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  • Fluminense monitora situação de Everton Cebolinha e estuda tirar atacante do Flamengo

    Fluminense monitora situação de Everton Cebolinha e estuda tirar atacante do Flamengo

    Insatisfeito com a falta de minutos na Gávea, o ponta entrou na lista de desejos do Tricolor para 2026 e pode protagonizar uma troca direta entre rivais.

    O mercado da bola no Rio de Janeiro pode aquecer com uma transferência de impacto entre rivais para a temporada de 2026. O Fluminense manifestou interesse na contratação de Everton Cebolinha, que atualmente defende o Flamengo. O atacante perdeu espaço na equipe rubro-negra e entrou no radar da diretoria tricolor, que já realizou contatos iniciais com o estafe do atleta.

    A abordagem do Fluminense tem como objetivo entender a situação contratual e a disposição do jogador em mudar de ares. A estratégia do clube das Laranjeiras é monitorar o cenário e, caso se confirme a saída do jogador da Gávea, avançar com uma proposta oficial.

    Contrato e insatisfação

    O vínculo de Cebolinha com o Flamengo vai até ao final de 2026. Contudo, a legislação permite que ele assine um pré-contrato com outra equipe a partir do meio do ano, saindo sem custos ao término da temporada.

    O motor da possível negociação é a insatisfação do atleta com as poucas oportunidades recentes. Informações de bastidores indicam que o atacante já teria sinalizado o desejo de deixar o clube na janela de transferências do meio do ano, logo após a disputa do Mundial de Clubes.

    Interesse antigo

    O desejo do Fluminense em contar com Cebolinha não é recente. Em 2023, durante os duelos das oitavas de final da Copa do Brasil, a diretoria tricolor chegou a sondar a situação do jogador. Naquela ocasião, o alto valor de mercado e o status que ele ainda mantinha no elenco rival impediram o avanço das conversas.

    Agora, com o jogador em baixa no Flamengo, o Fluminense enxerga uma oportunidade de mercado para reforçar o ataque com um nome de peso.

    Em 2025, apesar de ter perdido protagonismo, Cebolinha participou das campanhas vitoriosas do Campeonato Carioca, Brasileirão, Libertadores e Supercopa do Brasil, somando 43 jogos, quatro gols e quatro assistências.

  • Flamengo fica perto de acertar com Vitão, zagueiro do Inter

    Flamengo fica perto de acertar com Vitão, zagueiro do Inter

    O Flamengo já começou a reforçar seu elenco para a próxima temporada e agora, ficou mais perto de contratar o zagueiro Vitão, do Internacional. O clube gaúcho já tinha encaminhado a venda do defensor para o Cruzeiro, porém a negociação precisou ser recuada e agora, o Colorado liberou o Rubro-Negro Carioca de fazer uma proposta oficial.

    Vitão já tinha aceitado sua ida para o Cruzeiro e agora, o Flamengo precisa resolver a situação com o zagueiro para que a negociação flua.

    Anteriormente, o Inter já havia recusado uma proposta do Flamengo pelo atleta. Contudo, o clube carioca agora ofereceu perdoar a dívida por Thiago Maia e pagar o restante do valor à vista. No total, a negociação é de aproximadamente 10 milhões de euros (R$ 65 milhões).

    O Internacional comprou Thiago Maia por 4 milhões de euros (cerca de R$ 21,6 milhões), em julho de 2024, com pagamento parcelado em 10 vezes, porém não quitou a dívida até os dias atuais. Atualmente, o débito com correção, gira em torno de 4,7 milhões de euros (R$ 30,6 milhões).

    Desejo do Flamengo desde o início da atual temporada, o zagueiro quase foi incluído na dívida pelo volante, mas o Inter negou.

  • Interesse na SAF do Vasco recoloca família Lamacchia no centro das conversas

    Interesse na SAF do Vasco recoloca família Lamacchia no centro das conversas

    O interesse do empresário Marcos Faria Lamacchia na compra da SAF do Vasco da Gama abre um novo capítulo na relação entre o presidente Pedrinho e a família ligada à Crefisa, quase dois anos depois de uma negociação que não avançou pelo controle do futebol do clube.

    Empresário atua de forma independente no setor financeiro

    Com carreira própria no mercado de investimentos, Marcos é filho de José Lamacchia, controlador da Crefisa ao lado de Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras. Pelo lado materno, integra uma família tradicional do sistema bancário brasileiro, sendo neto do fundador dos bancos Real e Alfa.

    A movimentação ocorre após a tentativa frustrada de José Lamacchia de adquirir a SAF vascaína junto à 777 Partners, então responsável pelo futebol cruz-maltino. Na ocasião, a proposta girava em torno de US$ 110 milhões, mas desacordos quanto à estrutura de pagamento impediram a conclusão do negócio.

    Ruído político e debate sobre conflito esfriaram tratativas anteriores

    Além das divergências contratuais, a associação da negociação ao nome da Crefisa gerou repercussões externas. Grupos de oposição no Palmeiras passaram a questionar um possível conflito de interesses envolvendo Leila Pereira, o que contribuiu para a desistência definitiva do banqueiro.

    Até o momento, não há confirmação oficial das partes sobre a nova negociação. Ainda assim, Pedrinho já havia sinalizado publicamente a proximidade com a família Lamacchia após o Vasco reassumir o controle do futebol da 777.

    “Tenho uma relação de amizade muito próxima com o Sr. José Lamacchia. A Leila é uma referência em gestão esportiva. Ele demonstra grande interesse em contribuir com o Vasco, e a Crefisa tem credibilidade no mercado” — declarou o presidente.

    Presidente do Vasco, Pedrinho, no estádio do Corinthians. Foto: AGIF

    Histórico recente inclui impasses e reaproximação financeira

    Durante o processo eleitoral do clube associativo, houve conversas para a venda dos naming rights de São Januário, que acabaram não se concretizando e provocaram um distanciamento temporário entre as partes.

    A reaproximação ocorreu em outubro, quando o Vasco firmou um acordo de financiamento de R$ 80 milhões com a Crefisa, destinado ao custeio de despesas operacionais, como folha salarial, fornecedores e compromissos trabalhistas e fiscais. Embora outras instituições tenham participado do processo, o clube avaliou como mais vantajosas as condições apresentadas pela empresa.

  • Da camisa de 1934 à paixão atual: como a camisa do Corinthians ganhou o coração da torcida

    Da camisa de 1934 à paixão atual: como a camisa do Corinthians ganhou o coração da torcida

    No panteão do futebol brasileiro, poucas vestimentas carregam uma carga simbólica tão densa quanto a camisa do Sport Club Corinthians Paulista. O que hoje chamamos de «manto» ou «segunda pele» é fruto de uma evolução que transcende o algodão e o poliéster para se tornar um estandarte de identidade popular. Para entender essa devoção quase religiosa, é preciso voltar ao ano de 1934, um marco estético que definiu a alma visual do «Timão».

    O marco de 1934: a simplicidade operária

    A temporada de 1934 não foi marcada por um título expressivo (o clube terminaria o Campeonato Paulista em quarto lugar), mas foi decisiva para a identidade visual do alvinegro. Até então, os uniformes do futebol seguiam um padrão rígido e pouco prático, com mangas três quartos e botões, herança da formalidade britânica.

    Foi nesse ano que o Corinthians rompeu com o passado e adotou um modelo que se tornaria icônico pela sua simplicidade funcional, espelhando a origem operária da sua torcida. A camisa de 1934 aboliu os botões e adotou a gola alta careca, além de instituir as mangas curtas. Era uma peça branca, limpa, «crua». O detalhe mais fascinante para o torcedor moderno é a ausência do distintivo.

    Créditos: Wikipedia

    Naquela época, a força do clube não precisava ser anunciada por um logo no peito; as cores preta e branca e a presença em campo bastavam. O escudo, desenhado pelo pintor e ex-jogador Francisco Rebolo, só seria integrado definitivamente ao uniforme em 1939.

    Esse modelo de 1934 tornou-se um clássico cultuado porque representa o Corinthians em sua essência mais pura: sem patrocínios, sem excessos, apenas o suor e a cor.

    A evolução de um símbolo político e cultural

    Nas décadas seguintes, a camisa corinthiana deixou de ser apenas uniforme esportivo para virar plataforma de expressão.

    • A Era de Ouro e o distintivo (1950-1954): Com a fixação do escudo no peito, a camisa ganhou a «cara» que conhecemos. O título do IV Centenário em 1954 consagrou esse modelo clássico.
    • A Invasão de 1976: A camisa tornou-se um fenômeno de massas. Na famosa Invasão do Maracanã, a torcida mostrou que o uniforme era uma extensão do próprio corpo, pintando o Rio de Janeiro de preto e branco.
    • A Democracia Corinthiana (Anos 80): Liderados por Sócrates, Wladimir e Casagrande, o manto alvinegro tornou-se um outdoor político. Foi a primeira vez no futebol mundial que uma camisa foi usada para pedir «Diretas Já» e «Dia 15 Vote», provando que o corinthiano é, antes de tudo, um cidadão engajado.
    Créditos: Arquivo Corinthians
    • A mística de 2012: As camisas das conquistas da Libertadores e do Mundial no Japão tornaram-se relíquias modernas, simbolizando o fim de traumas históricos e a globalização da marca.

    A paixão atual: o «manto» como estilo de vida

    Hoje, a relação da torcida com a camisa atingiu um novo patamar de fervor. O lançamento de um novo uniforme é um evento anual aguardado com a mesma ansiedade de uma final de campeonato. O departamento de marketing do clube soube capitalizar essa paixão, lançando modelos que dialogam com a história — como a roxa (homenagem ao «corinthiano roxo»), a laranja (homenagem ao «terrão») e as reedições retrô, incluindo a própria camisa de 1934, que é vendida como artigo de luxo nostálgico.

    A «Fiel» não veste a camisa apenas em dias de jogo. Em São Paulo e em todo o Brasil, é comum ver o uniforme em escritórios, casamentos, festas e no dia a dia. A camisa do Corinthians transformou-se em um código social que diz: «eu pertenço a este bando de loucos». Do algodão simples de 1934 à tecnologia dry-fit atual, o fio condutor permanece o mesmo: a certeza de que, ao vestir aquelas cores, o torcedor nunca está sozinho.

    FAQs sobre a camisa do Corinthians

    A camisa de 1934 tinha o escudo do clube?

    Não. O modelo original utilizado em 1934 não possuía o distintivo estampado no peito. O escudo, com a âncora e os remos desenhados por Francisco Rebolo, só passou a integrar oficialmente as camisas de jogo a partir de 1939.

    Por que a camisa de 1934 é considerada um marco?

    Ela representa uma modernização estética e funcional. Foi o ano em que o clube abandonou as mangas três quartos e os botões, adotando mangas curtas e gola careca alta, um visual mais limpo e prático para os atletas.

    Quando o Corinthians começou a usar preto e branco?

    Embora o clube tenha sido fundado usando camisas bege (creme), a cor desbotava nas lavagens. O preto e branco (calção preto e camisa branca) foi adotado oficialmente em 1920, tornando-se a identidade visual definitiva.

    Qual a importância da Democracia Corinthiana para o uniforme?

    Na década de 1980, o movimento da Democracia Corinthiana utilizou a camisa como espaço de manifesto político, estamparam frases como «Diretas Já» e «Eu Quero Votar para Presidente» nas costas, algo inédito na história do futebol.

    O que são as camisas «alternativas» do Corinthians?

    São os terceiros uniformes lançados anualmente, geralmente em cores diferentes do tradicional preto e branco (como roxo, laranja, azul ou amarelo), que servem para homenagear histórias específicas do clube ou conectar-se com causas sociais e torcedores mais jovens.

  • Ranking dos maiores públicos do Brasileirão 2025

    Ranking dos maiores públicos do Brasileirão 2025

    O Campeonato Brasileiro Série A de 2025 reforçou a paixão do torcedor brasileiro, com números expressivos de público nos estádios.

    A média de público da competição atingiu a marca de 25.542 torcedores por jogo, um indicativo da força e do engajamento das torcidas. A análise dos dados, com base na planilha do Ranking CBF, revela o domínio de alguns clubes e a importância da presença da torcida como fator de desempenho.

    O ranking completo

    A tabela a seguir apresenta o ranking dos clubes da Série A com as maiores médias de público, refletindo a mobilização de suas torcidas ao longo da temporada.

    PosiçãoClubeMédia de públicoPúblico totalJogos
    1Flamengo-RJ58.5541.112.51919
    2Cruzeiro-MG40.158762.99919
    3Corinthians-SP39.934758.73719
    4Bahia-BA38.160725.03919
    5Palmeiras-SP34.935663.77219
    6Ceará-CE34.702659.33719
    7São Paulo-SP28.654544.42019
    8Fluminense-RJ26.724507.76119
    9Fortaleza-CE26.391501.42019
    10Grêmio-RS25.515484.78519
    11Internacional-RS24.365462.94019
    12Atlético-MG24.087457.65519
    13Vitória-BA22.144420.73019
    14Vasco-RJ21.471407.94319
    15Santos-SP17.011323.21619
    16Botafogo-RJ14.772280.67719
    17Sport-PE14.003266.06219
    18Juventude-RS8.060153.13919
    19Mirassol-SP6.287119.44419
    20Red Bull-SP4.91693.41319

    Destaques e análise de engajamento

    O ranking de 2025 aponta para algumas conclusões importantes sobre o engajamento das torcidas e a saúde financeira dos clubes:

    Liderança absoluta: O Flamengo-RJ manteve a liderança com uma média de público significativamente superior aos demais, ultrapassando a marca de 1 milhão de torcedores no total.

    • Força do Nordeste: Clubes como Bahia, Ceará e Fortaleza demonstram a força do futebol nordestino, figurando entre as dez maiores médias de público do país.
    • Impacto da performance: A presença de clubes como Cruzeiro e Corinthians no topo reflete o retorno da torcida em momentos de alta performance e competitividade.
    • Desafios na base: Clubes como Mirassol-SP e Red Bull-SP, apesar de estarem na elite, enfrentam desafios para mobilizar grandes públicos, o que pode ser reflexo de uma base de torcedores menor ou de políticas de preço e marketing.

    A média de público é um indicador vital para a saúde financeira dos clubes, influenciando diretamente nas receitas de bilheteria e no valor de mercado das marcas. O alto engajamento da torcida brasileira em 2025 é um fator positivo para o futuro da competição.

  • Crise no São Paulo! De pedido de afastamento a acusações.

    Crise no São Paulo! De pedido de afastamento a acusações.

    O São Paulo Futebol Clube atravessa um momento de intensa turbulência política, com acusações graves que atingem a cúpula diretiva e levantam questionamentos sobre a gestão do clube.

    O epicentro da crise reside em um inquérito policial que investiga um suposto esquema de exploração clandestina de um camarote no Estádio do Morumbis, envolvendo dois dirigentes.

    A situação se agravou com a inclusão da acusação de coação, indicando uma tentativa de manipulação no curso do processo.

    A investigação da Polícia Civil concentra-se em Douglas Schwartzmann e Mara Casares, que teriam admitido, em áudio, a participação no esquema de venda ilegal do espaço. O Ministério Público, por sua vez, solicitou o inquérito policial, apontando possíveis crimes de corrupção privada no esporte e coação.

    Foto: São Paulo
    Foto: Rubens Chiri/São Paulo

    A acusação de coação sugere que houve pressão sobre testemunhas ou envolvidos para alterar depoimentos ou fatos relacionados ao caso. Paralelamente à investigação policial, a crise política interna se aprofunda, com a situação do clube se voltando contra o presidente Júlio Casares.

    Conselheiros, inclusive aqueles que antes apoiavam a gestão, começaram a articular um pedido de afastamento do mandatário. A oposição já protocolou um pedido de impeachment, e a mobilização de conselheiros que “largaram mão” de Casares indica uma perda significativa de apoio político. Ao menos 80 conselheiros teriam formalizado o desejo de que o presidente deixe o cargo.

    A crise institucional tem implicações diretas no planejamento do futebol para 2026. Enquanto a cúpula do futebol tenta reforçar o elenco e planejar a próxima temporada, o ambiente político conturbado gera instabilidade e desvia o foco da gestão esportiva.

    A investigação aponta para possíveis desvios que ultrapassam a marca de R$ 10 milhões, com depósitos em contas de dirigentes, o que adiciona uma camada de gravidade às acusações.

    O cenário atual exige uma resposta rápida e transparente da diretoria para evitar que a crise política contamine o desempenho esportivo do clube. A destituição do presidente, caso o pedido de impeachment avance, dependerá da aprovação do Conselho Deliberativo, mas a pressão interna e externa já coloca o São Paulo em um dos momentos mais delicados de sua história recente.

  • Endrick e Estêvão: duas joias do Palmeiras, dois caminhos diferentes na Europa.

    Endrick e Estêvão: duas joias do Palmeiras, dois caminhos diferentes na Europa.

    Eu sendo uma torcedora nascida nos anos 90, tenho parado para observar como a base tem se movimentado atualmente no futebol brasileiro, uma maneira mais forte mais vívida do que há tempos atrás, e me arrisco a dizer que o Palmeiras viveu, em um curto período de tempo, algo que poucos clubes conseguem repetir: revelou dois talentos geracionais e os vendeu para o futebol europeu ainda adolescentes.

    Endrick e Estêvão saíram da mesma base, vestiram a mesma camisa e carregaram expectativas parecidas. Ainda assim, hoje vivem momentos bem distintos fora do Brasil.

    Enquanto Estêvão parece chegar ao futebol europeu com impacto, confiança e protagonismo, Endrick ainda luta por espaço, minutos e afirmação. A pergunta que surge é inevitável: o que explica essa diferença tão gritante? E a resposta passa por vários aspectos menos pelo talento, porque ambos têm de sobra, essa diferença vale muito mais pelo contexto geral de cada transferência.

    Endrick: talento geracional em um ambiente sem margem para erro  

    Quando Endrick foi negociado com o Real Madrid, o Palmeiras e o mercado sabiam exatamente o que estava em jogo. Não era apenas uma venda histórica, mas a transferência de um jogador com rótulo de fenômeno antes mesmo de completar 18 anos. O problema é que o Real Madrid não é um ambiente de adaptação lenta.

    Endrick chegou a um elenco estrelado, competitivo, que briga por Champions League todos os anos e onde cada minuto em campo precisa ser justificado. Diferente do Palmeiras, onde ele tinha liberdade para errar, aprender e crescer, na Europa cada oscilação vira pauta, cada jogo sem gol vira cobrança.

    Além disso, há a questão tática. Endrick não atua exatamente da mesma forma que atuava no Brasil. Seu papel mudou, sua leitura de jogo precisou se adaptar e, sem sequência, o processo se torna ainda mais difícil. Isso não significa que Endrick esteja mal. Significa que ele está em um clube que não permite construção.

    Estêvão: tempo, protagonismo e um processo mais protegido  :

    Já o caminho de Estêvão foi diferente desde o início, o Palmeiras, claramente mais experiente após o caso Endrick, segurou o jogador por mais tempo, deu protagonismo real e permitiu que ele amadurecesse dentro de campo antes da saída. Estêvão não foi apenas promessa, ele foi protagonista.

    Quando a venda ao Chelsea foi confirmada, Estêvão já havia vivido pressão, jogos grandes, decisões e momentos ruins também. Ele saiu mais pronto emocionalmente, taticamente e mentalmente. Até mesmo já havia marcado gol contra o Chelsea no Mundial de clubes com sua contratação já acertada para o time. Foi respeitoso com a torcida adversária no momento, e hoje caiu no gosto da torcida que já até fizeram um cântico para o jovem jogador.

    O impacto imediato que vemos hoje não acontece por acaso. Ele é reflexo de um processo melhor conduzido, com menos ansiedade e mais clareza de função.
    Estêvão não é mais talentoso que Endrick. Ele apenas chegou mais preparado para o choque europeu.

    Comparar não é diminuir, é entender processos  :

    Existe uma tentação grande em comparar Endrick e Estêvão como se um estivesse “dando certo” e o outro não. Essa leitura é rasa e injusta.

    “Endrick saiu no tempo do mercado, Estêvão saiu no tempo do jogador.”

    O Palmeiras aprendeu com a primeira grande venda e ajustou o processo na segunda. Isso não invalida Endrick, nem transforma Estêvão em um caso isolado de sucesso. São trajetórias diferentes, com exigências diferentes.

    O futebol europeu, especialmente no ataque, cobra impacto imediato. E nem todo talento jovem consegue entregar isso sem pagar um preço emocional e técnico no caminho.

    O problema nunca foi o talento  :

    Se existe um erro recorrente na análise do futebol moderno, é achar que talento se sustenta sozinho. Não se sustenta.
    Talento precisa de contexto, confiança, sequência e paciência. Endrick vai dar certo. Mas o processo dele será mais longo, mais silencioso e menos linear. Estêvão, por sua vez, colhe hoje algo que Endrick não teve tempo de viver: ambiente favorável para a sua evolução.

    No fim, o Palmeiras não errou em nenhuma das vendas. Evoluiu. E isso diz muito sobre o clube, sobre sua base e sobre a maturidade de entender que formar jogadores também é saber quando soltar.

    O tempo vai colocar cada um no seu lugar. E a história, como sempre, será mais justa do que a expectativa do presente.

  • Botafogo anuncia Martin Anselmi como novo treinador; confira

    Botafogo anuncia Martin Anselmi como novo treinador; confira

    O Botafogo anunciou nesta segunda-feira (23/12), a chegada de Martin Anselmi como novo treinador do clube para a próxima temporada. Aos 40 anos, o ex-comandante do Porto, de Portugal, chegou para assumir o lugar deixado por Davide Ancelotti, que teve sua saída confirmada na última semana.

    O contrato do argentino com o clube carioca foi firmado para dois anos, válidos até o fim da temporada 2027.

    Além de Anselmi, chegam para o clube os auxiliares Luis Piedrahita e Pablo De Muner, o preparador físico Diego Bottaioli e o preparador de goleiros Dario Herrera, complementando à comissão técnica fixa do Botafogo em 2026.

    O técnico argentino é esperado no Rio de Janeiro no dia 04 de janeiro para iniciar ao trabalhos no Espaço Lonier, enquanto o elenco principal do clube carioca retorna para a representação no dia 05 de janeiro.

    “Soube agora há pouco. Acompanhei um pouco dele no Porto, porque acompanho o campeonato português. Me parece um excelente treinador. Ainda bem que já fechou. Bom que inicia a temporada com comandante. Feliz por isso”, comemorou o zagueiro Marçal, durante um evento no Rio.

  • Cruzeiro entra no mercado e  prepara o elenco para 2026

    Cruzeiro entra no mercado e prepara o elenco para 2026

    Depois da eliminação da Copa do Brasil, Cruzeiro encerrou a temporada 2025 e prepara mudanças para o próximo ano com Tite.

    O drama da renovação

    Matheus Pereira que tem contrato até o meio de 2026 está com conversas para a renovação, entretanto mesmo com tudo bem encaminhado o jogador ainda não fez a assinatura, causando preocupação nos torcedores cruzeirenses.

    O dono da SAF, Pedro Lourenço, deu entrevista hoje para a Samuca TV e falou sobre essa situação:

    “O Matheus tem contrato até o meio do ano. A gente tem conversado sempre com ele. Ele sabe do nosso interesse de renovar. Temos interesse em renovar com ele, não é por seis meses, não é por um ano. É por três, cinco anos, já falei isso com ele. Ele está no momento dele.


    Espero que a gente renove, e ele fique muitos anos no Cruzeiro. Não temos intenção nenhuma de desfazer do Matheus Pereira e de nenhum jogador que temos. Temos interesse de mantê-los e por muito tempo”

    Situação de Gerson: Cruzeiro não planeja desistir facilmente

    O ex-jogador do Flamengo tem sido especulado no Cruzeiro nos últimos dias e as negociações com os russos têm sido um problema.

    Zenit na última investida disse que o valor seria de 25 milhões de euros. Cruzeiro tenta fazer uma negociação envolvendo o zagueiro Jonhatan Jesus e valor em dinheiro, já que o zagueiro faz parte dos planos do clube russo.

    Gerson é um desejo da diretoria e de Tite, com o atleta o acordo não possui empecilhos, mas os valores da negociação estão muito altos.

    Mais especulações no mercado da bola da raposa

    Além de Gerson, Cruzeiro monitora a situação de dois atletas: o zagueiro Vitão do Internacional e o meia ex Grêmio Bitello, que atualmente está no Dinamo Moscow.

    Internacional pede 10 milhões de euros ( 60,2 milhões de reais na cotação atual). O valor é considerado alto pelo jogador que considera para uma contratação que vá “elevar” o elenco.

    Já a situação do Bitello, houve uma consulta e o valor não agradou de primeiro momento. Deve evoluir para uma negociação abaixando a pedida do clube russo.

    Dois atletas já se despediram da Toca da Raposa

    Cabuloso já anunciou há algumas semanas as saídas dos jogadores Eduardo e Bolasie. Ambos chegaram no começo desse ano a pedido do técnico Fernando Diniz que treinava a equipe na época e tinham contrato até o fim de 2025.

    Eduardo foi mais utilizado saindo do banco durante o ano e somou 5 gols e 1 assistência. Já o Bolasie com a chegada de Leonardo Jardim não teve muitas oportunidades já que disputava posição com Kaio Jorge e Gabigol, ele termina a trajetória pela equipe celeste com 4 gols e 3 assistências.

    Gabigol: De herói para vilão da torcida

    O atacante que foi anunciado na virada de ano e a torcida apoiou ele durante a temporada está vivendo um momento de tensão no clube.

    Mesmo sendo vice artilheiro do Cruzeiro somente atrás de Kaio Jorge com seus 13 gols, a torcida vem pedindo sua saída por causa de ser o maior responsável pela eliminação da semifinal da Copa do Brasil contra o Corinthians.

    O Santos está monitorando a situação do atleta, mas a situação depende de uma redução salarial para ter a oportunidade de fazer uma proposta, já que recebe 3 milhões de reais mensais. Entretanto, na sua ida ao programa Podpah, Gabigol falou que o projeto é de 4 anos e que o empresário dele falou com nenhum time.

  • Com título da Copa do Brasil, Corinthians dispara faturamento e ultrapassa R$ 115 milhões em prêmios

    Com título da Copa do Brasil, Corinthians dispara faturamento e ultrapassa R$ 115 milhões em prêmios

    Timão soma quase R$ 98 milhões apenas na competição nacional e vê alívio financeiro em meio à crise

    Caminho do título rendeu milhões ao clube paulista

    Com o título da Copa do Brasil conquistado neste domingo (21/12), diante do Vasco, o Corinthians faturou R$ 77,175 milhões pela vitória na final e alcançou um total de R$ 97.791.750 em premiações apenas na edição de 2025 do torneio. No acumulado da temporada, o clube alvinegro já soma R$ 115,2 milhões arrecadados em competições nacionais e internacionais, sem contar os valores do Campeonato Brasileiro.

    Premiação do Corinthians na Copa do Brasil 2025

    O Timão iniciou sua trajetória na Copa do Brasil a partir da terceira fase e acumulou premiações em todas as etapas até a decisão. Veja os valores recebidos:

    Terceira fase: R$ 2.315.250

    Oitavas de final: R$ 3.638.250

    Quartas de final: R$ 4.740.750

    Semifinais: R$ 9.922.500

    Final (título): R$ 77.175.000

    Dentro de campo, o Corinthians eliminou Novorizontino, Palmeiras, Athletico-PR e Cruzeiro antes de enfrentar o Vasco na final. Após empate no jogo de ida, em Itaquera, o Timão venceu no Maracanã e confirmou a conquista do título.

    Corinthians e Vasco no jogo de volta da final da Copa do Brasil no Maracanã. Foto: Internet

    Verba é crucial em ano de crise financeira no clube

    O montante arrecadado chega em um momento delicado para o Timão. O Corinthians enfrenta uma crise financeira profunda, com dívida estimada em cerca de R$ 2,7 bilhões. A diretoria conta com a premiação da Copa do Brasil e os repasses do Campeonato Brasileiro, via Liga Forte União (LFU), para quitar compromissos neste fim de ano.

    Uma das pendências envolve o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres, dívida que resultou em um transfer ban em vigor desde 12 de agosto. O presidente Osmar Stabile tem afirmado que trabalha para derrubar a punição ainda neste mês.

    Temporada de 2025

    Além da Copa do Brasil, o clube também conquistou valores em outras competições ao longo do ano:

    Copa do Brasil: R$ 97.791.750

    Conmebol Libertadores: R$ 6.321.480

    Copa Sul-Americana: R$ 6,1 milhões

    Campeonato Paulista: R$ 5 milhões

    A premiação do Campeonato Brasileiro ainda não foi divulgada. O Corinthians terminou a competição na 13ª colocação, e o valor final depende da cota fixa, audiência de TV e posição na tabela.