Estrela pode estar de volta aos gramados após lesão
Após mais de 40 dias afastado dos campos por uma lesão muscular, Neymar deve voltar a jogar pelo Santos neste sábado (1º), contra o Fortaleza, pelo Brasileirão. A decisão surpreendeu até mesmo seu estafe, que havia planejado um retorno mais gradual. O clube confirmou a presença do craque na lista de relacionados para a partida.
O atacante retomou os treinos com bola nesta semana e, apesar do planejamento inicial, foi relacionado antes do previsto. A expectativa da equipe médica era que Neymar voltasse apenas no dia 9, diante do Flamengo, no Maracanã, com 100% de condições físicas.
No entanto, com liberação dos exames médicos e o apoio da diretoria, o jogador iniciou a transição física antecipada. Nesta sexta-feira (31), treinou normalmente com o grupo, convencendo o técnico Juan Pablo Vojvoda de que poderia ser escalado para o duelo.
A decisão do craque foi motivada pela importância da partida, já que o Santos encara o Fortaleza como adversário direto na luta contra o rebaixamento. Neymar pretende atuar por pelo menos 15 minutos, caso o time precise de seu desempenho em campo.
No momento, o Santos ocupa a 16ª posição do Brasileirão, com 32 pontos, apenas um à frente do Vitória, que abre a zona de rebaixamento. O Fortaleza, com 27 pontos, figura na zona da degola. O jogo está marcado para este sábado, às 16h, na Vila Belmiro.
Os torcedores do Peñarol no Brasil já protagonizaram cenas de amor ao clube e confusão de arquibancada dignas de filme.
O Portal Camisa12 investigou a fundo a presença da torcida aurinegra em terras brasileiras.
E não faltam relatos incríveis: de 283 torcedores do Peñarol detidos no Rio de Janeiro após um quebra-quebra histórico a comemorações épicas no Maracanã, vamos relembrar tudo.
Se segura aí que vem história!
Rivalidades e identidade da torcida do Peñarol
A torcida do Peñarol é conhecida pela paixão e, muitas vezes, pela confusão. Chamada de Barra Amsterdam, a principal torcida organizada do clube uruguaio surgiu nos anos 1970 e se tornou uma das barras bravas mais temidas da América do Sul.
Dentro do Uruguai, o clássico contra o Nacional alimenta essa fama violenta há décadas. Mas e fora de casa? No Brasil, os carboneros (como são apelidados, por causa das cores aurinegras) também deixaram sua marca – nem sempre de forma positiva.
Uma das grandes rivalidades internacionais da Barra Amsterdam nos últimos anos envolve justamente um clube brasileiro: o Flamengo. Não por acaso, até em enciclopédia já consta a Torcida Jovem Fla como rival da organizada do Peñarol.
Torcer para o Penarol: praticamente uma religião
Essa rixa moderna ganhou força com os confrontos na Copa Libertadores e brigas fora de campo. Mas antes de chegar nela, vale destacar: torcer pelo Peñarol é quase uma religião para seus adeptos.
Eles viajam quilômetros de ônibus, lotam setores visitantes e cantam sem parar com bandeirões, faixas e muitos sinalizadores. A festa aurinegra impressiona – seja nos clássicos contra o Nacional em Montevidéu ou mesmo quando invadem o Maracanã em noite de Libertadores.
Essa mistura de paixão e intensidade às vezes extrapola. A Barra Amsterdam se orgulha de “ganhar jogo na arquibancada”, mas seu histórico inclui conflitos pesados até com a polícia.
Infelizmente, parte da fama vem das confusões em que se metem. E quando o destino é o Brasil, a coisa costuma esquentar.
Vamos relembrar os episódios marcantes envolvendo torcida do Peñarol no Brasil, especialmente contra Santos, Flamengo e Botafogo – jogos que viraram casos de polícia.
Santos 2011 – Final de Libertadores com briga em campo
Não é de hoje que a presença do Peñarol em solo brasileiro rende histórias com as grandes torcidas brasileiras. Lá em 1962, o Santos de Pelé derrotou o Peñarol na final da Libertadores e, apesar do clima tenso, não houve grandes brigas de torcida registradas.
Já em 2011, quando Santos e Peñarol se reencontraram na final da Libertadores, a tensão subiu. Após o apito final no Pacaembu (título santista por 2×1), rolou uma pancadaria generalizada que manchou a decisão.
Tudo começou quando um torcedor santista eufórico invadiu o gramado e provocou os uruguaios, segundo versão dos jogadores do Peñarol. A partir daí, socos e chutes para todo lado: atletas, membros da comissão e alguns torcedores entraram no bolo.
Foi preciso a turma do “deixa-disso” para acalmar os ânimos depois de minutos de batalha campal. Esse episódio acendeu o alerta: quando o Peñarol vem ao Brasil, é bom redobrar a segurança.
Flamengo 2019 – Confronto no Leme e tragédia anunciada
Se 2011 foi briga dentro de campo, 2019 viu a confusão estourar fora do estádio – e de forma muito mais grave. Na fase de grupos da Libertadores, Flamengo e Peñarol se enfrentaram no Maracanã.
Desde cedo, dezenas de uruguaios tomaram conta da orla carioca, fazendo aquele “esquenta” tradicional com muita música e cerveja. Só que na Praia do Leme, Zona Sul do Rio, a coisa saiu do controle.
Torcedores do Peñarol e do Flamengo se enfrentaram no calçadão do Leme, em plena luz do dia. No meio da confusão generalizada nos quiosques, um torcedor flamenguista, Roberto Almeida Vieira, de 54 anos, foi brutalmente agredido (levou garrafadas na cabeça – e ficou entre a vida e a morte).
A briga foi feia: imagens de celular mostraram cadeiras voando e muita pancadaria. Roberto, conhecido como Beto, tentava acalmar os ânimos no início, mas acabou sendo atingido pelos uruguaios e caiu desacordado.
Ele ficou internado em estado grave por 10 meses até falecer em fevereiro de 2020, tornando-se vítima fatal daquele confronto. Foi uma tragédia que chocou a todos. Na época, cerca de 100 torcedores do Peñarol chegaram a ser detidos pela polícia após a briga na praia.
À noite, mesmo com reforço de segurança, ainda houve tumulto nos arredores do Maracanã após a partida (que terminou com vitória do Peñarol por 1×0).
A morte de um torcedor rubro-negro selou de vez a inimizade entre as torcidas. Desde então, a rivalidade Peñarol x Flamengo extrapolou o campo e ficou pessoal.
O fantasma flamenguista
Ali nascia o “fantasma do Flamengo”. Para muitos flamenguistas, o Peñarol virou um carrasco incômodo: acredite, o Flamengo não vence o time uruguaio desde 1999, acumulando derrotas nos confrontos recentes.
Essa combinação de resultados negativos e brigas sangrentas fez a relação entre as torcidas azedar de vez. Não é à toa que a Torcida Jovem Fla passou a encarar os uruguaios como rivais diretos.
Flamengo 2024 – Provocações, “esquenta” tenso e classificação uruguaia
Corta para 2024. Flamengo e Peñarol voltaram a se cruzar na Libertadores, desta vez quartas de final. A lembrança de 2019 ainda estava viva na memória de todos, então a segurança no Rio foi reforçada.
Os dirigentes do Peñarol chegaram a alugar um camping no Recreio para alojar sua torcida, mantendo-os isolados a uma hora do Maracanã, na esperança de evitar problemas. Mas torcedor é torcedor e eles não iam deixar de curtir a Cidade Maravilhosa.
Na manhã do jogo de ida (19 de setembro de 2024), centenas de hinchas uruguaios faziam festa em quiosques na Praia da Macumba, Zona Oeste carioca.
Até que dois flamenguistas em uma moto resolveram provocar, partindo para cima dos uruguaios. Pronto: armou-se mais uma confusão. Voaram socos e chutes, a Polícia Militar interveio rápido para evitar algo pior.
Um PM chegou a dar um tiro de advertência pro alto para dispersar a briga. Felizmente, ninguém se feriu gravemente nesse confronto inicial, que foi controlado em poucos minutos.
O jogo
E no Maracanã, naquela noite, o fantasma uruguaio atacou de novo: o Peñarol venceu o Flamengo pelo placar mínimo, calando mais de 60 mil rubro-negros.
A comemoração dos jogadores e torcedores do Peñarol foi uma festa à parte. No setor visitante, a torcida aurinegra fez um carnaval, entoando cânticos provocativos. Vídeos mostraram os uruguaios gritando “Ole, ole, ole… eliminado!”, numa clara provocação, enquanto os flamenguistas deixavam o estádio cabisbaixos.
Pós-jogo
E não parou por aí – até no Aeroporto do Galeão de madrugada teve farra dos carboneros. Os jogadores do Peñarol se juntaram a cerca de 50 torcedores no saguão do embarque, cantando juntos e pulando como se estivessem na arquibancada.
Teve volante argentino (Léo Fernández) bancando maestro da bateria, vídeo oficial no Instagram do clube e muita confiança pro jogo da volta. Era a celebração de mais um feito do Peñarol em solo brasileiro, rumando à semifinal.
Apesar do esquenta tenso na praia, dessa vez não houve notícia de feridos graves. A PM do Rio, escaldada de 2019, conseguiu evitar o pior. Mas mal sabiam eles que o capítulo mais caótico ainda estava por vir, algumas semanas depois, contra outro carioca…
Botafogo 2024 – Guerra no Recreio: vandalismo e 283 presos
Então chegamos ao episódio mais explosivo envolvendo torcedores do Peñarol no Brasil. Dia 23 de outubro de 2024, semifinal da Libertadores, jogo de ida Botafogo x Peñarol no Estádio Nilton Santos. Desde cedo, três ônibus lotados de uruguaios desceram na Zona Oeste do Rio.
O local escolhido para a concentração pré-jogo? De novo a orla do Recreio dos Bandeirantes, altura do Posto 12, perto da Praia do Pontal. A ideia era repetir a “festa” da outra vez.
Por volta do meio-dia, enquanto muitos torcedores curtiam a praia e os quiosques, um uruguaio foi pego furtando o celular numa padaria na Avenida Lúcio Costa, ali na região.
O comerciante chamou a polícia, que agiu rápido e prendeu o larápio em flagrante. Só que a torcida não gostou nada de ver um dos seus detido. Em questão de minutos, a praia virou praça de guerra.
O quebra-pau de uma hora
Banhistas contaram que alguns uruguaios começaram a xingar brasileiros de “macacos”, com ofensas racistas, acirrando os ânimos.
A partir daí, instalou-se o caos: comerciantes foram saqueados, quiosques depredados – os torcedores do Peñarol quebraram tudo pela frente.
As cenas eram surreais. Relatos apontam que até sete pessoas ficaram feridas nos confrontos. Um grupo de vândalos incendiou duas ou três motos estacionadas na orla.
Em seguida, partiram para um dos ônibus de turismo que tinha trazido os próprios uruguaios: quebraram as janelas, invadiram o bagageiro e atearam fogo no veículo, que virou uma bola de chamas preta no meio da avenida.
A Polícia Militar, em menor número, tentou segurar a onda lançando bombas de efeito moral, mas os uruguaios eram muitos e partiam para cima mesmo assim. Foi necessário acionar reforços do Batalhão de Choque e unidades especializadas de controle de distúrbios.
Depois de mais de uma hora de batalha campal – sim, a confusão durou cerca de 60 minutos intensos! – finalmente a polícia conseguiu cercar e conter os torcedores mais exaltados. Por volta de 13h30, centenas de uruguaios estavam sentados no chão, rendidos, sob a mira das forças de segurança.
Torcedores do Peñarol presos
O saldo foi histórico (e lamentável): pelo menos 283 torcedores do Peñarol detidos e escoltados para fora do estado do Rio. Se tornou recorde de prisão em massa ligada ao futebol no Brasil.
Em um primeiro momento, cerca de 20 foram autuados em flagrante por delitos graves (roubo, agressão, etc.) e permaneceram presos, enquanto os outros – acusados de crimes de menor potencial – acabaram liberados.
Mas todos foram proibidos de assistir ao jogo no Engenhão naquela noite. A ordem do governador do Rio, Cláudio Castro, foi clara: expulsar os “baderneiros” do estado escoltados assim que possível.
Detalhes chocantes pipocaram depois: houve casos de racismo relatados, como mencionado (uruguaios imitando macacos para ofender banhistas negros) e até uma arma de fogo apreendida com um dos torcedores detidos.
O secretário de Segurança do Rio descreveu a cena como “verdadeiros animais se digladiando no meio da rua”. Imagens de TV e celulares mostraram exatamente isso – um cenário de guerra urbana em plena tarde carioca.
Goleada do Fogão
E o jogo? Bom, ironicamente, à noite o Botafogo venceu por 5×0 no estádio Nilton Santos, atropelando o Peñarol enquanto a maioria da sua torcida estava longe, detida. Uma goleada humilhante que serviu como “castigo” esportivo após a selvageria das ruas.
Mas, infelizmente, o estrago já estava feito. Esse episódio entrou para a história como um dos maiores conflitos envolvendo torcida estrangeira no Brasil.
Conclusão: paixão e caos – a marca dos carboneros no Brasil
Os torcedores do Peñarol carregam uma aura de paixão intensa, acompanhada de um histórico de confusões quando atravessam a fronteira.
Em terras brasileiras, eles já viveram de tudo: finais de Libertadores com briga, confrontos mortais contra a torcida do Flamengo e verdadeiras batalhas campais como no Recreio.
Essa dualidade fascina e assusta: ao mesmo tempo que fazem festas inesquecíveis cantando “soy Peñarol” e tingindo estádios de aurinegro, também deixam um rastro de preocupação nas autoridades e torcedores locais.
FAQ – Perguntas frequentes sobre os torcedores do Peñarol no Brasil
O que aconteceu com os 283 torcedores do Peñarol presos no Rio de Janeiro em 2024?
Em outubro de 2024, antes de Botafogo x Peñarol pela semifinal da Libertadores, houve uma confusão generalizada na praia do Recreio (RJ). Torcedores uruguaios vandalizaram quiosques, saquearam comerciantes e queimaram veículos.
Qual é a torcida organizada do Peñarol?
A principal torcida organizada do Peñarol é a Barra Amsterdam. Trata-se da barra brava do clube, formada por diversas facções de bairros de Montevidéu.
Por que existe rivalidade entre a torcida do Peñarol e a do Flamengo?
Porque nos últimos anos ocorreram vários duelos quentes entre Peñarol e Flamengo, com confusões e tragédias fora de campo. Em 2019, torcedores dos dois times brigaram no Rio e um flamenguista acabou morto após ser agredido por uruguaios.
A 31ª rodada será disputada nos dias 1º e 2 de novembro e promete emoções. A disputa pelo título, vagas na Libertadores 2026 e a briga contra o rebaixamento seguem acirradas.
Palmeiras e Flamengo disputam ponto a ponto. Os times estão separados por apenas 1 ponto. Cruzeiro e Mirassol completam o G-4, ainda com chances de conquista a taça da competição.
Em participação no podcast Barbacast, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, comentou se o clube tem negociações pela renovação de Neymar, cujo contrato termina em dezembro deste ano. No entanto, não confirmou e nem descartou o interesse.
“O pensamento, a prioridade, é a Copa do Mundo. A não ser que haja algo diferente. Mas, se tudo seguir normalmente, há possibilidade dessa renovação”, declarou o presidente.
Neymar ainda joga pelo Santos em 2025?
Neymar, que voltou ao Santos em fevereiro, ainda não conseguiu engatar uma sequência de jogos. O craque se recupera de uma lesão muscular de grau 2 no reto femoral da coxa direita.
A recuperação segue sob supervisão do departamento médico, e o técnico Vojvoda aguarda com cautela o retorno do craque aos gramados, que deve ocorrer ainda no mês de novembro.
“Temos que entender que o processo de recuperação da última cirurgia talvez não tenha sido o ideal para um atleta do porte do Neymar”, avaliou o dirigente Marcelo Teixeira.
Neymar em treino na academia – Foto: Instagram/Neymar
Próximos jogos do Santos na Série A 2025:
O alvinegro está na 16ª colocação, ou seja, uma posição fora da zona de rebaixamento. A diferença para o Vitória, primeiro time dentro do Z4, é de apenas um ponto na classificação geral.
03/11 – 20h – Santos x Fortaleza – Vila Belmiro.
06/11 – 21h30 – Palmeiras x Santos – Allianz Parque.
09/11 – 18h30 – Flamengo x Santos – Vila Belmiro.
17/11 – 16h – Santos x Palmeiras – Vila Belmiro (jogo atrasado).
O Santos mantém postura cautelosa quanto ao retorno de Neymar aos gramados. O camisa 10, afastado desde setembro por conta de uma lesão no reto femoral da coxa direita, ainda não foi liberado para treinar com o elenco no CT Rei Pelé.
Ele segue em tratamento intensivo. Inicialmente, a volta do craque estava prevista para o confronto diante do Fortaleza, no dia 3 de novembro, na Vila Belmiro. No entanto, o plano foi adiado.
Neymar em entrevista coletiva no Santos – Foto: Reprodução/Instagram
Segundo apuração da ESPN, a nova projeção do departamento médico e da comissão técnica é que retorne contra o Flamengo, no dia 9 de novembro, no Maracanã, pelo Brasileirão.
Recuperação dentro do planejado
De acordo com informações internas, o atleta vem evoluindo bem na recuperação, mas ainda não retomou os trabalhos.
O jogador sofreu a lesão durante um treino e, desde então, realiza fisioterapia e trabalhos de reforço da musculutarua.
Na atual temporada, Neymar soma seis gols e três assistências em 21 partidas. No Campeonato Brasileiro, foram apenas três gols marcados, desempenho abaixo devido às ausências.
Presente na Vila Belmiro para assistir ao confronto entre Santos e Vitória, Neymar se mostrou indignado com a arbitragem de Rafael Rodrigo Klein (RS), que marcou pênalti de Gabriel Brazão em Renzo López após revisão no árbitro de vídeo (VAR).
Na ocasião, o Alvinegro perdeu para o Rubro-negro baiano e só está fora da zona de rebaixamento do Brasileirão Série A 2025 por causa do critério de desempate (tem um triunfo a mais).
16° Santos – 31 pontos
17° Vitória – 31 pontos
O atacante, afastado por lesão, reagiu nas redes sociais: “Tem que profissionalizar a arbitragem no Brasil pra ontem!”, escreveu.
Neymar cobra profissionalização da arbitragem – Foto: Reprodução/X/Neymar
Polêmica na Vila Belmiro
O lance gerou revolta entre torcedores e jogadores do Peixe foi após a revisão do VAR, conduzida por Emerson de Almeida Ferreira, o árbitro confirmou a penalidade, convertida pelos visitantes.
Se a Seleção Brasileira estreasse amanhã na Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti já teria uma base praticamente definida.
O técnico considera cinco jogadores titulares absolutos: Alisson, Marquinhos, Casemiro, Bruno Guimarães e Vinícius Júnior.
Titulares da Seleção Brasileira contra a Coreia do Sul – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Essa espinha dorsal forma o eixo de confiança do treinador, que mescla experiência e talento para construir o time que vai buscar o hexacampeonato nos Estados Unidos, México e Canadá.
Entre os nomes que mais agradaram o treinador italiano, Estêvão, ex-Palmeiras e hoje no Chelsea, é o que mais chama atenção.
Carlo Ancelotti na área técnica em jogo da Seleção Brasileira – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Ancelotti está encantado com o talento e a maturidade do jovem de apenas 17 anos. Mesmo com o discurso cauteloso, dentro da CBF o sentimento é que Estêvão será titular na Copa de 2026.
Carlo Ancelotti planeja dar ao ataque da Seleção uma nova dinâmica: Vinícius Júnior mais livre, atuando sem a obrigação de marcar laterais, e João Pedro como o centroavante fixo.
Neymar fora dos planos de Ancelotti?
Enquanto os jovens ganham espaço, Neymar segue fora dos planos imediatos de Carlo Ancelotti. O craque, que estará com 34 anos, ainda enfrenta dúvidas sobre sua condição física.
Ainda lutando para se afastar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série A 2025, o Santos decidiu adotar uma postura de cautela sobre o futuro de Neymar.
Segundo apuração da ESPN, o clube mantém as conversas em “banho-maria” e só deve decidir sobre uma eventual renovação de contrato após avaliar a evolução física do camisa 10.
O vínculo de Neymar com o Peixe termina em 31 de dezembro de 2025, e, embora exista um bom relacionamento entre as partes, a diretoria não tem pressa para definir a situação.
Questões físicas e salário alto pesam
Ainda de acordo com a ESPN, dois fatores principais preocupam: a condição física de Neymar e o alto custo salarial do jogador.
O clube pretende entender se o craque conseguirá ter uma sequência de jogos antes de discutir novos termos contratuais.
Neymar durante treinamento do Santos na Vila Belmiro – Foto: Raul Baretta/Santos
O Peixe valoriza o impacto dentro e fora de campo, mas entende que não é o momento de assumir compromissos de longo prazo sem garantias sobre o desempenho físico do atleta.
Quando anunciou a extensão do contrato até o fim de 2025, em junho, o cenário era outro. O atacante vivia um bom momento técnico e recebia sondagens de clubes europeus.
Agora, com seguidas lesões e perda de ritmo, o jogador de 33 anos depende do clube para retomar a forma e garantir sequência.
Nos bastidores, há a percepção de que o craque precisa mais do Santos do que o contrário, ao menos no momento atual.
Três lesões em menos de um ano
Neymar sofreu, em 19 de setembro, uma lesão no músculo reto femoral da coxa direita – a terceira desde seu retorno ao Santos em janeiro. O departamento médico acredita possa voltar em novembro, mas a reabilitação está sendo com cautela.
Mesmo sem atuar desde então, o camisa 10 soma 21 jogos, com seis gols e três assistências, sendo 17 como titular.
Gostando de futebol ou não, é quase impossível encontrar um brasileiro que não conheça minimamente este nome e o que está relacionado a ele. Neymar Jr., fez sua estreia no futebol profissional aos dezessete anos no seu atual clube, o Santos (para onde retornou recentemente em 2025). Lá, o garoto teve um papel importante na conquista do Campeonato Paulista e da tão sonhada Libertadores após 48 anos de jejum.
Depois de cinco temporadas e números mais que convincentes, a jovem estrela santista ruma à Europa, para se juntar a grandes nomes no Barcelona. Era formado o MSN – que se referia ao invejável trio de ataque formado por Messi, Suaréz e Neymar.
O que se viu naquelas primeiras temporadas foi algo extraordinário. Afinal, aquele menino realmente era tudo aquilo que diziam ser. O reconhecimento e a fama, como todos sabemos, também cresceram exponencialmente à medida que a sua carreira ia deslanchando. Ídolo de um dos maiores clubes do mundo, ídolo inegável da Seleção Brasileira, onde já tinha conseguido segurar o seu posto como o camisa 10. Nós, brasileiros, rapidamente abraçamos esse talento.
Estávamos ansiosos para ter uma nova estrela à altura de Pelé, Romário, Ronaldo, Kaká… E acho que Neymar tinha, com certeza, o que era preciso: fazia dribles com facilidade, gols belíssimos (tendo um deles lhe concedido um prêmio Puskas), tinha muita habilidade com a bola nos pés e muito carisma. Como essa combinação perfeita não daria certo? O meu pensamento era apenas um: com um pouco mais de experiência e maturidade, esse garoto vai ser, com certeza, coroado como o melhor do mundo; só basta esperar.
Doze anos depois, aos 33 anos, Neymar Jr. ganhou apenas uma vez a Champions League (na temporada 14/15), mas não conseguiu ganhar um Campeonato do Mundo com a Seleção Brasileira, e também nunca ganhou o Ballon D’Or. Até hoje, detém o título de transferência mais cara da história do futebol (222 milhões de euros), referente à sua saída do Barcelona para o Paris Saint Germain em 2017.
Neymar em campo pela Seleção Brasileira. Crédito: Getty Images
Não me levem a mal, acho que muitos de nós concordamos que o “menino Ney” tem uma história e carreira incríveis; os números falam por si só. Contudo, aquele fantasma do “poderia ter sido mais” parece que sempre o acompanhará; e para a maioria é difícil não sentir esse gosto agridoce quando acompanhamos a carreira dele tão de perto. E acho que é sobre isso que precisamos falar.
É inegável que Neymar tenha lidado com muita pressão ligada à sua fama. O primeiro grande ídolo da geração Z, tivemos a chance de acompanhá-lo quase que instantaneamente por meio de tantas redes sociais. Mas aquilo que serviu, em grande parte, como um impulsionador da sua carreira, muitas vezes foi também seu maior inimigo.
Envolvido constantemente em escândalos midiáticos, onde cada vez mais parecia que sua prioridade era ser uma personalidade famosa ao invés de um inesquecível jogador de futebol, Neymar foi fortalecendo a imagem de estrela e, talvez descuidadamente, afastando-se da de atleta. Lesões e suspensões que foram enfraquecendo a sua posição de ídolo, alimentada por uma mídia que muitas vezes optou pela crueldade ao invés da empatia.
Não consigo evitar de pensar, que, acima de tudo, Neymar é o nome de maior expressão dessa nova geração que enfrentou todas essas mudanças do futebol atual. Agora, não é mais apenas sobre ser um bom jogador, sobre marcar gols ou ganhar títulos. O mercado do futebol explora a imagem desses atletas de muitas outras formas. Na Era Digital em que vivemos, ser influenciador faz definitivamente parte do pacote de ser “famoso” neste meio.
Ao meu ver, menino Ney teve tudo para ser o melhor do mundo; um talento como o seu não foi visto em nenhum jogador brasileiro que despontou nos últimos anos, e provavelmente nunca mais teremos um ícone como ele. O acontecimento da sua trajetória no esporte mais amado do mundo, coincidiu com a expansão das redes sociais e com os novos mercados ligados ao futebol. Foi tudo ao mesmo tempo.
Lá no fundo, creio que Neymar tenha sido um pouco vítima da sua própria grandiosidade. E, como disse anteriormente, acho que criamos expectativas talvez altas demais, num tempo em que o futebol não é apenas sobre ganhar títulos ou bater recordes. Os atletas de hoje precisam constantemente dividir o seu protagonismo com todas as narrativas criadas fora de campo, e em tempo real.
Injustamente, muitas pessoas insistiram em medir o seu sucesso apenas pelo número de troféus que ele não levantou ou títulos que ele não levou para casa. Deixando de lado a importância que ele teve no modo em que vivemos e sentimos o futebol atualmente.
No fim, a história de Neymar continua sendo escrita, e penso sempre em tudo que ele representou até aqui: o garoto super talentoso que foi o símbolo de uma geração, e também o homem que, depois de muitas falhas e tropeços, conseguiu sempre recomeçar. Acredito que o tempo o fará justiça, e ele não será colocado mais como aquele que poderia ter sido, mas como o que foi um dos maiores e mais memoráveis personagens que o futebol brasileiro teve a sorte de ter.
A derrota do Corinthians por 3 a 1 para o Santos, na Vila Belmiro, na quarta-feira (15/10), pela 28ª rodada do Brasileirão Série A 2025, não repercutiu o clube apenas por perder o clássico.
Uma imagem de Memphis Depay sorrindo no banco de reservas enquanto o time já era derrotado por 1 a 0 gerou incômodo entre torcedores nas redes sociais e internamente entre dirigentes.
A transmissão mostrou o atacante rindo ao lado de outros companheiros, aos 15 minutos do 1° tempo, o que foi interpretado como falta de comprometimento por setores do clube.
Corinthians vai punir Memphis Depay?
Segundo apurou a ESPN, a diretoria corintiana planeja conversar com o jogador para entender o contexto da situação.
O clube não pretende aplicar punição, mas quer reforçar a importância da postura e da imagem pública, especialmente em momentos de instabilidade dentro de campo.
Memphis Depay rindo no banco de reservas em Santos x Corinthians – Foto: Divulgação/Premiere
Memphis é visto como profissional exemplar
Ainda de acordo com a apuração da ESPN, o holandês mantém rotina exemplar e é bem avaliado pela comissão técnica.
O entendimento é de que a conversa será apenas para evitar que o episódio cause desgaste da imagem dele com a torcida.
Próximos jogos do Corinthians:
18/10 – 18h30: Corinthians x Atlético-MG (Neo Química Arena)
25/10 – 16h: Vitória x Corinthians (Barradão)
02/11 – 16h: Corinthians x Grêmio (Neo Química Arena)