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  • Diretoria do Flamengo prevê inauguração de novo estádio em 2036

    Diretoria do Flamengo prevê inauguração de novo estádio em 2036

    O Conselho Deliberativo do Flamengo reuniu-se na noite desta última quarta-feira (17/09) para obter mais detalhes sobre como anda a construção do novo estádio do clube, no terreno do Gasômetro. Segundo os dados apresentados pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP, a conclusão das obras ocorrerá a partir de 2034, podendo estender-se até 2036, dependendo de problemas externos.

    A diretoria rubro-negra justificou que os custos foram minimizados no projeto apresentado pela gestão passada. A FGV calculou um custo final com todos os dados — atualizando a inflação, contingências e insumos — em R$ 2,66 bilhões. Quando adicionado o custo de capital, o valor total do estádio chega a aproximadamente R$ 3,1 bilhões. Anteriormente, a quantia apresentada era de R$ 1,9 bilhão.

    “Nesse período, uma equipe de especialistas se dedicou a desenvolver um projeto viável, corrigindo distorções de origem que envolviam custos subestimados, prazos irreais, receitas superestimadas e um modelo de financiamento insustentável”, comunicou o Flamengo.

    Pontos apresentados:

    • Estádio otimizado de 72 mil lugares, com foco na redução de assentos premium;
    • Custo revisado de R$ 2,2 bilhões, incluindo o estádio, contingências, terreno, custo de capital e custo do entorno;
    • Prazo de conclusão mínimo em julho de 2036, dependendo de diversos fatores externos;
    • Estratégia de financiamento viável, baseada na geração de recursos internos (poupança);
    • Lastro no aumento de receitas orçamentárias e rentabilidade, sem gerar impacto na performance esportiva.

    Além do mandatário rubro-negro, estiveram presentes na reunião Alexandre Rangel, sócio da RRA Consultoria; Ricardo Simonsen; Henrique Castro; e Bauer Rachid, da FGV Conhecimento. O propósito do encontro foi apresentar as conclusões dos estudos de campos de sondagem, arbóreo, topografia, patrimônio histórico e a descontaminação do terreno — tudo sendo realizado por cinco empresas contratadas pelo clube.

    Conforme mostrado na análise, houve reduções nas receitas projetadas. Inicialmente, o plano estimava um valor médio de ingresso de R$ 195,44 — mais do que o dobro da média atual — com cerca de 30% dos assentos considerados como VIP ou Premium, número que dobra os existentes atualmente no Maracanã. Os valores estimados pelo Certificado de Potencial Adicional de Construção (Cepac) foram de R$ 552 milhões, recalculados pela FGV para R$ 194 milhões.

    Quanto aos prazos, a diretoria anterior havia projetado a inauguração para 2029. Contudo, os gestores atuais afirmam que o cronograma desconsiderava algumas etapas essenciais, como o remanejamento da Naturgy, que hoje ocupa cerca de 55% do terreno com uma subestação de bombeamento de gás para a região metropolitana do Rio.

    Segundo comunicado da empresa de gás, enviado ao Flamengo no dia 10 de setembro de 2025, o tempo estimado para a modificação é de quatro anos — isso após a exploração do novo endereço para a instalação da subestação, tarefa a cargo da prefeitura.

    A limpeza e demolição do terreno estão sob responsabilidade do Flamengo, com o acompanhamento da aprovação legislativa dos Cepacs e a assinatura do Termo Definitivo com a AGU, a Caixa e a Prefeitura. Contabilizando a médio e longo prazo, a prioridade será a estruturação do projeto executivo, tudo para a construção do estádio do clube rubro-negro.

  • Andreas Pereira: convocação que também é vitória do Palmeiras

    Andreas Pereira: convocação que também é vitória do Palmeiras

    Quando saiu a notícia da convocação de Andreas Pereira para a Seleção Brasileira, o coração palmeirense bateu mais forte. Senti uma mistura de orgulho, alívio e expectativa. Orgulho por ver um jogador do nosso elenco ganhar o reconhecimento merecido. Alívio por saber que sua chegada ao Verdão foi uma escolha acertada. Expectativa pelo futuro, porque essa convocação não é apenas uma vitória pessoal do atleta  é também uma vitória do Palmeiras.

    Andreas não é promessa. É um jogador experiente, calejado da Europa, com altos e baixos, mas sempre sob os holofotes. Veio do Fulham, acostumado à pressão e à visibilidade. Aqui, ganhou a camisa 8, número carregado de história: de Leivinha, que brilhou na Academia dos anos 70, ao mais recente Richard Ríos, que conquistou a torcida com raça e talento. Não é qualquer número. É símbolo de responsabilidade e tradição. E Andreas já deixou claro: o Palmeiras é vitrine para a Seleção.

    Essa convocação confirma o que a torcida já sabia: quando o Palmeiras decide contratar, raramente erra. Busca jogadores que unem talento, experiência e vontade de vestir o manto. Andreas quis vir, se identificou de imediato, disse ter sentido o carinho e a segurança que o clube ofereceu para ele e sua família. Isso faz diferença.

    E em tão pouco tempo, já está colhendo frutos. Sua convocação prova que o Verdão mantém seus jogadores em forma, dá visibilidade e disputa competições de peso. É o ciclo perfeito: desempenho, consistência e vitrine. E é por isso que as portas da Seleção se abrem.

    O que esperamos agora? Que Andreas siga convocado, para Eliminatórias, para Copa do Mundo, para o que vier. Que cada gol, assistência e liderança dele aqui ultrapasse além das nossas fronteiras. Porque, quando ele veste a amarelinha da Seleção, também carrega o verde do Palmeiras em cada jogada.

    Essa convocação valida a contratação, reforça a imagem do clube no cenário nacional e mostra que nossos jogadores têm espaço para brilhar em qualquer lugar. Para nós, torcedoras e torcedores do Verdão, é mais do que uma boa notícia: é motivo de orgulho.

  • Tubarão azul come camarões e está perto do Copa do Mundo

    Tubarão azul come camarões e está perto do Copa do Mundo

    Em 2006, três seleções de língua portuguesa estiveram na Copa da Alemanha: Portugal, Brasil e Angola. Vinte anos depois, podemos voltar a ter um trio lusófono na maior prova desportiva do planeta. Cabo Verde está a um passo de um feito histórico: a qualificação para a Copa de 2026.

    Se conseguir, os Tubarões Azuis  se tornarão o segundo menor país da história a disputar uma Copa. O recorde continua a pertencer à Islândia (2018), com cerca de 340 mil habitantes. Cabo Verde, com pouco mais de 600 mil, ficaria logo atrás.

    Talento natural, condições limitadas  

    A comparação com a Islândia é inevitável. Os islandeses chegaram à Copa graças a um investimento massivo em infraestruturas e formação: quase toda localização possui campos modernos e a maioria dos treinadores possui licenças UEFA.

    Cabo Verde, pelo contrário, vive com condições muito limitadas. A realidade do país é marcada pela emigração: o talento nasce nas ilhas, mas cedo parte em busca de melhores oportunidades, sobretudo para Portugal, pela ligação cultural e linguística. Resultado? A seleção cabo-verdiana depende fortemente da diáspora.

    Jogadores nascidos ou formados na Europa são a espinha dorsal da equipe. Muitos, como Nani, Gelson Martins, Eliseu, Rolando ou Manuel Fernandes, acabaram por escolher representar outras bandeiras. Mas o fato de existirem tantos nomes de topo com raízes cabo-verdianas prova a riqueza natural do talento do arquipélago.

    O caso insólito do LinkedIn  

    Um dos exemplos mais caricatos da diáspora é Roberto “Pico” Lopes, zangueiro do Shamrock Rovers, nascido em Dublin. A história parece anedota: quase perdeu a oportunidade de representar Cabo Verde porque ignorou uma mensagem em português do então técnico da seleção Rui Águas… no LinkedIn. Só respondeu quando recebeu nova mensagem em inglês.Hoje é peça-chave da defesa e já participou no CAN 2021 e 2023. O episódio mostra até que ponto a Federação tem sido criativa e determinada para não desperdiçar talento espalhado pelo mundo.

    Vitória histórica sobre os Camarões  

    A confirmação da maturidade desta geração chegou no último jogo: vitória por 1-0 sobre os Camarões, um dos gigantes do futebol africano. O gol de Dailon Livramento provocou uma explosão popular, com invasão de campo e festa pelas ruas de Santiago.

    Agora faltam apenas dois jogos – contra a Líbia, em Trípoli, e contra o Essuatíni, em casa – para concretizar o sonho. Três pontos separam Cabo Verde na Copa 2026.

    O peso do sonho  

    Para os cabo-verdianos, esta qualificação teria um valor incalculável. Se para portugueses e brasileiros estar numa Copa é uma espécie de obrigação, para Cabo Verde seria como levantar o troféu. Tenho amigos cabo-verdianos e sei bem a loucura e orgulho que atravessa a comunidade neste momento.

    Por isso, torço por eles. Claro que quero ver Portugal campeão, com os “irmãos chatos” do Brasil sempre a lutar pelo título. Mas confesso: se Cabo Verde marcar presença no Mundial 2026, vai ganhar mais um adepto apaixonado – eu.

  • Rodrigo Mora bem, Roger mal

    Rodrigo Mora bem, Roger mal

    Rodrigo Mora tem apenas 18 anos e só na temporada passada estreou pela equipe principal do FC Porto. Porém, no início da atual temporada teve uma oportunidade de ser transferido para a Arábia Saudita, o que não se consumou. O motivo não interessa. Em sentido contrário, Roger Fernandes, de 19 anos, trocou o Braga pelo Al Ittihad, o mesmo clube que queria contratar Mora. Com muita pena minha, confesso.

    A realidade é que já não tenho paciência e, sinceramente, não quero bem saber da Arábia Saudita e dos milhões que oferecem a jogadores. Tirando Cristiano Ronaldo e mais um ou outro exemplo, parece que todos vão para lá apenas para ganhar um bom dinheiro e regressar ao futebol a sério passado dois anos! E ainda bem, ao menos que seja assim.

    © Zerozero

    Mas a ida precoce de um jovem talento para a Arábia me deixa frustrado, não vou mentir. Roger Fernandes estreou pelo time principal do Braga aos 15 anos e, desde aí, foi sempre  evoluindo, tendo captado atenção de clubes da Premier League, por exemplo. Com o mundo do futebol aos seus pés, um talento incrível e uma ética de trabalho, aparentemente, boa, por que ir já para o Médio Oriente?

    Eu entendo que o dinheiro fala alto, sobretudo para quem veio de uma família pobre da Guiné Bissau. Mas para um jovem de 19 anos, faz assim tanta diferença receber 10 milhões de euros por época na Arábia Saudita, ou 4 milhões noutra liga qualquer de topo? Ou até em Portugal? A ambição desportiva não existe? Ou Roger acha que vai-se tornar o mesmo jogador a competir numa liga de baixo nível (sim, não concordo com CR7) do que iria se continuasse na Europa?

    Rodrigo Mora acabou por não ir. O motivo não sabemos, não penso que tenha sido o jogador a recusar… mas quero acreditar que sim, pelo bem do futebol. Fiquei feliz! É, talvez, o maior talento que Portugal tem neste momento, e desperdiçar o início da evolução profissional com 18 (!) anos na Arábia Saudita seria um crime.

    Mas eu disse que não tinha paciência para os milhões sauditas. É verdade. Também é verdade que, com todo o respeito, não quero bem saber das carreiras individuais dos jogadores. Calma, isto não é um contrassenso. Passo a explicar o porquê deste artigo de opinião preenchido por críticas.

    A mim importa-me bastante o futuro da seleção portuguesa. E quando penso nisso há três nomes que me saltam à vista: Quenda, que vai para o Chelsea; Roger Fernandes, nas arábias, e Rodrigo Mora. Ter dois dos três maiores jovens talentos na Arábia ia-me partir o coração.

    Não acredito que iriam atingir o mesmo nível enquanto futebolistas e ninguém me faz acreditar que o João Félix ou o João Cancelo sejam os mesmos jogadores de quando estavam no topo da Europa.

    Por isso, e com a seleção em mente, obrigado Rodrigo Mora. Que Roger Fernandes apenas vá para a Arábia de férias uma época.

  • FC St. Pauli: a torcida antifascista de Hamburgo que virou símbolo europeu de resistência

    FC St. Pauli: a torcida antifascista de Hamburgo que virou símbolo europeu de resistência

    Imagina você torcer para um time que entra em campo ao som de rock’n’roll, é abertamente de esquerda e utiliza as cores do arco-íris no uniforme ou faixa de capitão. Não conseguiu? O CAMISA 12 vai te apresentar o St. Pauli, clube alemão fundado no subúrbio de Hamburgo, que se tornou símbolo progressista e anticapitalista, algo raro para os dias atuais quando se trata de futebol.

    Dono de uma rica história de combate à discriminação e sinônimo de engajamento social dentro e fora de campo, o St.Pauli iniciou suas atividades em 15 de maio de 1910. Em um cenário tipicamente masculino e dominado pelo dinheiro com bastidores bastante polêmicos, o time representa uma maneira de resistência ao futebol moderno, ato esse que ultrapassa as paredes do estádio.

    Origem

    Nos primeiros anos após sua fundação, o St.Pauli enfrentou uma grande precariedade até alcançar a elite do futebol alemão, feito conquistado apenas em 1933. Contudo, sua ascensão precisou ser interrompida com o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), forçando o clube a entrar em um hiato, e talvez um fim em definitivo.

    Com o fim do conflito, a agremiação alemã precisou recomeçar tudo do zero: estádio, sede social e estrutura administrativa, tudo haviam sido destruídos pelos bombardeios. Dois anos depois, o clube já estava reestruturado, mas seguia enfrentando o mesmo obstáculo desde sua criação: o futebol. Contudo, permaneceu abaixo das expectativas e constantemente lutando contra o rebaixamento, sua torcida se manteve fiel e demonstrou seu amor em cada jogo, lotando as arquibancadas na segunda divisão do futebol nacional ou em qualquer outro cenário que o time se encontrasse.

    Buscando novos ares, o St.Paulo decidiu ter uma nova “casa”, largando sua primeira construção após 14 anos. Seu novo estádio foi erguido em Heiligengeistfeld, área periférica de Hamburgo e podemos dizer bastante estranha, onde normalmente se abrigavam punks, artistas alternativos e grupos marginalizados pela sociedade. Essa nova fase teve início em 1961.

    Podemos imaginar a situação do local, rodeado por bordéis e boates, porém este foi um detalhe para a inauguração do Millerntor-Stadion, em 1964, com capacidade para 20 mil torcedores. Mas com essa mudança para um local perigoso, a torcida compareceria? A resposta é sim. Mesmo com um certo estranhamento inicial entre os fãs, que não estavam acostumados com aquele tipo de ambiente. Contudo, com o tempo, adaptação e principalmente pela recepção calorosa da vizinhança, que passou a conviver pacificamente com o fervor típico das arquibancadas.

    Virada de chave

    Sem conseguir se destacar dentro das quatro linhas, o St.Pauli permanecia conquistando mais torcedores por conta das suas ideologias. O crescente interesse pelo clube fez com que seus jogos passassem a ser disputados por grupos antagônicos, como neonazistas e punks, um típico reflexo do momento de tensão política e social vivido na Alemanha.

    No início da década de 1980, a agremiação enfrentou uma grave crise financeira e esteve à beira da falência. No entanto, foi justamente sua apaixonada torcida que se mobilizou para salvá-la. Um coletivo formado por operários, artistas, estudantes e punks organizou campanhas de arrecadação e ações de apoio, conseguindo levantar fundos e garantir a sobrevivência do clube. Esse movimento marcou o início do posicionamento político do St. Pauli, que desde então passou a ser reconhecido como um símbolo de resistência, inclusão e luta contra todas as formas de opressão, espalhando seus ideais para todo o
    planeta que o observa.

    A torcida do St. Pauli passou a adotar símbolos que expressavam de forma clara seu posicionamento político e social. Caveiras com ossos cruzados, faixas de apoio a refugiados, o rosto de Che Guevara e bandeiras com suásticas destruídas tornaram-se parte da paisagem das arquibancadas, demonstrando uma oposição direta ao nazismo e à extrema direita, um verdadeiro tapa na maioria parte sociedade que ainda pensavam como Adolf Hitler e o início surpreendente de um posicionamento que seria a marca do time.

    Essa postura vinda das arquibancadas acabou influenciando a própria diretoria do clube. Em 1990, o St. Pauli alterou seu estatuto interno e tomou uma decisão histórica: expulsar oficialmente a ala neonazista de sua torcida. Com isso, tornou-se o primeiro time alemão a banir nazistas de seus estádios, consolidando seu papel como símbolo de resistência e inclusão dentro do futebol europeu.

    Essas mudanças no posicionamento do St. Pauli foram benéficas e trouxeram uma nova onda de torcedores, ampliando sua base para além dos punks, e começando a chamar atenção mundialmente dos novos “rebeldes”. Anarquistas, comunistas e outros grupos passaram a apoiar o clube, tendo alguns deles integrando a diretoria. Entre 2002 e 2010, o St. Pauli foi presidido por Corny Littmann, empresário e ativista abertamente gay, o que reforçou para todos o compromisso do time com a igualdade e a inclusão em seus bastidores.

    Comercialização do esporte

    Outra batalha assumida pelo St. Pauli foi o combate à mercantilização do futebol. O clube se posicionou contra a lógica financeira que transforma o esporte em negócio e dificulta a competitividade dos times menores, que não conseguem enfrentar os gigantes ricos do país em igualdade de condições. Agora imagina a situação de hoje em dia, que o sonho de toda equipe é se transformar em SAF? Pelo menos teremos certeza de que essa equipe alemã em questão, jamais será adepta a essa novidade.

    Engajamento musical

    Ao som do bom e velho rock’n’roll, o time entra em campo e as arquibancadas pulsam, confirmando ser o coração da equipe. Com sua história ligada ao movimento punk, o clube adotou um ar de rebeldia como à sua identidade esportiva.

    Esse vínculo especial do St.Paulo ficou bastante evidente durante as partidas em que atua como mandante. O Millerntor-Stadion se transforma em um verdadeiro show. Antes da bola rolar, “Hells Bells”, da banda AC/DC embala os minutos iniciais dos torcedores no local, ecoando pelos altos-falantes, confirmando que esse som é o favorito entre os adeptos (embora eu ache que “Back in Black” combinaria mais). Cada gol marcado, outra trilha sonora, desta vez “Song 2”, do Blur, é o responsável por embalar as celebrações nas arquibancadas.

    https://adzappy.o18.link/c?o=21448455&m=21672&a=695610

    Atualidade

    De volta à elite do futebol alemão, o St. Pauli disputou a temporada 2024/25 da Bundesliga após conquistar o título da 2. Bundesliga no ano anterior. Contudo, o desempenho permaneceu abaixo das expectativas, algo que não é uma novidade quando se trata do futebol: o clube terminou a competição na 14ª posição, garantindo a permanência com uma pontuação suficiente para evitar o rebaixamento.

    Apesar de não ter um futebol vistoso, ou uma história carregada de troféus e grandes craques, o St.Pauli é o maior vencedor do planeta por manter firme seus valores, demonstrando que nem tudo é dinheiro ou uma maneira de agradar a grande maioria, moral essa que o tornou conhecido mundialmente. A postura progressista e o engajamento social em causas que por muitas vezes só usadas apenas para “aparecer”, permanecem sendo pilares do clube, refletindo a conexão com a comunidade que o apoia e que até o salvou da falência no passado.

    Ultrapassando as fronteiras da Alemanha, com simpatizantes espalhados pelos cinco continentes, unidos por uma identificação com a causa que vai muito além das quatro linhas, e da briga pelos três pontos na tabela, e sim pela sobrevivência das minorias em um mundo tão difícil como o de hoje.

  • Hino do Palmeiras e Mancha Verde: coração, história e paixão alviverde

    Hino do Palmeiras e Mancha Verde: coração, história e paixão alviverde

    Se tem algo que arrepia o palmeirense de verdade, é ouvir o hino do Palmeiras sendo cantado em uníssono pela arquibancada. E quando isso acontece puxado pela Mancha Verde, irmão, segura o coração.

    O hino não é só uma música. É a alma do clube em forma de verso. É o tipo de som que gruda na memória e embala vitórias, sofrimentos, viradas e títulos.

    Se você já sentiu a emoção de gritar “quando surge o alviverde imponente”, sabe o que estamos falando. E se ainda não sentiu, se liga nesse texto, pois a equipe do Camisa 12 foi atrás de tudo pra contar a origem, letra, histórias e até aquelas adaptações no hino nacional que viraram marca registrada da torcida.

    A origem do hino do Palmeiras

    Tudo começou lá em 1949. O maestro Antônio Sergi, torcedor do Palmeiras por influência do irmão, compôs o hino como forma de homenagear o clube do coração.

    Ele usou o pseudônimo Gennaro Rodrigues porque não curtia muito escrever letra de música.

    O resultado? Um dos hinos mais bonitos e emocionantes do futebol brasileiro. Ele pegou tão forte que, até hoje, arrepia qualquer torcedor. E convenhamos…. até rival respeita. Abaixo você confere a letra do hino palmeirense.

    Letra completa do hino do Palmeiras

    “Quando surge o Alviverde imponente
    No gramado em que a luta o aguarda
    Sabe bem o que vem pela frente
    Que a dureza do prélio não tarda


    E o Palmeiras no ardor da partida
    Transformando a lealdade em padrão
    Sabe sempre levar de vencida
    E mostrar que de fato é campeão


    Defesa que ninguém passa
    Linha atacante de raça
    Torcida que canta e vibra


    Por nosso Alviverde inteiro
    Que sabe ser brasileiro
    Ostentando a sua fibra”


    Mancha Verde: o pulmão da arquibancada

    Vou resumir, ok? Afinal, o foco aqui é o hino do Verdão. A Mancha Verde nasceu em 1983, numa época em que o Palmeiras passava por altos e baixos. Foi criada pra unir torcedores, proteger a galera nas arquibancadas e dar voz ao clube em qualquer lugar.

    E deu certo. Hoje, é uma das maiores torcidas organizadas do Brasil. Leva bandeirão, bateria e, principalmente, muita garganta pra cantar o hino do Palmeiras do início ao fim, sem desafinar.

    Quem vai ao Allianz Parque (ou em qualquer estádio que o Palmeiras esteja) sabe: quando a Mancha puxa o hino, o estádio inteiro entra no clima. É arrepio na certa.

    Palmeiras, meu Palmeiras… o grito que virou hino nacional da arquibancada

    Você já foi a um jogo do Verdão e ouviu, na hora do hino nacional, um “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeiras”? Pois é. Isso virou tradição entre os torcedores, principalmente os da Mancha.

    É uma forma bem-humorada e cheia de identidade que o palmeirense encontrou pra manter o clima de apoio ao time até durante o hino oficial do Brasil. “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas?” Jamais! É a versão palmeirense do hino nacional que ecoa. A seguir a gente contextualiza melhor isso.

    Por que a torcida do Palmeiras não canta o hino nacional?

    Não é que a torcida não respeita. Muito pelo contrário. É só que, no Allianz, o momento do hino nacional virou mais uma chance de gritar pro mundo o nome do Verdão. Em vez de cantar o hino certinho, a torcida emenda no improviso:
    “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeeiras…”

    É leve, é autêntico, é a cara da torcida (que canta e vibra).

    Cada verso com significado: o hino como espelho da história

    • “Defesa que ninguém passa”: referência direta ao título paulista de 1947, com uma zaga sólida que virou lenda.
    • “Torcida que canta e vibra”: parece que o maestro estava prevendo a Mancha Verde, né?
    • “Que sabe ser brasileiro, ostentando a sua fibra”: um aceno à superação do clube na mudança de nome, lá em 1942, durante a Arrancada Heroica.

    Nada nesse hino é por acaso. Tudo tem alma.

    A força da tradição: de pai pra filho

    O hino do Palmeiras não vive só nos jogos. Ele toca no aniversário do clube, nos churrascos em família, nas festinhas de criança, no vídeo de casamento do casal palestrino… E até em versão acústica, forró ou samba.

    A molecadinha aprende a cantar cedo. E quando canta, canta com gosto. É parte da cultura da família palmeirense.

    A Mancha além do estádio: samba, ação social e resistência

    A Mancha Verde também é escola de samba, participa do Carnaval de SP e tem projetos sociais de impacto. Vai muito além da bola rolando.

    O canto do hino pela Mancha é só uma das formas que a torcida encontrou pra transformar o amor em cultura. Tem música, dança, arte, presença nos bairros e apoio a quem precisa. Ser Mancha é ser Palmeiras 24h por dia.

    FAQs – Perguntas frequentes sobre o hino do Palmeiras e a Mancha Verde

    Quem compôs o hino do Palmeiras?
    Foi o maestro Antônio Sergi, em 1949. Ele assinou como Gennaro Rodrigues.

    Qual é a famosa versão do hino nacional da torcida do Palmeiras?
    Durante o hino nacional, a torcida canta: “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeiras…”. Virou tradição no Allianz Parque e em qualquer outro estádio.

    A Mancha Verde canta o hino em todos os jogos?
    Canta sim. E canta alto. É um dos momentos mais marcantes antes do apito inicial.

    O hino do Verdão tem ligação com algum momento histórico?
    Sim! Ele reforça a identidade do clube pós-1942, depois da mudança de nome. É como se fosse a trilha sonora da virada do Palestra Itália pro Palmeiras.

    A Mancha Verde é só torcida organizada?
    Não! É escola de samba, grupo cultural, coletivo social e muito mais. Representa o Palmeiras dentro e fora do campo.

    Conclusão: quando o hino vira grito de alma

    O hino do Palmeiras é muito mais do que uma música bonita. É um símbolo de luta, garra, tradição e amor. É o tipo de canção que, mesmo quem não torce pro Verdão, respeita.

    E quando a Mancha Verde canta junto, o estádio vira palco. Cada verso vibra. Cada grito emociona.

    Se você já viveu isso, sabe o que é. Se ainda não viveu… corre que tá perdendo.

  • Futebol e Ancestralidade: A luta antirracista em campo

    Futebol e Ancestralidade: A luta antirracista em campo

    Futebol é paixão, é identidade, é a voz do povo que ecoa nas arquibancadas. Mas, para além da bola no pé e dos gols, existe uma história profunda, uma raiz que nos conecta à ancestralidade e a uma luta que nunca cessa: a luta contra o racismo no futebol. Mas será que a herança ancestral por trás de cada drible, de cada defesa e em cada grito de “GOOOOL” é de conhecimento geral, mesmo nos dias de hoje?

    É com essa pergunta que iniciaremos um mergulho nas raízes do futebol e em como até hoje o esporte que é o mais democrático do mundo, ainda carrega cicatrizes de um passado tortuoso de exclusão.

    A Ferida Aberta: O Racismo no Futebol em Números e Fatos

    Não adianta tapar o sol com a peneira. O racismo no futebol mundial não é uma lembrança distante: é uma realidade cruel que se agrava a cada ano. O Observatório da Discriminação Racial no Futebol, traz dados que nos fazem repensar como estamos lidando com a temática em nossas arquibancadas: em 2023, foram registrados 136 casos de racismo, um aumento de quase 40% em relação a 2022. Isso não é estatística fria, reflete uma realidade que é diariamente apagada. Outros dados apresentados são ainda mais alarmantes: 41% dos jogadores negros que atuam nos principais campeonatos do país já sofreram racismo. Se liga só, quase metade dos nossos craques já sentiu na pele a dor do preconceito. Isso é inaceitável!

    A violência acontece dentro dos estádios (53,9% dos casos), nas redes sociais (31,4%), e até mesmo nos centros de treinamento. Não tem pra onde correr. A luta antirracista no futebol é urgente, é pra ontem.

    A Força da Ancestralidade e a Fé que Desafia o Racismo: O Caso Paulinho

    Nossos heróis de chuteira não são apenas craques: são guerreiros que carregam a ancestralidade e a fé como escudos. Não é raro nos depararmos com alguma manchete indicando algum ataque racista ao Vini Jr. na Europa, o que fez com que o jogador se tornasse símbolo global da luta antirracista no futebol. Mas a batalha não é só lá fora. No Brasil, um caso conhecido é o do jogador Paulinho, atacante do Palmeiras, que virou alvo de racismo religioso por expressar sua fé no Candomblé. Contudo, apesar dos reverses levantados pelos ataques, ele continua firme em defesa da livre expressão de sua religiosidade e se utiliza das redes sociais como uma ferramenta de conscientização sobre o tema. Não é incomum fotos ou vídeos de comemorações de gols onde o mesmo aparece reverenciando o orixá Oxóssi, simbolizado através do gesto de lançamento de uma flecha feito pelo craque.

    Alguns de vocês podem estar se perguntando: “mas o que seria esse tal de racismo religioso?”. Nós do Portal Camisa12 estamos aqui pra dar uma esclarecida rápida no tema. Racismo religioso é uma faceta do preconceito ligado à demonização das expressões e símbolos das religiões de matrizes africanas. Hoje, sendo o Brasil um país onde o neopentecostalismo está em ascensão, não é raro nos depararmos com esta vertente do racismo que ataca diretamente as crenças religiosas.

    O Grito da Arquibancada: Quando a Paixão Vira Luta Real

    Se a gente quer ver a mudança, ela tem que vir de onde a paixão pulsa mais forte: da arquibancada. Não é só cantar o hino do time, é levantar a voz contra o racismo que insiste em se manifestar. A luta antirracista no futebol ganha força quando o torcedor se engaja, quando os coletivos de torcedores se organizam para combater a discriminação. A gente vê cada vez mais iniciativas de conscientização, de denúncia, de apoio às vítimas. É a torcida organizada, que muitas vezes é estigmatizada, mostrando que também é linha de frente nessa batalha.

    O movimento Zumbi dos Palmeiras é um exemplo de como a luta pode se tornar uma ação coletiva organizada que muda a realidade da torcida dentro e fora de campo. Criado em 2023, eles unem a paixão alviverde e referenciam através do seu nome Zumbi dos Palmares, líder quilombola brasileiro e símbolo da consciência negra nacional, unindo a força da torcida com a luta antirracista. Eles se definem com um lema que é um verdadeiro soco no estômago: “Preto | Pobre | Periférico | Periculoso | Palmeirense”. São um coletivo que busca unir e fortalecer a identidade dos torcedores negros e periféricos do Palmeiras, mostrando que a representatividade e a resistência caminham juntas nas arquibancadas.

    O Nosso Grito por um Futebol Sem Racismo: A Luta Continua!

    Nós do Portal Camisa12, assumimos o compromisso de criar espaços de debate e conscientização sobre pautas das arquibancadas. Este é o primeiro de uma série de conteúdos pautados em movimentos sociais ligados às torcidas de norte a sul do Brasil e do mundo. A luta antirracista no futebol faz parte da nossa realidade, a nossa dor, a nossa esperança. Faz parte do compromisso editorial do portal ser uma janela, dentre tantas portas fechadas, que permita que cada vez mais os gritos das arquibancadas sejam ouvidos e validados. Porque o futebol é um palco poderoso, e a gente precisa usá-lo para construir um futuro onde o talento seja o único critério, onde a cor da pele seja apenas um detalhe na imensa tapeçaria da nossa humanidade.

    Que a gente continue vibrando, torcendo, mas acima de tudo, lutando por um futebol que seja, de fato, para todos. Porque, no Portal Camisa12, acreditamos que o verdadeiro gol é a vitória da justiça social. E você, tá nessa com a gente? A bola tá com você!

    FAQ’s

    Existe alguma lei no Brasil contra o Racismo?
    SIM! As Leis nº 7.716/89 e a Lei nº 14.532/2023. Elas definem os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor e a injúria racial como imprescritíveis e inafiançáveis.

    Existe alguma lei antirracista dentro do mundo do futebol?
    SIM! Com o intuito de coibir o racismo, a CBF estabeleceu sanções desportivas aplicáveis em torneios nacionais, que abrangem desde multas elevadas até a subtração de pontos. Adicionalmente, a FIFA implementou um novo Código Disciplinar com penalidades mais rigorosas, incluindo a decretação de derrota por W.O. para times com práticas racistas comprovadas. Vale lembrar também da Lei Vini Jr., que completa dois anos em julho de 2025, concebida para enfrentar o racismo em estádios e instalações desportivas.

    O que é racismo religioso?
    Racismo religioso é o preconceito que atinge as religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. Este tipo de violência atinge diretamente a identidade e a ancestralidade do povo negro. É quando a fé de alguém é atacada, por causa da cor da pele e da origem. Uma tentativa de apagamento a cultura e a espiritualidade de um povo.

    Qual a pena para crime de racismo dentro dos estádios?
    A pena para o crime de racismo no Brasil, que inclui os casos dentro dos estádios, pode chegar a reclusão de dois a cinco anos, além de multa. E tem mais: a Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023) prevê que o agressor pode ser proibido de frequentar locais destinados a práticas desportivas por até três anos. Se o crime for cometido em grupo, a pena pode ser aumentada.

    Quais torcidas têm coletivos antirracistas no Brasil?
    A consciência antirracista tem crescido nas arquibancadas! Além do Zumbi dos Palmeiras, que a gente já falou, outros coletivos e torcidas organizadas se destacam na luta antirracista no futebol brasileiro. Exemplos incluem: Frente Popular Alviverde (Palmeiras), Coxacomunas (Coritiba), Gralha Marx (Paraná), Atleticanhotxs (Athletico Paranaense), Grêmio Antifascista, Antifascistas do Grêmio, Coletivo Elis Vive e Tribuna 77 (Grêmio). Esses grupos promovem ações de conscientização, denunciam casos de racismo e pressionam por mudanças, mostrando que a arquibancada é também um espaço de luta e resistência.

  • Leila Pereira: pioneira, vencedora e torcedora no comando do Verdão.

    Leila Pereira: pioneira, vencedora e torcedora no comando do Verdão.

    Na presidência do Palmeiras desde 2021, Leila Pereira foi eleita a 40ª presidente do Palmeiras, a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de 100 anos de história. Ela personifica paixão e a ambição da torcida! Desde que assumiu tem cumprido a promessa de “pintar o mundo de verde”, levando o clube a uma era de grandes conquistas e mudanças.

    A sua trajetória de sucesso no mundo empresarial, fez com que ela se transformasse em uma dirigente que une competência administrativa, amor pelo clube e a se tornar  símbolo de força feminina que ultrapassa as quatro linhas.

    Em entrevista, Leila comentou que a ideia de patrocinar o clube veio numa conversa descontraída com o marido, que é palmeirense, num momento em que o verdão estava passando por uma crise financeira e sem patrocínio, o marido até chegou a dizer coisas como: “deve ser muito caro” ou “deve dar muito trabalho”. E mesmo assim ela insistiu dizendo que era possível, e foi então que em 2015 a Crefisa e FAM passaram a patrocinar o clube, injetando recursos que tirariam o Palmeiras de uma fase conturbada e colocaria novamente o time no caminho dos títulos.

    Nos dois primeiros anos de gestão, ela se tornou a primeira presidente palmeirense a conquistar seis títulos em apenas duas temporadas, incluindo troféus de peso como a Recopa Sul-Americana (2022), o bicampeonato paulista (2022-2023), o bicampeonato brasileiro (2022-2023) e a Supercopa do Brasil (2023). Ao todo, a era Leila já contabiliza 33 títulos somando as categorias profissionais e de base, um balanço impressionante que a própria imprensa registra conforme ela entra em seu segundo mandato.

    Sob sua liderança, o Palmeiras se tornou referência de administração no futebol brasileiro, com finanças sólidas em 2024, o clube atingiu receita recorde acima de R$ 1,2 bilhão, algo inimaginável em outros tempos.

    Representatividade feminina e enfrentamento do machismo no futebol.

    Quando observamos o mundo em que vivemos, conseguimos facilmente identificar quem são chefes de estados, políticas, empresas e principalmente de clubes de futebol, a presidente Leila Pereira marca o impacto de uma mulher no posto mais alto de um clube gigante como o Palmeiras. Em um esporte historicamente dominado por homens, ela chega quebrando uma barreira como a única mulher presidente entre os 20 clubes da Série A do Brasileirão. Ela já falou algumas vezes como é solitário ser a única mulher em mesas de reuniões na CBF, Federação Paulista ou em outras ligas e também afirmou com todas as letras “Nós, mulheres, não queremos privilégio, queremos oportunidade de mostrar competência nesse mundo do futebol, que é tão masculino… Não pode ser normal ter uma só mulher à frente de um grande clube na América do Sul”.

    Declarações como essa, dadas em entrevistas e coletivas, conectam a gestão Leila a pautas feministas mais amplas, evidenciando o machismo ainda presente no esporte e reivindicando mudança.  Leila por vezes sente na pele uma análise diferente por ser mulher. Em entrevista, desabafou sobre a percepção injusta: “Quando o Palmeiras perde, a responsável é a Leila… Quando ganha, é apesar da Leila. (…) Sei que se um homem estivesse sentado aqui, seria diferente”

    E para nós mulheres, sejamos torcedoras, profissionais do esporte ou qualquer outra profissão ao redor do mundo, é cada vez mais importante ver que nós podemos, devemos e merecemos estar onde quisermos e fazermos o que gostamos. Isso prova, cada dia mais, que não devemos ser colocadas para escanteio. Que devemos estar escaladas para grandes jogos.

    Esse conjunto de atitudes vai semeando mudanças: cada aparição de Leila Pereira erguendo um troféu, cada entrevista em que ela fala como dirigente vencedora, contribui para naturalizar a imagem de mulheres em cargos de liderança esportiva.

    Ao escrever este artigo como torcedora, não posso deixar de expressar o orgulho em ver o Palmeiras liderado por Leila Pereira. Sua trajetória desde a arquibancada (sim, ela mesma se declara torcedora fanática do clube) e os camarotes corporativos até a cadeira presidencial é uma história de quebra de paradigmas. Leila transformou desconfiança inicial em respeito conquistado, calando críticas com trabalho, troféus e princípios. No campo, ela ajudou a montar times campeões; fora dele, elevou o patamar administrativo e lançou reflexões importantes sobre a mulher no esporte.Sua gestão prova que competência, profissionalismo e amor pelo futebol não têm gênero. E para nós, torcedores, fica a certeza: vimos a história ser feita de perto. Que futuras gerações de palmeirenses (e fãs de futebol em geral) lembrem dessa era não apenas como a dos títulos em série, mas como aquela em que uma mulher apaixonada pegou o pavilhão alviverde, o ergueu mais alto do que nunca e, com isso, abriu portas que jamais se fecharão.

  • Entre Tradição e  Modernidade: Os Desafios dos Campeonatos Estaduais

    Entre Tradição e Modernidade: Os Desafios dos Campeonatos Estaduais

    Os Estaduais Ainda Fazem Sentido?

    A cada início de ano, o apito inicial dos campeonatos estaduais ecoa pelo Brasil,trazendo a promessa de renovação. Para muitos torcedores, marca o recomeço de um ciclo repleto de expectativas, rivalidades históricas e memórias de momentos icônicos que ajudaram a moldar o futebol brasileiro. Para os pequenos clubes, os estaduais representam uma oportunidade única: desafiar gigantes, conquistar visibilidade e garantir a renda necessária para sobreviver ao restante do ano. Essas competições carregam tradição, identidade e rivalidades que remetem ao “futebol raiz”, onde o improvável se torna realidade e momentos caricatos ganham vida.

    Além disso, os estaduais funcionam como uma vitrine valiosa para jovens talentos que buscam projeção no cenário nacional. Contudo, em meio a essa rica atmosfera cultural e histórica, surge uma questão inevitável: no contexto do futebol brasileiro moderno, os estaduais, no formato atual, ainda fazem sentido?

    O Peso dos Estaduais para os Grandes Clubes

    Os estaduais oferecem uma vitrine para jovens talentos, mas apresentam desafios significativos para os grandes clubes. Ocupam boa parte do calendário no início do ano, prejudicando a preparação para competições nacionais e internacionais, que hoje são prioritárias. Além disso, a baixa competitividade e o domínio dos grandes times diminuem o interesse, restando como principal atrativo as rivalidades históricas.

    A chegada de técnicos estrangeiros, especialmente portugueses, trouxe uma nova visão. Acostumados a calendários onde torneios regionais são destinados a clubes menores, muitos veem os estaduais como uma pré-temporada. Isso faz com que as equipes utilizem jogadores alternativos, o que dá visibilidade à base, mas reduz o apelo da competição. Mesmo iniciativas como a regra do Campeonato Paulista, que exige titulares em campo, não têm revertido esse desinteresse.

    No Campeonato Carioca, grandes clubes frequentemente desvalorizam as primeiras rodadas, ocupando posições baixas na tabela. Essa falta de seriedade inicial compromete ainda mais o torneio. Outro problema é o excesso de clássicos, que
    perdem o impacto emocional quando se tornam frequentes, transformando-se em jogos rotineiros.

    A Dependência dos Pequenos Clubes

    Enquanto para os grandes clubes os estaduais são quase uma obrigação, para os pequenos, eles são indispensáveis. Muitos desses times encerram suas atividades após o término da competição, permanecendo inativos durante grande parte do ano. A dependência financeira dos estaduais é evidente: sem outras fontes de renda ou competições regulares, esses clubes enfrentam enormes dificuldades para se manterem operando.

    Essa falta de continuidade no calendário é devastadora, resultando na falência de inúmeras equipes e evidenciando a profunda desigualdade estrutural do futebol brasileiro.

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    A Solução é o Fim dos Estaduais?

    A resposta não é simples. Os estaduais possuem um valor cultural e histórico inegável, representando um patrimônio esportivo e social do Brasil. Embora tenham pouco apelo comercial fora do país, sua essência não deve ser descartada. No entanto, é evidente que o formato atual não atende mais às demandas do futebol moderno.

    Diante dos desafios enfrentados pelos campeonatos estaduais, surgem três possíveis soluções para adaptar essas competições às necessidades do futebol moderno, sem perder sua essência histórica e cultural:

    1. Integração ao Sistema Nacional
      Os estaduais poderiam ser substituídos por divisões regionais voltadas para clubes menores, formando a base da pirâmide do futebol brasileiro. Para acessar o cenário nacional, os times teriam que vencer o campeonato estadual, que
      funcionaria como uma porta de entrada. Esse modelo, semelhante ao de países como Portugal e França, aumentaria as oportunidades para os pequenos clubes competirem em nível nacional e garantiria um calendário mais estável. No entanto, o tamanho do Brasil apresenta desafios logísticos significativos.
    1. Estaduais no Formato de Copa
      Outra ideia é transformar os estaduais em competições eliminatórias, no estilo de uma Copa, onde todos os clubes do estado participariam. Esse formato reduziria o número de jogos, tornaria o calendário mais enxuto e manteria o encanto dos encontros entre grandes e pequenos clubes. Para complementar, divisões estaduais poderiam ser criadas para garantir mais partidas ao longo do ano para os menores, criando um equilíbrio entre tradição e competitividade. Vale ressaltar que essa proposta pode coexistir com a hipótese de integração ao sistema nacional, funcionando como uma etapa complementar. Enquanto as divisões estaduais garantem calendário contínuo e desenvolvimento para os pequenos clubes, o formato de Copa manteria o apelo cultural e a tradição dos estaduais.
    1. Redução e Reestruturação do Formato Atual
      Por fim, os estaduais poderiam ser mantidos, mas com menos datas e um formato mais compacto e dinâmico, focado nas principais rivalidades e na valorização das disputas históricas. Essa opção diminuiria o desgaste físico e logístico para os grandes clubes, ao mesmo tempo em que continuaria oferecendo visibilidade e renda para os pequenos.

    Independentemente da solução escolhida, o objetivo é garantir equilíbrio, tradição e sustentabilidade, preservando a importância histórica dos estaduais enquanto se adapta o futebol brasileiro às demandas atuais.

    A Importância da Descentralização e Valorização dos Pequenos

    O futebol brasileiro enfrenta o desafio de equilibrar tradição e modernidade nos campeonatos estaduais. É fundamental descentralizar a logística e valorizar os pequenos clubes, garantindo-lhes competições regulares e um calendário contínuo. Isso fomentaria o desenvolvimento do esporte e fortaleceria a base da pirâmide futebolística.

    Ao mesmo tempo, essa reorganização permitiria que os grandes clubes tivessem mais tempo para se preparar e focar em competições de maior prestígio, tornando o futebol brasileiro mais competitivo e atrativo, tanto nacional quanto internacionalmente.

    Preservar a essência dos estaduais, com suas rivalidades históricas e identidade cultural, é essencial, mas o formato atual mostra-se insustentável. Transformá-los em torneios mais curtos, competições no estilo Copa ou integrá-los a um sistema nacional de divisões são caminhos possíveis.

    Independentemente da solução escolhida, o objetivo é garantir que o apito inicial de cada ano não seja apenas uma lembrança do passado, mas um sinal de um futuro promissor para todos os clubes e torcedores, grandes ou pequenos.

  • Jogadores do Atlético-MG: os mais marcantes da história

    Jogadores do Atlético-MG: os mais marcantes da história

    Quem são os jogadores do Atlético-MG que viraram “tatuagem de memória”? Os nomes que aparecem no almoço de domingo, na resenha no bar, nos debates de arquibancada e nos vídeos que a Massa nunca cansa de ver?

    O Portal Camisa12juntou história, contexto e muito jogo grande para trazer uma lista imparcial, comentada e fácil de navegar. Listamos os jogadores famosos do Galo e também ex-jogadores do Atlético-MG que moldaram a identidade do clube.

    A proposta é simples: contar por que cada um desses caras é gigante, o que fizeram em clássicos, mata-matas, campanhas históricas e como isso conversa com quem cresceu ouvindo o “Eu Acredito”.

    Você pode descer direto pro 11 ideal lá embaixo, mas a graça é a caminhada: cada perfil é uma peça de um quebra-cabeça que ajuda a entender o melhor Atlético Mineiro da história na cabeça do torcedor.

    Como o Portal Camisa12 montou esta lista de jogadores históricos do Atlético Mineiro

    Antes dos nomes, vale alinhar o critério: papo reto com a Massa. Pensamos cinco aspectos que, somados, explicam o tamanho de um ídolo: qualidade técnica (o teto que alcançou no Galo), peso em jogo grande (clássicos, finais, noites de Libertadores), decisões e títulos, longevidade/consistência e identificação com a torcida.

    Não é nostalgia pura, afinal, a torcida do Galo merece uma visão realmente apurada dos atletas que são referência em sua história secular.

    O que conta de verdade (resumo do método)

    • Pico técnico com a camisa alvinegra, não a carreira inteira fora do clube;
    • Momentos de decisão (gols, defesas, assistências, liderança);
    • Tempo e regularidade no time;
    • Conexão com a torcida: aquele que faz Massa abraçar.

    Top jogadores do Atlético-MG (lista comentada do Portal Camisa12)

    Antes dos perfis: não é ranking matemático. É uma ordem afetiva guiada por impacto. Cada nome citado aqui tem seu momento marcante na história do Galão. Seja jogador “da antiga”, ou recém-passado pelo clube, cada um tem sua relevância.

    Reinaldo — o Rei que virou sinônimo de 9
    Artilheiro histórico do clube e estética de gol que atravessou gerações. Nos 70/80, transformou finalização em linguagem própria e colocou o Galo no mapa da bola bem jogada.
    Por que marcou: redefiniu o que é ser centroavante no Brasil; símbolo cultural, não só estatístico.

    Toninho Cerezo — o cérebro do meio-campo
    Volante-meia que ditava ritmo, verticalizava e organizava. O jogo respirava no compasso dele.
    Por que marcou: elevou o padrão do setor e virou referência de inteligência tática.

    Éder Aleixo — a canhota que calava estádio
    Velocidade, ousadia e a falta que parecia pênalti. Quando armava o chute, o Mineirão ficava em silêncio por um segundo.
    Por que marcou: repertório técnico raro em jogo grande e gols de placa.

    Dadá Maravilha (Dario) — carisma e bola na rede
    Centroavante oportunista, folclórico, dono de frases que viraram parte do futebol brasileiro.
    Por que marcou: empilhou gols decisivos e deu ao ataque uma personalidade própria.

    João Leite — o guardião da longevidade
    Recordista de jogos, sinônimo de segurança por anos. Representa a escola de goleiros do clube em alto nível.
    Por que marcou: constância absurda e identificação com a Massa.

    Ronaldinho Gaúcho — a chavinha continental
    Chegou pra mudar mentalidade e empurrar o Galo ao topo da América. Não foi sobre quantidade de jogos, e sim sobre peso específico.
    Por que marcou: trouxe aura de campeão e destravou confiança em noite grande.

    Victor (“São Victor”) — o milagre que virou mantra
    A defesa do pênalti contra o Tijuana entrou no folclore. De quarta à noite a final, ele aparecia quando o coração acelerava.
    Por que marcou: goleiro de decisão; o “Eu Acredito” ganhou rosto.

    Réver — capitão técnico de zaga campeã
    Zagueiro de saída limpa, leitura de jogo e liderança silenciosa. Também deixou gol importante em noite pesada.
    Por que marcou: pilar defensivo em campanhas históricas.

    Leonardo Silva — o tempo de bola que decide taças
    Dominante pelo alto, posicionamento exemplar, cabeceios que mudaram finais.
    Por que marcou: bola parada virou arma letal com assinatura própria.

    Diego Tardelli — QI de jogo e gol em clássico
    Atacante versátil, inteligente, de duas passagens marcantes. Entendia o jogo e aparecia onde o time precisava.
    Por que marcou: presença em decisões que definem temporadas.

    Jô — o 9 do ano mágico
    Movimentação, pivô e faro de gol em mata-mata; encaixe perfeito com R10 e Tardelli. Foram 39 gols em 167 partidas.
    Por que marcou: letal na América; rosto ofensivo de uma campanha inesquecível.

    Bernard — a ousadia da base que encantou
    Cria do clube, leve, vertical, corajoso em jogo grande. Virou símbolo de um time que jogava solto e com a famosa “alegria nas pernas”.
    Por que marcou: identidade alvinegra em alta rotação.

    Marques — elegância que a Massa abraçou
    Drible curto, tomada de decisão limpa, bola no ângulo. Ícone de identificação no início dos anos 2000.
    Por que marcou: conexão afetiva rara; classe a serviço do gol.

    Luan (“Menino Maluquinho”) — energia que vira virada
    Pulmão do time, leitura de transição e gol que abre caminho em jogo amarrado.
    Por que marcou: muda ambiente; contagia arquibancada e vestiário.

    Hulk — potência moderna, liderança e números
    ídolo da história atual do clube. Gols, assistências, prêmios individuais e fome competitiva. Fez do Mineirão palco de rotina decisiva.
    Por que marcou: referência técnica do ciclo recente; padrão de excelência.

    Paulinho — faro de área com leitura de espaço
    Ataca o espaço, aparece no segundo pau, decide em série. Dupla afinada com Hulk. Que saudade, hein?
    Por que marcou: produtividade alta e timing cirúrgico.

    Pierre — ordem no caos
    Volante que equilibra setores, conversa com a zaga e dá plataforma pros artistas brilharem. Esse já carregou muito piano nas costas.
    Por que marcou: estabilidade competitiva em jogos quentes.

    Paulo Isidoro — visão e cadência
    Meia que pensava dois lances à frente; acelerava e pausava com maestria. Quem é mais velho sabe o que estamos falando. Se você é “novinho” e não conhece essa lenda, então veja os melhores lances do meio-campista no Youtube.
    Por que marcou: referência técnica de uma era talentosa.

    Guilherme Arana — lateral moderno com peso competitivo
    Amplitude, chegada forte à linha de fundo e leitura por dentro quando precisa.
    Por que marcou: peça-chave em elencos que brigaram no topo.

    Gilberto Silva — manual de posicionamento
    Volante de elite, simples e eficiente; cobertura limpa e jogo sempre bem lido.
    Por que marcou: deu lastro tático e maturidade à equipe.

    Menções honrosas: Kafunga; Cincunegui; Nelinho (passagem marcante); Marcos Rocha; Dátolo; Pratto; Keno; Allan; Vargas. Se o seu ídolo não está aqui, comenta — a ideia é somar memória.

    E claro: sabia que existe uma lista de ídolos do Atlético Mineiro diretamente no site do clube? Tá na hora de conferir!

    Eras que moldaram o Galo

    Toda lista de lendas do Atlético Mineiro faz mais sentido quando a gente olha para o contexto. Três fases explicam bastante do que a Massa sente até hoje.

    A Era do Rei (anos 70/80)

    Com Reinaldo, Cerezo e Éder, o Galo vira referência ofensiva no país: bola no chão, imposição técnica, respeito de ponta a ponta. A imagem de um time protagonista nasce aqui.

    A Noite dos Milagres (América no horizonte)

    O pênalti do Victor contra o Tijuana vira rito de passagem. Ronaldinho muda mentalidade, a torcida abraça o impossível, e a expressão “Eu Acredito” deixa de ser frase: vira cultura.

    O Ciclo Recente (potência e constância)

    Com Hulk liderando, o clube reassenta seu lugar de protagonista doméstico. O elenco encorpa, a decisão vira rotina, e a cobrança aumenta.

    O melhor Atlético Mineiro da história (11 ideal do Portal Camisa12)

    Antes da escalação, o conceito: juntar encaixe tático com memória afetiva e variedade de recursos. É um time que você reconhece no primeiro toque. Claro que não foi fácil montar a escalação dos 11 melhores jogadores da história do Atlético-MG, mas, como somos loucos por futebol, fizemos uma curadoria com muito carinho.

    Ideia e desenho
    Time com uma saída de jogo limpa, meio inteligente, um 10 livre pra criar, amplitude com canhotaço e um 9 que finaliza a ópera (enquanto o segundo atacante ataca o meio-espaço com potência).

    • Escalação (4–3–3)
    • Goleiro: Victor
    • Laterais: Marcos Rocha (LD), Guilherme Arana (LE)
    • Zaga: Réver e Leonardo Silva
    • Meio: Toninho Cerezo (1º homem), Paulo Isidoro (interior), Ronaldinho (livre)
    • Ataque: Éder Aleixo (ponta), Reinaldo (9), Hulk (2º atacante)

    Banco forte: João Leite, Pierre, Bernard, Tardelli, Jô, Luan, Paulinho, Gilberto Silva, Marques. Só ajustar conforme o rival e o contexto do jogo.

    Momentos eternos (lances que viraram patrimônio)

    Antes dos lances, um aviso: todo torcedor tem a própria “biblioteca afetiva”. Estes são os capítulos que aparecem em 10 de cada 10 conversas.

    O pênalti do Tijuana
    “São Victor” salva, o Horto explode e o “Eu Acredito” vira assinatura. É a cena que todo atleticano sabe de cor.

    A cabeçada que decidiu
    Leonardo Silva no tempo certo, bola no barbante, final na mão. A bola aérea do Galo dos grandes dias.

    O Rei em estado de arte
    Sequências de gols e atuações que fizeram Reinaldo transcender o número da camisa e virar escola.

    FAQ — dúvidas rápidas

    Antes das respostas, o espírito: é guia de torcedor para torcedor. Sem dogma, com contexto.

    Quem é o maior ídolo do Atlético-MG?
    A maioria aponta Reinaldo. Em tempos recentes, Victor e Hulk foram alçados a esse patamar.

    Quem tem mais jogos pelo Galo?
    João Leite é o recordista de partidas e referência de longevidade.

    Quem simboliza a campanha da América?
    O conjunto pesa, mas Ronaldinho (liderança técnica) e Victor (clutch) cristalizam a memória, com Jô, Tardelli, Réver, Leonardo Silva e Bernard como sustentação.

    Portal Camisa12 em campo: curtiu? Salve este guia, manda pro amigo de resenha e pense aí nos jogadores do Atlético Mineiro que se tornaram ídolos, pois a sua lista pode ser diferente da nossa.