A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou, no Summit CBF Academy, em São Paulo, o novo Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), que funcionará como o Fair Play Financeiro do futebol brasileiro a partir de 2026.
O objetivo é fortalecer a gestão dos clubes e garantir operações mais equilibradas, Inspirado em ligas como Premier League, LaLiga, Ligue 1 e também nos padrões da UEFA.
O SSF foi adaptado para a realidade nacional, especialmente por causa do crescimento das SAFs e da chegada de investidores.
4 pilares do novo Fair Play Financeiro
1. Regras para dívidas
As dívidas acumuladas até 2026 deverão ser regularizadas até 30 de novembro do próximo ano. Compromissos assumidos a partir de 01 de janeiro de 2026 já estarão sob as novas diretrizes.
2. Limite para gastos com o elenco
Os clubes deverão respeitar limites de gastos, evitando desequilíbrio financeiro e garantindo sustentabilidade.
3. Capacidade de endividamento
O SSF exigirá que as equipes comprovem capacidade real para assumir novas dívidas sem comprometer receitas e operações.
4. Equilíbrio operacional
As equipes terão de demonstrar que operam com saúde financeira, por meio de receitas próprias ou com aportes.
Caio Resende, diretor da CBF Academy, é um dos integrantes da ANRESF – Foto: Junior Souza/CBF
Fair Play Financeiro: Aportes financeiros não terão restrições, diz CBF
Para acompanhar o crescimento das SAFs, a CBF decidiu não impor limites para aportes de capital de acionistas.
A ideia é não bloquear investimentos como os feitos por John Textor (Botafogo) ou pelo Grupo City (Bahia).
Segundo a entidade, o foco é garantir o cumprimento das obrigações, independentemente da origem dos recursos.
Fiscalização da ANRESF
A implementação do SSF será progressiva a partir de 2026. A fiscalização ficará a cargo da nova Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF).
Muitos dizem não ser torcedores de nenhum clube, mas uma pesquisa Ipsos-Ipec, em parceria com o jornal O Globo, realizada em junho de 2025, revela que o Flamengo segue isolado como o clube com a maior torcida do Brasil, reunindo 21,2% dos torcedores entrevistados.
Quais são os times com maiores torcidas no Brasil?*
Flamengo (21,2%)
Corinthians – 11,9%
Palmeiras – 6,5%
São Paulo FC – 6,4%
Vasco – 3,4%
Grêmio – 3,0%
Cruzeiro – 2,3%
Atlético-MG – 2,3%
Bahia – 2,2%
Santos – 2,0%
*resultados obtidos através de 2000 entrevistados em 132 municípios
Torcida do Flamengo
Por que estes são os clubes com maiores torcidas?
Uma em cada cinco pessoas do Brasil apoia o Flamengo e isso acontece por várias razões!
O Mengo é um clube com presença histórica nas transmissões televisivas que ganhou projeção nacional nas décadas de 70/80 com a conquista de vários títulos.
Além disso, são inúmeros os ídolos do futebol brasileiro que passaram pelo clube – Dida, Adriano, Zico, Romário – ajudaram o clube a ganhar o apoio de muitos torcedores do esporte rei!
Seguindo a tabela, o Corinthians surge na segunda posição, mas tendo uma pequena queda em relação a pesquisas anteriores – talvez pelo momento menos positivo do clube atualmente.
Não obstante, o Timão é um clube com uma ligação muito forte à cidade de São Paulo e às classes trabalhadoras, causando uma grande mobilização social com as suas ações!
Torcida do Corinthians
Como podem variar os resultados?
Geralmente, na região Norte e Nordeste do Brasil, o Flamengo é o clube com percentuais mais altos, mas não é assim em todo o país…
O Bahia e o Sport, apesar de serem menores, conseguem marcar uma grande presença regional! Tendo em conta que torcer por um clube no Brasil é uma parte da identidade social, urbana e regional, ambas as equipes têm crescido nos últimos anos, dando força à expressão desses clubes nas cidades e regiões da Bahia e Pernambuco, combatendo a tendência dos torcedores do Flamengo!
Por outro lado, clubes como o Palmeiras têm crescido muito nas pesquisas! Acredita-se que o clube paulista esteja crescendo não só pelo sucesso esportivo recente e pelo bom marketing desenvolvido, como também pela estabilidade institucional do time.
Torcida do Palmeiras
O quão impactantes podem ser as torcidas para um clube?
Atualmente, as torcidas têm muito mais impacto do que se possa imaginar!
Clubes como Flamengo e Corinthians, com muitos torcedores, têm um poder de marca enorme e muito valioso: desde merchandising e patrocínios até redes sociais.
Clubes mais regionais não possuem uma imagem tão poderosa a nível nacional, mas têm um fator a favor: a regionalização! Apesar disso, as redes sociais têm permitido que as equipes cheguem a mais localidades, podendo conquistar mais corações e alcançar mais poder econômico com patrocinadores em seguida.
Em resumo, embora o Flamengo permaneça confortável na liderança, os dados mostram que o cenário das torcidas no Brasil não é completamente estático — clubes com percentuais menores estão avançando, e as regiões ganham participação.
Para os próximos anos, fatores como engajamento digital, globalização do futebol, mobilização de torcedores nas redes e gestão profissional dos clubes poderão alterar o mapa de torcidas. De qualquer forma, os números confirmam que torcer por um clube segue sendo uma das mais vivas formas de identidade no Brasil!
Tite anunciou oficialmente que está pronto para retornar ao trabalho como treinador de futebol. O comunicado, divulgado por sua assessoria, marca o fim de uma pausa iniciada após a saída do Flameng em 2024 para cuidar da saúde mental.
Na mensagem, Tite agradeceu o apoio recebido durante o período: “Voltei! Cuidei de mim, fiquei com a minha família e estou pronto para retornar às atividades como técnico.“
Tite anuncia retorno ao futebol em publicação feita por assessoria de imprensa – Foto: Reprodução
Por que Tite se afastou e como foi o período longe do futebol
O profissional revelou sentir desgaste emocional e físico acumulado nos últimos anos. Ele chegou a negociar para retornar ao Corinthians, mas interrompeu conversas da negociação.
O técnico usou o período para recuperar energia, reorganizar sua vida pessoal e cuidar da saúde mental — algo que sempre defendeu como fundamental no ambiente esportivo.
Clubes brasileiros e estrangeiros demonstraram interesse
Mesmo afastado dos gramados, Tite seguiu sendo alvo de várias equipes durante o período sabático Santos e Fortaleza tentaram contratá-lo, assim como o Besiktas (Turquia) e equipes do Oriente Médio. No entanto, recusou todas as ofertas.
O Vasco da Gama avançou nas negociações para renovar o contrato de sua grande promessa, o atacante Rayan, até o final de 2028, de acordo com a apuração da ESPN.
As conversas entre o clube, a família do jovem e seus agentes estão “bastante adiantadas”, segundo o diretor de futebol do Cruzmaltino, Admar Lopes, em entrevista dad ao Ge.
Rayan durante assinatura do primeiro contrato profissional – Matheus Lima/Vasco
Salário e multa de Rayan no Vasco
Além da cláusula mais alta, o vínculo deve trazer reajuste salarial, valorizando o jogador internamente e reconhecendo seu crescimento sob o comando de Fernando Diniz.
O jogador receberia, no novo acordo, cerca de R$ 1,1 milhão por temporada, o que dá algo em torno de R$ 90 mil mensais.
A multa rescisória atual (em negociação) seria de 80 milhões de euros (R$ 496 milhões). O dobro da anterior 40 milhões de euros (R$ 248,7 milhões). O contrato vigente vai até dezembro de 2026.
Novo salário: R$ 90 mil mensais.
Multa rescisória: 80 milhões de euros.
Por que a renovação de Rayan é estratégica para o Vasco?
Esse valor torna muito mais difícil uma proposta imediata e barata, garantindo mais poder de barganha em futuras negociações.
A renovação vem acompanhada de uma blindagem: a equipe carioca pretende dobrar a multa rescisória, de forma a proteger seu principal ativo contra sondagens de clubes europeus.
Números de Rayan pelo Vasco (até a publicação desta matéria):
Cauan Barros quase deixou o futebol, ainda jovem, por causa de uma lesão, mas retornou ao Vasco, amadureceu no clube e hoje é titular com Fernando Diniz.
O trauma que quase encerrou a carreira do volante
O volante Cauan Barros, hoje peça fundamental no meio de campo do Vasco sob o comando do técnico Fernando Diniz, esteve perto de abandonar a carreira aos 18 anos. Prestes a disputar sua primeira Copinha, o jogador sofreu uma lesão na lombar durante um treino e ouviu que poderia precisar de cirurgia. Abalado, pegou suas coisas e deixou o Rio de Janeiro rumo à Terra Indígena Pankararu, no sertão de Pernambuco, onde viveu a infância.
Segundo o pai, Clécio, Barros sempre foi “muito afoito” e já havia cogitado desistir do futebol em outras frustrações. Durante um mês na aldeia, o atleta afirmou que largaria tudo < contrato, carreira, compromissos > até ser convencido a retornar ao Vasco para tratar a lesão. A recuperação ocorreu sem cirurgia, e a volta coincidiu com oportunidades no sub-20, onde se destacou e fez boa temporada.
Da Copinha à disputa pela titularidade no profissional
Em 2023, Cauan disputou sua primeira Copinha, marcou gol e ganhou suas primeiras chances no time principal. O jovem chegou a balançar as redes em um jogo contra o São Paulo, mas a troca de treinador o deixou no banco até o fim da temporada. Sem espaço, ele foi emprestado ao Amazonas e ao América-MG, período que, segundo seu empresário, foi decisivo para seu amadurecimento pessoal e profissional.
Em agosto deste ano, retornou ao clube alvinegro e ganhou vaga entre os titulares de Diniz. Após grande atuação contra o Botafogo, pelas quartas da Copa do Brasil, o treinador afirmou que ele “tem um futuro brilhante”.
O atleta do lado da sua família em Pernambuco. Foto: GE Globo/Arquivo Pessoal
Origens reveladas somente após viralizar
No início da trajetória no Vasco, o esportista escondia suas raízes indígenas por medo de chacotas entre os colegas. Foi uma publicação da Funai, após sua assinatura do primeiro contrato, que revelou sua origem ao clube. A partir daí, conversas com psicólogos e a equipe de apoio o ajudaram a valorizar sua identidade.
A ascensão de Cauan é acompanhada com orgulho na aldeia onde nasceu, no interior de Pernambuco. A comunidade, distante das grandes cidades, é marcada pela simplicidade e celebra cada avanço do jogador, que cresceu em meio aos costumes tradicionais dos Pankararus.
O acaso que o levou ao Vasco
Barros teve uma passagem pelo Primavera-SP decisiva. Ele havia sido aprovado em um teste para jogar no Athletico-PR, mas o clube paulista ofereceu salário maior e emprego ao pai, mudando o rumo da família. Em 2019, em um treino avaliativo, um olheiro do Vasco estava no local para observar outro atleta > que se machucou e Cauan entrou apenas para completar o time e acabou chamando atenção ao marcar gols e dar assistências.
O início no clube da gigante da colina foi marcado por desafios e dificuldade de adaptação. Por isso, os pais, Luciana e Clécio, se mudaram da aldeia para o Rio em 2021 para acompanhar o filho. O período longe da terra natal foi difícil, mas possibilitou que a família reconstruísse o lar: uma casa maior, com estrutura melhor, financiada pelo avanço da carreira do volante.
Volta por cima e futuro no clube
De volta ao Vasco após os empréstimos, Cauan vive seu melhor momento. Apesar das três derrotas recentes no Brasileirão, a equipe vinha de 11 jogos de invencibilidade com o volante como titular. O contrato vai até dezembro de 2027.
O atacante Rayan, de apenas 19 anos, voltou a chamar atenção internacional e recebeu uma proposta oficial do Barcelona nos últimos dias. Monitorado pelo clube catalão desde as categorias de base, o jovem do Vasco se tornou prioridade na próxima janela.
Apesar de o valor ofertado não ter sido revelado, a quantia é inferior à multa de 40 milhões de euros, mas ainda assim considerada muito boa tanto pelo clube quanto pelo jogador.
Rayan em jogo do Vasco pela temporada 2025 – Foto: Dikran Sahagian/Vasco
Por que Rayan agrada ao Barcelona?
O Barça acompanha há anos o desenvolvimento do atacante e entende que ele reúne características ideais para a Europa: explosão, potência, finalização e atuar pelos lados ou centro.
Proposta com condição especial ao Vasco:
Contratar Rayan e deixá-lo no Vasco até o meio de 2026.
A ideia é evitar um cenário parecido com o de Vitor Roque, que chegou no inverno europeu e teve dificuldade de adaptação. A permanência temporária agrada ao time carioca.
Porto e Shakhtar sondaram Rayan
Antes do Barcelona, Porto e Shakhtar Donetsk fizeram consultas e apresentaram propostas. No entanto, o desejo dele sempre foi atuar por um grande clube de uma liga de elite, o que colocou o Barça em vantagem imediata nas conversas.
O futebol brasileiro é movido por uma paixão que não se limita às quatro linhas e esse amor pelos clubes explode de tal forma nas arquibancadas, que transforma o apoio em uma sinfonia caótica de amor e pressão. O ruído que emana dos estádios é, para muitos, a verdadeira medida da dedicação de uma torcida a um clube, como se fosse um termômetro que sai do emocional para ser aferido em decibéis (dB).
Onde o Grito Alcança o Pico
Em 2024, a eterna disputa sobre quem faz mais barulho teve um novo rosto. Nesse ano, ganhou dados concretos e rigorosos – o que permitiu a muitos gritarem de felicidade pelo primeiro posto!
O jornal O Globo conduziu uma pesquisa detalhada no Campeonato Brasileiro, utilizando um decibelímetro profissional em 13 estádios e 14 clubes da Série A. O objetivo não era apenas medir a intensidade, mas sim entender a constância desse apoio.
Créditos: Fernando Dantas/Gazeta Press
Os resultados revelaram que a paixão – quando traduzida à parte acústica – pode ser tão ensurdecedora quanto um avião. O recorde de pico de volume – aquele estouro momentâneo, geralmente após um gol ou um lance soberbo – foi registado em casa do São Paulo – com um pico impressionante de 127,7 dB.
Para se ter uma ideia, 120 dB já é o limiar da dor para o ouvido humano e é comparável ao barulho de um avião a jato a 30 metros de distância. A massa tricolor no MorumBIS provou ter um pulmão e uma garganta de aço.
Apesar de tudo, outras torcidas também mostraram picos altíssimos, como Cruzeiro (126,8 dB), Flamengo (122,7 dB) e Fluminense (121,4 dB), confirmando a tradição dos grandes clubes em transformar o ambiente em um verdadeiro caldeirão.
Créditos: Staff Images do Diário Celeste
Paixão Sustentável: A Força do Canto Ininterrupto
No entanto, o barulho não se resume ao pico momentâneo. Para os jogadores, o que realmente muda o jogo é a pressão constante vinda da bancada. O canto que não para, que embala o time nos momentos difíceis e não deixa o adversário respirar, é o que sustenta essa paixão ferverosa.
Analisando a consistência e o tempo de apoio, o estudo de O Globo trouxe novos destaques:
O Fluminense registrou a maior média de volume durante os 90 minutos de jogo, com 99,7 dB. Realmente o apoio tricolor se mantém forte, do apito inicial ao final.
O Vasco da Gama se destacou de forma singular: foi a torcida que cantou por mais tempo acima de 100 dB. Isso significa que, durante longos períodos da partida, o ruído vascaíno atingiu o nível de uma britadeira, simbolizando uma resiliência e um apoio incessante que é puro suor e dedicação.
Créditos: Daniel Ramalho / Vasco
O Flamengo (98 dB de média) e o Vasco (97,5 dB de média) também demonstraram uma sustentação de volume altíssima, o que é natural, dada a imensa mobilização e a paixão das massas.
Barulho como a 12ª Jogador
Por que esse barulho é tão vital? Ele é muito mais que entusiasmo; é uma arma psicológica.
Quando 127,7 dB atingem o campo, o efeito é imediato. Por um lado, os jogadores do time da casa se sentem abraçados e impulsionados. É a energia do torcedor que se transforma em fôlego para uma corrida ou coragem para um desarme.
Créditos: Vinícius Schmidt/Metrópoles
Do lado contrário do campo, para o adversário, um estádio ensurdecedor dificulta a comunicação entre os atletas e sobrecarrega a concentração, levando a erros e decisões apressadas.
É a catarse coletiva no seu estado mais puro. É a comunidade se unindo no grito, transformando o som em um poderoso motor do jogo. O barulho, no Brasil, é o coração que pulsa na arquibancada e, graças a pesquisas como a de O Globo, agora temos números para medir a intensidade desse amor.
FAQs sobre as Torcidas Mais Barulhentas do Brasil
Qual foi a principal fonte de dados utilizada para medir o barulho das torcidas?
A principal fonte de dados foi uma pesquisa detalhada realizada pelo jornal O Globo durante o Campeonato Brasileiro de 2024. O estudo utilizou um decibelímetro profissional em 13 estádios e em jogos de 14 clubes da Série A.
O que é «pico de volume» e qual torcida atingiu o maior pico?
O «pico de volume» é o som mais alto registrado em um momento específico do jogo (geralmente em um gol, pênalti ou grande lance). A torcida que atingiu o maior pico na pesquisa de O Globo foi a do São Paulo, com impressionantes 127,7 dB no MorumBIS.
O que o nível de 127,7 dB significa em termos práticos?
O nível de 127,7 dB é considerado altíssimo e superior ao limiar da dor para o ouvido humano (que é de 120 dB). Esse volume é comparável ao barulho de um show de rock pesado ou de um avião a jato a curta distância, demonstrando a intensidade da paixão no estádio.
Qual é a diferença entre «pico de volum» e «consistência do apoio»?
pico de volume é um registro instantâneo do momento mais alto. A consistência do apoio refere-se à capacidade da torcida de manter um volume alto e constante durante toda a partida. A consistência é medida pela média de volume ao longo dos 90 minutos.
Qual torcida se destacou pela consistência e maior média de volume?
O Fluminense se destacou por ter a maior média de volume durante os 90 minutos de jogo (99,7 dB, segundo a pesquisa), indicando um apoio forte e sustentado do início ao fim da partida.
Qual torcida se destacou por cantar por mais tempo acima do nível de 100 dB?
A torcida do Vasco da Gama foi a que cantou por mais tempo acima de 100 dB (um nível de ruído comparável ao de uma britadeira), destacando-se pela persistência e resistência do canto ao longo da partida.
Por que o barulho é considerado uma «arma psicológica» no futebol?
O barulho é uma arma psicológica porque serve como motivação e combustível para o time da casa, ao mesmo tempo que cria uma atmosfera intimidadora. O ruído extremo dificulta a comunicação e a concentração dos jogadores adversários, influenciando, muitas vezes, o resultado do jogo.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) assinou nesta sexta-feira contrato com a Genius Sports para a implantação do impedimento semiautomático (SAOT) no futebol brasileiro.
A tecnologia será utilizada a partir da temporada de 2026 e estará presente nos jogos da Série A do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil até 2027.
A parceria também inclui sistemas avançados de rastreamento de jogadores, árbitros e da bola, além de uma plataforma completa de análise tática e de desempenho — tudo integrado ao VAR da Hawk-Eye, já utilizado pela entidade.
Impedimento semiautomático no futebol brasileiro
A confirmação do SAOT ocorre dias após o coordenador de arbitragem da CBF, Samir Xaud, anunciar a novidade durante a inauguração do Grupo de Trabalho da Arbitragem.
Com o contrato agora assinado, o presidente da CBF celebrou o avanço tecnológico implementado.
Presidente da CBF destaca transparência e credibilidade
“Estamos dando mais um passo decisivo na modernização do futebol brasileiro. A chegada do impedimento semiautomático não é apenas inovação tecnológica, mas uma medida concreta para aumentar precisão, transparência e credibilidade da arbitragem. Seguiremos trabalhando para que nossas competições sejam referência em qualidade e justiça”, afirmou.
Como funcionará o impedimento semiautomático no Brasil?
Segundo o contrato, a Genius Sports terá até 10 de janeiro de 2026 para certificar o sistema SAOT em todos os 27 estádios participantes da Série A. Para isso, cada praça esportiva receberá:
Estrutura obrigatória
24 câmeras exclusivas para rastreamento
Servidor Genius dedicado instalado no estádio
Conexão mínima de 700 Mbps
Garantia de estabilidade estrutural e ausência de vibrações nas câmeras
A tecnologia mapeia automaticamente a posição dos atletas e da bola, permitindo decisões mais rápidas e precisas em lances de impedimento — reduzindo erros humanos e encurtando a duração das checagens do VAR.
Samir Xaud, atual presidente da CBF. Rafael Ribeiro/CBF
Integração com o VAR e ganhos esperados
O sistema funcionará em sincronia com o VAR atual, agilizando análises, padronizando decisões e oferecendo mais confiabilidade aos torcedores, clubes e árbitros.
A expectativa da CBF é que o SAOT ajude a diminuir polêmicas, padronizar critérios e elevar o nível de profissionalismo das competições nacionais, colocando o Brasil em linha com as principais ligas europeias.
Vestindo sempre, com orgulho, suas camisas pretas e brancas com a cruz vermelha no peito, e cantando freneticamente sobre o amor pelo Vasco da Gama, sua torcida é, sem dúvida, uma das mais apaixonadas do país.
Nos últimos anos, mesmo diante das dificuldades e quedas, a fidelidade tornou-se sinônimo dos torcedores cruzmaltinos, demonstrando que sua paixão vai muito além dos resultados em campo, é um sentimento verdadeiro que transborda de seus corações.
Pensando nisso, o Portal Camisa12 vai te mostrar os motivos pelos quais o torcedor vascaíno acredita que é necessário viver intensamente pelo seu time do coração.
Desde sua fundação em 1898, o Vasco sempre se destacou por ser um clube criado para o povo. Seus torcedores afirmam ter herdado um espírito de resistência, algo que, até os dias de hoje, continua sendo uma realidade.
Um marco histórico ocorreu em 1923, quando o clube carioca conquistou o Campeonato Carioca com um time formado por atletas negros, operários e imigrantes. Essa vitória desafiou as regras da elite esportiva da época e confirmou que participar ativamente das lutas sociais sempre fez parte do DNA vascaíno.
Um dos episódios mais emblemáticos dessa trajetória foi a “Carta Histórica de 1924”, quando a agremiação se recusou a excluir seus jogadores humildes. A atitude inspirou seus torcedores, que aderiram ao movimento e transformaram o Vasco em um símbolo de coragem e pertencimento.
Ligação com o São Januário
A relação da torcida vascaína com o estádio São Januário é algo único — uma verdadeira ligação de amor. Inaugurado em 1927, o local foi construído com doações dos próprios torcedores, tornando-se, ao longo dos anos, um verdadeiro santuário para a equipe.
O apelido carinhoso de “Gigante da Colina” surgiu por conta de sua construção na colina de São Cristóvão, o que tornou ainda mais simbólica a dedicação dos vascaínos à sua agremiação do coração.
De acordo com as crenças das arquibancadas, cada degrau de São Januário foi erguido com vitórias e lágrimas, carregando histórias gloriosas que serão transmitidas às próximas gerações.
Uma das torcidas mais apaixonadas do Brasil, os vascaínos cantam a plenos pulmões seu amor pelo Vasco da Gama, sempre relembrando as histórias de suas lutas e as glórias conquistadas ao longo do tempo. Suas vozes transformam qualquer estádio em uma atmosfera perfeita para o Gigante da Colina.
Canções mais famosas da torcida do Vasco
As músicas reforçam o compromisso dos torcedores em apoiar o clube do coração em qualquer situação, independentemente dos resultados em campo.
Entre elas, algumas se destacam e tornaram-se verdadeiras marcas registradas das arquibancadas:
Casaca – Tradicional grito de “guerra” da torcida, inspirado na tradição naval, reflete o orgulho e o espírito de resistência que marcam a história vascaína.
De Todos os Amores – Representa o amor declarado dos torcedores pelo clube, deixando claro que o Vasco é o primeiro e mais duradouro amor de suas vidas.
Vasco Monumental – Relembra os momentos de glória do Cruzmaltino, especialmente o histórico gol de Juninho Pernambucano contra o River Plate, exaltando o orgulho pelas grandes conquistas.
Momentos Inesquecíveis
Copa Libertadores de 1998: No ano do centenário, o Vasco conquistou a América e transformou São Januário em um verdadeiro palco de celebração. A vitória por 2 a 1 sobre o Barcelona-EQU é lembrada até hoje como o ápice da glória vascaína.
Título Brasileiro de 2000 (extinta Copa João Havelange): A final contra o São Caetano foi inesquecível. O estádio de São Januário chegou a ter parte de suas arquibancadas cedendo com o peso da torcida, mas nem isso impediu o Vasco de vencer e levantar o troféu.
Retorno à elite do futebol em 2009: Após o primeiro rebaixamento, a torcida mostrou sua força lotando estádios da Série B e provando que o amor não depende de divisão. A volta à Série A foi uma das festas mais emocionantes da história recente do futebol brasileiro.
Copa do Brasil de 2011: O título veio impulsionado por uma torcida apaixonada que empurrou o time até o fim. O choro de Dedé e os gritos de “O sentimento não pode parar” tornaram-se símbolos da alma vascaína.
Nos confrontos decisivos contra o Coritiba, o Vasco venceu o jogo de ida por 1 a 0 e perdeu o de volta por 3 a 2. Pelo critério de gols marcados fora de casa, os cariocas conquistaram o troféu e eternizaram mais um capítulo de glória na sua história.
Com o constante e pronunciado lema das arquibancadas, “O Vasco é o time do povo”, vemos que essa fala não é apenas um clichê, mas sim um sentimento vivenciado por milhões de torcedores, que orgulhosamente demonstram seu amor pelo Cruzmaltino.
A 31ª rodada será disputada nos dias 1º e 2 de novembro e promete emoções. A disputa pelo título, vagas na Libertadores 2026 e a briga contra o rebaixamento seguem acirradas.
Palmeiras e Flamengo disputam ponto a ponto. Os times estão separados por apenas 1 ponto. Cruzeiro e Mirassol completam o G-4, ainda com chances de conquista a taça da competição.