Categoria: Flamengo

  • Freguês! Flamengo defende tabu histórico contra Rogério Ceni; veja todos os números

    Freguês! Flamengo defende tabu histórico contra Rogério Ceni; veja todos os números

    O Flamengo entra em campo neste domingo (05/10), às 18h30, na Arena Fonte Nova, para enfrentar o Bahia, em duelo decisivo para se manter na liderança do Campeonato Brasileiro de 2025.

    Mais notícias do Flamengo:

    Classificação da Série A: Palmeiras deixa Flamengo para trás
    Prazo de conclusão do estádio, capacidade e custo bilionário

    Além da disputa pelos três pontos, o time de Filipe Luís defenderá uma impressionante escrita contra o treinador Rogério Ceni.

    No 1° turno do Brasileiro deste ano, o Mengão venceu por 1 a 0 no Maracanã. Na vitória, o único gol foi marcado por Arrascaeta.

    Flamengo x Rogério Ceni: 16 jogos invicto

    Este será o 17° duelo entre o técnico e o clube carioca, e o Rubro-Negro venceu todos os 16 confrontos anteriores (veja abaixo).

    Os times comandados por Ceni marcaram seis gols e sofreram 31, reforçando o domínio flamenguista sobre o ex-goleiro e atual treinador do Bahia. Quem vai levar a melhor no próximo jogo?

    Jogos de Rogério Ceni contra o Flamengo:

    • Flamengo 2 x 0 São Paulo – Brasileirão 2017
    • Flamengo 2 x 0 Fortaleza – Brasileirão 2019
    • Fortaleza 1 x 2 Flamengo – Brasileirão 2019
    • Cruzeiro 1 x 2 Flamengo – Brasileirão 2019
    • Flamengo 2 x 1 Fortaleza – Brasileirão 2020
    • São Paulo 0 x 4 Flamengo – Brasileirão 2021
    • Flamengo 3 x 1 São Paulo – Brasileirão 2022
    • São Paulo 0 x 2 Flamengo – Brasileirão 2022
    • São Paulo 1 x 3 Flamengo – Copa do Brasil 2022 (semifinal)
    • Flamengo 1 x 0 São Paulo – Copa do Brasil 2022 (semifinal)
    • Flamengo 1 x 0 Bahia – Brasileirão 2023
    • Flamengo 2 x 1 Bahia – Brasileirão 2024
    • Bahia 0 x 1 Flamengo – Copa do Brasil 2024 (quartas)
    • Flamengo 1 x 0 Bahia – Copa do Brasil 2024 (quartas)
    • Bahia 0 x 2 Flamengo – Brasileirão 2024
    • Flamengo 1 x 0 Bahia – Brasileirão 2025
    Flamengo x Bahia no Maracanã em 2025 – Foto: Letícia Martins/Bahia
  • Classificação da Série A 2025: Palmeiras dispara no returno e deixa Flamengo para trás

    Classificação da Série A 2025: Palmeiras dispara no returno e deixa Flamengo para trás

    O Palmeiras voltou a liderar o returno do Campeonato Brasileiro ao bater o Vasco por 3 a 0 no Allianz Parque, na quarta-feira (02/10). Com o resultado, o Verdão chegou a 16 pontos e ultrapassou o Flamengo, que agora ocupa a segunda colocação, com 15.

    Mirassol e Cruzeiro seguem firmes no G-4, com 14 pontos cada, enquanto o Botafogo ganhou quatro posições e assumiu o quinto lugar após vencer o Bahia por 2 a 1. Os dados foram levantados pelos jornalistas Cadu Vargas e Valmir Storti, do portal Ge.

    Resultados da 26ª rodada da Série A 2025 – Foto: Instagram/Brasileirão

    26ª rodada tem recorde de empates

    A 26ª rodada registrou empates nesta edição do Brasileirão: foram seis jogos sem vencedores. Entre eles, o duelo entre Flamengo e Cruzeiro, no Maracanã, que terminou empatado sem gols.

    Vitória deixa a lanterna do returno

    Quem surpreendeu foi o Vitória, que deixou a última colocação ao derrotar o Ceará por 1 a 0, no Barradão, em Salvador. O time baiano ganhou sete posições e aparece em 13º lugar no returno.

    Leia também: mudanças no novo calendário do futebol brasileiro

    Outro destaque foi o São Paulo. Mesmo com um jogador a menos desde os 21 minutos do primeiro tempo (expulsão de Rigoni), o tricolor paulista superou o Fortaleza por 2 a 0 no Castelão.

    Inter e Atlético-MG vivem pesadelo

    Na parte de baixo da tabela, a crise é grande para Internacional e Atlético-MG. O Colorado, que empatou em casa com o Corinthians por 1 a 1, assumiu a lanterna do returno com apenas cinco pontos.

    O Galo, agora comandado por Jorge Sampaoli, tem a mesma pontuação, mas aparece em 19º por ter saldo de gols melhor.

    Classificação do returno do Brasileirão 2025:

    1. Palmeiras – 16 pontos
    2. Flamengo – 15 pontos
    3. Mirassol – 14 pontos
    4. Cruzeiro – 14 pontos
    5. Botafogo – 12 pontos
    6. Grêmio – 12 pontos
    7. Vasco – 11 pontos
    8. Fluminense – 11 pontos
    9. São Paulo – 10 pontos
    10. Bahia – 10 pontos
    11. Ceará – 9 pontos
    12. Corinthians – 8 pontos
    13. Vitória – 7 pontos
    14. Santos – 7 pontos
    15. Fortaleza – 6 pontos
    16. Red Bull Bragantino – 6 pontos
    17. Sport – 6 pontos
    18. Juventude – 6 pontos
    19. Atlético-MG – 5 pontos
    20. Internacional – 5 pontos
  • Palmeiras x Flamengo: de “times distantes” à rivalidade da década  

    Palmeiras x Flamengo: de “times distantes” à rivalidade da década  

    O Palmeirense carrega nas costas mais de um século de rivalidades clássicas e históricas. Corinthians, São Paulo, Santos… esses são os confrontos que nasceram no sangue, na arquibancada, no barulho das ruas de São Paulo. Agora Flamengo? Até pouco tempo atrás, não passava de mais um adversário de respeito, com grande adesão popular, mas distante, quase neutro.

    Só que o futebol brasileiro mudou muito nos últimos tempos. O calendário expandiu, o dinheiro entrou pesado com os novos tipos de patrocínio, e a liderança ficou restrita a poucos clubes capazes de sustentar elencos milionários e estrutura avançada.

    E aí, no meio dessa virada, o Flamengo e o Palmeiras começaram a se encontrar repetidamente em finais, decisões e disputas diretas de título.

    De repente, o clube carioca que nunca foi rival histórico ou de torcida, passou a dividir com a gente o protagonismo.
    De 2015 pra cá, quantas vezes Palmeiras e Flamengo se cruzaram em jogos que valiam taça ou mudavam o rumo da temporada? Libertadores, Supercopa, Copa do Brasil, Brasileirão. Viramos adversários de mesa de bar, de programa esportivo e de arquibancada.

    O choque de estilos e as falas da Leila   Pereira

    E não é só em campo que essa rivalidade tomou forma, mas também fora dele, e tem ficado cada vez mais evidente. A presidente Leila Pereira por exemplo, tem repetido que admira a estrutura do Flamengo, mas não deixa quieto quando fala em gestão responsável, insinuando que nem todo modelo de gastos é sustentável no longo prazo.

    Recentemente, ela deu aquela cutucada bem estilo da presidente do Verdão, ao dizer que: “o Palmeiras não vai se endividar para comprar craques a qualquer custo”, deixando clara a critica ao rival rubro-negro, que adota uma postura mais agressiva no mercado da bola.

    Essas declarações acendem ainda mais a rivalidade entre os clubes. De um lado, a torcida alvi verde se orgulha da solidez financeira e da sequência de títulos da última década. Do outro, a nação rubro-negra responde com seus números massivos de torcida, de arrecadação e de estrelas contratadas.

    Rivalidade moderna

    Eu acho engraçado que Palmeiras e Flamengo nunca tiveram no passado o peso de uma rivalidade direta, como Corinthians x Palmeiras ou Fla x Flu, inclusive não me lembro de alguma vez ouvir meu pai ou meus irmãos falarem de um jogo memorável entre Palmeiras e Flamengo durante as suas incontáveis histórias de jogos e arquibancada.

    Mas o futebol vive de cenário, e hoje a realidade é que os dois são os grandes clubes do Brasil no século XXI. A cada temporada, o torcedor já entra esperando o confronto decisivo entre esses dois.

    Inclusive, em muitas entrevistas que vejo do elenco eles sempre falam como jogar contra o Flamengo ou até mesmo o Botafogo, se tornou um jogo mais difícil nos últimos anos.

    De certa forma, dá até gosto de ver. Se antes éramos reféns de olhar só para os clássicos regionais, agora temos uma rivalidade nacional. É o choque dos times hoje considerados elite: a consistência palmeirense contra a ousadia flamenguista. E cada temporada, cada título que esses clubes ganham só aumenta mais e mais essa rivalidade.

    E nós, palmeirenses?  

    Do lado de cá, a gente sabe que rivalidade mesmo é contra o Corinthians, isso nunca vai mudar, e também não podemos negar que a rivalidade regional ainda tem um maior peso pras torcidas, porque é nessa resenha de arquibancada que vem as grandes piadinhas contra o rival, e um estilo mais engraçado de torcer. Mas negar que o Flamengo virou nossa “comparação” de grandeza nos últimos anos seria não olhar pra realidade atual. Quando vencemos, o gosto é especial. Quando perdemos, a cobrança chega forte.

    Talvez no futuro quando eu estiver contanto as minhas história de arquibancada eu possa falar de um “Palmeiras x Flamengo” como a grande rivalidade do futebol brasileiro dessa decáda atual. Uma rivalidade que nasceu não de vizinhança ou bairrismo, mas da grandeza e investimento.E no fundo, isso só mostra o tamanho do Verdão: não importa o tempo, não importa o adversário, não importa a década, sempre haverá alguém que nos mostre o quanto somos e sempre seremos um dos maiores times brasileiros.

  • Torcida do Flamengo: a força que domina os estádios e as redes sociais

    Torcida do Flamengo: a força que domina os estádios e as redes sociais

    Se você acompanha futebol no Brasil, certamente já se perguntou por que a torcida do Flamengo parece estar em todos os lugares. Basta ligar a TV em um jogo no Maracanã, abrir o Instagram ou até acompanhar um clássico no Nordeste para ver o mar rubro‑negro. 

    Mas os números confirmam essa sensação? E o que torna a “Nação” tão diferente de outras torcidas? Neste artigo, vamos conversar sobre a dimensão da torcida do Flamengo, trazer dados de pesquisas e redes sociais, comentar a festa nos estádios e analisar o fenômeno cultural que é ser rubro‑negro.

    Torcida do Flamengo: uma das maiores do mundo

    Não é exagero afirmar que o Flamengo tem uma das maiores torcidas do planeta. Uma pesquisa divulgada em abril de 2025 pelo portal RIC, baseada em estudo da empresa TMTM20 Branding e Brazil Panels, apontou o Rubro‑Negro como líder disparado de torcedores no Brasil: 24,8 % dos entrevistados declararam torcer pelo clube

    Em segundo lugar aparece o Corinthians, com 19,4 %, seguido por Palmeiras (8,1 %) e São Paulo (5,2 %). Isso significa que, de cada quatro torcedores brasileiros, um é flamenguista.

    Ao ampliar a análise para o cenário mundial, a mesma reportagem indica que o Flamengo figura entre os clubes com maior base de fãs no planeta. O ranking liderado pelo Barcelona (58 milhões) coloca o clube carioca na segunda posição, com 42 milhões de torcedores.

    Esse dado coloca a “Nação” à frente de gigantes como Real Madrid e Manchester United, reforçando que o amor ao Rubro‑Negro ultrapassa as fronteiras do Brasil.

    Comparação com outras torcidas brasileiras

    Esses números ajudam a dimensionar a força da torcida do Flamengo, mas a diferença fica ainda mais clara ao observar rivais diretos. O Corinthians, segundo colocado no ranking nacional, reúne 19,4 % dos torcedores — aproximadamente cinco pontos percentuais abaixo do Mengão.

    Palmeiras e São Paulo, que completam o “G4” das maiores torcidas, juntos não alcançam a porcentagem rubro‑negra.

    A torcida do Mengão nas redes sociais: likes, seguidores e engajamento

    A presença digital do Flamengo é outro termômetro da popularidade do clube. Segundo um levantamento de julho de 2025 da Máquina do Esporte, baseado no ranking digital da Ibope Repucom, o Flamengo alcançou 22 milhões de seguidores no Instagram. 

    O estudo também destaca que, no mesmo mês, o Rubro‑Negro somou 435 mil novos seguidores na plataforma — um recorde impulsionado pela participação na Copa do Mundo de Clubes. Esse volume coloca o clube como o time com mais seguidores nas redes sociais fora da Europa, à frente de todas as demais equipes brasileiras.

    Número de seguidores do Flamengo

    Além do Instagram, a reportagem afirma que o Flamengo acumula 63 milhões de inscrições quando somadas todas as redes (Instagram, TikTok, YouTube e X). Só em junho de 2025, o clube conquistou 838 mil novos inscritos, reforçando a hegemonia digital.

    Por que tanta gente acompanha o Mengão online?

    A força nas redes reflete vários fatores. O time viveu anos vitoriosos desde 2019, conquistando Libertadores, Brasileiros e Copas do Brasil. A gestão de marketing investiu em conteúdo próprio, como séries no YouTube, bastidores no TikTok e posts interativos no X. 

    Além disso, a torcida do Flamengo é extremamente engajada; não é raro ver campanhas de enquetes e votações sendo dominadas pelo “#Mengo” em tendências mundiais.

    Lotando estádios: média de público da torcida flamenguista e festa nas arquibancadas

    Se no digital o Flamengo já é destaque, nos estádios a paixão rubro‑negra se expressa em decibéis. Um ranking publicado pelo site SrGoool, que analisa todas as divisões do Campeonato Brasileiro, mostra que o Flamengo disparou na média de público de 2025. 

    Após dez jogos como mandante, o clube registrava 53 721 torcedores pagantes por partidas. O Cruzeiro, segundo colocado, tinha média de 41 051 pessoas, seguido por Corinthians com 37 946.

    A diferença não é pequena: o Flamengo leva 12 670 fãs a mais por jogo que o segundo colocado. E vale lembrar que esse ranking inclui clubes de Séries A, B, C e D; mesmo assim, a “Nação” domina com folga. 

    O Maracanã vira um caldeirão em jogos decisivos, e a média de público do Mengão chega a ser o dobro ou o triplo de muitos rivais.

    A cultura do mosaico e as festas visuais

    Outro aspecto marcante da torcida do Flamengo são os mosaicos — painéis formados por milhares de cartolinas que transformam o Maracanã em uma obra de arte. Em agosto de 2025, nas oitavas da Libertadores contra o Internacional, os rubro‑negros montaram um mosaico que virou meme e assunto nas redes sociais. 

    O desenho com um botijão de gás e bombons chamou tanta atenção que gerou piadas e centenas de postagens. Essa brincadeira faz parte da criatividade e irreverência da torcida flamenguista, que se orgulha de cantar, agitar bandeiras e surpreender com mensagens gigantescas (seja para apoiar o time ou provocar rivais.)

    O que explica a torcida do Flamengo ser tão numerosa?

    O Flamengo nasceu em 1895 como um clube de regatas e rapidamente se transformou em um gigante do futebol. Conquistas históricas como o tricampeonato brasileiro de 1980‑1983, a Libertadores de 1981 e o Mundial Interclubes de 1981 moldaram gerações de torcedores. 

    Mais recentemente, o “tetracampeonato” do Brasileirão em 2019, 2020, 2022 e 2024 e a Libertadores de 2019 e 2022 reavivaram a paixão das novas gerações. Torcer pelo Flamengo é também torcer por histórias de craques como Zico, Romário, Adriano, Juan e, mais recentemente, Gabigol e Arrascaeta.

    Identidade cultural e presença nacional

    Mas os títulos não explicam tudo. A torcida do Flamengo é conhecida por sua identidade popular. Historicamente associado ao povo do Rio de Janeiro, o clube foi um dos primeiros a se popularizar em todo o Brasil graças às transmissões da TV na década de 1980. Para quem crescia no interior do Nordeste ou do Norte, ver o Flamengo em finais de campeonato era comum, enquanto times locais não apareciam.

    Além disso, a migração interna levou milhares de cariocas para outras regiões, espalhando a paixão rubro‑negra. Hoje o Flamengo tem torcidas organizadas em todos os estados do país e até em comunidades brasileiras na Europa, Japão e Estados Unidos. Quem já visitou estádios como Castelão (Fortaleza) ou Arena Pernambuco sabe que a camisa rubro‑negra é presença garantida mesmo em jogos de times locais.

    Carisma e marketing

    O carisma da torcida também é alimentado por uma boa dose de marketing. Nos últimos anos, o clube profissionalizou seu departamento de comunicação e investiu em canais oficiais, participação em séries de streaming e interação com influenciadores. As ações ajudam a construir uma narrativa de clube “do povo” que conversa diretamente com jovens torcedores. Não é incomum ver crianças no interior da Bahia ou do Acre com a camisa do Flamengo, repetindo bordões de narradores cariocas e gritando “Mengo!” com orgulho.

    Torcida Rubro-Negra no dia a dia: números de seguidores, mosaicos e recordes

    Para sintetizar alguns dados citados, vale reunir em tabela alguns números que destacam a força da torcida do Flamengo. Lembre‑se: valores podem variar conforme a fonte, mas a tendência é sempre de liderança.

    IndicadorNúmero / PorcentagemFonte
    Participação da torcida no Brasil24,8 % dos torcedores brasileiros torcem pelo FlamengoPesquisa TMTM20/Brazil Panels (2025)
    Número de torcedores no mundo42 milhões de fãs, atrás apenas do BarcelonaEstudo RIC (2025)
    Seguidores no Instagram22 milhões de inscritos em julho de 2025Ranking digital Ibope Repucom
    Total de inscritos nas redes sociais63 milhões de inscrições somadas em todas as redesMáquina do Esporte (2025)
    Média de público em casa (Brasileirão 2025)53 721 torcedores por jogoRanking SrGoool (2025)

    O Flamengo é a maior torcida do mundo?

    A comparação global sempre gera discussão. Os 42 milhões de torcedores atribuídos ao Flamengo o colocam atrás apenas do Barcelona em 2025. Times europeus como Real Madrid, Manchester United e Bayern de Munique aparecem logo depois. 

    Isso significa que, em termos absolutos, o Flamengo pode não ser “o maior do mundo”, mas sem dúvida está entre os gigantes. Quando se considera engajamento, presença em jogos e paixão, muitos acreditam que a torcida rubro‑negra é imbatível. 

    Afinal, quantas outras torcidas você conhece que fazem mosaicos engraçados com botijões de gás ou lotam estádios mesmo em jogos fora de casa?

    Conclusão: a força que continua crescendo

    A torcida do Flamengo é um fenômeno que combina tradição, conquistas e carisma popular. Com quase um quarto dos torcedores brasileiros declarando amor ao Mengão, 22 milhões de seguidores no Instagram e médias de público que deixam concorrentes para trás, a Nação rubro‑negra domina dentro e fora de campo. 

    Mas, mais do que números, o que encanta é a criatividade nas arquibancadas, os mosaicos coloridos, as músicas contagiosas e a sensação de pertencimento que une pessoas de diferentes regiões.

    Se você ainda não tinha ideia da dimensão dessa torcida, agora pode ter um panorama mais claro. E se você já faz parte da Nação, provavelmente terminou este artigo com um sorriso no rosto, lembrando de alguma festa inesquecível no Maracanã ou de uma brincadeira que viralizou nas redes. 

    Afinal, torcer pelo Flamengo é mais do que acompanhar um time de futebol: é fazer parte de uma das maiores manifestações culturais do Brasil.

  • Estádio do Flamengo: prazo de conclusão para 2036, nova capacidade e custo bilionário

    Estádio do Flamengo: prazo de conclusão para 2036, nova capacidade e custo bilionário

    O sonho da casa própria do Flamengo está mais perto de se tornar realidade. Em reunião do Conselho Deliberativo (CoDe), a diretoria apresentou os detalhes do projeto para a construção do seu novo estádio, que será no terreno do Gasômetro, no Rio de Janeiro.

    Os detalhes foram revelados pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, na quarta-feira (17). A seguir, saiba mais sobre o projeto:

    Imagens do projeto do estádio do Flamengo na área interna. Divulgação/Flamengo

    Capacidade do novo estádio do Flamengo

    O estádio terá capacidade para 72 mil torcedores, um número ligeiramente menor que o do Maracanã, mas que ainda assim garante um espaço imponente para os jogos do clube.

    Atualmente, mesmo com a capacidade de quase 78 mil do Maracanã, a venda de ingressos é limitada a cerca de 70 mil.

    Qual o custo e o prazo do projeto?

    O custo estimado para a construção do estádio é de R$ 2,2 bilhões. Esse valor abrange todas as etapas, desde o terreno e a construção da arena, até custos de contingência e de capital.

    O estudo da FGV, por exemplo, apontou um custo de R$ 2,66 bilhões, sem incluir o custo de capital. Com a simulação de juros, o valor total poderia ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões.

    O prazo de conclusão, que antes era 2029, foi revisto e agora a previsão é que seja finalizado em junho de 2036.

    Detalhes do projeto do estádio do Flamengo:

    • Estimado de 72 mil lugares, com foco na redução de assentos premium e ajuste de projetos para melhorar a viabilidade;
    • Custo estimado de R$ 2,2 bilhões, incluindo o estádio, contingências, terreno e custo de capital;
    • Prazo de conclusão estimado em Junho de 2036;
    • Financiamento viável na geração de recursos internos;
    • Foco também na melhora da receita operacional e rentabilidade, sem gerar impacto na performance esportiva.

    Nota do Flamengo sobre o estádio na íntegra:

    Na noite desta quarta-feira (17/09), o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, apresentou ao Conselho Deliberativo, junto com Alexandre Rangel, sócio da RRA Consultoria, e Ricardo Simonsen, Henrique Castro e Bauer Rachid, da FGV Conhecimento, as conclusões dos estudos de campo de sondagem, arbóreo, topografia, patrimônio histórico e descontaminação do terreno do Estádio do Gasômetro, realizado por cinco empresas contratadas.

    O trabalho da atual gestão, iniciado há sete meses, teve como premissa fundamental viabilizar a construção de um estádio próprio sem que o clube precise se tornar uma SAF e sem comprometer o desempenho esportivo. Para isso, foram adotadas medidas como a criação de um time exclusivo de gestão do projeto, a recontratação da Arena – responsável pelo projeto inicial – para apoio técnico, a condução do estudo de viabilidade pela FGV, a realização de análises aprofundadas do terreno, a resolução de pendências com AGU, Prefeitura e Naturgy, além da avaliação de alternativas de estádio.

    Nesse período, uma equipe de especialistas se dedicou a desenvolver um projeto viável, corrigindo distorções de origem que envolviam custos subestimados, prazos irreais, receitas superestimadas e um modelo de financiamento insustentável.

    Ricardo Simonsen, diretor técnico, e Henrique Castro, professor de Economia da FGV EESP, detalharam como os custos foram subestimados no projeto apresentado. A FGV calculou o custo final atualizando a inflação, contingências, e insumos em R$ 2,66 bilhões. Com a inclusão do custo de capital o valor total do estádio é de R$ 3,1 bilhões. O valor apresentado pela gestão anterior na proposta orçamentária era de R$1,9 bilhão.

    Além disso, as receitas projetadas foram superestimadas. Segundo a análise da FGV, o plano considerava um valor médio de ingresso de R$ 195,44 — mais que o dobro da média atual —, com 30% dos assentos classificados como VIP ou Premium, o dobro do que existe hoje no Maracanã. Foi planejado um estádio complexo e elitizado. Também estavam inflados patrocínios de R$ 60 milhões e a antecipação da receita de Naming Rights. Além disso, os valores das CPACs, estimados inicialmente em R$ 552 milhões, foram recalculados pela FGV para R$ 194 milhões.

    Os prazos também foram revistos. O cronograma original ignorava etapas essenciais, como o remanejamento da Naturgy, que ocupa hoje 55% do terreno, com uma subestação de bombeamento de gás para a região metropolitana do Rio de Janeiro. Conforme o comunicado da Naturgy enviado ao Flamengo em 10 de setembro de 2025, o tempo estimado de remanejamento é de quatro anos, após a obtenção de novo endereço para a instalação da subestação, a cargo da Prefeitura.

    Segundo a Aecom, empresa contratada para planejar as estratégias de descontaminação, existem 21 estudos públicos que demonstram a complexidade da contaminação do terreno, tornando o prazo de cinco meses de descontaminação propostos no planejamento de 2024 irreais. Além disso, o relatório preliminar da FGV apontou um prazo para a descontaminação entre 18 e 24 meses, após a saída da Naturgy. Sem essa etapa, não há a possibilidade de obter as licenças necessárias para iniciar a construção.

    Na prática, isso significa que a obra não poderia começar em menos de seis a sete anos, aos quais se somariam outros três anos de construção — projetando a entrega do estádio a partir de 2034, o que torna o prazo de inauguração em dezembro 2029 previsto pela gestão anterior completamente irreal.

    A fim de viabilizar o estádio, os especialistas da FGV e Arena apresentaram proposta de novo projeto, baseado em premissas mais realistas e com perfil mais popular e identificado ao Flamengo.

    Antes de encerrar a reunião, o presidente Bap apresentou os próximos passos. No curto prazo, o foco será o acompanhamento do processo de remanejamento da Naturgy junto à Prefeitura, a demolição e limpeza do terreno sob responsabilidade do Flamengo, o acompanhamento da aprovação legislativa das CPACs e a assinatura do Termo Definitivo com a AGU, a Caixa e a Prefeitura. Já no médio e longo prazo, a prioridade será a estruturação do projeto executivo para a construção do estádio.

  • Diretoria do Flamengo prevê inauguração de novo estádio em 2036

    Diretoria do Flamengo prevê inauguração de novo estádio em 2036

    O Conselho Deliberativo do Flamengo reuniu-se na noite desta última quarta-feira (17/09) para obter mais detalhes sobre como anda a construção do novo estádio do clube, no terreno do Gasômetro. Segundo os dados apresentados pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP, a conclusão das obras ocorrerá a partir de 2034, podendo estender-se até 2036, dependendo de problemas externos.

    A diretoria rubro-negra justificou que os custos foram minimizados no projeto apresentado pela gestão passada. A FGV calculou um custo final com todos os dados — atualizando a inflação, contingências e insumos — em R$ 2,66 bilhões. Quando adicionado o custo de capital, o valor total do estádio chega a aproximadamente R$ 3,1 bilhões. Anteriormente, a quantia apresentada era de R$ 1,9 bilhão.

    “Nesse período, uma equipe de especialistas se dedicou a desenvolver um projeto viável, corrigindo distorções de origem que envolviam custos subestimados, prazos irreais, receitas superestimadas e um modelo de financiamento insustentável”, comunicou o Flamengo.

    Pontos apresentados:

    • Estádio otimizado de 72 mil lugares, com foco na redução de assentos premium;
    • Custo revisado de R$ 2,2 bilhões, incluindo o estádio, contingências, terreno, custo de capital e custo do entorno;
    • Prazo de conclusão mínimo em julho de 2036, dependendo de diversos fatores externos;
    • Estratégia de financiamento viável, baseada na geração de recursos internos (poupança);
    • Lastro no aumento de receitas orçamentárias e rentabilidade, sem gerar impacto na performance esportiva.

    Além do mandatário rubro-negro, estiveram presentes na reunião Alexandre Rangel, sócio da RRA Consultoria; Ricardo Simonsen; Henrique Castro; e Bauer Rachid, da FGV Conhecimento. O propósito do encontro foi apresentar as conclusões dos estudos de campos de sondagem, arbóreo, topografia, patrimônio histórico e a descontaminação do terreno — tudo sendo realizado por cinco empresas contratadas pelo clube.

    Conforme mostrado na análise, houve reduções nas receitas projetadas. Inicialmente, o plano estimava um valor médio de ingresso de R$ 195,44 — mais do que o dobro da média atual — com cerca de 30% dos assentos considerados como VIP ou Premium, número que dobra os existentes atualmente no Maracanã. Os valores estimados pelo Certificado de Potencial Adicional de Construção (Cepac) foram de R$ 552 milhões, recalculados pela FGV para R$ 194 milhões.

    Quanto aos prazos, a diretoria anterior havia projetado a inauguração para 2029. Contudo, os gestores atuais afirmam que o cronograma desconsiderava algumas etapas essenciais, como o remanejamento da Naturgy, que hoje ocupa cerca de 55% do terreno com uma subestação de bombeamento de gás para a região metropolitana do Rio.

    Segundo comunicado da empresa de gás, enviado ao Flamengo no dia 10 de setembro de 2025, o tempo estimado para a modificação é de quatro anos — isso após a exploração do novo endereço para a instalação da subestação, tarefa a cargo da prefeitura.

    A limpeza e demolição do terreno estão sob responsabilidade do Flamengo, com o acompanhamento da aprovação legislativa dos Cepacs e a assinatura do Termo Definitivo com a AGU, a Caixa e a Prefeitura. Contabilizando a médio e longo prazo, a prioridade será a estruturação do projeto executivo, tudo para a construção do estádio do clube rubro-negro.

  • A cultura das torcidas organizadas e sua influência dentro e fora dos estádios

    A cultura das torcidas organizadas e sua influência dentro e fora dos estádios

    Representando identidade, pertencimento e paixão por um clube, as torcidas organizadas são um fenômeno sociocultural que demonstravam que o amor iria muito além dos 90 minutos disputados em uma partida de futebol. Contudo, a situação mudou com o tempo e as uniformizadas passaram a ter ligações com incidentes de hooliganismo e violência no futebol, transformando totalmente a imagem criada inicialmente.

    Utilizando a justificativa de ajudar o time com a ter forças em campo e intimidar o adversário, seu objetivo principal é apoiar os seus devidos clubes. Mas por conta da violência constante ligada as torcidas organizadas, o governo brasileiro estabeleceu o Estatuto do Torcedor, lei que regulamenta as uniformizadas, dando-lhes direitos e deveres à serem seguidos.

    Por conta sua forte influência dentro e fora dos estádios, o Camisa 12 vai ter explicar todas as nuances deste tema, que deveria ser mais evidente no país.

    Origem

    Parte da história do futebol brasileiro, as torcidas uniformizadas começaram a aparecer no início dos anos 1940, porém foi na década de 60 que elas conseguiram ganhar mais visibilidade, mas de uma maneira positiva. Graças ao espetáculo nas arquibancadas, as organizadas transformam o ambiente em algo vivo, parecendo um coração pulsante, com cantos durante toda a partida, faixas e bandeirões, acabando com o falta de entusiasmo
    do local.

    Habitualmente com códigos próprios, vestimentas, normas de conduta e até mascote próprio, as associações transformaram rapidamente em empresas, que começaram a comercializar este amor com produtos próprios.

    Ao longo das décadas seguintes, as organizadas começaram a se envolver em campanhas beneficentes, arrecadando doações de alimentos e roupas, além de apoiar causas sociais, transformando-se em um agente social ativo nas comunidades e
    participando cada vez mais das ações dos clubes.

    Violência e rivalidade extrema

    A rixa entre os clubes saiu de dentro do campo para as arquibancadas, chegando a ultrapassar as paredes dos estádios. Muitas torcidas participam de confrontos desde brigas entre membros de torcidas rivais, até confrontos com a polícia, que incluem depredação do patrimônio público, tornando-se tornando cada vez mais constantes nos noticiários.

    É importante salientar que os embates entre as torcidas não são acidentais ou despretensioso, e sim marcados com antecedência pelas redes sociais ou grupos fechados. Esses choques ocorrem por muitas vezes longe dos estádios, em pontos
    bastante movimentados, como: estações de metrô, terminais e pontos de ônibus, além dos arredores que dão acesso aos estádios, tornando a situação bastante complicada para as autoridades tentar controlar a situação.

    Por conta desses problemas, os estádios se tornaram um lugar hostil, afastando as famílias, crianças e boa parte da torcida por conta da violência, prejudicando a imagem da modalidade.

    Em alguns clássicos nacionais, as autoridades exigem que a disputa tenham apenas uma torcida nas arquibancadas, evitando confrontos (pelos menos nos estádios), arruinando o espetáculo.

    Casos extremos

    Infelizmente alguns casos terríveis ficaram marcados na história do futebol brasileiro, episódios esse que, mostram o quanto essa ideia de rivalidade transformam o amor pelo esporte em uma tragédia.

    Batalha do Pacaembu, em 2012 – No clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians, as uniformizadas se enfrentaram nas arquibancadas e nos arredores do Pacaembu. Entre as cenas captadas pela mídia, a selvageria rolava solta com cadeiras arrancadas e brigas cara a cara, interrompendo a partida em certo momento.

    Confronto na Arena Joinville, em 2013 – Durante uma partida decisiva que poderia decretar o rebaixamento do Vasco, membros das organizadas do Cruzmaltino e do Athletico-PR batalharam dentro do estádio, com agressões brutais, utilizando pedras, paus e muito sangue jorrando no gramado, um verdadeiro show de horrores. As imagens chocaram o Brasil, interrompendo o confronto por mais de uma hora.

    Caso do vaso sanitário, em 2014 – Um dos incidentes mais chocantes sobre brigas entre torcidas organizadas, é a morte de Paulo Ricardo Gomes da Silva, atingido por um vaso sanitário durante um confronto aos arredores do Estádio do Arruda.

    Integrante da Torcida Jovem, organizada do Sport, Paulo foi apoiar uma torcida “irmã”, durante o jogo entre Santa Cruz e Paraná, pela terceira rodada da Série B. Após o fim da partida, o rapaz de 26 anos foi mortalmente atingido por um vaso sanitário, arremessado durante o confronto. Três pessoas foram condenadas por homicídio consumado.

    Esses são apenas alguns dos milhares de exemplos que são vistos ao longo dos anos, demonstrando toda periculosidade que alguns atos mascarados de amor podem acarretar.

    O prejuízo à imagem do futebol, as torcidas organizadas é um problema real e grave, porém não podem ser generalizadas e não incriminar pessoas que tentam dar brilho as arquibancadas. É importante ressaltar que a maioria dos membros não participam ativamente dos atos de violência, mas que são marginalizados por muitas vezes pela mídia e boa parte da opinião pública, dificultando o diálogo e reconhecimentos de atitudes sociais positivas.

  • O que significa Time do Povo e por que isso importa para torcedores

    O que significa Time do Povo e por que isso importa para torcedores

    Para alguns, torcer para um time do povo é mais do que paixão: é uma necessidade tão fundamental quanto respirar. Mas o que, de fato, significa ser um “time do povo”? E por que clubes como Flamengo, Vasco ou Corinthians carregam essa bandeira com tanto orgulho? A resposta é simples, porém, profunda: a sensação de pertencimento é vital para o ser humano. O Portal Camisa12 vai te explicar essa conexão visceral.

    O que define um time do povo?

    Em uma era onde o futebol global é cada vez mais dominado por corporações e investidores milionários, que controlam múltiplos clubes ao redor do mundo, é um alívio e uma inspiração ver clubes de origem humilde alcançarem o sucesso. É exatamente isso que representa um “time do povo”.

    São clubes que nasceram das comunidades, criados para e pelas pessoas. Eles não se importam com donos bilionários ou contratações bombásticas. O que realmente importa é honrar os valores e a história que os fundaram. Geralmente, são times criados por trabalhadores, muitas vezes de comunidades, que veem no clube um refúgio e uma forma de escapar da dura realidade do dia a dia. Os torcedores se sentem representados, e essa representação é a base de uma conexão inabalável.

    A necessidade humana de pertencer

    O ser humano possui a necessidade de sentir-se pertencente a algo, de se sentir parte de uma comunidade. Não fomos feitos para viver isolados, mas sim para o convívio, a celebração, a alegria e a tristeza compartilhadas. É essa interação humana que nos energiza e nos dá força para viver.

    Essa ideia é reforçada pela teoria dos psicólogos Roy Baumeister e Mark Leary, de 1995, em seu artigo “The Need to Belong: Desire for Interpersonal Attachments as a Fundamental Human Motivation” (A Necessidade de Pertencer: o Desejo por Vínculos Interpessoais como uma Motivação Humana Fundamental). Eles defendem que a necessidade de pertencer a uma sociedade ou grupo é tão essencial quanto a fome e a sede. Precisamos de laços e estímulos sociais, de sentir que fazemos parte de algo maior do que nossa própria individualidade.

    É exatamente essa sensação que a torcida de um “time do povo” proporciona. É o “nós contra eles”; uma união inseparável, onde a força coletiva supera qualquer obstáculo. Damos a vida por esse time, vamos ao estádio toda semana, temos todas as camisas, abraçamos, rimos, choramos e convivemos com outros torcedores, sejam amigos ou desconhecidos. Hoje, isso pode parecer garantido, quase banalizado, mas é crucial que os torcedores compreendam que esses sentimentos estão entre os mais essenciais e básicos que um ser humano pode experimentar.

    Exemplos de ‘Times do Povo’ no Brasil

    No Brasil, a história do futebol é rica em exemplos de torcidas e clubes fundados com base em ideologias sociais e lutas populares. As maiores e, talvez, mais influentes, são as do Corinthians e do Flamengo.

    Corinthians: O Timão tem em sua essência uma narrativa de luta e inclusão do povo, algo que, mesmo de forma inconsciente, atrai milhões de torcedores, inclusive fora do Brasil. Sua história está diretamente ligada às camadas populares de São Paulo, tornando-o um verdadeiro símbolo de resistência e paixão operária.

    Flamengo: O Fla se destaca pela sua dimensão. Com uma das maiores torcidas do mundo, o clube consegue abranger todas as classes sociais e regiões do Brasil. Embora tenha maior protagonismo no Rio de Janeiro, sua capilaridade nacional e a paixão de seus torcedores o consolidam como um time verdadeiramente popular, capaz de unir diferentes realidades sociais.

    Outros exemplos notáveis de times com forte origem popular incluem:

    Bahia: Com seu movimento democrático e engajamento em lutas políticas, o Bahia sempre foi uma voz ativa na defesa de causas sociais, representando a força do povo baiano.

    Vasco da Gama: O Vasco foi um dos clubes pioneiros no combate ao racismo no futebol brasileiro, sendo uma peça-chave nessa luta por inclusão e igualdade.

    Personalidades como Sócrates, filiado ao Partido dos Trabalhadores (também fundado por operários de São Paulo no final da década de 1970), exemplificam a união entre o brilhantismo no futebol e o engajamento social e político que marcou a história de muitos clubes “do povo”.

    O orgulho e a mensagem que passa de pai para filho

    Um time do povo não ignora nenhum torcedor, ao contrário do que muitas vezes acontece com equipes maiores. Além do sentimento de pertencimento, isso gera um orgulho social imenso, mostrando que pessoas comuns, de qualquer origem, podem ser protagonistas. E, muitas vezes, esse apoio ao time é uma herança de família: do bisavô que presenciou a fundação do clube, ao avô que aprendeu suas raízes, ao pai, até chegar ao filho. Essa é a beleza de um time do povo: não se sabe bem de onde vem tanto amor, mas ele está lá, inabalável e fiel.

    A união entre pessoas de diversas origens, mas em sua maioria simples, cria uma força que se reflete dentro de campo. Os jogadores sabem que, se não derem tudo de si, estarão desapontando uma população inteira, um conjunto de seres humanos que espera pelo dia do jogo para ter motivos para sorrir. Não que não os tenham em outras áreas da vida, mas o futebol, para eles, é especial, é diferente. É a alma da arquibancada pulsando em campo.

    E você? Qual é o seu time do povo? Compartilhe sua história nos comentários!

  • A dança de técnicos no Brasileirão: a cultura do imediatismo

    A dança de técnicos no Brasileirão: a cultura do imediatismo

    Renato Paiva foi despedido do Fortaleza após apenas 10 jogos (2 meses). É o segundo despedimento dele nesta temporada, depois de ter caído no Botafogo durante o Mundial de Clubes. E estamos tratando de um técnico que teve até vitórias históricas, como frente ao campeão da Europa, o PSG. Do ponto de vista europeu, isto é algo incompreensível – chega a ser cômico e até ‘zoável’.

    Em Portugal, estamos habituados a ver treinadores durante anos: Sérgio Conceição no Porto, Jorge Jesus no Benfica ou Rúben Amorim no Sporting. Se olharmos para a Premier League, a comparação fica ainda mais gritante: Mikel Arteta está há 7 anos no Arsenal, mesmo sem títulos relevantes durante grande parte desse período, e com orçamentos gigantescos. No Manchester United, treinadores são mantidos mesmo quando parece que já não há como piorar. E o que dizer de Arsène Wenger ou Sir Alex Ferguson, que praticamente dedicaram as suas carreiras a um só clube?

    O paralelismo para o Brasil é astronômico. Vemos a torcida organizada do Palmeiras criticar talvez o melhor treinador da história do clube, Abel Ferreira, quando ele está completamente na luta pelo título e nas quartas de final da Libertadores. Pior ainda, vemos pressões constantes nos CT’s, com jogadores e técnicos sendo cobrados cara a cara pelas organizadas. Na Europa isso até pode acontecer, mas de forma pontual; o que é incomum é ver jogadores e dirigentes a dar justificativas oficiais a torcidas como se fossem superiores hierárquicos. E não me entendam mal: o clube é dos sócios, ou pelo menos assim acredito deveria ser.

    https://adzappy.o18.link/c?o=21448455&m=21672&a=695610

    O resultado desta cultura? Uma roda-viva em que 16 técnicos já foram demitidos em 2025, alguns com passagens de apenas 3, 4 ou 7 jogos. Na loucura que é o calendários das competições no Brasil, não dá tempo nem para os projetos nascerem.

    É verdade: o treinador é a cara do projeto, o responsável máximo, e muitas vezes é justo que caia. Mas a grande questão é que, no Brasil, não se valoriza a estrutura. Procura-se sempre o culpado individual. Quando leio críticas a um time, são quase sempre dirigidas a nomes próprios e não a problemas coletivos. O Fred foi apontado como único culpado da eliminação do Brasil na Copa e a própria comunicação social é quem força essa narrativa. Presumo que seja cultural.

    Quando há um projeto pensado e estruturado com planejamento estratégico, como é o caso do Palmeiras, os resultados aparecem. Se dá tempo, e o sucesso é visível. Abel Ferreira é a prova viva disso. Tudo indica que o Cruzeiro vai pelo mesmo caminho. O Flamengo também parece ter uma aposta firme em Filipe Luís, talvez influenciado pelo diretor de futebol europeu (José Boto), daí os resultados começam a aparecer.

    Isto não tira responsabilidade ao técnico: a incompetência existe, e muitas vezes é a raiz o problema. Mas penso que, para o bem do futebol brasileiro, será importante mudar a mentalidade: ser mais paciente, confiar no trabalho e na progressão das equipes, deixar os treinadores trabalharem e, acima de tudo, não ser tão duros com a individualidade e sim com o coletivo.

    Acredito a 100% que o Brasileirão tem potencial para entrar no top 5 das melhores ligas do mundo e ser um produto globalmente requisitado. Tem estádios cheios, torcidas apaixonadas, e o poder financeiro dos maiores clubes já começa a rivalizar com a segunda linha europeia. Uma das chaves pode ser precisamente esta mudança de mentalidade.

    Existem outras possíveis melhorias: gramados naturais, menos “lixo visual” nas transmissões, acabar com palcos a ocuparem arquibancadas em jogos, e reduzir calendários sobrecarregados. Mas isso já são outros assuntos… que talvez volte a explorar nesta rúbrica de opinião.

  • As torcidas mais influentes entre clubes brasileiros

    As torcidas mais influentes entre clubes brasileiros

    Ser influente vai além dos números ou dos cânticos. É sobre ter presença, ser um exemplo para os outros e marcar uma ou mais gerações. Flamengo, Corinthians ou Vasco têm uma base de adeptos com filosofias específicas e isso cria notoriedade e impacto social. O Portal Camisa12 explica quais são as torcidas mais influentes entre clubes brasileiros.

    O que é uma torcida influente?

    Grandes torcidas tornam-se, naturalmente, influentes, bruto da grande massa adepta que mobilizam em dias de jogo. São milhões de pessoas a puxar por um time, a serem exigentes no cumprimento de objetivos e, por vezes, a terem de ir ao centro de treino “apertar” com os jogadores e comitiva técnica.

    A força cultural que representam, fruto de ideologias há décadas enraizadas, criam uma perceção específica daquilo que a torcida significa, elevando mais alto do que apenas um grupo organizado de adeptos de um time. São uma força, literalmente, e procuram passar a mensagem certa e as formas de viver ideais, muito além do futebol.

    Na era digital, a presença online também torna a torcida influente, uma vez que seguir as páginas das torcidas e dos clubes, publicar e consumir conteúdo das torcidas, cria uma sensação de pertencimento, um fator essencial para o ser humano viver.

    As torcidas mais influentes do Brasil

    É inevitável não falar da torcida do Flamengo, uma vez que é reconhecida pelo mundo inteiro como uma das maiores, senão for a maior. São cerca de 42 milhões de torcedores, quase a população inteira da Espanha e praticamente quatro vezes mais que Portugal.

    A probabilidade de um brasileiro apoiar o Flamengo é alta e muitas pessoas ganham carinho pelo clube, mesmo não sendo do Rio de Janeiro, fruto da presença e número da torcida. A influência nas redes sociais, imprensa e cultura é enorme, mesmo para quem está fora do país. É o primeiro clube que um “gringo” se lembra quando pensa em futebol brasileiro.

    Talvez uma das torcidas mais fiéis seja a do Corinthians, com quase 14% da população do Brasil torce pro “Timão”, segundo dados do Datafolha. A fama e a influência da torcida cresceu na década de 1980, com os movimentos políticos e sociais de Sócrates, Casagrande e Wladimir, numa procura de democratização.

    Mesmo em fases ruins o estádio Neo Quimíca Arena segue completamente lotado e a mobilização de pessoas aos eventos esportivos do Corinthians é uma das mais eficazes do país.

    O sucesso internacional também contribui bastante para a influência de uma torcida e o São Paulo é um bom exemplo disso. Na década de 1990 e nos anos 2000, marcadas pelas conquistas da Libertadores e do Mundial, a torcida tricolor conquistou o coração de muitas pessoas.

    Tanto assim é que a torcida paulista está espalhada por várias regiões do Brasil, não só em São Paulo. O prestígio internacional criou uma dimensão praticamente nacional da torcida.

    O Vasco da Gama continua com uma das maiores torcidas no Brasil, mesmo numa fase irregular a nível esportivo. O histórico social influencia e cria respeito em qualquer um, fruto do trabalho realizado na década de 1920, uma vez que o Vasco foi dos primeiros clubes a incluir negros e operários em plena era de racismo no futebol.

    O Manifesto contra o Racismo é um símbolo de luta social. Para quem não conhece, foi um ofício enviado pelo então presidente do clube José Augusto Prestes à Associação Metropolitana de Esportes Atléticos, recusando participar em competições da associação, uma vez que esta forçou o time a remover do elenco doze jogadores negros, pobres e operários.

    O Bahia passou por uma transformação na torcida em 2013. Existiu uma grande mobilização contra a diretoria após um período marcado por corrupção. A torcida impulsionou o movimento “democracia tricolor”, que pressionou por eleições diretas e mais transparência.

    A torcida do Bahia é uma das mais engajadas politicamente no Brasil e está presente em Salvador e no Nordeste. Mais recentemente, em 2018, o clube, apoiado pela torcida, passou a adotar movimentos contra racismo, machismo e homofobia.

    Talvez o maior crescimento na década de 2020 foi o do Palmeiras. A força do clube aumentou exponencialmente após a entrada da Crefisa e da presidente Leila Pereira, resultando nas conquistas da Libertadores, em 2020 e 2021, e do Brasileirão, em 2018 e 2022.

    A Mancha Verde está entre as maiores torcidas digitais e tem uma das maiores escolas de samba em São Paulo, procurando influenciar na área da cultura além do futebol.

    Torcidas influenciam a cultura e a sociedade

    As torcidas vão bem mais além do futebol. Influência não é apenas sobre levar pessoas aos estádios ou ter muitos seguidores nas redes sociais. É estar diretamente ligado a movimentos culturais, com causas sociais e impacto político.