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  • 2025: o ano em que a gestão no Campeonato Brasileiro enterrou o mito do «peso da camisa»

    2025: o ano em que a gestão no Campeonato Brasileiro enterrou o mito do «peso da camisa»

    Ao olharmos para a tabela final do Campeonato Brasileiro de 2025, a conclusão é tão fria quanto inevitável: o futebol brasileiro mudou de dono. Não se trata mais de quem tem a maior torcida, o hino mais bonito ou o passado mais glorioso.

    A temporada que se encerra ficará marcada na história como o momento definitivo em que a planilha de Excel venceu o grito da arquibancada, e em que a gestão profissional enterrou de vez o velho mito do «peso da camisa».

    Durante décadas, alimentamos a narrativa romântica de que, na hora da decisão, a tradição de um gigante em crise poderia superar a organização de um clube emergente. 2025 provou que isso é uma mentira. Os clubes que terminaram o ano a celebrar títulos ou vagas diretas na Libertadores — sejam eles as SAFs consolidadas como o Botafogo e o Bahia, ou modelos associativos de excelência como o Palmeiras — têm algo em comum que falta aos que ficaram pelo caminho: blindagem institucional e processos definidos.

    A vitória do silêncio sobre o caos

    O que separa hoje o topo da tabela da zona de rebaixamento não é apenas o dinheiro, mas o silêncio. Enquanto clubes como o Palmeiras, sob a batuta inabalável de Abel Ferreira e uma diretoria que blinda o departamento de futebol, trabalharam com previsibilidade, outros gigantes históricos passaram o ano imersos em guerras políticas, trocas de técnicos e escândalos de bastidores.

    A SAF do Botafogo, por exemplo, demonstrou que um projeto de scouting global e uma filosofia de jogo integrada valem mais do que contratar medalhões aleatórios para acalmar conselheiros vitais. O Fortaleza, com um orçamento menor mas com uma gestão impecável, continuou a dar lições em clubes que faturam o triplo mas gastam o quádruplo. A lição de 2025 é clara: a paixão do torcedor é o combustível do jogo, mas não pode ser o motor da gestão. Quando a emoção invade a sala da presidência, o desastre é certo.

    O fim da «camisa que entorta varal»

    Vimos, ao longo das 38 rodadas, instituições centenárias sendo atropeladas taticamente e fisicamente. A mística da camisa pesada, aquela que supostamente «entorta varal», tornou-se irrelevante diante de adversários que correm mais, recuperam mais rápido e, sobretudo, sabem exatamente o que fazer com a bola. O respeito que os adversários tinham pelos escudos tradicionais desapareceu; hoje, respeita-se quem paga em dia e quem tem padrão tático.

    Para os clubes que insistem no modelo associativo arcaico, onde a política interna dita as contratações e as dívidas são empurradas com a barriga, 2025 foi um aviso final. O abismo técnico e financeiro entre os «organizados» e os «amadores» aumentou drasticamente. Não há mais espaço para o dirigente torcedor que gere o clube com o fígado.

    O novo perfil do sucesso

    O legado deste ano é o triunfo do profissionalismo. O torcedor brasileiro, embora passional, começa a entender que a estabilidade é o maior troféu. Ele vê que o vizinho organizado ganha taças, enquanto o seu clube, preso ao saudosismo, ganha apenas manchetes de crise.

    O futebol brasileiro de 2025 ensinou-nos que a história é bonita e deve ser respeitada nos museus, mas dentro de campo, quem manda é a competência. A camisa agora só pesa para quem a veste sem preparo; para os bem geridos, ela é apenas o uniforme de trabalho de uma engrenagem que funciona. Ou os gigantes adormecidos acordam para a realidade corporativa do século XXI, ou continuarão a ver a sua grandeza ser devorada pela modernidade.

  • Flamengo fica perto de acertar com Vitão, zagueiro do Inter

    Flamengo fica perto de acertar com Vitão, zagueiro do Inter

    O Flamengo já começou a reforçar seu elenco para a próxima temporada e agora, ficou mais perto de contratar o zagueiro Vitão, do Internacional. O clube gaúcho já tinha encaminhado a venda do defensor para o Cruzeiro, porém a negociação precisou ser recuada e agora, o Colorado liberou o Rubro-Negro Carioca de fazer uma proposta oficial.

    Vitão já tinha aceitado sua ida para o Cruzeiro e agora, o Flamengo precisa resolver a situação com o zagueiro para que a negociação flua.

    Anteriormente, o Inter já havia recusado uma proposta do Flamengo pelo atleta. Contudo, o clube carioca agora ofereceu perdoar a dívida por Thiago Maia e pagar o restante do valor à vista. No total, a negociação é de aproximadamente 10 milhões de euros (R$ 65 milhões).

    O Internacional comprou Thiago Maia por 4 milhões de euros (cerca de R$ 21,6 milhões), em julho de 2024, com pagamento parcelado em 10 vezes, porém não quitou a dívida até os dias atuais. Atualmente, o débito com correção, gira em torno de 4,7 milhões de euros (R$ 30,6 milhões).

    Desejo do Flamengo desde o início da atual temporada, o zagueiro quase foi incluído na dívida pelo volante, mas o Inter negou.

  • Interesse na SAF do Vasco recoloca família Lamacchia no centro das conversas

    Interesse na SAF do Vasco recoloca família Lamacchia no centro das conversas

    O interesse do empresário Marcos Faria Lamacchia na compra da SAF do Vasco da Gama abre um novo capítulo na relação entre o presidente Pedrinho e a família ligada à Crefisa, quase dois anos depois de uma negociação que não avançou pelo controle do futebol do clube.

    Empresário atua de forma independente no setor financeiro

    Com carreira própria no mercado de investimentos, Marcos é filho de José Lamacchia, controlador da Crefisa ao lado de Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras. Pelo lado materno, integra uma família tradicional do sistema bancário brasileiro, sendo neto do fundador dos bancos Real e Alfa.

    A movimentação ocorre após a tentativa frustrada de José Lamacchia de adquirir a SAF vascaína junto à 777 Partners, então responsável pelo futebol cruz-maltino. Na ocasião, a proposta girava em torno de US$ 110 milhões, mas desacordos quanto à estrutura de pagamento impediram a conclusão do negócio.

    Ruído político e debate sobre conflito esfriaram tratativas anteriores

    Além das divergências contratuais, a associação da negociação ao nome da Crefisa gerou repercussões externas. Grupos de oposição no Palmeiras passaram a questionar um possível conflito de interesses envolvendo Leila Pereira, o que contribuiu para a desistência definitiva do banqueiro.

    Até o momento, não há confirmação oficial das partes sobre a nova negociação. Ainda assim, Pedrinho já havia sinalizado publicamente a proximidade com a família Lamacchia após o Vasco reassumir o controle do futebol da 777.

    “Tenho uma relação de amizade muito próxima com o Sr. José Lamacchia. A Leila é uma referência em gestão esportiva. Ele demonstra grande interesse em contribuir com o Vasco, e a Crefisa tem credibilidade no mercado” — declarou o presidente.

    Presidente do Vasco, Pedrinho, no estádio do Corinthians. Foto: AGIF

    Histórico recente inclui impasses e reaproximação financeira

    Durante o processo eleitoral do clube associativo, houve conversas para a venda dos naming rights de São Januário, que acabaram não se concretizando e provocaram um distanciamento temporário entre as partes.

    A reaproximação ocorreu em outubro, quando o Vasco firmou um acordo de financiamento de R$ 80 milhões com a Crefisa, destinado ao custeio de despesas operacionais, como folha salarial, fornecedores e compromissos trabalhistas e fiscais. Embora outras instituições tenham participado do processo, o clube avaliou como mais vantajosas as condições apresentadas pela empresa.

  • Vitória acerta contratação do meio-campista Caíque Gonçalves, ex-Juventude

    Vitória acerta contratação do meio-campista Caíque Gonçalves, ex-Juventude

    O jogador de 30 anos, que disputou mais de 60 jogos pela equipe gaúcha, chega ao Barradão com contrato de duas temporadas.

    O Vitória segue ativo no mercado de transferências visando a temporada de 2026. Nesta sexta-feira (26), o clube baiano anunciou oficialmente a contratação do meio-campista Caíque Gonçalves. O atleta, que tem 30 anos, chega para reforçar o elenco rubro-negro após uma passagem consistente pelo Juventude.

    O vínculo assinado entre Caíque e o Leão da Barra é válido por dois anos. A contratação busca adicionar experiência e versatilidade ao meio-campo da equipe, que terá um calendário cheio pela frente.

    Trajetória recente e experiência

    Caíque Gonçalves estava no Juventude desde 2024. Durante a sua passagem pelo clube de Caxias do Sul, ele foi uma peça utilizada com frequência, acumulando 62 partidas disputadas e contribuindo com uma assistência.

    Além do Juventude, o meio-campista possui uma bagagem considerável no futebol brasileiro, tendo defendido as cores de clubes como:

    • Ceará
    • Ituano
    • Água Santa
    • Portuguesa
    • Ferroviária
    • Sertãozinho

    A chegada de Caíque Gonçalves é mais um movimento do Vitória para montar um elenco competitivo, apostando em jogadores com rodagem nas principais competições nacionais.

  • Prêmio Torcedor da FIFA 2016: descubra quem foi o vencedor

    Prêmio Torcedor da FIFA 2016: descubra quem foi o vencedor

    A cerimônia «The Best FIFA Football Awards» de 2016, realizada em janeiro de 2017 em Zurique, marcou uma virada histórica na relação entre a entidade máxima do futebol e o público. Pela primeira vez, foi instituído o FIFA Fan Award (Prêmio Torcedor da FIFA), um reconhecimento oficial de que o espetáculo não existe sem a paixão das arquibancadas.

    Naquela noite de gala, quem subiu ao lugar mais alto do pódio não foi um indivíduo, mas uma coletividade unida pela música, pela solidariedade e pela memória. Os vencedores da edição inaugural foram, conjuntamente, as torcidas do Borussia Dortmund (da Alemanha) e do Liverpool (da Inglaterra).

    O momento mágico em Anfield

    O episódio que garantiu o troféu ocorreu no dia 14 de abril de 2016, no estádio Anfield, em Liverpool, durante a partida de volta das quartas de final da Liga Europa. O jogo em si já era cercado de expectativas, marcando o retorno do treinador Jürgen Klopp (então no Liverpool) para enfrentar o seu ex-clube, o Dortmund.

    Créditos: Borussia Dortmund

    No entanto, o que aconteceu antes do apito inicial transcendeu a rivalidade esportiva. A data coincidia com a véspera do 27.º aniversário da tragédia de Hillsborough, o desastre de 1989 que vitimou 96 torcedores do Liverpool (o número subiria para 97 anos depois).

    Em um gesto de respeito profundo e solidariedade, as duas torcidas — a famosa Yellow Wall alemã e a The Kop inglesa — uniram as vozes para entoar o hino que ambos os clubes compartilham: «You’ll Never Walk Alone».

    A imagem dos torcedores visitantes segurando cachecóis amarelos e pretos, cantando em uníssono com os donos da casa, criou uma atmosfera arrepiante de fraternidade. Aquele coro não foi apenas uma canção; foi uma mensagem de conforto às famílias das vítimas e uma reafirmação de que, no futebol, a humanidade deve prevalecer sobre a competição.

    Créditos: Borussia Dortmund

    Uma disputa de alto nível

    A vitória das torcidas de Liverpool e Dortmund não foi fácil, pois os concorrentes de 2016 protagonizaram momentos igualmente icônicos, mostrando a diversidade da cultura de arquibancada:

    • A torcida da Islândia: Durante a Eurocopa de 2016, na França, os islandeses encantaram o mundo com o seu «Viking Clap» (o aplauso viking). A sincronia perfeita entre os jogadores e a massa azul nas arquibancadas tornou-se uma das imagens mais virais do ano, simbolizando a união de uma nação pequena com um coração gigante.
    • A torcida do ADO Den Haag: Os torcedores deste clube holandês protagonizaram um gesto de pura ternura. Em um jogo contra o Feyenoord, visitando o estádio De Kuip, eles atiraram centenas de bichos de pelúcia da arquibancada superior para a inferior, onde estavam sentadas crianças do Hospital Sophia Children, de Roterdã, convidadas para assistir ao jogo.

    O legado do prêmio

    A escolha de Liverpool e Dortmund reforçou a mensagem que a FIFA desejava passar com a criação da categoria. Ao premiar um ato de memória e respeito mútuo em vez de apenas uma festa visual, a entidade valorizou o «torcedor cidadão». O prêmio foi recebido em Zurique por representantes dos dois clubes, que dedicaram a honraria às vítimas de Hillsborough, fechando um ciclo de justiça e paz que aquele dia em Anfield tão bem representou.

    FAQs sobre o Prêmio Torcedor da FIFA 2016

    Quem venceu o Prêmio Torcedor da FIFA de 2016?

    Os vencedores foram as torcidas do Liverpool (Inglaterra) e do Borussia Dortmund (Alemanha), de forma conjunta.

    Qual foi o motivo da vitória dessas torcidas?

    Elas venceram por terem cantado juntas, em uníssono, a música «You’ll Never Walk Alone» antes de um jogo da Liga Europa, em homenagem ao 27.º aniversário da tragédia de Hillsborough.

    Onde e quando ocorreu o momento premiado?

    O momento ocorreu no estádio Anfield, em Liverpool, no dia 14 de abril de 2016, antes da partida de volta das quartas de final da Liga Europa.

    Quais foram os outros finalistas indicados ao prêmio naquele ano?

    Os outros finalistas foram a torcida da seleção da Islândia (pelo famoso «Viking Clap» na Eurocopa) e a torcida do ADO Den Haag (pelo arremesso de bichos de pelúcia para crianças doentes no estádio do Feyenoord).

    O que é a tragédia de Hillsborough mencionada no texto?

    Foi um desastre ocorrido em 1989, na cidade de Sheffield, onde 96 torcedores do Liverpool morreram esmagados devido à superlotação e falhas de segurança no estádio (o número oficial de vítimas subiu para 97 posteriormente).

    Esta foi a primeira vez que a FIFA premiou torcedores?

    Sim. A cerimônia referente a 2016 (realizada em janeiro de 2017) marcou a inauguração da categoria FIFA Fan Award no evento The Best.

    Qual é a música que ambas as torcidas cantaram?

    A música é «You’ll Never Walk Alone», originalmente um clássico da Broadway que se tornou o hino oficial do Liverpool e foi adotado também pela torcida do Borussia Dortmund (e outros clubes como o Celtic).

  • Da camisa de 1934 à paixão atual: como a camisa do Corinthians ganhou o coração da torcida

    Da camisa de 1934 à paixão atual: como a camisa do Corinthians ganhou o coração da torcida

    No panteão do futebol brasileiro, poucas vestimentas carregam uma carga simbólica tão densa quanto a camisa do Sport Club Corinthians Paulista. O que hoje chamamos de «manto» ou «segunda pele» é fruto de uma evolução que transcende o algodão e o poliéster para se tornar um estandarte de identidade popular. Para entender essa devoção quase religiosa, é preciso voltar ao ano de 1934, um marco estético que definiu a alma visual do «Timão».

    O marco de 1934: a simplicidade operária

    A temporada de 1934 não foi marcada por um título expressivo (o clube terminaria o Campeonato Paulista em quarto lugar), mas foi decisiva para a identidade visual do alvinegro. Até então, os uniformes do futebol seguiam um padrão rígido e pouco prático, com mangas três quartos e botões, herança da formalidade britânica.

    Foi nesse ano que o Corinthians rompeu com o passado e adotou um modelo que se tornaria icônico pela sua simplicidade funcional, espelhando a origem operária da sua torcida. A camisa de 1934 aboliu os botões e adotou a gola alta careca, além de instituir as mangas curtas. Era uma peça branca, limpa, «crua». O detalhe mais fascinante para o torcedor moderno é a ausência do distintivo.

    Créditos: Wikipedia

    Naquela época, a força do clube não precisava ser anunciada por um logo no peito; as cores preta e branca e a presença em campo bastavam. O escudo, desenhado pelo pintor e ex-jogador Francisco Rebolo, só seria integrado definitivamente ao uniforme em 1939.

    Esse modelo de 1934 tornou-se um clássico cultuado porque representa o Corinthians em sua essência mais pura: sem patrocínios, sem excessos, apenas o suor e a cor.

    A evolução de um símbolo político e cultural

    Nas décadas seguintes, a camisa corinthiana deixou de ser apenas uniforme esportivo para virar plataforma de expressão.

    • A Era de Ouro e o distintivo (1950-1954): Com a fixação do escudo no peito, a camisa ganhou a «cara» que conhecemos. O título do IV Centenário em 1954 consagrou esse modelo clássico.
    • A Invasão de 1976: A camisa tornou-se um fenômeno de massas. Na famosa Invasão do Maracanã, a torcida mostrou que o uniforme era uma extensão do próprio corpo, pintando o Rio de Janeiro de preto e branco.
    • A Democracia Corinthiana (Anos 80): Liderados por Sócrates, Wladimir e Casagrande, o manto alvinegro tornou-se um outdoor político. Foi a primeira vez no futebol mundial que uma camisa foi usada para pedir «Diretas Já» e «Dia 15 Vote», provando que o corinthiano é, antes de tudo, um cidadão engajado.
    Créditos: Arquivo Corinthians
    • A mística de 2012: As camisas das conquistas da Libertadores e do Mundial no Japão tornaram-se relíquias modernas, simbolizando o fim de traumas históricos e a globalização da marca.

    A paixão atual: o «manto» como estilo de vida

    Hoje, a relação da torcida com a camisa atingiu um novo patamar de fervor. O lançamento de um novo uniforme é um evento anual aguardado com a mesma ansiedade de uma final de campeonato. O departamento de marketing do clube soube capitalizar essa paixão, lançando modelos que dialogam com a história — como a roxa (homenagem ao «corinthiano roxo»), a laranja (homenagem ao «terrão») e as reedições retrô, incluindo a própria camisa de 1934, que é vendida como artigo de luxo nostálgico.

    A «Fiel» não veste a camisa apenas em dias de jogo. Em São Paulo e em todo o Brasil, é comum ver o uniforme em escritórios, casamentos, festas e no dia a dia. A camisa do Corinthians transformou-se em um código social que diz: «eu pertenço a este bando de loucos». Do algodão simples de 1934 à tecnologia dry-fit atual, o fio condutor permanece o mesmo: a certeza de que, ao vestir aquelas cores, o torcedor nunca está sozinho.

    FAQs sobre a camisa do Corinthians

    A camisa de 1934 tinha o escudo do clube?

    Não. O modelo original utilizado em 1934 não possuía o distintivo estampado no peito. O escudo, com a âncora e os remos desenhados por Francisco Rebolo, só passou a integrar oficialmente as camisas de jogo a partir de 1939.

    Por que a camisa de 1934 é considerada um marco?

    Ela representa uma modernização estética e funcional. Foi o ano em que o clube abandonou as mangas três quartos e os botões, adotando mangas curtas e gola careca alta, um visual mais limpo e prático para os atletas.

    Quando o Corinthians começou a usar preto e branco?

    Embora o clube tenha sido fundado usando camisas bege (creme), a cor desbotava nas lavagens. O preto e branco (calção preto e camisa branca) foi adotado oficialmente em 1920, tornando-se a identidade visual definitiva.

    Qual a importância da Democracia Corinthiana para o uniforme?

    Na década de 1980, o movimento da Democracia Corinthiana utilizou a camisa como espaço de manifesto político, estamparam frases como «Diretas Já» e «Eu Quero Votar para Presidente» nas costas, algo inédito na história do futebol.

    O que são as camisas «alternativas» do Corinthians?

    São os terceiros uniformes lançados anualmente, geralmente em cores diferentes do tradicional preto e branco (como roxo, laranja, azul ou amarelo), que servem para homenagear histórias específicas do clube ou conectar-se com causas sociais e torcedores mais jovens.

  • Ranking dos maiores públicos do Brasileirão 2025

    Ranking dos maiores públicos do Brasileirão 2025

    O Campeonato Brasileiro Série A de 2025 reforçou a paixão do torcedor brasileiro, com números expressivos de público nos estádios.

    A média de público da competição atingiu a marca de 25.542 torcedores por jogo, um indicativo da força e do engajamento das torcidas. A análise dos dados, com base na planilha do Ranking CBF, revela o domínio de alguns clubes e a importância da presença da torcida como fator de desempenho.

    O ranking completo

    A tabela a seguir apresenta o ranking dos clubes da Série A com as maiores médias de público, refletindo a mobilização de suas torcidas ao longo da temporada.

    PosiçãoClubeMédia de públicoPúblico totalJogos
    1Flamengo-RJ58.5541.112.51919
    2Cruzeiro-MG40.158762.99919
    3Corinthians-SP39.934758.73719
    4Bahia-BA38.160725.03919
    5Palmeiras-SP34.935663.77219
    6Ceará-CE34.702659.33719
    7São Paulo-SP28.654544.42019
    8Fluminense-RJ26.724507.76119
    9Fortaleza-CE26.391501.42019
    10Grêmio-RS25.515484.78519
    11Internacional-RS24.365462.94019
    12Atlético-MG24.087457.65519
    13Vitória-BA22.144420.73019
    14Vasco-RJ21.471407.94319
    15Santos-SP17.011323.21619
    16Botafogo-RJ14.772280.67719
    17Sport-PE14.003266.06219
    18Juventude-RS8.060153.13919
    19Mirassol-SP6.287119.44419
    20Red Bull-SP4.91693.41319

    Destaques e análise de engajamento

    O ranking de 2025 aponta para algumas conclusões importantes sobre o engajamento das torcidas e a saúde financeira dos clubes:

    Liderança absoluta: O Flamengo-RJ manteve a liderança com uma média de público significativamente superior aos demais, ultrapassando a marca de 1 milhão de torcedores no total.

    • Força do Nordeste: Clubes como Bahia, Ceará e Fortaleza demonstram a força do futebol nordestino, figurando entre as dez maiores médias de público do país.
    • Impacto da performance: A presença de clubes como Cruzeiro e Corinthians no topo reflete o retorno da torcida em momentos de alta performance e competitividade.
    • Desafios na base: Clubes como Mirassol-SP e Red Bull-SP, apesar de estarem na elite, enfrentam desafios para mobilizar grandes públicos, o que pode ser reflexo de uma base de torcedores menor ou de políticas de preço e marketing.

    A média de público é um indicador vital para a saúde financeira dos clubes, influenciando diretamente nas receitas de bilheteria e no valor de mercado das marcas. O alto engajamento da torcida brasileira em 2025 é um fator positivo para o futuro da competição.

  • Os 20 jogadores mais valiosos do Brasil em 2025

    Os 20 jogadores mais valiosos do Brasil em 2025

    O Campeonato Brasileiro Série A continua a ser um celeiro de talentos e um mercado de alto valor para o futebol mundial.

    A atualização de 2025 do Transfermarkt, portal especializado em valores de mercado, revela o domínio de jovens promessas e a consolidação de atletas experientes em posições de destaque.

    A lista dos 20 jogadores mais valiosos reflete o potencial de exportação do futebol nacional e a força financeira dos principais clubes.

    O Top 20: Domínio de jovens e atacantes

    O ranking é encabeçado por jovens atacantes, o que demonstra a preferência do mercado europeu por atletas com alto potencial de revenda. O valor de mercado total da Série A, segundo o Transfermarkt, ultrapassa os € 1.85 bilhões, com uma média de € 2.76 milhões por jogador.

    A tabela a seguir apresenta os 20 jogadores com maior valor de mercado na Série A em 2025:

    #JogadorPosiçãoIdadeClubeValor de mercado (EUR)
    1Vitor RoqueCentroavante20Palmeiras€ 35.00 mi.
    2RayanP. direita19Vasco da Gama€ 25.00 mi.
    3Yuri AlbertoCentroavante24Corinthians€ 22.00 mi.
    4Kaio JorgeCentroavante23Cruzeiro € 22.00 mi.
    5DaniloVolante24Botafogo€ 22.00 mi.
    6José Manuel LópezCentroavante25Palmeiras€ 20.00 mi.
    7Samuel LinoP. esquerda26Flamengo€ 20.00 mi.
    8PedroCentroavante28Flamengo€ 18.00 mi.
    9Andreas PereiraM. ofensivo29Palmeiras€ 15.00 mi.
    10Léo OrtizZagueiro29Flamengo€ 15.00 mi.
    11Giorgian de ArrascaetaMeia ofensivo31Flamengo€ 15.00 mi.
    12MartinelliVolante24Fluminense FC€ 14.00 mi.
    13Joaquín PiquerezLateral esq.27Palmeiras€ 14.00 mi.
    14Breno BidonM. central20Corinthians€ 14.00 mi.
    15Matheus PereiraM. ofensivo29Cruzeiro€ 14.00 mi.
    16Facundo TorresPonta Direita25Palmeiras€ 13.00 mi.
    17HérculesMeia Central25Fluminense € 12.00 mi.
    18MauricioMeia Ofensivo24Palmeiras€ 12.00 mi.
    19Rodrigo GarroMeia Ofensivo27Corinthians€ 12.00 mi.
    20PaulinhoPonta Esquerda25Palmeiras€ 12.00 mi.

    Fatores chave e implicações de mercado

    A análise do ranking revela tendências importantes no mercado de transferências brasileiro:

    • Idade baixa: A presença de jovens como Vitor Roque (20) e Rayan (19) no topo da lista reforça o foco dos clubes na formação e venda de atletas.
    • Domínio do eixo Rio-São Paulo: Clubes como Flamengo, Palmeiras e Corinthians concentram a maior parte dos jogadores mais valiosos, refletindo o poder de investimento e a capacidade de atrair e reter talentos.
    • Posições de destaque: Atacantes e meias ofensivos dominam o ranking, indicando que o mercado valoriza a capacidade de criação e finalização.
    • Potencial de exportação: O alto valor de mercado desses jogadores sugere que o Brasileirão 2025 será uma vitrine para futuras transferências internacionais, com potencial para gerar receitas significativas para os clubes.

    O valor de mercado, embora não seja o preço final de uma transferência, serve como um termômetro da qualidade técnica e do potencial financeiro dos ativos do futebol brasileiro.

  • Crise no São Paulo! De pedido de afastamento a acusações.

    Crise no São Paulo! De pedido de afastamento a acusações.

    O São Paulo Futebol Clube atravessa um momento de intensa turbulência política, com acusações graves que atingem a cúpula diretiva e levantam questionamentos sobre a gestão do clube.

    O epicentro da crise reside em um inquérito policial que investiga um suposto esquema de exploração clandestina de um camarote no Estádio do Morumbis, envolvendo dois dirigentes.

    A situação se agravou com a inclusão da acusação de coação, indicando uma tentativa de manipulação no curso do processo.

    A investigação da Polícia Civil concentra-se em Douglas Schwartzmann e Mara Casares, que teriam admitido, em áudio, a participação no esquema de venda ilegal do espaço. O Ministério Público, por sua vez, solicitou o inquérito policial, apontando possíveis crimes de corrupção privada no esporte e coação.

    Foto: São Paulo
    Foto: Rubens Chiri/São Paulo

    A acusação de coação sugere que houve pressão sobre testemunhas ou envolvidos para alterar depoimentos ou fatos relacionados ao caso. Paralelamente à investigação policial, a crise política interna se aprofunda, com a situação do clube se voltando contra o presidente Júlio Casares.

    Conselheiros, inclusive aqueles que antes apoiavam a gestão, começaram a articular um pedido de afastamento do mandatário. A oposição já protocolou um pedido de impeachment, e a mobilização de conselheiros que “largaram mão” de Casares indica uma perda significativa de apoio político. Ao menos 80 conselheiros teriam formalizado o desejo de que o presidente deixe o cargo.

    A crise institucional tem implicações diretas no planejamento do futebol para 2026. Enquanto a cúpula do futebol tenta reforçar o elenco e planejar a próxima temporada, o ambiente político conturbado gera instabilidade e desvia o foco da gestão esportiva.

    A investigação aponta para possíveis desvios que ultrapassam a marca de R$ 10 milhões, com depósitos em contas de dirigentes, o que adiciona uma camada de gravidade às acusações.

    O cenário atual exige uma resposta rápida e transparente da diretoria para evitar que a crise política contamine o desempenho esportivo do clube. A destituição do presidente, caso o pedido de impeachment avance, dependerá da aprovação do Conselho Deliberativo, mas a pressão interna e externa já coloca o São Paulo em um dos momentos mais delicados de sua história recente.

  • Copa 2026 terá premiação histórica e pode alavancar seleções menores

    Copa 2026 terá premiação histórica e pode alavancar seleções menores

    A Copa do Mundo de 2026 promete ser um divisor de águas, e não apenas pelo novo formato com 48 seleções. A FIFA nunciou uma premiação recorde, com um total que ultrapassa os R$ 4 bilhões a serem distribuídos.

    A premiação

    O campeão levará para casa uma quantia que pode mudar o patamar de qualquer federação.

    • Total distribuído: Cerca de US$ 655 milhões (aproximadamente R$ 3,6 bilhões).
    • Aumento: Quase 50% de aumento em relação à edição anterior.
    • Prêmio do campeão: US$ 50 milhões (cerca de R$ 275 milhões).
    ColocaçãoPremiação (US$)
    Campeão50 milhões
    Vice-campeão33 milhões
    Terceiro lugar29 milhões
    Quarto lugar27 milhões

    Valores podem chegar à base do futebol

    A parte mais emocionante para o torcedor e para o futebol de base é o Programa de Benefícios a Clubes (Club Benefits Programme). A FIFA reconhece que são os clubes que formam os craques e, por isso, vai distribuir uma fatia recorde para eles.

    Valor recorde para clubes: US$ 355 milhões (quase R$ 2 bilhões) serão distribuídos aos clubes que cederem jogadores para a Copa.

    Aumento de 70%: O valor representa um aumento de 70% em relação ao Mundial anterior, um reconhecimento histórico.

    Impacto nos pequenos: Esse dinheiro não vai apenas para os gigantes. O programa beneficia todos os clubes que tiveram o jogador em seus quadros nos dois anos anteriores à Copa. Isso significa que o clube formador, muitas vezes de divisões inferiores, receberá uma parte dessa bolada.