Categoria: São Paulo

  • Série A 2025: veja os jogos da 31ª rodada, classificação e duelos decisivos na tabela

    Série A 2025: veja os jogos da 31ª rodada, classificação e duelos decisivos na tabela

    A 31ª rodada será disputada nos dias 1º e 2 de novembro e promete emoções. A disputa pelo título, vagas na Libertadores 2026 e a briga contra o rebaixamento seguem acirradas.

    Palmeiras e Flamengo disputam ponto a ponto. Os times estão separados por apenas 1 ponto. Cruzeiro e Mirassol completam o G-4, ainda com chances de conquista a taça da competição.

    Leia também: Chances de título da Série A 2025 atualizadas

    Na parte inferior, Santos, Vitória, Fortaleza e Juvetunde lutam para escapar do Z-4. Sport está praticamente rebaixado.

    • Flamengo x Sport no Maracanã é o destaque do sábado
    • Palmeiras x Juventude é jogo-chave para a liderança.
    Classificação da Brasileirão Série A até a 30ª rodada – Foto: Instagram/CBF

    Jogos da 33ª rodada da Série A 2025

    Sábado – 1º de novembro

    • 16h – Santos x Fortaleza – Vila Belmiro.
    • 16h – Cruzeiro x Vitória – Mineirão.
    • 18h – Mirassol x Botafogo – Maião.
    • 21h – Flamengo x Sport – Maracanã.

    Domingo – 2 de novembro

    • 16h – Corinthians x Grêmio – Neo Química Arena.
    • 16h – Bahia x Red Bull Bragantino – Arena Fonte Nova.
    • 16h – Ceará x Fluminense – Arena Castelão.
    • 18h30 – Internacional x Atlético-MG – Arena Beira-Rio.
    • 18h30 – Juventude x Palmeiras – Alfredo Jaconi.
    • 20h30 – Vasco da Gama x São Paulo – São Januário.

    Classificação da Série A 2025

    1º até 10º colocado

    PosiçãoClubePontos
    Palmeiras62
    Flamengo61
    Cruzeiro57
    Mirassol55
    Bahia54
    Botafogo52
    Atlético-MG50
    São Paulo48
    Red Bull Bragantino46
    10ºGrêmio45

    11º até 20º colocado

    PosiçãoClubePontos
    11ºInternacional44
    12ºFluminense43
    13ºCorinthians41
    14ºVasco39
    15ºJuventude38
    16ºSantos37
    17ºVitória31
    18ºSport29
    19ºCeará27
    20ºFortaleza26

  • Luciano alcança 100 gols pelo São Paulo e faz desabafo emocionado

    Luciano alcança 100 gols pelo São Paulo e faz desabafo emocionado

    Luciano viveu um momento marcante na noite de sábado (25), ao marcar seu gol de número 100 com a camisa do São Paulo na vitória por 2 a 0 sobre o Bahia, no MorumBIS. Com isso, o atacante se junta a um seleto grupo de apenas 20 jogadores que atingiram essa marca pelo clube.

    Apesar da conquista, o clima pós-jogo foi de tensão. Em entrevista na zona mista, Luciano fez um desabafo emocionado, revelando que sua família foi alvo de ameaças por parte de torcedores. Ele relatou que usuários nas redes sociais chegaram a dizer que sabiam onde ele morava e os locais onde suas filhas estudam.

    O atacante enfatizou que críticas e cobranças são parte do futebol, mas pediu respeito à sua família. «Quando as coisas não acontecem, me criticar, me vaiar, me xingar, está tudo certo. Tenho que pegar essas críticas e melhorar em cima delas. Quando entra pro lado pessoal, que vai nas redes sociais da minha esposa, da minha mãe, das minhas irmãs, e ameaçar minhas filhas, minha família, isso já vai para o lado pessoal», desabafou.

    Luciano também destacou seu carinho pelo clube e pediu compreensão dos torcedores: «Estou no São Paulo para ajudar. Às vezes, não dá certo, mas eu também sou humano. Eu vou errar, não sou o jogador perfeito.»

  • São Paulo quita um mês de direitos de imagem atrasado e evita nova crise com elenco

    São Paulo quita um mês de direitos de imagem atrasado e evita nova crise com elenco

    O São Paulo quitou um mês de direitos de imagem atrasado com o elenco. O pagamento, prometido pela diretoria no início da semana, conforme informação do jornalista André Hernan.

    Segundo fontes ligadas aos atletas, o valor pago corresponde ao mês de julho, deixando ainda pendentes agosto e setembro.

    Julio Casares, presidente do São Paulo – Foto: Rubens Chiri/São Paulo

    A medida visa evitar o acúmulo de três meses de atraso — prazo que poderia permitir que jogadores acionassem a Justiça.

    São Paulo tenta evitar novo desgaste

    O departamento financeiro tem trabalhado para regularizar os valores de imagem e evitar atritos internos. Apesar do cenário, a diretoria mantém um acordo informal com os jogadores.

    Leia também:

    Os atletas teriam aceitado trabalhar com até dois meses de atraso nesses pagamentos. Os salários em carteira de trabalho, por sua vez, seguem em dia tanto com atletas e funcionários.

    Promessa de premiação por metas:

    O clube vive dificuldades de fluxo de caixa, reflexo de despesas altas e receitas irregulares ao longo do ano. Para amenizar, a diretoria decidiu aumentar o valor da premiação prometida em caso de classificação para a Copa Libertadores de 2026.

    Segundo apuração do ge, o acréscimo no “bicho” não é expressivo, mas foi bem recebido pelos jogadores. A expectativa da diretoria é de que a premiação sirva como incentivo esportivo enquanto busca equilibrar as contas e evitar novos atrasos.

    Calleri em treino do São Paulo – Foto: Erico Leonan/São Paulo
  • São Paulo teria até três meses de atraso em direitos de imagem dos jogadores

    São Paulo teria até três meses de atraso em direitos de imagem dos jogadores

    O São Paulo enfrenta atrasos no pagamento dos direitos de imagem de parte do elenco. Segundo a TNT Sports Brasil, alguns jogadores acumulam entre dois e três meses de pendência.

    Apesar do cenário, nenhum atleta planeja acionar o clube na Justiça. Pela legislação trabalhista, o jogador pode recorrer judicialmente em caso de três meses de inadimplência.

    Calleri e Lucas Moura em treino do São Paulo – Foto: Erico Leonan/São Paulo

    Os salários registrados em carteira estão em dia, o que evita uma crise mais grave. Procurada pela imprensa, a diretoria tricolor negou qualquer tipo de atraso nos vencimentos.

    “Bicho” por vaga na Libertadores 2026

    O presidente Julio Casares se reuniu com os atletas no CT da Barra Funda e prometeu aumentar a premiação em caso de classificação para a dipustar a Libertadores em 2026.

    A iniciativa, no entanto, não teve efeito imediato: o São Paulo acabou derrotado por 3 a 0 pelo Mirassol, no dia seguinte à reunião. Mesmo assim, a promessa de bonificação foi mantida.

    Situação do São Paulo na classificação da Série A

    O Tricolor Paulista permanece na oitava colocação do Brasileirão, com 38 pontos, vendo a vaga para a competição internacional mais distante. A diferença para o G4 está em 14 pontos.

    Próximos jogos do São Paulo:

    • 25/10 (sábado) – 21h30 – São Paulo x Bahia – Morumbis
    • 02/11(domingo) – 20h30 – Vasco x São Paulo – São Januário
  • Seleção Brasileira: Carlo Ancelotti já tem 5 titulares incontestáveis para a Copa do Mundo de 2026

    Seleção Brasileira: Carlo Ancelotti já tem 5 titulares incontestáveis para a Copa do Mundo de 2026

    Se a Seleção Brasileira estreasse amanhã na Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti já teria uma base praticamente definida.

    O técnico considera cinco jogadores titulares absolutos: Alisson, Marquinhos, Casemiro, Bruno Guimarães e Vinícius Júnior.

    Titulares da Seleção Brasileira contra a Coreia do Sul – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

    Essa espinha dorsal forma o eixo de confiança do treinador, que mescla experiência e talento para construir o time que vai buscar o hexacampeonato nos Estados Unidos, México e Canadá.

    Entre os nomes que mais agradaram o treinador italiano, Estêvão, ex-Palmeiras e hoje no Chelsea, é o que mais chama atenção.

    Carlo Ancelotti na área técnica em jogo da Seleção Brasileira – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

    Ancelotti está encantado com o talento e a maturidade do jovem de apenas 17 anos. Mesmo com o discurso cauteloso, dentro da CBF o sentimento é que Estêvão será titular na Copa de 2026.

    Leia também: Seleção Brasileira: CBF quer amistoso no Maracanã

    Carlo Ancelotti planeja dar ao ataque da Seleção uma nova dinâmica: Vinícius Júnior mais livre, atuando sem a obrigação de marcar laterais, e João Pedro como o centroavante fixo.

    Neymar fora dos planos de Ancelotti?

    Enquanto os jovens ganham espaço, Neymar segue fora dos planos imediatos de Carlo Ancelotti. O craque, que estará com 34 anos, ainda enfrenta dúvidas sobre sua condição física.

    Leia também: Seleção Brasileira deve ter reforço de jogadores do Brasileirão em amistosos contra Senegal e Tunísia

    O treinador italiano não descarta completamente a convocação, mas não o inclui no planejamento principal da Seleção Brasileira.

    Segundo apuração, o problema não é técnico, e sim físico: se o camisa 10 conseguir ritmo competitivo no primeiro semestre.

    Provável base da Seleção Brasileira de Ancelotti para 2026:

    • Goleiro: Alisson
    • Defesa: Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos
    • Meio-campo: Casemiro e Bruno Guimarães
    • Ataque: Estêvão, Vini Jr, João Pedro e Raphinha (ou Rodrygo)
  • Seleção Brasileira deve ter reforço de jogadores do Brasileirão em amistosos contra Senegal e Tunísia

    Seleção Brasileira deve ter reforço de jogadores do Brasileirão em amistosos contra Senegal e Tunísia

    Os próximos amistosos da Seleção Brasileira em novembro devem marcar um novo momento de observações no ciclo rumo à Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá.

    Segundo apuração do jornalista Cahê Mota, do ge, o técnico Carlo Ancelotti pretende dar mais espaço a jogadores do Brasileirão nas partidas contra Senegal, na Inglaterra, e Tunísia, na França.

    Mesmo após o revés por 2 a 1 para o Japão, o treinador italiano mantém a confiança em suas escolhas e acredita que os confrontos de novembro serão ideais para avaliar novos nomes.

    CBF quer ampliar testes até março

    No tour pela Ásia, quatro jogadores que atuam no Brasil foram chamados: Hugo Souza, Vitinho, Paulo Henrique e Fabrício Bruno.

    Fabrício Bruno, do Cruzeiro, em jogo da Seleção Brasileira Foto: Rafael Ribeiro/CBF

    Ancelotti quer mudar isso. O plano da comissão técnica é chegar à Data FIFA de março com poucas vagas abertas, deixando o grupo praticamente fechado antes da convocação definitiva em maio.

    Leia também: CBF quer jogo da Seleção Brasileira no Maracanã

    Dos 45 jogadores convocados desde que assumiu o comando da Seleção Brasileira, 39 já receberam minutos em campo.

    Amistosos de março devem ser contra europeus

    A CBF negocia amistosos contra França e Croácia para março de 2026, dependendo do calendário das eliminatórias da Europa.

    O duelo contra os franceses já está praticamente acertado, e a segunda partida deve ser confirmada em breve pela entidade.

    Esses confrontos servirão como teste de alto nível antes da convocação final e da fase de preparação para o Mundial.

  • Seleção Brasileira: CBF quer amistoso no Maracanã antes da Copa do Mundo de 2026

    Seleção Brasileira: CBF quer amistoso no Maracanã antes da Copa do Mundo de 2026

    A Seleção Brasileira pode ter uma despedida no Maracanã antes de ir para os Estados Unidos disputar a Copa do Mundo de 2026.

    A informação é do jornalista Cahê Mota, do portal ge, que revelou o debate interno na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre realizar um amistoso em março, durante a última Data FIFA.

    Decisão depende do sorteio do Mundial

    O amistoso no Maracanã está condicionado ao sorteio dos grupos da Copa, que acontece no dia 5 de dezembro, em Washington.

    Se o Brasil ficar em uma das chaves de A a F, a comissão técnica prioriza a adaptação nos EUA, com apenas um jogo local.

    Leia também: Golden Boy 2025: Estevão é o único brasileiro entre os 20 finalistas; veja lista completa

    Mas se cair nas chaves G ou H, haverá tempo extra para incluir um confronto no Rio de Janeiro, provavelmente contra um país de menor nível, reforçando o laço com a torcida brasileira.

    Preparação deve começar na Granja Comary em maio de 2026

    O plano da CBF é iniciar a preparação na Granja Comary, em Teresópolis, logo após o fim das principais ligas europeias.

    Os atletas devem se apresentar na semana anterior à final da Champions League, marcada para 31 de maio, antes do embarque.

    Vinicius Júnior disputa bola em Brasil x Japão – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

    O Brasil tem quatro amistosos previstos antes da convocação final em maio de 2026. O planejamento inclui observações em novembro, fortalecimento da equipe e ajustes finais.

    • 15/11 – 13h – Brasil x Senegal
    • 18/11 – 16h30 – Brasil x Tunísia

    A CBF negocia coma a Seleção Francesa para uma partida em março do ano que vem, além de Holanda ou Grécia.

  • Classificação da Série A 2025: Palmeiras dispara no returno e deixa Flamengo para trás

    Classificação da Série A 2025: Palmeiras dispara no returno e deixa Flamengo para trás

    O Palmeiras voltou a liderar o returno do Campeonato Brasileiro ao bater o Vasco por 3 a 0 no Allianz Parque, na quarta-feira (02/10). Com o resultado, o Verdão chegou a 16 pontos e ultrapassou o Flamengo, que agora ocupa a segunda colocação, com 15.

    Mirassol e Cruzeiro seguem firmes no G-4, com 14 pontos cada, enquanto o Botafogo ganhou quatro posições e assumiu o quinto lugar após vencer o Bahia por 2 a 1. Os dados foram levantados pelos jornalistas Cadu Vargas e Valmir Storti, do portal Ge.

    Resultados da 26ª rodada da Série A 2025 – Foto: Instagram/Brasileirão

    26ª rodada tem recorde de empates

    A 26ª rodada registrou empates nesta edição do Brasileirão: foram seis jogos sem vencedores. Entre eles, o duelo entre Flamengo e Cruzeiro, no Maracanã, que terminou empatado sem gols.

    Vitória deixa a lanterna do returno

    Quem surpreendeu foi o Vitória, que deixou a última colocação ao derrotar o Ceará por 1 a 0, no Barradão, em Salvador. O time baiano ganhou sete posições e aparece em 13º lugar no returno.

    Leia também: mudanças no novo calendário do futebol brasileiro

    Outro destaque foi o São Paulo. Mesmo com um jogador a menos desde os 21 minutos do primeiro tempo (expulsão de Rigoni), o tricolor paulista superou o Fortaleza por 2 a 0 no Castelão.

    Inter e Atlético-MG vivem pesadelo

    Na parte de baixo da tabela, a crise é grande para Internacional e Atlético-MG. O Colorado, que empatou em casa com o Corinthians por 1 a 1, assumiu a lanterna do returno com apenas cinco pontos.

    O Galo, agora comandado por Jorge Sampaoli, tem a mesma pontuação, mas aparece em 19º por ter saldo de gols melhor.

    Classificação do returno do Brasileirão 2025:

    1. Palmeiras – 16 pontos
    2. Flamengo – 15 pontos
    3. Mirassol – 14 pontos
    4. Cruzeiro – 14 pontos
    5. Botafogo – 12 pontos
    6. Grêmio – 12 pontos
    7. Vasco – 11 pontos
    8. Fluminense – 11 pontos
    9. São Paulo – 10 pontos
    10. Bahia – 10 pontos
    11. Ceará – 9 pontos
    12. Corinthians – 8 pontos
    13. Vitória – 7 pontos
    14. Santos – 7 pontos
    15. Fortaleza – 6 pontos
    16. Red Bull Bragantino – 6 pontos
    17. Sport – 6 pontos
    18. Juventude – 6 pontos
    19. Atlético-MG – 5 pontos
    20. Internacional – 5 pontos
  • Independente: torcida que virou símbolo de paixão ao Tricolor

    Independente: torcida que virou símbolo de paixão ao Tricolor

    “Lê lê ô. Lê lê lê ô. Torcida Independente é a força tricolor”. Essa música é praticamente um hino da maior organizada do São Paulo Futebol Clube. A Independente é o pulmão que não cansa. Quem cresceu indo ao Morumbi sabe: tem dia que o jogo vira ali atrás do gol, no grito teimoso que não aceita a derrota.

    É faixa, bandeirão, bateria e uma ideia que veio pra ficar desde 1972. Aqui o papo é de arquibancada, bem são-paulino, com informação de quem respeita a história: fundação, rituais, cantos”, rivalidades, as brigas que marcam cicatrizes e lições, os eventos e caravanas, loja e cadastro pra quem quer entrar no miolo da comunidade.

    Independente: fundação da torcida em 1972 – o dia em que a arquibancada escolheu ser dona do próprio passo

    Vamos falar como se a gente estivesse na lanchonete da esquina depois do jogo, beleza? Antes de virar símbolo do Morumbi, a Independente foi atitude. No começo dos anos 70, tinha uma rapaziada que vivia o São Paulo por dentro, sabia onde doía e onde brilhava.

    Essa turma olhou pra arquibancada e pensou: dá pra fazer mais. Não era birra, era visão de quem amava o Tricolor. Tinha ruído com a TUSP, tinha vontade de organizar melhor, tinha fome de autonomia. A decisão foi simples no papel e gigante na prática: criar uma organizada com nome, corpo e rotina. A própria “Indê” conta isso na história da torcida.

    Estatuto, sede, bateria, escala de mastro, revezamento de instrumentos, cada um com função. E um código que todo mundo aprendia rápido: chegar cedo, ocupar o setor, cantar o jogo inteiro, guardar o material como quem guarda taça. Sem glamour. Mó trampo.

    Imagina a cena. Terça à noite, gente saindo do serviço e indo pra sede costurar faixa. Quarta, ensaio de bateria no eco da sala, acerto de virada, escolha de coro. Quinta, vaquinha pra comprar tecido, tinta, cabo, fita.

    Sexta, corre da caravana, lista de presença, quem leva o surdo, quem pilota a Kombi. Sábado, arrumar tudo, combinar entrada, revisar recado. Domingo, o show. Quando a bola rola parece fácil, mas todo gol cantado nasceu de semana puxada. É por isso que a Torcida Organizada Independente virou mais que nome. Virou “um sentimento que jamais acabará”.

    O mapa sem placa do Morumbi

    Quem é da casa sabe. O estádio tem a tal da geografia afetiva. A área da Torcida Independente é o ponto de encontro de quem foi pra torcer de verdade. É dali que sai a pulsação que organiza a cabeça do time e encurta a perna do adversário.

    Corredor do bandeirão

    É a avenida da festa. Pano pesado, dobra certa, sinal de mão, respiro combinado. Quando abre, vira teto. Quem fica embaixo sente outro clima. Não é só bonito. É pertencimento.

    Espaço da bateria

    Não é apenas espalhar instrumento e pronto. Tem desenho de som. Surdo marcando passo, caixa guiando, repique chamando detalhe. Cada peça num ponto pra não embolar. Fecha o olho e você aponta de onde vem a virada.

    Área da faixa

    Ali é conversa. Pode ser abraço num moleque da base, pode ser cobrança em semana ruim, pode ser a ironia que a cidade inteira vai repetir na segunda. Não precisa exagerar. Precisa de timing.

    As brigas da Independente que marcaram a memória

    Torcida organizada é feita de gente de verdade. Tem um capítulo lindo, mas também tem cicatriz. Abaixo, as brigas principais que viraram divisor de águas — sem romantizar nada, porque briga não é troféu, é trauma.

    1995 — “Batalha do Pacaembu” (Palmeiras x São Paulo, final da Supercopa de Juniores)

    Clima tenso, Pacaembu em obra, muita coisa solta no entorno. A confusão estoura e vira confronto generalizado entre Mancha Verde e Independente. O saldo é pesado: um torcedor do São Paulo morto, Márcio Gasparin da Silva (16 anos), e mais de 100 feridos (relatos variam entre 101 e 102). O caso virou marco no país.

    Consequências imediatas: o Ministério Público de SP pediu a extinção das duas organizadas; depois, elas voltaram com novos arranjos jurídicos e nomes (Mancha Alvi Verde e Torcida Tricolor Independente). O episódio também abriu caminho pra um pacote de restrições e maior controle estatal sobre torcidas. Anos depois, esse histórico ajudou a pavimentar a adoção de torcida única em clássicos paulistas.

    Saiba mais sobre esse triste capítulo nesta reportagem da Isto É.

    2016 — Confusão no entorno do Morumbi (SPFC x Atlético Nacional, Libertadores)

    Após o jogo, rola choque entre Independente e Polícia Militar nos arredores do estádio. O blog do Perrone (UOL) registrou as duas versões: de um lado, Baby (líder da organizada) acusando abordagem agressiva da PM; do outro, o 2º Batalhão de Choque relatando policiais feridos e negando premeditação da torcida. Fica o registro do confronto e da disputa de narrativas.

    2019 — Briga interna na Praça da República (SP)

    Não foi contra o rival: grupos da própria organizada entram em confronto no centro de São Paulo, poucas horas antes de um jogo no Morumbi. A ESPN reportou mais de 400 envolvidos e 7 detidos. Caso dolorido pra quem ama a cultura de arquibancada, porque mostra que vigilância interna e acolhimento de novato não são detalhe: são necessidade.

    2016 em diante — “Torcida única” nos clássicos paulistas

    Por causa de repetidos episódios de violência, o Estado adota torcida única nos clássicos a partir de abril de 2016. Debate é quente até hoje: segurança versus perda de essência. Fato é que a medida nasceu como resposta direta a um acúmulo de brigas — e segue sendo defendida pelo MP-SP como prevenção. Houve exceções pontuais, mas a regra geral ficou.

    O que a torcida fez com isso (e por que importa)

    Não tem como falar só da festa e fingir que as cicatrizes não existem. A reação da comunidade, ao longo do tempo, passou por regras internas mais firmes, parceria com quem organiza caravana, orientação de setor, acolhimento de quem vai pela primeira vez e menos espaço pra “herói” fora de hora. Quando passa do ponto, perde todo mundo: família se assusta, criança deixa de ir, o futebol fica menor.

    Em paralelo, a Independente manteve e ampliou o lado que quase não aparece na TV: o Departamento Social. Tem rotina semanal de doação de refeições a pessoas em situação de rua, com registros de noites passando das 400 marmitas distribuídas num único plantão. Também rolam campanhas de inverno, brinquedos e kits de higiene pelos núcleos regionais.

    Projetos sociais da Torcida Independente: a ponte com a cidade

    Torcer também é olhar pra rua. A Independente tem rotina semanal de doação de refeições para pessoas em situação de rua toda quinta-feira, no Centro de São Paulo. Não é um evento isolado; é um calendário.

    “Se cada UM fizer um pouquinho.. JUNTOS, faremos muito!”

    E tem número prático: em posts do Departamento Social, aparecem registros de 400 refeições distribuídas em uma única noite fria — tudo feito com um time de voluntários, insumo arrecadado e muito corre. É o tipo de ação que pouca gente vê, mas que quem recebe não esquece.

    Além das marmitas, os núcleos regionais fazem campanhas de agasalho, brinquedos e kits de higiene ao longo do ano. A regra é direta: quem não pode estar na rua, ajuda no PIX, carrega, divulga, faz ponte. (As agendas sociais e os contatos aparecem nos perfis oficiais do Departamento Social.)

    Escola de samba: Independente Tricolor, do setor ao Anhembi

    A escola nasceu como extensão cultural da arquibancada e ganhou CNPJ próprio, barracão e calendário. Fundada em 13 de outubro de 2010, a Independente Tricolor carrega as cores vermelho, branco e preto e é oriunda da Torcida Tricolor Independente.

    Identidade e bastidores

    Sede na Vila Guilherme, bateria ensaiando forte, alas que misturam comunidade e quem vem do futebol. Na diretoria, o “Batata” (Alessandro O. Santana) virou referência de gestão recente; a escola se organiza de barracão, quadra, projetos e comunicação própria.

    Da estreia às noites grandes

    Depois de começar nos grupos de base, a Independente Tricolor viveu seu momento de vitrine ao desfilar no Grupo Especial em 2018. Foi um ano de aprendizado duro: rebaixamento e retorno ao Acesso no ciclo seguinte.

    Hoje, o foco

    O projeto segue competitivo no Acesso 1 com enredos autorais, ala musical experiente e barracão que vem ganhando corpo a cada temporada.

    No papel e na prática, a escola mantém o DNA de arquibancada, mas trabalha com cabeça de carnaval: cronograma, comissão de carnaval, comunidade perto e pé no chão para voltar ao Especial.

    Apito final: por que a Independente segue símbolo de paixão

    Da ata de 1972 ao corredor do bandeirão, a torcida Independente construiu uma cultura que não depende do placar. Organização, ensaio, logística, código de setor. O estádio reconhece pelo som antes de ler a faixa. É a arquibancada que trabalhou na terça, arrecadou na quinta, viajou no sábado e cantou no domingo. Festa com método, emoção com roteiro.

    As cicatrizes existem e não são rodapé. O Pacaembu de 1995, os choques mais recentes, as brigas internas. Tudo isso cobrou revisão de rota: regras mais firmes, acolhimento de novato, parceria em caravana, vigilância interna.
    O recado ficou claro para quem ama o São Paulo e a arquibancada de verdade: provocação faz parte, violência não. Quando passa do ponto, perde o futebol inteiro.

    Ao mesmo tempo, a Independente ampliou o que a TV quase não mostra: projetos sociais semanais, campanhas de inverno, kits de higiene, núcleos mobilizados pela cidade. É uma torcida que vira ponte. E quando a cidade se sente cuidada, o estádio canta mais alto. O ciclo se fecha.

    A Independente segue símbolo porque não terceiriza o que acredita. É barulho com propósito, memória com responsabilidade, São Paulo no centro. Apita o juiz e a turma ainda está lá, guardando faixa como troféu, pronta para a próxima noite.

  • A cultura das torcidas organizadas e sua influência dentro e fora dos estádios

    A cultura das torcidas organizadas e sua influência dentro e fora dos estádios

    Representando identidade, pertencimento e paixão por um clube, as torcidas organizadas são um fenômeno sociocultural que demonstravam que o amor iria muito além dos 90 minutos disputados em uma partida de futebol. Contudo, a situação mudou com o tempo e as uniformizadas passaram a ter ligações com incidentes de hooliganismo e violência no futebol, transformando totalmente a imagem criada inicialmente.

    Utilizando a justificativa de ajudar o time com a ter forças em campo e intimidar o adversário, seu objetivo principal é apoiar os seus devidos clubes. Mas por conta da violência constante ligada as torcidas organizadas, o governo brasileiro estabeleceu o Estatuto do Torcedor, lei que regulamenta as uniformizadas, dando-lhes direitos e deveres à serem seguidos.

    Por conta sua forte influência dentro e fora dos estádios, o Camisa 12 vai ter explicar todas as nuances deste tema, que deveria ser mais evidente no país.

    Origem

    Parte da história do futebol brasileiro, as torcidas uniformizadas começaram a aparecer no início dos anos 1940, porém foi na década de 60 que elas conseguiram ganhar mais visibilidade, mas de uma maneira positiva. Graças ao espetáculo nas arquibancadas, as organizadas transformam o ambiente em algo vivo, parecendo um coração pulsante, com cantos durante toda a partida, faixas e bandeirões, acabando com o falta de entusiasmo
    do local.

    Habitualmente com códigos próprios, vestimentas, normas de conduta e até mascote próprio, as associações transformaram rapidamente em empresas, que começaram a comercializar este amor com produtos próprios.

    Ao longo das décadas seguintes, as organizadas começaram a se envolver em campanhas beneficentes, arrecadando doações de alimentos e roupas, além de apoiar causas sociais, transformando-se em um agente social ativo nas comunidades e
    participando cada vez mais das ações dos clubes.

    Violência e rivalidade extrema

    A rixa entre os clubes saiu de dentro do campo para as arquibancadas, chegando a ultrapassar as paredes dos estádios. Muitas torcidas participam de confrontos desde brigas entre membros de torcidas rivais, até confrontos com a polícia, que incluem depredação do patrimônio público, tornando-se tornando cada vez mais constantes nos noticiários.

    É importante salientar que os embates entre as torcidas não são acidentais ou despretensioso, e sim marcados com antecedência pelas redes sociais ou grupos fechados. Esses choques ocorrem por muitas vezes longe dos estádios, em pontos
    bastante movimentados, como: estações de metrô, terminais e pontos de ônibus, além dos arredores que dão acesso aos estádios, tornando a situação bastante complicada para as autoridades tentar controlar a situação.

    Por conta desses problemas, os estádios se tornaram um lugar hostil, afastando as famílias, crianças e boa parte da torcida por conta da violência, prejudicando a imagem da modalidade.

    Em alguns clássicos nacionais, as autoridades exigem que a disputa tenham apenas uma torcida nas arquibancadas, evitando confrontos (pelos menos nos estádios), arruinando o espetáculo.

    Casos extremos

    Infelizmente alguns casos terríveis ficaram marcados na história do futebol brasileiro, episódios esse que, mostram o quanto essa ideia de rivalidade transformam o amor pelo esporte em uma tragédia.

    Batalha do Pacaembu, em 2012 – No clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians, as uniformizadas se enfrentaram nas arquibancadas e nos arredores do Pacaembu. Entre as cenas captadas pela mídia, a selvageria rolava solta com cadeiras arrancadas e brigas cara a cara, interrompendo a partida em certo momento.

    Confronto na Arena Joinville, em 2013 – Durante uma partida decisiva que poderia decretar o rebaixamento do Vasco, membros das organizadas do Cruzmaltino e do Athletico-PR batalharam dentro do estádio, com agressões brutais, utilizando pedras, paus e muito sangue jorrando no gramado, um verdadeiro show de horrores. As imagens chocaram o Brasil, interrompendo o confronto por mais de uma hora.

    Caso do vaso sanitário, em 2014 – Um dos incidentes mais chocantes sobre brigas entre torcidas organizadas, é a morte de Paulo Ricardo Gomes da Silva, atingido por um vaso sanitário durante um confronto aos arredores do Estádio do Arruda.

    Integrante da Torcida Jovem, organizada do Sport, Paulo foi apoiar uma torcida “irmã”, durante o jogo entre Santa Cruz e Paraná, pela terceira rodada da Série B. Após o fim da partida, o rapaz de 26 anos foi mortalmente atingido por um vaso sanitário, arremessado durante o confronto. Três pessoas foram condenadas por homicídio consumado.

    Esses são apenas alguns dos milhares de exemplos que são vistos ao longo dos anos, demonstrando toda periculosidade que alguns atos mascarados de amor podem acarretar.

    O prejuízo à imagem do futebol, as torcidas organizadas é um problema real e grave, porém não podem ser generalizadas e não incriminar pessoas que tentam dar brilho as arquibancadas. É importante ressaltar que a maioria dos membros não participam ativamente dos atos de violência, mas que são marginalizados por muitas vezes pela mídia e boa parte da opinião pública, dificultando o diálogo e reconhecimentos de atitudes sociais positivas.