O Botafogo segue ativo no mercado em busca de um volante para reforçar o elenco e já tem um novo nome mapeado. Trata-se de Zé Lucas, de 17 anos, destaque do Sport no ano de 2025, capitão do sub-17 da seleção Brasileirae considerado uma das principais promessas do País.
O jovem atleta surge como plano alternativo da diretoria alvinegra caso a negociação por Cristian Medina, do Estudiantes, não avance nesta janela de transferências. Medina segue como prioridade, mas o Botafogo já avalia outros cenários antes de formalizar propostas.
Promovido ao elenco profissional na temporada passada, o volante disputou 34 partidas pelo Sport, além de ter defendido a Seleção Brasileira Sub-17 em oito jogos no Mundial da categoria. O desempenho chamou atenção de clubes do Brasil e do exterior.
Internamente, o Sport trabalha com a expectativa de negociar o jogador por valores entre 7 e 14 milhões de euros, o que representa algo entre R$ 43 milhões e R$ 86 milhões. Zé Lucas tem contrato com o clube pernambucano até abril de 2028, o que dá margem de segurança para negociações mais duras.
Atualmente, o volante ainda não estreou na temporada. Ele se recupera de uma fibrose muscular, mas já realiza atividades no campo sem restrições e está na fase final de condicionamento físico para voltar a ficar à disposição da comissão técnica.
Enquanto isso, o nome de Zé Lucas ganha força nos bastidores como uma opção estratégica: jovem, com potencial de valorização e já testado em nível profissional. O Botafogo segue monitorando a situação antes de decidir se fará uma investida oficial junto ao Sport.
A Câmara Nacional de Resoluções de Disputa (CNRD) determinou que o Vasco pague R$ 16 milhões ao Atlético-MG referente as negociações que envolvem o zagueiro Mauricio Lemos, o volante Jair e o lateral Paulo Henrique.
O GE explicou o andamento de todos os processos em que o Cruzmaltino envolveu-se com o Galo.
Tratando-se da situação de Paulo Henrique duas ações foram envolvidas. Uma pelo empréstimo inicial e outra pela compra do atleta em definitivo. Foram quatro decisões favoráveis para o Atlético, com o Vasco desembolsando R$ 4,5 milhões, como informou a ESPN.
Outras duas ações contra o Vasco foram adicionadas, elas referentes as compras do zagueiro Mauricio Lemos e do volante Jair. Segundo a apuração do Globo Esporte, o total que o Gigante da Colina terá que pagar é de R$ 16 milhões.
“Todos os valores estão sujeitos aos termos do(s) plano(s) de pagamento do Vasco junto à CNRD, conforme previsto no plano de recuperação judicial aprovado pelos credores e homologado pelo poder judiciário”, pronunciou-se o Vasco sobre o assunto.
Agora, o Atlético-MG aguarda uma declaração da CNRD para definir a maneira que o Vasco precisara pagar. O Vasco chegou a pedir uma recuperação judicial e todos os pagamentos estão entrando em um possível acerto, mas até o momento não se sabe como será quitado.
Dizer isso não é fácil. Não para mim, nem para qualquer brasileiro que cresceu vendo Neymar jogar futebol como poucos na história do país. Neymar sempre foi fora da curva. O tipo de jogador que muda jogo, muda ambiente, muda expectativa. Mas futebol não é feito apenas de memória. É feito de presente. E, principalmente, de realidade.
Na minha opinião, Neymar não deve ser convocado para a Copa do Mundo.
O motivo não é técnico. Nunca foi. Neymar saudável e em ritmo, entra em qualquer seleção do planeta. O problema é que esse Neymar praticamente não existe mais. O que existe hoje é um jogador convivendo com problemas físicos constantes, longas pausas, retornos apressados e uma dificuldade cada vez maior de manter sequência de jogos. Copa do Mundo não é lugar para aposta de algo que não existe mais.
Seleção exige continuidade. Exige processo. E exige que todos estejam alinhados com uma ideia clara de jogo.
Neymar comemorando com a camisa do Brasil – Foto: Reprodução
O momento atual de Neymar
Até aqui, Neymar sequer foi convocado por Carlo Ancelotti. Um treinador do nível de Ancelotti não constrói plano pensando em exceções. Ele constrói pensando em equilíbrio, funcionamento coletivo e intensidade. Incluir Neymar agora significaria adaptar todo um modelo já em desenvolvimento para um jogador que ainda não mostrou que consegue sustentar esse nível fisicamente.
“Mas Neymar se encaixa em qualquer esquema.” Sim. Sempre se encaixou. A pergunta é outra: o Neymar de hoje ainda é esse Neymar?
O futebol mudou. O jogador que decide hoje não é apenas o mais talentoso, mas o mais constante, o mais intenso, o mais disponível. Ancelotti já deixou claro que se estiver bem, se tiver sequência, se estiver bem fisicamente, Neymar irá para a Copa, mas caso não, o técnico diz: “Eu não tenho dívida com ninguém”
Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, em entrevista coletiva — Foto: Reprodução / CBF TV
E aqui entra o ponto mais delicado de todos: Neymar consegue entregar isso hoje?
Não se trata de vontade. Ninguém duvida do amor de Neymar pela Seleção, da vontade que ele tem de levantar a taça da Copa do Mundo. Mas o corpo responde diferente aos 34 anos, especialmente depois de tantas lesões seguidas. A intensidade que o futebol moderno exige cobra um preço alto. E a Seleção não pode correr o risco de montar uma Copa inteira em torno de um jogador que pode não estar disponível quando mais precisar.
Histórico de Neymar na Seleção
O Brasil já cometeu esse erro antes. Em 2014, tudo girava em torno de Neymar. Quando ele saiu, o sistema ruiu. Em 2018, a Seleção tentou reencontrar Neymar após lesão, mas a fase do jogador não era das melhores, virou inclusive piada mundial. Em 2022, ele chegou novamente como esperança máxima, e se machucou na própria Copa.
Talvez seja hora de aprender.
Neymar desolado após a eliminação para a Croácia Foto : NELSON ALMEIDA / AFP / CP
O futuro de Neymar
Convocar Neymar hoje não seria uma decisão técnica. Seria emocional. Seria olhar para o passado tentando resolver o futuro. A Seleção precisa construir uma identidade que não dependa de um único nome, por maior que ele seja. E Carlo Ancelotti planeja fazer isto.
Isso não diminui Neymar. Pelo contrário. Preserva sua história vestindo a amarelinha.
Neymar já fez mais pela Seleção do que muitos ídolos que jamais foram questionados. Mas, será que o Brasil ainda precisa de Neymar? A Copa do Mundo não é uma homenagem para algo que já não está mais lá. É uma competição de alto nível, a principal do Planeta, onde cada detalhe pesa. Onde não existe espaço para “talvez”, onde só cabem certezas.
Se Neymar voltar a ter sequência, intensidade e, acima de tudo, confiança em seu jogo, a discussão muda. Mas, hoje, olhando para o cenário real, para o que o futebol exige e para o plano que vem sendo construído, minha posição é clara: Neymar não deve ser convocado.
Não por falta de talento. Mas porque, no futebol, o tempo não espera ninguém. E a Seleção não pode esperar também.
O Palmeiras derrotou o Corinthians neste domingo (08/02), jogo disputado na Neo Química Arena, pelo placar de 1 a 0, gol de Flaco López. O confronto válido pela sétima rodada do Paulistão 2026 garantiu o Verdão nas quartas de final do campeonato, enquanto o Timão ainda precisará se esforçar para se classificar.
VITÓRIA NO DERBY FORA DE CASA COM DIREITO A VAGA ANTECIPADA PARA O MATA-MATA DO @PAULISTAO. AVANTI, PALESTRA! 💚
O primeiro tempo foi totalmente controlado pelo Corinthians, que criou as melhores oportunidades de gol, a primeira delas assim que a bola rolou com Memphis Depay tocando a bola para Yuri Alberto, travado na hora do arremate. O Palmeiras respondeu aos 7 minutos, com Flaco López tentando marcar de bicicleta, mas o chute saiu fraco.
Vitor Roque tentou arriscar pelo Verdão e meteu uma sapatada cruzada, mas Hugo Souza consegue fazer a defesa rapidamente. Yuri Alberto também tentou fazer bonito pelo lado do Timão, após um belo passe de Memphis Depay, mas o camisa 9 cabeceou para fora.
O time comandado por Dorival Júnior se mostrava melhor, com Breno Bidon chutando forte em direção ao gol aos 17 minutos, mas a bola vai para fora. O Corinthians pressionava e encontrou um pênalti aos 33 minutos da etapa inicial, quando Carlos Miguel soca a cabeça de Gustavo Henrique quando tenta afastar o perigo dentro da área. Raphael Claus marcou de maneira imediata, mesmo com as reclamações dos atletas palmeirenses. Na cobrança, Memphis Depay escorrega e manda para fora, mantendo o 0 a 0 no placar.
O jogo esfriou, com os dois times errando muitos passes no meio de campo e indo para o intervalo com o empate sem gols.
O segundo tempo começou difícil, com os dois times tentando adentrar na área do adversário, mas sem sucesso. A primeira chance real veio apenas aos 15 minutos, com Memphis Depay chutando forte de fora da área e obrigando Carlos Miguel a operar uma defesa. Dois minutos depois, Breno Bidon invade a área adversária e, na disputa, cai, pedindo pênalti, mas o árbitro manda o jogo seguir.
O Timão mostrava-se melhor e, aos 20 minutos da etapa final, Carlos Miguel precisou brilhar novamente, desta vez com Matheus Bidu chutando de longe e cruzado. Dois minutos depois, foi a vez de Gabriel Paulista arriscar de cabeça e novamente o goleiro alviverde conseguiu evitar o gol.
O Palmeiras conseguiu roubar a bola e aproveitar um contra-ataque aos 32 minutos com Luighi, mas o atacante, na hora da finalização, perde para Matheuzinho, que manda para fora. Piorando a situação do Verdão, o técnico Abel Ferreira foi expulso por reclamação.
O português não esteve presente no momento crucial da partida, aos 38 minutos, quando Mauricio carrega a bola na intermediária, avança e finaliza, mas a bola desvia em Gabriel Paulista, que ajuda Hugo Souza a rebater. Contudo, no rebote, Flaco López estufa as redes adversárias, 1 a 0.
O restante da partida não teve mais nenhuma oportunidade de perigo, terminando com a vitória do Verdão fora de casa.
Próximos jogos
O Corinthians retorna a campo na próxima quinta-feira (12), quando enfrentará o RB Bragantino às 20h (horário de Brasília), na Neo Química Arena. O confronto será válido pela terceira rodada do Brasileirão.
O Palmeiras também joga no mesmo dia às 21h30 (horário de Brasília), quando enfrentará o Internacional no Beira-Rio.
Nesta última sexta-feira (06/02), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a tabela base da Série B do Campeonato Brasileiro. O torneio nacional iniciará no dia 20 de março, com a última rodada ocorrendo no dia 14 de novembro.
Contudo, a novidade fica por conta da mudança de regulamento que terá este ano, com os playoffs sendo adicionados para definir os dois últimos clubes que conquistaram o acesso à Série A, algo que envolverá os times que terminarem o campeonato entre a terceira e sexta colocação.
Os jogos de ida e volta estão marcados para os dias 21 e 28 de novembro. Caso haja empate nas duas partidas, ou uma vitória para cada lado, com igualdade no saldo de gols, as equipes com as melhores campanhas sobem, ou seja, não haverá decisão em disputa por penalidades.
É bom ressaltar que o campeão e vice se garantem na elite do futebol brasileiro automaticamente.
O Palmeiras anunciou oficialmente neste sábado (07/02) a contratação de Jhon Arias em negociação com o Wolverhampton, da Inglaterra. O meia-atacante chega com contrato válido até o final de 2029.
A negociação já estava em andamento e avançou na última quinta, após o Fluminense não conseguir cobrir os 25 milhões de euros (R$ 155 milhões) ofertados pelo clube de Leila Pereira. Os ingleses aceitaram o montante do Verdão, que desembolsará o valor de forma parcelada a longo de quatro anos.
Após chegar a um acordo dos salários e luvas com Arias, o Palmeiras finalizou os procedimentos da negociação para regularizar o segundo reforço do time na atual temporada. Anteriormente, Marlon Freitas foi anunciado.
Dono de uma história de destaque vestindo a camisa do Fluminense entre 2021 e 2025, quando ajudou na conquista da Libertadores, Recopa Sul-Americana e dois Campeonatos Cariocas, porém teve uma passagem decepcionante pelo futebol inglês.
O próprio colombiano decidiu deixar o Tricolor das Laranjeiras e realizar o sonho de jogar no futebol europeu, indo para o Wolverhampton em julho de 2025.
O Corinthians recusou uma oferta recebida pelo goleiro Hugo Souza. O Besiktas, clube da Turquia, ofereceu 10 milhões de euros (cerca de R$ 61,6 milhões) pelo jogador, mas a diretoria do Timão negou de imediato essa nova proposta.
A informação da proposta foi confirmada pela OTB Sports, agência que cuida da carreira de Hugo Souza, que encaminhou ao Corinthians por meio de uma nota oficial.
“A oferta do Besiktas, propagada há pouco na mídia e apresentada pela OTB ao clube no último dia 4 de fevereiro, é a segunda proposta negada pela diretoria do Corinthians nas últimas semanas”, informou os empresários do atleta.
Anteriormente, a ESPN publicou uma informação sobre a proposta dos turcos. Em dezembro do ano passado, o Corinthians havia recusado uma proposta do Milan, da Itália, por Hugo.
No comunicado publicado pelos empresários do goleiro, foi informado que o mesmo não deseja sair do Corinthians, ao menos neste momento.
É bom relembrar que o goleiro tem contrato com o clube paulista válido até 31 de dezembro de 2029, com o Timão sendo detentor de 60% dos seus direitos econômicos, com uma multa para o exterior fixada em 100 milhões de euros ( R$ 652 milhões).
“Hugo tem contrato com o Corinthians até o final de 2029 e vive seu melhor momento na carreira. Com foco em levantar mais troféus com a camisa alvinegra e, quem sabe, o Hexa com a Seleção Brasileira, não há de se ventilar uma saída do goleiro neste momento, já que toda e qualquer possibilidade de transferência só será discutida após a Copa do Mundo”, publicou seus empresários.
O Bahia acertou o empréstimo do atacante Everaldo junto ao Fluminense, com o atleta sendo cedido até o fim da atual temporada, quando seu vínculo com o Tricolor das Laranjeiras é encerrado automaticamente. Os clubes acertaram todos os detalhes nesta sexta-feira (06) e já anunciaram a decisão.
O Fluminense FC informa que acertou a transferência, por empréstimo, de Everaldo para o EC Bahia, com vínculo válido até o fim de 2026. O clube deseja sucesso ao atacante na temporada. pic.twitter.com/LGzmQuMMbh
Everaldo defendeu as cores do Bahia entre 2023 e 2025, mesma época em que balançou as redes em 34 oportunidades em 124 jogos disputados. O atacante é o quinto maior artilheiro da Arena Fonte Nova, marcando 17 gols.
Times como Athletico-PR e Coritiba chegaram a fazer contato com a diretoria do Fluminense, mas a decisão foi tomada em consenso com o atacante, que optou por retornar.
Em São Paulo, o tempo não para. Entre uma esquina e outra pulsa um sentimento que não se explica: o futebol. E entre os becos e avenidas existe um duelo que ultrapassa a bola rolando. Um duelo de história, de povo, de alma: o Derby Paulista.
O clássico entre Corinthians e Palmeiras nunca foi apenas futebol. Desde os primeiros encontros, ainda no início do século XX, esse clássico construiu sua fama muito mais pela alma das arquibancadas do que pelo simples placar final. É ali, no concreto frio dos estádios, que essa rivalidade ganhou voz, identidade e eternidade.
De um lado, o Corinthians nasceu do povo e para o povo. A sua torcida se reconheceu desde cedo como resistência, como pertencimento, como grito coletivo de quem raramente tinha tudo, mas nunca deixou de ter voz.
Do outro, o Palmeiras carregou a marca da colônia italiana, da organização, da força comunitária e do orgulho de uma identidade que também precisou lutar para existir em meio ao preconceito e às guerras de fora do futebol.
E foi em 1917, que o caminho dos dois se cruzou pela primeira vez.
Foto – Divulgação – Palmeiras
A consolidação da Rivalidade
O primeiro embate entre essas duas forças já nos dava um gostinho do que iria ser esse confronto. O Corinthians vinha de uma série de jogos invicto, mas viu essa invencibilidade cair justamente para o que viria a ser o seu maior rival. O Palmeiras venceu o jogo por 3×0, dando um recado de que vieram para ficar.
Nos anos seguintes, o futebol paulista se consolidava, a rivalidade entre Corinthians e Palmeiras passou a ser definida tanto pelos títulos quanto pela ocupação do espaço. Quem cantava mais alto, quem levava mais bandeiras, quem empurrava o time quando a bola parecia pesada demais.
Mas foi em 1969 que a rivalidade ganhou um novo contorno: mais ácido, mais emocional, mais pessoal. Naquele ano, uma tragédia abalou o Corinthians: os jogadores Eduardo e Lidu, faleceram em um grave acidente de carro. Com o elenco abalado e desfalcado, o clube solicitou à Federação Paulista a liberação para inscrever dois novos atletas no elenco. Para isso, era necessário a permissão de todos os clubes participantes do Campeonato Paulista. Todos aprovaram. Menos um: o Palmeiras.
Foto – Acervo Memorial Corinthians
A recusa caiu como uma bomba no clube. Dirigentes, jogadores e principalmente a torcida corinthiana entenderam aquilo não como um ato burocrático, mas como uma demonstração de frieza. O gesto foi classificado por muitos como uma atitude “porca”. E a palavra pegou. O apelido, nascido como ofensa, virou parte da identidade do clássico. Desde então, o Palmeiras passou a ser chamado assim pelos rivais.
Mas o tempo tem suas ironias. Anos depois, a torcida do Palmeiras decidiu assumir o apelido. Resignificou o insulto. Transformou em símbolo. Em bandeira. Em canto de arquibancada.
Imagem: Evelson de Freitas/Folhapress
O Derby como herança de geração
O clássico não pertence apenas a quem está em campo. Ele atravessa famílias, bairros e décadas. Ser corintiano ou palmeirense, em semanas de derby, sempre foi mais do que uma escolha clubística: é assumir um lado numa história que vem antes e continua depois.
Pais ensinam filhos a cantar o hino antes mesmo de saberem ler. Avós contam histórias de jogos que ninguém mais viu, mas que todos sentem como se tivessem vivido. A derrota dói, a vitória dura mais
E isso acontece porque, nesse clássico, a torcida nunca aceita ser figurante. Ela se coloca como protagonista. O jogo começa horas antes, no caminho para o estádio, e só termina quando a última provocação é feita, ou seja, nunca.
No derby, a bola rola, mas a história quem escreve é a torcida. Sempre foi assim. E enquanto houver um corintiano disposto a cantar até perder a voz e um palmeirense pronto para responder à altura, esse clássico continuará sendo mais do que um jogo.
A Série B do Campeonato Brasileiro de 2026 terá uma mudança significativa no seu formato e voltará a ter disputa de playoffs após 24 anos. Nos últimos anos, os acessos para a elite do futebol eram definidos por meio de quadrangulares, de 2006 a 2025, sendo definido no formato de pontos corridos.
Contudo, nesta próxima edição que começará a partir de março, os 20 clubes que disputarão o campeonato enfrentar-se-ão em jogos de turno e returno na primeira fase, como vinha acontecendo. Deste modo, os dois primeiros sobem automaticamente para a Série A, mas as duas outras vagas restantes serão disputadas em confrontos de ida e volta entre: 3º x 6º e 4º x 5º.
O modelo é bastante parecido com o que ocorre nas principais competições europeias, com a diferença de que, no Brasil, quatro equipes conseguem o acesso para a elite do futebol nacional, já nos países da Europa apenas três conseguem.
Entenda como funcionam os playoffs nas cinco principais ligas europeias (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália).
Bundesliga (18 equipes): Primeira fase disputada em turno e returno. Os dois primeiros clubes bem colocados sobem direto, já o 3º da segunda divisão enfrenta o 16º da primeira para definir quem fica com a última vaga.
La Liga (22 equipes): Primeira fase disputada em turno e returno. O 3º colocado encara o 6º e o 4º o 5º. Os vencedores dos confrontos se enfrentam em um novo duelo para garantir o acesso.
Ligue 1 (18 equipes): Primeira fase disputada em turno e returno. Os dois primeiros colocados garantem o acesso, enquanto o terceiro encara o vencedor do playoff entre o quarto e quinto colocado, para se enfrentarem pela vaga restante.
Premier League(24 equipes): Primeira fase disputada em turno e returno. As duas melhores equipes sobem. O 3º enfrenta o 6º e o 4º encara o 5º. Os vencedores dos duelos se enfrentam em um novo jogo do playoff pela última vaga de acesso.
Serie A (20 equipes): Primeira fase disputada em turno e returno. Os dois primeiros sobem. Caso exista uma diferença igual ou superior a 15 pontos, a vaga fica para o 3º colocado. O playoff só será disputado entre o terceiro e quarto nas semifinais, após os confrontos entre os times que ficaram entre o 5º e 8º colocados. Porém, desses adversários todos, apenas um consegue a vaga de acesso.