Categoria: Palmeiras

  • Avanti Palestra: a alma e a fé sobre o futuro no coração palmeirense

    Avanti Palestra: a alma e a fé sobre o futuro no coração palmeirense

    Sabe aquela frase muito conhecida entre os palmeirenses citada por Mauro Beting?

    “Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário.”

    E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível” Pois bem, meu caro torcedor alviverde, esse sentimento é inexplicável e quando penso nesse Palmeiras que está se moldando agora nessa pequena janela de transferência, eu vejo mais do que nomes, mais do que apenas um esquema inteligente, tático e de possível rentabilização em vendas futuras, eu vejo pessoas, nomes e caras que podem ser o futuro do Verdão.

    Vamos ser sinceros, Weverton é um paredão, honra a camisa do Palmeiras entende e sabe o peso que ela tem, mas o cara já está com 37 anos, a idade pesa, chega e uma hora ele vai precisar ser substituído.

    Aí eis que surge o nome Carlos Miguel, o cara não é gigante só no tamanho não, é a muralha que nós podemos sonhar para os próximos 10 anos eu me arriscaria dizer. A cada avanço na contratação eu penso: Será que ele está ansioso pra vestir a nossa camisa? Porque pra nós, vestir a nossa camisa é carregar o peso de uma torcida que canta, vibra e cobra, e cobra muito.

    E seguindo com o futuro, vem o Jefté, ainda muito moleque, mas com certeza carrega nas chuteiras experiência de “veterano”, o cria vem de Xerém, teve um destaque absurdo na Escócia e foi eleito o melhor lateral esquerdo, mas aqui ele chega pra disputar espaço com Piqueréz, que já um monstro pra torcida, que é um jogador de consolidado e de peso pro elenco, mas se o cria chegar com a ousadia carioca, talvez ganhe o coração dos paulistas. (Mas o moleque vai ter que correr hein, a torcida não dá mole não!).

    E aí pra fechar tem o Enciso, se esse cara chegar, aí meus amigos, o choro é livre para os rivais, o cara já deu sinal VERDE pra seguirmos com a contratação, ele quer voltar pro berço latino, o jovem paraguaio quer estar perto de casa. E casa essa que ele pode chamar de Palmeiras. O cara tem 21 anos e soma atuações em categorias de base e pela principal seleção do Paraguai; registrou participações em Copas América, Olímpica e eliminatórias. Sem contar que ele tem talento pra jogar em todas as posições de ataque, ele é novo, com qualidade técnica, e raça. Elemento fundamental para o torcedor alviverde!

    E sabemos que mais do que reforços, eles representam o futuro e a continuidade do nosso time, representando a torcida que não para, com uma diretoria que olha pra frente, levando cada palmeirense a pensar: “meu time está se preparando para continuar sendo gigante, hoje e sempre”.

    Sabe o que é mais bonito disso tudo? É perceber que o Palmeiras nunca está só. Enquanto a diretoria negocia, enquanto os jogadores treinam, enquanto Abel pensa no próximo jogo… nós estamos aqui. Sofrendo, acompanhando, sonhando, vibrando. A arquibancada não cala, a rua não para, a fé não se esgota.

    E no fim, eu só consigo escrever uma coisa: Avanti, Palestra. Avanti, meu Palmeiras. O coração tá pronto pra mais uma capítulo da nossa história de amor verde e branco.

  • A dança de técnicos no Brasileirão: a cultura do imediatismo

    A dança de técnicos no Brasileirão: a cultura do imediatismo

    Renato Paiva foi despedido do Fortaleza após apenas 10 jogos (2 meses). É o segundo despedimento dele nesta temporada, depois de ter caído no Botafogo durante o Mundial de Clubes. E estamos tratando de um técnico que teve até vitórias históricas, como frente ao campeão da Europa, o PSG. Do ponto de vista europeu, isto é algo incompreensível – chega a ser cômico e até ‘zoável’.

    Em Portugal, estamos habituados a ver treinadores durante anos: Sérgio Conceição no Porto, Jorge Jesus no Benfica ou Rúben Amorim no Sporting. Se olharmos para a Premier League, a comparação fica ainda mais gritante: Mikel Arteta está há 7 anos no Arsenal, mesmo sem títulos relevantes durante grande parte desse período, e com orçamentos gigantescos. No Manchester United, treinadores são mantidos mesmo quando parece que já não há como piorar. E o que dizer de Arsène Wenger ou Sir Alex Ferguson, que praticamente dedicaram as suas carreiras a um só clube?

    O paralelismo para o Brasil é astronômico. Vemos a torcida organizada do Palmeiras criticar talvez o melhor treinador da história do clube, Abel Ferreira, quando ele está completamente na luta pelo título e nas quartas de final da Libertadores. Pior ainda, vemos pressões constantes nos CT’s, com jogadores e técnicos sendo cobrados cara a cara pelas organizadas. Na Europa isso até pode acontecer, mas de forma pontual; o que é incomum é ver jogadores e dirigentes a dar justificativas oficiais a torcidas como se fossem superiores hierárquicos. E não me entendam mal: o clube é dos sócios, ou pelo menos assim acredito deveria ser.

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    O resultado desta cultura? Uma roda-viva em que 16 técnicos já foram demitidos em 2025, alguns com passagens de apenas 3, 4 ou 7 jogos. Na loucura que é o calendários das competições no Brasil, não dá tempo nem para os projetos nascerem.

    É verdade: o treinador é a cara do projeto, o responsável máximo, e muitas vezes é justo que caia. Mas a grande questão é que, no Brasil, não se valoriza a estrutura. Procura-se sempre o culpado individual. Quando leio críticas a um time, são quase sempre dirigidas a nomes próprios e não a problemas coletivos. O Fred foi apontado como único culpado da eliminação do Brasil na Copa e a própria comunicação social é quem força essa narrativa. Presumo que seja cultural.

    Quando há um projeto pensado e estruturado com planejamento estratégico, como é o caso do Palmeiras, os resultados aparecem. Se dá tempo, e o sucesso é visível. Abel Ferreira é a prova viva disso. Tudo indica que o Cruzeiro vai pelo mesmo caminho. O Flamengo também parece ter uma aposta firme em Filipe Luís, talvez influenciado pelo diretor de futebol europeu (José Boto), daí os resultados começam a aparecer.

    Isto não tira responsabilidade ao técnico: a incompetência existe, e muitas vezes é a raiz o problema. Mas penso que, para o bem do futebol brasileiro, será importante mudar a mentalidade: ser mais paciente, confiar no trabalho e na progressão das equipes, deixar os treinadores trabalharem e, acima de tudo, não ser tão duros com a individualidade e sim com o coletivo.

    Acredito a 100% que o Brasileirão tem potencial para entrar no top 5 das melhores ligas do mundo e ser um produto globalmente requisitado. Tem estádios cheios, torcidas apaixonadas, e o poder financeiro dos maiores clubes já começa a rivalizar com a segunda linha europeia. Uma das chaves pode ser precisamente esta mudança de mentalidade.

    Existem outras possíveis melhorias: gramados naturais, menos “lixo visual” nas transmissões, acabar com palcos a ocuparem arquibancadas em jogos, e reduzir calendários sobrecarregados. Mas isso já são outros assuntos… que talvez volte a explorar nesta rúbrica de opinião.

  • As torcidas mais influentes entre clubes brasileiros

    As torcidas mais influentes entre clubes brasileiros

    Ser influente vai além dos números ou dos cânticos. É sobre ter presença, ser um exemplo para os outros e marcar uma ou mais gerações. Flamengo, Corinthians ou Vasco têm uma base de adeptos com filosofias específicas e isso cria notoriedade e impacto social. O Portal Camisa12 explica quais são as torcidas mais influentes entre clubes brasileiros.

    O que é uma torcida influente?

    Grandes torcidas tornam-se, naturalmente, influentes, bruto da grande massa adepta que mobilizam em dias de jogo. São milhões de pessoas a puxar por um time, a serem exigentes no cumprimento de objetivos e, por vezes, a terem de ir ao centro de treino “apertar” com os jogadores e comitiva técnica.

    A força cultural que representam, fruto de ideologias há décadas enraizadas, criam uma perceção específica daquilo que a torcida significa, elevando mais alto do que apenas um grupo organizado de adeptos de um time. São uma força, literalmente, e procuram passar a mensagem certa e as formas de viver ideais, muito além do futebol.

    Na era digital, a presença online também torna a torcida influente, uma vez que seguir as páginas das torcidas e dos clubes, publicar e consumir conteúdo das torcidas, cria uma sensação de pertencimento, um fator essencial para o ser humano viver.

    As torcidas mais influentes do Brasil

    É inevitável não falar da torcida do Flamengo, uma vez que é reconhecida pelo mundo inteiro como uma das maiores, senão for a maior. São cerca de 42 milhões de torcedores, quase a população inteira da Espanha e praticamente quatro vezes mais que Portugal.

    A probabilidade de um brasileiro apoiar o Flamengo é alta e muitas pessoas ganham carinho pelo clube, mesmo não sendo do Rio de Janeiro, fruto da presença e número da torcida. A influência nas redes sociais, imprensa e cultura é enorme, mesmo para quem está fora do país. É o primeiro clube que um “gringo” se lembra quando pensa em futebol brasileiro.

    Talvez uma das torcidas mais fiéis seja a do Corinthians, com quase 14% da população do Brasil torce pro “Timão”, segundo dados do Datafolha. A fama e a influência da torcida cresceu na década de 1980, com os movimentos políticos e sociais de Sócrates, Casagrande e Wladimir, numa procura de democratização.

    Mesmo em fases ruins o estádio Neo Quimíca Arena segue completamente lotado e a mobilização de pessoas aos eventos esportivos do Corinthians é uma das mais eficazes do país.

    O sucesso internacional também contribui bastante para a influência de uma torcida e o São Paulo é um bom exemplo disso. Na década de 1990 e nos anos 2000, marcadas pelas conquistas da Libertadores e do Mundial, a torcida tricolor conquistou o coração de muitas pessoas.

    Tanto assim é que a torcida paulista está espalhada por várias regiões do Brasil, não só em São Paulo. O prestígio internacional criou uma dimensão praticamente nacional da torcida.

    O Vasco da Gama continua com uma das maiores torcidas no Brasil, mesmo numa fase irregular a nível esportivo. O histórico social influencia e cria respeito em qualquer um, fruto do trabalho realizado na década de 1920, uma vez que o Vasco foi dos primeiros clubes a incluir negros e operários em plena era de racismo no futebol.

    O Manifesto contra o Racismo é um símbolo de luta social. Para quem não conhece, foi um ofício enviado pelo então presidente do clube José Augusto Prestes à Associação Metropolitana de Esportes Atléticos, recusando participar em competições da associação, uma vez que esta forçou o time a remover do elenco doze jogadores negros, pobres e operários.

    O Bahia passou por uma transformação na torcida em 2013. Existiu uma grande mobilização contra a diretoria após um período marcado por corrupção. A torcida impulsionou o movimento “democracia tricolor”, que pressionou por eleições diretas e mais transparência.

    A torcida do Bahia é uma das mais engajadas politicamente no Brasil e está presente em Salvador e no Nordeste. Mais recentemente, em 2018, o clube, apoiado pela torcida, passou a adotar movimentos contra racismo, machismo e homofobia.

    Talvez o maior crescimento na década de 2020 foi o do Palmeiras. A força do clube aumentou exponencialmente após a entrada da Crefisa e da presidente Leila Pereira, resultando nas conquistas da Libertadores, em 2020 e 2021, e do Brasileirão, em 2018 e 2022.

    A Mancha Verde está entre as maiores torcidas digitais e tem uma das maiores escolas de samba em São Paulo, procurando influenciar na área da cultura além do futebol.

    Torcidas influenciam a cultura e a sociedade

    As torcidas vão bem mais além do futebol. Influência não é apenas sobre levar pessoas aos estádios ou ter muitos seguidores nas redes sociais. É estar diretamente ligado a movimentos culturais, com causas sociais e impacto político.