Mancha Verde: a força da torcida organizada que moldou a identidade palmeirense.

Vestir-se e verde, cantar e vibrar com cada gol não é apenas apoiar um time, é se colocar como parte da história do Palmeiras, tudo de uma maneira bastante intensa e ao mesmo tempo organizada.

A Mancha Verde representa o desejo do torcedor que buscam apoiar o time ao entrar no estádio e pulsar de uma paixão que une milhares de palmeirenses em uma só voz.

O Portal Camisa12 vai falar sobre uma das torcidas mais emblemáticas do futebol brasileiro, que nasceu da paixão pelo Palmeiras.

Início da história

Fundada no dia 11 de janeiro de 1983, a Mancha Verde se deu início com a fusão de três antigas torcidas organizadas que foram finalizadas: Império Verde, Grêmio Alviverde e Inferno Verde. O objetivo principal era se organizar de uma maneira sólida, representando o amor da torcida palmeirense, mas de forma organizada nas arquibancadas.

O nome é baseado em um dos vilões das revistas em quadrinhos Disney, Mancha Negra. O desejo de resgatar o respeito que a torcida do Palmeiras apresentava entre os anos 1970 e 1980, mas que também despertou a perseguição de torcedores de clubes rivais.

Nos anos 1990, com o crescimento constante das torcidas organizadas, a Mancha Verde transformou-se na maior quando se trata do Palmeiras, algo que já vinha acontecendo desde sua fundação, tanto nos associados quanto na representatividade nas arquibancadas.

Morte do fundador

Em 1988, Cleofas Sóstenes Dantas da Silva, ou como era conhecido Cléo, fundador e uma das figuras mais importantes da Mancha Verde, foi assassinado a tiros perto da sede da torcida organizada, na zona leste de São Paulo.

A morte de Cléo tornou-se um dos primeiros registros de violência entre torcidas organizadas no estado e até os dias de hoje, o caso não foi solucionado. Após o assassinato, a torcida foi considerada uma das mais violentas do país.

Extinção e novo nome

Em 1995, após um conflito com a Torcida Independente do São Paulo, durante uma partida da Supercopa São Paulo de Juniores, no Pacaembu, a Mancha Verde foi judicialmente extinta. Durante o episódio conhecido como “Batalha Campal do Pacaembu”, cerca de 110 pessoas terminaram feridas e uma morta.

Com a proibição imposta pela Federação Paulista de Futebol e do Ministério Público, a entidade decidiu transformar a Mancha Verde em uma escola de samba com o mesmo nome.

Contudo, em 1997, alguns ex-integrantes da torcida decidiram criar uma nova marca, com sede, estatutos e uma diretória própria, tudo para prevenir de problemas futuros, surgindo assim a “Mancha Alviverde”.

Em março de 2017, a agremiação chegou a anunciar o fim de suas atividade após 34 anos, por conta do assassinato de um de seus fundadores, Moacir Bianchi. Contudo, alguns dias depois, a Mancha Verde afirmou que tratava-se apenas de um processo de reformulação, suspendendo as atividade do local por conta do período do luto.

Atualmente, a agremiação conta com mais de 150 mil sócios com diversas subsedes espalhadas pelo país, além de contar com fãs espalhados pelo mundo, como Japão, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos.

Significado da Mancha Verde para o Palmeiras

Exercendo um papel fundamental na história e na cultura do Palmeiras, a torcida organizada vai muito além de apenas apoiar o time nos jogos. A Mancha Verde emana energia e motivação nos estádios em que está presente, influenciando a identidade do clube por meio de cânticos, coreografias e símbolos, e aproxima torcedores de diferentes gerações, fortalecendo o senso de pertencimento.

Outro detalhe importante sobre a Mancha Verde é sua participação em ações sociais e campanhas beneficentes, mostrando que seu impacto vai além do futebol. Com sua presença marcante e atuação histórica, a torcida ajuda a moldar a experiência de ser palmeirense, mantendo viva a paixão pelo clube e consolidando tradições que definem a cultura alviverde.

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