes? Torcedores geram receita por meio de produtos oficiais, venda de bilhetes e atração de patrocinadores, além de aumentar o valor das transmissões televisivas.
Qual é o impacto das torcidas nas redes sociais? Grandes torcidas, como a do Flamengo, têm dezenas de milhões de seguidores, criando comunidades digitais que reforçam a cultura do clube e engajamento global.
As torcidas refletem diferenças regionais no Brasil? Sim. Além das torcidas nacionais, clubes regionais como Grêmio, Internacional, Bahia e Sport Recife mantêm forte presença local, expressando identidades culturais distintas.
Torcer é apenas apoiar o clube? Não. É uma forma de pertencimento, afirmação social e expressão cultural que conecta milhões de brasileiros além dos estádios.
A partida aconteceu pela 30º rodada do Campeonato Brasileiro neste sábado (25).
Vitória (BA) — Em uma partida marcada por tensão, lesões e cartões, o Corinthians venceu o Vitória por 1 a 0 neste sábado (25), no Barradão, e conquistou sua segunda vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro. O gol decisivo saiu aos 41 minutos do segundo tempo, garantindo ao Timão um resultado importante fora de casa.
O primeiro tempo foi equilibrado e com poucas chances claras. Bidu teve a melhor oportunidade, mas parou em Thiago Couto, que entrou no lugar do lesionado Lucas Arcanjo. O Vitória tentou reagir com cruzamentos, mas não levou perigo ao goleiro Felipe Longo.
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
A partida foi marcada pela lesão do goleiro Lucas Arcanjo, que deixou o campo ainda no primeiro tempo, e pelo clima tenso, com muitas faltas e cartões, inclusive para o técnico Jair Ventura.
Buda Mendes/GettyImages
Na segunda etapa, o Corinthians teve Breno Bidon expulso aos 33 minutos, mas mostrou superação. Mesmo com um jogador a menos, o time paulista marcou o gol da vitória aos 41 minutos, em jogada trabalhada com precisão. Nos minutos finais, Felipe Longo brilhou com boas defesas e garantiu o resultado positivo para o Timão.
Rodrigo Coca / Corinthians
Com o triunfo, o Corinthians engata a segunda vitória seguida na competição e ganha fôlego na luta por melhores posições na tabela. Já o Vitória, apesar do empenho, segue em situação delicada e precisa reagir nas próximas rodadas.
Próximos jogos de cada equipe no Brasileirão
Dia 01/11 – Cruzeiro x Vitória — Este embate promete ser intenso, com o Cruzeiro buscando a vitória para se firmar na parte superior da tabela e o Vitória empenhado em sair da zona de rebaixamento.
Dia 02/11 – Corinthians x Grêmio — Com ambos os times necessitando da vitória para melhorar sua posição na tabela e evitar complicações futuras, espera-se um jogo equilibrado e de alta intensidade.
Uma das canções de clube esportivo mais cantadas do país, o hino do Corinthians é o reflexo da resistência e da união de um time criado pelo e para o povo, com uma forte ligação com sua torcida, que se autointitula “Fiel”.
Composto por um radialista, o tema tornou-se o hino oficial do clube em 1953, sendo nomeado “Campeão dos Campeões”.
O Portal Camisa12 conta agora a história de como o hino se transformou em símbolo de resistência e união.
História
Fundado em setembro de 1910, o Corinthians só ganhou um hino oficial duas décadas depois, em 1930. De acordo com informações do site oficial do clube paulista, a primeira composição era uma “marchinha”, escrita por La Rosa e letrada por Eduardo Dohen, como um presente ao então presidente alvinegro, Felipe Collona.
Contudo, em 1953, uma reviravolta aconteceu: o radialista Lauro D’Ávila compôs a letra do hino que permanece até hoje embalando as conquistas do clube, sendo cantado por milhões de torcedores apaixonados.
A criação exalta o orgulho e a força do time, com versos simples e diretos que refletem o espírito de superação do povo que fundou a agremiação. Nascido entre operários e trabalhadores, o Corinthians carrega em sua essência uma mensagem de pertencimento e fé.
O tema “Campeão dos Campeões” foi gravado inicialmente nos estúdios da Rádio Bandeirantes, em São Paulo, e lançado pela gravadora Continental. A primeira voz a representar os corações apaixonados pelo Timão foi a do cantor Osny Silva.
Momentos de resistência
O hino corinthiano ganhou grande força ao longo dos anos, tanto dentro quanto fora de campo. Durante a ditadura militar, o cântico do Corinthians tornou-se símbolo de liberdade, principalmente na época da Democracia Corinthiana, quando o clube se destacou como exemplo nacional de coragem diante da opressão.
Em um período marcado pela censura, repressão e falta de liberdade, o futebol tornou-se uma das poucas formas de o povo manifestar seus ideais, cantando e expressando emoções nas arquibancadas.
Conhecido como o “Time do Povo”, o Corinthians sempre teve uma forte identidade popular, resistindo às imposições autoritárias. Esse sentimento ganhou ainda mais força no início dos anos 1980, liderado por Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon, que defendiam valores como participação, diálogo e liberdade de expressão — tudo o que o regime militar tentava reprimir.
A maior prova de amor a um clube é ver suas arquibancadas lotadas, com milhares de pessoas entoando em uma só voz o hino que representa toda a sua grandiosidade. Essa cena pode ser vista atualmente na Neo Química Arena, onde pessoas de todas as classes sociais, idades e religiões cantam, em plenos pulmões, o “Salve o Corinthians”, reforçando o laço de união e orgulho desse verdadeiro “Bando de Loucos”.
Símbolo máximo
O hino é um verdadeiro ritual de pertencimento, transformando qualquer inimizade em um sentimento de amor pelo Corinthians. É um laço de união que pode ser ouvido em festas, cerimônias oficiais ou simplesmente como um grito coletivo de orgulho. Assim é o espírito do torcedor corinthiano, que carrega seu clube eternamente dentro do coração.
Letra
Salve o Corinthians O campeão dos campeões Eternamente Dentro dos nossos corações
Salve o Corinthians De tradições e glórias mil Tu és orgulho Dos desportistas do Brasil
Teu passado é uma bandeira Teu presente, uma lição Figuras entre os primeiros Do nosso esporte bretão
Corinthians grande Sempre altaneiro És do Brasil O clube mais brasileiro
O Corinthians confirmou, nesta quinta-feira (23), a informação antecipada pelo Meu Timão de que o goleiro Hugo Souza sofreu uma luxação acromioclavicular no ombro esquerdo.
Em nota oficial, o clube detalhou o diagnóstico do atleta. Ele inicou o tratamento no departamento de fisioterapia.
Hugo Souza é dúvida contra o Vitória
Com a lesão confirmada, o titular se tornou dúvida para enfrentar o Vitória, nesta sábado (25/10), às 16h, no Barradão.
O tipo de lesão normalmente não exija um longo período de recuperação, mas deve ser poupado para se recuperar.
Hugo Souza em reposição de bola para o Corinthians – Foto: Reprodução/Instagram
O técnico Dorival Júnior tem outras opções para o gol alvinegro: Felipe Longo, Kauê e Matheus Donelli, além de Matheus Corrêa, do Sub-20, que vem treinando com o elenco profissional.
Essa é a segunda lesão de Hugo Souza desde sua chegada ao clube. Após a conquista do Campeonato Paulista 2025.
Na ocisão, sofreu um ferimento de grau 2B no retofemoral da coxa direita, ficando pouco menos de um mês afastado.
Departamento médico movimentado
O volante André Luiz trata uma entorse no tornozelo direito e o atacante Vitinho segue em recuperação de uma artroscopia no joelho direito, realizada para corrigir uma lesão no menisco.
Desde o conceito de torcidas organizadas até os episódios e motivos que levaram algumas a serem proibidas de frequentar os estádios. Conheça tudo sobre o tema em nosso artigo de investigação!
Como surgiu o fenômeno das torcidas organizadas no Brasil?
As torcidas organizadas são grupos estruturados de torcedores que apoiam clubes de futebol. Normalmente, distinguem-se de um torcedor comum pela forma padronizada de vestir, pelos cânticos entoados durante o jogo e até coreografias planejadas em determinados momentos de uma partida.
No início, estas torcidas eram associadas a um apoio incondicional a um clube e ao acompanhamento contínuo dos times, jogando em casa ou fora, mas mais recentemente o panorama mudou. Hoje em dia, estas organizações passaram a ser associadas a episódios de violência, crimes de corrupção e práticas ilícitas, distanciando-se do apoio inicial aos clubes.
Batalha do Pacaembu
A Batalha campal do Pacaembu: Onde tudo mudou
O primeiro acontecimento de grande polêmica ocorreu em 20 de agosto de 1995, quando o confronto entre as torcidas Mancha Verde – do Palmeiras – e Independente – do São Paulo – resultou em 110 feridos e um torcedor são-paulino morto, Márcio da Silva, com apenas 16 anos de idade!
A gravidade dos confrontos foi tão grande que rapidamente levou à extinção judicial da Mancha Verde, bem como à proibição de presença em estádios.
Com apoio da Federação Paulista de Futebol e do Ministério Público, a própria Confederação Brasileira de Futebol acabou criando leis mais rígidas para combater a violência no futebol.
Torcida Organizada Mancha Verde
Estados com proibições recentes
● São Paulo
Depois de tentar reerguer de modo diferente a identidade da Mancha Verde, os torcedores do Palmeiras criaram a Mancha Alviverde. Apesar do esforço na mudança de identidade, em outubro de 2024, a torcida foi proibida de entrar em estádios!
A causa da proibição foi um ataque a membros da torcida Máfia Azul – do Cruzeiro – em Mairiporã, que novamente causou um morto, além de 17 feridos.
Lembre-se que este não foi o primeiro castigo à torcida, visto que em 2011 já havia sido impedida de entrar em estádios depois de confrontos com torcedores do Corinthians.
● Rio de Janeiro
As torcidas Raça Rubro-Negra, Jovem Fla, Força Jovem e Young e Fúria foram banidas dos estádios por tempo indeterminado em 2023, por decisão judicial.
A sanção surgiu depois de confrontos, que motivaram uma reunião urgente entre o governador do Rio e os dirigentes do Flamengo, Fluminense e Vasco.
Torcida organizada Raça Rubro-Negra
● Minas Gerais
Em 2024, o Ministério Público voltou a ser firme! O mesmo recomendou que a Máfia Azul e a Galoucura fossem proibidas de frequentar os estádios por gerarem conflitos de forma recorrente.
Entre as várias medidas, as torcidas organizadas estão proibidas de uso, porte e exibição de qualquer vestimenta, faixa, bandeira ou instrumento musical que possa caracterizar a presença da torcida nos estádios em dias de jogo.
Apesar da Galoucura estar banida até 4 de março de 2026, a Máfia Azul apenas cumprirá o castigo entre 15 de março de 2026 até 15 de março de 2028!
● Paraná
Em abril de 2025, Os Fanáticos, Os Palhaços e a Fúria Independente foram proibidas de frequentar eventos esportivos por até 15 meses!
A sanção atribuída pela Justiça do Paraná surgiu depois de confrontos violentos entre os times em jogo do Campeonato Paranaense.
Torcida organizada Os Fanáticos
● Pernambuco
As torcidas Jovem do Leão e a Explosão Coral não escaparam à regra deste artigo! Em fevereiro de 2025, vários clubes desta região como o Sport, Santa Cruz e Náutico assinaram, juntamente com a Federação Pernambucana de Futebol, um termo de ajustamento de conduta.
No termo assinado com o Ministério Público de Pernambuco, os clubes comprometiam-se a cortar laços com as torcidas, evitando que continuassem a surgir episódios de violência.
Onde está o futuro das torcidas organizadas?
Assim como tudo, a relação entre clubes e as torcidas organizadas está em constante evolução. Uma das prioridades desta relação tem sido promover um ambiente mais seguro e respeitoso nos estádios, mantendo a boa relação entre torcedores e o próprio time!
As perspectivas para o futuro destas organizações é que os clubes assumam responsabilidade sobre as suas ações, obrigando-os a tomar medidas mais eficazes e restritas com base no respeito mútuo.
Agora resta apenas saber o quão difícil vai ser gerir essa situação para que a torcida tenha liberdade e não cause problemas!
Se a Seleção Brasileira estreasse amanhã na Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti já teria uma base praticamente definida.
O técnico considera cinco jogadores titulares absolutos: Alisson, Marquinhos, Casemiro, Bruno Guimarães e Vinícius Júnior.
Titulares da Seleção Brasileira contra a Coreia do Sul – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Essa espinha dorsal forma o eixo de confiança do treinador, que mescla experiência e talento para construir o time que vai buscar o hexacampeonato nos Estados Unidos, México e Canadá.
Entre os nomes que mais agradaram o treinador italiano, Estêvão, ex-Palmeiras e hoje no Chelsea, é o que mais chama atenção.
Carlo Ancelotti na área técnica em jogo da Seleção Brasileira – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Ancelotti está encantado com o talento e a maturidade do jovem de apenas 17 anos. Mesmo com o discurso cauteloso, dentro da CBF o sentimento é que Estêvão será titular na Copa de 2026.
Carlo Ancelotti planeja dar ao ataque da Seleção uma nova dinâmica: Vinícius Júnior mais livre, atuando sem a obrigação de marcar laterais, e João Pedro como o centroavante fixo.
Neymar fora dos planos de Ancelotti?
Enquanto os jovens ganham espaço, Neymar segue fora dos planos imediatos de Carlo Ancelotti. O craque, que estará com 34 anos, ainda enfrenta dúvidas sobre sua condição física.
O Internacional decidiu avançar na tentativa de obter o reconhecimento do título do Campeonato Brasileiro de 2005, ano marcado pelo escândalo da “Máfia do Apito”.
A iniciativa partiu de conselheiros do clube e ganhou respaldo da diretoria, que agora mobiliza esforços para formalizar o pedido à Conferação Brasileira de Futebol (CBF).
Segundo informações da ESPN, o ex-presidente Fernando Carvalho, que comandava o Inter em 2005, foi encarregado de elaborar um dossiê detalhado sobre o caso.
O documento servirá como base do pedido oficial que pode, se aprovado internamente, chegar às mãos da CBF.
Fernando Carvalho, presidente do Internacional em 2005 – Foto: Reprodução/Instagram
Dossiê será baseado em declarações do ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho
O material que está sendo produzido pelo ex-dirigente terá como ponto central as recentes declarações do ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho, divulgadas no documentário “Máfia do Apito”, produzido pela Feel the Match e disponível no Globoplay.
No filme, Edílson afirma que não manipulou de forma decisiva os resultados das partidas que apitou e que, posteriormente, foram anuladas pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).
O Inter entende que essas revelações reforçam a tese de que o campeonato não deveria ter tido jogos refeitos, conforme previa o regulamento do futebol brasileiro da época.
A denúncia também pode conter uma análise independente feita por um ex-árbitro, que teria avaliado que não houve manipulação direta sob comando de Edílson Pereira de Carvalho.
Além disso, o clube deve argumentar que as regras do Brasileirão 2005 não previa a repetição de partidas sem provas incontestáveis de manipulação – na visão do Inter, não existiu.
Torcida do Internacional no Beira-Rio – Foto: Ricardo Duarte/Internacional
Internacional quer divisão do título com o Corinthians
Diferentemente de outras contestações no futebol, o Internacional não pretende retirar o título do Corinthians.
A intenção é que a entidade reconheça o Inter como co-campeão brasileiro de 2005, assim como ocorre em algumas ligas estrangeiras quando há controvérsias sobre manipulação.
O clube cita, como exemplo, o caso do árbitro alemão Robert Hoyzer, envolvido em escândalo semelhante em 2005. Apesar de confessar o envolvimento em manipulações, os resultados das partidas foram mantidos, e nenhum clube teve o título alterado.
A derrota do Corinthians por 3 a 1 para o Santos, na Vila Belmiro, na quarta-feira (15/10), pela 28ª rodada do Brasileirão Série A 2025, não repercutiu o clube apenas por perder o clássico.
Uma imagem de Memphis Depay sorrindo no banco de reservas enquanto o time já era derrotado por 1 a 0 gerou incômodo entre torcedores nas redes sociais e internamente entre dirigentes.
A transmissão mostrou o atacante rindo ao lado de outros companheiros, aos 15 minutos do 1° tempo, o que foi interpretado como falta de comprometimento por setores do clube.
Corinthians vai punir Memphis Depay?
Segundo apurou a ESPN, a diretoria corintiana planeja conversar com o jogador para entender o contexto da situação.
O clube não pretende aplicar punição, mas quer reforçar a importância da postura e da imagem pública, especialmente em momentos de instabilidade dentro de campo.
Memphis Depay rindo no banco de reservas em Santos x Corinthians – Foto: Divulgação/Premiere
Memphis é visto como profissional exemplar
Ainda de acordo com a apuração da ESPN, o holandês mantém rotina exemplar e é bem avaliado pela comissão técnica.
O entendimento é de que a conversa será apenas para evitar que o episódio cause desgaste da imagem dele com a torcida.
Próximos jogos do Corinthians:
18/10 – 18h30: Corinthians x Atlético-MG (Neo Química Arena)
25/10 – 16h: Vitória x Corinthians (Barradão)
02/11 – 16h: Corinthians x Grêmio (Neo Química Arena)
Os próximos amistosos da Seleção Brasileira em novembro devem marcar um novo momento de observações no ciclo rumo à Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá.
Segundo apuração do jornalista Cahê Mota, do ge, o técnico Carlo Ancelotti pretende dar mais espaço a jogadores do Brasileirão nas partidas contra Senegal, na Inglaterra, e Tunísia, na França.
Mesmo após o revés por 2 a 1 para o Japão, o treinador italiano mantém a confiança em suas escolhas e acredita que os confrontos de novembro serão ideais para avaliar novos nomes.
CBF quer ampliar testes até março
No tour pela Ásia, quatro jogadores que atuam no Brasil foram chamados: Hugo Souza, Vitinho, Paulo Henrique e Fabrício Bruno.
Fabrício Bruno, do Cruzeiro, em jogo da Seleção Brasileira Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Ancelotti quer mudar isso. O plano da comissão técnica é chegar à Data FIFA de março com poucas vagas abertas, deixando o grupo praticamente fechado antes da convocação definitiva em maio.