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  • Futebol amador em BH: o campo de terra onde nasce o amor pelo jogo

    Futebol amador em BH: o campo de terra onde nasce o amor pelo jogo

    Se você é daqueles que ama futebol de verdade, o futebol raiz, sem VAR, sem frescura, cheio de raça e emoção, então senta na cadeira de plástico, abre a gelada e vem com a gente.

    A equipe do site Camisa 12 rodou Belo Horizonte, conversou com jogadores, organizadores e torcedores, e preparou uma cobertura especial sobre o que move o coração da bola na capital: o futebol amador BH.

    E não se engane: não é só pelada de fim de semana, não. É campeonato organizado, é rivalidade de bairro, é revelação de craque, é festa na arquibancada. É a várzea que transforma domingo comum em final de Copa do Mundo.

    Bora mergulhar nessa história com a gente? Então já marca o amigo que sempre fala que “jogaria fácil na várzea” e vem ver como esse futebol é muito maior do que parece.

    Onde tudo começa: o futebol raiz

    Na capital mineira, o futebol amador belo-horizontino é mais que esporte: é cultura, é tradição, é quase religião. Quem nunca foi num campinho de bairro e ouviu o grito “Éééé do Recanto Azul!” não sabe o que é emoção verdadeira.

    Na várzea, cada bairro é uma seleção. O clássico Monte Verde x Pedreira, por exemplo, para até o ônibus da linha 305. É batuque de torcida, é criança vendendo chup-chup na arquibancada improvisada, é cachorro invadindo o gramado no meio do contra-ataque.

    E sabe qual é a mágica? Funciona. Ali, ninguém joga por contrato milionário. Joga-se por orgulho, por honra, por amor à camisa.

    A Liga Não Filiados: da resenha ao calendário oficial

    A várzea já foi terra de muito improviso. Os caras marcavam o amistoso e… pimba, o time rival não aparecia. Era o famoso “bolo da várzea”. Foi aí que, em 2017, quatro apaixonados por bola – Daniel Silva, Felipe, Ruan e o mítico Chocolate – resolveram botar ordem na bagunça.

    Nasceu assim a Liga Não Filiados, que hoje é uma das maiores de Minas Gerais: quase 300 times, mais de 5 mil atletas, e um calendário mais organizado que muito clube profissional.

    Nada de juiz “caseiro” ou camisa sem número. Aqui tem árbitro oficial, súmula assinada, mata-mata em estilo Libertadores. Como disse Daniel em entrevista ao GE Minas:

    “A gente quis dar dignidade à várzea. Porque ela é séria, mas precisava de alguém pra organizar.”

    E deu certo. Hoje, um moleque que joga na Liga pode ser visto por olheiros de times profissionais. E já tem história de boleiro que saiu do campinho de terra direto para o Módulo II do Mineiro.

    Campeonato Mineiro Amador: a Libertadores da várzea

    Se tem um torneio que todo boleiro da capital sonha jogar, é o Campeonato Mineiro Amador. É como se fosse a Série A da várzea.

    A edição 2025 já começou pegando fogo: times como Monte Verde, Pedreira, Recanto Azul e União Leste estão dando espetáculo. O regulamento é cruel: perdeu por 3 gols de diferença, nem precisa do jogo de volta. É adeus com gozação da vizinhança.

    E o campeão ainda tem o direito de disputar a Recopa Amadora, contra o vencedor da Copa Itatiaia. Essa final é o verdadeiro Maracanã da várzea: arquibancada lotada, batuque sem parar, e emoção de sobra.

    As lendas e personagens da várzea

    O futebol de várzea de BH é cheia de histórias que parecem roteiro de filme. Separamos algumas delas para vocês:

    • Churrasco: craque revelado na Liga Não Filiados, campeão do Módulo II e hoje jogador profissional.
    • Wilsinho: outro talento que saiu do campinho da periferia e virou destaque no futebol mineiro.
    • O goleiro que chegou atrasado no jogo porque estava entregando marmita, mas fechou o gol e virou herói.
    • O zagueiro que joga de chuteira furada, mas não deixa passar nem Wi-Fi.
    • E claro, o clássico “Neymar da favela”, aquele que não quis sair do bairro porque “aqui eu já sou rei”.

    Na várzea, não faltam personagens. E cada um tem sua torcida fiel.

    Torcer na várzea é experiência única

    Ir a um jogo da várzea é viver um espetáculo à parte. Se você já foi a algum lugar, sabe bem do que estamos falando. Se liga:

    • O ingresso é grátis.
    • A cerveja custa metade do preço do bar da esquina.
    • A torcida é misturada: crianças, senhoras, cachorros e até a tia que vende quibe.
    • Você pode xingar o juiz, e ele responde na lata!

    É futebol cru, sem filtro. Como disse a Revista Tribuna Esportiva:

    “O futebol amador é a última trincheira do futebol verdadeiro, onde a paixão fala mais alto que o dinheiro.”

    Como participar da festa

    Quer montar time e disputar a Liga Não Filiados? É só mandar e-mail para liganaofiliados17@gmail.com.

    Prefere só torcer? Fácil. Todo sábado e domingo tem jogo em campos espalhados por BH: Barreiro, Venda Nova, Santa Luzia, Contagem… a bola nunca para.

    Leve sua cadeira de plástico, sua caixa térmica e prepare-se: na várzea, até o cachorro é torcedor.

    Conclusão: o coração da bola bate na várzea

    No fim das contas, o futebol amador de Belo Horizonte é isso: raiz, tradição, festa e emoção. É o bairro defendendo suas cores, é a rivalidade saudável, é o talento brotando da terra vermelha.

    Se o profissional é espetáculo, a várzea é alma. E BH sabe preservar essa essência como poucas cidades no Brasil.

    Então da próxima vez que você ouvir um batuque de tambor vindo de um campinho de bairro, não pense duas vezes. Encoste lá, compre uma cerveja, torça como se fosse final da Champions. Porque pode acreditar: na várzea, todo gol é um gol de placa.

    FAQ – Perguntas frequentes sobre o Futebol Amador BH

    1. O que é o futebol amador BH?
      É o conjunto de campeonatos e torneios de várzea organizados em Belo Horizonte e região metropolitana. São jogos de bairro, mas com muita rivalidade, organização e até chances de revelar craques.
    2. Como funciona a Liga Não Filiados?
      Criada em 2017, ela reúne quase 300 times e 5 mil jogadores de BH e região. Organiza campeonatos com tabelas, árbitros oficiais e mata-mata em estilo Libertadores. Para participar, é só inscrever o time (normalmente via contato oficial: liganaofiliados17@gmail.com).
    3. Quais os times mais fortes da várzea de BH?
      Monte Verde, Pedreira, Recanto Azul, União Leste e vários outros figuram sempre entre os mais comentados. Mas como na várzea tudo é equilibrado, todo ano aparecem zebras que surpreendem e viram sensação.
    4. A várzea de BH já revelou jogadores profissionais?
      Sim! Atletas como Churrasco e Wilsinho começaram jogando na várzea e depois brilharam no futebol profissional de Minas Gerais. Muitos olheiros observam as competições em busca de talentos.
    5. Qual é o torneio mais importante da várzea em BH?
      O Campeonato Mineiro Amador é o principal, considerado a “Libertadores da Várzea”. O campeão ainda disputa a Recopa Amadora contra o vencedor da tradicional Copa Itatiaia.
    6. Onde posso assistir jogos do futebol amador em BH?
      Praticamente todo final de semana tem jogo em bairros como Barreiro, Venda Nova, Santa Luzia, Contagem e muitos outros. Basta ficar atento aos grupos e páginas de Facebook/Instagram dos times e ligas, que divulgam horários e locais.
    7. Quanto custa para assistir a um jogo da várzea?
      Nada! Os jogos são gratuitos. O que você vai gastar é com a cerveja gelada, o churrasquinho e, claro, aquela vaquinha para o “refri do juiz” no intervalo.
  • Mundial de Clubes de 1951: Reconhecimento e bastidores do título

    Mundial de Clubes de 1951: Reconhecimento e bastidores do título

    A disputa da Copa Rio de 1951 segue sendo um dos assuntos mais polêmicos do futebol brasileiro, principalmente pelo debate nacional em torno do reconhecimento do título mundial que os torcedores do Palmeiras garantem ter, coisa que todo mundo discorda. Campeão do torneio, o clube alviverde até tentou ser reconhecido pela FIFA como “campeão mundial”, mas, como a entidade nunca validou esse pedido, se tornou motivo de chacota, com direito a musiquinha tirando sarro.

    Mas, antes de tudo, o Camisa 12 vai contextualizar todas as informações da Copa Rio de 1951, desde sua criação até os resultados que consagraram o Verdão como o vencedor final da competição. Com base nisso, você decide de qual lado escolherá.

    A ideia de criar um Mundial de Clubes surgiu da própria FIFA, no início dos anos 1950, por conta do relançamento da Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil, depois de um longo tempo interrompido por conta da Segunda Guerra Mundial. Ou seja, a entidade queria suprir os anos que a competição ficou parada e, para que o futebol voltasse a ser “moda”, estava imaginando a criação de uma nova competição, mas, desta vez, com clubes e não seleções.

    Contudo, quem decidiu desenvolver a disputa foi a Confederação Brasileira de Desportos (CDB), entidade que comandava o futebol brasileiro antes da CBF. Nomeada como Copa Rio Internacional, a competição foi estruturada para ocorrer em julho, tendo como objetivo reunir apenas agremiações campeãs dos países que participaram da Copa do Mundo entre seleções.

    Na época em que inventaram criar esse novo torneio, vários jornalistas questionaram ao então presidente da FIFA, Jules Rimet, sobre qual seria o envolvimento da entidade na preparação do campeonato, e, de imediato, ele respondeu que não estavam colaborando. Contudo, no ano seguinte à realização da Copa Rio, o próprio Jules Rimet concedeu uma entrevista ao jornal Sports, declarando que a criação e organização de uma competição não precisaria de um aval oficial da FIFA, principalmente quando se trata de um torneio disputado por clubes.

    Na época, o objetivo da CDB era evitar que os brasileiros perdessem o encanto pelo futebol, principalmente após a final da Copa do Mundo de 1950, quando perderam por 2 a

    1 para o Uruguai, em pleno Maracanã lotado, e que até hoje é conhecida por “Maracanazo”, a segunda maior vergonha da Seleção Brasileira, já que a primeira foi o 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão, na semifinal de 2014.

    De forma independente, a CBD enviou convites para as equipes que eles gostariam que participassem, distribuindo-as em dois grupos:

    Grupo Rio de Janeiro: Vasco da Gama, Áustria Viena (AUT), Nacional (URU) e Sporting
    (POR).

    Grupo São Paulo: Palmeiras, Juventus (ITA), Nice (FRA) e Estrela Vermelha-SRB.

    Após toda a disputa da fase de grupos, Palmeiras, Vasco, Juventus e Áustria Viena avançaram às semifinais e, após os confrontos, sobraram apenas os italianos e paulistas, que garantiram vaga na grande final e decidiriam o título.

    Decisão

    A grande final da Copa Rio de 1951 foi disputada entre Palmeiras e Juventus, com jogo de ida e volta, com um leve favoritismo por parte da torcida para o time brasileiro. Por que será, hein? No primeiro confronto, o Verdão venceu por um placar simples de 1 a 0, mas o bastante para garantir a vantagem do empate para a partida de volta. E parece que os paulistas estavam dispostos a conseguir esse resultado, visto que o segundo jogo terminou em 2 a 2, agremiação alviverde consagrada a campeã da primeira edição do torneio.

    Na época, a imprensa brasileira destacava o grande feito do Palmeiras, frequentemente se referindo ao clube, em suas manchetes, como “campeão mundial”. Muitos desses veículos de comunicação chegaram a considerar o título alviverde como o maior feito do futebol nacional, superando até a conquista do Vasco, em 1948, quando o Cruzmaltino venceu o Campeonato Sul-Americano de Campeões.

    Passada as comemorações, chegou a época do Palmeiras lutar para ser reconhecido como campeão mundial, já que, para muitos, a Copa Rio de 1951 foi a primeira Copa do Mundo de Clubes da história. É importante ressaltar que o Verdão tentava desde 2001.

    Os dirigentes alviverdes tentaram dar “uma cartada” em março de 2007, apresentando um fax enviado e assinado pelo então secretário-geral da FIFA, Urs Linsi, ao presidente da CBF na época, Ricardo Teixeira. No documento, a entidade reconhecia a edição da Copa Rio organizada em 1951 como a primeira versão de um Mundial de Clubes. O Palmeiras chegou a comemorar (novamente) este feito e anunciou novas festas pela confirmação, mas a alegria tinha data de validade.

    Por conta da repercussão do caso, onde outras equipes buscavam um reconhecimento semelhante e temendo que a situação se alastrasse e gerasse mais pedidos, foi decretado que o reconhecimento estava suspenso, e, mais uma vez, o Palmeiras
    precisaria correr atrás do seu tão sonhado título mundial. Mesmo com todos esses pedidos, dossiês, documentos comprovatórios, a FIFA não considera oficialmente a Copa Rio de 1951 como um Mundial de Clubes, nos moldes que eram disputados até 2024.

    Mudança da FIFA

    Recentemente, a FIFA decidiu fazer uma reclassificação no antigo formato do Mundial de Clubes como “Intercontinental”, o que afetaria todos os clubes que já conseguiram vencer a competição entre vários clubes do planeta. A entidade máxima do futebol oficializou a atual Copa do Mundo de Clubes como a única competição válida para definir o campeão mundial. Por conta disso, apenas o Chelsea, vencedor da edição de 2021 e concorrente
    do novo torneio, foi declarado como o primeiro e, até o momento, único campeão do novo formato.

    Com a mudança, os torcedores palmeirenses possuem a chance de retribuírem as zoações dos adversários, visto que agora nenhum time brasileiro conseguiu conquistar o mundo (pelo menos por enquanto).

    Com isso, você, torcedor palmeirense, já comece a fazer a lei da atração e a se preparar para mais uma possível festa para comemorar o título mundial. Mas é importante sempre lembrar: NÃO DEIXE DE ACOMPANHAR O CAMISA 12.

  • Como a paixão por jogadores icônicos transforma torcedores desde pequenos

    Como a paixão por jogadores icônicos transforma torcedores desde pequenos

    Lembra de quando, onde e por que se apaixonou por futebol? Provavelmente, a primeira coisa que vem à mente é a influência de um familiar ou dos amigos. Mas, na real, muitas vezes a faísca inicial vem dos jogadores icônicos, aqueles craques que marcam uma geração, tipo Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Cafú ou Neymar. E a magia acontece por causa dos sentidos, dos cortes de cabelo e, claro, das camisas!

    A influência sensorial dos craques no torcedor

    Os melhores berçários ensinam as crianças através de experiências sensoriais: o olhar, o toque, o ouvir. É assim que elas desenvolvem a capacidade de concentração e definem no que vão focar. Mas onde o futebol entra nos sentidos de uma criança?

    Pensa só: quando o Ronaldinho tocava na bola e a arquibancada inteira se levantava, cheia de expectativa pelo que o Bruxo ia aprontar; ou em casa, quando o Neymar driblava meio time pra fazer um golaço e o pai ia à loucura. Essa é a essência!

    Drible: o melhor amigo do torcedor

    Quando um jovem torcedor assiste a uma partida de futebol, seja pela TV ou no estádio, ele ainda não tem idade pra entender toda a complexidade do jogo. O que o atrai é o espetáculo! E esse espetáculo surge da arte que os jogadores colocam em campo: o drible, o gol acrobático, o entusiasmo da torcida quando os craques que tanto admiram tocam na bola.

    O torcedor mirim fica vidrado nos dribles, nos gols históricos, nas grandes jogadas e naqueles jogadores que lideram um time a grandes conquistas, marcando, no fundo, uma geração. Nomes como Ronaldinho, Neymar ou Kaká impressionaram torcedores brasileiros e de todo o mundo, levando o Brasil a grandes vitórias, como o Mundial de 2002. Isso faz o povo sair pra rua e, consequentemente, os jovens formam suas primeiras memórias inesquecíveis do futebol.

    Imitar o moicano do Neymar: a moda que virou paixão

    Crianças têm a imaginação a mil. Elas conseguem passar horas sozinhas, apenas na companhia de suas mentes inocentes. Então, quando pegam a bola e vão jogar, elas se lembram dos seus ídolos, dos tais jogadores icônicos, e tentam copiar cada passo, toque, drible ou jeito de chutar.

    Na escola ou na rua, jogando com os amigos, é comum ouvir: “agora sou o Ronaldo” ou “agora sou o Vini Jr”. Eles quase incorporam a aura daqueles futebolistas que tanto admiram, sonhando em um dia ser como eles. Mas a influência vai além da bola no pé. A forma como os craques se vestem, os acessórios que usam, a tecnologia que possuem e os penteados que adotam são frequentemente imitados pelos jovens torcedores.
    Talvez, não haja exemplo melhor do que Neymar, que no início dos anos 2010 usava o famoso moicano, copiado por milhares de crianças em todo o mundo, mas principalmente no Brasil. É a prova de como um estilo pode virar febre e reforçar a conexão com o ídolo.

    A idolatria aos jogadores

    A primeira paixão a gente nunca esquece, e com ela, muitas vezes, vem a obsessão, algo bem comum no futebol. O jovem torcedor que admira a comemoração do Kaká, as defesas do Júlio César, ou a bicicleta do Romário, começa a ter pôsteres dos jogadores no quarto. Coleciona figurinhas, assiste por horas a vídeos das melhores jogadas no YouTube e até incorpora traços de personalidade baseados no que o jogador demonstra.

    Os pais gastam centenas de reais em camisas, calções e outros adereços que os futebolistas usam, tudo para agradar o filho e aproximá-lo do ídolo. E por mais que a família ou os amigos tentem a influenciar a criança a torcer para um time, se ela já idolatra um jogador… pronto, não tem jeito. Muitas crianças, cada vez mais, apoiam os times dos jogadores que mais admiram, ao contrário do que acontecia há algumas décadas, quando a influência do círculo próximo era maior.

    A dimensão coletiva dos craques

    Os jovens são criaturas de imitação, e no futebol, é nos estádios que isso começa. O entusiasmo de levar a camisa do jogador preferido para o jogo e ver as grandes multidões cantando, empurrando o time, entoando os cânticos, apaixona qualquer criança e a fixa como torcedora do clube para sempre. Agora, com a comunidade online, eles entram em discussões com amigos ou até desconhecidos para defender o próprio time ou os craques que tanto admiram, além de consumir muito conteúdo que envolve os jogadores.

    Um ídolo fica para sempre

    Primeiro, a paixão surge pelos sentidos, pelo olhar, pela emoção. Depois, vem a admiração pelos dribles e pelas grandes jogadas em campo. Surge, então, a imitação: os cortes de cabelo e a diversão com os amigos nas ruas. Vêm as camisas, os pôsteres, as figurinhas e, depois, o estádio e o apoio ao clube.

    Tudo isso começa em idades muito jovens, bem antes mesmo de a criança saber em qual time aquele jogador competia. Mal ela sabia que já seria torcedora para a vida, influenciada por um nome que fica marcado na história do futebol. Essa é a força dos ídolos: eles não apenas jogam bola, eles moldam paixões e criam legados que duram para sempre na alma do torcedor.

    E você? Qual foi o ídolo que fez nascer a sua paixão pelo futebol? Conte nos comentários!

  • Independente: torcida que virou símbolo de paixão ao Tricolor

    Independente: torcida que virou símbolo de paixão ao Tricolor

    “Lê lê ô. Lê lê lê ô. Torcida Independente é a força tricolor”. Essa música é praticamente um hino da maior organizada do São Paulo Futebol Clube. A Independente é o pulmão que não cansa. Quem cresceu indo ao Morumbi sabe: tem dia que o jogo vira ali atrás do gol, no grito teimoso que não aceita a derrota.

    É faixa, bandeirão, bateria e uma ideia que veio pra ficar desde 1972. Aqui o papo é de arquibancada, bem são-paulino, com informação de quem respeita a história: fundação, rituais, cantos”, rivalidades, as brigas que marcam cicatrizes e lições, os eventos e caravanas, loja e cadastro pra quem quer entrar no miolo da comunidade.

    Independente: fundação da torcida em 1972 – o dia em que a arquibancada escolheu ser dona do próprio passo

    Vamos falar como se a gente estivesse na lanchonete da esquina depois do jogo, beleza? Antes de virar símbolo do Morumbi, a Independente foi atitude. No começo dos anos 70, tinha uma rapaziada que vivia o São Paulo por dentro, sabia onde doía e onde brilhava.

    Essa turma olhou pra arquibancada e pensou: dá pra fazer mais. Não era birra, era visão de quem amava o Tricolor. Tinha ruído com a TUSP, tinha vontade de organizar melhor, tinha fome de autonomia. A decisão foi simples no papel e gigante na prática: criar uma organizada com nome, corpo e rotina. A própria “Indê” conta isso na história da torcida.

    Estatuto, sede, bateria, escala de mastro, revezamento de instrumentos, cada um com função. E um código que todo mundo aprendia rápido: chegar cedo, ocupar o setor, cantar o jogo inteiro, guardar o material como quem guarda taça. Sem glamour. Mó trampo.

    Imagina a cena. Terça à noite, gente saindo do serviço e indo pra sede costurar faixa. Quarta, ensaio de bateria no eco da sala, acerto de virada, escolha de coro. Quinta, vaquinha pra comprar tecido, tinta, cabo, fita.

    Sexta, corre da caravana, lista de presença, quem leva o surdo, quem pilota a Kombi. Sábado, arrumar tudo, combinar entrada, revisar recado. Domingo, o show. Quando a bola rola parece fácil, mas todo gol cantado nasceu de semana puxada. É por isso que a Torcida Organizada Independente virou mais que nome. Virou “um sentimento que jamais acabará”.

    O mapa sem placa do Morumbi

    Quem é da casa sabe. O estádio tem a tal da geografia afetiva. A área da Torcida Independente é o ponto de encontro de quem foi pra torcer de verdade. É dali que sai a pulsação que organiza a cabeça do time e encurta a perna do adversário.

    Corredor do bandeirão

    É a avenida da festa. Pano pesado, dobra certa, sinal de mão, respiro combinado. Quando abre, vira teto. Quem fica embaixo sente outro clima. Não é só bonito. É pertencimento.

    Espaço da bateria

    Não é apenas espalhar instrumento e pronto. Tem desenho de som. Surdo marcando passo, caixa guiando, repique chamando detalhe. Cada peça num ponto pra não embolar. Fecha o olho e você aponta de onde vem a virada.

    Área da faixa

    Ali é conversa. Pode ser abraço num moleque da base, pode ser cobrança em semana ruim, pode ser a ironia que a cidade inteira vai repetir na segunda. Não precisa exagerar. Precisa de timing.

    As brigas da Independente que marcaram a memória

    Torcida organizada é feita de gente de verdade. Tem um capítulo lindo, mas também tem cicatriz. Abaixo, as brigas principais que viraram divisor de águas — sem romantizar nada, porque briga não é troféu, é trauma.

    1995 — “Batalha do Pacaembu” (Palmeiras x São Paulo, final da Supercopa de Juniores)

    Clima tenso, Pacaembu em obra, muita coisa solta no entorno. A confusão estoura e vira confronto generalizado entre Mancha Verde e Independente. O saldo é pesado: um torcedor do São Paulo morto, Márcio Gasparin da Silva (16 anos), e mais de 100 feridos (relatos variam entre 101 e 102). O caso virou marco no país.

    Consequências imediatas: o Ministério Público de SP pediu a extinção das duas organizadas; depois, elas voltaram com novos arranjos jurídicos e nomes (Mancha Alvi Verde e Torcida Tricolor Independente). O episódio também abriu caminho pra um pacote de restrições e maior controle estatal sobre torcidas. Anos depois, esse histórico ajudou a pavimentar a adoção de torcida única em clássicos paulistas.

    Saiba mais sobre esse triste capítulo nesta reportagem da Isto É.

    2016 — Confusão no entorno do Morumbi (SPFC x Atlético Nacional, Libertadores)

    Após o jogo, rola choque entre Independente e Polícia Militar nos arredores do estádio. O blog do Perrone (UOL) registrou as duas versões: de um lado, Baby (líder da organizada) acusando abordagem agressiva da PM; do outro, o 2º Batalhão de Choque relatando policiais feridos e negando premeditação da torcida. Fica o registro do confronto e da disputa de narrativas.

    2019 — Briga interna na Praça da República (SP)

    Não foi contra o rival: grupos da própria organizada entram em confronto no centro de São Paulo, poucas horas antes de um jogo no Morumbi. A ESPN reportou mais de 400 envolvidos e 7 detidos. Caso dolorido pra quem ama a cultura de arquibancada, porque mostra que vigilância interna e acolhimento de novato não são detalhe: são necessidade.

    2016 em diante — “Torcida única” nos clássicos paulistas

    Por causa de repetidos episódios de violência, o Estado adota torcida única nos clássicos a partir de abril de 2016. Debate é quente até hoje: segurança versus perda de essência. Fato é que a medida nasceu como resposta direta a um acúmulo de brigas — e segue sendo defendida pelo MP-SP como prevenção. Houve exceções pontuais, mas a regra geral ficou.

    O que a torcida fez com isso (e por que importa)

    Não tem como falar só da festa e fingir que as cicatrizes não existem. A reação da comunidade, ao longo do tempo, passou por regras internas mais firmes, parceria com quem organiza caravana, orientação de setor, acolhimento de quem vai pela primeira vez e menos espaço pra “herói” fora de hora. Quando passa do ponto, perde todo mundo: família se assusta, criança deixa de ir, o futebol fica menor.

    Em paralelo, a Independente manteve e ampliou o lado que quase não aparece na TV: o Departamento Social. Tem rotina semanal de doação de refeições a pessoas em situação de rua, com registros de noites passando das 400 marmitas distribuídas num único plantão. Também rolam campanhas de inverno, brinquedos e kits de higiene pelos núcleos regionais.

    Projetos sociais da Torcida Independente: a ponte com a cidade

    Torcer também é olhar pra rua. A Independente tem rotina semanal de doação de refeições para pessoas em situação de rua toda quinta-feira, no Centro de São Paulo. Não é um evento isolado; é um calendário.

    “Se cada UM fizer um pouquinho.. JUNTOS, faremos muito!”

    E tem número prático: em posts do Departamento Social, aparecem registros de 400 refeições distribuídas em uma única noite fria — tudo feito com um time de voluntários, insumo arrecadado e muito corre. É o tipo de ação que pouca gente vê, mas que quem recebe não esquece.

    Além das marmitas, os núcleos regionais fazem campanhas de agasalho, brinquedos e kits de higiene ao longo do ano. A regra é direta: quem não pode estar na rua, ajuda no PIX, carrega, divulga, faz ponte. (As agendas sociais e os contatos aparecem nos perfis oficiais do Departamento Social.)

    Escola de samba: Independente Tricolor, do setor ao Anhembi

    A escola nasceu como extensão cultural da arquibancada e ganhou CNPJ próprio, barracão e calendário. Fundada em 13 de outubro de 2010, a Independente Tricolor carrega as cores vermelho, branco e preto e é oriunda da Torcida Tricolor Independente.

    Identidade e bastidores

    Sede na Vila Guilherme, bateria ensaiando forte, alas que misturam comunidade e quem vem do futebol. Na diretoria, o “Batata” (Alessandro O. Santana) virou referência de gestão recente; a escola se organiza de barracão, quadra, projetos e comunicação própria.

    Da estreia às noites grandes

    Depois de começar nos grupos de base, a Independente Tricolor viveu seu momento de vitrine ao desfilar no Grupo Especial em 2018. Foi um ano de aprendizado duro: rebaixamento e retorno ao Acesso no ciclo seguinte.

    Hoje, o foco

    O projeto segue competitivo no Acesso 1 com enredos autorais, ala musical experiente e barracão que vem ganhando corpo a cada temporada.

    No papel e na prática, a escola mantém o DNA de arquibancada, mas trabalha com cabeça de carnaval: cronograma, comissão de carnaval, comunidade perto e pé no chão para voltar ao Especial.

    Apito final: por que a Independente segue símbolo de paixão

    Da ata de 1972 ao corredor do bandeirão, a torcida Independente construiu uma cultura que não depende do placar. Organização, ensaio, logística, código de setor. O estádio reconhece pelo som antes de ler a faixa. É a arquibancada que trabalhou na terça, arrecadou na quinta, viajou no sábado e cantou no domingo. Festa com método, emoção com roteiro.

    As cicatrizes existem e não são rodapé. O Pacaembu de 1995, os choques mais recentes, as brigas internas. Tudo isso cobrou revisão de rota: regras mais firmes, acolhimento de novato, parceria em caravana, vigilância interna.
    O recado ficou claro para quem ama o São Paulo e a arquibancada de verdade: provocação faz parte, violência não. Quando passa do ponto, perde o futebol inteiro.

    Ao mesmo tempo, a Independente ampliou o que a TV quase não mostra: projetos sociais semanais, campanhas de inverno, kits de higiene, núcleos mobilizados pela cidade. É uma torcida que vira ponte. E quando a cidade se sente cuidada, o estádio canta mais alto. O ciclo se fecha.

    A Independente segue símbolo porque não terceiriza o que acredita. É barulho com propósito, memória com responsabilidade, São Paulo no centro. Apita o juiz e a turma ainda está lá, guardando faixa como troféu, pronta para a próxima noite.

  • A cultura das torcidas organizadas e sua influência dentro e fora dos estádios

    A cultura das torcidas organizadas e sua influência dentro e fora dos estádios

    Representando identidade, pertencimento e paixão por um clube, as torcidas organizadas são um fenômeno sociocultural que demonstravam que o amor iria muito além dos 90 minutos disputados em uma partida de futebol. Contudo, a situação mudou com o tempo e as uniformizadas passaram a ter ligações com incidentes de hooliganismo e violência no futebol, transformando totalmente a imagem criada inicialmente.

    Utilizando a justificativa de ajudar o time com a ter forças em campo e intimidar o adversário, seu objetivo principal é apoiar os seus devidos clubes. Mas por conta da violência constante ligada as torcidas organizadas, o governo brasileiro estabeleceu o Estatuto do Torcedor, lei que regulamenta as uniformizadas, dando-lhes direitos e deveres à serem seguidos.

    Por conta sua forte influência dentro e fora dos estádios, o Camisa 12 vai ter explicar todas as nuances deste tema, que deveria ser mais evidente no país.

    Origem

    Parte da história do futebol brasileiro, as torcidas uniformizadas começaram a aparecer no início dos anos 1940, porém foi na década de 60 que elas conseguiram ganhar mais visibilidade, mas de uma maneira positiva. Graças ao espetáculo nas arquibancadas, as organizadas transformam o ambiente em algo vivo, parecendo um coração pulsante, com cantos durante toda a partida, faixas e bandeirões, acabando com o falta de entusiasmo
    do local.

    Habitualmente com códigos próprios, vestimentas, normas de conduta e até mascote próprio, as associações transformaram rapidamente em empresas, que começaram a comercializar este amor com produtos próprios.

    Ao longo das décadas seguintes, as organizadas começaram a se envolver em campanhas beneficentes, arrecadando doações de alimentos e roupas, além de apoiar causas sociais, transformando-se em um agente social ativo nas comunidades e
    participando cada vez mais das ações dos clubes.

    Violência e rivalidade extrema

    A rixa entre os clubes saiu de dentro do campo para as arquibancadas, chegando a ultrapassar as paredes dos estádios. Muitas torcidas participam de confrontos desde brigas entre membros de torcidas rivais, até confrontos com a polícia, que incluem depredação do patrimônio público, tornando-se tornando cada vez mais constantes nos noticiários.

    É importante salientar que os embates entre as torcidas não são acidentais ou despretensioso, e sim marcados com antecedência pelas redes sociais ou grupos fechados. Esses choques ocorrem por muitas vezes longe dos estádios, em pontos
    bastante movimentados, como: estações de metrô, terminais e pontos de ônibus, além dos arredores que dão acesso aos estádios, tornando a situação bastante complicada para as autoridades tentar controlar a situação.

    Por conta desses problemas, os estádios se tornaram um lugar hostil, afastando as famílias, crianças e boa parte da torcida por conta da violência, prejudicando a imagem da modalidade.

    Em alguns clássicos nacionais, as autoridades exigem que a disputa tenham apenas uma torcida nas arquibancadas, evitando confrontos (pelos menos nos estádios), arruinando o espetáculo.

    Casos extremos

    Infelizmente alguns casos terríveis ficaram marcados na história do futebol brasileiro, episódios esse que, mostram o quanto essa ideia de rivalidade transformam o amor pelo esporte em uma tragédia.

    Batalha do Pacaembu, em 2012 – No clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians, as uniformizadas se enfrentaram nas arquibancadas e nos arredores do Pacaembu. Entre as cenas captadas pela mídia, a selvageria rolava solta com cadeiras arrancadas e brigas cara a cara, interrompendo a partida em certo momento.

    Confronto na Arena Joinville, em 2013 – Durante uma partida decisiva que poderia decretar o rebaixamento do Vasco, membros das organizadas do Cruzmaltino e do Athletico-PR batalharam dentro do estádio, com agressões brutais, utilizando pedras, paus e muito sangue jorrando no gramado, um verdadeiro show de horrores. As imagens chocaram o Brasil, interrompendo o confronto por mais de uma hora.

    Caso do vaso sanitário, em 2014 – Um dos incidentes mais chocantes sobre brigas entre torcidas organizadas, é a morte de Paulo Ricardo Gomes da Silva, atingido por um vaso sanitário durante um confronto aos arredores do Estádio do Arruda.

    Integrante da Torcida Jovem, organizada do Sport, Paulo foi apoiar uma torcida “irmã”, durante o jogo entre Santa Cruz e Paraná, pela terceira rodada da Série B. Após o fim da partida, o rapaz de 26 anos foi mortalmente atingido por um vaso sanitário, arremessado durante o confronto. Três pessoas foram condenadas por homicídio consumado.

    Esses são apenas alguns dos milhares de exemplos que são vistos ao longo dos anos, demonstrando toda periculosidade que alguns atos mascarados de amor podem acarretar.

    O prejuízo à imagem do futebol, as torcidas organizadas é um problema real e grave, porém não podem ser generalizadas e não incriminar pessoas que tentam dar brilho as arquibancadas. É importante ressaltar que a maioria dos membros não participam ativamente dos atos de violência, mas que são marginalizados por muitas vezes pela mídia e boa parte da opinião pública, dificultando o diálogo e reconhecimentos de atitudes sociais positivas.

  • Eze e o amor por um clube

    Eze e o amor por um clube

    A contratação e apresentação de Eberechi Eze no Arsenal se podem traduzir numa palavra: amor. O inglês reforçou o clube do coração, depois de estar ligado a uma mudança para o Tottenham, eterno rival dos “gunners”. Toda a narrativa criada à volta da transferência, inclusive o anúncio aos torcedores, nas redes sociais ou em pleno gramado, baseia-se na paixão de um jogador por um clube.

    Ficou público desde criança que Eze é torcedor do Arsenal. O jovem de Londres falou que tinha Thierry Henry como ídolo e numa entrevista aos meios dos “gunners” a lenda francesa enviou-lhe uma mensagem em vídeo. Ficou na cabeça a reação do inglês. “Às vezes estragamos as coisas com palavras. Só sentir. Ele tem uma estátua à porta do estádio”.

    Muitas vezes vemos os jogadores a dizerem que gostam de um clube para parecer bem, mas no caso de Eze o sentimento pelo Arsenal transparecia no olhar. A reação foi certeira, emocional e ainda pela voz da criança que via os jogos pela televisão. Agora é ele o protagonista.

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    No anúncio da contratação, Ian Wright aborda as questões retóricas, aquelas que não precisam de resposta, e volta a tocar no ponto de que, por vezes, não precisamos de palavras para que algo seja explicado. Eze “responde” a uma série de questões colocadas pela lenda do Arsenal com um “obviamente”.

    Não é preciso perguntar a Eze o sentimento que ele tem ao representar o clube de coração. É simples de entender se está feliz, orgulhoso ou se concretizou o sonho. “Obviamente”, diria-nos.

    Agora, porque levanto este tema?

    Sinto que no futebol moderno vai-se perdendo cada vez mais o amor a um clube. Vemos jovens a trocar o clube do coração pelo dinheiro da Arábia Saudita, ou craques a mudarem-se para o rival como se nada fosse. Já não há aquela mística do antigamente, aquela garra de defender um escudo como se a tua vida dependesse disso.

    Talvez, de vez em quando, vão aparecendo casos destes. Eze é, sem dúvida, um deles. não é por simpatizar com o Arsenal que esta transferência me toca, mas sim por entender que há um jogador a estar onde sempre quis, outrora um miúdo com um sonho.

    E agora, do lado de quem apoia o Arsenal em Portugal, quero acreditar nos rumores em que Eze terá ligado a Mikel Arteta para saber da possibilidade de se transferir para o Arsenal, porque a mudança para o Tottenham estava quase finalizada.

    Só espero que o adulto do hoje orgulhe a criança do ontem.

  • Quem tem a maior torcida do mundo? Veja dados e curiosidades

    Quem tem a maior torcida do mundo? Veja dados e curiosidades

    O futebol é o principal esporte do planeta e, sem precisar de muito esforço, arrasta multidões onde quer que a bola esteja rolando. Conquistar títulos é importante, claro, mas são as vozes que ecoam nos estádios, os mantos vestidos com orgulho em qualquer lugar que vá e o amor das arquibancadas que realmente dão vida ao espetáculo. Afinal, os torcedores são o verdadeiro coração de um time.

    E como toda grande paixão, o futebol também alimenta debates entre os torcedores sendo um deles: Qual é o time com a maior torcida do mundo? O Camisa 12 foi atrás dessa resposta e acabará de vez com a sua dúvida e te contará algumas curiosidades sobre esse tema que move e encanta milhões de pessoas ao redor do planeta.

    Mesmo com o crescimento significativo do futebol europeu nos últimos anos, impulsionado principalmente por reunir grandes craques internacionais em seus elencos, a América Latina ainda mostra que, quando o assunto é paixão e entrega pelo clube ultrapassa os noventa minutos e até as paredes dos estádios, transformando-se em identidade do time.

    Para descobrir qual clube tem a maior torcida do mundo, diversos fatores são levados em consideração. Além do levantamento do número de torcedores espalhados pelo planeta, entram na conta dados como presença e engajamento nas redes sociais, algo importante nos dias de hoje.

    O marketing pesa, claro, mas outro ponto fundamental é a média de público nos estádios. Muitas equipes seguem enchendo arquibancadas jogo após jogo, mostrando que têm uma base sólida e, podendo até dizer, fiel, que acompanha o time na alegria de um título e até na dor de um rebaixamento.

    Como se trata de uma pesquisa que busca identificar a maior torcida do mundo, a popularidade dos clubes tanto em seus países quanto no exterior também conta. A história, os títulos e a identificação cultural ajudam a atrair novos torcedores, criando verdadeiras comunidades apaixonadas mesmo em terras distantes.

    As 10 maiores torcidas do mundo 

    1º Barcelona (Espanha) – 58,2 milhões. 

    Liderando o ranking mundial, o time catalão conquistou milhões de torcedores ao longo dos anos, principalmente na era de Lionel Messi (saudades trio MSN), que encantava dentro dos gramados e deixava marcas profundas em que acompanha constantemente o futebol.

    Com um estilo de jogo encantador, conhecido com “tic-tac”, o Barça se tornou uma marca global, que conta com uma gigante torcida espalhada pelo mundo.

    2º Flamengo (Brasil) – 42 milhões 

    Dona da maior torcida do Brasil e de uma das maiores do planeta, a Nação Rubro-Negra é um espetáculo à parte. Reconhecida mundialmente pela paixão incondicional, a torcida do Flamengo atravessa fronteiras. Onde houver uma colônia brasileira, é quase certo que haverá um flamenguista exaltando e defendendo, com orgulho, que seu time é o melhor do mundo.

    Adepta às bandeiras, às festas nas ruas e ao show nas arquibancadas, a torcida do Mengão é um verdadeiro fenômeno cultural. E como já diz o hino, cantado com o peito estufado: “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.”

    3º Chivas Guadalajara (México) – 33,8 milhões

    Orgulho do futebol mexicano, o Chivas é um verdadeiro fenômeno que ganhou notoriedade mundial, graças à sua política interna única: o clube só atua com jogadores nascidos no México. Essa filosofia reforça os laços com a torcida, valoriza os talentos locais e desperta admiração até fora das fronteiras nacionais.

    Ao apostar em suas raízes, o Chivas conquistou não apenas títulos, mas também respeito e uma legião de torcedores espalhados pelo planeta. Um clube que é mais do que futebol, é identidade nacional de um povo.

    4º Corinthians (Brasil) – 32,2 milhões 

    “Aqui tem um bando de louco, louco por ti Corinthians. Para aqueles que acham que é pouco, eu vivo por ti Corinthians.” A canção ecoa como um mantra por onde o Timão passa, resumindo bem o espírito da Fiel.

    O Corinthians carrega uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do mundo. Em qualquer canto do Brasil, há corintianos que transformam simples partidas em verdadeiras decisões. Todos sabemos que é um amor sofrido, intenso, mas absolutamente devotado ao ‘Time do Povo’. Onde o Corinthians vai, a Fiel vai atrás, por muitas vezes fazendo
    história nas arquibancadas.

    5º Real Madrid (Espanha) – 31,3 milhões

    Com uma bela história de conquistas, o maior campeão da Champions League possui milhões de adeptos espalhados pelo planeta. Da Europa à Ásia, o branco do clube merengue é respeitado e amado ao redor do mundo.

    6º Manchester United (Inglaterra) – 30,6 milhões 

    Longe de ser aquele velho clube temido, o United permanece sendo um gigante mundial. O clube que já teve Cristiano Ronaldo, David Beckham e Rooney no elenco, possui a maior torcida internacional entre as equipes inglesas, que seguem acreditando na recuperação e no retorno dos dias de glória.

    7º América (México) – 26,4 milhões

    Outro gigante do futebol mexicano, o América possui uma grande legião de torcedores apaixonados, que transformam as ruas em um campo de guerra, por conta de uma rivalidade no clássico nacional contra o Chivas.

    8º Borussia Dortmund (Alemanha) – 23 milhões

    Podemos dizer que está é a torcida mais apaixonada do planeta. A muralha amarela é conhecida pela sua fidelidade e show nas arquibancadas, com mosaicos impressionantes que se tornaram a identidade do clube.

    9º Chelsea (Inglaterra) – 21,4 milhões

    Possivelmente muito incentivado pelos títulos recentes, o Chelsea tem conquistado milhões de fãs espalhados pelo planeta. Atual campeão mundial, o clube londrino possui uma das torcidas mais barulhentas do mundo, o que pode ser uma arma secreta na hora de entrar em campo, já que as vibrações são todas ao seu favor.

    10º Bayern de Munique (Alemanha) – 20,7 milhões

    Maior campeão alemão, a torcida dos bávaros assusta em qualquer local do mundo. Forte, organizada e até exigente, os torcedores do Bayern são presenças constantes em qualquer ranking sobre o assunto.

    As maiores torcidas do mundo são formadas por histórias, culturas e paixões que ultrapassam fronteiras. Seja entre gigantes europeus ou clubes latino-americanos, a força das arquibancadas se manifesta diariamente nas ruas, nas redes, nos cantos e nas cores.

    O futebol pode até ser decidido em 90 minutos, mas, para o torcedor, ele é vivido 24 horas por dia, afinal quem ama carrega o brasão do clube não só na camisa, mas tatuado no coração.

  • O que significa Time do Povo e por que isso importa para torcedores

    O que significa Time do Povo e por que isso importa para torcedores

    Para alguns, torcer para um time do povo é mais do que paixão: é uma necessidade tão fundamental quanto respirar. Mas o que, de fato, significa ser um “time do povo”? E por que clubes como Flamengo, Vasco ou Corinthians carregam essa bandeira com tanto orgulho? A resposta é simples, porém, profunda: a sensação de pertencimento é vital para o ser humano. O Portal Camisa12 vai te explicar essa conexão visceral.

    O que define um time do povo?

    Em uma era onde o futebol global é cada vez mais dominado por corporações e investidores milionários, que controlam múltiplos clubes ao redor do mundo, é um alívio e uma inspiração ver clubes de origem humilde alcançarem o sucesso. É exatamente isso que representa um “time do povo”.

    São clubes que nasceram das comunidades, criados para e pelas pessoas. Eles não se importam com donos bilionários ou contratações bombásticas. O que realmente importa é honrar os valores e a história que os fundaram. Geralmente, são times criados por trabalhadores, muitas vezes de comunidades, que veem no clube um refúgio e uma forma de escapar da dura realidade do dia a dia. Os torcedores se sentem representados, e essa representação é a base de uma conexão inabalável.

    A necessidade humana de pertencer

    O ser humano possui a necessidade de sentir-se pertencente a algo, de se sentir parte de uma comunidade. Não fomos feitos para viver isolados, mas sim para o convívio, a celebração, a alegria e a tristeza compartilhadas. É essa interação humana que nos energiza e nos dá força para viver.

    Essa ideia é reforçada pela teoria dos psicólogos Roy Baumeister e Mark Leary, de 1995, em seu artigo “The Need to Belong: Desire for Interpersonal Attachments as a Fundamental Human Motivation” (A Necessidade de Pertencer: o Desejo por Vínculos Interpessoais como uma Motivação Humana Fundamental). Eles defendem que a necessidade de pertencer a uma sociedade ou grupo é tão essencial quanto a fome e a sede. Precisamos de laços e estímulos sociais, de sentir que fazemos parte de algo maior do que nossa própria individualidade.

    É exatamente essa sensação que a torcida de um “time do povo” proporciona. É o “nós contra eles”; uma união inseparável, onde a força coletiva supera qualquer obstáculo. Damos a vida por esse time, vamos ao estádio toda semana, temos todas as camisas, abraçamos, rimos, choramos e convivemos com outros torcedores, sejam amigos ou desconhecidos. Hoje, isso pode parecer garantido, quase banalizado, mas é crucial que os torcedores compreendam que esses sentimentos estão entre os mais essenciais e básicos que um ser humano pode experimentar.

    Exemplos de ‘Times do Povo’ no Brasil

    No Brasil, a história do futebol é rica em exemplos de torcidas e clubes fundados com base em ideologias sociais e lutas populares. As maiores e, talvez, mais influentes, são as do Corinthians e do Flamengo.

    Corinthians: O Timão tem em sua essência uma narrativa de luta e inclusão do povo, algo que, mesmo de forma inconsciente, atrai milhões de torcedores, inclusive fora do Brasil. Sua história está diretamente ligada às camadas populares de São Paulo, tornando-o um verdadeiro símbolo de resistência e paixão operária.

    Flamengo: O Fla se destaca pela sua dimensão. Com uma das maiores torcidas do mundo, o clube consegue abranger todas as classes sociais e regiões do Brasil. Embora tenha maior protagonismo no Rio de Janeiro, sua capilaridade nacional e a paixão de seus torcedores o consolidam como um time verdadeiramente popular, capaz de unir diferentes realidades sociais.

    Outros exemplos notáveis de times com forte origem popular incluem:

    Bahia: Com seu movimento democrático e engajamento em lutas políticas, o Bahia sempre foi uma voz ativa na defesa de causas sociais, representando a força do povo baiano.

    Vasco da Gama: O Vasco foi um dos clubes pioneiros no combate ao racismo no futebol brasileiro, sendo uma peça-chave nessa luta por inclusão e igualdade.

    Personalidades como Sócrates, filiado ao Partido dos Trabalhadores (também fundado por operários de São Paulo no final da década de 1970), exemplificam a união entre o brilhantismo no futebol e o engajamento social e político que marcou a história de muitos clubes “do povo”.

    O orgulho e a mensagem que passa de pai para filho

    Um time do povo não ignora nenhum torcedor, ao contrário do que muitas vezes acontece com equipes maiores. Além do sentimento de pertencimento, isso gera um orgulho social imenso, mostrando que pessoas comuns, de qualquer origem, podem ser protagonistas. E, muitas vezes, esse apoio ao time é uma herança de família: do bisavô que presenciou a fundação do clube, ao avô que aprendeu suas raízes, ao pai, até chegar ao filho. Essa é a beleza de um time do povo: não se sabe bem de onde vem tanto amor, mas ele está lá, inabalável e fiel.

    A união entre pessoas de diversas origens, mas em sua maioria simples, cria uma força que se reflete dentro de campo. Os jogadores sabem que, se não derem tudo de si, estarão desapontando uma população inteira, um conjunto de seres humanos que espera pelo dia do jogo para ter motivos para sorrir. Não que não os tenham em outras áreas da vida, mas o futebol, para eles, é especial, é diferente. É a alma da arquibancada pulsando em campo.

    E você? Qual é o seu time do povo? Compartilhe sua história nos comentários!

  • Avanti Palestra: a alma e a fé sobre o futuro no coração palmeirense

    Avanti Palestra: a alma e a fé sobre o futuro no coração palmeirense

    Sabe aquela frase muito conhecida entre os palmeirenses citada por Mauro Beting?

    “Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário.”

    E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível” Pois bem, meu caro torcedor alviverde, esse sentimento é inexplicável e quando penso nesse Palmeiras que está se moldando agora nessa pequena janela de transferência, eu vejo mais do que nomes, mais do que apenas um esquema inteligente, tático e de possível rentabilização em vendas futuras, eu vejo pessoas, nomes e caras que podem ser o futuro do Verdão.

    Vamos ser sinceros, Weverton é um paredão, honra a camisa do Palmeiras entende e sabe o peso que ela tem, mas o cara já está com 37 anos, a idade pesa, chega e uma hora ele vai precisar ser substituído.

    Aí eis que surge o nome Carlos Miguel, o cara não é gigante só no tamanho não, é a muralha que nós podemos sonhar para os próximos 10 anos eu me arriscaria dizer. A cada avanço na contratação eu penso: Será que ele está ansioso pra vestir a nossa camisa? Porque pra nós, vestir a nossa camisa é carregar o peso de uma torcida que canta, vibra e cobra, e cobra muito.

    E seguindo com o futuro, vem o Jefté, ainda muito moleque, mas com certeza carrega nas chuteiras experiência de “veterano”, o cria vem de Xerém, teve um destaque absurdo na Escócia e foi eleito o melhor lateral esquerdo, mas aqui ele chega pra disputar espaço com Piqueréz, que já um monstro pra torcida, que é um jogador de consolidado e de peso pro elenco, mas se o cria chegar com a ousadia carioca, talvez ganhe o coração dos paulistas. (Mas o moleque vai ter que correr hein, a torcida não dá mole não!).

    E aí pra fechar tem o Enciso, se esse cara chegar, aí meus amigos, o choro é livre para os rivais, o cara já deu sinal VERDE pra seguirmos com a contratação, ele quer voltar pro berço latino, o jovem paraguaio quer estar perto de casa. E casa essa que ele pode chamar de Palmeiras. O cara tem 21 anos e soma atuações em categorias de base e pela principal seleção do Paraguai; registrou participações em Copas América, Olímpica e eliminatórias. Sem contar que ele tem talento pra jogar em todas as posições de ataque, ele é novo, com qualidade técnica, e raça. Elemento fundamental para o torcedor alviverde!

    E sabemos que mais do que reforços, eles representam o futuro e a continuidade do nosso time, representando a torcida que não para, com uma diretoria que olha pra frente, levando cada palmeirense a pensar: “meu time está se preparando para continuar sendo gigante, hoje e sempre”.

    Sabe o que é mais bonito disso tudo? É perceber que o Palmeiras nunca está só. Enquanto a diretoria negocia, enquanto os jogadores treinam, enquanto Abel pensa no próximo jogo… nós estamos aqui. Sofrendo, acompanhando, sonhando, vibrando. A arquibancada não cala, a rua não para, a fé não se esgota.

    E no fim, eu só consigo escrever uma coisa: Avanti, Palestra. Avanti, meu Palmeiras. O coração tá pronto pra mais uma capítulo da nossa história de amor verde e branco.

  • A dança de técnicos no Brasileirão: a cultura do imediatismo

    A dança de técnicos no Brasileirão: a cultura do imediatismo

    Renato Paiva foi despedido do Fortaleza após apenas 10 jogos (2 meses). É o segundo despedimento dele nesta temporada, depois de ter caído no Botafogo durante o Mundial de Clubes. E estamos tratando de um técnico que teve até vitórias históricas, como frente ao campeão da Europa, o PSG. Do ponto de vista europeu, isto é algo incompreensível – chega a ser cômico e até ‘zoável’.

    Em Portugal, estamos habituados a ver treinadores durante anos: Sérgio Conceição no Porto, Jorge Jesus no Benfica ou Rúben Amorim no Sporting. Se olharmos para a Premier League, a comparação fica ainda mais gritante: Mikel Arteta está há 7 anos no Arsenal, mesmo sem títulos relevantes durante grande parte desse período, e com orçamentos gigantescos. No Manchester United, treinadores são mantidos mesmo quando parece que já não há como piorar. E o que dizer de Arsène Wenger ou Sir Alex Ferguson, que praticamente dedicaram as suas carreiras a um só clube?

    O paralelismo para o Brasil é astronômico. Vemos a torcida organizada do Palmeiras criticar talvez o melhor treinador da história do clube, Abel Ferreira, quando ele está completamente na luta pelo título e nas quartas de final da Libertadores. Pior ainda, vemos pressões constantes nos CT’s, com jogadores e técnicos sendo cobrados cara a cara pelas organizadas. Na Europa isso até pode acontecer, mas de forma pontual; o que é incomum é ver jogadores e dirigentes a dar justificativas oficiais a torcidas como se fossem superiores hierárquicos. E não me entendam mal: o clube é dos sócios, ou pelo menos assim acredito deveria ser.

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    O resultado desta cultura? Uma roda-viva em que 16 técnicos já foram demitidos em 2025, alguns com passagens de apenas 3, 4 ou 7 jogos. Na loucura que é o calendários das competições no Brasil, não dá tempo nem para os projetos nascerem.

    É verdade: o treinador é a cara do projeto, o responsável máximo, e muitas vezes é justo que caia. Mas a grande questão é que, no Brasil, não se valoriza a estrutura. Procura-se sempre o culpado individual. Quando leio críticas a um time, são quase sempre dirigidas a nomes próprios e não a problemas coletivos. O Fred foi apontado como único culpado da eliminação do Brasil na Copa e a própria comunicação social é quem força essa narrativa. Presumo que seja cultural.

    Quando há um projeto pensado e estruturado com planejamento estratégico, como é o caso do Palmeiras, os resultados aparecem. Se dá tempo, e o sucesso é visível. Abel Ferreira é a prova viva disso. Tudo indica que o Cruzeiro vai pelo mesmo caminho. O Flamengo também parece ter uma aposta firme em Filipe Luís, talvez influenciado pelo diretor de futebol europeu (José Boto), daí os resultados começam a aparecer.

    Isto não tira responsabilidade ao técnico: a incompetência existe, e muitas vezes é a raiz o problema. Mas penso que, para o bem do futebol brasileiro, será importante mudar a mentalidade: ser mais paciente, confiar no trabalho e na progressão das equipes, deixar os treinadores trabalharem e, acima de tudo, não ser tão duros com a individualidade e sim com o coletivo.

    Acredito a 100% que o Brasileirão tem potencial para entrar no top 5 das melhores ligas do mundo e ser um produto globalmente requisitado. Tem estádios cheios, torcidas apaixonadas, e o poder financeiro dos maiores clubes já começa a rivalizar com a segunda linha europeia. Uma das chaves pode ser precisamente esta mudança de mentalidade.

    Existem outras possíveis melhorias: gramados naturais, menos “lixo visual” nas transmissões, acabar com palcos a ocuparem arquibancadas em jogos, e reduzir calendários sobrecarregados. Mas isso já são outros assuntos… que talvez volte a explorar nesta rúbrica de opinião.