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  • Richard Ríos vs Froholt: quem riu por último?  

    Richard Ríos vs Froholt: quem riu por último?  

    No verão falou-se muito de Richard Ríos. O médio colombiano brilhou no Palmeiras, até no Mundial de Clubes, e não faltaram clubes interessados. No meio da confusão, saiu o rumor: Benfica e Porto na corrida. O final da novela foi simples: o Benfica pagou 30 milhões por Ríos, o Porto levou Froholt por 20M.

    À primeira vista parecia jackpot para os encarnados. Hoje já não é bem assim.

    Ríos: talento sim, mas fora de lugar  

    Richard Ríos não engana: é agressivo, intenso, sabe transportar jogo à bruta, arrancar da defesa para o ataque. Mas não é um 8 que dita ritmos, não é um tecnicista para desmontar defesas fechadas, nem um criador de último passe. É um jogador de transições.

    E aqui está o problema: o Benfica não vive de transições. Contra 90% das equipas da Liga, vai ter a bola o tempo todo. Ríos brilha quando há espaço para correr, não quando tem de gerir posse. Resultado? Em Portugal vai parecer perdido. Ironia das ironias: é mais provável que se destaque contra um Real Madrid do que contra um Casa Pia.

    Nos primeiros jogos já deu para ver que vinha com tiques de Libertadores: muito ímpeto, pouco timing. Na Europa, se entras a querer fazer tudo, acabas por não fazer nada. Some-se a instabilidade do Benfica, eleições a ferver, Mourinho a entrar em modo bombeiro e a receita está pronta: Ríos na pole position para “flop do ano”.

    Froholt: a peça certa no puzzle certo  

    Do outro lado, o Porto optou por Froholt. Um tanque dinamarquês de 19 anos com intensidade fora do comum. Não é só físico: tem critério, sabe quando soltar, quando carregar, lê bem o jogo. Não deslumbra com técnica, mas impressiona com inteligência. E em poucos jogos já parecia que o meio-campo do Porto era dele.

    E atenção: o boom nórdico não é moda. Hjulmand, Gyökeres, Isak, Bardghji, Bobb, Ødegaard, Haaland. A lista fala por si. Froholt tem tudo para seguir esse caminho.

    Gestão: a diferença está na estrutura, não no relvado  

    A comparação entre Ríos e Froholt mostra bem mais do que estilos de jogo. Mostra estratégias. O Porto, com Villas-Boas, sabe para onde vai. O Sporting, com Varandas, vem de alguns dos melhores anos da sua história. O Benfica? Continua a gastar milhões sem perceber contexto.

    E depois há o mercado sul-americano. Os brasileiros já não vendem barato. Seguram craques, inflacionam, vendem diretamente para Inglaterra, Espanha, Itália. Resultado: Portugal perde a sua função de ponte. Jogadores que antes passavam por cá para ganhar experiência (Falcao, James, Militão, Luis Díaz, Ramires, Di María, Casemiro, Raphinha…) agora saltam logo para as Big 5. O problema é deles? Não. O problema é nosso, que ficamos de fora.

    O contra-exemplo: William Gomes  

    E é aqui que entra o caso William Gomes. O miúdo brasileiro chegou ao Porto ainda sem o preço inflacionado, ganhou minutos, adaptou-se ao futebol europeu e tem tudo para rebentar em breve. É o exemplo perfeito de como Portugal pode continuar a ser a tal ponte, se souber chegar primeiro.

    Porque uma coisa é gastar 30M num jogador já feito, mas fora de contexto. Outra bem diferente é investir cedo, moldar o talento e depois vender por 80M. William Gomes pode ser o próximo dessa lista, a seguir a nomes como Luis Díaz ou Militão.

    Moral da história  

    Ríos é bom jogador, mas não encaixa. Froholt encaixa que nem uma luva.
    Um custou 30M, o outro 20M.
    Um pode virar dor de cabeça, o outro já é solução.
    No futebol, como na vida, não basta comprar talento. É preciso comprar contexto.

  • Violência nas arquibancadas: o impacto das brigas de torcida na imagem do futebol brasileiro

    Violência nas arquibancadas: o impacto das brigas de torcida na imagem do futebol brasileiro

    Conhecidas mundialmente por serem o coração de um time de futebol, as torcidas exercem um papel fundamental nos dias de jogo. Mais do que promover verdadeiros espetáculos nas arquibancadas, o apoio incondicional demonstrado por elas muitas vezes ultrapassa os limites dos estádios.

    No entanto, o que deveria ser um espaço de convivência familiar, lazer e celebração do esporte tem se transformado, em diversos casos, em um ambiente de medo e violência. Esse cenário afeta diretamente a imagem do futebol brasileiro e afasta torcedores que buscam apenas aproveitar o espetáculo com segurança.

    Refletindo problemas sociais amplos, como a influência do crime organizado e até traços de masculinidade tóxica dentro das torcidas, esses episódios têm gerado consequências sérias para os clubes, exigindo atuações constantes das autoridades. O Portal Camisa12 mostra como esses acontecimentos impactam negativamente a imagem das equipes.

    https://adzappy.o18.link/c?o=21448455&m=21672&a=695610

    Danos à imagem do futebol

    As constantes brigas entre torcidas organizadas continuam manchando a imagem do futebol brasileiro, tanto no cenário nacional quanto no internacional. O que deveria ser um espaço de celebração da paixão pelo esporte tem se transformado em palco de violência, medo e insegurança. E o problema não ocorre apenas dentro dos estádios, nos arredores, a situação também é alarmante.

    Imagens de confrontos brutais, tanto dentro quanto fora das arenas, seguem sendo amplamente divulgadas nas redes sociais e na imprensa, reforçando a percepção negativa do Brasil como país-sede de grandes eventos esportivos.

    O impacto imediato dessas confusões é sentido dentro dos próprios estádios. Famílias e torcedores comuns têm evitado frequentar as partidas por medo de se tornarem vítimas da violência disfarçada de amor ao clube. O resultado é visível: queda no público, ambiente menos acolhedor e desvalorização da experiência de acompanhar um jogo ao vivo.

    Esse problema atinge diretamente a receita dos clubes, que muitas vezes dependem da bilheteria, do consumo interno nos estádios e do engajamento da torcida para manter suas finanças equilibradas.

    Além da evasão do público, há consequências ainda mais amplas na esfera econômica. Clubes envolvidos em episódios de violência são frequentemente punidos com multas, perda de mando de campo ou partidas com portões fechados, medidas que, embora necessárias, agravam os prejuízos financeiros. Patrocinadores e investidores também passam a olhar o futebol com mais cautela, receosos de vincular suas marcas a um ambiente associado à violência.

    Práticas criminosas envolvidas

    A questão da segurança pública também entra em pauta. A atuação de torcidas organizadas, em diversos momentos, está ligada a práticas criminosas, evidenciando falhas na fiscalização e na aplicação da lei. Muitos torcedores violentos seguem impunes, alimentando um ciclo contínuo de agressões e insegurança.

    Em inúmeros casos, mesmo com registros em vídeo, os responsáveis pelas brigas não são identificados ou punidos de forma adequada. Isso transmite uma mensagem de tolerância à violência e a percepção de que esses ambientes aceitam, ou ao menos não coíbem, a presença de indivíduos com esse tipo de comportamento.

    A rivalidade entre torcidas, que deveria representar uma forma saudável de competição, tornou-se um instrumento de ódio e intolerância. A paixão pelo futebol, que historicamente uniu diferentes classes sociais e regiões do país, tem sido distorcida por grupos que utilizam o esporte como justificativa para conflitos violentos.

    A imagem construída ao longo de décadas, baseada no talento, na arte e na emoção das partidas, segue sendo manchada por episódios recorrentes de violência. Para que o Brasil volte a ser reconhecido como o verdadeiro “país do futebol”, é necessário enfrentar com seriedade e firmeza o problema da violência nas arquibancadas.

    Campanhas de conscientização

    Algumas ações coordenadas entre clubes, federações, autoridades de segurança e o poder Judiciário têm buscado maneiras de evitar novos episódios de violência, além de promover campanhas educativas que resgatem o verdadeiro espírito esportivo de união.

    Em dezembro do ano passado, as maiores torcidas organizadas do país aderiram à campanha “Cadeiras Vazias”, que tinha como objetivo combater a violência nos estádios e fortalecer os valores de respeito, união e solidariedade, tanto dentro das arenas quanto em seus arredores.

    A iniciativa, promovida pelo Ministério do Esporte, vem ganhando força com o propósito de transformar as arquibancadas em espaços seguros, democráticos e acolhedores, resgatando o significado mais genuíno da paixão pelo futebol.

    Enquanto as brigas entre torcidas continuarem sendo tratadas com indiferença ou conivência, o futebol brasileiro seguirá perdendo credibilidade, público e espaço, tanto nas arquibancadas quanto no imaginário coletivo mundial.

  • Presidente do Santos prevê volta de Neymar em um mês

    Presidente do Santos prevê volta de Neymar em um mês

    O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, demonstrou grande otimismo em relação ao retorno de Neymar aos gramados, em entrevista concedida de maneira exclusiva ao Estadão.

    Apesar de estar há poucos dias em tratamento de uma lesão no músculo reto femoral da coxa direita, o dirigente fez uma previsão animadora para a torcida santista: o craque deve voltar a jogar entre o final de outubro e os primeiros dias de novembro.

    O tempo de recuperação para a lesão está estimado entre um e três meses, mas o dirigente acredita que o atacante superará o prazo mínimo. “Está em um prazo previsto para um mês”, afirmou.

    A fala contradiz a perpesctiva de que o camisa 10 só volte a jogar em 2026, por causa do encurtamento da atual temporada.

    Neymar em treino na academia do Santos. Foto: Instagram/Neymar

    Rotina de fisioterapia da lesão de Neymar

    A contusão ocorreu em um treinamento no CT Rei Pelé no dia 18 de setembro. Desde então, o departamento médico do clube paulista estabeleceu uma rotina de tratamento rigorosa para o atelta.

    O jogador tem realizado sessões de fisioterapia e atividades em dois períodos, todos os dias, que inclui exercícios em casa com sua equipe particular, que conta com sua equipe de confiança: o preparador físico Ricardo Rosa e o fisioterapeuta Rafael Martini.

    A expectativa da diretoria e da torcida é que o retorno de Neymar ocorra o mais rápido possível, fortalecendo o time santista na reta final do Campeonato Brasileiro de 2025 para se distanciar do Z4.

    Próximos cinco jogos do Santos:

    • 01/10 – 21h30 – Santos x Grêmio
    • 05/10 – 20h30 – Ceará x Santos
    • 15/10 – 21h30 – Santos x Corinthians
    • 20/10 – 21h30 Santos x Vitória
    • 26/10 – 16h – Botafogo x Santos
  • Recém-cheado ao Grêmio, Willian deve perder o resto da temporada 2025 por lesão

    Recém-cheado ao Grêmio, Willian deve perder o resto da temporada 2025 por lesão

    O meia-atacante William tem lesão confirmada e deve ficar de fora do restante da atual temporada do Grêmio, conforme a Rádio Pachola, que cobre o Tricolor Gaúcho diariamente. No entanto, o clube ainda não se pronunciou sobre a condição atual do atleta.

    O jogador saiu 20 minutos do primeiro tempo do jogo contra o Vitória, no sábado (27/09), pela 25ª rodada da Série A 2025.

    Ele teria sofrido uma fratura em um dos dedos do pé. A príncipio tentou seguir na partida na Arena do Grêmio, mas não conseguiu. Isso porque a dor era forte e o técnico Mano Menezes o substituiu.

    Apesar disso, os donos da casa conseguir os três pontos ao vencerem pelo placar de 3 a 1. Abaixo, veja todos os gols!

    O atleta, que havia iniciado sua terceira partida pelo time de Porto Alegre, foi atingido pelo paraguaio Cáceres no meio-campo.

    Leia também: História e tradição da arquibancada no Grêmio

    Frustração de Willian por lesão no Grêmio

    Portanto, a saída de Willian precoce frustra a sequência do reforço, após a chegada em setembro, atuou três jogos: foi titular no Gre-Nal e também diante dos embantes contra Botafogo e Vitória.

    O departamento médico do Grêmio divulgará um diagnóstico oficial e o tempo de recuperação nas próximas horas. Entrentano, já consideram como dúvida para os próximos compromissos.

    Jogos pelo Grêmio:

    • Grêmio 3 x 1 Vitória – 20 minutos
    • Grêmio 1 x 1 Botafogo – 70 minutos
    • Internacional 2 x 3 Grêmio – 62 minutos

    O jogador Willian foi contratado pelo Grêmio e recebe R$ 1,4 milhão, além de luvas e bónus por títulos, totalizando um dos maiores salários. A diretoria também contou com a ajuda de um patrocinador para arcar com os custos do salário mensal. 

    O vínculo é válido até o final de 2026 e existe a possibilidade de renovação por mais um para o profissional de 37 anos.

  • A Bola de Ouro e um futebol diferente

    A Bola de Ouro e um futebol diferente

    Não quero ser aquela pessoa que vive presa à nostalgia e não consegue apreciar a beleza do que é atual. Acho mesmo que o efeito nostálgico condiciona a nossa perceção do presente, em tudo na vida, não sendo o futebol uma exceção. Mas a Bola de Ouro está cada vez mais aborrecida.

    Quando era jovem, parecia que havia mais expectativa para ver quem ganhava o prêmio e havia mais credibilidade: as escolhas faziam sentido e eram praticamente unânimes ou, pelo menos, não chocavam ninguém.

    Cresci com Ronaldinho, Kaká e toda a era Messi/Ronaldo. Esta última, embora alguns anos dividissem se opiniões, era perfeitamente aceitável que fosse um ou outro a vencer. Ok, em 2021 foi muito discutível o prêmio dado ao argentino e em 2023… pronto, venceu o Mundial, mas mesmo assim… Além disso, em 2018 o único vencedor possível tinha o nome de Cristiano Ronaldo. Modric é craque, mas não há bem justificação. 

    Enfim, eu não tenho mais paciência para a FIFA, UEFA e a descredibilização da Bola de Ouro para mim aconteceu em 2018. Percebe-se de quem sou fã, certo? Adiante.

    Mas eu vejo os últimos dois vencedores, Rodri e Dembelé e, embora não queira tirar mérito aos jogadores, que são craques… não são excepcionais. E eu entendo os motivos de atribuição do prêmio, mas, sei lá… que aborrecido!

    Eu peço o seguinte exercício ao leitor: compraria bilhete para ir ao estádio ver o Rodri a pautar o meio campo ou o Dembelé a rasgar defesas? Hmmm eu não! Nem vou questionar sobre Messi ou Cristiano Ronaldo, era óbvia demais a resposta. Mas e para Kaká? Ronaldinho? R9? Figo? Zidane? Van Basten? Peço desculpa, afinal a resposta também é óbvia.

    Os critérios de atribuição da Bola de Ouro, a meu ver, são cada vez mais influenciados por terceiros, organizações multi-milionárias, ou pressões mediáticas. E sim, este ano ninguém me engana que o presidente do PSG não “obrigou” a que o prêmio fosse para um jogador francês. Nem vou entrar na discussão do porquê do vencedor claro ter de ser Vitinha (Olá, Liga das Nações) ou o escândalo que é Nuno Mendes (Olá, Liga das Nações) ter ficado em 10º lugar. Não me posso alongar, perco o controle, é um tema sensível desde 2018.

    Além de que parece que os jogadores atuais, aqueles que mais brilham, passam semanas nas bocas do povo, não ganham nada. Isto naturalmente torna o prêmio mais aborrecido. Os jogadores também estão mais aborrecidos, para mim, mas com o calendário atual, em que tudo serve para vender, vender e vender, como podem eles brilhar como antigamente?

    Está bem, eu sei que recebem milhões, mas o corpo não é uma máquina. 

    Talvez isto seja tudo um desabafo de quem cresceu na era Messi/Ronaldo e, depois disso, nada tem o mesmo sabor. Talvez o prêmio esteja menos credível. Talvez o futebol esteja mais aborrecido. Talvez eu não perceba nada disto. 

    A última opção é a correta, mas deixo a avaliação para o leitor.

  • Torcida do Galo: quando a cidade vira estádio e o estádio vira coro

    Torcida do Galo: quando a cidade vira estádio e o estádio vira coro

    A torcida do Galo é parte da alma de Belo Horizonte. Quem vive a cidade reconhece o som, as cores, o jeito. A torcida atleticana é bairro, família, estrada e estádio.

    Neste especial do Portal Camisa12, a gente conta essa história com pé no chão e dado na mão. Vamos mostrar quando e como a arquibancada virou cultura, quem fundou a principal organizada e em que dia isso aconteceu, quais músicas viraram marca, com quem a Massa caminha nas alianças e qual é o tamanho real da torcida hoje.

    Saiba aqui todas as curiosidades sobre a história da torcida do Atlético Mineiro, o Galo mais querido do Brasil!

    Torcida do Galo: origem popular e o passo para a organização

    O jeito de torcer nasceu nas “gerais” do Mineirão nos anos 60 e 70, com charanga dando o compasso e o estádio respondendo em coro. O costume era chegar cedo, marcar setor, cantar os 90 minutos e cuidar das faixas e instrumentos. 

    Esse hábito virou método quando grupos passaram a ensaiar, definir repertório e dividir função no dia de jogo. A cultura de bairro e de família virou rotina de arquibancada organizada.

    No início dos anos 80, BH já tinha pequenos agrupamentos atleticanos como Dragões da FAO, Máfia Atleticana, Galo Taxi e Galo Prates, que reuniam de 10 a 30 pessoas e ajudaram a preparar o terreno para algo maior. O estudo do Ludopédio registra esse ambiente e situa a profissionalização da cultura de torcida em Minas nesse período.

    Fundação da Galoucura em 11 de novembro de 1984

    A Galoucura nasceu em 11 de novembro de 1984, em BH, com a ambição explícita de animar o estádio e crescer como organizada do Atlético. O contexto mistura a evolução do “jeito de torcer” com uma década forte do clube em Minas. A bibliografia especializada fixa a data e descreve o salto organizacional dos anos 80.

    Os fundadores da maior torcida do Galo citados em registros públicos são Raimundo José Lopes Ferreira (Mundinho), Paulo César Ribeiro (Melão), Fernando Antônio Fraga Ferreira e José Roberto Fraga Ferreira (Pitanga). O primeiro jogo com a faixa foi um clássico com o Cruzeiro no Mineirão, ainda em 1984.

    Depois vieram sede, bateria, bandeirões, subsedes e uma rotina que a arquibancada conhece bem. Ensaiar na semana, costurar pano em mutirão, definir quem sobe o bandeirão e quem puxa o coro. Guardar material como se fosse taça. É assim que barulho vira cadência.

    Principais torcidas organizadas do Atlético-MG: quem é quem

    Como você deve imaginar, a arquibancada atleticana é plural. Além da Galoucura, seguem ativas torcidas como Galo Metal, GDR Alvinegra, Fúria Alvinegra, Movimento 105, Velha Brigada, PC Galo, Força 13, Camisa 13 e outras. 

    A relação oficial das principais torcidas organizadas do Atlético Mineiro está na própria página oficial do clube. Assim, você pode conhecer outras “TOs” não citadas aqui, mas que não podem ser deixadas de fora.

    Qual é o nome da torcida organizada do Atlético Mineiro

    A pergunta aparece sempre. A resposta direta é Galoucura. Ela não é toda a torcida. Mas é a mais conhecida. Em geral, o estádio identifica primeiro pelo som e só depois pela faixa.

    Músicas da torcida do Galo: Eu Acredito e Caiu no Horto

    O repertório tem dois lemas recentes que viraram identidade (no entanto, isso não exclui gritos mais antigos e também históricos).

    O “Eu Acredito” ganhou corpo nas quartas da Libertadores de 2013, no Independência, antes do pênalti do Victor contra o Tijuana. A expressão virou talismã em noites grandes e reaparece quando o relógio pesa.

    Já o “Caiu no Horto, tá morto” virou bordão entre 2012 e 2016, período em que o Atlético ficou mais de um ano invicto no Independência, de abril de 2012 a 31 de julho de 2013.

    Quer saber ainda mais? O Lance! fez um compilado com os principais cantos da torcida do Galo. Leia e desfrute de um texto repleto de informações interessantes.

    Torcida Atlético-MG: tamanho e os números mais recentes

    Quando o assunto é tamanho da torcida do Atlético-MG, a referência mais atual é a pesquisa O Globo/Ipsos-Ipec 2025. O Atlético aparece com 2,3% da preferência nacional, em empate técnico com Cruzeiro, Vasco e Grêmio dentro da margem.

    O clube também destacou o dado e o recorte de crescimento entre 2022 e 2025, mantendo a taxa de 2,3% no consolidado nacional e mostrando intervalo de confiança do Ipec para o Galo.

    Número ajuda, mas presença confirma. Boa ocupação em jogos grandes, caravanas frequentes e programa de sócios em patamares altos nos últimos anos mostram massa ativa. A estatística vira voz.

    Times aliados do Atlético Mineiro: a rede Galoucura, Mancha Verde e Força Jovem

    Aliança de organizada não é posição oficial do clube. É rede de estrada. A triangulação Galoucura com Mancha Verde (Palmeiras) e Força Jovem (Vasco) é citada de forma recorrente em reportagens e estudos. 

    O especial do UOL explica como essa aliança, conhecida como “Dedo Pro Alto”, se formou desde os anos 80 e por que influencia rotinas de hospitalidade e convivência em dias de jogo.

    Rivalidades e brigas marcantes: datas, locais e desfechos

    A rivalidade com o Cruzeiro é o eixo de tensão em Minas. Três episódios ajudam a entender o histórico recente de violência e as respostas institucionais e judiciais.

    27 de novembro de 2010, Chevrolet Hall, BH

    Briga generalizada envolvendo Galoucura e Máfia Azul termina na morte do cruzeirense Otávio Fernandes, 19 anos. O caso teve ampla cobertura. Em 2011, 12 atleticanos foram denunciados pelo Ministério Público; em 2013, houve condenações por homicídio e formação de quadrilha.

    6 de abril a 22 de novembro de 2013, Independência e Mineirão, BH.


    Clássicos do ano registram confusões no entorno e dentro do estádio, com decisões do STJD e do Ministério Público. Em novembro de 2013, Atlético e Cruzeiro perderam mando em julgamento no STJD por episódios ligados ao clássico, enquanto a promotoria em Minas atuou contra organizadas do Cruzeiro em outros jogos do período.

    6 de março de 2022, bairro Boa Vista, BH.

    Horas antes de um clássico, briga generalizada entre torcidas deixa um morto e feridos.

    Casos como esses geraram ajustes de prática na própria arquibancada: caravanas mais monitoradas, acolhimento de novato, regras de setor mais claras e menos espaço para quem busca confronto. A mensagem é direta. Provocação faz parte do futebol. Violência não.

    Linha do tempo da torcida do Galo

    Anos 60 e 70

    Charanga como metrônomo do Mineirão. Coros espontâneos viram rotina. A cultura de chegar cedo e cantar até o fim se consolida.

    Anos 80

    Surgem e se consolidam agrupamentos. Em 11 de novembro de 1984, a Galoucura é fundada e inicia o processo de profissionalização da arquibancada atleticana.

    Anos 90 e 2000

    Repertório cresce. Bandeirões ficam maiores. Subsedes e caravanas se multiplicam. A rivalidade com o Cruzeiro se intensifica dentro e fora do estádio. Estudos mapeiam esse espelho entre Galoucura e Máfia Azul. 

    2012 e 2013

    Independência vira fortaleza. “Caiu no Horto, tá morto” e “Eu Acredito” entram para o vocabulário nacional. Sequência invicta em casa dura mais de um ano.

    2010–2025

    Casos graves de violência geram punições, condenações e revisão de práticas. Em 2025, o painel Ipec atualiza o tamanho da Massa em 2,3% no cenário nacional, com variações por margem e região.

    Para fechar

    A Massa não é só barulho em dia de clássico. É uma rede de atleticanos que se reconhece no olhar, de avô para neto, de bairro para bairro. É quem guarda faixa antiga em casa, quem pinta a rua antes da final, quem fecha a conta do comércio no entorno do estádio e volta pra casa rouco e feliz. 

    Tem mulher puxando canto, criança no primeiro jogo, consulado do Galo se reunindo longe de BH para ver a bola rolar. Essa base social explica por que o adversário sente o clima antes mesmo do aquecimento.

    Tem também o lado invisível que sustenta a cultura. Grupos que registram a memória em foto e vídeo, que escrevem as letras em caderno, que financiam pano, tinta e instrumento. Gente que organiza vaquinha, carrega mastro, ensaia virada de bateria e depois limpa o setor. 

    Se você tem uma lembrança boa, manda pra gente. O Portal Camisa12 vai seguir nesse especial ouvindo histórias, mapeando cantos pouco conhecidos, contando bastidores de caravanas e dando nome a quem faz a arquibancada acontecer. Porque a torcida do Galo é isso: gente de verdade, trabalho de formiguinha e uma cidade que aprende a cantar junto.

  • Flaco López renova com o Palmeiras até 2029 e revela virada essencial na carreira

    Flaco López renova com o Palmeiras até 2029 e revela virada essencial na carreira

    O Palmeiras blindou seu artilheiro! Em um movimento estratégico crucial, o Verdão anunciou a renovação de contrato do atacante Flaco López, estendendo seu vínculo até dezembro de 2029.

    A notícia é de suma importância para os palmeirenses! Isso porque o acordo garante a permanência de um dos pilares da equipe comandada por Abel Ferreira na temporada por muitos anos.

    Mais notícias do Palmeiras:

    + Abel Ferreira indica renovação com o Palmeiras

    Contratado em 2022, o atacante viveu um início de adaptação turbulenta, mas deu a volta por cima de forma estrondosa.

    “Eu cheguei sendo um menino e ano a ano fui crescendo. Eu acho que me tornei uma melhor pessoa e um melhor homem aqui por ficar perto de grandes pessoas”, disse ao site oficial do clube.

    Artigo de opinião:

    + Paulo Nunes e Felipão: Máscaras, comemorações e memórias

    Atualmente, ele é uma peça fundamental e vive a melhor fase da carreira, sendo o principal destaque ofensivo da temporada.

    Flaco López renova contrato até 2029. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

    Números de Flaco López no Palmeiras

    A renovação é um reflexo direto do salto de desempenho do camisa 18. Só neste ano, balançou as redes 19 vezes e deu 4 assistências, até a publicação desta matéria em 26 de setembro.

    • 19 gols
    • 04 assistências

    Os dois gols marcados contra o River Plate na classificação para a semifinal da Libertadores foram a cereja do bolo: o centroavante argentino atingiu a marca de 51 gols com a camisa alviverde.

    “É um time que está cheio de grandes jogadores e de grandes pessoas e acho que isso faz que no dia a dia a gente fique muito melhor em todos os aspectos da vida”, completou o atleta.

  • Lesão pode fazer com que Neymar só volte em 2026

    Lesão pode fazer com que Neymar só volte em 2026

    O atacante Neymar está fora dos gramados pelo Santos após ser diagnosticado com uma lesão grau 2 no reto femoral da coxa direita (região do quadríceps). Isso significa que o camisa 10 perderá os próximos jogos do Peixe no Campeonato Brasileiro.

    Embora o Departamento Médico tenha definido a previsão otimista de 1 mês, o tempo de recuperação para uma lesão deve ser maior.

    Segundo o fisioterapeuta esportivo Paulo Henrique, em contato com a CNN Brasil, esse tipo de lesão geralmente demanda de 4 a 8 semanas para a recuperação completa. Em casos mais graves ou dependendo do local, o afastamento pode chegar a 12 semanas.

    Prazo de recuperação de Neymar

    Em um cenário otimista, Neymar voltaria a treinar na metade final de outubro. No cenário mais pessimista, ele voltaria aos treinos apenas na reta final do mês de dezembro. O problema é que o Brasileirão acaba no primeiro fim de semana desse mês.

    Neymar em treino na academia do Santos. Foto: Instagram/Neymar

    Polêmica nos bastidores do Santos

    A recuperação está cercada de polêmica. Conforme apuração da jornalista Ana Canhedo, do Ge, o tratamento da lesão está sob o comando exclusivo da equipe particular, retirando a autonomia do Departamento Médico e do Núcleo de Saúde do Santos.

    A decisão de priorizar seu estafe pessoal é mantida até mesmo quando ele comparece ao Centro de Treinamento (CT). O jogador e sua equipe particular comandam todas as atividades.

    Neymar em treino na academia do Santos. Foto: Instagram/Neymar

    Números de Neymar na temporada 2025

    A lesão interrompe a temporada do craque, que em 2025 disputou 21 jogos, dos 39 possíveis até o momento. Neste período, ele marcou seis gols e distribuiu três assistências, contribuindo com uma participação em gol a cada 168 minutos em campo.

    • 21 jogos – 168 minutos
    • 06 gols
    • 03 assistências
  • O Efeito Mourinho… ou não  

    O Efeito Mourinho… ou não  

    Em Portugal não se fala de outra coisa: José Mourinho voltou. Vinte e cinco anos depois, o maior treinador português regressa ao Benfica e, de repente, parece que o país parou.

    A cena foi digna de Hollywood: câmaras a seguir o carro de Mourinho, transmissão ao vivo madrugada dentro à porta da sua casa… tudo por um treinador que, na verdade, já não é o “Special One” de outros tempos. E enquanto isso, um dérbi histórico como Vitória SC x Braga passou completamente ao lado. Isto diz muito sobre como o nosso futebol continua refém da bolha dos três grandes.

    O curioso é que Mourinho estava no Fenerbahçe e foi eliminado da Champions… pelo Benfica. Dias depois, assume o comando da mesma equipa. Para apimentar ainda mais, uma semana antes esteve no Estádio do Dragão, homenageado como lenda do FC Porto  onde ganhou a Champions e conquistou tudo. O estádio levantou-se para o aplaudir… e, logo depois, vêem-no assinar pelo maior rival. Para os portistas, foi como ver um ídolo rasgar memórias.

    No Benfica, a história se repete. Em 2000, Mourinho tinha assumido o clube, mas acabou despedido porque o presidente que apostou nele perdeu as eleições. Agora, em 2025, a história volta a soar a déjà-vu: Rui Costa, pressionado e sem títulos relevantes, voltou a jogar a carta Mourinho como trunfo eleitoral. Contratou-o como treinador-milagreiro, mas o futebol não funciona assim.

    O impacto inicial foi típico: vitória 3-0, euforia nas arquibancadas, ambiente de festa e esperança renovada. Mas logo no segundo jogo, o empate frente ao Rio Ave foi um verdadeiro banho de água fria. Em Portugal, deslizes assim custam títulos. E Mourinho sabe disso melhor do que ninguém.

    Agora, deixem-me ser claro: o problema do Benfica não é Mourinho. Também não era Bruno Lage, conhecido dos botafoguenses, que até tinha algumas ideias, mas nunca conseguiu segurar a pressão e, sinceramente, nunca teve as qualidades necessárias para treinar um colosso português. O problema é estrutural. E é aí que está o verdadeiro fracasso.

    Nos últimos anos, os dirigentes do Benfica têm estado muito aquém da dimensão do clube. A gestão é errática, sem rumo claro. Um clube que investe 30 milhões de euros em Richard Ríos, ex-Palmeiras, sem que ele tenha o perfil que a equipa precisava, que vende talentos como João Neves demasiado cedo e que não consegue criar uma estratégia de comunicação moderna e digna de um gigante europeu… não pode culpar apenas os treinadores.

    Enquanto isso, o Sporting vem trabalhando bem a sua imagem, e o Porto, com Villas-Boas na presidência, começou finalmente a se tornar uma referência na forma como comunica e se apresenta ao mundo. E o Benfica? Continua preso a velhas fórmulas que já não funcionam.

    Mourinho até pode trazer impacto imediato, mas não há “efeito Mourinho” que dure se quem manda continuar a falhar. Nos próximos jogos, recebe o Gil Vicente, mas logo depois terá três pedreiras: Chelsea, FC Porto e Newcastle. Esses duelos podem muito bem ditar o futuro da presidência do Benfica… e talvez até o do próprio Mourinho.E há aqui uma semelhança histórica que não me sai da cabeça: Artur Jorge, o outro treinador português que venceu a Champions pelo FC Porto, também acabou por trocar o Dragão pela Luz. O resultado? Foi um flop, não ganhou nada e deixou mágoa entre os portistas. A minha previsão é simples: com Mourinho vai acontecer o mesmo. Prefiro guardar a memória do “rockstar” que foi no Porto, no Chelsea e no Inter. O outrora Special One dificilmente terá sucesso neste regresso a Lisboa.

  • Torcida Jovem do Grêmio: história e tradição da arquibancada tricolor

    Torcida Jovem do Grêmio: história e tradição da arquibancada tricolor

    Com uma rica história de amor e dedicação ao Grêmio, a Torcida Jovem do Grêmio destaca-se pela animação e por atuar em causas socias, incluindo campanhas contra drogas e pela paz nas arquibancadas, demonstrando que o show ultrapassa as
    arquibancadas seja do Olímpico quanto da Arena.

    Com o lema “Com o Grêmio onde ele estiver”, a torcida organizada do clube gaúcho se tornou protagonista em mobilizações de apoio, principalmente durante as crises do clube, como nos rebaixamentos, inspirando outros adeptos nacionais.

    O Portal Camisa12 vai te contar tudo sobre a mais tradicional torcida organizada do Tricolor Gaúcho e quem sabe, fazer com que você simpatize com seus ideais.

    História

    A torcida organizada mais antiga do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense em atividade, a Torcida Jovem do Grêmio foi fundada no dia 23 de outubro de 1977. Embora não exista registros oficiais sobre quem foram os iniciadores, um depoimento de Zezinho, um dos primeiros diretores de caravanas da agremiação.

    “Em 1977 foi criada essa, não só uma torcida, uma família né mano. A Torcida Jovem do Grêmio, vários fundadores são conhecidos como o Nilson Correia, José Maria de Oliveira e outros tantos aí que fundaram a Torcida Jovem Grêmio”, declarou Zezinho.

    Ao longo dos anos, consolidou-se como uma das mais apaixonadas e emblemáticas torcidas do clube, resumindo bem o espirito de dedicação e presença constante nas arquibancadas espalhadas pelo país e até do mundo, principalmente na década de 1990, quando garantiu o maior número de integrantes, tornando-se uma grande força de representatividade nacional.

    Bastante organizada, a Torcida Jovem ficou bastante famosa pelos bandeirões, instrumentos musicais e pelo incentivo incondicional pelo “Imortal”.

    Campanhas sociais

    Mesmo sendo uma torcida organizada, a Jovem do Grêmio possui um papel bastante importante em campanhas sociais, demonstrando todo seu amor em momentos críticos.

    Nos dois primeiros rebaixamentos do Grêmio, seus torcedores juntaram-se em atos de apoio incondicional, incentivando jogadores, presentes nos treinos e até fazendo caravanas para estar em qualquer lugar que o time atuar. Essa atitude influenciou outras agremiações de adeptos por todo o país, fazendo com que até os adversários respeitassem sua história.

    Você pensou que parava por aí? Nada. A Torcida Jovem sempre deixou claro seus posicionamentos fora das arquibancadas, atuando diretamente em campanhas contras drogas, pela paz nos estádios e pela valorização da cultura torcedora, ou seja, que o papel de quem declara seu amor pelo time do coração é o apoiar incondicionalmente, não fazendo nada que manche o nome da agremiação.

    Tradição nas arquibancadas

    Por ser bastante respeitada no país, a Jovem possui relações com outras torcidas chamando-a de “União Dedo Pro Alto” (DPA), grupo formado por organizações de torcedores de vários clubes, como Mancha Verde (Palmeiras), Império Alvi-Verde
    (Coritiba), Galoucura (Atlético-MG), Ira Jovem (Vasco)
    , assim como outras não citadas. A aliança é baseado no respeito mutuo e com os próximos, fazendo com que atuações conjuntas em encontros e eventos, tornassem algo memorável.

    Com o surgimento de outras organizadas ao longo dos anos, como Super Raça Gremista, a Garra Tricolor e a Máfia Tricolor, você acha que a Torcida Jovem perdeu espaço? Não se engane, a agremiação manteve sua identidade e segue sendo bastante respeitada como uma grande referência quando se trata de adeptos do time gaúcho. Como mencionado anteriormente, ela continua ativa nas arquibancadas, estando presente em todo os jogos dentro e fora do estado, com sua bateria, seus gritos e cânticos tradicional, demonstrando a mesma paixão de sempre.

    Após todos esses dados, é possível entender que a Torcida Jovem do Grêmio não é apenas uma organizada e sim um capítulo vivo da história do clube, a verdadeira alma da agremiação esportiva, permanecendo fiel e vibrante, independente dos resultados dentro de campo.

    Como dizem seus membros, “a Jovem é eterna, a Jovem nunca vai acabar”.