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  • Endrick e Estêvão: duas joias do Palmeiras, dois caminhos diferentes na Europa.

    Endrick e Estêvão: duas joias do Palmeiras, dois caminhos diferentes na Europa.

    Eu sendo uma torcedora nascida nos anos 90, tenho parado para observar como a base tem se movimentado atualmente no futebol brasileiro, uma maneira mais forte mais vívida do que há tempos atrás, e me arrisco a dizer que o Palmeiras viveu, em um curto período de tempo, algo que poucos clubes conseguem repetir: revelou dois talentos geracionais e os vendeu para o futebol europeu ainda adolescentes.

    Endrick e Estêvão saíram da mesma base, vestiram a mesma camisa e carregaram expectativas parecidas. Ainda assim, hoje vivem momentos bem distintos fora do Brasil.

    Enquanto Estêvão parece chegar ao futebol europeu com impacto, confiança e protagonismo, Endrick ainda luta por espaço, minutos e afirmação. A pergunta que surge é inevitável: o que explica essa diferença tão gritante? E a resposta passa por vários aspectos menos pelo talento, porque ambos têm de sobra, essa diferença vale muito mais pelo contexto geral de cada transferência.

    Endrick: talento geracional em um ambiente sem margem para erro  

    Quando Endrick foi negociado com o Real Madrid, o Palmeiras e o mercado sabiam exatamente o que estava em jogo. Não era apenas uma venda histórica, mas a transferência de um jogador com rótulo de fenômeno antes mesmo de completar 18 anos. O problema é que o Real Madrid não é um ambiente de adaptação lenta.

    Endrick chegou a um elenco estrelado, competitivo, que briga por Champions League todos os anos e onde cada minuto em campo precisa ser justificado. Diferente do Palmeiras, onde ele tinha liberdade para errar, aprender e crescer, na Europa cada oscilação vira pauta, cada jogo sem gol vira cobrança.

    Além disso, há a questão tática. Endrick não atua exatamente da mesma forma que atuava no Brasil. Seu papel mudou, sua leitura de jogo precisou se adaptar e, sem sequência, o processo se torna ainda mais difícil. Isso não significa que Endrick esteja mal. Significa que ele está em um clube que não permite construção.

    Estêvão: tempo, protagonismo e um processo mais protegido  :

    Já o caminho de Estêvão foi diferente desde o início, o Palmeiras, claramente mais experiente após o caso Endrick, segurou o jogador por mais tempo, deu protagonismo real e permitiu que ele amadurecesse dentro de campo antes da saída. Estêvão não foi apenas promessa, ele foi protagonista.

    Quando a venda ao Chelsea foi confirmada, Estêvão já havia vivido pressão, jogos grandes, decisões e momentos ruins também. Ele saiu mais pronto emocionalmente, taticamente e mentalmente. Até mesmo já havia marcado gol contra o Chelsea no Mundial de clubes com sua contratação já acertada para o time. Foi respeitoso com a torcida adversária no momento, e hoje caiu no gosto da torcida que já até fizeram um cântico para o jovem jogador.

    O impacto imediato que vemos hoje não acontece por acaso. Ele é reflexo de um processo melhor conduzido, com menos ansiedade e mais clareza de função.
    Estêvão não é mais talentoso que Endrick. Ele apenas chegou mais preparado para o choque europeu.

    Comparar não é diminuir, é entender processos  :

    Existe uma tentação grande em comparar Endrick e Estêvão como se um estivesse “dando certo” e o outro não. Essa leitura é rasa e injusta.

    “Endrick saiu no tempo do mercado, Estêvão saiu no tempo do jogador.”

    O Palmeiras aprendeu com a primeira grande venda e ajustou o processo na segunda. Isso não invalida Endrick, nem transforma Estêvão em um caso isolado de sucesso. São trajetórias diferentes, com exigências diferentes.

    O futebol europeu, especialmente no ataque, cobra impacto imediato. E nem todo talento jovem consegue entregar isso sem pagar um preço emocional e técnico no caminho.

    O problema nunca foi o talento  :

    Se existe um erro recorrente na análise do futebol moderno, é achar que talento se sustenta sozinho. Não se sustenta.
    Talento precisa de contexto, confiança, sequência e paciência. Endrick vai dar certo. Mas o processo dele será mais longo, mais silencioso e menos linear. Estêvão, por sua vez, colhe hoje algo que Endrick não teve tempo de viver: ambiente favorável para a sua evolução.

    No fim, o Palmeiras não errou em nenhuma das vendas. Evoluiu. E isso diz muito sobre o clube, sobre sua base e sobre a maturidade de entender que formar jogadores também é saber quando soltar.

    O tempo vai colocar cada um no seu lugar. E a história, como sempre, será mais justa do que a expectativa do presente.

  • Thiago Silva no FC Porto: aposta improvável ou jogada de mestre?

    Thiago Silva no FC Porto: aposta improvável ou jogada de mestre?

    No sábado caiu uma bomba do nada: Thiago Silva assinou pelo FC Porto. Uma aposta surpreendente, sim. Mas que, olhando com calma, faz muito mais sentido do que parece à primeira vista.

    É estranho falar de um jogador de 41 anos no futebol europeu atual. Mas estamos a falar de um dos melhores zagueiros do século XXI. E o contexto ajuda a explicar esta decisão. O FC Porto tem apenas um zagueiro destro no elenco e a grave lesão de Nehuén Pérez no tendão de Aquiles tirou-o da temporada inteira. Apesar de uma dupla que vem funcionando bem – os polacos Jakub Kiwior e Jan Bednarek – e de uma jovem promessa como Dominik Prpić, a verdade é simples: faltava um perfil específico. Um zagueiro destro, experiente, confiável.

    E aí entra Thiago Silva. Sem custos de transferência, num contrato curto de seis meses (com opção de mais um), fica claro que não é uma contratação para o futuro, mas para gerir o presente. Rotação, segurança, liderança. Alguém que, mesmo recentemente, ainda dava aula no Brasileirão.

    Essa contratação não surge do nada – e diz muito sobre o momento que o FC Porto vive fora de campo. A estrutura do clube está a funcionar bem. Basta lembrar a chegada de Samu no último dia de transferências, fechada sem boatos, sem novelas, sem ruído. Ou a apresentação de Luuk de Jong, feita ao vivo no próprio dia, depois de ter sido trazido para o Dragão com um nível de secretismo tão grande que chegou a circular como reforço da equipa de andebol. Agora, surge mais um movimento cirúrgico: um dos melhores zagueiros de sempre, fechado em absoluto silêncio, numa parceria discreta com Fabrizio Romano. Não é acaso. É método.

    Essa escolha também diz muito sobre o treinador Francesco Farioli. Ele quer certezas. Quer reduzir riscos. Quer competir até o fim. Quer o Campeonato Português e quer vencer a Liga Europa.

    O grande ponto de interrogação não está no futebol de Thiago Silva. Está na cabeça. Ele vem disposto a aceitar ser rotação e não titular absoluto? Vem com humildade para fortalecer o vestiário, orientar um elenco jovem, ambicioso e que já lidera o campeonato? Porque, se vier com esse espírito, o impacto pode ser enorme – dentro e fora de campo.

    Aos 41 anos, continuar a querer jogar bola em alto nível é quase uma loucura. Mas é uma loucura que merece respeito. E esse retorno ao Porto tem também um peso simbólico forte. Thiago Silva volta a uma casa onde, na primeira passagem, não foi feliz. Mas é importante lembrar: foi o FC Porto quem o descobriu ainda menino, vindo do Juventude. A adaptação não correu bem, atuou apenas pela equipe B e seguiu caminho para construir uma carreira lendária. Este retorno soa como um fim de ciclo.

    E que ciclo. Porque o FC Porto tem uma história pesada quando o assunto é zagueiro: Ricardo Carvalho, Aloísio, Jorge Costa e, claro, o homem cujo número agora herda: Pepe.

    Thiago Silva junta vários objetivos numa só decisão: manter vivo o sonho de disputar um Mundial aos 41 anos, fechar uma etapa que não correu bem na primeira passagem, voltar a disputar títulos num gigante europeu e regressar à Europa – algo que sempre esteve nos seus planos.

    O ADN do FC Porto sempre esteve ligado à imprevisibilidade. À capacidade de fazer o que ninguém espera. De arriscar quando outros recuam. De desafiar o óbvio.

    E no futebol, como na vida, há uma verdade simples: quem não arrisca, não merece viver o extraordinário.

    Thiago Silva não chega para ser promessa. Chega para ser aposta. Para ser decisão. Para ser momento.

    Agora a pergunta vai para quem o acompanhou mais de perto nesta fase da carreira. Para quem esteve ao lado dele no Fluminense: o que acham desta movimentação de mercado?

  • O que é o Boxing Day e por que essa tradição não acontecerá neste ano

    O que é o Boxing Day e por que essa tradição não acontecerá neste ano

    “Rodada de Natal” da liga inglesa terá apenas um jogo.

    O “Boxing Day” é um feriado celebrado no dia 26 de Dezembro, um dia após o natal, no Reino Unido. Culturalmente, esse dia é repleto de jogos da Premier League, entretanto, neste ano, apenas uma partida acontecerá na data comemorativo. Isso acontecerá porque o dia 26 será uma sexta-feira, e os jogos do fim de semana não podem ser cancelados por decisões contratuais com as transmissoras.

    O jogo em questão será entre Manchester United (7º) e Newcastle (11º), no Old Trafford. A decisão será apenas para a primeira divisão, e a tradição do Boxing Day permancerá para as outras divisões inglesas.

    Matheus Cunha com a camisa do Manchester United.
    Foto: Roberts – CameraSport/Getty Images

    Origem

    Apesar do feriado só ter começado nacionalmente em 1871, a tradição da rodada do dia 26 existe desde 1860, quando o Sheffield F.C. jogou conta o Hallam F.C. no dia e venceu por 2 a 0. Desde então, todo dia 26 de Dezembro é marcado no país por uma rodada de jogos da liga nacional. A tradição se manteve ficou tão forte que se manteve com a criação da Premier League, em 1992.

    Boxing Day de 1963

    O Boxing Day de 1963 ficou marcado na história pelos jogos eletrizantes que aconteceram. Em 10 jogos, 66 gols foram marcados, incluindo goleadas por 10 a 1 e 8 a 2, e empates por 4 a 4 e 3 a 3. Um verdadeiro show de entretenimento! Confira:

  • Botafogo anuncia Martin Anselmi como novo treinador; confira

    Botafogo anuncia Martin Anselmi como novo treinador; confira

    O Botafogo anunciou nesta segunda-feira (23/12), a chegada de Martin Anselmi como novo treinador do clube para a próxima temporada. Aos 40 anos, o ex-comandante do Porto, de Portugal, chegou para assumir o lugar deixado por Davide Ancelotti, que teve sua saída confirmada na última semana.

    O contrato do argentino com o clube carioca foi firmado para dois anos, válidos até o fim da temporada 2027.

    Além de Anselmi, chegam para o clube os auxiliares Luis Piedrahita e Pablo De Muner, o preparador físico Diego Bottaioli e o preparador de goleiros Dario Herrera, complementando à comissão técnica fixa do Botafogo em 2026.

    O técnico argentino é esperado no Rio de Janeiro no dia 04 de janeiro para iniciar ao trabalhos no Espaço Lonier, enquanto o elenco principal do clube carioca retorna para a representação no dia 05 de janeiro.

    “Soube agora há pouco. Acompanhei um pouco dele no Porto, porque acompanho o campeonato português. Me parece um excelente treinador. Ainda bem que já fechou. Bom que inicia a temporada com comandante. Feliz por isso”, comemorou o zagueiro Marçal, durante um evento no Rio.

  • Cruzeiro entra no mercado e  prepara o elenco para 2026

    Cruzeiro entra no mercado e prepara o elenco para 2026

    Depois da eliminação da Copa do Brasil, Cruzeiro encerrou a temporada 2025 e prepara mudanças para o próximo ano com Tite.

    O drama da renovação

    Matheus Pereira que tem contrato até o meio de 2026 está com conversas para a renovação, entretanto mesmo com tudo bem encaminhado o jogador ainda não fez a assinatura, causando preocupação nos torcedores cruzeirenses.

    O dono da SAF, Pedro Lourenço, deu entrevista hoje para a Samuca TV e falou sobre essa situação:

    “O Matheus tem contrato até o meio do ano. A gente tem conversado sempre com ele. Ele sabe do nosso interesse de renovar. Temos interesse em renovar com ele, não é por seis meses, não é por um ano. É por três, cinco anos, já falei isso com ele. Ele está no momento dele.


    Espero que a gente renove, e ele fique muitos anos no Cruzeiro. Não temos intenção nenhuma de desfazer do Matheus Pereira e de nenhum jogador que temos. Temos interesse de mantê-los e por muito tempo”

    Situação de Gerson: Cruzeiro não planeja desistir facilmente

    O ex-jogador do Flamengo tem sido especulado no Cruzeiro nos últimos dias e as negociações com os russos têm sido um problema.

    Zenit na última investida disse que o valor seria de 25 milhões de euros. Cruzeiro tenta fazer uma negociação envolvendo o zagueiro Jonhatan Jesus e valor em dinheiro, já que o zagueiro faz parte dos planos do clube russo.

    Gerson é um desejo da diretoria e de Tite, com o atleta o acordo não possui empecilhos, mas os valores da negociação estão muito altos.

    Mais especulações no mercado da bola da raposa

    Além de Gerson, Cruzeiro monitora a situação de dois atletas: o zagueiro Vitão do Internacional e o meia ex Grêmio Bitello, que atualmente está no Dinamo Moscow.

    Internacional pede 10 milhões de euros ( 60,2 milhões de reais na cotação atual). O valor é considerado alto pelo jogador que considera para uma contratação que vá “elevar” o elenco.

    Já a situação do Bitello, houve uma consulta e o valor não agradou de primeiro momento. Deve evoluir para uma negociação abaixando a pedida do clube russo.

    Dois atletas já se despediram da Toca da Raposa

    Cabuloso já anunciou há algumas semanas as saídas dos jogadores Eduardo e Bolasie. Ambos chegaram no começo desse ano a pedido do técnico Fernando Diniz que treinava a equipe na época e tinham contrato até o fim de 2025.

    Eduardo foi mais utilizado saindo do banco durante o ano e somou 5 gols e 1 assistência. Já o Bolasie com a chegada de Leonardo Jardim não teve muitas oportunidades já que disputava posição com Kaio Jorge e Gabigol, ele termina a trajetória pela equipe celeste com 4 gols e 3 assistências.

    Gabigol: De herói para vilão da torcida

    O atacante que foi anunciado na virada de ano e a torcida apoiou ele durante a temporada está vivendo um momento de tensão no clube.

    Mesmo sendo vice artilheiro do Cruzeiro somente atrás de Kaio Jorge com seus 13 gols, a torcida vem pedindo sua saída por causa de ser o maior responsável pela eliminação da semifinal da Copa do Brasil contra o Corinthians.

    O Santos está monitorando a situação do atleta, mas a situação depende de uma redução salarial para ter a oportunidade de fazer uma proposta, já que recebe 3 milhões de reais mensais. Entretanto, na sua ida ao programa Podpah, Gabigol falou que o projeto é de 4 anos e que o empresário dele falou com nenhum time.

  • Com título da Copa do Brasil, Corinthians dispara faturamento e ultrapassa R$ 115 milhões em prêmios

    Com título da Copa do Brasil, Corinthians dispara faturamento e ultrapassa R$ 115 milhões em prêmios

    Timão soma quase R$ 98 milhões apenas na competição nacional e vê alívio financeiro em meio à crise

    Caminho do título rendeu milhões ao clube paulista

    Com o título da Copa do Brasil conquistado neste domingo (21/12), diante do Vasco, o Corinthians faturou R$ 77,175 milhões pela vitória na final e alcançou um total de R$ 97.791.750 em premiações apenas na edição de 2025 do torneio. No acumulado da temporada, o clube alvinegro já soma R$ 115,2 milhões arrecadados em competições nacionais e internacionais, sem contar os valores do Campeonato Brasileiro.

    Premiação do Corinthians na Copa do Brasil 2025

    O Timão iniciou sua trajetória na Copa do Brasil a partir da terceira fase e acumulou premiações em todas as etapas até a decisão. Veja os valores recebidos:

    Terceira fase: R$ 2.315.250

    Oitavas de final: R$ 3.638.250

    Quartas de final: R$ 4.740.750

    Semifinais: R$ 9.922.500

    Final (título): R$ 77.175.000

    Dentro de campo, o Corinthians eliminou Novorizontino, Palmeiras, Athletico-PR e Cruzeiro antes de enfrentar o Vasco na final. Após empate no jogo de ida, em Itaquera, o Timão venceu no Maracanã e confirmou a conquista do título.

    Corinthians e Vasco no jogo de volta da final da Copa do Brasil no Maracanã. Foto: Internet

    Verba é crucial em ano de crise financeira no clube

    O montante arrecadado chega em um momento delicado para o Timão. O Corinthians enfrenta uma crise financeira profunda, com dívida estimada em cerca de R$ 2,7 bilhões. A diretoria conta com a premiação da Copa do Brasil e os repasses do Campeonato Brasileiro, via Liga Forte União (LFU), para quitar compromissos neste fim de ano.

    Uma das pendências envolve o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres, dívida que resultou em um transfer ban em vigor desde 12 de agosto. O presidente Osmar Stabile tem afirmado que trabalha para derrubar a punição ainda neste mês.

    Temporada de 2025

    Além da Copa do Brasil, o clube também conquistou valores em outras competições ao longo do ano:

    Copa do Brasil: R$ 97.791.750

    Conmebol Libertadores: R$ 6.321.480

    Copa Sul-Americana: R$ 6,1 milhões

    Campeonato Paulista: R$ 5 milhões

    A premiação do Campeonato Brasileiro ainda não foi divulgada. O Corinthians terminou a competição na 13ª colocação, e o valor final depende da cota fixa, audiência de TV e posição na tabela.

  • Flamengo x Corinthians Supercopa Rei: Saiba data e todas as informações do confronto

    Flamengo x Corinthians Supercopa Rei: Saiba data e todas as informações do confronto

    Com a vitória em cima do Vasco na grande final da Copa do Brasil neste último domingo (21/12), o Corinthians agora enfrentará o Flamengo pela Supercopa Rei em 2026, torneio que coloca frente a frente os campeões nacional da atual temporada do futebol brasileiro.

    A competição está prevista para ocorrer no dia 24 de janeiro, com o local da disputa ainda à ser definido. Até o momento, três arenas se candidataram para sediar a partida em 2026, sendp elas: Arena da Amazônia (em Manaus), o Estádio Mané Garrincha (em Brasília) e Arena Fonte Nova (em Salvador). A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), será a responsável pela escolha.

    É importante relembrar que a Supercopa retornou ao calendário nacional recentemente. O torneio nacional que anteriormente chamava-se Supercopa do Brasil, foi renomeado para Supercopa Rei após o falecimento de Pelé, em dezembro e 2022. O título atualmente pertence ao Flamengo.

    Campeões da Supercopa Rei

    • 1990: Grêmio
    • 1991: Corinthians
    • 2020: Flamengo
    • 2021: Flamengo
    • 2022: Atlético-MG
    • 2023: Palmeiras
    • 2024: São Paulo
    • 2025: Flamengo
  • Corinthians acumula valor milionário com o título da Copa do Brasil; veja as cifras

    Corinthians acumula valor milionário com o título da Copa do Brasil; veja as cifras

    O Corinthians foi o grande campeão da Copa do Brasil 2025, ao derrotar o Vasco no jogo de volta por 2 a 1, no Maracanã, após o primeiro confronto terminar em um empate sem gols. Com o título, o Timão faturou não apenas uma vaga na Libertadores no próximo ano, como receberá aproximadamente R$ 97.791.750 milhões em premiações na atual edição da competição nacional. Durante toda temporada, o clube paulista arrecadou R$ 115,2 milhões.

    Valores recebidos pelo Corinthians na Copa do Brasil

    • Terceira fase: R$ 2.315.250;
    • Oitavas de final: R$ 3.638.250;
    • Quartas de final: R$ 4.740.750;
    • Semifinais: R$ 9.922.500;
    • Final: R$ 77.175.000.

    Na temporada 2025, o Corinthians entrou na terceira fase da Copa do Brasil, derrotando o Novorizontino no confronto de ida e volta por 1 a 0. Na fase seguinte, um clássico diante do Palmeiras nas oitavas vencendo as partidas por 1 a 0 e 2 a 0. Já nas quartas, despachou o Athletico-PR, repetindo os mesmo placares aplicados do Verdão.

    Na semifinal tinha uma pedreira pela frente, o Cruzeiro, maior campeão da competição nacional e novamente desbancou o adversário, mas desta vez um adversário mais complicado. O Timão venceu o jogo de ida fora de casa por 1 a 0, mas foi derrotado na Neo Química Arena por 2 a 1, definindo a vaga nos pênaltis e brilhando a estrela de Hugo Souza, Corinthians na final diante do Vasco.

    Os valores arrecadados trarão um grande diferencial para os cofres do Corinthians, que viveu ano de uma grande crise financeira, com a dívida total do clube chegando aos R$ 2,7 bilhões.

    A diretoria do clube paulista já está pensando nos possíveis destinos dos valores recebidos pelo Campeonato Brasileiro, a premiação da Copa do Brasil e a chegada da Liga Forte União (LFU), para pagar as contas de fim de ano.

    Uma das dívidas que aperreiam a diretoria do Corinthians é com o Santos Laguna, do México, clube pelo qual negociou para contratar o zagueiro Félix Torres, motivo de um transfer ban que segue em vigor desde 12 de agosto. O atual presidente Osmar Stabile segue repetindo que pretende finalizar esta proibição de registro ainda neste mês.

  • Porto anuncia contratação de Thiago Silva, ex-Fluminense

    Porto anuncia contratação de Thiago Silva, ex-Fluminense

    O Porto pegou todos de surpresa neste sábado (20/12) e anunciou a contratação do zagueiro Thiago Silva. O ex-defensor do Fluminense acertou com o clube português em um acordo até o meio do ano, válido até o fim da atual temporada do futebol europeu.

    No acordo firmando entre as duas partes, ainda existe a possibilidade de uma extensão contratual de mais um ano, válido até junho de 2027. Caso isto seja firmando, Thiago Silva terá 42 anos até o fim do vínculo.

    Com o novo contrato, essa será a segunda vez que Thiago Silva defenderá as cores do Porto. A primeira passagem do zagueiro no clube português foi na temporada 2004/05, porém atuou apenas pela equipe B do Dragão.

    “Olá, nação portista. Estou aqui para anunciar meu retorno aos Dragões. Dizer o quanto estou feliz e lisonjeado por essa oportunidade. Estou super motivado, espero que possa ajudar da melhor maneira possível. Gostaria de agradecer ao presidente André Villas-Boas pela oportunidade, ao nosso Mister, Francesco Farioli também. E dizer o quanto estou ansioso por estar mais uma vez vestindo essas cores. Conto com vocês”, declarou Thiago Silva, em vídeo divulgado pelo Porto em suas redes sociais.

    Aos 41 anos, Thiago Silva retorna ao futebol europeu após duas temporadas atuando pelo Fluminense, com quem tinha contrato até o meio de 2026. Contudo, o zagueiro decidiu finalizar seu vínculo ao fim da participação do tricolor na Copa do Brasil, anunciando a decisão após a eliminação do clube.

    O defensor já estava estudando maneiras de retornar à Europa, visando ficar mais perto de sua família, que permaneceu vivendo em Londres, enquanto ele permaneceu no Brasil. No contrato firmado com o Fluminense, Thiago Silva tinha a possibilidade de sair do clube nos últimos seis meses, por questões familiares. Antes do anúncio da rescisão, o Tricolor das Laranjeiras tentou convencê-lo a permanecer, porém sem sucesso.

    Vivendo um ótima fase na temporada, o Porto atualmente ocupa a liderança do Campeonato Português, além de seguir vivo na Taça de Portugal e Liga Europa. A contratação de Thiago Silva foi anunciada como um “presente de Natal” para a torcida.

  • Neymar: a salvação do Santos

    Neymar: a salvação do Santos

    Quando Neymar assinou o seu contrato para vestir novamente a camisa do Santos, muitos torceram o nariz. Falaram em «ex-jogador em atividade», em «marketing desesperado» ou em um «custo impagável» para um clube que vive no fio da navalha financeira. Mas hoje, ao olharmos para o desempenho da equipe em 2025, a conclusão é inevitável e contraria os céticos: Neymar não foi apenas um reforço; ele foi a salvação institucional e esportiva do Santos Futebol Clube.

    Num ano em que o futebol brasileiro triturou elencos com um calendário desumano e o nível técnico oscilou perigosamente, a presença do camisa 10 na Vila Belmiro funcionou como um farol em meio à neblina. O Santos, que flertou com a irrelevância e com o fantasma da Série B em temporadas recentes, encontrou nos pés do seu maior ídolo do século a estabilidade que nenhuma gestão ou treinador conseguiu entregar nos últimos anos.

    Mais do que técnica: a liderança técnica

    A salvação trazida por Neymar vai além dos gols e das assistências, que continuam a aparecer com uma frequência acima da média para o padrão nacional. O que salvou o Santos foi a «hierarquia» que ele impôs no vestiário e no campo. Em um elenco repleto de garotos da base que sentiam o peso da responsabilidade, Neymar serviu como um escudo. Ele absorveu a pressão, atraiu a marcação adversária e criou o espaço vital para que os novos «Meninos da Vila» pudessem respirar e jogar.

    Taticamente, ele já não é o ponta explosivo de 2011, mas reinventou-se como um armador cerebral. No caos organizado do Brasileirão, onde a correria muitas vezes supera o raciocínio, a capacidade de Neymar de colocar a bola debaixo do braço e ditar o ritmo do jogo foi o diferencial entre o empate e a vitória em partidas cruciais contra adversários diretos. Ele transformou um time reativo em uma equipe que, pelo menos quando a bola passa por ele, sabe exatamente o que fazer.

    O resgate da autoestima

    Fora das quatro linhas, o impacto foi igualmente salvador. O Santos recuperou a sua relevância midiática e a sua autoestima. A Vila Belmiro voltou a ser um caldeirão temido, não apenas pela pressão da torcida, mas pelo respeito reverencial que os adversários têm ao enfrentar uma lenda viva. Esse «medo cênico» imposto aos rivais garantiu pontos preciosos em casa.

    Financeiramente, a conta pode ser alta, mas o custo do rebaixamento ou da mediocridade seria muito maior. Neymar trouxe patrocinadores, lotou estádios em jogos fora de casa e recolocou o Santos nas manchetes internacionais.

    Portanto, chamar Neymar de «salvação» não é exagero poético; é uma constatação pragmática. Sem ele, o Santos de 2025 seria um time à deriva, lutando para sobreviver às suas próprias limitações. Com ele, o clube reencontrou o seu orgulho e, mais importante, o caminho do gol. Neymar provou que, mesmo longe do auge físico, o talento de um gênio ainda é a moeda mais valiosa do futebol brasileiro.