Espaço de convivência, resistência e amor incondicional, entenda o motivo do local ser um símbolo eterno para a Fiel.
Espaço simbólico para os torcedores do Corinthians, o Parque São Jorge possui uma forte ligação com a torcida, principalmente com os de classes mais populares, onde o a agremiação surgiu.
Apelidado pela Fiel como “A Casa do Povo”, é considerada o berço da história moderna do Timão, mesmo com a construção da Neo Química Arena, o local é visto como o palco onde muitos ídolos surgiram.
Nós do Portal Camisa12 vamos te contar a história e os motivos pelo Parque São Jorge ser um santuário para o torcedor corinthiano.
Fundação
O Clube Atlético Parque São Jorge ou Estádio Alfredo Schurig, é a sede social e administrativa do Corinthians, localizado no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. O terreno foi adquirido pelo então presidente do clube Ernesto Cassano em 1926, por 750 contos de réis, junto ao Clube Atlético Sírio, que enfrentava dificuldades financeiras.
Com um grande espaço, além de ser rodeada de linhas de trens e bondes, o local facilitava o acesso da torcida. Após passar por melhorias no campo e a construção das arquibancadas, sua inauguração oficial ocorreu apenas no dia 22 de julho de 1928, com muita fez da torcida, que ao fim, teria um local para chamar de “seu”.
O jogo inaugural aconteceu no mesmo dia da inauguração, em uma partida amistosa entre Corinthians e América-RJ, que terminou empatada em 2 a 2, com o primeiro gol sendo marcado por um atleta alvinegro, Alexandre De Maria.
Além do estádio, a área ainda abriga o maior conjunto aquático brasileiro, bosques arborizados, ginásios poliesportivos, playground, quadras, espaços para eventos e completa estrutura para alimentação com restaurante e até lanchonetes, tudo bem organizado em pouco mais de 158 mil m².
O local ainda possui uma academia completa, locais para práticas de outras modalidades e um memorial onde expõem toda a paixão de uma nação que se autodenomina de “bando de louco”.
Ligação religiosa
Localizado na Rua São Jorge, o nome encaixou-se perfeitamente para os torcedores corinthianos, que adotou o santo como padroeiro do clube, associando a imagem de guerreiro à quem defende-se suas cores.
Um clube nascido entre a classe trabalhadora, operários e imigrantes do estado de São Paulo, São Jorge é visto como um símbolo de força, coragem e resistência, todos os valores pregados na história do Corinthians.
Em 26 de novembro de 1967, durante a gestão do presidente Wadih Helu, foi inaugurada uma capela em devoção ao santo, a única dedicada no estado de São Paulo.
Lembrado em cânticos
“Nós temos lá no Parque um padroeiro É o São Jorge guerreiro Ele vai orar por ti.”
Muito além do futebol, a relação entre a torcida do Corinthians com o Parque São Jorge é algo sagrado, é amor de alma. A alma do clube, o local é tido por muitos como o coração pulsante, esquecendo totalmente o fato de ser uma instalação ultrapassada.
Verdadeiro lar, onde a essência original do Timão transborda, o Parque São Jorge representa tudo o que o “Bando de Loucos” são: Populares, imperfeito e totalmente apaixonados, a história viva do clube.
“Casa” onde o torcedor mais velho leva o filho pela primeira vez e apresenta o amor verdadeiro, local onde os torcedores se reúnem para agradecer, chorar, sentir e confirmar que o Corinthians nasceu do povo e que o Parque São Jorge sempre será sua casa.
Se você acompanha futebol no Brasil, certamente já se perguntou por que a torcida do Flamengo parece estar em todos os lugares. Basta ligar a TV em um jogo no Maracanã, abrir o Instagram ou até acompanhar um clássico no Nordeste para ver o mar rubro‑negro.
Mas os números confirmam essa sensação? E o que torna a “Nação” tão diferente de outras torcidas? Neste artigo, vamos conversar sobre a dimensão da torcida do Flamengo, trazer dados de pesquisas e redes sociais, comentar a festa nos estádios e analisar o fenômeno cultural que é ser rubro‑negro.
Torcida do Flamengo: uma das maiores do mundo
Não é exagero afirmar que o Flamengo tem uma das maiores torcidas do planeta. Uma pesquisa divulgada em abril de 2025 pelo portal RIC, baseada em estudo da empresa TMTM20 Branding e Brazil Panels, apontou o Rubro‑Negro como líder disparado de torcedores no Brasil: 24,8 % dos entrevistados declararam torcer pelo clube
Em segundo lugar aparece o Corinthians, com 19,4 %, seguido por Palmeiras (8,1 %) e São Paulo (5,2 %). Isso significa que, decada quatro torcedores brasileiros, um é flamenguista.
Ao ampliar a análise para o cenário mundial, a mesma reportagem indica que o Flamengo figura entre os clubes com maior base de fãs no planeta. O ranking liderado pelo Barcelona (58 milhões) coloca o clube carioca na segunda posição, com 42 milhões de torcedores.
Esse dado coloca a “Nação” à frente de gigantes como Real Madrid e Manchester United, reforçando que o amor ao Rubro‑Negro ultrapassa as fronteiras do Brasil.
Comparação com outras torcidas brasileiras
Esses números ajudam a dimensionar a força da torcida do Flamengo, mas a diferença fica ainda mais clara ao observar rivais diretos. O Corinthians, segundo colocado no ranking nacional, reúne 19,4 % dos torcedores — aproximadamente cinco pontos percentuais abaixo do Mengão.
Palmeiras e São Paulo, que completam o “G4” das maiores torcidas, juntos não alcançam a porcentagem rubro‑negra.
A torcida do Mengão nas redes sociais: likes, seguidores e engajamento
A presença digital do Flamengo é outro termômetro da popularidade do clube. Segundo um levantamento de julho de 2025 da Máquina do Esporte, baseado no ranking digital da Ibope Repucom, o Flamengo alcançou 22 milhões de seguidores no Instagram.
O estudo também destaca que, no mesmo mês, o Rubro‑Negro somou 435 mil novos seguidores na plataforma — um recorde impulsionado pela participação na Copa do Mundo de Clubes. Esse volume coloca o clube como o time com mais seguidores nas redes sociais fora da Europa, à frente de todas as demais equipes brasileiras.
Número de seguidores do Flamengo
Além do Instagram, a reportagem afirma que o Flamengo acumula 63 milhões de inscrições quando somadas todas as redes (Instagram, TikTok, YouTube e X). Só em junho de 2025, o clube conquistou 838 mil novos inscritos, reforçando a hegemonia digital.
Por que tanta gente acompanha o Mengão online?
A força nas redes reflete vários fatores. O time viveu anos vitoriosos desde 2019, conquistando Libertadores, Brasileiros e Copas do Brasil. A gestão de marketing investiu em conteúdo próprio, como séries no YouTube, bastidores no TikTok e posts interativos no X.
Além disso, a torcida do Flamengo é extremamente engajada; não é raro ver campanhas de enquetes e votações sendo dominadas pelo “#Mengo” em tendências mundiais.
Lotando estádios: média de público da torcida flamenguista e festa nas arquibancadas
Se no digital o Flamengo já é destaque, nos estádios a paixão rubro‑negra se expressa em decibéis. Um ranking publicado pelo site SrGoool, que analisa todas as divisões do Campeonato Brasileiro, mostra que o Flamengo disparou na média de público de 2025.
Após dez jogos como mandante, o clube registrava 53 721 torcedores pagantes por partidas. O Cruzeiro, segundo colocado, tinha média de 41 051 pessoas, seguido por Corinthians com 37 946.
A diferença não é pequena: o Flamengo leva 12 670 fãs a mais por jogo que o segundo colocado. E vale lembrar que esse ranking inclui clubes de Séries A, B, C e D; mesmo assim, a “Nação” domina com folga.
O Maracanã vira um caldeirão em jogos decisivos, e a média de público do Mengão chega a ser o dobro ou o triplo de muitos rivais.
A cultura do mosaico e as festas visuais
Outro aspecto marcante da torcida do Flamengo são os mosaicos — painéis formados por milhares de cartolinas que transformam o Maracanã em uma obra de arte. Em agosto de 2025, nas oitavas da Libertadores contra o Internacional, os rubro‑negros montaram um mosaico que virou meme e assunto nas redes sociais.
O desenho com um botijão de gás e bombons chamou tanta atenção que gerou piadas e centenas de postagens. Essa brincadeira faz parte da criatividade e irreverência da torcida flamenguista, que se orgulha de cantar, agitar bandeiras e surpreender com mensagens gigantescas (seja para apoiar o time ou provocar rivais.)
O que explica a torcida do Flamengo ser tão numerosa?
O Flamengo nasceu em 1895 como um clube de regatas e rapidamente se transformou em um gigante do futebol. Conquistas históricas como o tricampeonato brasileiro de 1980‑1983, a Libertadores de 1981 e o Mundial Interclubes de 1981 moldaram gerações de torcedores.
Mais recentemente, o “tetracampeonato” do Brasileirão em 2019, 2020, 2022 e 2024 e a Libertadores de 2019 e 2022 reavivaram a paixão das novas gerações. Torcer pelo Flamengo é também torcer por histórias de craques como Zico, Romário, Adriano, Juan e, mais recentemente, Gabigol e Arrascaeta.
Identidade cultural e presença nacional
Mas os títulos não explicam tudo. A torcida do Flamengo é conhecida por sua identidade popular. Historicamente associado ao povo do Rio de Janeiro, o clube foi um dos primeiros a se popularizar em todo o Brasil graças às transmissões da TV na década de 1980. Para quem crescia no interior do Nordeste ou do Norte, ver o Flamengo em finais de campeonato era comum, enquanto times locais não apareciam.
Além disso, a migração interna levou milhares de cariocas para outras regiões, espalhando a paixão rubro‑negra. Hoje o Flamengo tem torcidas organizadas em todos os estados do país e até em comunidades brasileiras na Europa, Japão e Estados Unidos. Quem já visitou estádios como Castelão (Fortaleza) ou Arena Pernambuco sabe que a camisa rubro‑negra é presença garantida mesmo em jogos de times locais.
Carisma e marketing
O carisma da torcida também é alimentado por uma boa dose de marketing. Nos últimos anos, o clube profissionalizou seu departamento de comunicação e investiu em canais oficiais, participação em séries de streaming e interação com influenciadores. As ações ajudam a construir uma narrativa de clube “do povo” que conversa diretamente com jovens torcedores. Não é incomum ver crianças no interior da Bahia ou do Acre com a camisa do Flamengo, repetindo bordões de narradores cariocas e gritando “Mengo!” com orgulho.
Torcida Rubro-Negra no dia a dia: números de seguidores, mosaicos e recordes
Para sintetizar alguns dados citados, vale reunir em tabela alguns números que destacam a força da torcida do Flamengo. Lembre‑se: valores podem variar conforme a fonte, mas a tendência é sempre de liderança.
Indicador
Número / Porcentagem
Fonte
Participação da torcida no Brasil
24,8 % dos torcedores brasileiros torcem pelo Flamengo
Pesquisa TMTM20/Brazil Panels (2025)
Número de torcedores no mundo
42 milhões de fãs, atrás apenas do Barcelona
Estudo RIC (2025)
Seguidores no Instagram
22 milhões de inscritos em julho de 2025
Ranking digital Ibope Repucom
Total de inscritos nas redes sociais
63 milhões de inscrições somadas em todas as redes
Máquina do Esporte (2025)
Média de público em casa (Brasileirão 2025)
53 721 torcedores por jogo
Ranking SrGoool (2025)
O Flamengo é a maior torcida do mundo?
A comparação global sempre gera discussão. Os 42 milhões de torcedores atribuídos ao Flamengo o colocam atrás apenas do Barcelona em 2025. Times europeus como Real Madrid, Manchester United e Bayern de Munique aparecem logo depois.
Isso significa que, em termos absolutos, o Flamengo pode não ser “o maior do mundo”, mas sem dúvida está entre os gigantes. Quando se considera engajamento, presença em jogos e paixão, muitos acreditam que a torcida rubro‑negra é imbatível.
Afinal, quantas outras torcidas você conhece que fazem mosaicos engraçados com botijões de gás ou lotam estádios mesmo em jogos fora de casa?
Conclusão: a força que continua crescendo
A torcida do Flamengo é um fenômeno que combina tradição, conquistas e carisma popular. Com quase um quarto dos torcedores brasileiros declarando amor ao Mengão, 22 milhões de seguidores no Instagram e médias de público que deixam concorrentes para trás, a Nação rubro‑negra domina dentro e fora de campo.
Mas, mais do que números, o que encanta é a criatividade nas arquibancadas, os mosaicos coloridos, as músicas contagiosas e a sensação de pertencimento que une pessoas de diferentes regiões.
Se você ainda não tinha ideia da dimensão dessa torcida, agora pode ter um panorama mais claro. E se você já faz parte da Nação, provavelmente terminou este artigo com um sorriso no rosto, lembrando de alguma festa inesquecível no Maracanã ou de uma brincadeira que viralizou nas redes.
Afinal, torcer pelo Flamengo é mais do que acompanhar um time de futebol: é fazer parte de uma das maiores manifestações culturais do Brasil.
Os torcedores do Santos tiveram uma péssimo notícia na sexta-feira (19/09): Neymar está mais uma vez lesionado. O craque, que sentia dores durante a semana, teve lesão no músculo reto femoral da coxa direita confirmada pelo Departamento Médico.
De acordo com a nota oficial do clube paulista, o jogador iniciou tratamento intensivo no Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol (CEPRAF), imediatamente.
O meia-atacante Neymar Jr. deixou o treino da última quinta-feira (18), no CT Rei Pelé, com dores na coxa direita. Após a realização de exames de imagem nesta sexta-feira (19), o atleta teve constatada uma lesão no músculo reto femoral da coxa direita.
Este é o terceiro problema no músculo só na atual temporada.
Lesão na coxa 17/04/2025 a 21/05/2025 – 35 dias
Lesão na coxa – 04/03/2025 a 12/04/2025 – 40 dias
Neymar lesão: tempo de recuperação
A prioridade agora é garantir a recuperação completa do camisa 10 para que ele retorne 100% fisicamente e em plena forma física.
Se for um estiramento leve (Grau I) pode levar de 1 a 2 semanas, uma ruptura incompleta (Grau II) de 4 a 6 semanas e uma ruptura completa (Grau III) pode levar 2 a 3 meses ou mais. O alvinegro optou por não revelou o prazo de recuperação do atacante.
Quem vai substituir Neymar?
A ausência do principal jogador levanta questionamentos sobre como o técnico Juan Plabo Vojvoda se preparará para os próximos jogos do Brasileirão Série A. O Peixe briga contra o rebaixamento.
Com a baixa, o treinador pode apostar em Victor Hugo. Ele deve formar uma dupla de armação com o argentino Rollheiser, que retorna contra o São Paulo após cumprir suspensão automática.
Próximos jogos do Santos na Série A 2025:
O clube da Vila Belmiro tem uma sequência de jogos desafiadora pela frente na Série A. Depois do clássico, enfrentará o Reb Bull Bragantino no dia 28 de setembro e o Grêmio em 01 de outubro.
21/09 – 20h30 – São Paulo
28/09 – 18h30 – Red Bull Bragantino
01/10 – 21h30 – Grêmio
Neymar em treino do Santos no CT Rei Pelé. Raul Baretta/Santos
Uma jornada de amor incondicional, lutas e lealdade que transformou torcedores em protagonistas da história colorada.
A torcida não entra em campo para defender seu clube do coração, mas empurra e apoia o Internacional como se fosse o 12º jogador. Mesmo com os gritos do técnico à beira do campo, o som que ecoa dentro do Beira-Rio, são as vozes dos torcedores que nunca se calam.
Por este motivo, o Portal Camisa 12 faz questão de contar a história do seu “xará”, que é o coração do Internacional, a Camisa 12, torcida organizada que é famosa por ser alma das arquibancadas.
História
Fundada no dia 12 de outubro de 1969, por Vicente Rao, Hernani Becker, Jorge Birolho e Victor Tavares, colorados apaixonados que decidiram dar vida a alma do Internacional nas arquibancadas, a torcida organizada Camisa 12, que se tornaria o sinônimo de raça e paixão incondicional pelo colorado.
Desde sua criação, esteve presente constantemente nas arquibancadas do Beira-Rio, onde inicialmente ocupava a parte superior do estádio, e desde 1994, atua na parte inferior, vibrando a cada ataque, cada desarme e a cada gota de suor derramada para defender esse clube.
Mas qual o significado do nome “Camisa 12”?
A definição traz uma história especial. O número 12 foi aposentado pela diretoria colorada em homenagem à sua torcida, seu “jogador extra” que exerce um papel fundamental nas arquibancadas.
Nenhum jogador colorado utiliza a camisa 12, pois ela pertence a torcida. Aproveitando-se dessa homenagem, esse grupo de amigos decidiu fundar a primeira organizada do Sul do Brasil e ao longo dos anos, sendo reconhecida como uma das melhores do Rio Grande do Sul, por conta do seu apoio incondicional, mesmo em momentos turbulentos.
Sempre cheia de inovações, a Camisa 12 foi a pioneira em comemorações com mosaicos, charangas e coreografias, fazendo a festa em cada jogo e em cada treino aberto ao público. Principal identidade da organizada, a faixa estendida no alambrado e a bateria sempre ativa, demonstra que seu amor pelo clube se estende por qualquer resultado, não importando se é vitória ou derrota.
Com uma trajetória vencedora, a Camisa 12 vai muito além de uma torcida organizada. Seus componentes participam ativamente de eventos institucionais, campanhas sociais, ações sociais do clube e até em festividades da aliança nomeada como “União Punho Cruzado”, que atua como apoio em conjunto com a Independente do São Paulo, a Jovem Fla do Flamengo, a Máfia Azul do Cruzeiro e a Torcida Jovem do Sport.
Reflexo do torcedor apaixonado, a agremiação de adeptos possui a solidariedade como sua marca registrada, como foi vista durante a pandemia, quando a torcida se mobilizou para arrecadar alimentos e materiais de higiene para distribuir entre as famílias carentes da região, conseguindo assegurar mais de duas toneladas em menos de 10 dias de trabalho.
Além desta campanha em específico, a Camisa 12 participa de iniciativa com forte impacto social, como doação de ovos de Páscoa e brinquedos para crianças afetadas pelas enchentes. Doaram sangue no hemocentro local, quando seus estoques estavam em estado crítico, além das constantes realizações do Sopão Solidário Colorado e a carreata anual do Papai Noel.
Todo amor ao Inter é refletido para outras ações, muitas vezes bem longe das arquibancadas do Beira-Rio, templo sagrado dos colorados. O papel ativo na comunidade, demonstra que a Camisa 12 vai muito além da organizada, sendo o coração do clube fora das quatro linhas.
Problemas extracampo
Sendo uma instituição respeitada e de glórias, a Camisa 12 também coleciona momentos ruins em sua história. Desde atos de vandalismos a confrontos com policiais, a organizada chegou a ser suspensa de adentrar no estádio colorado, além da proibição de qualquer artefato seu em dia de jogos.
Além de problemas externos, a Camisa 12 enfrentou desafios internos, como a tentativa de golpe, em 2023. Membros da diretoria denunciaram que integrantes descontentes divulgaram documentos falsos sem seguir os procedimentos estatutários.
Como qualquer relação, episódios dificultosos revelam a parte obscura da paixão colorada, mas que precisa ser citada por fazer parte de sua história. A Camisa 12 é o retrato do torcedor raiz, expressando todo seu amor e por muitas vezes, uma revolta que arrepia.
Uma história escrita com um amor incondicional, rachaduras na relação e reconciliações, a Camisa 12 do Internacional segue seu lema durante todos esses anos: “Ontem, Hoje e Sempre”.
Com mais de meio século de existência, a organizada segue sendo a voz que sobressai dentro de um Beira-Rio lotado. Entre bandeirões erguidos orgulhosamente nas arquibancadas e cânticos de superação, a Camisa 12 segue sendo a responsável por representar milhões de torcedores que carregam o escudo o time no peito.
O Palmeiras derrotou o River Plate por 2 a 1 nas quartas de final da Libertadores 2025. A primeira partida aconteceu na quarta-feira (17/09), no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, na Argentina.
Os gols foram feitos por Gustavo Gómez e Vitor Roque. O duelo de volta será no dia 24 de setembro, no Allianz Parque, em São Paulo.
Pelo regulamento, O Verdão pode empatar que avança para a semifinal. O advserário na próxima fase será São Paulo ou LDU.
O resultado amplicou um retrospecto curioso sobre o técnico Abel Ferreira: o treinador português nunca perdeu uma partida para times argentinos, como visitante, nesta competição internacional.
Jogos de Abel Ferreira pelo Palmeiras na Argentina
Desde que chegou ao Verdão, em 2020, o comandante acumula cinco partidas em território argentino de invencibilidade. Um dos confrontos, inclusive foi fundamental para o alviverde chegar na final do torneio pelo saldo de gols – e conquistar o bicampeonato.
2021 – 3 a 0 diante do River Plate, na semifinal de 2020.
2021 – 2 a 1 sobre o Defensa y Justicia, na fase de grupos.
2023 – 0 a 0 com o Boca Juniors, na semifinal.
2024 – 1 a 1 contra o San Lorenzo, na fase de grupos.
2025 – 2 a 1 frente ao River Plate, nas quartas de final.
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, orienta os jogadores. Cesar Greco/Palmeiras
O sonho da casa própria do Flamengo está mais perto de se tornar realidade. Em reunião do Conselho Deliberativo (CoDe), a diretoria apresentou os detalhes do projeto para a construção do seu novo estádio, que será no terreno do Gasômetro, no Rio de Janeiro.
Os detalhes foram revelados pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, na quarta-feira (17). A seguir, saiba mais sobre o projeto:
Imagens do projeto do estádio do Flamengo na área interna. Divulgação/Flamengo
Capacidade do novo estádio do Flamengo
O estádio terá capacidade para 72 mil torcedores, um número ligeiramente menor que o do Maracanã, mas que ainda assim garante um espaço imponente para os jogos do clube.
Atualmente, mesmo com a capacidade de quase 78 mil do Maracanã, a venda de ingressos é limitada a cerca de 70 mil.
Qual o custo e o prazo do projeto?
O custo estimado para a construção do estádio é de R$ 2,2 bilhões. Esse valor abrange todas as etapas, desde o terreno e a construção da arena, até custos de contingência e de capital.
O estudo da FGV, por exemplo, apontou um custo de R$ 2,66 bilhões, sem incluir o custo de capital. Com a simulação de juros, o valor total poderia ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões.
O prazo de conclusão, que antes era 2029, foi revisto e agora a previsão é que seja finalizado em junho de 2036.
Detalhes do projeto do estádio do Flamengo:
Estimado de 72 mil lugares, com foco na redução de assentos premium e ajuste de projetos para melhorar a viabilidade;
Custo estimado de R$ 2,2 bilhões, incluindo o estádio, contingências, terreno e custo de capital;
Prazo de conclusão estimado em Junho de 2036;
Financiamento viável na geração de recursos internos;
Foco também na melhora da receita operacional e rentabilidade, sem gerar impacto na performance esportiva.
Nota do Flamengo sobre o estádio na íntegra:
“Na noite desta quarta-feira (17/09), o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, apresentou ao Conselho Deliberativo, junto com Alexandre Rangel, sócio da RRA Consultoria, e Ricardo Simonsen, Henrique Castro e Bauer Rachid, da FGV Conhecimento, as conclusões dos estudos de campo de sondagem, arbóreo, topografia, patrimônio histórico e descontaminação do terreno do Estádio do Gasômetro, realizado por cinco empresas contratadas.
O trabalho da atual gestão, iniciado há sete meses, teve como premissa fundamental viabilizar a construção de um estádio próprio sem que o clube precise se tornar uma SAF e sem comprometer o desempenho esportivo. Para isso, foram adotadas medidas como a criação de um time exclusivo de gestão do projeto, a recontratação da Arena – responsável pelo projeto inicial – para apoio técnico, a condução do estudo de viabilidade pela FGV, a realização de análises aprofundadas do terreno, a resolução de pendências com AGU, Prefeitura e Naturgy, além da avaliação de alternativas de estádio.
Nesse período, uma equipe de especialistas se dedicou a desenvolver um projeto viável, corrigindo distorções de origem que envolviam custos subestimados, prazos irreais, receitas superestimadas e um modelo de financiamento insustentável.
Ricardo Simonsen, diretor técnico, e Henrique Castro, professor de Economia da FGV EESP, detalharam como os custos foram subestimados no projeto apresentado. A FGV calculou o custo final atualizando a inflação, contingências, e insumos em R$ 2,66 bilhões. Com a inclusão do custo de capital o valor total do estádio é de R$ 3,1 bilhões. O valor apresentado pela gestão anterior na proposta orçamentária era de R$1,9 bilhão.
Além disso, as receitas projetadas foram superestimadas. Segundo a análise da FGV, o plano considerava um valor médio de ingresso de R$ 195,44 — mais que o dobro da média atual —, com 30% dos assentos classificados como VIP ou Premium, o dobro do que existe hoje no Maracanã. Foi planejado um estádio complexo e elitizado. Também estavam inflados patrocínios de R$ 60 milhões e a antecipação da receita de Naming Rights. Além disso, os valores das CPACs, estimados inicialmente em R$ 552 milhões, foram recalculados pela FGV para R$ 194 milhões.
Os prazos também foram revistos. O cronograma original ignorava etapas essenciais, como o remanejamento da Naturgy, que ocupa hoje 55% do terreno, com uma subestação de bombeamento de gás para a região metropolitana do Rio de Janeiro. Conforme o comunicado da Naturgy enviado ao Flamengo em 10 de setembro de 2025, o tempo estimado de remanejamento é de quatro anos, após a obtenção de novo endereço para a instalação da subestação, a cargo da Prefeitura.
Segundo a Aecom, empresa contratada para planejar as estratégias de descontaminação, existem 21 estudos públicos que demonstram a complexidade da contaminação do terreno, tornando o prazo de cinco meses de descontaminação propostos no planejamento de 2024 irreais. Além disso, o relatório preliminar da FGV apontou um prazo para a descontaminação entre 18 e 24 meses, após a saída da Naturgy. Sem essa etapa, não há a possibilidade de obter as licenças necessárias para iniciar a construção.
Na prática, isso significa que a obra não poderia começar em menos de seis a sete anos, aos quais se somariam outros três anos de construção — projetando a entrega do estádio a partir de 2034, o que torna o prazo de inauguração em dezembro 2029 previsto pela gestão anterior completamente irreal.
A fim de viabilizar o estádio, os especialistas da FGV e Arena apresentaram proposta de novo projeto, baseado em premissas mais realistas e com perfil mais popular e identificado ao Flamengo.
Antes de encerrar a reunião, o presidente Bap apresentou os próximos passos. No curto prazo, o foco será o acompanhamento do processo de remanejamento da Naturgy junto à Prefeitura, a demolição e limpeza do terreno sob responsabilidade do Flamengo, o acompanhamento da aprovação legislativa das CPACs e a assinatura do Termo Definitivo com a AGU, a Caixa e a Prefeitura. Já no médio e longo prazo, a prioridade será a estruturação do projeto executivo para a construção do estádio.“
O Conselho Deliberativo do Flamengo reuniu-se na noite desta última quarta-feira (17/09) para obter mais detalhes sobre como anda a construção do novo estádio do clube, no terreno do Gasômetro. Segundo os dados apresentados pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP, a conclusão das obras ocorrerá a partir de 2034, podendo estender-se até 2036, dependendo de problemas externos.
A diretoria rubro-negra justificou que os custos foram minimizados no projeto apresentado pela gestão passada. A FGV calculou um custo final com todos os dados — atualizando a inflação, contingências e insumos — em R$ 2,66 bilhões. Quando adicionado o custo de capital, o valor total do estádio chega a aproximadamente R$ 3,1 bilhões. Anteriormente, a quantia apresentada era de R$ 1,9 bilhão.
“Nesse período, uma equipe de especialistas se dedicou a desenvolver um projeto viável, corrigindo distorções de origem que envolviam custos subestimados, prazos irreais, receitas superestimadas e um modelo de financiamento insustentável”, comunicou o Flamengo.
Pontos apresentados:
Estádio otimizado de 72 mil lugares, com foco na redução de assentos premium;
Custo revisado de R$ 2,2 bilhões, incluindo o estádio, contingências, terreno, custo de capital e custo do entorno;
Prazo de conclusão mínimo em julho de 2036, dependendo de diversos fatores externos;
Estratégia de financiamento viável, baseada na geração de recursos internos (poupança);
Lastro no aumento de receitas orçamentárias e rentabilidade, sem gerar impacto na performance esportiva.
Além do mandatário rubro-negro, estiveram presentes na reunião Alexandre Rangel, sócio da RRA Consultoria; Ricardo Simonsen; Henrique Castro; e Bauer Rachid, da FGV Conhecimento. O propósito do encontro foi apresentar as conclusões dos estudos de campos de sondagem, arbóreo, topografia, patrimônio histórico e a descontaminação do terreno — tudo sendo realizado por cinco empresas contratadas pelo clube.
Conforme mostrado na análise, houve reduções nas receitas projetadas. Inicialmente, o plano estimava um valor médio de ingresso de R$ 195,44 — mais do que o dobro da média atual — com cerca de 30% dos assentos considerados como VIP ou Premium, número que dobra os existentes atualmente no Maracanã. Os valores estimados pelo Certificado de Potencial Adicional de Construção (Cepac) foram de R$ 552 milhões, recalculados pela FGV para R$ 194 milhões.
Quanto aos prazos, a diretoria anterior havia projetado a inauguração para 2029. Contudo, os gestores atuais afirmam que o cronograma desconsiderava algumas etapas essenciais, como o remanejamento da Naturgy, que hoje ocupa cerca de 55% do terreno com uma subestação de bombeamento de gás para a região metropolitana do Rio.
Segundo comunicado da empresa de gás, enviado ao Flamengo no dia 10 de setembro de 2025, o tempo estimado para a modificação é de quatro anos — isso após a exploração do novo endereço para a instalação da subestação, tarefa a cargo da prefeitura.
A limpeza e demolição do terreno estão sob responsabilidade do Flamengo, com o acompanhamento da aprovação legislativa dos Cepacs e a assinatura do Termo Definitivo com a AGU, a Caixa e a Prefeitura. Contabilizando a médio e longo prazo, a prioridade será a estruturação do projeto executivo, tudo para a construção do estádio do clube rubro-negro.
Quando saiu a notícia da convocação de Andreas Pereira para a Seleção Brasileira, o coração palmeirense bateu mais forte. Senti uma mistura de orgulho, alívio e expectativa. Orgulho por ver um jogador do nosso elenco ganhar o reconhecimento merecido. Alívio por saber que sua chegada ao Verdão foi uma escolha acertada. Expectativa pelo futuro, porque essa convocação não é apenas uma vitória pessoal do atleta é também uma vitória do Palmeiras.
Andreas não é promessa. É um jogador experiente, calejado da Europa, com altos e baixos, mas sempre sob os holofotes. Veio do Fulham, acostumado à pressão e à visibilidade. Aqui, ganhou a camisa 8, número carregado de história: de Leivinha, que brilhou na Academia dos anos 70, ao mais recente Richard Ríos, que conquistou a torcida com raça e talento. Não é qualquer número. É símbolo de responsabilidade e tradição. E Andreas já deixou claro: o Palmeiras é vitrine para a Seleção.
Essa convocação confirma o que a torcida já sabia: quando o Palmeiras decide contratar, raramente erra. Busca jogadores que unem talento, experiência e vontade de vestir o manto. Andreas quis vir, se identificou de imediato, disse ter sentido o carinho e a segurança que o clube ofereceu para ele e sua família. Isso faz diferença.
E em tão pouco tempo, já está colhendo frutos. Sua convocação prova que o Verdão mantém seus jogadores em forma, dá visibilidade e disputa competições de peso. É o ciclo perfeito: desempenho, consistência e vitrine. E é por isso que as portas da Seleção se abrem.
O que esperamos agora? Que Andreas siga convocado, para Eliminatórias, para Copa do Mundo, para o que vier. Que cada gol, assistência e liderança dele aqui ultrapasse além das nossas fronteiras. Porque, quando ele veste a amarelinha da Seleção, também carrega o verde do Palmeiras em cada jogada.
Essa convocação valida a contratação, reforça a imagem do clube no cenário nacional e mostra que nossos jogadores têm espaço para brilhar em qualquer lugar. Para nós, torcedoras e torcedores do Verdão, é mais do que uma boa notícia: é motivo de orgulho.
Se tem algo que arrepia o palmeirense de verdade, é ouvir o hino do Palmeiras sendo cantado em uníssono pela arquibancada. E quando isso acontece puxado pela Mancha Verde, irmão, segura o coração.
O hino não é só uma música. É a alma do clube em forma de verso. É o tipo de som que gruda na memória e embala vitórias, sofrimentos, viradas e títulos.
Se você já sentiu a emoção de gritar “quando surge o alviverde imponente”, sabe o que estamos falando. E se ainda não sentiu, se liga nesse texto, pois a equipe do Camisa 12 foi atrás de tudo pra contar a origem, letra, histórias e até aquelas adaptações no hino nacional que viraram marca registrada da torcida.
A origem do hino do Palmeiras
Tudo começou lá em 1949. O maestro Antônio Sergi, torcedor do Palmeiras por influência do irmão, compôs o hino como forma de homenagear o clube do coração.
Ele usou o pseudônimo Gennaro Rodrigues porque não curtia muito escrever letra de música.
O resultado? Um dos hinos mais bonitos e emocionantes do futebol brasileiro. Ele pegou tão forte que, até hoje, arrepia qualquer torcedor. E convenhamos…. até rival respeita. Abaixo você confere a letra do hino palmeirense.
Letra completa do hino do Palmeiras
“Quando surge o Alviverde imponente No gramado em que a luta o aguarda Sabe bem o que vem pela frente Que a dureza do prélio não tarda
E o Palmeiras no ardor da partida Transformando a lealdade em padrão Sabe sempre levar de vencida E mostrar que de fato é campeão
Defesa que ninguém passa Linha atacante de raça Torcida que canta e vibra
Por nosso Alviverde inteiro Que sabe ser brasileiro Ostentando a sua fibra”
Mancha Verde: o pulmão da arquibancada
Vou resumir, ok? Afinal, o foco aqui é o hino do Verdão. A Mancha Verde nasceu em 1983, numa época em que o Palmeiras passava por altos e baixos. Foi criada pra unir torcedores, proteger a galera nas arquibancadas e dar voz ao clube em qualquer lugar.
E deu certo. Hoje, é uma das maiores torcidas organizadas do Brasil. Leva bandeirão, bateria e, principalmente, muita garganta pra cantar o hino do Palmeiras do início ao fim, sem desafinar.
Quem vai ao Allianz Parque (ou em qualquer estádio que o Palmeiras esteja) sabe: quando a Mancha puxa o hino, o estádio inteiro entra no clima. É arrepio na certa.
Palmeiras, meu Palmeiras… o grito que virou hino nacional da arquibancada
Você já foi a um jogo do Verdão e ouviu, na hora do hino nacional, um “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeiras”? Pois é. Isso virou tradição entre os torcedores, principalmente os da Mancha.
É uma forma bem-humorada e cheia de identidade que o palmeirense encontrou pra manter o clima de apoio ao time até durante o hino oficial do Brasil. “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas?” Jamais! É a versão palmeirense do hino nacional que ecoa. A seguir a gente contextualiza melhor isso.
Por que a torcida do Palmeiras não canta o hino nacional?
Não é que a torcida não respeita. Muito pelo contrário. É só que, no Allianz, o momento do hino nacional virou mais uma chance de gritar pro mundo o nome do Verdão. Em vez de cantar o hino certinho, a torcida emenda no improviso: “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeeiras…”
É leve, é autêntico, é a cara da torcida (que canta e vibra).
Cada verso com significado: o hino como espelho da história
“Defesa que ninguém passa”: referência direta ao título paulista de 1947, com uma zaga sólida que virou lenda.
“Torcida que canta e vibra”: parece que o maestro estava prevendo a Mancha Verde, né?
“Que sabe ser brasileiro, ostentando a sua fibra”: um aceno à superação do clube na mudança de nome, lá em 1942, durante a Arrancada Heroica.
Nada nesse hino é por acaso. Tudo tem alma.
A força da tradição: de pai pra filho
O hino do Palmeiras não vive só nos jogos. Ele toca no aniversário do clube, nos churrascos em família, nas festinhas de criança, no vídeo de casamento do casal palestrino… E até em versão acústica, forró ou samba.
A molecadinha aprende a cantar cedo. E quando canta, canta com gosto. É parte da cultura da família palmeirense.
A Mancha além do estádio: samba, ação social e resistência
A Mancha Verde também é escola de samba, participa do Carnaval de SP e tem projetos sociais de impacto. Vai muito além da bola rolando.
O canto do hino pela Mancha é só uma das formas que a torcida encontrou pra transformar o amor em cultura. Tem música, dança, arte, presença nos bairros e apoio a quem precisa. Ser Mancha é ser Palmeiras 24h por dia.
FAQs – Perguntas frequentes sobre o hino do Palmeiras e a Mancha Verde
Quem compôs o hino do Palmeiras? Foi o maestro Antônio Sergi, em 1949. Ele assinou como Gennaro Rodrigues.
Qual é a famosa versão do hino nacional da torcida do Palmeiras? Durante o hino nacional, a torcida canta: “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeiras…”. Virou tradição no Allianz Parque e em qualquer outro estádio.
A Mancha Verde canta o hino em todos os jogos? Canta sim. E canta alto. É um dos momentos mais marcantes antes do apito inicial.
O hino do Verdão tem ligação com algum momento histórico? Sim! Ele reforça a identidade do clube pós-1942, depois da mudança de nome. É como se fosse a trilha sonora da virada do Palestra Itália pro Palmeiras.
A Mancha Verde é só torcida organizada? Não! É escola de samba, grupo cultural, coletivo social e muito mais. Representa o Palmeiras dentro e fora do campo.
Conclusão: quando o hino vira grito de alma
O hino do Palmeiras é muito mais do que uma música bonita. É um símbolo de luta, garra, tradição e amor. É o tipo de canção que, mesmo quem não torce pro Verdão, respeita.
E quando a Mancha Verde canta junto, o estádio vira palco. Cada verso vibra. Cada grito emociona.
Se você já viveu isso, sabe o que é. Se ainda não viveu… corre que tá perdendo.
Futebol é paixão, é identidade, é a voz do povo que ecoa nas arquibancadas. Mas, para além da bola no pé e dos gols, existe uma história profunda, uma raiz que nos conecta à ancestralidade e a uma luta que nunca cessa: a luta contra o racismo no futebol. Mas será que a herança ancestral por trás de cada drible, de cada defesa e em cada grito de “GOOOOL” é de conhecimento geral, mesmo nos dias de hoje?
É com essa pergunta que iniciaremos um mergulho nas raízes do futebol e em como até hoje o esporte que é o mais democrático do mundo, ainda carrega cicatrizes de um passado tortuoso de exclusão.
A Ferida Aberta: O Racismo no Futebol em Números e Fatos
Não adianta tapar o sol com a peneira. O racismo no futebol mundial não é uma lembrança distante: é uma realidade cruel que se agrava a cada ano. O Observatório da Discriminação Racial no Futebol, traz dados que nos fazem repensar como estamos lidando com a temática em nossas arquibancadas: em 2023, foram registrados 136 casos de racismo, um aumento de quase 40% em relação a 2022. Isso não é estatística fria, reflete uma realidade que é diariamente apagada. Outros dados apresentados são ainda mais alarmantes: 41% dos jogadores negros que atuam nos principais campeonatos do país já sofreram racismo. Se liga só, quase metade dos nossos craques já sentiu na pele a dor do preconceito. Isso é inaceitável!
A violência acontece dentro dos estádios (53,9% dos casos), nas redes sociais (31,4%), e até mesmo nos centros de treinamento. Não tem pra onde correr. A luta antirracista no futebol é urgente, é pra ontem.
A Força da Ancestralidade e a Fé que Desafia o Racismo: O Caso Paulinho
Nossos heróis de chuteira não são apenas craques: são guerreiros que carregam a ancestralidade e a fé como escudos. Não é raro nos depararmos com alguma manchete indicando algum ataque racista ao Vini Jr. na Europa, o que fez com que o jogador se tornasse símbolo global da luta antirracista no futebol. Mas a batalha não é só lá fora. No Brasil, um caso conhecido é o do jogador Paulinho, atacante do Palmeiras, que virou alvo de racismo religioso por expressar sua fé no Candomblé. Contudo, apesar dos reverses levantados pelos ataques, ele continua firme em defesa da livre expressão de sua religiosidade e se utiliza das redes sociais como uma ferramenta de conscientização sobre o tema. Não é incomum fotos ou vídeos de comemorações de gols onde o mesmo aparece reverenciando o orixá Oxóssi, simbolizado através do gesto de lançamento de uma flecha feito pelo craque.
Alguns de vocês podem estar se perguntando: “mas o que seria esse tal de racismo religioso?”. Nós do Portal Camisa12 estamos aqui pra dar uma esclarecida rápida no tema. Racismo religioso é uma faceta do preconceito ligado à demonização das expressões e símbolos das religiões de matrizes africanas. Hoje, sendo o Brasil um país onde o neopentecostalismo está em ascensão, não é raro nos depararmos com esta vertente do racismo que ataca diretamente as crenças religiosas.
O Grito da Arquibancada: Quando a Paixão Vira Luta Real
Se a gente quer ver a mudança, ela tem que vir de onde a paixão pulsa mais forte: da arquibancada. Não é só cantar o hino do time, é levantar a voz contra o racismo que insiste em se manifestar. A luta antirracista no futebol ganha força quando o torcedor se engaja, quando os coletivos de torcedores se organizam para combater a discriminação. A gente vê cada vez mais iniciativas de conscientização, de denúncia, de apoio às vítimas. É a torcida organizada, que muitas vezes é estigmatizada, mostrando que também é linha de frente nessa batalha.
O movimento Zumbi dos Palmeiras é um exemplo de como a luta pode se tornar uma ação coletiva organizada que muda a realidade da torcida dentro e fora de campo. Criado em 2023, eles unem a paixão alviverde e referenciam através do seu nome Zumbi dos Palmares, líder quilombola brasileiro e símbolo da consciência negra nacional, unindo a força da torcida com a luta antirracista. Eles se definem com um lema que é um verdadeiro soco no estômago: “Preto | Pobre | Periférico | Periculoso | Palmeirense”. São um coletivo que busca unir e fortalecer a identidade dos torcedores negros e periféricos do Palmeiras, mostrando que a representatividade e a resistência caminham juntas nas arquibancadas.
O Nosso Grito por um Futebol Sem Racismo: A Luta Continua!
Nós do Portal Camisa12, assumimos o compromisso de criar espaços de debate e conscientização sobre pautas das arquibancadas. Este é o primeiro de uma série de conteúdos pautados em movimentos sociais ligados às torcidas de norte a sul do Brasil e do mundo. A luta antirracista no futebol faz parte da nossa realidade, a nossa dor, a nossa esperança. Faz parte do compromisso editorial do portal ser uma janela, dentre tantas portas fechadas, que permita que cada vez mais os gritos das arquibancadas sejam ouvidos e validados. Porque o futebol é um palco poderoso, e a gente precisa usá-lo para construir um futuro onde o talento seja o único critério, onde a cor da pele seja apenas um detalhe na imensa tapeçaria da nossa humanidade.
Que a gente continue vibrando, torcendo, mas acima de tudo, lutando por um futebol que seja, de fato, para todos. Porque, no Portal Camisa12, acreditamos que o verdadeiro gol é a vitória da justiça social. E você, tá nessa com a gente? A bola tá com você!
FAQ’s
Existe alguma lei no Brasil contra o Racismo? SIM! As Leis nº 7.716/89 e a Lei nº 14.532/2023. Elas definem os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor e a injúria racial como imprescritíveis e inafiançáveis.
Existe alguma lei antirracista dentro do mundo do futebol? SIM! Com o intuito de coibir o racismo, a CBF estabeleceu sanções desportivas aplicáveis em torneios nacionais, que abrangem desde multas elevadas até a subtração de pontos. Adicionalmente, a FIFA implementou um novo Código Disciplinar com penalidades mais rigorosas, incluindo a decretação de derrota por W.O. para times com práticas racistas comprovadas. Vale lembrar também da Lei Vini Jr., que completa dois anos em julho de 2025, concebida para enfrentar o racismo em estádios e instalações desportivas.
O que é racismo religioso? Racismo religioso é o preconceito que atinge as religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. Este tipo de violência atinge diretamente a identidade e a ancestralidade do povo negro. É quando a fé de alguém é atacada, por causa da cor da pele e da origem. Uma tentativa de apagamento a cultura e a espiritualidade de um povo.
Qual a pena para crime de racismo dentro dos estádios? A pena para o crime de racismo no Brasil, que inclui os casos dentro dos estádios, pode chegar a reclusão de dois a cinco anos, além de multa. E tem mais: a Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023) prevê que o agressor pode ser proibido de frequentar locais destinados a práticas desportivas por até três anos. Se o crime for cometido em grupo, a pena pode ser aumentada.
Quais torcidas têm coletivos antirracistas no Brasil? A consciência antirracista tem crescido nas arquibancadas! Além do Zumbi dos Palmeiras, que a gente já falou, outros coletivos e torcidas organizadas se destacam na luta antirracista no futebol brasileiro. Exemplos incluem: Frente Popular Alviverde (Palmeiras), Coxacomunas (Coritiba), Gralha Marx (Paraná), Atleticanhotxs (Athletico Paranaense), Grêmio Antifascista, Antifascistas do Grêmio, Coletivo Elis Vive e Tribuna 77 (Grêmio). Esses grupos promovem ações de conscientização, denunciam casos de racismo e pressionam por mudanças, mostrando que a arquibancada é também um espaço de luta e resistência.