Categoria: Palmeiras

  • Marlon Freitas no Palmeiras: reforço útil ou polêmica desnecessária?

    Marlon Freitas no Palmeiras: reforço útil ou polêmica desnecessária?

    O Palmeiras anunciou a contratação de Marlon Freitas, vindo do Botafogo, e a reação foi imediata. Marlon chega cercado de questionamentos, desconfiança de parte da torcida e uma dose considerável de polêmica, algo que, no Palmeiras atual, não costuma passar despercebido.

    Antes de qualquer julgamento precipitado, vale separar emoção de análise

    Marlon Freitas não chega com status de estrela, nem com promessa de contratação “de impacto”. Mas chega com algo que o Palmeiras atual valoriza: leitura de jogo, intensidade, liderança e conhecimento do futebol brasileiro. No Botafogo, foi peça central de um time competitivo, assumiu responsabilidades, organizou o meio-campo e viveu tanto momentos de alegria quanto de frustração.

    E talvez esteja aí o primeiro ponto de tensão

    A passagem de Marlon pelo Botafogo ficou marcada não só por boas atuações, mas também por episódios de instabilidade emocional, cobranças públicas e uma relação desgastada com parte da torcida. Em alguns momentos, ele virou símbolo de um time que prometeu muito e entregou menos do que poderia. Isso pesa.

    Para o torcedor palmeirense, a dúvida é legítima: esse é o perfil que o Palmeiras precisa?

    Do ponto de vista técnico, Marlon Freitas oferece algo que o elenco vinha pedindo. É um volante que sabe ocupar espaços, protege a defesa, tem bom passe curto e entende o jogo sem a bola. Não é espetacular, mas é funcional. Em um time que valoriza equilíbrio e organização, isso conta muito. (Saudades Richard Ríos haha)

    O Palmeiras não contratou Marlon para ser protagonista. Contratou para compor, sustentar e dar alternativas ao meio-campo, pois desde a saída de Richard Ríos o time está carente de meio de campo. E, dentro dessa lógica, a contratação faz sentido.

    A polêmica surge quando a expectativa do torcedor entra em conflito com o histórico recente do clube. O Palmeiras se acostumou a contratações cirúrgicas, nomes jovens ou jogadores que chegam para elevar o nível imediatamente. Marlon foge um pouco desse padrão. Ele representa mais um reforço de contexto do que de manchete.

    Isso não é, necessariamente, um problema

    O desafio para Marlon Freitas será emocional. Vestir a camisa do Palmeiras hoje exige casca. Exige saber lidar com cobrança constante, com um torcedor que não aceita menos do que disputar por títulos e com um ambiente que amplifica qualquer erro.

    Se no Botafogo ele sentiu a pressão, já que a torcida organizada responsável pelo bandeirão de ídolos, está fazendo enquete nas redes sociais para saber se devem ou não tirar o jogador que foi homenageado. E no Palmeiras essa régua de cobrança sobe.

    Por outro lado, ele chega a um clube mais estruturado, com elenco mais experiente, ambiente mais estável e um modelo de jogo claro. Isso pode ser exatamente o que faltou em sua trajetória para alcançar regularidade em alto nível.

    A reação da torcida, dividida, também é compreensível. Parte vê a contratação como desnecessária, outra como estratégica. O tempo vai ser o único juiz (e espero que não seja um juíz treinado na arbitragem brasileira, se não haha). Porque no Palmeiras, mais do que nome ou origem, o que define aceitação é desempenho, podemos aqui até citar o Vitor Roque, que demorou pra engrenar, mas mostrou desempenho e hoje tem grande aceitação da torcida.

    Se Marlon Freitas entregar equilíbrio, intensidade e comprometimento, a polêmica fica no passado. Se não entregar, o questionamento vira cobrança, como sempre acontece no Verdão.

    No fim, essa contratação diz mais sobre o momento do Palmeiras do que sobre o jogador. Um clube que não precisa apostar alto em promessas o tempo todo, mas que busca peças específicas para sustentar um projeto vencedor.

    Agora, a bola está com Marlon.
    Avanti Palestra!

  • Briga de torcida: Cruzeiro x Palmeiras em 2022

    Briga de torcida: Cruzeiro x Palmeiras em 2022

    Torcer é um ato de paixão, mas em alguns momentos este sentimento ultrapassa a linha entre amor pelo time e ódio pelo rival se torna perigosamente tênue, transformando-se em violência.

    Um desses momentos onde a vibração da partida tornou-se um campo de batalha aconteceu em 2022, com um confronto entre as torcidas do Cruzeiro e Palmeiras, longe das arquibancadas do estádio.

    O Portal Camisa12 vai relembrar esse trágico acontecimento, que abalou o público esportivo.

    No dia 28 de setembro de 2022, uma grave briga entre torcidas organizadas de Cruzeiro e Palmeiras na Rodovia Fernão Dias, em Carmópolis de Minas, Minas Gerais.

    Na época, a Máfia Azul, torcida do Cruzeiro, e a Mancha Verde, torcida do Palmeiras, se encontraram na estrada enquanto se dirigiam a jogos diferentes que seriam disputados no mesmo dia: os cruzeirenses iam rumo a Campinas para a partida contra a Ponte Preta, enquanto os palmeirenses seguiam para Belo Horizonte para o jogo contra o Atlético-MG.

    O encontro entre as torcidas iniciou com uma grande discussão e rapidamente evoluiu para agressões físicas, onde envolveu barras de ferro, pedaços de madeira, bastões e, de acordo com alguns relatos, disparos de arma de fogo. Ao menos 14 torcedores ficaram feridos, incluindo quatro baleados, que precisaram de atendimento hospitalar, sendo duas com ferimentos leves e duas em estado moderado.

    Nenhum dos envolvidos foi preso no momento, e a arma utilizada nos disparos não foi localizada pelas autoridades.

    Repercussão nas redes sociais

    A confusão foi registrada em vídeos nas redes sociais, mostrando cenas de violência intensa. Em algumas imagens que circularam, um integrante identificado com da Mancha Verde, foi brutalmente agredido por dezenas de torcedores da Máfia Azul.

    ada grupo apresentou versões diferentes sobre o que motivou a briga: a Máfia Azul alegou legítima defesa diante de uma suposta emboscada, enquanto torcedores do Palmeiras e observadores consideraram que o ataque partiu dos cruzeirenses. Contudo, é bom relembrar que a rixa entre as torcidas já existia há décadas, tendo um histórico turbulento de conflitos, onde incluem outros episódios de confusões.

    Lições tiradas

    A briga entre torcidas do Cruzeiro e do Palmeiras em 2022 mostra várias lições importantes, como o fato de não ser apenas “brincadeira de futebol”, visto que confrontos podem ser muito perigosos, envolvendo armas e danos graves. Outro detalhe importante é que, rivalidades históricas podem se tornar tóxicas, e ressentimentos acumulados por décadas podem alimentar comportamentos violentos que não têm relação direta com o esporte.

    Essa confusão ainda deixa claro a falta de controle e fiscalização, já que o conflito ocorreu em uma rodovia, longe da segurança dos estádios, mostrando que torcidas organizadas muitas vezes agem sem supervisão e que prevenir esses confrontos é um desafio para as autoridades.

    Ainda existe o impacto social e na imagem do futebol no Brasil, já que situações assim reforçam a percepção negativa do esporte, afastando famílias e pessoas que poderiam desfrutar dos jogos de forma segura.

    A briga deixa claro que ódio e rivalidade fora de controle levam a consequências sérias, e que o futebol deve ser diversão, não risco de vida.

  • Marlon Freitas deixa o Botafogo e é o novo reforço do Palmeiras para 2026

    Marlon Freitas deixa o Botafogo e é o novo reforço do Palmeiras para 2026

    Meio-campista de 30 anos assinou por três temporadas com o Verdão, que investiu cerca de 6 milhões de dólares para contar com o jogador.

    O Palmeiras anunciou na manhã deste domingo (04) o seu primeiro reforço para a temporada de 2026: Marlon Freitas. O meio-campista, que foi um dos pilares do Botafogo nos últimos anos, chega à Academia de Futebol com contrato válido por três temporadas.

    A negociação entre os clubes foi rápida e objetiva. O Verdão desembolsou aproximadamente 6 milhões de dólares (cerca de R$ 33 milhões na cotação atual) para adquirir 90% dos direitos econômicos do atleta.

    “Casamento que já deu certo”

    Em suas primeiras palavras como jogador do Palmeiras, Marlon Freitas demonstrou entusiasmo e confiança:

    “Primeiro é agradecer a Deus pela oportunidade, por tudo o que Ele tem feito na minha vida. É uma oportunidade gigantesca na minha carreira, estou muito feliz de estar aqui e fazer parte da Família Palmeiras. Tenho convicção de que esse casamento já deu certo, tenho certeza que vai ser um ano vitorioso para nós.”

    Trajetória e concorrência

    Marlon Freitas, de 30 anos, estava no Botafogo há três temporadas, onde construiu uma relação de identificação com o clube, apesar de um desgaste com parte da torcida durante o processo de saída. Além do Glorioso, o jogador acumula passagens por Fluminense, Criciúma e Atlético Goianiense.

    No elenco comandado por Abel Ferreira, o novo reforço chega para acirrar a disputa no meio-campo, setor que atualmente conta com nomes como Lucas Evangelista e Andreas Pereira. A contratação visa manter o nível de competitividade do Palmeiras, que segue buscando títulos em todas as frentes que disputa.

  • Média de torcida no Brasileirão 2024: presença nos estádios, rankings e recordes da temporada

    Média de torcida no Brasileirão 2024: presença nos estádios, rankings e recordes da temporada

    O Brasileirão Série A de 2024 consolidou uma tendência que vem transformando o futebol nacional: a presença massiva e constante dos torcedores nas arquibancadas. Se em 2023 o campeonato bateu recordes históricos, a temporada de 2024 serviu para firmar o produto como um sucesso de público, registrando a segunda maior média da história da competição, com números que giram em torno de 25 mil pagantes por jogo.

    Os estádios modernos, o fortalecimento dos programas de sócio-torcedor e a competitividade acirrada tanto no topo quanto na base da tabela foram os combustíveis para manter as arenas lotadas de norte a sul do país.

    O domínio rubro-negro e a força das massas

    No topo do ranking de média de público, o cenário manteve-se familiar. O Flamengo liderou mais uma vez com folga, registrando uma média impressionante superior a 51 mil pagantes por jogo. O Maracanã continuou sendo o epicentro da festa rubro-negra, funcionando como um caldeirão que empurra o time e gera receitas milionárias.

    Créditos: Arquivo Corinthians

    Logo atrás, o Corinthians reafirmou a lealdade da sua Fiel torcida. Mesmo em uma temporada de oscilações esportivas, a Neo Química Arena manteve uma taxa de ocupação altíssima, garantindo ao clube paulista a segunda posição com médias próximas aos 43 mil pagantes.

    O São Paulo (com o Morumbis sempre cheio, superando a barreira dos 40 mil de média) e o Bahia (transformando a Fonte Nova em um dos ambientes mais hostis e festivos do Brasil, com médias acima de 36 mil) completaram o pelotão de elite, provando que a paixão supera qualquer fase tática.

    Recordes e curiosidades da temporada

    A temporada de 2024 não foi feita apenas de médias, mas de picos impressionantes que merecem destaque:

    • O recorde de renda: O confronto entre Vasco da Gama e Palmeiras, válido pela 27.ª rodada e realizado no estádio Mané Garrincha (Brasília), registrou a maior renda bruta da Série A, ultrapassando a casa dos R$ 7,49 milhões. Isso demonstra a força econômica dos jogos quando levados a praças com grande demanda reprimida.
    Mosaico da torcida do Botafogo no Estádio Nilton Santos, com bandeirão 3D do cachorro símbolo do clube e efeitos pirotécnicos nas arquibancadas, durante a festa em busca do título do Brasileirão. Foto: Maga Jr/Agência F8/Gazeta Press.
    Créditos: Reprodução Botafogo
    • O gigante Botafogo: O Glorioso, embalado pela sua performance esportiva, protagonizou um dos maiores públicos da competição ao levar mais de 57 mil torcedores ao Maracanã no duelo contra o Criciúma (30.ª rodada), mostrando que a sua torcida abraçou o time na luta pelo topo.
    • Domínio no Top 10: Embora o recorde pontual de público tenha sido disputado jogo a jogo, o Flamengo mostrou a sua força bruta ao colocar o seu nome na maioria das partidas do “Top 10” de maiores públicos do ano, evidenciando uma regularidade assustadora.

    O abismo e os desafios

    Apesar da festa, o Brasileirão 2024 também expôs as desigualdades do futebol nacional. Enquanto o topo da tabela de público lota arenas de Copa do Mundo, clubes como o Cuiabá e o Red Bull Bragantino figuraram na parte inferior do ranking.

    O Cuiabá, por exemplo, registrou alguns dos menores públicos da competição (com jogos abaixo de 2 mil pagantes), levantando debates sobre o engajamento local em regiões fora do eixo tradicional e a necessidade de estratégias de marketing mais agressivas para atrair o torcedor em jogos de menor apelo midiático.

    Em resumo, 2024 provou que o brasileiro quer ir ao estádio. O desafio para os próximos anos deixa de ser apenas “levar o torcedor”, passando a ser “como melhorar a experiência” para que a média de 25 mil se torne o novo piso, e não o teto.

    FAQs sobre a média de público do Brasileirão 2024

    1. Qual clube teve a maior média de público no Brasileirão 2024?

    O Flamengo foi o líder isolado, com uma média superior a 51 mil pagantes por partida.

    2. Qual foi a média geral de público do campeonato?

    A competição registrou a segunda maior média da história, girando em torno de 25 mil torcedores por jogo, ficando pouco atrás apenas do recorde de 2023.

    3. Quais clubes completaram o “Top 4” de maiores torcidas no estádio?

    Além do líder Flamengo, o ranking foi seguido por Corinthians (2.º), São Paulo (3.º) e Bahia (4.º).

    4. Qual jogo registrou a maior renda bruta da Série A 2024?

    O recorde de arrecadação em uma única partida do campeonato foi o confronto entre Vasco e Palmeiras, jogado em Brasília, com uma renda de R$ 7,49 milhões.

    5. O Botafogo teve destaque nos públicos em 2024?

    Sim. Impulsionado pela boa campanha, o Botafogo registrou excelentes públicos, com destaque para a partida contra o Criciúma no Maracanã, que recebeu mais de 57 mil pessoas.

    6. Quais times tiveram as piores médias de público?

    Clubes como Cuiabá e Red Bull Bragantino figuraram na parte inferior do ranking de presença nos estádios.

    7. A média de público de 2024 superou a de 2023?

    Não. Embora tenha sido historicamente alta e um sucesso absoluto, a média de 2024 ficou ligeiramente abaixo da marca recorde estabelecida na temporada de 2023.

  • Mancha Verde: a força da torcida organizada que moldou a identidade palmeirense.

    Mancha Verde: a força da torcida organizada que moldou a identidade palmeirense.

    Vestir-se e verde, cantar e vibrar com cada gol não é apenas apoiar um time, é se colocar como parte da história do Palmeiras, tudo de uma maneira bastante intensa e ao mesmo tempo organizada.

    A Mancha Verde representa o desejo do torcedor que buscam apoiar o time ao entrar no estádio e pulsar de uma paixão que une milhares de palmeirenses em uma só voz.

    O Portal Camisa12 vai falar sobre uma das torcidas mais emblemáticas do futebol brasileiro, que nasceu da paixão pelo Palmeiras.

    Início da história

    Fundada no dia 11 de janeiro de 1983, a Mancha Verde se deu início com a fusão de três antigas torcidas organizadas que foram finalizadas: Império Verde, Grêmio Alviverde e Inferno Verde. O objetivo principal era se organizar de uma maneira sólida, representando o amor da torcida palmeirense, mas de forma organizada nas arquibancadas.

    O nome é baseado em um dos vilões das revistas em quadrinhos Disney, Mancha Negra. O desejo de resgatar o respeito que a torcida do Palmeiras apresentava entre os anos 1970 e 1980, mas que também despertou a perseguição de torcedores de clubes rivais.

    Nos anos 1990, com o crescimento constante das torcidas organizadas, a Mancha Verde transformou-se na maior quando se trata do Palmeiras, algo que já vinha acontecendo desde sua fundação, tanto nos associados quanto na representatividade nas arquibancadas.

    Morte do fundador

    Em 1988, Cleofas Sóstenes Dantas da Silva, ou como era conhecido Cléo, fundador e uma das figuras mais importantes da Mancha Verde, foi assassinado a tiros perto da sede da torcida organizada, na zona leste de São Paulo.

    A morte de Cléo tornou-se um dos primeiros registros de violência entre torcidas organizadas no estado e até os dias de hoje, o caso não foi solucionado. Após o assassinato, a torcida foi considerada uma das mais violentas do país.

    Extinção e novo nome

    Em 1995, após um conflito com a Torcida Independente do São Paulo, durante uma partida da Supercopa São Paulo de Juniores, no Pacaembu, a Mancha Verde foi judicialmente extinta. Durante o episódio conhecido como “Batalha Campal do Pacaembu”, cerca de 110 pessoas terminaram feridas e uma morta.

    Com a proibição imposta pela Federação Paulista de Futebol e do Ministério Público, a entidade decidiu transformar a Mancha Verde em uma escola de samba com o mesmo nome.

    Contudo, em 1997, alguns ex-integrantes da torcida decidiram criar uma nova marca, com sede, estatutos e uma diretória própria, tudo para prevenir de problemas futuros, surgindo assim a “Mancha Alviverde”.

    Em março de 2017, a agremiação chegou a anunciar o fim de suas atividade após 34 anos, por conta do assassinato de um de seus fundadores, Moacir Bianchi. Contudo, alguns dias depois, a Mancha Verde afirmou que tratava-se apenas de um processo de reformulação, suspendendo as atividade do local por conta do período do luto.

    Atualmente, a agremiação conta com mais de 150 mil sócios com diversas subsedes espalhadas pelo país, além de contar com fãs espalhados pelo mundo, como Japão, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos.

    Significado da Mancha Verde para o Palmeiras

    Exercendo um papel fundamental na história e na cultura do Palmeiras, a torcida organizada vai muito além de apenas apoiar o time nos jogos. A Mancha Verde emana energia e motivação nos estádios em que está presente, influenciando a identidade do clube por meio de cânticos, coreografias e símbolos, e aproxima torcedores de diferentes gerações, fortalecendo o senso de pertencimento.

    Outro detalhe importante sobre a Mancha Verde é sua participação em ações sociais e campanhas beneficentes, mostrando que seu impacto vai além do futebol. Com sua presença marcante e atuação histórica, a torcida ajuda a moldar a experiência de ser palmeirense, mantendo viva a paixão pelo clube e consolidando tradições que definem a cultura alviverde.

  • Entre o orgulho e a frustração: o sentimento do torcedor do Palmeiras ao fim da temporada  

    Entre o orgulho e a frustração: o sentimento do torcedor do Palmeiras ao fim da temporada  

    Ser torcedor do Palmeiras nunca foi simples. E talvez por isso também nunca tenha sido morno. A temporada de 2025 chegou ao fim e, junto com ela, veio um sentimento que o palmeirense conhece bem: uma mistura difícil de explicar entre orgulho e frustração.

    Orgulho porque o Palmeiras segue competitivo. Está sempre disputando, chegando, incomodando. Em um futebol brasileiro marcado por instabilidade, trocas constantes e projetos frágeis, o Verdão continua firme, organizado e presente nas decisões. Isso não é pouco. Isso não pode ser ignorado.

    Mas a frustração existe. E ela é legítima.

    Chegar perto e não conquistar dói. Bater na trave cansa. O torcedor sente porque se acostumou a ganhar, tanto que no jogo da final da Libertadores, vi meus dois sobrinhos indignados que o Palmeiras havia perdido, as crianças que vem de uma era vencedora do Palmeiras não estão habituados a perder, e como disse meu irmão Patrick o jogo seria de uma bola só, e foi. A régua mudou. O Palmeiras elevou o próprio nível nos últimos anos, e hoje não basta apenas competir. A expectativa é vencer. Sempre!

    Não é ingratidão. É consequência de um ciclo vencedor.

    Ao longo da temporada, o time mostrou entrega, intensidade e competitividade. Também mostrou limites. Em alguns momentos faltou ousadia, em outros precisão, em outros talvez repertório. E quando o último jogo acaba, a pergunta surge naturalmente na cabeça do torcedor: o que faltou para ir além?

    Ainda assim, existe algo que sustenta o orgulho. O Palmeiras não perdeu sua identidade. Continuou brigando até o fim, valorizando sua base, revelando talentos, mantendo um projeto claro. Não houve terra arrasada, nem sensação de fracasso total. Houve disputa. Houve entrega.

    A frustração não vem da incompetência. Vem da expectativa.

    Hoje, o torcedor do Palmeiras cobra porque sabe que dá mais. Cobra porque viu o clube se tornar protagonista. Cobra porque aprendeu que é possível disputar todos os títulos. E quem prova esse gosto não aceita facilmente dar um passo atrás.

    O desafio agora é equilíbrio. Reconhecer o que foi construído sem aceitar acomodação. Aplaudir o projeto sem fechar os olhos para os ajustes necessários. Apoiar o time sem deixar de exigir evolução.

    Talvez esse seja o momento mais maduro do torcedor palmeirense: entender que orgulho e cobrança não são opostos. Eles caminham juntos quando o clube está em alto nível.

    Ser palmeirense hoje é exatamente isso.
    Sentir orgulho de torcer para um clube forte, estruturado e respeitado.
    E, ao mesmo tempo, carregar a frustração de quem acredita que ainda dá para ir além.

    No fim das contas, esse incômodo é um sinal positivo.
    Só se cobra assim quem está acostumado a disputar tudo.

    O Palmeiras segue grande, e forte para próxima temporada. E o torcedor segue esperando mais, como sempre.

  • Palmeiras fica perto de anunciar Marlon Freitas, após volante abrir mão de percentual

    Palmeiras fica perto de anunciar Marlon Freitas, após volante abrir mão de percentual

    A negociação entre Palmeiras, Botafogo e Marlon Freitas está prestes a ser finalizada e com um desfecho positivo para o clube paulista. O volante decidiu abrir mão do próprio percentual sobre seus direitos econômicos e com isso, a negociação deu andamento. Atualmente, os clubes estão no estágio de troca de documentos para que a transferência seja finalizada.

    A divisão dos direitos econômicos do atleta de 90% do Botafogo e 10% do próprio Marlon Freitas. Inicialmente, volante já havia aberto mão do seu percentual para adiantar a transação, porém o jogador decidiu voltar atrás nos últimos dias e cobrou os valores correspondentes do Glorioso.

    Com isso, a quantia que seria de Marlon Freitas será enviada aos cofres do Botafogo. O Palmeiras irá adquirir todos os direitos de Marlon Freitas por 6 milhões de euros (aproximadamente R$ 33 milhões). O contrato será válido por três anos.

    Marlon Freitas chegou ao Botafogo em janeiro de 2023, tornando-se peça fundamental na equipe e assumindo a braçadeira de capitão.

  • Interesse na SAF do Vasco recoloca família Lamacchia no centro das conversas

    Interesse na SAF do Vasco recoloca família Lamacchia no centro das conversas

    O interesse do empresário Marcos Faria Lamacchia na compra da SAF do Vasco da Gama abre um novo capítulo na relação entre o presidente Pedrinho e a família ligada à Crefisa, quase dois anos depois de uma negociação que não avançou pelo controle do futebol do clube.

    Empresário atua de forma independente no setor financeiro

    Com carreira própria no mercado de investimentos, Marcos é filho de José Lamacchia, controlador da Crefisa ao lado de Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras. Pelo lado materno, integra uma família tradicional do sistema bancário brasileiro, sendo neto do fundador dos bancos Real e Alfa.

    A movimentação ocorre após a tentativa frustrada de José Lamacchia de adquirir a SAF vascaína junto à 777 Partners, então responsável pelo futebol cruz-maltino. Na ocasião, a proposta girava em torno de US$ 110 milhões, mas desacordos quanto à estrutura de pagamento impediram a conclusão do negócio.

    Ruído político e debate sobre conflito esfriaram tratativas anteriores

    Além das divergências contratuais, a associação da negociação ao nome da Crefisa gerou repercussões externas. Grupos de oposição no Palmeiras passaram a questionar um possível conflito de interesses envolvendo Leila Pereira, o que contribuiu para a desistência definitiva do banqueiro.

    Até o momento, não há confirmação oficial das partes sobre a nova negociação. Ainda assim, Pedrinho já havia sinalizado publicamente a proximidade com a família Lamacchia após o Vasco reassumir o controle do futebol da 777.

    “Tenho uma relação de amizade muito próxima com o Sr. José Lamacchia. A Leila é uma referência em gestão esportiva. Ele demonstra grande interesse em contribuir com o Vasco, e a Crefisa tem credibilidade no mercado” — declarou o presidente.

    Presidente do Vasco, Pedrinho, no estádio do Corinthians. Foto: AGIF

    Histórico recente inclui impasses e reaproximação financeira

    Durante o processo eleitoral do clube associativo, houve conversas para a venda dos naming rights de São Januário, que acabaram não se concretizando e provocaram um distanciamento temporário entre as partes.

    A reaproximação ocorreu em outubro, quando o Vasco firmou um acordo de financiamento de R$ 80 milhões com a Crefisa, destinado ao custeio de despesas operacionais, como folha salarial, fornecedores e compromissos trabalhistas e fiscais. Embora outras instituições tenham participado do processo, o clube avaliou como mais vantajosas as condições apresentadas pela empresa.

  • Ranking dos maiores públicos do Brasileirão 2025

    Ranking dos maiores públicos do Brasileirão 2025

    O Campeonato Brasileiro Série A de 2025 reforçou a paixão do torcedor brasileiro, com números expressivos de público nos estádios.

    A média de público da competição atingiu a marca de 25.542 torcedores por jogo, um indicativo da força e do engajamento das torcidas. A análise dos dados, com base na planilha do Ranking CBF, revela o domínio de alguns clubes e a importância da presença da torcida como fator de desempenho.

    O ranking completo

    A tabela a seguir apresenta o ranking dos clubes da Série A com as maiores médias de público, refletindo a mobilização de suas torcidas ao longo da temporada.

    PosiçãoClubeMédia de públicoPúblico totalJogos
    1Flamengo-RJ58.5541.112.51919
    2Cruzeiro-MG40.158762.99919
    3Corinthians-SP39.934758.73719
    4Bahia-BA38.160725.03919
    5Palmeiras-SP34.935663.77219
    6Ceará-CE34.702659.33719
    7São Paulo-SP28.654544.42019
    8Fluminense-RJ26.724507.76119
    9Fortaleza-CE26.391501.42019
    10Grêmio-RS25.515484.78519
    11Internacional-RS24.365462.94019
    12Atlético-MG24.087457.65519
    13Vitória-BA22.144420.73019
    14Vasco-RJ21.471407.94319
    15Santos-SP17.011323.21619
    16Botafogo-RJ14.772280.67719
    17Sport-PE14.003266.06219
    18Juventude-RS8.060153.13919
    19Mirassol-SP6.287119.44419
    20Red Bull-SP4.91693.41319

    Destaques e análise de engajamento

    O ranking de 2025 aponta para algumas conclusões importantes sobre o engajamento das torcidas e a saúde financeira dos clubes:

    Liderança absoluta: O Flamengo-RJ manteve a liderança com uma média de público significativamente superior aos demais, ultrapassando a marca de 1 milhão de torcedores no total.

    • Força do Nordeste: Clubes como Bahia, Ceará e Fortaleza demonstram a força do futebol nordestino, figurando entre as dez maiores médias de público do país.
    • Impacto da performance: A presença de clubes como Cruzeiro e Corinthians no topo reflete o retorno da torcida em momentos de alta performance e competitividade.
    • Desafios na base: Clubes como Mirassol-SP e Red Bull-SP, apesar de estarem na elite, enfrentam desafios para mobilizar grandes públicos, o que pode ser reflexo de uma base de torcedores menor ou de políticas de preço e marketing.

    A média de público é um indicador vital para a saúde financeira dos clubes, influenciando diretamente nas receitas de bilheteria e no valor de mercado das marcas. O alto engajamento da torcida brasileira em 2025 é um fator positivo para o futuro da competição.

  • Endrick e Estêvão: duas joias do Palmeiras, dois caminhos diferentes na Europa.

    Endrick e Estêvão: duas joias do Palmeiras, dois caminhos diferentes na Europa.

    Eu sendo uma torcedora nascida nos anos 90, tenho parado para observar como a base tem se movimentado atualmente no futebol brasileiro, uma maneira mais forte mais vívida do que há tempos atrás, e me arrisco a dizer que o Palmeiras viveu, em um curto período de tempo, algo que poucos clubes conseguem repetir: revelou dois talentos geracionais e os vendeu para o futebol europeu ainda adolescentes.

    Endrick e Estêvão saíram da mesma base, vestiram a mesma camisa e carregaram expectativas parecidas. Ainda assim, hoje vivem momentos bem distintos fora do Brasil.

    Enquanto Estêvão parece chegar ao futebol europeu com impacto, confiança e protagonismo, Endrick ainda luta por espaço, minutos e afirmação. A pergunta que surge é inevitável: o que explica essa diferença tão gritante? E a resposta passa por vários aspectos menos pelo talento, porque ambos têm de sobra, essa diferença vale muito mais pelo contexto geral de cada transferência.

    Endrick: talento geracional em um ambiente sem margem para erro  

    Quando Endrick foi negociado com o Real Madrid, o Palmeiras e o mercado sabiam exatamente o que estava em jogo. Não era apenas uma venda histórica, mas a transferência de um jogador com rótulo de fenômeno antes mesmo de completar 18 anos. O problema é que o Real Madrid não é um ambiente de adaptação lenta.

    Endrick chegou a um elenco estrelado, competitivo, que briga por Champions League todos os anos e onde cada minuto em campo precisa ser justificado. Diferente do Palmeiras, onde ele tinha liberdade para errar, aprender e crescer, na Europa cada oscilação vira pauta, cada jogo sem gol vira cobrança.

    Além disso, há a questão tática. Endrick não atua exatamente da mesma forma que atuava no Brasil. Seu papel mudou, sua leitura de jogo precisou se adaptar e, sem sequência, o processo se torna ainda mais difícil. Isso não significa que Endrick esteja mal. Significa que ele está em um clube que não permite construção.

    Estêvão: tempo, protagonismo e um processo mais protegido  :

    Já o caminho de Estêvão foi diferente desde o início, o Palmeiras, claramente mais experiente após o caso Endrick, segurou o jogador por mais tempo, deu protagonismo real e permitiu que ele amadurecesse dentro de campo antes da saída. Estêvão não foi apenas promessa, ele foi protagonista.

    Quando a venda ao Chelsea foi confirmada, Estêvão já havia vivido pressão, jogos grandes, decisões e momentos ruins também. Ele saiu mais pronto emocionalmente, taticamente e mentalmente. Até mesmo já havia marcado gol contra o Chelsea no Mundial de clubes com sua contratação já acertada para o time. Foi respeitoso com a torcida adversária no momento, e hoje caiu no gosto da torcida que já até fizeram um cântico para o jovem jogador.

    O impacto imediato que vemos hoje não acontece por acaso. Ele é reflexo de um processo melhor conduzido, com menos ansiedade e mais clareza de função.
    Estêvão não é mais talentoso que Endrick. Ele apenas chegou mais preparado para o choque europeu.

    Comparar não é diminuir, é entender processos  :

    Existe uma tentação grande em comparar Endrick e Estêvão como se um estivesse “dando certo” e o outro não. Essa leitura é rasa e injusta.

    “Endrick saiu no tempo do mercado, Estêvão saiu no tempo do jogador.”

    O Palmeiras aprendeu com a primeira grande venda e ajustou o processo na segunda. Isso não invalida Endrick, nem transforma Estêvão em um caso isolado de sucesso. São trajetórias diferentes, com exigências diferentes.

    O futebol europeu, especialmente no ataque, cobra impacto imediato. E nem todo talento jovem consegue entregar isso sem pagar um preço emocional e técnico no caminho.

    O problema nunca foi o talento  :

    Se existe um erro recorrente na análise do futebol moderno, é achar que talento se sustenta sozinho. Não se sustenta.
    Talento precisa de contexto, confiança, sequência e paciência. Endrick vai dar certo. Mas o processo dele será mais longo, mais silencioso e menos linear. Estêvão, por sua vez, colhe hoje algo que Endrick não teve tempo de viver: ambiente favorável para a sua evolução.

    No fim, o Palmeiras não errou em nenhuma das vendas. Evoluiu. E isso diz muito sobre o clube, sobre sua base e sobre a maturidade de entender que formar jogadores também é saber quando soltar.

    O tempo vai colocar cada um no seu lugar. E a história, como sempre, será mais justa do que a expectativa do presente.