Tricolor decide partida com 25 minutos, fecha a noite com 6 a 0 sobre o São Paulo e garante vaga na pré-Libertadores. Equipe agora mira classificação direta à fase de grupos.
Exibição dominante consolida boa fase do Fluminense
O Fluminense transformou a boa sequência recente em uma atuação de altíssimo nível. Depois de competir de igual para igual com Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras, a equipe do técnico Luis Zubeldía finalmente apresentou o jogo dominante que vinha sendo esperado.
E o momento não poderia ser mais simbólico: com o resultado, o clube assegura matematicamente sua volta à Conmebol Libertadores — a quinta presença em seis anos.
A goleada por 6 a 0 sobre o São Paulo, nesta quinta-feira, no Maracanã, entra para a história como a maior já registrada entre os dois clubes. Além disso, o time mandante chegou à oitava vitória consecutiva jogando em casa no Brasileirão, com 17 gols marcados e apenas um sofrido nesse recorte. O desempenho reforça o auge técnico vivido pela equipe.
Ataque resolve cedo e constrói placar elástico
O Fluminense não deu tempo para o São Paulo respirar. Logo nos primeiros minutos, Samuel Xavier foi decisivo: sofreu o pênalti convertido por Canobbio e, em seguida, participou do lance que terminou no gol de Martinelli. A entrada precoce de Nonato, após a lesão de Hércules, resultou no terceiro gol em seu primeiro toque na bola.
Mesmo desfalcado por 16 jogadores, o São Paulo pouco conseguiu reagir. Pelo ritmo e pela organização dos cariocas, dificilmente o cenário mudaria mesmo com o elenco tricolor paulista completo.
Pressão continua após o intervalo
No segundo tempo, o Fluminense manteve o volume ofensivo. Serna e Canobbio criaram chances claras, desperdiçando oportunidades de ampliar antes do que aconteceu. O abatimento do São Paulo abriu ainda mais espaço, e os gols se sucederam.
John Kennedy marcou o quarto, recolocando-se na briga pela titularidade. Canobbio fez o quinto e Soteldo, que entrou bem, serviu Serna para fechar o 6 a 0.
Cannobio marcou dois gols na vitória do time carioca. Foto: Jorge Rodrigues
Flu cumpre objetivo e mira classificação direta
A vaga na Libertadores de 2026 está garantida, mas o Fluminense mira mais: quer terminar o campeonato entre os quatro primeiros para se classificar diretamente à fase de grupos. O time ocupa o quinto lugar e ainda depende dos resultados de Botafogo e Bahia na rodada.
O fenômeno das torcidas organizadas no Brasil é tão antigo quanto apaixonado, representando um capítulo fundamental na história social e cultural do futebol nacional. No entanto, a identificação da primeira torcida organizada é um tema que gera debates e exige rigor histórico, pois estamos a falar de um conceito que mudou e evoluiu ao longo das décadas.
Historicamente, a primeira entidade a formalizar o apoio ao seu clube, com estrutura e estatuto, foi a Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP), que teve sua origem no Grêmio São-Paulino, fundado oficialmente em 1939.
TUSP: A formalização pioneira
A Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP) nasceu em um período em que o futebol ganhava profissionalismo e se popularizava nas grandes capitais. A sua precursora, o Grêmio São-Paulino, surgido na Mooca, em 1939, é o marco inicial.
Créditos: Instagram acervotricolor
O que diferenciava este grupo é que não apenas ia aos jogos, mas organizava-se para criar um espetáculo de apoio. Recorde-se, por exemplo, no famoso jogo de 1943, quando o time venceu o Palmeiras e o Grêmio organizou uma marcha com um carro alegórico para buscar a Taça dos Invictos.
A TUSP se notabilizou, já na década de 1940, por três razões:
Estrutura Formal: Foi pioneira ao criar uma estrutura organizada com estatuto e regras para seus membros, sendo reconhecida como uma associação de apoio ao time.
Ações Programadas: O grupo não se limitava a gritar! Organizava eventos, caravanas (como a histórica viagem ao Paraguai pela Libertadores em 1972) e buscava formas ativas de apoiar o clube.
Identidade Visual: Embora as organizadas modernas tenham popularizado o conceito, a TUSP já utilizava uniformes para identificar seus membros, inicialmente uma camisa branca com o distintivo do clube.
Créditos: Unknown
Por esta formalização e por ter sido a primeira a se estruturar no formato de associação civil com o propósito expresso de torcer, a TUSP é amplamente citada como a primeira torcida organizada no sentido moderno e estruturado do termo no Brasil.
O debate: Outras gêneses e a evolução do conceito
Embora a TUSP seja o marco formal de 1939, o conceito de «organizada» passou por transformações e outras torcidas surgiram com grande impacto:
Charanga do Flamengo (Década de 1940): O surgimento da Charanga Rubro-Negra (fundada em 1942, segundo alguns registros) é um marco na cultura do apoio musical nos estádios, com o uso de instrumentos em massa, que se tornaria uma marca registrada das torcidas – que mais se assemelha a algumas orquestras.
Créditos: Revista Esporte Ilustrado
A Segunda Geração e a «Era de Ouro» (Décadas de 1960/1970): O movimento ganha nova cara e dimensões a partir dos anos 60, com um foco maior na subcultura das arquibancadas, oposição às diretorias e forte identidade visual. É neste período que nascem as gigantes que conhecemos hoje: Gaviões da Fiel (Corinthians, 1969), Torcida Jovem do Santos (1969) e a própria Torcida Independente (São Paulo, 1972), que nasceu de uma dissidência da TUSP.
Essas torcidas da segunda geração institucionalizaram o uso massivo de bandeiras, bateria e caravanas internacionais, moldando o modelo de organizada que se propagou pelo país. A TUSP, por sua vez, enfraqueceu-se após a dissidência de 1972 (que gerou a Independente) e se extinguiu oficialmente em 1995..
O legado da organização
A TUSP pavimentou o caminho para que a paixão do torcedor – quer do São Paulo, quer de qualquer outro clube do Brasil – se transformasse em uma força organizada. O surgimento destas entidades reflete o desejo de serem mais do que espectadores, ganhando voz e influência nas decisões do clube e oferecendo um forte senso de pertencimento e comunidade para milhares de torcedores, unindo-os sob uma mesma bandeira e ideal.
FAQs sobre a Primeira Torcida Organizada do Brasil
Qual é considerada a primeira torcida organizada do Brasil?
A primeira entidade a se formalizar com estrutura e estatuto, sendo amplamente reconhecida como a pioneira no sentido moderno, é a Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP), que teve sua origem no Grêmio São-Paulino.
Em que ano o Grêmio São-Paulino, precursor da TUSP, foi fundado?
O Grêmio São-Paulino, que deu origem à TUSP, foi fundado em 1939.
Qual foi o principal diferencial da TUSP que a colocou como pioneira?
O principal diferencial foi a sua formalização como uma associação civil. A TUSP foi a primeira a criar uma estrutura organizada com estatuto e regras, indo além do apoio espontâneo e buscando um engajamento ativo e programado com o clube.
A TUSP ainda existe hoje?
Não. A TUSP foi perdendo força após a dissidência que gerou a Torcida Independente em 1972, e a entidade original se extinguiu em 1995.
Qual torcida é citada como marco no uso de instrumentos musicais?
A Charanga do Flamengo (ou Charanga Rubro-Negra), surgida na década de 1940, é citada como um marco histórico no apoio, por institucionalizar a cultura do apoio musical com o uso massivo de instrumentos nos estádios.
Quais torcidas representam a chamada «segunda geração» das organizadas?
A «segunda geração» (que ganhou força nas décadas de 1960 e 1970) inclui torcidas que moldaram o modelo atual, como a Gaviões da Fiel (Corinthians, 1969), a Torcida Jovem do Santos (1969) e a Torcida Independente (São Paulo, 1972).
Por que o surgimento das organizadas foi importante para o futebol brasileiro?
O surgimento das organizadas foi importante porque transformou o torcedor em um agente mais ativo, dando-lhe voz e influência nas questões do clube e criando uma forte identidade e senso de comunidade por meio da logística de apoio e da festa nas arquibancadas.
Muitos dizem não ser torcedores de nenhum clube, mas uma pesquisa Ipsos-Ipec, em parceria com o jornal O Globo, realizada em junho de 2025, revela que o Flamengo segue isolado como o clube com a maior torcida do Brasil, reunindo 21,2% dos torcedores entrevistados.
Quais são os times com maiores torcidas no Brasil?*
Flamengo (21,2%)
Corinthians – 11,9%
Palmeiras – 6,5%
São Paulo FC – 6,4%
Vasco – 3,4%
Grêmio – 3,0%
Cruzeiro – 2,3%
Atlético-MG – 2,3%
Bahia – 2,2%
Santos – 2,0%
*resultados obtidos através de 2000 entrevistados em 132 municípios
Torcida do Flamengo
Por que estes são os clubes com maiores torcidas?
Uma em cada cinco pessoas do Brasil apoia o Flamengo e isso acontece por várias razões!
O Mengo é um clube com presença histórica nas transmissões televisivas que ganhou projeção nacional nas décadas de 70/80 com a conquista de vários títulos.
Além disso, são inúmeros os ídolos do futebol brasileiro que passaram pelo clube – Dida, Adriano, Zico, Romário – ajudaram o clube a ganhar o apoio de muitos torcedores do esporte rei!
Seguindo a tabela, o Corinthians surge na segunda posição, mas tendo uma pequena queda em relação a pesquisas anteriores – talvez pelo momento menos positivo do clube atualmente.
Não obstante, o Timão é um clube com uma ligação muito forte à cidade de São Paulo e às classes trabalhadoras, causando uma grande mobilização social com as suas ações!
Torcida do Corinthians
Como podem variar os resultados?
Geralmente, na região Norte e Nordeste do Brasil, o Flamengo é o clube com percentuais mais altos, mas não é assim em todo o país…
O Bahia e o Sport, apesar de serem menores, conseguem marcar uma grande presença regional! Tendo em conta que torcer por um clube no Brasil é uma parte da identidade social, urbana e regional, ambas as equipes têm crescido nos últimos anos, dando força à expressão desses clubes nas cidades e regiões da Bahia e Pernambuco, combatendo a tendência dos torcedores do Flamengo!
Por outro lado, clubes como o Palmeiras têm crescido muito nas pesquisas! Acredita-se que o clube paulista esteja crescendo não só pelo sucesso esportivo recente e pelo bom marketing desenvolvido, como também pela estabilidade institucional do time.
Torcida do Palmeiras
O quão impactantes podem ser as torcidas para um clube?
Atualmente, as torcidas têm muito mais impacto do que se possa imaginar!
Clubes como Flamengo e Corinthians, com muitos torcedores, têm um poder de marca enorme e muito valioso: desde merchandising e patrocínios até redes sociais.
Clubes mais regionais não possuem uma imagem tão poderosa a nível nacional, mas têm um fator a favor: a regionalização! Apesar disso, as redes sociais têm permitido que as equipes cheguem a mais localidades, podendo conquistar mais corações e alcançar mais poder econômico com patrocinadores em seguida.
Em resumo, embora o Flamengo permaneça confortável na liderança, os dados mostram que o cenário das torcidas no Brasil não é completamente estático — clubes com percentuais menores estão avançando, e as regiões ganham participação.
Para os próximos anos, fatores como engajamento digital, globalização do futebol, mobilização de torcedores nas redes e gestão profissional dos clubes poderão alterar o mapa de torcidas. De qualquer forma, os números confirmam que torcer por um clube segue sendo uma das mais vivas formas de identidade no Brasil!
No universo das torcidas organizadas brasileiras, a demonstração de força, paixão e lealdade é frequentemente medida pela grandiosidade e criatividade dos seus bandeirões. Estas peças de tecido gigantescas e com muito simbolismo não são apenas adereços – são verdadeiras obras de engenharia social e logística, representando o coração pulsante da torcida.
Uma das maiores disputas dentro deste tema foi a corrida pelo título de «Maior Bandeirão do Brasil». Este desafio histórico tem sido disputado, principalmente, entre as gigantes de São Paulo e Minas Gerais, com registros de recordes que são frequentemente superados ou redefinidos.
O Recorde Histórico: Gaviões da Fiel (Corinthians)
Durante muitos anos, o recorde de maior bandeira de clube brasileira reconhecido oficialmente pertencia à torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians.
Créditos: RedBull BR / Unknown
Com um total de 143 metros de comprimento e 35 metros de altura, a bandeira de apoio ao Timão pesava em aproximadamente duas toneladas! Este projeto, confeccionado em 1995, tinha capacidade de cobrir cerca de 16 mil pessoas nas arquibancadas do Pacaembu e o seu era reservado para a entrada do time e para momentos importantes do jogo.
Segundo membros da própria torcida, mais do que apoio à própria equipa, a bandeira tinha o objetivo de «calar e intimidar a torcida e o clube visitante», atuando como um verdadeiro 12º jogador.
Este bandeirão detinha o reconhecimento pelo RankBrasil (autoridade nacional de homologação de recordes no país) como a maior bandeira de time do Brasil por um longo período.
O Novo Marco e a Disputa Mundial: A Mega-Bandeira do São Paulo
Em um movimento recente que redefiniu os limites do gigantismo nos estádios, a torcida do São Paulo Futebol Clube exibiu um bandeirão com dimensões que superaram qualquer registro anterior, brasileiro ou até mesmo mundial.
Créditos: Live MKT News
Este feito aconteceu em Janeiro de 2025, durante um clássico contra o Corinthians, no Estádio do Morumbi.
A Obra e as Suas Dimensões:
Com cerca de 22 mil metros quadrados, a obra ostentava o tamanho equivalente a não um, nem dois, mas sim três campos de futebol juntos!
Além disso, o bandeirão cobriu todo o anel superior do Morumbi, exibindo a mensagem «95 anos de vitórias», relembrando as conquistas do clube.
Créditos: Live MKT News
Como Foi Feita (A Logística Gigantesca):
A realização desta exibição exigiu uma logística complexa e um esforço maciço:
Material: Foram utilizados cerca de 13.500 metros de tecido.
Mão de Obra: Foi necessário o trabalho de, pelo menos, 400 pessoas apenas para estender a bandeira no estádio.
Patrocínio e Propósito: Esta peça grandiosa foi uma ação organizada em parceria com o patrocinador do clube (a Superbet), com o objetivo de gerar um momento histórico de celebração e reforçar a identidade do clube.
Natureza Temporária: É importante notar que, devido às suas dimensões extremas, este bandeirão foi concebido para ser utilizado apenas uma vez e, posteriormente, ser reciclado, funcionando mais como um espetáculo de tifo do que um adereço recorrente da torcida organizada.
Apesar da natureza de exibição única, o bandeirão de 22.000 m² do São Paulo estabeleceu um novo e impressionante marco de grandiosidade no futebol brasileiro. No entanto, na história das torcidas organizadas tradicionais, o bandeirão da Gaviões da Fiel permanece como um dos mais icónicos e de uso contínuo no cenário nacional, demonstrando que a paixão dos adeptos brasileiros não tem limites, nem mesmo de tamanho.
FAQs sobre a Maior Bandeira de Torcida do Brasil
Qual é a principal bandeira de torcida organizada que historicamente detinha o recorde no Brasil?
Historicamente, o recorde de maior bandeira de time de uso contínuo no Brasil era reconhecido como sendo da torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians.
Quais eram as dimensões do bandeirão histórico da Gaviões da Fiel?
O bandeirão da Gaviões da Fiel media 143 metros de comprimento por 35 metros de altura e pesava cerca de duas toneladas.
Quando a bandeira da Gaviões da Fiel foi fabricada?
A peça foi confeccionada em 1995, tornando-se um símbolo duradouro e icónico da claque.
Qual clube exibiu o maior bandeirão em termos de metros quadrados no Brasil?
O São Paulo Futebol Clube exibiu a peça de maior dimensão, com 22.000 metros quadrados (m²), em um clássico contra o Corinthians no Morumbi.
Qual é a dimensão em comparação a um campo de futebol do bandeirão do São Paulo?
Os 22.000 metros quadrados do bandeirão do São Paulo equivalem, aproximadamente, a três campos de futebol.
Quantas pessoas foram necessárias para estender a mega-bandeira do São Paulo?
Para a exibição da mega-bandeira de 22.000 m² no Morumbi, foram necessárias, pelo menos, 400 pessoas na logística de estender a peça.
O bandeirão de 22.000 m² do São Paulo é usado continuamente pela claque?
Não. Devido às suas dimensões extremas, a peça foi concebida como uma exibição única (tifo) e seria reciclada posteriormente, diferindo das bandeiras tradicionais de uso contínuo das claques organizadas.
Tite anunciou oficialmente que está pronto para retornar ao trabalho como treinador de futebol. O comunicado, divulgado por sua assessoria, marca o fim de uma pausa iniciada após a saída do Flameng em 2024 para cuidar da saúde mental.
Na mensagem, Tite agradeceu o apoio recebido durante o período: “Voltei! Cuidei de mim, fiquei com a minha família e estou pronto para retornar às atividades como técnico.“
Tite anuncia retorno ao futebol em publicação feita por assessoria de imprensa – Foto: Reprodução
Por que Tite se afastou e como foi o período longe do futebol
O profissional revelou sentir desgaste emocional e físico acumulado nos últimos anos. Ele chegou a negociar para retornar ao Corinthians, mas interrompeu conversas da negociação.
O técnico usou o período para recuperar energia, reorganizar sua vida pessoal e cuidar da saúde mental — algo que sempre defendeu como fundamental no ambiente esportivo.
Clubes brasileiros e estrangeiros demonstraram interesse
Mesmo afastado dos gramados, Tite seguiu sendo alvo de várias equipes durante o período sabático Santos e Fortaleza tentaram contratá-lo, assim como o Besiktas (Turquia) e equipes do Oriente Médio. No entanto, recusou todas as ofertas.
O zagueiro passou por exame de ressonância magnética que apontou uma pequena lesão na região do quadril, ampliando ainda mais a lista de jogadores indisponíveis para Hernán Crespo.
Com a nova baixa, o Tricolor soma 13 atletas no departamento médico, um cenário que preocupa a comissão técnica.
O técnico Crespo ressaltou que o momento é resultado de múltiplos fatores e que toda a estrutura para reverter o quadro.
“A coisa mais fácil é colocar culpa no DM, mas todos nós temos parcela nisso. Estou aqui porque confio no trabalho e espero que a situação melhore”, disse o técnico argentino em coletiva.
Hernán Crespo, técnico, preocupado – Foto: Rubens Chiri/São Paulo
Situação dos lesionados do São Paulo
Atacantes
Calleri – Em fase de transição, faz trabalhos com bola em espaço reduzido e exercícios de fortalecimento.
Ryan – Em recuperação de cirurgia no ligamento cruzado do joelho esquerdo; evolui em corrida linear e reforço muscular.
André Silva – Trata lesão no joelho direito (LCP e estiramento do LCA); corre no gramado com aumento de intensidade.
Dinenno – Após artroscopia no joelho direito, iniciou trabalhos no gramado com contato controlado.
Lucas Moura – Reavaliado por dores no joelho direito; recebeu medicação e faz fortalecimento.
Meio-campistas
Luan – Trata lesão no adutor direito, com exercícios de mudança de direção e reforço muscular.
Oscar – Diagnosticado com síncope vasovagal; recebeu alta e segue repouso domiciliar.
Marcos Antonio – Com lesão muscular na coxa esquerda, faz transição e participou de treino adaptado.
Rodriguinho – Com alteração respiratória, realiza atividades leves na academia.
Defensores
Wendell – Recupera-se de ruptura parcial da fáscia plantar e evolui na corrida linear.
Enzo – Em repouso após cirurgia para correção de hérnia inguinal.
Arboleda – Trata lesão muscular na coxa esquerda; já iniciou corrida no gramado.
Rafael Tolói – Lesão muscular no quadril diagnosticada após clássico; segue fisioterapia no REFFIS Plus.
Memphis Depay voltou ao Corinthians após ajudar a classificar a Holanda para a Copa do Mundo, e marcou um golaço no clássico majestoso. Mesmo começando no banco, o camisa 10 entrou no segundo tempo e marcou o gol decisivo na vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, nesta quinta-feira (20), em clássico válido pela 34ª rodada do Brasileirão.
Com o resultado, o Corinthians se recupera da derrota para o Ceará, chega aos 45 pontos — a pontuação considerada “mágica” para afastar o risco de rebaixamento — e volta a sonhar com uma vaga na Conmebol Libertadores. O clube também encerrou uma sequência de sete jogos sem vencer o rival.
O São Paulo, por sua vez, confirmou o terceiro tropeço consecutivo no campeonato. A equipe segue com 45 pontos, mas permanece à frente do Corinthians pelo critério de cartões.
Domínio corintiano e polêmica com VAR
O Corinthians controlou o primeiro tempo e quase marcou aos 5 minutos, em chute de Matheus Bidu que passou raspando a trave. Sem reação, o São Paulo pouco ameaçou.
O placar foi aberto apenas no fim da etapa inicial, após pênalti assinalado por Anderson Daronco < confirmado pelo VAR > em falta de Ferreirinha sobre Breno Bidon. Yuri Alberto converteu e fez 1 a 0.
Reação tricolor e resposta de Memphis
O São Paulo voltou melhor do intervalo e empatou aos 9 minutos. Em cobrança de escanteio, Tapia, recém-entrado, cabeceou firme para o 1 a 1.A resposta corintiana veio na reta final.
Aos 39, a estrela alvinegra, Memphis Depay, aproveitou boa jogada e recolocou o Corinthians à frente. Pouco depois, Yuri Alberto marcou novamente e fechou o placar em 3 a 1.
Camisa 10 do Corinthians segundos antes de marcar o gol. Foto: Corinthians
O São Paulo não contará mais com Lucas Moura nesta temporada. O atacante de 33 anos passou por uma nova infiltração no joelho direito e só deve voltar a atuar em 2026.
O procedimento ocorreu após o jogador relatar dores persistentes, mesmo depois de sessões de fisioterapia.
Lucas em treino no CT da Barra Funda – Foto: Erico Leonan/São Paulo
De acordo com o clube, a infiltração foi feita na região posterior do joelho para aliviar o incômodo. Por precaução médica, a comissão técnica já trabalha com o retorno apenas para o próximo ano.
Problema no joelho Lucas Moura limita sequência do camisa 7 no São Paulo
Lucas vem sofrendo com problemas no joelho direito desde a artroscopia realizada em 30 de agosto, quando uma fibrose foi removida. Voltou a atuar, mas o incômodo permaneceu.
Desde então, o atacante participou de nove partidas, sendo titular em quatro. O novo episódio de dor obrigou o departamento médico a optar por outra intervenção. Eficaz no curto prazo, mas que impede o atleta de continuar atuando na temporada.
Irregularidade de Lucas Moura no São Paulo
Com dificuldades para manter sequência em campo, Lucas encerra o ano com 28 partidas oficiais e cinco gols marcados. A temporada, que começou com expectativa de protagonismo, terminou abaixo do planejado devido às limitações físicas.
O atleta usará o período até dezembro para seguir tratamento e fortalecer a região. A previsão é de que se apresente em 2026 já em condições de realizar a pré-temporada completa.
Ficha do jogo – São Paulo x Corinthians:
Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP).
Data: 20 de novembro de 2025.
Hora: 19h30 (horário de Brasília).
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Maira Mastella Moreira (RS)
Quarto árbitro: Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA)
Inspetor: Jose Mocellin (RS)
Assessor: Cleidy Mary dos Santos Nunes Ribeiro (SC)
VAR: Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (MG)
AVAR: Helen Aparecida Goncalves Silva Araujo (MG)
AVAR2: Rodrigo Nunes de Sa (RJ)
Observador de VAR: Marcos Andre Gomes da Penha (ES)
O atacante brasileiro, que reencontrou a felicidade na Espanha após uma passagem difícil por Manchester, revelou ter recusado o assédio do gigante alemão para priorizar o bem-estar familiar e a paz de espírito.
Após um período turbulento na Inglaterra, Antony reencontrou a estabilidade e a alegria de jogar no Real Betis, na Espanha. Essa fase de recuperação foi tão importante que o atacante, ex-São Paulo, revelou ter «balançado muito» com uma proposta formal do Bayern de Munique, mas decidiu rejeitar a transferência.
O próprio jogador admitiu que o contato de Vincent Kompany, técnico do clube bávaro, o fez pensar:
«Querendo ou não, me balançou muito. Pela grandeza do clube, pela grandeza do treinador e pela forma que ele me abordou que ele conversou comigo», confessou.
Créditos: Fran Santiago/Getty Images
O peso da família e o reencontro com as origens
Antony explicou que a decisão de não se mudar para Munique foi motivada pela busca por felicidade e bem-estar familiar, priorizando a estabilidade que encontrou em Sevilha.
«Mas o que pesou bastante é a decisão em família também, cara. É olhar para os meus filhos. O Lorenzo ama esse lugar, ama essa cidade», disse o jogador, citando o filho. «Quando a gente estava de férias no Brasil, sem saber de nada, ele sempre falava: ‘Pai, quando a gente vai voltar para a Espanha?’»
O atacante destacou que o retorno à Espanha lhe permitiu resgatar uma conexão com a sua essência, que ele denomina «Antony Favelado», no sentido de encontrar satisfação nas coisas simples, algo que havia perdido durante os momentos difíceis na Inglaterra.
«Quando eu falo isso… eu quis dizer de encontrar comigo de novo, de me encontrar feliz, de ver a minha família ali sorrindo e eu estar conseguindo sorrir de novo, porque eu passei por alguns momentos difíceis que até um sorriso ali me custava muito», explicou, creditando ao Betis o carinho que o ajudou a se reerguer.
Ele concluiu: «Na favela, por mais difíceis que fossem situações pelas quais estava passando, eu estava muito feliz. E eu consegui enxergar isso em mim de novo, às vezes um gesto simples, pequeno, que me fazia feliz. Então, quando eu uso essa palavra, é isso: é estar feliz em qualquer situação.»
O meia Oscar, de 33 anos, recebeu alta no último domingo (16/11) após passar cinco dias internado no Hospital Albert Einstein. Ele havia desmaiado durante exames de rotina no CT da Barra Funda.
O episódio foi classificado pelos médicos do São Paulo como uma síncope vasovagal — perda temporária de consciência causada pela queda súbita na pressão arterial e nos batimentos cardíacos.
Oscar em apresentação do São Paulo – Foto: Reprodução/Instagram
Segundo a apuração da ESPN, o caso foi forte e impressionou funcionários e atletas, o meia teria ficado aproximadamente 50 segundos sem pulso até ser reanimado. O clube não detalhou o procedimento, mas confirmou que o atleta passa bem.
São Paulo não estipula prazo e deixa decisão de aposentadoria com o jogador
Ainda segundo a ESPN, o São Paulo não colocou data para o retorno do meia. A reapresentação fica inteiramente sob critério de Oscar, que terá o tempo que julgar necessário.
Contrato de Oscar no São Paulo segue intacto
A diretoria, presidida por Julio Casares, não cogita romper, congelar ou alterar qualquer cláusula do contrato, válido até dezembro de 2027. Internamente, o Tricolor considera que interromper o vínculo seria desrespeitoso com o atleta.
A possibilidade de encerrar a carreira é tratada com cautela. Pessoas próximas afirmam que o foco do meia hoje é apenas a saúde, sem pressa para avaliar um possível adeus aos gramados.
Contratado no início da temporada, Oscar disputou 21 partidas, somando 2 gols e 5 assistências. O meia vinha ganhando ritmo e sequência antes do susto durante os exames realizados.