Categoria: Palmeiras

  • Palmeiras: Flaco López e Aníbal Moreno são desfalques contra o Juventude na Série A

    Palmeiras: Flaco López e Aníbal Moreno são desfalques contra o Juventude na Série A

    O Palmeiras terá dois importantes desfalques na Data Fifa. O atacante Flaco López e o volante Aníbal Moreno estão na lista de convocados da Seleção Argentina para os amistosos de outubro.

    Portanto, não estarão à disposição de Abel Ferreira no duelo contra o Juventude, marcado para o dia 11, no Allianz Parque, em jogo atrasado da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

    Flaco e Aníbal vivem momentos de alta

    A convocação marca a segunda chamada consecutiva de López pelo técnico Lionel Scaloni, confirmando a boa fase do jogador. Recentemente, renovou contrato até 2029. Já Aníbal comemora sua primeira oportunidade na equipe principal da albiceleste.

    Mais notícias do Palmeiras:

    Os dois atletas são titulares e representam baixas significativas para o Palmeiras, que busca manter a liderança do Brasileirão. O Verdão dipsuta o primeiro lugar com Flamengo e Cruzeiro.

    Amistosos da Argentina e impacto no calendário do Verdão

    Os amistosos da Argentina acontecem nos dias 10 e 13 de outubro, contra Venezuela e Porto Rico, respectivamente, nos Estados Unidos. A partida do Palmeiras, por sua vez, foi remarcada para essa data devido à participação no Mundial de Clubes.

    • Goleiros: Emiliano Martínez (Aston Villa), Rulli (Olympique de Marselha), Benítez (Crystal Palace) e Cambeses (Racing);
    • Laterais: Montiel (River Plate), Molina (Atlético de Madrid), Acuña (River Plate) e Tagliafico (Lyon);
    • Zagueiros: Cristian Romero (Tottenham), Balerdi (Olympique de Marselha), Otamendi (Benfica), Senesi (Bournemouth) e Rivero (River Plate);
    • Meias: Paredes (Boca Juniors), Aníbal Moreno (Palmeiras), De Paul (Inter Miami), Enzo Fernández (Chelsea), Nico Paz (Como), Lo Celso (Betis), Mac Allister (Liverpool) e Almada (Atlético de Madrid);
    • Atacantes: Giuliano Simeone (Atlético de Madrid), Nico González (Atlético de Madrid), Mastantuono (Real Madrid), Messi (Inter Miami), Flaco López (Palmeiras), Julián Álvarez (Atlético de Madrid) e Lautaro Martínez (Inter de Milão)
  • Classificação da Série A 2025: Palmeiras dispara no returno e deixa Flamengo para trás

    Classificação da Série A 2025: Palmeiras dispara no returno e deixa Flamengo para trás

    O Palmeiras voltou a liderar o returno do Campeonato Brasileiro ao bater o Vasco por 3 a 0 no Allianz Parque, na quarta-feira (02/10). Com o resultado, o Verdão chegou a 16 pontos e ultrapassou o Flamengo, que agora ocupa a segunda colocação, com 15.

    Mirassol e Cruzeiro seguem firmes no G-4, com 14 pontos cada, enquanto o Botafogo ganhou quatro posições e assumiu o quinto lugar após vencer o Bahia por 2 a 1. Os dados foram levantados pelos jornalistas Cadu Vargas e Valmir Storti, do portal Ge.

    Resultados da 26ª rodada da Série A 2025 – Foto: Instagram/Brasileirão

    26ª rodada tem recorde de empates

    A 26ª rodada registrou empates nesta edição do Brasileirão: foram seis jogos sem vencedores. Entre eles, o duelo entre Flamengo e Cruzeiro, no Maracanã, que terminou empatado sem gols.

    Vitória deixa a lanterna do returno

    Quem surpreendeu foi o Vitória, que deixou a última colocação ao derrotar o Ceará por 1 a 0, no Barradão, em Salvador. O time baiano ganhou sete posições e aparece em 13º lugar no returno.

    Leia também: mudanças no novo calendário do futebol brasileiro

    Outro destaque foi o São Paulo. Mesmo com um jogador a menos desde os 21 minutos do primeiro tempo (expulsão de Rigoni), o tricolor paulista superou o Fortaleza por 2 a 0 no Castelão.

    Inter e Atlético-MG vivem pesadelo

    Na parte de baixo da tabela, a crise é grande para Internacional e Atlético-MG. O Colorado, que empatou em casa com o Corinthians por 1 a 1, assumiu a lanterna do returno com apenas cinco pontos.

    O Galo, agora comandado por Jorge Sampaoli, tem a mesma pontuação, mas aparece em 19º por ter saldo de gols melhor.

    Classificação do returno do Brasileirão 2025:

    1. Palmeiras – 16 pontos
    2. Flamengo – 15 pontos
    3. Mirassol – 14 pontos
    4. Cruzeiro – 14 pontos
    5. Botafogo – 12 pontos
    6. Grêmio – 12 pontos
    7. Vasco – 11 pontos
    8. Fluminense – 11 pontos
    9. São Paulo – 10 pontos
    10. Bahia – 10 pontos
    11. Ceará – 9 pontos
    12. Corinthians – 8 pontos
    13. Vitória – 7 pontos
    14. Santos – 7 pontos
    15. Fortaleza – 6 pontos
    16. Red Bull Bragantino – 6 pontos
    17. Sport – 6 pontos
    18. Juventude – 6 pontos
    19. Atlético-MG – 5 pontos
    20. Internacional – 5 pontos
  • A relação entre o torcedor do Palmeiras e a Academia de Futebol

    A relação entre o torcedor do Palmeiras e a Academia de Futebol

    Ser torcedor do Palmeiras é viver uma paixão que transborda as quatro linhas, carregada de história e de orgulho. Como disse o jornalista Joelmir Beting: “Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário; e a quem não é, é simplesmente impossível.” 

    Essa frase resume bem o sentimento inexplicável que une milhões de torcedores palmeirenses ao seu clube do coração.

    Neste artigo, a equipe do Portal Camisa12 traz uma análise aprofundada (e cheia de carinho) sobre a relação única entre a torcida do Palmeiras e a lendária Academia de Futebol, unindo tradição e atualidade, história e arquibancada, tudo com aquela linguagem leve de uma boa conversa entre palestrinos.

    Avanti, Palestra! ⚽️💚

    Academia de Futebol: o legado que move o torcedor palmeirense

    Antes de mais nada, vale entender o que significa Academia de Futebol para os palmeirenses. Esse apelido carinhoso e respeitoso nasceu nos anos 60, quando o Palmeiras montou um dos maiores times da história do futebol brasileiro. 

    O futebol jogado com tanta classe e técnica era comparado a uma verdadeira aula em campo – não à toa, dizia-se na época que assistir a um jogo do Palmeiras era como ver uma “aula de futebol” ao vivo.

    Primeira Academia

    A primeira Academia brilhou nos anos 1960, liderada pelo craque Ademir da Guia (o “Divino”) e outros ídolos palmeirenses como Djalma Santos e Julinho Botelho. 

    Segunda Academia

    Já nos anos 1970, uma Segunda Academia surgiu, com jogadores lendários como Leivinha, Luís Pereira, César Maluco e o goleiro Emerson Leão. 

    Essas equipes encantaram o Brasil com títulos e futebol arte, forjando um legado de excelência que até hoje inspira o torcedor alviverde.

    Palmeiras = Brasil

    Um momento histórico que enche de orgulho qualquer torcedor do Palmeiras ocorreu em 7 de setembro de 1965. Na inauguração do Mineirão, o Palmeiras representou a Seleção Brasileira inteira em um amistoso contra o Uruguai (vestindo a camisa amarela do Brasil). Os 11 titulares eram todos jogadores do Verdão, incluindo técnico e comissão! 

    E o resultado? Vitória brasileira por 3×0. Foi a primeira (e única) vez que um clube atuou como a Seleção Brasileira completa em campo, um feito que a torcida palmeirense relembra com brilho nos olhos. 

    Não é exagero dizer que o Palmeiras era, de fato, a “verdadeira Academia” do futebol nacional naquele período. Episódios como esse cimentaram o orgulho palestrino e a percepção de que vestir a camisa verde e branca é sinônimo de tradição e conquistas.

    A Era Parmalat

    Ao longo das décadas, a ideia de Academia de Futebol continuou a inspirar novas gerações. Nos anos 90, durante a chamada Era Parmalat, o Palmeiras voltou ao topo com jogadores como Evair, Edmundo, Rivaldo e companhia – alguns torcedores consideram aquele time como uma “terceira Academia”, pelos inúmeros títulos entre 1993 e 2000.

    Dias atuais

    Mais recentemente, sob o comando do técnico Abel Ferreira, o clube vive outra fase gloriosa. De 2015 pra cá, o Verdão conquistou Libertadores (bicampeão em 2020 e 2021), Copas do Brasil e vários Brasileiros, mantendo uma base sólida de elenco por anos. Muitos já comparam essa fase atual a uma nova Academia, dada a hegemonia recente e o alto nível de futebol apresentado. 

    E convenhamos: a torcida palestrina adora essa comparação – afinal, ser chamado de Academia de novo é motivo de orgulho e prova de que o padrão de excelência continua vivo no Allianz Parque.

    Torcida que canta e vibra: tradição e paixão nas arquibancadas

    Se o Palmeiras é conhecido como Academia dentro de campo, fora dele quem dá show é a torcida do Palmeiras, carinhosamente chamada de torcida que canta e vibra.

    Esse verso imortal do hino oficial do Verdão – “Defesa que ninguém passa, linha atacante de raça, torcida que canta e vibra!” – já indica a força da massa alviverde desde 1949. 

    A torcida palmeirense sempre se destacou por seu apoio incondicional e pela festa nas arquibancadas, transformando qualquer estádio em um caldeirão verde e branco quando o Verdão entra em campo.

    A identidade palestrina tem raízes profundas. O clube nasceu em 1914 como Palestra Italia, fundado pela comunidade de imigrantes italianos em São Paulo. Os torcedores daquela época se autodenominavam palestrinos, um termo ainda usado com orgulho para se referir aos palmeirenses, lembrando as origens do clube. 

    Em 1942, em meio às pressões da Segunda Guerra, o Palestra teve que mudar de nome e assim nasceu a Sociedade Esportiva Palmeiras – evento conhecido como Arrancada Heroica

    Naquele dia histórico, o time entrou em campo já como Palmeiras e conquistou um título paulista, e a torcida entoou: “Nasce o Palmeiras, campeão!”.

    Esse espírito de resistência e paixão é passado de geração em geração. Ser torcedor do Palmeiras é carregar no peito a história de glórias, lutas e viradas por cima.

    E não faltam símbolos dessa paixão. Um exemplo é o mascote Porco: torcedor palmeirense que se preze já gritou “Olê, Porco!” pelo menos uma vez. Curiosamente, o apelido porco surgiu como provocação de rivais lá atrás, mas os palmeirenses deram a volta por cima. 

    Durante um jogo de 1986, a torcida do Palmeiras decidiu assumir de vez o apelido que antes os ofendia, cantando em coro “e dá-lhe Porco!” nas arquibancadas. A partir daí, o Porco virou símbolo de raça e orgulho do Verdão – tanto que em 2016 o clube oficializou o mascote Periquito ao lado do Porco Gobbato, eternizando ambos em sua galeria de símbolos.

    Essa capacidade de transformar zoação em motivação mostra bem a personalidade do torcedor palmeirense: apaixonado, irreverente e cheio de amor pelo clube.

    Mancha Verde: a voz da arquibancada palmeirense

    Dentro dessa torcida que canta e vibra, um capítulo especial fica por conta das torcidas organizadas, em especial a Mancha Verde (ou Mancha Alviverde). Fundada em 1983, a Mancha se tornou a maior organizada do Palmeiras e uma das mais famosas do Brasil. No estádio, são eles que puxam os cânticos incessantes, tocam os tambores e agitam bandeirões, transformando jogos em verdadeiros espetáculos de apoio. 

    Quando o Allianz Parque lota com mais de 40 mil vozes, é comum ouvir a Mancha ditando o ritmo: o canto “Palmeiras meu Palmeiras, meu orgulho, minha vida!” ecoa e arrepia, embalado pela bateria da escola de samba que eles mesmos mantém.

    Aliás, a Mancha Verde não se limita ao futebol – ela literalmente leva a paixão alviverde para o carnaval. A torcida organizada deu origem a uma escola de samba que leva o mesmo nome e, acredite, já foi campeã do carnaval de São Paulo (ganhou títulos no Grupo Especial, como em 2019 e 2022).

    Ou seja, a festa palmeirense acontece dentro e fora dos campos, seja na arquibancada ou no Sambódromo do Anhembi. Isso mostra como a cultura palmeirense vai além dos 90 minutos: é um estilo de vida, uma manifestação cultural.

    A torcida palmeirense tem orgulho de sua Mancha Verde, que hoje também desempenha trabalhos sociais e ajuda a preservar a memória da torcida (“Aqui se aprende a amar o Palmeiras”, diz a biografia da Mancha nas redes sociais).

    Com toda essa presença, a Mancha se tornou a voz mais visível (e audível!) da arquibancada alviverde, canalizando a paixão de milhões de palestrinos em uma só canção.

    Do estádio às redes sociais: a torcida palmeirense em todos os lugares

    O amor do torcedor palmeirense pelo clube evoluiu com os tempos. Se nas décadas passadas o palco principal era o Estádio Palestra Italia (o velho Parque Antártica) e hoje é o moderno Allianz Parque, agora a torcida também dá show na internet. 

    Os palmeirenses estão entre os mais engajados do país nas redes sociais, levando a rivalidade e a festa para o Twitter, Instagram, YouTube, TikTok e onde mais houver uma tela verde e branca. Em 2023, o Palmeiras atingiu 22,5 milhões de seguidores somando suas principais redes, ultrapassando o São Paulo e assumindo a 3ª posição no ranking nacional de torcidas online – ficando atrás apenas de Flamengo e Corinthians em números totais.

    Mas não é só quantidade: é qualidade de engajamento. Em dias de jogos decisivos, as hashtags do Verdão figuram entre os assuntos mais comentados, e os vídeos com bastidores e comemorações viralizam.

    A FIFA, inclusive, já destacou o envolvimento da torcida palmeirense em competições internacionais. Durante o Mundial de Clubes, por exemplo, chamou atenção o modo como os palmeirenses mobilizaram mutirões online para votar em prêmios de torcida e apoiar o time à distância. 

    Essa combinação de arquibancada pulsante e presença digital forte rende ao Palmeiras uma alcunha merecida de Torcida que canta, vibra e… tuita! 😄

    Nas redes, os torcedores palmeirenses também celebram a rica história do clube: relembram gols históricos (quem nunca viu o vídeo do gol de Cleiton Xavier aos 47 do segundo tempo contra o Colo-Colo em 2009 circulando nas timelines?), compartilham fotos da família toda uniformizada e, claro, provocam os rivais com bom humor. 

    Não importa se é no estádio gritando até ficar rouco ou no WhatsApp mandando figurinha do Porco Campeão, a verdade é que o palmeirense leva sua paixão aonde for.

    Academia e arquibancada: excelência, cobrança e orgulho de ser Palmeiras

    A relação entre a torcida e o conceito de Academia de Futebol não é feita só de saudosismo – ela também se manifesta na cobrança por excelência. O palmeirense aprendeu com as Academias do passado a amar o futebol bem jogado e as grandes conquistas, então ele não se contenta com pouco. 

    A torcida que canta e vibra também cobra (e cobra muito!) quando acha necessário. Essa característica foi até mencionada no próprio hino adaptado pelos torcedores: muitos brincam que a frase extra-oficial é “torcida que canta, vibra e cobra”.

    Ou seja, a mesma voz que apoia sem parar também sabe reclamar se o desempenho não honra a tradição alviverde. Faz parte da cultura palmeirense essa busca constante pela grandeza.

    E a diretoria e jogadores sabem: jogar no Palmeiras é ter uma torcida exigente, mas que estará ao seu lado nos momentos bons e ruins. Prova disso foi o comportamento da massa alviverde nos momentos difíceis. 

    Mesmo nos períodos de jejum de títulos (como nos anos 1980) ou nas dolorosas quedas para a Série B (em 2003 e 2013), a torcida palmeirense nunca abandonou o time.

    Pelo contrário – empurrou o Verdão de volta ao topo. Em 2014, quando o clube quase caiu novamente no ano do seu centenário, lá estavam 39 mil torcedores cantando no Pacaembu no jogo da salvação. 

    Essa resiliência mostra que a relação do torcedor palestrino com o clube é quase familiar: você pode até ficar bravo com aquele parente (no caso, o time) depois de um vexame, mas o amor continua inabalável.

    No lado positivo, essa cobrança por excelência também impulsiona o clube a se modernizar e buscar títulos sempre. Hoje o Palmeiras se orgulha do apelido “Maior Campeão do Brasil”, dado o recorde de títulos nacionais que possui (são 11 ou 12 Brasileiros, a depender da contagem histórica, além de várias Copas do Brasil). 

    Cada conquista é celebrada intensamente pela torcida – basta ver a festa épica na Avenida Paulista em 2021, quando o Verdão trouxe mais uma taça Libertadores para casa.

    A torcida palmeirense se vê como parte ativa dessas vitórias: eles se autodenominam Camisa 12 (daí o nome do nosso Portal), pois sabem que seu apoio faz diferença dentro de campo, funcionando como o 12º jogador.

    Paixão de pai para filho: a herança alviverde que nunca acaba

    Se você conversar com qualquer torcedor do Palmeiras, vai perceber que a paixão alviverde frequentemente é uma herança de família. Histórias de pais, avós e bisavós palestrinos são transmitidas como verdadeiras lendas domésticas. 

    O avô conta do tempo da Academia de Ademir da Guia, o pai relembra São Marcos defendendo pênaltis impossíveis nos anos 2000, e o filho vibra com os gols de Dudu e defesas do Weverton na era Abel Ferreira. 

    Assim, cada geração de torcedores palmeirenses carrega um pedaço da memória do clube e acrescenta novos capítulos. É uma corrente de amor verde e branco que parece não ter fim.

    Essa forte identificação faz do Palmeiras mais que um time: é parte da identidade de milhões de pessoas. As arquibancadas do Allianz Parque em dia de decisão estão pintadas de verde, mas também cheias de crianças, jovens, adultos e idosos unidos pelo mesmo canto. 

    Emoções passadas e futuras se encontram ali – lágrimas por lembrar um ídolo do passado, sorrisos sonhando com as próximas vitórias. Tudo isso embalado pelo coro “Palmeiras, minha vida é você!”.

    Em resumo, ser torcedor do Palmeiras é pertencer a uma Academia eterna: a Academia de paixão, de tradição e de fidelidade. A relação entre a torcida palmeirense e o clube é um laço indissolúvel, construído ao longo de mais de um século. 

    A Academia de Futebol deu ao palmeirense um orgulho único, e o torcedor em troca dá ao Palmeiras uma alma e uma voz incomparáveis. É uma troca bonita: o clube ensina o torcedor a amar e aspirar à excelência. A torcida ensina o clube que jamais lhe faltará apoio. Juntos, clube e torcida formam uma família alviverde que canta, vibra, cobra e comemora unida.

    Avanti Palestra! Hoje e sempre, a torcida que canta e vibra segue fazendo história ao lado do seu Palmeiras, seja nas arquibancadas, seja nas ruas ou na internet – porque o amor palestrino, esse não conhece fronteiras nem explicação lógica. 

    E se alguém ainda não entende… bem, talvez seja mesmo impossível explicar.

  • Flaco López renova com o Palmeiras até 2029 e revela virada essencial na carreira

    Flaco López renova com o Palmeiras até 2029 e revela virada essencial na carreira

    O Palmeiras blindou seu artilheiro! Em um movimento estratégico crucial, o Verdão anunciou a renovação de contrato do atacante Flaco López, estendendo seu vínculo até dezembro de 2029.

    A notícia é de suma importância para os palmeirenses! Isso porque o acordo garante a permanência de um dos pilares da equipe comandada por Abel Ferreira na temporada por muitos anos.

    Mais notícias do Palmeiras:

    + Abel Ferreira indica renovação com o Palmeiras

    Contratado em 2022, o atacante viveu um início de adaptação turbulenta, mas deu a volta por cima de forma estrondosa.

    “Eu cheguei sendo um menino e ano a ano fui crescendo. Eu acho que me tornei uma melhor pessoa e um melhor homem aqui por ficar perto de grandes pessoas”, disse ao site oficial do clube.

    Artigo de opinião:

    + Paulo Nunes e Felipão: Máscaras, comemorações e memórias

    Atualmente, ele é uma peça fundamental e vive a melhor fase da carreira, sendo o principal destaque ofensivo da temporada.

    Flaco López renova contrato até 2029. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

    Números de Flaco López no Palmeiras

    A renovação é um reflexo direto do salto de desempenho do camisa 18. Só neste ano, balançou as redes 19 vezes e deu 4 assistências, até a publicação desta matéria em 26 de setembro.

    • 19 gols
    • 04 assistências

    Os dois gols marcados contra o River Plate na classificação para a semifinal da Libertadores foram a cereja do bolo: o centroavante argentino atingiu a marca de 51 gols com a camisa alviverde.

    “É um time que está cheio de grandes jogadores e de grandes pessoas e acho que isso faz que no dia a dia a gente fique muito melhor em todos os aspectos da vida”, completou o atleta.

  • Abel Ferreira indica renovação com o Palmeiras até 2027

    Abel Ferreira indica renovação com o Palmeiras até 2027

    O técnico Abel Ferreira indicou que vai continuar no comando do Palmeiras. Em entrevista coletiva, o treinador afirmou que “não preciso de papel para dizer que quero ficar”, referindo-se à proposta de renovação por mais dois anos, até o final de 2027.

    O acerto entre o português e a diretoria alviverde, liderada pela presidente Leila Pereira, já está muito bem encaminhado.

    “Não preciso de um papel para dizer que eu quero ficar. Meu avô se chamava Abel, ele não assinava contrato. Era tudo de boca. Não precisamos de contrato nenhum” respondeu o comandante.

    Horas antes da vitória contra o River Plate, no Allianz Parque, pelas quartas da Libertadores, ela revelou detalhes da oferta: contrato de dois anos, sem multa rescisória para ambas as partes.

    O treinador revelou que as negociações foram diretas, sem a necessidade da presença de seu empresário, Hugo Cajuda, o que demonstra a forte relação de confiança entre o ele e o clube.

    A presidente Leila Pereira, do Palmeiras, em entrevista coletiva. Cesar Greco/Palmeiras

    Cinco anos de Abel Ferreira no Palmeiras

    Com quase cinco anos à frente do Verdão, o técnico se consolida como um dos maiores nome da história do clube. Em 2025, vai disputar a quinta semifinal de Libertadores em seis edições. Até então, obteve dois títulos continentais pelo time alviverde.

    Títulos de Abel Ferreira pelo Palmeiras

    Desde que chegou, em novembro de 2020, ganhou quase tudo de importante que disputou: foi duas vezes campeão do Brasileirão e da Libertadores, além de três conquistas consecutivas estaduais e também faturou uma Copa do Brasil. Abaixo, veja a lista:

    • Conmebol Libertadores (2020 e 2021)
    • Recopa Sul-Americana (2022)
    • Campeonato Brasileiro (2022 e 2023)
    • Copa do Brasil (2020)
    • Campeonato Paulista (2022, 2023 e 2024)
    • Supercopa do Brasil (2023)
  • Paulo Nunes e Felipão: Máscaras, comemorações e memórias

    Paulo Nunes e Felipão: Máscaras, comemorações e memórias

    O palmeirense sempre se lembrará com carinho de dois nomes que marcaram a década de 90: Paulo Nunes e Luiz Felipe Scolari. Um, dentro de campo, transformava cada gol em ousadia. O outro, fora dele, conduzia brilhantemente o time como “paizão”. Juntos, ajudaram a escrever páginas inesquecíveis da nossa história alviverde.

    Lembro que, naquela época, eu já andava pela casa com uma camisa muito maior que eu, estampada com o número 7. Enquanto isso, meu pai gritava o clássico “Dá-lhe porco, dá-lhe dá-lhe porco!”, e pulávamos juntos celebrando cada gol, cada vitória, cada título de um Palmeiras campeão. Era mais que futebol: era minha família, era paixão, passada de geração em geração. E no centro de tudo estava ele, o “Diabo Loiro”, que transformava a rede balançando em um show que levava o torcedor a loucura.

    Paulo Nunes não se contentava apenas em marcar (e o cara marcava hein). Ele dançava, provocava, usava máscaras, arrancava risadas e aplausos. A cada rodada, a torcida esperava ansiosamente: qual seria a comemoração da vez? Vezes surgia com a máscara de porco, outras encarnava personagens da época como: a Tiazinha, a Feiticeira ou até o misterioso Mr. M. Era irreverência pura, que fazia a galera delirar e os rivais tremerem de “raiva”.

    Mas nada se compara ao momento histórico de 1999. Contra a Portuguesa, Paulo Nunes puxou do calção a máscara de porco e correu para a torcida, revertendo uma provocação de 1993, quando Viola havia imitado um porco para zombar do Palmeiras. Naquele instante, o que era insulto do rival, virou orgulho. O porco, nosso mascote, ganhou mais vida e significado definitivo. Foi a consagração de um símbolo que hoje carregamos com orgulho.

    E por trás de toda essa ousadia havia o cara: Felipão. Ao contrário do que muitos pensavam, o técnico não apenas permitia as brincadeiras, como incentivava. Paulo Nunes já revelou que Felipão até cobrava as máscaras: “Não, tchê, bota! Tá dando certo, a bola tá entrando, o time tá ganhando”. Para ele, aquilo era parte do que unia o elenco e a torcida. Mais que superstição, era marca registrada de um Palmeiras campeão. Essa parceria entre craque e treinador nos deu muito mais que títulos. Deu cores, risos e uma marca única. Mostrou que futebol também é alegria, provocação saudável, espetáculo. Hoje, olhando para trás, não tem como não sentir saudades. Faz falta um Paulo Nunes em campo, alguém capaz de transformar cada gol em festa, cada máscara em símbolo e cada comemoração em memória eterna do nosso Verdão.

  • Palmeiras: Abel Ferreira nunca perdeu para times argentinos fora de casa; veja os números

    Palmeiras: Abel Ferreira nunca perdeu para times argentinos fora de casa; veja os números

    O Palmeiras derrotou o River Plate por 2 a 1 nas quartas de final da Libertadores 2025. A primeira partida aconteceu na quarta-feira (17/09), no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, na Argentina.

    Os gols foram feitos por Gustavo Gómez e Vitor Roque. O duelo de volta será no dia 24 de setembro, no Allianz Parque, em São Paulo.

    Pelo regulamento, O Verdão pode empatar que avança para a semifinal. O advserário na próxima fase será São Paulo ou LDU.

    O resultado amplicou um retrospecto curioso sobre o técnico Abel Ferreira: o treinador português nunca perdeu uma partida para times argentinos, como visitante, nesta competição internacional.

    Jogos de Abel Ferreira pelo Palmeiras na Argentina

    Desde que chegou ao Verdão, em 2020, o comandante acumula cinco partidas em território argentino de invencibilidade. Um dos confrontos, inclusive foi fundamental para o alviverde chegar na final do torneio pelo saldo de gols – e conquistar o bicampeonato.

    • 2021 – 3 a 0 diante do River Plate, na semifinal de 2020.
    • 2021 – 2 a 1 sobre o Defensa y Justicia, na fase de grupos.
    • 2023 – 0 a 0 com o Boca Juniors, na semifinal.
    • 2024 – 1 a 1 contra o San Lorenzo, na fase de grupos.
    • 2025 – 2 a 1 frente ao River Plate, nas quartas de final.
    Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, orienta os jogadores. Cesar Greco/Palmeiras
  • Andreas Pereira: convocação que também é vitória do Palmeiras

    Andreas Pereira: convocação que também é vitória do Palmeiras

    Quando saiu a notícia da convocação de Andreas Pereira para a Seleção Brasileira, o coração palmeirense bateu mais forte. Senti uma mistura de orgulho, alívio e expectativa. Orgulho por ver um jogador do nosso elenco ganhar o reconhecimento merecido. Alívio por saber que sua chegada ao Verdão foi uma escolha acertada. Expectativa pelo futuro, porque essa convocação não é apenas uma vitória pessoal do atleta  é também uma vitória do Palmeiras.

    Andreas não é promessa. É um jogador experiente, calejado da Europa, com altos e baixos, mas sempre sob os holofotes. Veio do Fulham, acostumado à pressão e à visibilidade. Aqui, ganhou a camisa 8, número carregado de história: de Leivinha, que brilhou na Academia dos anos 70, ao mais recente Richard Ríos, que conquistou a torcida com raça e talento. Não é qualquer número. É símbolo de responsabilidade e tradição. E Andreas já deixou claro: o Palmeiras é vitrine para a Seleção.

    Essa convocação confirma o que a torcida já sabia: quando o Palmeiras decide contratar, raramente erra. Busca jogadores que unem talento, experiência e vontade de vestir o manto. Andreas quis vir, se identificou de imediato, disse ter sentido o carinho e a segurança que o clube ofereceu para ele e sua família. Isso faz diferença.

    E em tão pouco tempo, já está colhendo frutos. Sua convocação prova que o Verdão mantém seus jogadores em forma, dá visibilidade e disputa competições de peso. É o ciclo perfeito: desempenho, consistência e vitrine. E é por isso que as portas da Seleção se abrem.

    O que esperamos agora? Que Andreas siga convocado, para Eliminatórias, para Copa do Mundo, para o que vier. Que cada gol, assistência e liderança dele aqui ultrapasse além das nossas fronteiras. Porque, quando ele veste a amarelinha da Seleção, também carrega o verde do Palmeiras em cada jogada.

    Essa convocação valida a contratação, reforça a imagem do clube no cenário nacional e mostra que nossos jogadores têm espaço para brilhar em qualquer lugar. Para nós, torcedoras e torcedores do Verdão, é mais do que uma boa notícia: é motivo de orgulho.

  • Hino do Palmeiras e Mancha Verde: coração, história e paixão alviverde

    Hino do Palmeiras e Mancha Verde: coração, história e paixão alviverde

    Se tem algo que arrepia o palmeirense de verdade, é ouvir o hino do Palmeiras sendo cantado em uníssono pela arquibancada. E quando isso acontece puxado pela Mancha Verde, irmão, segura o coração.

    O hino não é só uma música. É a alma do clube em forma de verso. É o tipo de som que gruda na memória e embala vitórias, sofrimentos, viradas e títulos.

    Se você já sentiu a emoção de gritar “quando surge o alviverde imponente”, sabe o que estamos falando. E se ainda não sentiu, se liga nesse texto, pois a equipe do Camisa 12 foi atrás de tudo pra contar a origem, letra, histórias e até aquelas adaptações no hino nacional que viraram marca registrada da torcida.

    A origem do hino do Palmeiras

    Tudo começou lá em 1949. O maestro Antônio Sergi, torcedor do Palmeiras por influência do irmão, compôs o hino como forma de homenagear o clube do coração.

    Ele usou o pseudônimo Gennaro Rodrigues porque não curtia muito escrever letra de música.

    O resultado? Um dos hinos mais bonitos e emocionantes do futebol brasileiro. Ele pegou tão forte que, até hoje, arrepia qualquer torcedor. E convenhamos…. até rival respeita. Abaixo você confere a letra do hino palmeirense.

    Letra completa do hino do Palmeiras

    “Quando surge o Alviverde imponente
    No gramado em que a luta o aguarda
    Sabe bem o que vem pela frente
    Que a dureza do prélio não tarda


    E o Palmeiras no ardor da partida
    Transformando a lealdade em padrão
    Sabe sempre levar de vencida
    E mostrar que de fato é campeão


    Defesa que ninguém passa
    Linha atacante de raça
    Torcida que canta e vibra


    Por nosso Alviverde inteiro
    Que sabe ser brasileiro
    Ostentando a sua fibra”


    Mancha Verde: o pulmão da arquibancada

    Vou resumir, ok? Afinal, o foco aqui é o hino do Verdão. A Mancha Verde nasceu em 1983, numa época em que o Palmeiras passava por altos e baixos. Foi criada pra unir torcedores, proteger a galera nas arquibancadas e dar voz ao clube em qualquer lugar.

    E deu certo. Hoje, é uma das maiores torcidas organizadas do Brasil. Leva bandeirão, bateria e, principalmente, muita garganta pra cantar o hino do Palmeiras do início ao fim, sem desafinar.

    Quem vai ao Allianz Parque (ou em qualquer estádio que o Palmeiras esteja) sabe: quando a Mancha puxa o hino, o estádio inteiro entra no clima. É arrepio na certa.

    Palmeiras, meu Palmeiras… o grito que virou hino nacional da arquibancada

    Você já foi a um jogo do Verdão e ouviu, na hora do hino nacional, um “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeiras”? Pois é. Isso virou tradição entre os torcedores, principalmente os da Mancha.

    É uma forma bem-humorada e cheia de identidade que o palmeirense encontrou pra manter o clima de apoio ao time até durante o hino oficial do Brasil. “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas?” Jamais! É a versão palmeirense do hino nacional que ecoa. A seguir a gente contextualiza melhor isso.

    Por que a torcida do Palmeiras não canta o hino nacional?

    Não é que a torcida não respeita. Muito pelo contrário. É só que, no Allianz, o momento do hino nacional virou mais uma chance de gritar pro mundo o nome do Verdão. Em vez de cantar o hino certinho, a torcida emenda no improviso:
    “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeeiras…”

    É leve, é autêntico, é a cara da torcida (que canta e vibra).

    Cada verso com significado: o hino como espelho da história

    • “Defesa que ninguém passa”: referência direta ao título paulista de 1947, com uma zaga sólida que virou lenda.
    • “Torcida que canta e vibra”: parece que o maestro estava prevendo a Mancha Verde, né?
    • “Que sabe ser brasileiro, ostentando a sua fibra”: um aceno à superação do clube na mudança de nome, lá em 1942, durante a Arrancada Heroica.

    Nada nesse hino é por acaso. Tudo tem alma.

    A força da tradição: de pai pra filho

    O hino do Palmeiras não vive só nos jogos. Ele toca no aniversário do clube, nos churrascos em família, nas festinhas de criança, no vídeo de casamento do casal palestrino… E até em versão acústica, forró ou samba.

    A molecadinha aprende a cantar cedo. E quando canta, canta com gosto. É parte da cultura da família palmeirense.

    A Mancha além do estádio: samba, ação social e resistência

    A Mancha Verde também é escola de samba, participa do Carnaval de SP e tem projetos sociais de impacto. Vai muito além da bola rolando.

    O canto do hino pela Mancha é só uma das formas que a torcida encontrou pra transformar o amor em cultura. Tem música, dança, arte, presença nos bairros e apoio a quem precisa. Ser Mancha é ser Palmeiras 24h por dia.

    FAQs – Perguntas frequentes sobre o hino do Palmeiras e a Mancha Verde

    Quem compôs o hino do Palmeiras?
    Foi o maestro Antônio Sergi, em 1949. Ele assinou como Gennaro Rodrigues.

    Qual é a famosa versão do hino nacional da torcida do Palmeiras?
    Durante o hino nacional, a torcida canta: “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeiras…”. Virou tradição no Allianz Parque e em qualquer outro estádio.

    A Mancha Verde canta o hino em todos os jogos?
    Canta sim. E canta alto. É um dos momentos mais marcantes antes do apito inicial.

    O hino do Verdão tem ligação com algum momento histórico?
    Sim! Ele reforça a identidade do clube pós-1942, depois da mudança de nome. É como se fosse a trilha sonora da virada do Palestra Itália pro Palmeiras.

    A Mancha Verde é só torcida organizada?
    Não! É escola de samba, grupo cultural, coletivo social e muito mais. Representa o Palmeiras dentro e fora do campo.

    Conclusão: quando o hino vira grito de alma

    O hino do Palmeiras é muito mais do que uma música bonita. É um símbolo de luta, garra, tradição e amor. É o tipo de canção que, mesmo quem não torce pro Verdão, respeita.

    E quando a Mancha Verde canta junto, o estádio vira palco. Cada verso vibra. Cada grito emociona.

    Se você já viveu isso, sabe o que é. Se ainda não viveu… corre que tá perdendo.

  • Futebol e Ancestralidade: A luta antirracista em campo

    Futebol e Ancestralidade: A luta antirracista em campo

    Futebol é paixão, é identidade, é a voz do povo que ecoa nas arquibancadas. Mas, para além da bola no pé e dos gols, existe uma história profunda, uma raiz que nos conecta à ancestralidade e a uma luta que nunca cessa: a luta contra o racismo no futebol. Mas será que a herança ancestral por trás de cada drible, de cada defesa e em cada grito de “GOOOOL” é de conhecimento geral, mesmo nos dias de hoje?

    É com essa pergunta que iniciaremos um mergulho nas raízes do futebol e em como até hoje o esporte que é o mais democrático do mundo, ainda carrega cicatrizes de um passado tortuoso de exclusão.

    A Ferida Aberta: O Racismo no Futebol em Números e Fatos

    Não adianta tapar o sol com a peneira. O racismo no futebol mundial não é uma lembrança distante: é uma realidade cruel que se agrava a cada ano. O Observatório da Discriminação Racial no Futebol, traz dados que nos fazem repensar como estamos lidando com a temática em nossas arquibancadas: em 2023, foram registrados 136 casos de racismo, um aumento de quase 40% em relação a 2022. Isso não é estatística fria, reflete uma realidade que é diariamente apagada. Outros dados apresentados são ainda mais alarmantes: 41% dos jogadores negros que atuam nos principais campeonatos do país já sofreram racismo. Se liga só, quase metade dos nossos craques já sentiu na pele a dor do preconceito. Isso é inaceitável!

    A violência acontece dentro dos estádios (53,9% dos casos), nas redes sociais (31,4%), e até mesmo nos centros de treinamento. Não tem pra onde correr. A luta antirracista no futebol é urgente, é pra ontem.

    A Força da Ancestralidade e a Fé que Desafia o Racismo: O Caso Paulinho

    Nossos heróis de chuteira não são apenas craques: são guerreiros que carregam a ancestralidade e a fé como escudos. Não é raro nos depararmos com alguma manchete indicando algum ataque racista ao Vini Jr. na Europa, o que fez com que o jogador se tornasse símbolo global da luta antirracista no futebol. Mas a batalha não é só lá fora. No Brasil, um caso conhecido é o do jogador Paulinho, atacante do Palmeiras, que virou alvo de racismo religioso por expressar sua fé no Candomblé. Contudo, apesar dos reverses levantados pelos ataques, ele continua firme em defesa da livre expressão de sua religiosidade e se utiliza das redes sociais como uma ferramenta de conscientização sobre o tema. Não é incomum fotos ou vídeos de comemorações de gols onde o mesmo aparece reverenciando o orixá Oxóssi, simbolizado através do gesto de lançamento de uma flecha feito pelo craque.

    Alguns de vocês podem estar se perguntando: “mas o que seria esse tal de racismo religioso?”. Nós do Portal Camisa12 estamos aqui pra dar uma esclarecida rápida no tema. Racismo religioso é uma faceta do preconceito ligado à demonização das expressões e símbolos das religiões de matrizes africanas. Hoje, sendo o Brasil um país onde o neopentecostalismo está em ascensão, não é raro nos depararmos com esta vertente do racismo que ataca diretamente as crenças religiosas.

    O Grito da Arquibancada: Quando a Paixão Vira Luta Real

    Se a gente quer ver a mudança, ela tem que vir de onde a paixão pulsa mais forte: da arquibancada. Não é só cantar o hino do time, é levantar a voz contra o racismo que insiste em se manifestar. A luta antirracista no futebol ganha força quando o torcedor se engaja, quando os coletivos de torcedores se organizam para combater a discriminação. A gente vê cada vez mais iniciativas de conscientização, de denúncia, de apoio às vítimas. É a torcida organizada, que muitas vezes é estigmatizada, mostrando que também é linha de frente nessa batalha.

    O movimento Zumbi dos Palmeiras é um exemplo de como a luta pode se tornar uma ação coletiva organizada que muda a realidade da torcida dentro e fora de campo. Criado em 2023, eles unem a paixão alviverde e referenciam através do seu nome Zumbi dos Palmares, líder quilombola brasileiro e símbolo da consciência negra nacional, unindo a força da torcida com a luta antirracista. Eles se definem com um lema que é um verdadeiro soco no estômago: “Preto | Pobre | Periférico | Periculoso | Palmeirense”. São um coletivo que busca unir e fortalecer a identidade dos torcedores negros e periféricos do Palmeiras, mostrando que a representatividade e a resistência caminham juntas nas arquibancadas.

    O Nosso Grito por um Futebol Sem Racismo: A Luta Continua!

    Nós do Portal Camisa12, assumimos o compromisso de criar espaços de debate e conscientização sobre pautas das arquibancadas. Este é o primeiro de uma série de conteúdos pautados em movimentos sociais ligados às torcidas de norte a sul do Brasil e do mundo. A luta antirracista no futebol faz parte da nossa realidade, a nossa dor, a nossa esperança. Faz parte do compromisso editorial do portal ser uma janela, dentre tantas portas fechadas, que permita que cada vez mais os gritos das arquibancadas sejam ouvidos e validados. Porque o futebol é um palco poderoso, e a gente precisa usá-lo para construir um futuro onde o talento seja o único critério, onde a cor da pele seja apenas um detalhe na imensa tapeçaria da nossa humanidade.

    Que a gente continue vibrando, torcendo, mas acima de tudo, lutando por um futebol que seja, de fato, para todos. Porque, no Portal Camisa12, acreditamos que o verdadeiro gol é a vitória da justiça social. E você, tá nessa com a gente? A bola tá com você!

    FAQ’s

    Existe alguma lei no Brasil contra o Racismo?
    SIM! As Leis nº 7.716/89 e a Lei nº 14.532/2023. Elas definem os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor e a injúria racial como imprescritíveis e inafiançáveis.

    Existe alguma lei antirracista dentro do mundo do futebol?
    SIM! Com o intuito de coibir o racismo, a CBF estabeleceu sanções desportivas aplicáveis em torneios nacionais, que abrangem desde multas elevadas até a subtração de pontos. Adicionalmente, a FIFA implementou um novo Código Disciplinar com penalidades mais rigorosas, incluindo a decretação de derrota por W.O. para times com práticas racistas comprovadas. Vale lembrar também da Lei Vini Jr., que completa dois anos em julho de 2025, concebida para enfrentar o racismo em estádios e instalações desportivas.

    O que é racismo religioso?
    Racismo religioso é o preconceito que atinge as religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. Este tipo de violência atinge diretamente a identidade e a ancestralidade do povo negro. É quando a fé de alguém é atacada, por causa da cor da pele e da origem. Uma tentativa de apagamento a cultura e a espiritualidade de um povo.

    Qual a pena para crime de racismo dentro dos estádios?
    A pena para o crime de racismo no Brasil, que inclui os casos dentro dos estádios, pode chegar a reclusão de dois a cinco anos, além de multa. E tem mais: a Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023) prevê que o agressor pode ser proibido de frequentar locais destinados a práticas desportivas por até três anos. Se o crime for cometido em grupo, a pena pode ser aumentada.

    Quais torcidas têm coletivos antirracistas no Brasil?
    A consciência antirracista tem crescido nas arquibancadas! Além do Zumbi dos Palmeiras, que a gente já falou, outros coletivos e torcidas organizadas se destacam na luta antirracista no futebol brasileiro. Exemplos incluem: Frente Popular Alviverde (Palmeiras), Coxacomunas (Coritiba), Gralha Marx (Paraná), Atleticanhotxs (Athletico Paranaense), Grêmio Antifascista, Antifascistas do Grêmio, Coletivo Elis Vive e Tribuna 77 (Grêmio). Esses grupos promovem ações de conscientização, denunciam casos de racismo e pressionam por mudanças, mostrando que a arquibancada é também um espaço de luta e resistência.