Não existe frase mais verdadeira do que “as arquibancadas possuem vida própria”. Entre cânticos, bordões, gritos e memes, o torcedor transforma cada jogo em um show diferente.
Com frases que atravessaram gerações, tornando-se parte da cultura popular do futebol brasileiro, é necessário apenas um time entrar em campo para a algazarra ser completa, indo de “o campeão voltou” até os gritos de fé de “eu acredito”.
O Portal Camisa12 vai te relembrar alguns gritos, bordões e até os memes que se tornaram a alma do futebol, principalmente no Brasil.
Zoeira saudável
Revelando o humor e a paixão de quem vive intensamente o futebol, em que muitas vezes surgem em momentos difíceis, repetindo como se fosse um mantra para atrair um resultado positivo.
Entre rivais, as provocações são inevitáveis e fazem parte do folclore cultural, embalando cada vitória, principalmente com a adição das redes sociais nas brincadeiras.
Bordões famosos
Yes, we C.A.M: Uma adaptação do famoso slogan da campanha do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (Yes, we can), os atleticanos decidiram dar seu jeitinho brasileiro substituindo o “can” pela sigla do clube.
O grito ecoou nas arquibancadas durante os jogos do Galo durante a campanha vitoriosa da Libertadores de 2013, sempre deixando claro que: “Sim, nós podemos”.
Grito de guerra do Sport Recife: O mantra dos rubro-negros começou durante o carnaval, com uma agremiação chamada de “Turma Boa”, sendo ecoado desde a década de 30 durante a folia, como informou alguns historiadores.
“Cazá, cazá, cazá! A turma é mesmo boa! É mesmo da fuzarca!”.
Avanti, Palestra: Uma saudação que remete à história e origem italiana do clube, o grito de guerra resgata o amor pela história do clube.
Louco por ti, Corinthians: Cântico entoado para exaltar o sentimento de paixão avassaladora pelo Timão, é utilizada principalmente para incentivar o time, surgindo em 2007 nas arquibancadas do Pacaembu.
Memes das arquibancadas
A zoeira rola solta quando o assunto é futebol, principalmente com a ampliação do alcance por conta da era digital. Podendo ver desde sósias de jogadores, até torcedores com caras assustadoras, o futebol brasileiro segue respirando alegria e amor a camisa.
Faixa “hoje tem gol, do Gabigol”
Valsa 15 anos de Eduardo Sasha, na época jogador do Inter, zoando o Grêmio.
Torcedor do Santa Cruz garantindo que o time iria para a Libertadores.
Fica totalmente claro que o futebol vai muito além das quatro linhas, é paixão e, acima de tudo, a voz de quem vive intensamente cada momento de uma partida, seja no estádio, no sofá ou nas redes sociais.
Rebaixamento confirmado: clube do sul Fluminense sofre com a disparidade de investimento e encerra a “aventura” na Série B após apenas uma temporada.
O destino do Volta Redonda foi matematicamente selado nesta segunda-feira, após a vitória do Botafogo-SP sobre o Amazonas por 2 a 0. Com o resultado, o Voltaço está rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2026, com duas rodadas de antecedência. O time carioca junta-se ao Paysandu, lanterna da competição.
A queda marca o fim de uma temporada em que o clube, recém-promovido da terceira divisão, enfrentou um cenário de dificuldades que se mostrou insuperável.
Salários baixos e elenco curto foram decisivos
A principal barreira do Volta Redonda foi a disparidade financeira. Com uma das folhas salariais mais baixas da Série B, estimada em cerca de R$ 600 mil mensais, o clube não conseguiu competir em termos de investimento e profundidade de elenco.
Créditos: Raphael Torres
A falta de recursos impediu a chegada de reforços e a montagem de um grupo robusto o suficiente para a exigente competição. Com o elenco enxuto, lesões e suspensões rapidamente comprometeram o desempenho da equipe ao longo do ano.
Os números da queda
O aproveitamento de 31% (oito vitórias e dez empates) em 36 rodadas traduz as limitações do time:
Ataque inoperante: O Voltaço marcou apenas 23 gols, sendo o pior ataque da Série B.
Defesa vazada: Sofreram 40 gols (saldo negativo de 17).
Dificuldade fora de casa: O time registrou apenas uma vitória como visitante.
O baixo desempenho e a incapacidade de manter uma sequência de bons resultados confirmaram o distanciamento técnico para os demais adversários.
Fim de ciclo no comando técnico
O rebaixamento também sela a saída do técnico Rogério Corrêa, o terceiro mais longevo do futebol brasileiro até então. Corrêa confirmou que não permanecerá no clube para 2026, reconhecendo que a limitação estrutural dificultou o trabalho.
«Por mais que eu tenha uma história no clube, chega um momento em que uma troca é importante. Eu não vou permanecer. O clube já está sabendo há muito tempo que eu não iria permanecer no ano que vem.»
A volta à Série C força o Volta Redonda a repensar seu modelo de gestão para evitar que este «efeito gangorra» se torne um ciclo prolongado nas divisões inferiores.
O meia-atacante Neymar vive momento tenso na Santos e suas críticas públicas agitaram o vestiário, enquanto o clube se prepara para encarar o rival Palmeiras em duelo decisivo para fugir da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
Companheiros e dirigentes do clube costeiro relataram insatisfação com a postura do camisa 10, que segundo relatos “expos seus colegas ao ridículo” na derrota contra o Flamengo, em vez de assumir o papel de liderança, segundo apuração do ge.
O entendimento é que, no momento em que o Peixe briga para permanecer na Primeira Divisão, a instabilidade causada por desentendimentos públicos pode tornar-se fator agravante.
Neymar vai ser punido pelo Santos?
Apesar da turbulência, a direção descartou punição ao astro. O foco institucional é manter o alinhamento interno e evitar que o conflito se repita à porta de um clássico paulista.
O Verdão, que vive situação oposta, briga pela liderança do Brasileirão e embalado por atuações fortes. O confronto assume caráter de jogo de “seis pontos” para o Santos – vencer ou ao menos pontuar vira obrigação para não agravar a crise.
Santos x Palmeiras
Próximo jogo do Santos:
Data: 15 de novembro de 2025.
Hora: 21h00 (horário de Brasília)
Competição: Campeonato Brasileiro Série A
Local: Vila Belmiro (presumido)
Neymar em treino do Santos – Foto: Raul Baretta/Santos
O São Paulo informou que o meia Oscar apresentou alterações cardíacas durante uma bateria de exames realizada na manhã desta terça-feira no CT da Barra Funda.
O jogador se sentiu mal durante os testes e foi imediatamente atendido por profissionais do clube e por médicos do Hospital Albert Einstein, que estavam no local acompanhando a rotina de avaliações do elenco para a temporada de 2026.
Após o primeiro atendimento, Oscar foi encaminhado ao hospital, onde permanece clinicamente estável e em observação para a realização de novos exames, com o objetivo de esclarecer o quadro.
O que diz o São Paulo sobre Oscar?
Em nota oficial, o clube detalhou o ocorrido:
“Durante exames realizados na manhã desta terça-feira (11), no SuperCT, como parte da preparação visando à pré-temporada de 2026, o atleta Oscar apresentou uma intercorrência com alterações cardiológicas, sendo prontamente atendido pelos profissionais do clube e pela equipe médica do Einstein Hospital Israelita, que estava presente no local.
Em seguida, o jogador foi encaminhado ao hospital, onde se encontra clinicamente estável e permanece em observação para a realização de exames complementares para elucidação diagnóstica.
Novas informações serão divulgadas assim que houver atualização por parte da equipe médica, em comum acordo com Oscar.”
O clube reforçou que, por respeito à privacidade do atleta, detalhes adicionais só serão revelados após definição médica.
O meia vive uma sequência complicada de problemas físicos desde que chegou ao São Paulo.
Na sexta-feira passada, o clube havia divulgado boletim informando que Oscar avançava no tratamento da lesão na panturrilha esquerda, realizando treinamento neuromuscular e exercícios com bola no gramado.
O jogador retornou recentemente após sofrer uma fratura em três vértebras, que o deixou afastado por cerca de três meses. Ele chegou a ficar no banco contra Fortaleza e Palmeiras, mas não entrou em campo.
Oscar em jogo do São Paulo – Foto: Rubens Chiri/São Paulo
Durante um treino, voltou a sentir dores na panturrilha, e exames confirmaram nova lesão — o que atrasou ainda mais sua retomada.
A expectativa interna era de que Oscar participasse de atividades mais intensas nesta semana, mas a intercorrência cardíaca interrompeu momentaneamente o processo de retorno.
Vitor Roque chegou ao Palmeiras criando uma grande expectativa no torcedor. Ele estava emprestado ao Real Betis e, portanto, já sabia que o verde e branco lhe caíam bem.
Desde o início, demonstrou muito respeito pela Sociedade Esportiva Palmeiras, entendendo não só o tamanho do clube em que estava, mas também a força da torcida que ansiava por vê-lo jogar.
O tigrinho demorou a embalar. Entrou em 13 jogos e, apesar de chegar perto do gol, não marcava. Corria de um lado ao outro do campo, mas não tinha brilho, não encaixava, não engrenava e colocava sobre si próprio um peso enorme nos ombros. Logo entendeu o quanto a camisa do Verdão pesa.
A virada dentro de campo
Em agosto, o treinador Abel Ferreira começou a escalar Vitor Roque em dupla com Flaco López, e o desempenho dos dois cresceu notavelmente. O tigrinho fez seu primeiro hat-trick em setembro e, atualmente, é um dos jogadores com mais gols do Brasileirão Série A.
Demorou mais do que o esperado para se adaptar, mas agora Vitor Roque não só está embalado como, em apenas uma temporada, voltou a atrair os olhares dos clubes europeus. Os gringos estão atentos à evolução do jovem jogador.
O amadurecimento e o novo modelo do clube
É aí que mora a beleza da história de Vitor Roque no Palmeiras. O garoto que muitos achavam “apressado demais” para justificar o investimento agora se torna uma das maiores possibilidades de venda do clube nos próximos anos. Só que, diferente de outros tempos, essa ideia não soa mais como perda, e sim como estratégia.
A atual diretoria do Palmeiras, assim como o próprio Abel já disse, vive uma era em que formar e revelar talentos, sejam da base ou lapidados dentro do elenco, deixou de ser apenas orgulho e virou modelo de gestão. Vitor Roque representa esse novo modelo: um jogador que entrega dentro das quatro linhas e, ao mesmo tempo, projeta o clube no cenário mundial.
Mais do que um bom jogador, Roque simboliza a força de uma filosofia que entende o futebol como paixão e negócio. Na era Leila Pereira, nada é feito por acaso. Cada contratação é um investimento futuro, cada minuto dos jogadores em campo é vitrine, e cada rumor de uma possível venda é reflexo de um trabalho bem-feito.
O Palmeiras como vitrine e formador
Nos últimos anos, o Palmeiras deixou de ser apenas um comprador de reforços para se tornar formador e valorizador da própria casa. Endrick abriu as portas, Estevão consolidou o caminho e agora Vitor Roque chega para mostrar um exemplo de maturação rápida e retorno certo.
O diferencial do Verdão é justamente esse: não vende por necessidade, mas por escolha. Cada saída e entrada de jogadores faz parte de uma visão ampla, que garante competitividade, lucro e legado.
O Palmeiras entendeu que, no futebol moderno, o valor de um jogador vai além do campo. Ter um atleta avaliado como “nível Europa” chama atenção, atrai holofotes, mídia, patrocinadores e até novos talentos para a base.
Cada gol do tigrinho é manchete internacional. Cada movimento e cada especulação se tornam uma forma gratuita de marketing global. O nome “Palmeiras” circula cada vez mais nas conversas e mesas de negociação da Europa, da Ásia e da África, sem o clube precisar investir em campanhas publicitárias. Esse tipo de visibilidade engrandece o clube.
Entre a razão e a emoção
Mas é claro que o torcedor sente esse dilema. No fundo, queremos ver nossos jogadores brilhando no Allianz Parque e não apenas sendo peças de mercado. Queremos ver a comemoração do tigrinho com a camisa alviverde e não um adeus precoce. É aquele velho conflito entre razão e emoção.
Hoje, a torcida alvi verde já aprendeu a ganhar sem depender de nomes e a vender sem perder a identidade. Vitor Roque é mais do que um craque, é o símbolo de um novo Palmeiras.
O ciclo e o legado
No fim, o futebol é feito de ciclos. Ídolos vêm e outros vão. Um clube não se constrói apenas pelas taças que levanta, mas pela forma como constrói o seu futuro.O Palmeiras hoje não é só o time que vence. É o clube que cresce, que planeja e que mostra ao mundo, com orgulho, a grandeza que é ser PALMEIRAS.
Nesta quinta-feira (13/11), às 16h45 (horário de Brasília), a Inglaterra recebe a Sérvia no Estádio de Wembley, em Londres, em um confronto válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo 2026.
Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:
– SporTV
– Disney+
A equipe de Thomas Tuchel chega embalada com 18 pontos em 6 partidas, líder isolada do Grupo K com 100% de aproveitamento. Os Três Leões já garantiram vaga para a Copa do Mundo com números impressionantes: 18 gols marcados e nenhum sofrido. No último confronto direto, aplicaram goleada de 5 a 0 sobre a seleção letã em outubro.
A seleção sérvia ocupa a terceira posição do Grupo K com 10 pontos em 6 jogos (3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas). A equipe de Dragan Stojkovic sofreu com a goleada no primeiro turno e precisa reagir para buscar classificação à Copa. Jogando fora de casa contra uma Inglaterra invicta, o desafio é enorme.
Palpites para o jogo:
Mercado: Inglaterra vence Explicação: A diferença técnica e o momento das equipes apontam para favoritismo absoluto dos ingleses. Inglaterra mantém campanha 100%, já está classificada e joga em casa. No confronto direto mais recente, venceu por 5 a 0.
Mercado: Harry Kane marca a qualquer momento Explicação: O capitão inglês é o artilheiro da equipe com 6 gols em 6 partidas. Kane marcou duas vezes no confronto contra a Sérvia em setembro e costuma ser decisivo em Wembley.
Atlético-MG e Fortaleza se enfrentam nesta quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. O jogo será às 20:30 hrs (horário de Brasília).
Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:
Premiere
Esse jogo é válido pela 16ª rodada do campeonato, uma partida que foi adiada.
O Atlético-MG está na 9ª posição, com 43 pontos, tentando se manter entre os 10 primeiros colocados e garantir uma vaga na Sul-Americana,competição que o Galo conhece muito bem, pois nesta temporada está na final.
Já o Fortaleza está na 17ª posição, com 30 pontos, ainda com esperanças de fugir da zona de rebaixamento. Caso vença, consegue avançar uma posição.
Prováveis escalações:
Atlético-MG: Everson; Saravia, Ruan Tressoldi, Vitor Hugo e Guilherme Arana; Fausto Vera, Igor Gomes, Gustavo Scarpa e Bernard; Dudu e Hulk.
Fortaleza: Brenno; Mancuso, Lucas Gazal, Gastón Ávila e Bruno Pacheco; Lucas Sasha, Pierre, Lucas Crispim e Pochettino; Breno Lopes e Deyverson.
Palpites para o jogo:
Mercado: Vitória do Atlético-MG Explicação: O Atlético vai jogar em casa, com apoio da sua torcida. Acreditamos na vitória, principalmente pelo momento que o time vive no campeonato.
A tragédia de Heysel (tragédia na final da Champions) ocorreu em 29 de maio de 1985, na decisão da Taça dos Campeões da Europa entre Juventus e Liverpool, em Bruxelas.
Durante uma confusão nas arquibancadas, torcedores tentaram fugir de uma grade frágil; a pressão da multidão derrubou um muro e resultou em 39 mortes e centenas de feridos.
O desastre expôs falhas estruturais e policiais e se tornou um marco para a modernização da segurança nos estádios.
Neste texto do Portal Camisa12, revisamos o contexto, o dia do jogo, as consequências e as lições que ainda hoje orientam o futebol mundial.
Contexto da tragédia de Heysel: uma Europa à beira do caos
O início dos anos 1980 foi marcado por um aumento de violência nas arquibancadas, sobretudo na Inglaterra.
Brigas entre torcidas e até incêndios acentuaram a sensação de insegurança e mostravam que os estádios britânicos estavam ultrapassados.
Mesmo diante desses sinais, praticamente nada foi feito para reforçar a segurança.
No sorteio da final de 1985, a UEFA escolheu o Estádio de Heysel, em Bruxelas. A arena, construída em 1930, apresentava rachaduras e concreto degradado.
Muitos torcedores abriam buracos nas paredes para entrar sem bilhete, o que gerava superlotação e evidenciava a fragilidade da estrutura.
O dia da tragédia na final da Champions de 1985
Aqui, preste atenção: vamos falar claramente o que aconteceu em Bruxelas, em um dos episódios mais tristes do futebol mundial. Saiba o que aconteceu no dia da tragédia de Heysel:
Setores mal divididos e tensão crescente
As torcidas de Juventus e Liverpool foram colocadas atrás dos gols, com um setor neutro no meio. Esse espaço neutro, destinado a torcedores belgas, acabou ocupado por numerosos italianos que viviam na Bélgica.
Uma hora antes do jogo, objetos começaram a ser lançados entre ingleses e italianos. Apenas cinco policiais separavam as torcidas e a grade que os dividia era extremamente frágil.
Avalanche humana e 39 mortos
Ao tentarem se proteger, muitos torcedores juventinos ficaram prensados contra um muro. Outros tentaram escalar a parede para escapar. Sob a pressão da multidão, o muro cedeu e desabou, esmagando torcedores.
No total, 39 pessoas, a maioria italianos, morreram e cerca de 600 ficaram feridas. Mesmo com corpos espalhados pelo gramado, a partida foi iniciada – uma decisão muito criticada até hoje.
Causas e responsabilidades
Investigadores apontaram fatores interligados: o estádio em ruínas, barreiras fracas, policiamento insuficiente e a escalada do hooliganismo.
O jornalista Tim Vickery lembra que, além da violência de alguns torcedores do Liverpool, a polícia estava mal equipada, com rádios sem bateria, e ninguém assumiu responsabilidade pelo desastre.
A repercussão mundial levou à prisão de 25 torcedores e à suspensão de clubes ingleses das competições europeias por cinco anos, sendo seis para o Liverpool.
O governo britânico aproveitou a punição para banir hooligans, reformar arenas e dar aos clubes a responsabilidade pela segurança.
Mudanças na segurança após Heysel
A tragédia de Heysel e, quatro anos depois, a de Hillsborough (que deixou 97 mortos), convenceram a UEFA a revisar totalmente seus regulamentos de segurança.
As reformas adotadas a partir de 1985 moldaram a experiência de assistir a um jogo de futebol nas décadas seguintes.
A eliminação de setores em pé
A medida mais simbólica foi o fim dos setores em pé nas arquibancadas. A partir de 1990, grandes arenas europeias passaram a exigir cadeiras para todos os espectadores.
Mesmo vazias, as cadeiras criam compartimentos e evitam esmagamentos em caso de pânico.
Separação rígida de torcidas
Outro avanço foi a criação de setores claramente delimitados para cada torcida. Em 1985, italianos e ingleses estavam separados apenas por grades frágeis comparadas às grades de um galinheiro.
Hoje, é impossível atravessar de um setor a outro; telas, fossos e barreiras físicas impedem o contato direto entre torcedores rivais.
Responsabilização de clubes e federações
Antes de 1985, a segurança de um jogo europeu era responsabilidade da UEFA, da polícia local e de forças nacionais, o que gerava confusão e falta de coordenação.
Após Heysel, um regime de mando único foi implantado: cabe ao clube mandante (ou à federação em jogos de seleções) planejar e executar a segurança.
Isso inclui designar um chefe de segurança, contratar “stewards” (agentes privados treinados) para revistar torcedores, controlar o fluxo de pessoas e lidar com incidentes.
A polícia só intervém dentro do estádio quando solicitada pelo organizador.
Duplo perímetro e ingressos personalizados
Os estádios passaram a ter dois perímetros de segurança. A primeira barreira verifica ingressos e impede a entrada de pessoas sem ingresso, a segunda controla a circulação interna.
O sistema de venda de ingressos também mudou: cada setor tem bilhetes específicos para evitar que torcedores rivais se misturem.
Reconstrução do Estádio de Heysel
Após a tragédia, o antigo estádio foi praticamente demolido e reconstruído para a Eurocopa de 2000.
Renomeado como Estádio Rei Balduíno, hoje atende às normas de segurança, embora seja considerado ultrapassado em termos de conforto quando comparado a arenas modernas.
A mancha na história de Liverpool e Juventus
Para os torcedores do Liverpool, Heysel representa uma vergonha. Muitos reconhecem a culpa e exibem faixas pedindo desculpas à Juventus, embora os italianos raramente aceitem.
A comunidade bianconera, por sua vez, trata o episódio como um luto que jamais se apagará.
Jogadores como Paolo Rossi e Marco Tardelli relataram anos depois que não tinham noção da dimensão da tragédia quando a bola rolou e que se soubessem, não teriam entrado em campo.
Relação com a tragédia de Hillsborough
Heysel expôs as falhas estruturais e de policiamento, mas foi a tragédia de Hillsborough, em 1989, que consolidou as reformas.
O relatório Taylor, publicado após Hillsborough, determinou que os estádios ingleses se tornassem totalmente sentados e obrigou os clubes a modernizar suas instalações.
A combinação das duas tragédias convenceu autoridades de que arenas antigas e sem manutenção eram mortais.
Do caos à modernidade
As punições e reformas forçaram a modernização do futebol inglês. Os clubes se profissionalizaram, buscaram novas receitas e criaram a Premier League, tornando o torneio mais lucrativo.
Embora alguns critiquem a comercialização excessiva, as mudanças estruturais salvaram vidas e elevaram as médias de público.
Perguntas frequentes
O que foi a tragédia de Heysel?
Foi o desastre ocorrido em 29 de maio de 1985, na final da Taça dos Campeões Europeus entre Juventus e Liverpool, no estádio Heysel, em Bruxelas. Um muro desabou após uma confusão entre torcedores e causou 39 mortes e centenas de feridos.
Por que o jogo continuou apesar da tragédia?
A UEFA, temendo confrontos nas ruas, decidiu que a partida fosse disputada mesmo com o caos nas arquibancadas. A decisão é amplamente criticada, pois os jogadores não tinham noção da dimensão do desastre.
Como a tragédia mudou a segurança nos estádios?
Após Heysel, a UEFA e as federações nacionais implementaram diversas medidas: eliminação de setores em pé, instalação de assentos, separação de torcidas, criação de duplo perímetro de segurança e responsabilização dos clubes.
Os clubes ingleses foram punidos?
Sim. Quatro dias após a tragédia, a UEFA suspendeu todos os clubes ingleses de competições europeias por cinco anos, enquanto o Liverpool ficou seis temporadas fora. A medida visava combater o hooliganismo e obrigou os ingleses a reformar seus estádios e suas políticas de segurança.
Há relação entre Heysel e Hillsborough?
As duas tragédias estão conectadas pela discussão sobre segurança. Heysel expôs a degradação dos estádios e a falta de policiamento. Hillsborough, quatro anos depois, mostrou que o problema era ainda mais grave.
Conclusão
A tragédia de Heysel, frequentemente lembrada como a tragédia na final da Champions ou simplesmente Heysel 1985, marcou o fim da inocência no futebol europeu.
Ela revelou falhas estruturais, policialescas e culturais, provocou punições severas e acelerou reformas que transformaram os estádios em espaços mais seguros.
Quatro décadas depois, a memória das 39 vítimas ainda mobiliza torcidas, autoridades e jogadores.
Lembrar e aprender com a tragédia de Heysel é um compromisso com o respeito ao torcedor e com a garantia de que o prazer de assistir a um jogo nunca mais seja interrompido por uma tragédia anunciada.
Em rodada eletrizante da Kings Cup Brasil, Fúria goleia, Funkbol elimina o Desimpedidos e G3X vira jogo histórico.
Fúria atropela o Nyvelados FC e garante vaga nas semifinais
Desde o apito inicial, a Fúria impôs seu ritmo intenso, explorando as falhas defensivas do adversário e dominando o meio de campo. O Nyvelados até tentou reagir, mas esbarrou na boa atuação do goleiro rival e na eficiência do ataque furioso, que não perdoou as chances criadas.
O segundo tempo começou em ritmo acelerado, com o Nyvelados FC tentando reagir após sair atrás no placar. A equipe voltou mais ofensiva e criou boas oportunidades com Vitinho e Marquinhos, mas parou nas defesas seguras do goleiro da Fúria.
Foto: Divulgação / Kings League
A Fúria FC, por sua vez, mostrou eficiência e maturidade. Em contra-ataques rápidos, ampliou a vantagem com Leleti e Dedo, que comandaram o setor ofensivo e transformaram o jogo em goleada. Cada erro do Nyvelados era punido com precisão cirúrgica.
Mesmo atrás, o Nyvelados não desistiu e diminuiu com Léo Gol, mas a reação durou pouco. A Fúria manteve o controle da posse, administrou o ritmo e ainda marcou novamente com Leleti, fechando o placar em 8 a 4 e carimbando a vaga nas semifinais.
Destaque da Partida
Foto: QSI Quality Sports Images
Com gols decisivos, passes precisos e liderança dentro de campo, Dedo foi o grande diferencial da Furia, sendo eleito o MVP da partida.
Funkbol elimina o Desimpedidos em jogo eletrizante e garante sua vaga nas semifinais
Jogo iniciou com muita intensidade, antes dos 5 minutos da partida o placar já estava Funkbol 2 a 1 Desimpedidos. O jogo ficou mais equilibrado após os gols iniciais e com poucas oportunidades de gols pela disputa intensa no meio campo. Depois de muita competitividade e jogo equilibrado, o primeiro tempo finalizou com Funkbol 2 a 1 Desimpedidos.
No incio da segunda etapa, as equipes começaram jogando com 2 jogadores na linha e o goleiro. Após a cobrança de escanteio com 2 minutos de jogo, o Leléo fez um gol e na sequencia o Caio Miranda fez mais um gol. A equipe do desimpedidos tentou diminuir o prejuízo, porém após solicitar o shootout na carta secreta, o jogador do desimpedidos perdeu a oportunidade.
Foto: Kings League Brasil
Aos 28 minutos, a equipe do Funkbol solicitou a carta secreta. O jogador Léomestre foi para a cobrança, converteu a sua cobrança em gol aumentando o placar contra o Desimpedidos. Aos 33 minutos, a equipe do Desimpedidos diminuiu o placar após um ataque bem trabalhado pela equipe. Em seguida o Influencer “Toguru” solicitou o pênalti presidente, mas não conseguiu converter em gol.
Nos minutos finais da partida, quando o jogo estava no Match ball, a equipe do Funkbol conseguiu finalizar a partida com um belo contra ataque do jogador CaioMiranda, fazendo assim o gol que elimina a equipe do Desimpedidos da competição e avançando o Funkbol para as Semifinais.
Destaque da Partida
Foto: Kings League Brasil
Com uma atuação decisiva, Luan Mestre foi o destaque absoluto da partida. O camisa 10 marcou um gol, chamou a responsabilidade nos momentos de pressão e comandou o Funkbol em campo.
G3X vira jogo épico contra o Dendele e avança às semifinais
Em um confronto eletrizante pela Kings Cup Brazil, o G3X protagonizou uma virada histórica sobre o Dendele, vencendo por 6 a 5 e garantindo vaga nas semifinais da competição. O duelo foi decidido apenas no Match ball, com Kelvin “K9” sendo o herói da partida.
Logo no início, o goleiro Barata surpreendeu e abriu o placar para o G3X. O Dendele respondeu rápido e, aos 5 minutos, Gui aproveitou cruzamento pela esquerda para empatar. A virada veio com o pênalti presidente, convertido com categoria pelo influencer Luqueta, colocando o Dendele em vantagem.
Foto: QSI Quality Sports Images
O G3X reagiu de imediato, utilizando a carta secreta “Joker” para pegar o pênalti do adversário. Frio e preciso, Kelvin “K9” converteu a cobrança e deixou tudo igual novamente: 2 a 2. Antes do intervalo, o Dendele marcou em um momento em que o gol valia o dobro, ampliando para 4 a 2 e indo para o vestiário com moral.
Na segunda etapa, Lyncoln aumentou a vantagem logo aos 2 minutos, mas o G3X não se entregou. O gelado K9 aproveitou rebote de Andréas Vaz e diminuiu o placar, mantendo sua equipe viva. Aos 31 minutos, o streamerGaulês chamou a responsabilidade e converteu um novo pênalti presidente, reacendendo a esperança da virada.
No Match ball, o G3X mostrou nervos de aço. A equipe foi guerreira e calculista, pressionando até o fim. Aos 40 minutos, Chaveirinho empatou o jogo. E foi nesse momento que a história se escreveu: aos 43 minutos, o goleiro Barata lançou Kelvin “K9”, que finalizou com categoria e decretou a vitória épica — G3X 6 x 5 Dendele.
Destaque da Partida
Foto: QSI Quality Sports Images
MVP da Partida: Kelvin “K9” (G3X). O craque da G3X brilhou mais uma vez. Kelvin K9 foi decisivo, marcou três gols e teve papel fundamental na classificação da equipe. Com frieza e faro de gol, o jogador foi o grande destaque da partida e segue como um dos nomes mais regulares da Kings Cup Brasil.
Próximo jogo de cada equipe Kings Cup Brasil – Final Four
As semifinais da Kings Cup Brasil 2025 estão marcadas para sexta-feira, 14 de novembro.
G3X FC vs Funkbol Clube às 18h (horário de Brasília)
Neste último domingo, uma atitude de Neymar durante o jogo do Santos contra o Flamengo viralizou nas redes sociais. Ainda no primeiro tempo da partida disputada no Maracanã, o atacante se revoltou com a arbitragem e após reclamar, levou um cartão amarelo.
O lance aconteceu aos 6 minutos, quando o “Menino da Vila” levou a pior durante uma divida com Erick Pulgar, mas o árbitro simplesmente ignorou a situação e não marcou falta no lance.
Ao reclamar do lance para o árbitro Savio Pereira Sampaio, Neymar socou o chão e gritou diretamente sobre sua insatisfação. Mesmo não levando um cartão amarelo nesta jogada, o camisa 10 do Peixe foi punido por reclamar novamente com a arbitragem, ainda no primeiro tempo.
Durante uma entrevista do intervalo, Neymar demonstrou sua indignação com a arbitragem, chamando o árbitro Savio Pereira Sampaio de “arrogante”, além de ser ameaçado.
“O árbitro é muito ruim. Além de ser ruim, todo respeito, é arrogante. Essa é a palavra. Todas as vezes que vão no vestiário dizem que o capitão é quem pode falar. Quando vamos falar, ele dá as costas e sai correndo. Quando eu falo com ele, ele te ameaça. É complicado. Tomei amarelo porque ele me ameaçou. Falou: ‘Se chegar perto de mim, vou te dar o amarelo’. Eu disse: ‘Não posso falar com você?’”, revelou Neymar.
“Na minha opinião tinha sido falta no Brazão, e não gerava escanteio, gol dos caras. A arbitragem no Brasil vem errando mundo. Tem que ver isso. A arrogância do árbitro hoje, que nem sei o nome, é horrível”, finalizou.
A atuação de Neymar no jogo entre Flamengo e Santos ficou marcado apenas pelas reclamações do jogador, não alterando muita coisa no jogo. Contudo, o jogo foi bastante animado, terminando com a vitória do time carioca sobre o Peixe por 3 a 2.