Categoria: Flamengo

  • Estádio do Flamengo: prazo de conclusão para 2036, nova capacidade e custo bilionário

    Estádio do Flamengo: prazo de conclusão para 2036, nova capacidade e custo bilionário

    O sonho da casa própria do Flamengo está mais perto de se tornar realidade. Em reunião do Conselho Deliberativo (CoDe), a diretoria apresentou os detalhes do projeto para a construção do seu novo estádio, que será no terreno do Gasômetro, no Rio de Janeiro.

    Os detalhes foram revelados pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, na quarta-feira (17). A seguir, saiba mais sobre o projeto:

    Imagens do projeto do estádio do Flamengo na área interna. Divulgação/Flamengo

    Capacidade do novo estádio do Flamengo

    O estádio terá capacidade para 72 mil torcedores, um número ligeiramente menor que o do Maracanã, mas que ainda assim garante um espaço imponente para os jogos do clube.

    Atualmente, mesmo com a capacidade de quase 78 mil do Maracanã, a venda de ingressos é limitada a cerca de 70 mil.

    Qual o custo e o prazo do projeto?

    O custo estimado para a construção do estádio é de R$ 2,2 bilhões. Esse valor abrange todas as etapas, desde o terreno e a construção da arena, até custos de contingência e de capital.

    O estudo da FGV, por exemplo, apontou um custo de R$ 2,66 bilhões, sem incluir o custo de capital. Com a simulação de juros, o valor total poderia ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões.

    O prazo de conclusão, que antes era 2029, foi revisto e agora a previsão é que seja finalizado em junho de 2036.

    Detalhes do projeto do estádio do Flamengo:

    • Estimado de 72 mil lugares, com foco na redução de assentos premium e ajuste de projetos para melhorar a viabilidade;
    • Custo estimado de R$ 2,2 bilhões, incluindo o estádio, contingências, terreno e custo de capital;
    • Prazo de conclusão estimado em Junho de 2036;
    • Financiamento viável na geração de recursos internos;
    • Foco também na melhora da receita operacional e rentabilidade, sem gerar impacto na performance esportiva.

    Nota do Flamengo sobre o estádio na íntegra:

    Na noite desta quarta-feira (17/09), o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, apresentou ao Conselho Deliberativo, junto com Alexandre Rangel, sócio da RRA Consultoria, e Ricardo Simonsen, Henrique Castro e Bauer Rachid, da FGV Conhecimento, as conclusões dos estudos de campo de sondagem, arbóreo, topografia, patrimônio histórico e descontaminação do terreno do Estádio do Gasômetro, realizado por cinco empresas contratadas.

    O trabalho da atual gestão, iniciado há sete meses, teve como premissa fundamental viabilizar a construção de um estádio próprio sem que o clube precise se tornar uma SAF e sem comprometer o desempenho esportivo. Para isso, foram adotadas medidas como a criação de um time exclusivo de gestão do projeto, a recontratação da Arena – responsável pelo projeto inicial – para apoio técnico, a condução do estudo de viabilidade pela FGV, a realização de análises aprofundadas do terreno, a resolução de pendências com AGU, Prefeitura e Naturgy, além da avaliação de alternativas de estádio.

    Nesse período, uma equipe de especialistas se dedicou a desenvolver um projeto viável, corrigindo distorções de origem que envolviam custos subestimados, prazos irreais, receitas superestimadas e um modelo de financiamento insustentável.

    Ricardo Simonsen, diretor técnico, e Henrique Castro, professor de Economia da FGV EESP, detalharam como os custos foram subestimados no projeto apresentado. A FGV calculou o custo final atualizando a inflação, contingências, e insumos em R$ 2,66 bilhões. Com a inclusão do custo de capital o valor total do estádio é de R$ 3,1 bilhões. O valor apresentado pela gestão anterior na proposta orçamentária era de R$1,9 bilhão.

    Além disso, as receitas projetadas foram superestimadas. Segundo a análise da FGV, o plano considerava um valor médio de ingresso de R$ 195,44 — mais que o dobro da média atual —, com 30% dos assentos classificados como VIP ou Premium, o dobro do que existe hoje no Maracanã. Foi planejado um estádio complexo e elitizado. Também estavam inflados patrocínios de R$ 60 milhões e a antecipação da receita de Naming Rights. Além disso, os valores das CPACs, estimados inicialmente em R$ 552 milhões, foram recalculados pela FGV para R$ 194 milhões.

    Os prazos também foram revistos. O cronograma original ignorava etapas essenciais, como o remanejamento da Naturgy, que ocupa hoje 55% do terreno, com uma subestação de bombeamento de gás para a região metropolitana do Rio de Janeiro. Conforme o comunicado da Naturgy enviado ao Flamengo em 10 de setembro de 2025, o tempo estimado de remanejamento é de quatro anos, após a obtenção de novo endereço para a instalação da subestação, a cargo da Prefeitura.

    Segundo a Aecom, empresa contratada para planejar as estratégias de descontaminação, existem 21 estudos públicos que demonstram a complexidade da contaminação do terreno, tornando o prazo de cinco meses de descontaminação propostos no planejamento de 2024 irreais. Além disso, o relatório preliminar da FGV apontou um prazo para a descontaminação entre 18 e 24 meses, após a saída da Naturgy. Sem essa etapa, não há a possibilidade de obter as licenças necessárias para iniciar a construção.

    Na prática, isso significa que a obra não poderia começar em menos de seis a sete anos, aos quais se somariam outros três anos de construção — projetando a entrega do estádio a partir de 2034, o que torna o prazo de inauguração em dezembro 2029 previsto pela gestão anterior completamente irreal.

    A fim de viabilizar o estádio, os especialistas da FGV e Arena apresentaram proposta de novo projeto, baseado em premissas mais realistas e com perfil mais popular e identificado ao Flamengo.

    Antes de encerrar a reunião, o presidente Bap apresentou os próximos passos. No curto prazo, o foco será o acompanhamento do processo de remanejamento da Naturgy junto à Prefeitura, a demolição e limpeza do terreno sob responsabilidade do Flamengo, o acompanhamento da aprovação legislativa das CPACs e a assinatura do Termo Definitivo com a AGU, a Caixa e a Prefeitura. Já no médio e longo prazo, a prioridade será a estruturação do projeto executivo para a construção do estádio.

  • Diretoria do Flamengo prevê inauguração de novo estádio em 2036

    Diretoria do Flamengo prevê inauguração de novo estádio em 2036

    O Conselho Deliberativo do Flamengo reuniu-se na noite desta última quarta-feira (17/09) para obter mais detalhes sobre como anda a construção do novo estádio do clube, no terreno do Gasômetro. Segundo os dados apresentados pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP, a conclusão das obras ocorrerá a partir de 2034, podendo estender-se até 2036, dependendo de problemas externos.

    A diretoria rubro-negra justificou que os custos foram minimizados no projeto apresentado pela gestão passada. A FGV calculou um custo final com todos os dados — atualizando a inflação, contingências e insumos — em R$ 2,66 bilhões. Quando adicionado o custo de capital, o valor total do estádio chega a aproximadamente R$ 3,1 bilhões. Anteriormente, a quantia apresentada era de R$ 1,9 bilhão.

    “Nesse período, uma equipe de especialistas se dedicou a desenvolver um projeto viável, corrigindo distorções de origem que envolviam custos subestimados, prazos irreais, receitas superestimadas e um modelo de financiamento insustentável”, comunicou o Flamengo.

    Pontos apresentados:

    • Estádio otimizado de 72 mil lugares, com foco na redução de assentos premium;
    • Custo revisado de R$ 2,2 bilhões, incluindo o estádio, contingências, terreno, custo de capital e custo do entorno;
    • Prazo de conclusão mínimo em julho de 2036, dependendo de diversos fatores externos;
    • Estratégia de financiamento viável, baseada na geração de recursos internos (poupança);
    • Lastro no aumento de receitas orçamentárias e rentabilidade, sem gerar impacto na performance esportiva.

    Além do mandatário rubro-negro, estiveram presentes na reunião Alexandre Rangel, sócio da RRA Consultoria; Ricardo Simonsen; Henrique Castro; e Bauer Rachid, da FGV Conhecimento. O propósito do encontro foi apresentar as conclusões dos estudos de campos de sondagem, arbóreo, topografia, patrimônio histórico e a descontaminação do terreno — tudo sendo realizado por cinco empresas contratadas pelo clube.

    Conforme mostrado na análise, houve reduções nas receitas projetadas. Inicialmente, o plano estimava um valor médio de ingresso de R$ 195,44 — mais do que o dobro da média atual — com cerca de 30% dos assentos considerados como VIP ou Premium, número que dobra os existentes atualmente no Maracanã. Os valores estimados pelo Certificado de Potencial Adicional de Construção (Cepac) foram de R$ 552 milhões, recalculados pela FGV para R$ 194 milhões.

    Quanto aos prazos, a diretoria anterior havia projetado a inauguração para 2029. Contudo, os gestores atuais afirmam que o cronograma desconsiderava algumas etapas essenciais, como o remanejamento da Naturgy, que hoje ocupa cerca de 55% do terreno com uma subestação de bombeamento de gás para a região metropolitana do Rio.

    Segundo comunicado da empresa de gás, enviado ao Flamengo no dia 10 de setembro de 2025, o tempo estimado para a modificação é de quatro anos — isso após a exploração do novo endereço para a instalação da subestação, tarefa a cargo da prefeitura.

    A limpeza e demolição do terreno estão sob responsabilidade do Flamengo, com o acompanhamento da aprovação legislativa dos Cepacs e a assinatura do Termo Definitivo com a AGU, a Caixa e a Prefeitura. Contabilizando a médio e longo prazo, a prioridade será a estruturação do projeto executivo, tudo para a construção do estádio do clube rubro-negro.

  • A cultura das torcidas organizadas e sua influência dentro e fora dos estádios

    A cultura das torcidas organizadas e sua influência dentro e fora dos estádios

    Representando identidade, pertencimento e paixão por um clube, as torcidas organizadas são um fenômeno sociocultural que demonstravam que o amor iria muito além dos 90 minutos disputados em uma partida de futebol. Contudo, a situação mudou com o tempo e as uniformizadas passaram a ter ligações com incidentes de hooliganismo e violência no futebol, transformando totalmente a imagem criada inicialmente.

    Utilizando a justificativa de ajudar o time com a ter forças em campo e intimidar o adversário, seu objetivo principal é apoiar os seus devidos clubes. Mas por conta da violência constante ligada as torcidas organizadas, o governo brasileiro estabeleceu o Estatuto do Torcedor, lei que regulamenta as uniformizadas, dando-lhes direitos e deveres à serem seguidos.

    Por conta sua forte influência dentro e fora dos estádios, o Camisa 12 vai ter explicar todas as nuances deste tema, que deveria ser mais evidente no país.

    Origem

    Parte da história do futebol brasileiro, as torcidas uniformizadas começaram a aparecer no início dos anos 1940, porém foi na década de 60 que elas conseguiram ganhar mais visibilidade, mas de uma maneira positiva. Graças ao espetáculo nas arquibancadas, as organizadas transformam o ambiente em algo vivo, parecendo um coração pulsante, com cantos durante toda a partida, faixas e bandeirões, acabando com o falta de entusiasmo
    do local.

    Habitualmente com códigos próprios, vestimentas, normas de conduta e até mascote próprio, as associações transformaram rapidamente em empresas, que começaram a comercializar este amor com produtos próprios.

    Ao longo das décadas seguintes, as organizadas começaram a se envolver em campanhas beneficentes, arrecadando doações de alimentos e roupas, além de apoiar causas sociais, transformando-se em um agente social ativo nas comunidades e
    participando cada vez mais das ações dos clubes.

    Violência e rivalidade extrema

    A rixa entre os clubes saiu de dentro do campo para as arquibancadas, chegando a ultrapassar as paredes dos estádios. Muitas torcidas participam de confrontos desde brigas entre membros de torcidas rivais, até confrontos com a polícia, que incluem depredação do patrimônio público, tornando-se tornando cada vez mais constantes nos noticiários.

    É importante salientar que os embates entre as torcidas não são acidentais ou despretensioso, e sim marcados com antecedência pelas redes sociais ou grupos fechados. Esses choques ocorrem por muitas vezes longe dos estádios, em pontos
    bastante movimentados, como: estações de metrô, terminais e pontos de ônibus, além dos arredores que dão acesso aos estádios, tornando a situação bastante complicada para as autoridades tentar controlar a situação.

    Por conta desses problemas, os estádios se tornaram um lugar hostil, afastando as famílias, crianças e boa parte da torcida por conta da violência, prejudicando a imagem da modalidade.

    Em alguns clássicos nacionais, as autoridades exigem que a disputa tenham apenas uma torcida nas arquibancadas, evitando confrontos (pelos menos nos estádios), arruinando o espetáculo.

    Casos extremos

    Infelizmente alguns casos terríveis ficaram marcados na história do futebol brasileiro, episódios esse que, mostram o quanto essa ideia de rivalidade transformam o amor pelo esporte em uma tragédia.

    Batalha do Pacaembu, em 2012 – No clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians, as uniformizadas se enfrentaram nas arquibancadas e nos arredores do Pacaembu. Entre as cenas captadas pela mídia, a selvageria rolava solta com cadeiras arrancadas e brigas cara a cara, interrompendo a partida em certo momento.

    Confronto na Arena Joinville, em 2013 – Durante uma partida decisiva que poderia decretar o rebaixamento do Vasco, membros das organizadas do Cruzmaltino e do Athletico-PR batalharam dentro do estádio, com agressões brutais, utilizando pedras, paus e muito sangue jorrando no gramado, um verdadeiro show de horrores. As imagens chocaram o Brasil, interrompendo o confronto por mais de uma hora.

    Caso do vaso sanitário, em 2014 – Um dos incidentes mais chocantes sobre brigas entre torcidas organizadas, é a morte de Paulo Ricardo Gomes da Silva, atingido por um vaso sanitário durante um confronto aos arredores do Estádio do Arruda.

    Integrante da Torcida Jovem, organizada do Sport, Paulo foi apoiar uma torcida “irmã”, durante o jogo entre Santa Cruz e Paraná, pela terceira rodada da Série B. Após o fim da partida, o rapaz de 26 anos foi mortalmente atingido por um vaso sanitário, arremessado durante o confronto. Três pessoas foram condenadas por homicídio consumado.

    Esses são apenas alguns dos milhares de exemplos que são vistos ao longo dos anos, demonstrando toda periculosidade que alguns atos mascarados de amor podem acarretar.

    O prejuízo à imagem do futebol, as torcidas organizadas é um problema real e grave, porém não podem ser generalizadas e não incriminar pessoas que tentam dar brilho as arquibancadas. É importante ressaltar que a maioria dos membros não participam ativamente dos atos de violência, mas que são marginalizados por muitas vezes pela mídia e boa parte da opinião pública, dificultando o diálogo e reconhecimentos de atitudes sociais positivas.

  • O que significa Time do Povo e por que isso importa para torcedores

    O que significa Time do Povo e por que isso importa para torcedores

    Para alguns, torcer para um time do povo é mais do que paixão: é uma necessidade tão fundamental quanto respirar. Mas o que, de fato, significa ser um “time do povo”? E por que clubes como Flamengo, Vasco ou Corinthians carregam essa bandeira com tanto orgulho? A resposta é simples, porém, profunda: a sensação de pertencimento é vital para o ser humano. O Portal Camisa12 vai te explicar essa conexão visceral.

    O que define um time do povo?

    Em uma era onde o futebol global é cada vez mais dominado por corporações e investidores milionários, que controlam múltiplos clubes ao redor do mundo, é um alívio e uma inspiração ver clubes de origem humilde alcançarem o sucesso. É exatamente isso que representa um “time do povo”.

    São clubes que nasceram das comunidades, criados para e pelas pessoas. Eles não se importam com donos bilionários ou contratações bombásticas. O que realmente importa é honrar os valores e a história que os fundaram. Geralmente, são times criados por trabalhadores, muitas vezes de comunidades, que veem no clube um refúgio e uma forma de escapar da dura realidade do dia a dia. Os torcedores se sentem representados, e essa representação é a base de uma conexão inabalável.

    A necessidade humana de pertencer

    O ser humano possui a necessidade de sentir-se pertencente a algo, de se sentir parte de uma comunidade. Não fomos feitos para viver isolados, mas sim para o convívio, a celebração, a alegria e a tristeza compartilhadas. É essa interação humana que nos energiza e nos dá força para viver.

    Essa ideia é reforçada pela teoria dos psicólogos Roy Baumeister e Mark Leary, de 1995, em seu artigo “The Need to Belong: Desire for Interpersonal Attachments as a Fundamental Human Motivation” (A Necessidade de Pertencer: o Desejo por Vínculos Interpessoais como uma Motivação Humana Fundamental). Eles defendem que a necessidade de pertencer a uma sociedade ou grupo é tão essencial quanto a fome e a sede. Precisamos de laços e estímulos sociais, de sentir que fazemos parte de algo maior do que nossa própria individualidade.

    É exatamente essa sensação que a torcida de um “time do povo” proporciona. É o “nós contra eles”; uma união inseparável, onde a força coletiva supera qualquer obstáculo. Damos a vida por esse time, vamos ao estádio toda semana, temos todas as camisas, abraçamos, rimos, choramos e convivemos com outros torcedores, sejam amigos ou desconhecidos. Hoje, isso pode parecer garantido, quase banalizado, mas é crucial que os torcedores compreendam que esses sentimentos estão entre os mais essenciais e básicos que um ser humano pode experimentar.

    Exemplos de ‘Times do Povo’ no Brasil

    No Brasil, a história do futebol é rica em exemplos de torcidas e clubes fundados com base em ideologias sociais e lutas populares. As maiores e, talvez, mais influentes, são as do Corinthians e do Flamengo.

    Corinthians: O Timão tem em sua essência uma narrativa de luta e inclusão do povo, algo que, mesmo de forma inconsciente, atrai milhões de torcedores, inclusive fora do Brasil. Sua história está diretamente ligada às camadas populares de São Paulo, tornando-o um verdadeiro símbolo de resistência e paixão operária.

    Flamengo: O Fla se destaca pela sua dimensão. Com uma das maiores torcidas do mundo, o clube consegue abranger todas as classes sociais e regiões do Brasil. Embora tenha maior protagonismo no Rio de Janeiro, sua capilaridade nacional e a paixão de seus torcedores o consolidam como um time verdadeiramente popular, capaz de unir diferentes realidades sociais.

    Outros exemplos notáveis de times com forte origem popular incluem:

    Bahia: Com seu movimento democrático e engajamento em lutas políticas, o Bahia sempre foi uma voz ativa na defesa de causas sociais, representando a força do povo baiano.

    Vasco da Gama: O Vasco foi um dos clubes pioneiros no combate ao racismo no futebol brasileiro, sendo uma peça-chave nessa luta por inclusão e igualdade.

    Personalidades como Sócrates, filiado ao Partido dos Trabalhadores (também fundado por operários de São Paulo no final da década de 1970), exemplificam a união entre o brilhantismo no futebol e o engajamento social e político que marcou a história de muitos clubes “do povo”.

    O orgulho e a mensagem que passa de pai para filho

    Um time do povo não ignora nenhum torcedor, ao contrário do que muitas vezes acontece com equipes maiores. Além do sentimento de pertencimento, isso gera um orgulho social imenso, mostrando que pessoas comuns, de qualquer origem, podem ser protagonistas. E, muitas vezes, esse apoio ao time é uma herança de família: do bisavô que presenciou a fundação do clube, ao avô que aprendeu suas raízes, ao pai, até chegar ao filho. Essa é a beleza de um time do povo: não se sabe bem de onde vem tanto amor, mas ele está lá, inabalável e fiel.

    A união entre pessoas de diversas origens, mas em sua maioria simples, cria uma força que se reflete dentro de campo. Os jogadores sabem que, se não derem tudo de si, estarão desapontando uma população inteira, um conjunto de seres humanos que espera pelo dia do jogo para ter motivos para sorrir. Não que não os tenham em outras áreas da vida, mas o futebol, para eles, é especial, é diferente. É a alma da arquibancada pulsando em campo.

    E você? Qual é o seu time do povo? Compartilhe sua história nos comentários!

  • A dança de técnicos no Brasileirão: a cultura do imediatismo

    A dança de técnicos no Brasileirão: a cultura do imediatismo

    Renato Paiva foi despedido do Fortaleza após apenas 10 jogos (2 meses). É o segundo despedimento dele nesta temporada, depois de ter caído no Botafogo durante o Mundial de Clubes. E estamos tratando de um técnico que teve até vitórias históricas, como frente ao campeão da Europa, o PSG. Do ponto de vista europeu, isto é algo incompreensível – chega a ser cômico e até ‘zoável’.

    Em Portugal, estamos habituados a ver treinadores durante anos: Sérgio Conceição no Porto, Jorge Jesus no Benfica ou Rúben Amorim no Sporting. Se olharmos para a Premier League, a comparação fica ainda mais gritante: Mikel Arteta está há 7 anos no Arsenal, mesmo sem títulos relevantes durante grande parte desse período, e com orçamentos gigantescos. No Manchester United, treinadores são mantidos mesmo quando parece que já não há como piorar. E o que dizer de Arsène Wenger ou Sir Alex Ferguson, que praticamente dedicaram as suas carreiras a um só clube?

    O paralelismo para o Brasil é astronômico. Vemos a torcida organizada do Palmeiras criticar talvez o melhor treinador da história do clube, Abel Ferreira, quando ele está completamente na luta pelo título e nas quartas de final da Libertadores. Pior ainda, vemos pressões constantes nos CT’s, com jogadores e técnicos sendo cobrados cara a cara pelas organizadas. Na Europa isso até pode acontecer, mas de forma pontual; o que é incomum é ver jogadores e dirigentes a dar justificativas oficiais a torcidas como se fossem superiores hierárquicos. E não me entendam mal: o clube é dos sócios, ou pelo menos assim acredito deveria ser.

    https://adzappy.o18.link/c?o=21448455&m=21672&a=695610

    O resultado desta cultura? Uma roda-viva em que 16 técnicos já foram demitidos em 2025, alguns com passagens de apenas 3, 4 ou 7 jogos. Na loucura que é o calendários das competições no Brasil, não dá tempo nem para os projetos nascerem.

    É verdade: o treinador é a cara do projeto, o responsável máximo, e muitas vezes é justo que caia. Mas a grande questão é que, no Brasil, não se valoriza a estrutura. Procura-se sempre o culpado individual. Quando leio críticas a um time, são quase sempre dirigidas a nomes próprios e não a problemas coletivos. O Fred foi apontado como único culpado da eliminação do Brasil na Copa e a própria comunicação social é quem força essa narrativa. Presumo que seja cultural.

    Quando há um projeto pensado e estruturado com planejamento estratégico, como é o caso do Palmeiras, os resultados aparecem. Se dá tempo, e o sucesso é visível. Abel Ferreira é a prova viva disso. Tudo indica que o Cruzeiro vai pelo mesmo caminho. O Flamengo também parece ter uma aposta firme em Filipe Luís, talvez influenciado pelo diretor de futebol europeu (José Boto), daí os resultados começam a aparecer.

    Isto não tira responsabilidade ao técnico: a incompetência existe, e muitas vezes é a raiz o problema. Mas penso que, para o bem do futebol brasileiro, será importante mudar a mentalidade: ser mais paciente, confiar no trabalho e na progressão das equipes, deixar os treinadores trabalharem e, acima de tudo, não ser tão duros com a individualidade e sim com o coletivo.

    Acredito a 100% que o Brasileirão tem potencial para entrar no top 5 das melhores ligas do mundo e ser um produto globalmente requisitado. Tem estádios cheios, torcidas apaixonadas, e o poder financeiro dos maiores clubes já começa a rivalizar com a segunda linha europeia. Uma das chaves pode ser precisamente esta mudança de mentalidade.

    Existem outras possíveis melhorias: gramados naturais, menos “lixo visual” nas transmissões, acabar com palcos a ocuparem arquibancadas em jogos, e reduzir calendários sobrecarregados. Mas isso já são outros assuntos… que talvez volte a explorar nesta rúbrica de opinião.

  • As torcidas mais influentes entre clubes brasileiros

    As torcidas mais influentes entre clubes brasileiros

    Ser influente vai além dos números ou dos cânticos. É sobre ter presença, ser um exemplo para os outros e marcar uma ou mais gerações. Flamengo, Corinthians ou Vasco têm uma base de adeptos com filosofias específicas e isso cria notoriedade e impacto social. O Portal Camisa12 explica quais são as torcidas mais influentes entre clubes brasileiros.

    O que é uma torcida influente?

    Grandes torcidas tornam-se, naturalmente, influentes, bruto da grande massa adepta que mobilizam em dias de jogo. São milhões de pessoas a puxar por um time, a serem exigentes no cumprimento de objetivos e, por vezes, a terem de ir ao centro de treino “apertar” com os jogadores e comitiva técnica.

    A força cultural que representam, fruto de ideologias há décadas enraizadas, criam uma perceção específica daquilo que a torcida significa, elevando mais alto do que apenas um grupo organizado de adeptos de um time. São uma força, literalmente, e procuram passar a mensagem certa e as formas de viver ideais, muito além do futebol.

    Na era digital, a presença online também torna a torcida influente, uma vez que seguir as páginas das torcidas e dos clubes, publicar e consumir conteúdo das torcidas, cria uma sensação de pertencimento, um fator essencial para o ser humano viver.

    As torcidas mais influentes do Brasil

    É inevitável não falar da torcida do Flamengo, uma vez que é reconhecida pelo mundo inteiro como uma das maiores, senão for a maior. São cerca de 42 milhões de torcedores, quase a população inteira da Espanha e praticamente quatro vezes mais que Portugal.

    A probabilidade de um brasileiro apoiar o Flamengo é alta e muitas pessoas ganham carinho pelo clube, mesmo não sendo do Rio de Janeiro, fruto da presença e número da torcida. A influência nas redes sociais, imprensa e cultura é enorme, mesmo para quem está fora do país. É o primeiro clube que um “gringo” se lembra quando pensa em futebol brasileiro.

    Talvez uma das torcidas mais fiéis seja a do Corinthians, com quase 14% da população do Brasil torce pro “Timão”, segundo dados do Datafolha. A fama e a influência da torcida cresceu na década de 1980, com os movimentos políticos e sociais de Sócrates, Casagrande e Wladimir, numa procura de democratização.

    Mesmo em fases ruins o estádio Neo Quimíca Arena segue completamente lotado e a mobilização de pessoas aos eventos esportivos do Corinthians é uma das mais eficazes do país.

    O sucesso internacional também contribui bastante para a influência de uma torcida e o São Paulo é um bom exemplo disso. Na década de 1990 e nos anos 2000, marcadas pelas conquistas da Libertadores e do Mundial, a torcida tricolor conquistou o coração de muitas pessoas.

    Tanto assim é que a torcida paulista está espalhada por várias regiões do Brasil, não só em São Paulo. O prestígio internacional criou uma dimensão praticamente nacional da torcida.

    O Vasco da Gama continua com uma das maiores torcidas no Brasil, mesmo numa fase irregular a nível esportivo. O histórico social influencia e cria respeito em qualquer um, fruto do trabalho realizado na década de 1920, uma vez que o Vasco foi dos primeiros clubes a incluir negros e operários em plena era de racismo no futebol.

    O Manifesto contra o Racismo é um símbolo de luta social. Para quem não conhece, foi um ofício enviado pelo então presidente do clube José Augusto Prestes à Associação Metropolitana de Esportes Atléticos, recusando participar em competições da associação, uma vez que esta forçou o time a remover do elenco doze jogadores negros, pobres e operários.

    O Bahia passou por uma transformação na torcida em 2013. Existiu uma grande mobilização contra a diretoria após um período marcado por corrupção. A torcida impulsionou o movimento “democracia tricolor”, que pressionou por eleições diretas e mais transparência.

    A torcida do Bahia é uma das mais engajadas politicamente no Brasil e está presente em Salvador e no Nordeste. Mais recentemente, em 2018, o clube, apoiado pela torcida, passou a adotar movimentos contra racismo, machismo e homofobia.

    Talvez o maior crescimento na década de 2020 foi o do Palmeiras. A força do clube aumentou exponencialmente após a entrada da Crefisa e da presidente Leila Pereira, resultando nas conquistas da Libertadores, em 2020 e 2021, e do Brasileirão, em 2018 e 2022.

    A Mancha Verde está entre as maiores torcidas digitais e tem uma das maiores escolas de samba em São Paulo, procurando influenciar na área da cultura além do futebol.

    Torcidas influenciam a cultura e a sociedade

    As torcidas vão bem mais além do futebol. Influência não é apenas sobre levar pessoas aos estádios ou ter muitos seguidores nas redes sociais. É estar diretamente ligado a movimentos culturais, com causas sociais e impacto político.

  • Torcidas que dominam o cenário global do futebol 

    Torcidas que dominam o cenário global do futebol 

    Futebol é muito mais que um jogo. É arte, espetáculo, é um movimento coletivo pulsando em campo. Mas, apesar das movimentações milionárias, ou dos grandes ídolos, o verdadeiro protagonista do esporte mais democrático do mundo é o povo, a torcida! É a voz que vem da arquibancada, aquele grito que empurra o time pra frente, a lágrima que rola na derrota e o abraço que celebra a vitória. E quando essa voz se espalha pelo mundo se criam fenômenos únicos que moldam sociedades, tendências e, por vezes, até influenciam na política local.

    Nós do Portal Camisa12 preparamos um apanhado sobre as maiores torcidas do mundo e como elas seguem criando movimentos culturais e modificando o ato de torcer.

    As torcidas: um fenômeno natural imparável

    Quando falamos em torcidas que mandam no cenário global, não estamos lidando apenas com dados numéricos, é sobre ter influência, sobre deixar uma marca na cultura, sobre conseguir juntar multidões e, claro, sobre uma paixão que vai muito além das quatro linhas. São milhões de corações batendo no mesmo ritmo, capazes de transformar qualquer estádio num caldeirão e de levar o legado do seu time pra qualquer canto do planeta.

    Em qualquer clássico a influência das arquibancadas é crucial para o resultado do jogo. As torcidas dão o tom, influenciam as decisões e, muitas vezes, são a própria cara do clube. No Brasil, nós sabemos muito bem como toda essa potência pode mudar realidades, seja pro bem ou pro mal. Mas e quando essa energia toda se torna um fenômeno global? O resultado é um espetáculo à parte, onde a paixão se torna uma língua universal.

    Nação Rubro-Negra: O gigante brasileiro que conquistou o mundo

    Não tem como falar de torcidas futebol globais sem começar pelo Flamengo. A Nação Rubro-Negra é um fenômeno a parte do habitual. Com mais de 42 milhões de torcedores, o Flamengo não só lidera o ranking das maiores torcidas do Brasil, como também está no topo, dentre as maiores do mundo. A torcida é um verdadeiro exército que conseguiu se espalhar por todos os cantos.

    A força do Flamengo não se mede só em números. A torcida tem a capacidade de transformar o Maracanã num inferno pra qualquer adversário. A Nação Rubro-Negra é a prova de como o amor por um time pode virar um movimento social, cultural e até econômico.

    Além das Fronteiras: Clubes com torcidas de impacto global

    O cenário global das torcidas não resume ao Brasil. Em todos os continentes temos exemplos de torcidas que transformam o futebol seja pela sua história, paixão ou pelo alcance. Dois grandes exemplos são as torcidas do Barcelona e do Chivas Guadalajara.

    Barcelona (Espanha): Mais que um Clube, um fenômeno identitário

    O Barcelona, com seus mais de 58 milhões de torcedores, é um gigante que não se restringe apenas às quatro linhas. O lema “Més que um club” (Mais que um clube) não é à toa, reflete a ligação profunda do time com a identidade catalã. A torcida do Barça é conhecida pela fidelidade, pelo apoio incondicional e pela capacidade de juntar multidões, seja no Camp Nou ou em qualquer lugar do mundo onde o time pise. É uma torcida que respira futebol, cultura e que transpira orgulho das suas origens.

    Chivas Guadalajara (México): O orgulho nacional

    No México, o Chivas Guadalajara é quase uma religião. Com cerca de 30 milhões de torcedores, o clube é símbolo de orgulho nacional, famoso por só jogar com atletas mexicanos. Donos de uma torcida fervorosa e leal, transformam cada jogo em festividade. A paixão pelo Chivas vai muito além do esporte, é um espelho da identidade e da cultura mexicana.

    Outros Gigantes e a Globalização da Paixão

    Outros clubes como Real Madrid (Espanha), Manchester United (Inglaterra), Bayern de Munique (Alemanha) e Juventus (Itália), também possuem torcidas gigantes e que influenciam o mundo todo. A globalização do futebol, que surge principalmente a partir do advento da internet, fez com que essas torcidas passassem das suas cidades e países, criando comunidades de fãs em todos os continentes.

    A expansão global das torcidas mostra como o futebol virou uma língua universal, capaz de unir culturas, idiomas e modificar cenários sociais. A camisa do time se torna passaporte de pertencimento internacional. O som da torcida não possui língua, ele é traduzido para qualquer parte do mundo. É a prova de que o futebol é muito mais que um esporte, é ferramenta de união e pertencimento.

    O grito da arquibancada

    As torcidas de futebol, principalmente as organizadas, têm um papel fundamental não só pra apoiar o time, mas também como agentes sociais e políticos. No Brasil, por exemplo, torcidas como a do Corinthians (com sua história de luta e inclusão) e a do Vasco (que foi pioneiro na briga contra o racismo) são exemplos claros de como a paixão pelo futebol pode engajar mudanças locais e globais.

    Essas torcidas são a prova de que o futebol vai muito além do que acontece em campo. É um lugar de pertencimento, de identidade, de luta e celebração. E a voz da arquibancada, seja ela no Maracanã, no Camp Nou ou em qualquer outro estádio, é a melodia que embala a paixão de milhões e que continua a dominar o cenário global do futebol. Aqui no Portal Camisa12, a gente tem certeza: a voz da torcida é protagonista no esporte. A voz que faz o futebol ser o que é!

    Agora é com vocês, qual a sua torcida do coração? Comenta para o nosso time!

    FAQ’s

    1- Qual a maior torcida do mundo?
    A disputa é acirrada, mas atualmente o Barcelona é o mais apontado como a maior torcida do mundo, com mais de 58 milhões de torcedores. Logo atrás, vem o Flamengo, com cerca de 42 milhões de adeptos, mostrando a força do futebol brasileiro no cenário global.

    2- Qual a maior torcida do Brasil?
    O Fla segue soberano como a maior torcida do Brasil, com cerca de 21,2% da preferência nacional. O Corinthians vem em segundo, com 11,9%.

    3- Qual o maior público já registrado em uma partida de futebol?
    A final da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã, entre Brasil e Uruguai. O famoso “Maracanazo” teve um público de 199.854 torcedores!