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  • Os Ronaldos: A lenda dos nomes começados por R 

    Os Ronaldos: A lenda dos nomes começados por R 

    Cresci achando que devia dar ao meu filho um nome começado por “R”. Há qualquer coisa nessa letra que mexe com os deuses do futebol. A quantidade de mágicos com esse início é absurda – Romário, Rivaldo, Roberto, Rivelino, Robinho… e, claro, o maior de todos esses nomes – Ronaldo.

    E é aqui que começa a discussão. Há três Ronaldos fora de série.
    O “verdadeiro”, como Mourinho o chamou – Ronaldo Fenômeno.
    O Bruxo, o que me fez apaixonar pelo futebol – Ronaldinho Gaúcho.
    E o nosso “pai”, como dizemos em Portugal – Cristiano Ronaldo.

    A pergunta é inevitável – quem é (foi) o melhor Ronaldo?
    Cada um tem o seu argumento, a sua mística, o seu momento. Todos cabem em qualquer top 10 de melhores de todos os tempos. Mas o futebol é emoção, e é aí que cada um nos toca de forma diferente.

    Ronaldinho – O Bruxo  

    Ronaldinho era pura alegria. Jogava com um sorriso que parecia dizer: “relaxa, o espetáculo é meu”.
    De manga comprida, cabelo solto e ginga natural, dançava entre os adversários como se o gramado fosse o seu palco.
    Fez coisas que nunca mais vi. A sua estética, o carisma e a irreverência o tornaram, com o passar do tempo, quase mítico.

    Mas há um “porém” – a sua carreira ao mais alto nível foi curta. Uns 6 ou 8 anos de magia pura, seguidos de uma descida de intensidade.
    Talvez por falta de disciplina fora de campo, talvez porque o futebol moderno se tornou demasiado tático e maquinal para tanta liberdade criativa.
    Mas uma coisa é certa – ninguém jogou com tanta beleza. Guardiola disse uma vez: “as pessoas não se lembrarão do que ganhamos, mas sim de como jogávamos”. Ronaldinho é isso – a memória da arte.

    Ronaldo Fenômeno – O Monstro  

    Campeão do mundo aos 17 anos. Uma locomotiva com técnica de bailarino. Ronaldo Fenômeno era a mistura impossível entre força bruta e leveza divina. Fez defesas parecerem crianças, e atacantes sonharem ser ele.

    Nunca ganhou uma Champions – ironia cruel – mas venceu o respeito eterno de quem o viu. As lesões e os excessos fora de campo o impediram de voar ainda mais alto, mas mesmo assim, foi gigante. Mesmo “sem joelho”, mesmo com uns quilos a mais, ainda partia tudo.
    Era futebol em estado puro, antes das máquinas e dos algoritmos.

    Cristiano Ronaldo – O Imortal  

    E depois há o nosso Cristiano.
    Curioso – o nome veio de Ronald Reagan, não de um jogador. Ironia do destino – acabou por ser ele o Ronaldo por excelência.

    Cristiano é o oposto dos outros dois.
    Menos talento natural, talvez, mas um monstro de trabalho, foco e consistência.
    Dos três, é o mais completo no sentido moderno da palavra – adaptou-se, reinventou-se e dominou o jogo durante quase duas décadas.  De extremo desequilibrador no United a matador clínico no Real Madrid, construiu uma carreira que parece impossível de repetir.

    Dividiu o mundo com Messi, e dessa rivalidade nasceu a era mais brilhante que o futebol já viu.  Durante anos, não havia domingo sem discussão – “Quem é melhor?”
    Mas, no fundo, todos sabíamos a sorte que era viver no tempo dos dois.

    Cristiano é mais do que um jogador – é um símbolo global.
    Provavelmente a pessoa mais conhecida do planeta – da aldeia mais remota do Uzbequistão às ruas de Nova Iorque, todos sabem quem é Ronaldo.
    E mesmo quem o critica, respeita-o. Porque a grandeza se impõe.

    Então, quem é o melhor Ronaldo?  

    Para mim, Cristiano vence.
    Não por ser o mais talentoso – mas porque foi o mais constante, o mais determinado, o mais duradouro. O homem que fez da excelência um hábito.

    Mas, no fim, cada Ronaldo representa uma era e um sentimento.
    Ronaldinho é a arte.
    O Fenómeno é o instinto.
    Cristiano é a perfeição.

    Três homens, uma letra, e uma certeza – no futebol, o “R” é a inicial dos deuses.

    Posto isto, vou dar ao meu filho um nome com a inicial R…
    ou talvez não – depende do que a mãe quiser.

  • Convocação da Seleção Brasileira: veja os números de John, ex-Botafogo, que ocupa lugar de Ederson

    Convocação da Seleção Brasileira: veja os números de John, ex-Botafogo, que ocupa lugar de Ederson

    O goleiro John, do Nottingham Forest, foi convocado pela primeira vez para defender a Seleção Brasileira nos amistosos contra Coreia do Sul e Japão, nos dias 10 e 14 de outubro.

    O arqueiro foi chamado para substituir Ederson, que sofreu uma lesão durante o treino no Fenerbahçe e acabou sendo cortado.

    De destaque no Botafogo à chance na Premier League; veja números de John

    A convocação marca o início de uma nova etapa na carreira do ex-jogador goleiro do Botafogo, que se tornou o 49º estreante do ciclo do Brasil iniciado após a Copa do Mundo de 2022.

    Aos 29 anos, John foi contratado pelo Nottingham Forest há pouco mais de um mês, após se destacar pelo Botafogo. Pelo clube inglês, o goleiro fez apenas uma partida oficial — a derrota por 3 a 2 para o Swansea City, pela Copa da Liga Inglesa.

    Apesar do curto tempo na Europa, sua regularidade e reflexos chamaram atenção da comissão técnica da Seleção Brasileira. Aqui vão os dados que achei sobre a temporada 2025 dele.

    Antes da transferência (no Botafogo)

    • John disputou 18 jogos pelo Botafogo em 2025.
    • Nesses 18 jogos, sofreu 13 gols.
    • Também teve 10 clean sheets (jogos em que não sofreu gols).

    Logo após a transferência (no Nottingham Forest)

    • John foi anunciado pelo Nottingham Forest em 31 de agosto.
    • Até agora ele fez 1 jogo oficial pelo Forest (90 minutos).
    • No seu debut, sofreu 3 gols.
    John em estreia pelo Nottingham Forest – Foto: Reprodução/Instagram

    Hugo Souza deve ser o titular contra a Coreia do Sul

    Com a ausência de Ederson e a chegada recente de John, o técnico Carlo Ancelotti deve optar por Hugo Souza, do Corinthians, como titular na partida diante da Coreia do Sul, na sexta-feira (10), às 8h (de Brasília), no Seoul World Cup Stadium.

    O treinador italiano já havia antecipado o desejo de observar Hugo em campo e confirmou que ele será o titular no amistoso contra o Japão, no dia 14, às 7h30, no Ajinomoto Stadium, em Tóquio.

    • Goleiros: Bento (Al-Nassr), Hugo Souza (Corinthians) e John (Nottingham Forest).
    • Defensores: Caio Henrique (Monaco), Carlos Augusto (Internazionale), Douglas Santos (Zenit), Militão (Real Madrid), Fabrício Bruno (Cruzeiro), Gabriel Magalhães (Arsenal), Beraldo (PSG), Vitinho (Botafogo) e Wesley (Roma).
    • Meio-campistas: André (Wolverhampton), Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), João Gomes (Wolverhampton), Joelinton (Newcastle) e Paquetá (West Ham).
    • Atacantes: Estevão (Chelsea), Martinelli (Arsenal), Igor Jesus (Nottingham Forest), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Richarlison (Tottenham), Rodrygo (Real Madrid) e Vini Jr (Real Madrid).
  • Flaco López e Vitor Roque: será que estamos diante de uma nova dupla pra história do verdão?  

    Flaco López e Vitor Roque: será que estamos diante de uma nova dupla pra história do verdão?  

    Ser palmeirense é estar cercado de memórias que nos acompanham a vida inteira, um clube com 111 anos carrega muito tempo de campo e muitas histórias que a torcida não esquece.

    Quando a gente vê dois atacantes bem entrosados dentro de campo, a primeira reação que o torcedor alvi verde tem é: “Será que vem aí uma nova dupla pra nossa história?”. Nas arquibancadas do Allianz Parque, essa pergunta começa a ganhar força com Flaco López e Vitor Roque.

    O argentino recém convocado pra disputar as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, carinhosamente apelidado por Veiga de “Messi”, é um cara de área clássico, daqueles que carregam a fome de gol e a disposição para brigar pela bola. Já o tigrinho representa a nova geração: veloz, agressivo na pressão, com qualidade para cair pelos lados e arrancar em direção ao gol. Dois perfis diferentes, mas que parecem se complementar.

    E aí não tem como não comparar com grandes duplas de craques que já vimos no passado.

    A memória de Evair e Edmundo  

    Para nós, torcedores, a década de 90 ainda é uma espécie de marca registrada, uma Academia inesquecível com grande carinho pelo torcedor que viveu e também por aqueles que só ouviram as histórias passada as gerações seguintes. Aquele Palmeiras comandado pela Parmalat trouxe craques que transformaram o clube uma gigantesca potência. Entre tantos nomes, uma dupla ficou marcada: Evair e Edmundo.

    Evair era um homem frio, calculista, referência na área, especialista em pênaltis e dono de uma finalização precisa. Edmundo, por outro lado, era o caos em forma de talento: veloz, driblador, imprevisível. Juntos, formaram um contraste perfeito: técnica e explosão bruta, cálculo e intensidade.

    Ao olhar para Flaco e Vitor Roque, a comparação começa a surgir e pelo que ambos tem demonstrado nas entrevistas pós jogos, ficam felizes em jogarem juntos. Flaco podemos comparar com o Evair: não é o atacante mais elegante em campo, mas sabe se posicionar como poucos. E Vitor Roque, embora mais jovem e ainda em processo de amadurecimento não só de idade mas também dentro do elenco, carrega essa chama de Edmundo, aquele instinto quase instantâneo de partir para cima, de querer resolver o jogo.

    O que já temos e o que ainda falta  

    Claro que é cedo para dizer que Flaco e Roque vão se tornar uma dupla lendária ,afinal o Abel é um técnico com várias formações de elenco e de jogo. Mas não podemos negar que os sinais são promissores. Em campo, os dois já mostraram movimentos que se completam: quando Flaco atrai a marcação, Roque aparece para atacar o espaço. Quando Roque se desgasta pressionando a saída de bola, Flaco está ali para segurar a posição e dar opção ao elenco.

    O torcedor, acostumado a ver o Palmeiras se reinventar a cada ciclo, percebe quando algo diferente começa a nascer. E esse “diferente” está ai, nas jogadas em que os dois parecem falar a mesma língua sem nem trocar uma palavra.

    O que falta? Talvez um pouco mais de tempo. A história de Evair e Edmundo não foi construída em alguns meses, mas em anos de parceria, títulos e jogos decisivos. Para Flaco e Roque, a caminhada está só no início. Mas não é exagero dizer que temos ai uma boa dupla para para sonhar.

    O peso de vestir a camisa do Palmeiras  

    Jogar no Palmeiras não é como jogar em qualquer clube. A cobrança é diária, a comparação com o passado é inevitável. Quando um atacante novo chega, logo ouve falar de César Maluco, Evair, Ademir da Guia, Luizão, Vagner Love, Edmundo Animal, Paulo Nunes, entre tantos outros. A camisa pesa porque ela carrega grandes histórias.

    Mas se tem algo que essa torcida sabe reconhecer, é quando o jogador entrega em campo. Flaco conquistou o coração alviverde não só pelos gols, mas pela raça, pelo jeito de nunca desistir de uma bola, e acaba de renovar mais uma temporada com o Verdão. Roque , chegou devagar, com respeito pela camisa e pela torcida e agora entra numa melhor fase, se continuar mostrando coragem, vai continuar ganhando seu espaço.

    E, quem sabe, daqui a alguns anos quando eu estiver falando para próxima geração da minha família sobre as grandes duplas que tanto nos deram orgulho, eu não fale apenas de Evair e Edmundo. Talvez eu possa dizer: “Vi Flaco e Vitor Roque jogarem juntos. E que dupla era aquela!”.E se a história repetir, que seja agora, no Allianz lotado, com a nossa camisa verde. Porque no fim das contas, não é só sobre gols. É sobre pertencimento, sobre se sentir parte de uma história que nunca para de ser escrita.

  • A tradição da Torcida Jovem nos clássicos do futebol paulista

    A tradição da Torcida Jovem nos clássicos do futebol paulista

    Fundamental para um clube de futebol, a torcida representa não apenas uma fonte de apoio financeiro, mas também uma forte fidelidade emocional, transformando-se na alma e na identidade de uma agremiação. Muitas vezes, esses indivíduos se organizam para apoiar o time de forma mais intensa, formando um dos pilares culturais dos estádios ao redor do mundo.

    Presentes nas arquibancadas, seja em casa ou fora, utilizando bandeiras, cantos e mosaicos, as torcidas organizadas têm como objetivo incentivar seu próprio time e intimidar os adversários, criando um espetáculo visual e uma poderosa demonstração de amor verdadeiro.

    Uma das mais conhecidas e importantes do cenário paulista, a Torcida Jovem do Santos demonstra toda sua dedicação ao clube, embora, por vezes, esse amor extrapole os limites dos estádios.

    O Portal Camisa12 vai te contar a história da Torcida Jovem e sua tradição nos clássicos paulistas, colocando você por dentro de toda a sua importância nas arquibancadas nacionais e também ao redor do mundo.

    História

    Fundada em 26 de setembro de 1969, no bairro do Brás, por 13 jovens que acompanhavam o clube em jogos na capital, a Torcida Jovem do Santos foi a primeira torcida organizada do Peixe a ser criada. Seu surgimento teve como principal objetivo apoiar o time de forma organizada, demonstrando a paixão de seus torcedores por um clube litorâneo.

    Com o lema “Com o Santos onde e como ele estiver”, a TJ participou ativamente da oposição nas eleições do Santos em 1970, ingressando desde então na vida política do clube — chegando, inclusive, a eleger seus próprios integrantes para o Conselho Deliberativo.

    Durante o Regime Militar no Brasil, as preocupações da torcida não se limitaram apenas ao futebol: a Torcida Jovem também se posicionou em questões sociais, demonstrando que não se renderia facilmente diante das lutas da época.

    Tornando-se uma das maiores referências em padronização no futebol paulista, a Torcida Jovem se orgulha de ter uma das melhores baterias e letras de arquibancada do país. Além disso, é a única torcida organizada do Santos com sede fora da cidade litorânea, afirmando que, para ver o Peixe jogar, é necessário ter o “DNA do torcedor santista”.

    Tradição no cenário paulista

    Com um papel marcante nos clássicos paulistas, a Torcida Jovem nasceu e se consolidou em São Paulo, mesmo sendo o Santos um clube do litoral. Isso fez com que os confrontos diante dos gigantes do estado tivessem um peso especial para seus membros.

    Desde sua fundação, a Torcida Jovem sempre priorizou os jogos na capital, especialmente os clássicos disputados em estádios como o Morumbi, o Pacaembu e, mais recentemente, o Allianz Parque. Por meio de grandes caravanas organizadas, a agremiação tornou-se símbolo da resistência praiana em solo paulistano.

    Montando grandes festas com bandeirões, instrumentos e faixas temáticas, o apoio incondicional virou marca registrada da torcida evidenciado tanto nos momentos de crise interna quanto nas más fases dos últimos anos.

    Controvérsias em sua história

    Infelizmente, toda a tradição da Torcida Jovem nos clássicos também é marcada por um histórico de rivalidades intensas com outras organizadas, resultando em confrontos violentos e gerando repercussão negativa.

    Um desses episódios ocorreu em setembro, quando a Torcida Jovem e a Sangue Jovem, duas das principais organizadas do Santos, foram proibidas de frequentar estádios em todo o estado de São Paulo, punição válida até o fim de 2025.

    As torcidas foram punidas devido a uma série de conflitos registrados durante a goleada sofrida para o Vasco, em partida realizada no Morumbis. A decisão foi tomada pela Federação Paulista de Futebol, após recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

    Atualidade

    Seguindo como uma das maiores e mais influentes torcidas organizadas do país, a Torcida Jovem do Santos carrega, em seus mais de 50 anos de história, a representação da paixão de gerações por um clube.

    Mesmo diante dos desafios enfrentados e até expondo os contrastes desse tipo de agremiação, segue firme como voz ativa do torcedor santista, mostrando que a alma do clube vai muito além das quatro linhas de um campo ou das paredes de um estádio, deixando seu legado vivo no cenário nacional.

  • Freguês! Flamengo defende tabu histórico contra Rogério Ceni; veja todos os números

    Freguês! Flamengo defende tabu histórico contra Rogério Ceni; veja todos os números

    O Flamengo entra em campo neste domingo (05/10), às 18h30, na Arena Fonte Nova, para enfrentar o Bahia, em duelo decisivo para se manter na liderança do Campeonato Brasileiro de 2025.

    Mais notícias do Flamengo:

    Classificação da Série A: Palmeiras deixa Flamengo para trás
    Prazo de conclusão do estádio, capacidade e custo bilionário

    Além da disputa pelos três pontos, o time de Filipe Luís defenderá uma impressionante escrita contra o treinador Rogério Ceni.

    No 1° turno do Brasileiro deste ano, o Mengão venceu por 1 a 0 no Maracanã. Na vitória, o único gol foi marcado por Arrascaeta.

    Flamengo x Rogério Ceni: 16 jogos invicto

    Este será o 17° duelo entre o técnico e o clube carioca, e o Rubro-Negro venceu todos os 16 confrontos anteriores (veja abaixo).

    Os times comandados por Ceni marcaram seis gols e sofreram 31, reforçando o domínio flamenguista sobre o ex-goleiro e atual treinador do Bahia. Quem vai levar a melhor no próximo jogo?

    Jogos de Rogério Ceni contra o Flamengo:

    • Flamengo 2 x 0 São Paulo – Brasileirão 2017
    • Flamengo 2 x 0 Fortaleza – Brasileirão 2019
    • Fortaleza 1 x 2 Flamengo – Brasileirão 2019
    • Cruzeiro 1 x 2 Flamengo – Brasileirão 2019
    • Flamengo 2 x 1 Fortaleza – Brasileirão 2020
    • São Paulo 0 x 4 Flamengo – Brasileirão 2021
    • Flamengo 3 x 1 São Paulo – Brasileirão 2022
    • São Paulo 0 x 2 Flamengo – Brasileirão 2022
    • São Paulo 1 x 3 Flamengo – Copa do Brasil 2022 (semifinal)
    • Flamengo 1 x 0 São Paulo – Copa do Brasil 2022 (semifinal)
    • Flamengo 1 x 0 Bahia – Brasileirão 2023
    • Flamengo 2 x 1 Bahia – Brasileirão 2024
    • Bahia 0 x 1 Flamengo – Copa do Brasil 2024 (quartas)
    • Flamengo 1 x 0 Bahia – Copa do Brasil 2024 (quartas)
    • Bahia 0 x 2 Flamengo – Brasileirão 2024
    • Flamengo 1 x 0 Bahia – Brasileirão 2025
    Flamengo x Bahia no Maracanã em 2025 – Foto: Letícia Martins/Bahia
  • Palmeiras: Flaco López e Aníbal Moreno são desfalques contra o Juventude na Série A

    Palmeiras: Flaco López e Aníbal Moreno são desfalques contra o Juventude na Série A

    O Palmeiras terá dois importantes desfalques na Data Fifa. O atacante Flaco López e o volante Aníbal Moreno estão na lista de convocados da Seleção Argentina para os amistosos de outubro.

    Portanto, não estarão à disposição de Abel Ferreira no duelo contra o Juventude, marcado para o dia 11, no Allianz Parque, em jogo atrasado da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

    Flaco e Aníbal vivem momentos de alta

    A convocação marca a segunda chamada consecutiva de López pelo técnico Lionel Scaloni, confirmando a boa fase do jogador. Recentemente, renovou contrato até 2029. Já Aníbal comemora sua primeira oportunidade na equipe principal da albiceleste.

    Mais notícias do Palmeiras:

    Os dois atletas são titulares e representam baixas significativas para o Palmeiras, que busca manter a liderança do Brasileirão. O Verdão dipsuta o primeiro lugar com Flamengo e Cruzeiro.

    Amistosos da Argentina e impacto no calendário do Verdão

    Os amistosos da Argentina acontecem nos dias 10 e 13 de outubro, contra Venezuela e Porto Rico, respectivamente, nos Estados Unidos. A partida do Palmeiras, por sua vez, foi remarcada para essa data devido à participação no Mundial de Clubes.

    • Goleiros: Emiliano Martínez (Aston Villa), Rulli (Olympique de Marselha), Benítez (Crystal Palace) e Cambeses (Racing);
    • Laterais: Montiel (River Plate), Molina (Atlético de Madrid), Acuña (River Plate) e Tagliafico (Lyon);
    • Zagueiros: Cristian Romero (Tottenham), Balerdi (Olympique de Marselha), Otamendi (Benfica), Senesi (Bournemouth) e Rivero (River Plate);
    • Meias: Paredes (Boca Juniors), Aníbal Moreno (Palmeiras), De Paul (Inter Miami), Enzo Fernández (Chelsea), Nico Paz (Como), Lo Celso (Betis), Mac Allister (Liverpool) e Almada (Atlético de Madrid);
    • Atacantes: Giuliano Simeone (Atlético de Madrid), Nico González (Atlético de Madrid), Mastantuono (Real Madrid), Messi (Inter Miami), Flaco López (Palmeiras), Julián Álvarez (Atlético de Madrid) e Lautaro Martínez (Inter de Milão)
  • Classificação da Série A 2025: Palmeiras dispara no returno e deixa Flamengo para trás

    Classificação da Série A 2025: Palmeiras dispara no returno e deixa Flamengo para trás

    O Palmeiras voltou a liderar o returno do Campeonato Brasileiro ao bater o Vasco por 3 a 0 no Allianz Parque, na quarta-feira (02/10). Com o resultado, o Verdão chegou a 16 pontos e ultrapassou o Flamengo, que agora ocupa a segunda colocação, com 15.

    Mirassol e Cruzeiro seguem firmes no G-4, com 14 pontos cada, enquanto o Botafogo ganhou quatro posições e assumiu o quinto lugar após vencer o Bahia por 2 a 1. Os dados foram levantados pelos jornalistas Cadu Vargas e Valmir Storti, do portal Ge.

    Resultados da 26ª rodada da Série A 2025 – Foto: Instagram/Brasileirão

    26ª rodada tem recorde de empates

    A 26ª rodada registrou empates nesta edição do Brasileirão: foram seis jogos sem vencedores. Entre eles, o duelo entre Flamengo e Cruzeiro, no Maracanã, que terminou empatado sem gols.

    Vitória deixa a lanterna do returno

    Quem surpreendeu foi o Vitória, que deixou a última colocação ao derrotar o Ceará por 1 a 0, no Barradão, em Salvador. O time baiano ganhou sete posições e aparece em 13º lugar no returno.

    Leia também: mudanças no novo calendário do futebol brasileiro

    Outro destaque foi o São Paulo. Mesmo com um jogador a menos desde os 21 minutos do primeiro tempo (expulsão de Rigoni), o tricolor paulista superou o Fortaleza por 2 a 0 no Castelão.

    Inter e Atlético-MG vivem pesadelo

    Na parte de baixo da tabela, a crise é grande para Internacional e Atlético-MG. O Colorado, que empatou em casa com o Corinthians por 1 a 1, assumiu a lanterna do returno com apenas cinco pontos.

    O Galo, agora comandado por Jorge Sampaoli, tem a mesma pontuação, mas aparece em 19º por ter saldo de gols melhor.

    Classificação do returno do Brasileirão 2025:

    1. Palmeiras – 16 pontos
    2. Flamengo – 15 pontos
    3. Mirassol – 14 pontos
    4. Cruzeiro – 14 pontos
    5. Botafogo – 12 pontos
    6. Grêmio – 12 pontos
    7. Vasco – 11 pontos
    8. Fluminense – 11 pontos
    9. São Paulo – 10 pontos
    10. Bahia – 10 pontos
    11. Ceará – 9 pontos
    12. Corinthians – 8 pontos
    13. Vitória – 7 pontos
    14. Santos – 7 pontos
    15. Fortaleza – 6 pontos
    16. Red Bull Bragantino – 6 pontos
    17. Sport – 6 pontos
    18. Juventude – 6 pontos
    19. Atlético-MG – 5 pontos
    20. Internacional – 5 pontos
  • Palmeiras x Flamengo: de “times distantes” à rivalidade da década  

    Palmeiras x Flamengo: de “times distantes” à rivalidade da década  

    O Palmeirense carrega nas costas mais de um século de rivalidades clássicas e históricas. Corinthians, São Paulo, Santos… esses são os confrontos que nasceram no sangue, na arquibancada, no barulho das ruas de São Paulo. Agora Flamengo? Até pouco tempo atrás, não passava de mais um adversário de respeito, com grande adesão popular, mas distante, quase neutro.

    Só que o futebol brasileiro mudou muito nos últimos tempos. O calendário expandiu, o dinheiro entrou pesado com os novos tipos de patrocínio, e a liderança ficou restrita a poucos clubes capazes de sustentar elencos milionários e estrutura avançada.

    E aí, no meio dessa virada, o Flamengo e o Palmeiras começaram a se encontrar repetidamente em finais, decisões e disputas diretas de título.

    De repente, o clube carioca que nunca foi rival histórico ou de torcida, passou a dividir com a gente o protagonismo.
    De 2015 pra cá, quantas vezes Palmeiras e Flamengo se cruzaram em jogos que valiam taça ou mudavam o rumo da temporada? Libertadores, Supercopa, Copa do Brasil, Brasileirão. Viramos adversários de mesa de bar, de programa esportivo e de arquibancada.

    O choque de estilos e as falas da Leila   Pereira

    E não é só em campo que essa rivalidade tomou forma, mas também fora dele, e tem ficado cada vez mais evidente. A presidente Leila Pereira por exemplo, tem repetido que admira a estrutura do Flamengo, mas não deixa quieto quando fala em gestão responsável, insinuando que nem todo modelo de gastos é sustentável no longo prazo.

    Recentemente, ela deu aquela cutucada bem estilo da presidente do Verdão, ao dizer que: “o Palmeiras não vai se endividar para comprar craques a qualquer custo”, deixando clara a critica ao rival rubro-negro, que adota uma postura mais agressiva no mercado da bola.

    Essas declarações acendem ainda mais a rivalidade entre os clubes. De um lado, a torcida alvi verde se orgulha da solidez financeira e da sequência de títulos da última década. Do outro, a nação rubro-negra responde com seus números massivos de torcida, de arrecadação e de estrelas contratadas.

    Rivalidade moderna

    Eu acho engraçado que Palmeiras e Flamengo nunca tiveram no passado o peso de uma rivalidade direta, como Corinthians x Palmeiras ou Fla x Flu, inclusive não me lembro de alguma vez ouvir meu pai ou meus irmãos falarem de um jogo memorável entre Palmeiras e Flamengo durante as suas incontáveis histórias de jogos e arquibancada.

    Mas o futebol vive de cenário, e hoje a realidade é que os dois são os grandes clubes do Brasil no século XXI. A cada temporada, o torcedor já entra esperando o confronto decisivo entre esses dois.

    Inclusive, em muitas entrevistas que vejo do elenco eles sempre falam como jogar contra o Flamengo ou até mesmo o Botafogo, se tornou um jogo mais difícil nos últimos anos.

    De certa forma, dá até gosto de ver. Se antes éramos reféns de olhar só para os clássicos regionais, agora temos uma rivalidade nacional. É o choque dos times hoje considerados elite: a consistência palmeirense contra a ousadia flamenguista. E cada temporada, cada título que esses clubes ganham só aumenta mais e mais essa rivalidade.

    E nós, palmeirenses?  

    Do lado de cá, a gente sabe que rivalidade mesmo é contra o Corinthians, isso nunca vai mudar, e também não podemos negar que a rivalidade regional ainda tem um maior peso pras torcidas, porque é nessa resenha de arquibancada que vem as grandes piadinhas contra o rival, e um estilo mais engraçado de torcer. Mas negar que o Flamengo virou nossa “comparação” de grandeza nos últimos anos seria não olhar pra realidade atual. Quando vencemos, o gosto é especial. Quando perdemos, a cobrança chega forte.

    Talvez no futuro quando eu estiver contanto as minhas história de arquibancada eu possa falar de um “Palmeiras x Flamengo” como a grande rivalidade do futebol brasileiro dessa decáda atual. Uma rivalidade que nasceu não de vizinhança ou bairrismo, mas da grandeza e investimento.E no fundo, isso só mostra o tamanho do Verdão: não importa o tempo, não importa o adversário, não importa a década, sempre haverá alguém que nos mostre o quanto somos e sempre seremos um dos maiores times brasileiros.

  • Atlético-MG: Jorge Sampaoli teria pedido Gabigol e Allan como reforços para 2026

    Atlético-MG: Jorge Sampaoli teria pedido Gabigol e Allan como reforços para 2026

    Jorge Sampaoli já começou a desenhar os planos do Atlético-MG para 2026. O treinador argentino, que assumiu recentemente o comando do Galo, apresentou à diretoria seus primeiros pedidos.

    Entre os nomes sugeridos, estão dois jogadores com quem ele trabalhou no Flamengo em 2023: Gabigol, atualmente no Cruzeiro, e Allan, do Rubro-Negro. As informações são do portal ‘O Dia’.

    Leia mais sobre o Atlético-MG:

    + Torcida do Galo: cidade vira estádio e o estádio vira coro

    + Jogadores do Atlético-MG: os mais marcantes da história

    A diretoria não formalizou qualquer oferta. No entanto, as duas indicações deixam claro o perfil de atletas que o técnico busca: experiência, qualidade técnica e histórico de conquistas.

    Valores de mercado de Gabigol e Allan

    Gabigol é ‘reserva de luxo’ no Cruzeiro

    Gabriel Barbosa vive sua primeira temporada com a camisa celeste. Contratado até dezembro de 2028, o atacante de 28 anos é a valiado em 5 milhões de euros (cerca de R$ 31 milhões), segundo o site Transfermarkt, mesmo sem a titularidade absoluta.

    Gabigol, atacante do Cruzeiro – Foto: Mauricio Simões/Cruzeiro

    Allan é bastante utilizado do Flamengo

    Allan, jogador que brilhou justamente no clube mineiro sob o comando Sampaoli antes de ser negociado com o Flamengo. Com contrato até 2027 e valor de mercado estimado em 4 milhões de euros (cerca de R$ 24 milhões), não deve ser negociado.

    Allan com a camisa do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
  • A relação entre o torcedor do Palmeiras e a Academia de Futebol

    A relação entre o torcedor do Palmeiras e a Academia de Futebol

    Ser torcedor do Palmeiras é viver uma paixão que transborda as quatro linhas, carregada de história e de orgulho. Como disse o jornalista Joelmir Beting: “Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário; e a quem não é, é simplesmente impossível.” 

    Essa frase resume bem o sentimento inexplicável que une milhões de torcedores palmeirenses ao seu clube do coração.

    Neste artigo, a equipe do Portal Camisa12 traz uma análise aprofundada (e cheia de carinho) sobre a relação única entre a torcida do Palmeiras e a lendária Academia de Futebol, unindo tradição e atualidade, história e arquibancada, tudo com aquela linguagem leve de uma boa conversa entre palestrinos.

    Avanti, Palestra! ⚽️💚

    Academia de Futebol: o legado que move o torcedor palmeirense

    Antes de mais nada, vale entender o que significa Academia de Futebol para os palmeirenses. Esse apelido carinhoso e respeitoso nasceu nos anos 60, quando o Palmeiras montou um dos maiores times da história do futebol brasileiro. 

    O futebol jogado com tanta classe e técnica era comparado a uma verdadeira aula em campo – não à toa, dizia-se na época que assistir a um jogo do Palmeiras era como ver uma “aula de futebol” ao vivo.

    Primeira Academia

    A primeira Academia brilhou nos anos 1960, liderada pelo craque Ademir da Guia (o “Divino”) e outros ídolos palmeirenses como Djalma Santos e Julinho Botelho. 

    Segunda Academia

    Já nos anos 1970, uma Segunda Academia surgiu, com jogadores lendários como Leivinha, Luís Pereira, César Maluco e o goleiro Emerson Leão. 

    Essas equipes encantaram o Brasil com títulos e futebol arte, forjando um legado de excelência que até hoje inspira o torcedor alviverde.

    Palmeiras = Brasil

    Um momento histórico que enche de orgulho qualquer torcedor do Palmeiras ocorreu em 7 de setembro de 1965. Na inauguração do Mineirão, o Palmeiras representou a Seleção Brasileira inteira em um amistoso contra o Uruguai (vestindo a camisa amarela do Brasil). Os 11 titulares eram todos jogadores do Verdão, incluindo técnico e comissão! 

    E o resultado? Vitória brasileira por 3×0. Foi a primeira (e única) vez que um clube atuou como a Seleção Brasileira completa em campo, um feito que a torcida palmeirense relembra com brilho nos olhos. 

    Não é exagero dizer que o Palmeiras era, de fato, a “verdadeira Academia” do futebol nacional naquele período. Episódios como esse cimentaram o orgulho palestrino e a percepção de que vestir a camisa verde e branca é sinônimo de tradição e conquistas.

    A Era Parmalat

    Ao longo das décadas, a ideia de Academia de Futebol continuou a inspirar novas gerações. Nos anos 90, durante a chamada Era Parmalat, o Palmeiras voltou ao topo com jogadores como Evair, Edmundo, Rivaldo e companhia – alguns torcedores consideram aquele time como uma “terceira Academia”, pelos inúmeros títulos entre 1993 e 2000.

    Dias atuais

    Mais recentemente, sob o comando do técnico Abel Ferreira, o clube vive outra fase gloriosa. De 2015 pra cá, o Verdão conquistou Libertadores (bicampeão em 2020 e 2021), Copas do Brasil e vários Brasileiros, mantendo uma base sólida de elenco por anos. Muitos já comparam essa fase atual a uma nova Academia, dada a hegemonia recente e o alto nível de futebol apresentado. 

    E convenhamos: a torcida palestrina adora essa comparação – afinal, ser chamado de Academia de novo é motivo de orgulho e prova de que o padrão de excelência continua vivo no Allianz Parque.

    Torcida que canta e vibra: tradição e paixão nas arquibancadas

    Se o Palmeiras é conhecido como Academia dentro de campo, fora dele quem dá show é a torcida do Palmeiras, carinhosamente chamada de torcida que canta e vibra.

    Esse verso imortal do hino oficial do Verdão – “Defesa que ninguém passa, linha atacante de raça, torcida que canta e vibra!” – já indica a força da massa alviverde desde 1949. 

    A torcida palmeirense sempre se destacou por seu apoio incondicional e pela festa nas arquibancadas, transformando qualquer estádio em um caldeirão verde e branco quando o Verdão entra em campo.

    A identidade palestrina tem raízes profundas. O clube nasceu em 1914 como Palestra Italia, fundado pela comunidade de imigrantes italianos em São Paulo. Os torcedores daquela época se autodenominavam palestrinos, um termo ainda usado com orgulho para se referir aos palmeirenses, lembrando as origens do clube. 

    Em 1942, em meio às pressões da Segunda Guerra, o Palestra teve que mudar de nome e assim nasceu a Sociedade Esportiva Palmeiras – evento conhecido como Arrancada Heroica

    Naquele dia histórico, o time entrou em campo já como Palmeiras e conquistou um título paulista, e a torcida entoou: “Nasce o Palmeiras, campeão!”.

    Esse espírito de resistência e paixão é passado de geração em geração. Ser torcedor do Palmeiras é carregar no peito a história de glórias, lutas e viradas por cima.

    E não faltam símbolos dessa paixão. Um exemplo é o mascote Porco: torcedor palmeirense que se preze já gritou “Olê, Porco!” pelo menos uma vez. Curiosamente, o apelido porco surgiu como provocação de rivais lá atrás, mas os palmeirenses deram a volta por cima. 

    Durante um jogo de 1986, a torcida do Palmeiras decidiu assumir de vez o apelido que antes os ofendia, cantando em coro “e dá-lhe Porco!” nas arquibancadas. A partir daí, o Porco virou símbolo de raça e orgulho do Verdão – tanto que em 2016 o clube oficializou o mascote Periquito ao lado do Porco Gobbato, eternizando ambos em sua galeria de símbolos.

    Essa capacidade de transformar zoação em motivação mostra bem a personalidade do torcedor palmeirense: apaixonado, irreverente e cheio de amor pelo clube.

    Mancha Verde: a voz da arquibancada palmeirense

    Dentro dessa torcida que canta e vibra, um capítulo especial fica por conta das torcidas organizadas, em especial a Mancha Verde (ou Mancha Alviverde). Fundada em 1983, a Mancha se tornou a maior organizada do Palmeiras e uma das mais famosas do Brasil. No estádio, são eles que puxam os cânticos incessantes, tocam os tambores e agitam bandeirões, transformando jogos em verdadeiros espetáculos de apoio. 

    Quando o Allianz Parque lota com mais de 40 mil vozes, é comum ouvir a Mancha ditando o ritmo: o canto “Palmeiras meu Palmeiras, meu orgulho, minha vida!” ecoa e arrepia, embalado pela bateria da escola de samba que eles mesmos mantém.

    Aliás, a Mancha Verde não se limita ao futebol – ela literalmente leva a paixão alviverde para o carnaval. A torcida organizada deu origem a uma escola de samba que leva o mesmo nome e, acredite, já foi campeã do carnaval de São Paulo (ganhou títulos no Grupo Especial, como em 2019 e 2022).

    Ou seja, a festa palmeirense acontece dentro e fora dos campos, seja na arquibancada ou no Sambódromo do Anhembi. Isso mostra como a cultura palmeirense vai além dos 90 minutos: é um estilo de vida, uma manifestação cultural.

    A torcida palmeirense tem orgulho de sua Mancha Verde, que hoje também desempenha trabalhos sociais e ajuda a preservar a memória da torcida (“Aqui se aprende a amar o Palmeiras”, diz a biografia da Mancha nas redes sociais).

    Com toda essa presença, a Mancha se tornou a voz mais visível (e audível!) da arquibancada alviverde, canalizando a paixão de milhões de palestrinos em uma só canção.

    Do estádio às redes sociais: a torcida palmeirense em todos os lugares

    O amor do torcedor palmeirense pelo clube evoluiu com os tempos. Se nas décadas passadas o palco principal era o Estádio Palestra Italia (o velho Parque Antártica) e hoje é o moderno Allianz Parque, agora a torcida também dá show na internet. 

    Os palmeirenses estão entre os mais engajados do país nas redes sociais, levando a rivalidade e a festa para o Twitter, Instagram, YouTube, TikTok e onde mais houver uma tela verde e branca. Em 2023, o Palmeiras atingiu 22,5 milhões de seguidores somando suas principais redes, ultrapassando o São Paulo e assumindo a 3ª posição no ranking nacional de torcidas online – ficando atrás apenas de Flamengo e Corinthians em números totais.

    Mas não é só quantidade: é qualidade de engajamento. Em dias de jogos decisivos, as hashtags do Verdão figuram entre os assuntos mais comentados, e os vídeos com bastidores e comemorações viralizam.

    A FIFA, inclusive, já destacou o envolvimento da torcida palmeirense em competições internacionais. Durante o Mundial de Clubes, por exemplo, chamou atenção o modo como os palmeirenses mobilizaram mutirões online para votar em prêmios de torcida e apoiar o time à distância. 

    Essa combinação de arquibancada pulsante e presença digital forte rende ao Palmeiras uma alcunha merecida de Torcida que canta, vibra e… tuita! 😄

    Nas redes, os torcedores palmeirenses também celebram a rica história do clube: relembram gols históricos (quem nunca viu o vídeo do gol de Cleiton Xavier aos 47 do segundo tempo contra o Colo-Colo em 2009 circulando nas timelines?), compartilham fotos da família toda uniformizada e, claro, provocam os rivais com bom humor. 

    Não importa se é no estádio gritando até ficar rouco ou no WhatsApp mandando figurinha do Porco Campeão, a verdade é que o palmeirense leva sua paixão aonde for.

    Academia e arquibancada: excelência, cobrança e orgulho de ser Palmeiras

    A relação entre a torcida e o conceito de Academia de Futebol não é feita só de saudosismo – ela também se manifesta na cobrança por excelência. O palmeirense aprendeu com as Academias do passado a amar o futebol bem jogado e as grandes conquistas, então ele não se contenta com pouco. 

    A torcida que canta e vibra também cobra (e cobra muito!) quando acha necessário. Essa característica foi até mencionada no próprio hino adaptado pelos torcedores: muitos brincam que a frase extra-oficial é “torcida que canta, vibra e cobra”.

    Ou seja, a mesma voz que apoia sem parar também sabe reclamar se o desempenho não honra a tradição alviverde. Faz parte da cultura palmeirense essa busca constante pela grandeza.

    E a diretoria e jogadores sabem: jogar no Palmeiras é ter uma torcida exigente, mas que estará ao seu lado nos momentos bons e ruins. Prova disso foi o comportamento da massa alviverde nos momentos difíceis. 

    Mesmo nos períodos de jejum de títulos (como nos anos 1980) ou nas dolorosas quedas para a Série B (em 2003 e 2013), a torcida palmeirense nunca abandonou o time.

    Pelo contrário – empurrou o Verdão de volta ao topo. Em 2014, quando o clube quase caiu novamente no ano do seu centenário, lá estavam 39 mil torcedores cantando no Pacaembu no jogo da salvação. 

    Essa resiliência mostra que a relação do torcedor palestrino com o clube é quase familiar: você pode até ficar bravo com aquele parente (no caso, o time) depois de um vexame, mas o amor continua inabalável.

    No lado positivo, essa cobrança por excelência também impulsiona o clube a se modernizar e buscar títulos sempre. Hoje o Palmeiras se orgulha do apelido “Maior Campeão do Brasil”, dado o recorde de títulos nacionais que possui (são 11 ou 12 Brasileiros, a depender da contagem histórica, além de várias Copas do Brasil). 

    Cada conquista é celebrada intensamente pela torcida – basta ver a festa épica na Avenida Paulista em 2021, quando o Verdão trouxe mais uma taça Libertadores para casa.

    A torcida palmeirense se vê como parte ativa dessas vitórias: eles se autodenominam Camisa 12 (daí o nome do nosso Portal), pois sabem que seu apoio faz diferença dentro de campo, funcionando como o 12º jogador.

    Paixão de pai para filho: a herança alviverde que nunca acaba

    Se você conversar com qualquer torcedor do Palmeiras, vai perceber que a paixão alviverde frequentemente é uma herança de família. Histórias de pais, avós e bisavós palestrinos são transmitidas como verdadeiras lendas domésticas. 

    O avô conta do tempo da Academia de Ademir da Guia, o pai relembra São Marcos defendendo pênaltis impossíveis nos anos 2000, e o filho vibra com os gols de Dudu e defesas do Weverton na era Abel Ferreira. 

    Assim, cada geração de torcedores palmeirenses carrega um pedaço da memória do clube e acrescenta novos capítulos. É uma corrente de amor verde e branco que parece não ter fim.

    Essa forte identificação faz do Palmeiras mais que um time: é parte da identidade de milhões de pessoas. As arquibancadas do Allianz Parque em dia de decisão estão pintadas de verde, mas também cheias de crianças, jovens, adultos e idosos unidos pelo mesmo canto. 

    Emoções passadas e futuras se encontram ali – lágrimas por lembrar um ídolo do passado, sorrisos sonhando com as próximas vitórias. Tudo isso embalado pelo coro “Palmeiras, minha vida é você!”.

    Em resumo, ser torcedor do Palmeiras é pertencer a uma Academia eterna: a Academia de paixão, de tradição e de fidelidade. A relação entre a torcida palmeirense e o clube é um laço indissolúvel, construído ao longo de mais de um século. 

    A Academia de Futebol deu ao palmeirense um orgulho único, e o torcedor em troca dá ao Palmeiras uma alma e uma voz incomparáveis. É uma troca bonita: o clube ensina o torcedor a amar e aspirar à excelência. A torcida ensina o clube que jamais lhe faltará apoio. Juntos, clube e torcida formam uma família alviverde que canta, vibra, cobra e comemora unida.

    Avanti Palestra! Hoje e sempre, a torcida que canta e vibra segue fazendo história ao lado do seu Palmeiras, seja nas arquibancadas, seja nas ruas ou na internet – porque o amor palestrino, esse não conhece fronteiras nem explicação lógica. 

    E se alguém ainda não entende… bem, talvez seja mesmo impossível explicar.