Se a Seleção Brasileira estreasse amanhã na Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti já teria uma base praticamente definida.
O técnico considera cinco jogadores titulares absolutos: Alisson, Marquinhos, Casemiro, Bruno Guimarães e Vinícius Júnior.
Titulares da Seleção Brasileira contra a Coreia do Sul – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Essa espinha dorsal forma o eixo de confiança do treinador, que mescla experiência e talento para construir o time que vai buscar o hexacampeonato nos Estados Unidos, México e Canadá.
Entre os nomes que mais agradaram o treinador italiano, Estêvão, ex-Palmeiras e hoje no Chelsea, é o que mais chama atenção.
Carlo Ancelotti na área técnica em jogo da Seleção Brasileira – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Ancelotti está encantado com o talento e a maturidade do jovem de apenas 17 anos. Mesmo com o discurso cauteloso, dentro da CBF o sentimento é que Estêvão será titular na Copa de 2026.
Carlo Ancelotti planeja dar ao ataque da Seleção uma nova dinâmica: Vinícius Júnior mais livre, atuando sem a obrigação de marcar laterais, e João Pedro como o centroavante fixo.
Neymar fora dos planos de Ancelotti?
Enquanto os jovens ganham espaço, Neymar segue fora dos planos imediatos de Carlo Ancelotti. O craque, que estará com 34 anos, ainda enfrenta dúvidas sobre sua condição física.
Os próximos amistosos da Seleção Brasileira em novembro devem marcar um novo momento de observações no ciclo rumo à Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá.
Segundo apuração do jornalista Cahê Mota, do ge, o técnico Carlo Ancelotti pretende dar mais espaço a jogadores do Brasileirão nas partidas contra Senegal, na Inglaterra, e Tunísia, na França.
Mesmo após o revés por 2 a 1 para o Japão, o treinador italiano mantém a confiança em suas escolhas e acredita que os confrontos de novembro serão ideais para avaliar novos nomes.
CBF quer ampliar testes até março
No tour pela Ásia, quatro jogadores que atuam no Brasil foram chamados: Hugo Souza, Vitinho, Paulo Henrique e Fabrício Bruno.
Fabrício Bruno, do Cruzeiro, em jogo da Seleção Brasileira Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Ancelotti quer mudar isso. O plano da comissão técnica é chegar à Data FIFA de março com poucas vagas abertas, deixando o grupo praticamente fechado antes da convocação definitiva em maio.
A Seleção Brasileira pode ter uma despedida no Maracanã antes de ir para os Estados Unidos disputar a Copa do Mundo de 2026.
A informação é do jornalista Cahê Mota, do portal ge, que revelou o debate interno na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre realizar um amistoso em março, durante a última Data FIFA.
Decisão depende do sorteio do Mundial
O amistoso no Maracanã está condicionado ao sorteio dos grupos da Copa, que acontece no dia 5 de dezembro, em Washington.
Se o Brasil ficar em uma das chaves de A a F, a comissão técnica prioriza a adaptação nos EUA, com apenas um jogo local.
Mas se cair nas chaves G ou H, haverá tempo extra para incluir um confronto no Rio de Janeiro, provavelmente contra um país de menor nível, reforçando o laço com a torcida brasileira.
Preparação deve começar na Granja Comary em maio de 2026
O plano da CBF é iniciar a preparação na Granja Comary, em Teresópolis, logo após o fim das principais ligas europeias.
Os atletas devem se apresentar na semana anterior à final da Champions League, marcada para 31 de maio, antes do embarque.
Vinicius Júnior disputa bola em Brasil x Japão – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
O Brasil tem quatro amistosos previstos antes da convocação final em maio de 2026. O planejamento inclui observações em novembro, fortalecimento da equipe e ajustes finais.
15/11 – 13h – Brasil x Senegal
18/11 – 16h30 – Brasil x Tunísia
A CBF negocia coma a Seleção Francesa para uma partida em março do ano que vem, além de Holanda ou Grécia.
O Palmeiras voltou a liderar o returno do Campeonato Brasileiro ao bater o Vasco por 3 a 0 no Allianz Parque, na quarta-feira (02/10). Com o resultado, o Verdão chegou a 16 pontos e ultrapassou o Flamengo, que agora ocupa a segunda colocação, com 15.
Mirassol e Cruzeiro seguem firmes no G-4, com 14 pontos cada, enquanto o Botafogo ganhou quatro posições e assumiu o quinto lugar após vencer o Bahia por 2 a 1. Os dados foram levantados pelos jornalistas Cadu Vargas e Valmir Storti, do portal Ge.
Resultados da 26ª rodada da Série A 2025 – Foto: Instagram/Brasileirão
26ª rodada tem recorde de empates
A 26ª rodada registrou empates nesta edição do Brasileirão: foram seis jogos sem vencedores. Entre eles, o duelo entre Flamengo e Cruzeiro, no Maracanã, que terminou empatado sem gols.
Vitória deixa a lanterna do returno
Quem surpreendeu foi o Vitória, que deixou a última colocação ao derrotar o Ceará por 1 a 0, no Barradão, em Salvador. O time baiano ganhou sete posições e aparece em 13º lugar no returno.
Outro destaque foi o São Paulo. Mesmo com um jogador a menos desde os 21 minutos do primeiro tempo (expulsão de Rigoni), o tricolor paulista superou o Fortaleza por 2 a 0 no Castelão.
Inter e Atlético-MG vivem pesadelo
Na parte de baixo da tabela, a crise é grande para Internacional e Atlético-MG. O Colorado, que empatou em casa com o Corinthians por 1 a 1, assumiu a lanterna do returno com apenas cinco pontos.
Renato Paiva foi despedido do Fortaleza após apenas 10 jogos (2 meses). É o segundo despedimento dele nesta temporada, depois de ter caído no Botafogo durante o Mundial de Clubes. E estamos tratando de um técnico que teve até vitórias históricas, como frente ao campeão da Europa, o PSG. Do ponto de vista europeu, isto é algo incompreensível – chega a ser cômico e até ‘zoável’.
Em Portugal, estamos habituados a ver treinadores durante anos: Sérgio Conceição no Porto, Jorge Jesus no Benfica ou Rúben Amorim no Sporting. Se olharmos para a Premier League, a comparação fica ainda mais gritante: Mikel Arteta está há 7 anos no Arsenal, mesmo sem títulos relevantes durante grande parte desse período, e com orçamentos gigantescos. No Manchester United, treinadores são mantidos mesmo quando parece que já não há como piorar. E o que dizer de Arsène Wenger ou Sir Alex Ferguson, que praticamente dedicaram as suas carreiras a um só clube?
O paralelismo para o Brasil é astronômico. Vemos a torcida organizada do Palmeiras criticar talvez o melhor treinador da história do clube, Abel Ferreira, quando ele está completamente na luta pelo título e nas quartas de final da Libertadores. Pior ainda, vemos pressões constantes nos CT’s, com jogadores e técnicos sendo cobrados cara a cara pelas organizadas. Na Europa isso até pode acontecer, mas de forma pontual; o que é incomum é ver jogadores e dirigentes a dar justificativas oficiais a torcidas como se fossem superiores hierárquicos. E não me entendam mal: o clube é dos sócios, ou pelo menos assim acredito deveria ser.
O resultado desta cultura? Uma roda-viva em que 16 técnicos já foram demitidos em 2025, alguns com passagens de apenas 3, 4 ou 7 jogos. Na loucura que é o calendários das competições no Brasil, não dá tempo nem para os projetos nascerem.
É verdade: o treinador é a cara do projeto, o responsável máximo, e muitas vezes é justo que caia. Mas a grande questão é que, no Brasil, não se valoriza a estrutura. Procura-se sempre o culpado individual. Quando leio críticas a um time, são quase sempre dirigidas a nomes próprios e não a problemas coletivos. O Fred foi apontado como único culpado da eliminação do Brasil na Copa e a própria comunicação social é quem força essa narrativa. Presumo que seja cultural.
Quando há um projeto pensado e estruturado com planejamento estratégico, como é o caso do Palmeiras, os resultados aparecem. Se dá tempo, e o sucesso é visível. Abel Ferreira é a prova viva disso. Tudo indica que o Cruzeiro vai pelo mesmo caminho. O Flamengo também parece ter uma aposta firme em Filipe Luís, talvez influenciado pelo diretor de futebol europeu (José Boto), daí os resultados começam a aparecer.
Isto não tira responsabilidade ao técnico: a incompetência existe, e muitas vezes é a raiz o problema. Mas penso que, para o bem do futebol brasileiro, será importante mudar a mentalidade: ser mais paciente, confiar no trabalho e na progressão das equipes, deixar os treinadores trabalharem e, acima de tudo, não ser tão duros com a individualidade e sim com o coletivo.
Acredito a 100% que o Brasileirão tem potencial para entrar no top 5 das melhores ligas do mundo e ser um produto globalmente requisitado. Tem estádios cheios, torcidas apaixonadas, e o poder financeiro dos maiores clubes já começa a rivalizar com a segunda linha europeia. Uma das chaves pode ser precisamente esta mudança de mentalidade.
Existem outras possíveis melhorias: gramados naturais, menos “lixo visual” nas transmissões, acabar com palcos a ocuparem arquibancadas em jogos, e reduzir calendários sobrecarregados. Mas isso já são outros assuntos… que talvez volte a explorar nesta rúbrica de opinião.