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  • A cultura das torcidas organizadas e sua influência dentro e fora dos estádios

    A cultura das torcidas organizadas e sua influência dentro e fora dos estádios

    Representando identidade, pertencimento e paixão por um clube, as torcidas organizadas são um fenômeno sociocultural que demonstravam que o amor iria muito além dos 90 minutos disputados em uma partida de futebol. Contudo, a situação mudou com o tempo e as uniformizadas passaram a ter ligações com incidentes de hooliganismo e violência no futebol, transformando totalmente a imagem criada inicialmente.

    Utilizando a justificativa de ajudar o time com a ter forças em campo e intimidar o adversário, seu objetivo principal é apoiar os seus devidos clubes. Mas por conta da violência constante ligada as torcidas organizadas, o governo brasileiro estabeleceu o Estatuto do Torcedor, lei que regulamenta as uniformizadas, dando-lhes direitos e deveres à serem seguidos.

    Por conta sua forte influência dentro e fora dos estádios, o Camisa 12 vai ter explicar todas as nuances deste tema, que deveria ser mais evidente no país.

    Origem

    Parte da história do futebol brasileiro, as torcidas uniformizadas começaram a aparecer no início dos anos 1940, porém foi na década de 60 que elas conseguiram ganhar mais visibilidade, mas de uma maneira positiva. Graças ao espetáculo nas arquibancadas, as organizadas transformam o ambiente em algo vivo, parecendo um coração pulsante, com cantos durante toda a partida, faixas e bandeirões, acabando com o falta de entusiasmo
    do local.

    Habitualmente com códigos próprios, vestimentas, normas de conduta e até mascote próprio, as associações transformaram rapidamente em empresas, que começaram a comercializar este amor com produtos próprios.

    Ao longo das décadas seguintes, as organizadas começaram a se envolver em campanhas beneficentes, arrecadando doações de alimentos e roupas, além de apoiar causas sociais, transformando-se em um agente social ativo nas comunidades e
    participando cada vez mais das ações dos clubes.

    Violência e rivalidade extrema

    A rixa entre os clubes saiu de dentro do campo para as arquibancadas, chegando a ultrapassar as paredes dos estádios. Muitas torcidas participam de confrontos desde brigas entre membros de torcidas rivais, até confrontos com a polícia, que incluem depredação do patrimônio público, tornando-se tornando cada vez mais constantes nos noticiários.

    É importante salientar que os embates entre as torcidas não são acidentais ou despretensioso, e sim marcados com antecedência pelas redes sociais ou grupos fechados. Esses choques ocorrem por muitas vezes longe dos estádios, em pontos
    bastante movimentados, como: estações de metrô, terminais e pontos de ônibus, além dos arredores que dão acesso aos estádios, tornando a situação bastante complicada para as autoridades tentar controlar a situação.

    Por conta desses problemas, os estádios se tornaram um lugar hostil, afastando as famílias, crianças e boa parte da torcida por conta da violência, prejudicando a imagem da modalidade.

    Em alguns clássicos nacionais, as autoridades exigem que a disputa tenham apenas uma torcida nas arquibancadas, evitando confrontos (pelos menos nos estádios), arruinando o espetáculo.

    Casos extremos

    Infelizmente alguns casos terríveis ficaram marcados na história do futebol brasileiro, episódios esse que, mostram o quanto essa ideia de rivalidade transformam o amor pelo esporte em uma tragédia.

    Batalha do Pacaembu, em 2012 – No clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians, as uniformizadas se enfrentaram nas arquibancadas e nos arredores do Pacaembu. Entre as cenas captadas pela mídia, a selvageria rolava solta com cadeiras arrancadas e brigas cara a cara, interrompendo a partida em certo momento.

    Confronto na Arena Joinville, em 2013 – Durante uma partida decisiva que poderia decretar o rebaixamento do Vasco, membros das organizadas do Cruzmaltino e do Athletico-PR batalharam dentro do estádio, com agressões brutais, utilizando pedras, paus e muito sangue jorrando no gramado, um verdadeiro show de horrores. As imagens chocaram o Brasil, interrompendo o confronto por mais de uma hora.

    Caso do vaso sanitário, em 2014 – Um dos incidentes mais chocantes sobre brigas entre torcidas organizadas, é a morte de Paulo Ricardo Gomes da Silva, atingido por um vaso sanitário durante um confronto aos arredores do Estádio do Arruda.

    Integrante da Torcida Jovem, organizada do Sport, Paulo foi apoiar uma torcida “irmã”, durante o jogo entre Santa Cruz e Paraná, pela terceira rodada da Série B. Após o fim da partida, o rapaz de 26 anos foi mortalmente atingido por um vaso sanitário, arremessado durante o confronto. Três pessoas foram condenadas por homicídio consumado.

    Esses são apenas alguns dos milhares de exemplos que são vistos ao longo dos anos, demonstrando toda periculosidade que alguns atos mascarados de amor podem acarretar.

    O prejuízo à imagem do futebol, as torcidas organizadas é um problema real e grave, porém não podem ser generalizadas e não incriminar pessoas que tentam dar brilho as arquibancadas. É importante ressaltar que a maioria dos membros não participam ativamente dos atos de violência, mas que são marginalizados por muitas vezes pela mídia e boa parte da opinião pública, dificultando o diálogo e reconhecimentos de atitudes sociais positivas.

  • Eze e o amor por um clube

    Eze e o amor por um clube

    A contratação e apresentação de Eberechi Eze no Arsenal se podem traduzir numa palavra: amor. O inglês reforçou o clube do coração, depois de estar ligado a uma mudança para o Tottenham, eterno rival dos “gunners”. Toda a narrativa criada à volta da transferência, inclusive o anúncio aos torcedores, nas redes sociais ou em pleno gramado, baseia-se na paixão de um jogador por um clube.

    Ficou público desde criança que Eze é torcedor do Arsenal. O jovem de Londres falou que tinha Thierry Henry como ídolo e numa entrevista aos meios dos “gunners” a lenda francesa enviou-lhe uma mensagem em vídeo. Ficou na cabeça a reação do inglês. “Às vezes estragamos as coisas com palavras. Só sentir. Ele tem uma estátua à porta do estádio”.

    Muitas vezes vemos os jogadores a dizerem que gostam de um clube para parecer bem, mas no caso de Eze o sentimento pelo Arsenal transparecia no olhar. A reação foi certeira, emocional e ainda pela voz da criança que via os jogos pela televisão. Agora é ele o protagonista.

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    No anúncio da contratação, Ian Wright aborda as questões retóricas, aquelas que não precisam de resposta, e volta a tocar no ponto de que, por vezes, não precisamos de palavras para que algo seja explicado. Eze “responde” a uma série de questões colocadas pela lenda do Arsenal com um “obviamente”.

    Não é preciso perguntar a Eze o sentimento que ele tem ao representar o clube de coração. É simples de entender se está feliz, orgulhoso ou se concretizou o sonho. “Obviamente”, diria-nos.

    Agora, porque levanto este tema?

    Sinto que no futebol moderno vai-se perdendo cada vez mais o amor a um clube. Vemos jovens a trocar o clube do coração pelo dinheiro da Arábia Saudita, ou craques a mudarem-se para o rival como se nada fosse. Já não há aquela mística do antigamente, aquela garra de defender um escudo como se a tua vida dependesse disso.

    Talvez, de vez em quando, vão aparecendo casos destes. Eze é, sem dúvida, um deles. não é por simpatizar com o Arsenal que esta transferência me toca, mas sim por entender que há um jogador a estar onde sempre quis, outrora um miúdo com um sonho.

    E agora, do lado de quem apoia o Arsenal em Portugal, quero acreditar nos rumores em que Eze terá ligado a Mikel Arteta para saber da possibilidade de se transferir para o Arsenal, porque a mudança para o Tottenham estava quase finalizada.

    Só espero que o adulto do hoje orgulhe a criança do ontem.

  • Quem tem a maior torcida do mundo? Veja dados e curiosidades

    Quem tem a maior torcida do mundo? Veja dados e curiosidades

    O futebol é o principal esporte do planeta e, sem precisar de muito esforço, arrasta multidões onde quer que a bola esteja rolando. Conquistar títulos é importante, claro, mas são as vozes que ecoam nos estádios, os mantos vestidos com orgulho em qualquer lugar que vá e o amor das arquibancadas que realmente dão vida ao espetáculo. Afinal, os torcedores são o verdadeiro coração de um time.

    E como toda grande paixão, o futebol também alimenta debates entre os torcedores sendo um deles: Qual é o time com a maior torcida do mundo? O Camisa 12 foi atrás dessa resposta e acabará de vez com a sua dúvida e te contará algumas curiosidades sobre esse tema que move e encanta milhões de pessoas ao redor do planeta.

    Mesmo com o crescimento significativo do futebol europeu nos últimos anos, impulsionado principalmente por reunir grandes craques internacionais em seus elencos, a América Latina ainda mostra que, quando o assunto é paixão e entrega pelo clube ultrapassa os noventa minutos e até as paredes dos estádios, transformando-se em identidade do time.

    Para descobrir qual clube tem a maior torcida do mundo, diversos fatores são levados em consideração. Além do levantamento do número de torcedores espalhados pelo planeta, entram na conta dados como presença e engajamento nas redes sociais, algo importante nos dias de hoje.

    O marketing pesa, claro, mas outro ponto fundamental é a média de público nos estádios. Muitas equipes seguem enchendo arquibancadas jogo após jogo, mostrando que têm uma base sólida e, podendo até dizer, fiel, que acompanha o time na alegria de um título e até na dor de um rebaixamento.

    Como se trata de uma pesquisa que busca identificar a maior torcida do mundo, a popularidade dos clubes tanto em seus países quanto no exterior também conta. A história, os títulos e a identificação cultural ajudam a atrair novos torcedores, criando verdadeiras comunidades apaixonadas mesmo em terras distantes.

    As 10 maiores torcidas do mundo 

    1º Barcelona (Espanha) – 58,2 milhões. 

    Liderando o ranking mundial, o time catalão conquistou milhões de torcedores ao longo dos anos, principalmente na era de Lionel Messi (saudades trio MSN), que encantava dentro dos gramados e deixava marcas profundas em que acompanha constantemente o futebol.

    Com um estilo de jogo encantador, conhecido com “tic-tac”, o Barça se tornou uma marca global, que conta com uma gigante torcida espalhada pelo mundo.

    2º Flamengo (Brasil) – 42 milhões 

    Dona da maior torcida do Brasil e de uma das maiores do planeta, a Nação Rubro-Negra é um espetáculo à parte. Reconhecida mundialmente pela paixão incondicional, a torcida do Flamengo atravessa fronteiras. Onde houver uma colônia brasileira, é quase certo que haverá um flamenguista exaltando e defendendo, com orgulho, que seu time é o melhor do mundo.

    Adepta às bandeiras, às festas nas ruas e ao show nas arquibancadas, a torcida do Mengão é um verdadeiro fenômeno cultural. E como já diz o hino, cantado com o peito estufado: “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.”

    3º Chivas Guadalajara (México) – 33,8 milhões

    Orgulho do futebol mexicano, o Chivas é um verdadeiro fenômeno que ganhou notoriedade mundial, graças à sua política interna única: o clube só atua com jogadores nascidos no México. Essa filosofia reforça os laços com a torcida, valoriza os talentos locais e desperta admiração até fora das fronteiras nacionais.

    Ao apostar em suas raízes, o Chivas conquistou não apenas títulos, mas também respeito e uma legião de torcedores espalhados pelo planeta. Um clube que é mais do que futebol, é identidade nacional de um povo.

    4º Corinthians (Brasil) – 32,2 milhões 

    “Aqui tem um bando de louco, louco por ti Corinthians. Para aqueles que acham que é pouco, eu vivo por ti Corinthians.” A canção ecoa como um mantra por onde o Timão passa, resumindo bem o espírito da Fiel.

    O Corinthians carrega uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do mundo. Em qualquer canto do Brasil, há corintianos que transformam simples partidas em verdadeiras decisões. Todos sabemos que é um amor sofrido, intenso, mas absolutamente devotado ao ‘Time do Povo’. Onde o Corinthians vai, a Fiel vai atrás, por muitas vezes fazendo
    história nas arquibancadas.

    5º Real Madrid (Espanha) – 31,3 milhões

    Com uma bela história de conquistas, o maior campeão da Champions League possui milhões de adeptos espalhados pelo planeta. Da Europa à Ásia, o branco do clube merengue é respeitado e amado ao redor do mundo.

    6º Manchester United (Inglaterra) – 30,6 milhões 

    Longe de ser aquele velho clube temido, o United permanece sendo um gigante mundial. O clube que já teve Cristiano Ronaldo, David Beckham e Rooney no elenco, possui a maior torcida internacional entre as equipes inglesas, que seguem acreditando na recuperação e no retorno dos dias de glória.

    7º América (México) – 26,4 milhões

    Outro gigante do futebol mexicano, o América possui uma grande legião de torcedores apaixonados, que transformam as ruas em um campo de guerra, por conta de uma rivalidade no clássico nacional contra o Chivas.

    8º Borussia Dortmund (Alemanha) – 23 milhões

    Podemos dizer que está é a torcida mais apaixonada do planeta. A muralha amarela é conhecida pela sua fidelidade e show nas arquibancadas, com mosaicos impressionantes que se tornaram a identidade do clube.

    9º Chelsea (Inglaterra) – 21,4 milhões

    Possivelmente muito incentivado pelos títulos recentes, o Chelsea tem conquistado milhões de fãs espalhados pelo planeta. Atual campeão mundial, o clube londrino possui uma das torcidas mais barulhentas do mundo, o que pode ser uma arma secreta na hora de entrar em campo, já que as vibrações são todas ao seu favor.

    10º Bayern de Munique (Alemanha) – 20,7 milhões

    Maior campeão alemão, a torcida dos bávaros assusta em qualquer local do mundo. Forte, organizada e até exigente, os torcedores do Bayern são presenças constantes em qualquer ranking sobre o assunto.

    As maiores torcidas do mundo são formadas por histórias, culturas e paixões que ultrapassam fronteiras. Seja entre gigantes europeus ou clubes latino-americanos, a força das arquibancadas se manifesta diariamente nas ruas, nas redes, nos cantos e nas cores.

    O futebol pode até ser decidido em 90 minutos, mas, para o torcedor, ele é vivido 24 horas por dia, afinal quem ama carrega o brasão do clube não só na camisa, mas tatuado no coração.

  • O que significa Time do Povo e por que isso importa para torcedores

    O que significa Time do Povo e por que isso importa para torcedores

    Para alguns, torcer para um time do povo é mais do que paixão: é uma necessidade tão fundamental quanto respirar. Mas o que, de fato, significa ser um “time do povo”? E por que clubes como Flamengo, Vasco ou Corinthians carregam essa bandeira com tanto orgulho? A resposta é simples, porém, profunda: a sensação de pertencimento é vital para o ser humano. O Portal Camisa12 vai te explicar essa conexão visceral.

    O que define um time do povo?

    Em uma era onde o futebol global é cada vez mais dominado por corporações e investidores milionários, que controlam múltiplos clubes ao redor do mundo, é um alívio e uma inspiração ver clubes de origem humilde alcançarem o sucesso. É exatamente isso que representa um “time do povo”.

    São clubes que nasceram das comunidades, criados para e pelas pessoas. Eles não se importam com donos bilionários ou contratações bombásticas. O que realmente importa é honrar os valores e a história que os fundaram. Geralmente, são times criados por trabalhadores, muitas vezes de comunidades, que veem no clube um refúgio e uma forma de escapar da dura realidade do dia a dia. Os torcedores se sentem representados, e essa representação é a base de uma conexão inabalável.

    A necessidade humana de pertencer

    O ser humano possui a necessidade de sentir-se pertencente a algo, de se sentir parte de uma comunidade. Não fomos feitos para viver isolados, mas sim para o convívio, a celebração, a alegria e a tristeza compartilhadas. É essa interação humana que nos energiza e nos dá força para viver.

    Essa ideia é reforçada pela teoria dos psicólogos Roy Baumeister e Mark Leary, de 1995, em seu artigo “The Need to Belong: Desire for Interpersonal Attachments as a Fundamental Human Motivation” (A Necessidade de Pertencer: o Desejo por Vínculos Interpessoais como uma Motivação Humana Fundamental). Eles defendem que a necessidade de pertencer a uma sociedade ou grupo é tão essencial quanto a fome e a sede. Precisamos de laços e estímulos sociais, de sentir que fazemos parte de algo maior do que nossa própria individualidade.

    É exatamente essa sensação que a torcida de um “time do povo” proporciona. É o “nós contra eles”; uma união inseparável, onde a força coletiva supera qualquer obstáculo. Damos a vida por esse time, vamos ao estádio toda semana, temos todas as camisas, abraçamos, rimos, choramos e convivemos com outros torcedores, sejam amigos ou desconhecidos. Hoje, isso pode parecer garantido, quase banalizado, mas é crucial que os torcedores compreendam que esses sentimentos estão entre os mais essenciais e básicos que um ser humano pode experimentar.

    Exemplos de ‘Times do Povo’ no Brasil

    No Brasil, a história do futebol é rica em exemplos de torcidas e clubes fundados com base em ideologias sociais e lutas populares. As maiores e, talvez, mais influentes, são as do Corinthians e do Flamengo.

    Corinthians: O Timão tem em sua essência uma narrativa de luta e inclusão do povo, algo que, mesmo de forma inconsciente, atrai milhões de torcedores, inclusive fora do Brasil. Sua história está diretamente ligada às camadas populares de São Paulo, tornando-o um verdadeiro símbolo de resistência e paixão operária.

    Flamengo: O Fla se destaca pela sua dimensão. Com uma das maiores torcidas do mundo, o clube consegue abranger todas as classes sociais e regiões do Brasil. Embora tenha maior protagonismo no Rio de Janeiro, sua capilaridade nacional e a paixão de seus torcedores o consolidam como um time verdadeiramente popular, capaz de unir diferentes realidades sociais.

    Outros exemplos notáveis de times com forte origem popular incluem:

    Bahia: Com seu movimento democrático e engajamento em lutas políticas, o Bahia sempre foi uma voz ativa na defesa de causas sociais, representando a força do povo baiano.

    Vasco da Gama: O Vasco foi um dos clubes pioneiros no combate ao racismo no futebol brasileiro, sendo uma peça-chave nessa luta por inclusão e igualdade.

    Personalidades como Sócrates, filiado ao Partido dos Trabalhadores (também fundado por operários de São Paulo no final da década de 1970), exemplificam a união entre o brilhantismo no futebol e o engajamento social e político que marcou a história de muitos clubes “do povo”.

    O orgulho e a mensagem que passa de pai para filho

    Um time do povo não ignora nenhum torcedor, ao contrário do que muitas vezes acontece com equipes maiores. Além do sentimento de pertencimento, isso gera um orgulho social imenso, mostrando que pessoas comuns, de qualquer origem, podem ser protagonistas. E, muitas vezes, esse apoio ao time é uma herança de família: do bisavô que presenciou a fundação do clube, ao avô que aprendeu suas raízes, ao pai, até chegar ao filho. Essa é a beleza de um time do povo: não se sabe bem de onde vem tanto amor, mas ele está lá, inabalável e fiel.

    A união entre pessoas de diversas origens, mas em sua maioria simples, cria uma força que se reflete dentro de campo. Os jogadores sabem que, se não derem tudo de si, estarão desapontando uma população inteira, um conjunto de seres humanos que espera pelo dia do jogo para ter motivos para sorrir. Não que não os tenham em outras áreas da vida, mas o futebol, para eles, é especial, é diferente. É a alma da arquibancada pulsando em campo.

    E você? Qual é o seu time do povo? Compartilhe sua história nos comentários!

  • Avanti Palestra: a alma e a fé sobre o futuro no coração palmeirense

    Avanti Palestra: a alma e a fé sobre o futuro no coração palmeirense

    Sabe aquela frase muito conhecida entre os palmeirenses citada por Mauro Beting?

    “Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário.”

    E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível” Pois bem, meu caro torcedor alviverde, esse sentimento é inexplicável e quando penso nesse Palmeiras que está se moldando agora nessa pequena janela de transferência, eu vejo mais do que nomes, mais do que apenas um esquema inteligente, tático e de possível rentabilização em vendas futuras, eu vejo pessoas, nomes e caras que podem ser o futuro do Verdão.

    Vamos ser sinceros, Weverton é um paredão, honra a camisa do Palmeiras entende e sabe o peso que ela tem, mas o cara já está com 37 anos, a idade pesa, chega e uma hora ele vai precisar ser substituído.

    Aí eis que surge o nome Carlos Miguel, o cara não é gigante só no tamanho não, é a muralha que nós podemos sonhar para os próximos 10 anos eu me arriscaria dizer. A cada avanço na contratação eu penso: Será que ele está ansioso pra vestir a nossa camisa? Porque pra nós, vestir a nossa camisa é carregar o peso de uma torcida que canta, vibra e cobra, e cobra muito.

    E seguindo com o futuro, vem o Jefté, ainda muito moleque, mas com certeza carrega nas chuteiras experiência de “veterano”, o cria vem de Xerém, teve um destaque absurdo na Escócia e foi eleito o melhor lateral esquerdo, mas aqui ele chega pra disputar espaço com Piqueréz, que já um monstro pra torcida, que é um jogador de consolidado e de peso pro elenco, mas se o cria chegar com a ousadia carioca, talvez ganhe o coração dos paulistas. (Mas o moleque vai ter que correr hein, a torcida não dá mole não!).

    E aí pra fechar tem o Enciso, se esse cara chegar, aí meus amigos, o choro é livre para os rivais, o cara já deu sinal VERDE pra seguirmos com a contratação, ele quer voltar pro berço latino, o jovem paraguaio quer estar perto de casa. E casa essa que ele pode chamar de Palmeiras. O cara tem 21 anos e soma atuações em categorias de base e pela principal seleção do Paraguai; registrou participações em Copas América, Olímpica e eliminatórias. Sem contar que ele tem talento pra jogar em todas as posições de ataque, ele é novo, com qualidade técnica, e raça. Elemento fundamental para o torcedor alviverde!

    E sabemos que mais do que reforços, eles representam o futuro e a continuidade do nosso time, representando a torcida que não para, com uma diretoria que olha pra frente, levando cada palmeirense a pensar: “meu time está se preparando para continuar sendo gigante, hoje e sempre”.

    Sabe o que é mais bonito disso tudo? É perceber que o Palmeiras nunca está só. Enquanto a diretoria negocia, enquanto os jogadores treinam, enquanto Abel pensa no próximo jogo… nós estamos aqui. Sofrendo, acompanhando, sonhando, vibrando. A arquibancada não cala, a rua não para, a fé não se esgota.

    E no fim, eu só consigo escrever uma coisa: Avanti, Palestra. Avanti, meu Palmeiras. O coração tá pronto pra mais uma capítulo da nossa história de amor verde e branco.

  • A dança de técnicos no Brasileirão: a cultura do imediatismo

    A dança de técnicos no Brasileirão: a cultura do imediatismo

    Renato Paiva foi despedido do Fortaleza após apenas 10 jogos (2 meses). É o segundo despedimento dele nesta temporada, depois de ter caído no Botafogo durante o Mundial de Clubes. E estamos tratando de um técnico que teve até vitórias históricas, como frente ao campeão da Europa, o PSG. Do ponto de vista europeu, isto é algo incompreensível – chega a ser cômico e até ‘zoável’.

    Em Portugal, estamos habituados a ver treinadores durante anos: Sérgio Conceição no Porto, Jorge Jesus no Benfica ou Rúben Amorim no Sporting. Se olharmos para a Premier League, a comparação fica ainda mais gritante: Mikel Arteta está há 7 anos no Arsenal, mesmo sem títulos relevantes durante grande parte desse período, e com orçamentos gigantescos. No Manchester United, treinadores são mantidos mesmo quando parece que já não há como piorar. E o que dizer de Arsène Wenger ou Sir Alex Ferguson, que praticamente dedicaram as suas carreiras a um só clube?

    O paralelismo para o Brasil é astronômico. Vemos a torcida organizada do Palmeiras criticar talvez o melhor treinador da história do clube, Abel Ferreira, quando ele está completamente na luta pelo título e nas quartas de final da Libertadores. Pior ainda, vemos pressões constantes nos CT’s, com jogadores e técnicos sendo cobrados cara a cara pelas organizadas. Na Europa isso até pode acontecer, mas de forma pontual; o que é incomum é ver jogadores e dirigentes a dar justificativas oficiais a torcidas como se fossem superiores hierárquicos. E não me entendam mal: o clube é dos sócios, ou pelo menos assim acredito deveria ser.

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    O resultado desta cultura? Uma roda-viva em que 16 técnicos já foram demitidos em 2025, alguns com passagens de apenas 3, 4 ou 7 jogos. Na loucura que é o calendários das competições no Brasil, não dá tempo nem para os projetos nascerem.

    É verdade: o treinador é a cara do projeto, o responsável máximo, e muitas vezes é justo que caia. Mas a grande questão é que, no Brasil, não se valoriza a estrutura. Procura-se sempre o culpado individual. Quando leio críticas a um time, são quase sempre dirigidas a nomes próprios e não a problemas coletivos. O Fred foi apontado como único culpado da eliminação do Brasil na Copa e a própria comunicação social é quem força essa narrativa. Presumo que seja cultural.

    Quando há um projeto pensado e estruturado com planejamento estratégico, como é o caso do Palmeiras, os resultados aparecem. Se dá tempo, e o sucesso é visível. Abel Ferreira é a prova viva disso. Tudo indica que o Cruzeiro vai pelo mesmo caminho. O Flamengo também parece ter uma aposta firme em Filipe Luís, talvez influenciado pelo diretor de futebol europeu (José Boto), daí os resultados começam a aparecer.

    Isto não tira responsabilidade ao técnico: a incompetência existe, e muitas vezes é a raiz o problema. Mas penso que, para o bem do futebol brasileiro, será importante mudar a mentalidade: ser mais paciente, confiar no trabalho e na progressão das equipes, deixar os treinadores trabalharem e, acima de tudo, não ser tão duros com a individualidade e sim com o coletivo.

    Acredito a 100% que o Brasileirão tem potencial para entrar no top 5 das melhores ligas do mundo e ser um produto globalmente requisitado. Tem estádios cheios, torcidas apaixonadas, e o poder financeiro dos maiores clubes já começa a rivalizar com a segunda linha europeia. Uma das chaves pode ser precisamente esta mudança de mentalidade.

    Existem outras possíveis melhorias: gramados naturais, menos “lixo visual” nas transmissões, acabar com palcos a ocuparem arquibancadas em jogos, e reduzir calendários sobrecarregados. Mas isso já são outros assuntos… que talvez volte a explorar nesta rúbrica de opinião.

  • Sócio-torcedor: Como o programa fortalece clubes e aproxima fãs do futuro

    Sócio-torcedor: Como o programa fortalece clubes e aproxima fãs do futuro

    Iniciativa se consolida como ferramenta essencial na gestão de modernização dos clubes, além de transformar a paixão em uma participação ativa dentro do clube.

    Considerada a alma de um time de futebol, a torcida vai muito além de um grupo que apenas assiste aos jogos. Ela representa paixão, identidade e apoio incondicional , muitas vezes descrita como o famoso “12º jogador”, que faz diferença dentro e fora de campo, inclusive na saúde financeira do clube.

    Entre as formas mais concretas de demonstrar esse amor que ultrapassa arquibancadas e muros do estádio está o programa de sócio-torcedor, peça fundamental para garantir o funcionamento da agremiação e manter viva a conexão entre clube e adeptos.

    Mas afinal, o que é esse programa e como ele fortalece o relacionamento entre o clube e sua torcida? O Camisa 12 vai te deixar por dentro desse assunto e te mostrar que torcer vai muito além dos 90 minutos disputados.

    O programa de sócio-torcedor surgiu no Brasil como uma forma de estreitar os laços entre clube e torcedor. Por meio de uma assinatura mensal, o torcedor não apenas demonstra seu apoio incondicional, como também contribui diretamente para a saúde financeira do clube.

    Esse modelo permite um fluxo de receita mais estável, aliviando a dependência das bilheteiras e oferecendo ao clube maior capacidade de planejamento. Além disso, muitos programas incluem benefícios em dias de jogo (matchday), descontos na compra de produtos oficiais e até acesso a experiências exclusivas dentro da própria agremiação.

    Reforçando o sentimento de pertencimento, um dos principais motivos que levam o torcedor a se tornar sócio do seu time do coração é a possibilidade de participar mais ativamente da rotina do clube. A conexão vai além das arquibancadas, é um elo construído desde pequeno, que se mantém vivo mesmo em meio a uma temporada cheia de desafios e mudanças, que exige continuidade tanto do clube quanto de quem veste a camisa todos os dias orgulhosamente.

    Benefícios como descontos em ingressos, participação em sorteios e acesso a programas especiais dentro do clube são formas concretas de estreitar essa relação. O sócio-torcedor une o amor pelo escudo à economia no bolso, vamos ser sinceros, algo essencial em tempos de instabilidade econômica, como atualmente. Levem para vida: um coração que bate forte pelo time, também precisa pensar com responsabilidade.

    Fidelizando para o futuro

    De olho no longo prazo, os clubes enxergam o programa de sócio-torcedor como uma ferramenta estratégica de fidelização. A análise da base de sócios ativos permite entender melhor o comportamento da torcida e buscar formas de manter dados e pagamentos sempre atualizados, aproveitando cada nova tendência como uma oportunidade de reforçar o sentimento de pertencimento à camisa que se defende com orgulho.

    Com esse olhar atento, os clubes conseguem oferecer novos serviços de forma constante e, mais do que isso, personalizá-los de acordo com o perfil do torcedor. Assim, cada benefício deixa de ser apenas uma vantagem e passa a ser uma experiência única, algo feito sob medida para quem vive o clube intensamente.

    Uma atualização adotada em diversos estados do Brasil para combater o cambismo desenfreado que prejudicava a venda de ingressos dos clubes é o uso da biometria digital e do reconhecimento facial. Essas tecnologias reduziram drasticamente as tentativas de burlar o sistema, garantindo que os verdadeiros torcedores tenham acesso às arquibancadas para acompanhar de perto todas as emoções dos jogos do seu clube do coração.

    Estreitando laços

    Após todas essas informações, podemos concluir que, o programa de sócio-torcedor, aliado às novas tecnologias de acesso aos estádios, mostra-se que o futebol brasileiro caminha para um modelo mais moderno, seguro e podemos até dizer sustentável.

    Ao valorizar quem está sempre ao lado do clube, na vitória ou na derrota (praticamente um casamento), os times não apenas fortalecem sua base financeira, como retribuiu a fidelidade do seu torcedor, estreitando os laços de quem realmente sustenta a paixão: a torcida.

    No futebol, mais que títulos, o que permanece é o sentimento de pertencimento e o orgulho de fazer parte de algo maior.

  • As torcidas mais influentes entre clubes brasileiros

    As torcidas mais influentes entre clubes brasileiros

    Ser influente vai além dos números ou dos cânticos. É sobre ter presença, ser um exemplo para os outros e marcar uma ou mais gerações. Flamengo, Corinthians ou Vasco têm uma base de adeptos com filosofias específicas e isso cria notoriedade e impacto social. O Portal Camisa12 explica quais são as torcidas mais influentes entre clubes brasileiros.

    O que é uma torcida influente?

    Grandes torcidas tornam-se, naturalmente, influentes, bruto da grande massa adepta que mobilizam em dias de jogo. São milhões de pessoas a puxar por um time, a serem exigentes no cumprimento de objetivos e, por vezes, a terem de ir ao centro de treino “apertar” com os jogadores e comitiva técnica.

    A força cultural que representam, fruto de ideologias há décadas enraizadas, criam uma perceção específica daquilo que a torcida significa, elevando mais alto do que apenas um grupo organizado de adeptos de um time. São uma força, literalmente, e procuram passar a mensagem certa e as formas de viver ideais, muito além do futebol.

    Na era digital, a presença online também torna a torcida influente, uma vez que seguir as páginas das torcidas e dos clubes, publicar e consumir conteúdo das torcidas, cria uma sensação de pertencimento, um fator essencial para o ser humano viver.

    As torcidas mais influentes do Brasil

    É inevitável não falar da torcida do Flamengo, uma vez que é reconhecida pelo mundo inteiro como uma das maiores, senão for a maior. São cerca de 42 milhões de torcedores, quase a população inteira da Espanha e praticamente quatro vezes mais que Portugal.

    A probabilidade de um brasileiro apoiar o Flamengo é alta e muitas pessoas ganham carinho pelo clube, mesmo não sendo do Rio de Janeiro, fruto da presença e número da torcida. A influência nas redes sociais, imprensa e cultura é enorme, mesmo para quem está fora do país. É o primeiro clube que um “gringo” se lembra quando pensa em futebol brasileiro.

    Talvez uma das torcidas mais fiéis seja a do Corinthians, com quase 14% da população do Brasil torce pro “Timão”, segundo dados do Datafolha. A fama e a influência da torcida cresceu na década de 1980, com os movimentos políticos e sociais de Sócrates, Casagrande e Wladimir, numa procura de democratização.

    Mesmo em fases ruins o estádio Neo Quimíca Arena segue completamente lotado e a mobilização de pessoas aos eventos esportivos do Corinthians é uma das mais eficazes do país.

    O sucesso internacional também contribui bastante para a influência de uma torcida e o São Paulo é um bom exemplo disso. Na década de 1990 e nos anos 2000, marcadas pelas conquistas da Libertadores e do Mundial, a torcida tricolor conquistou o coração de muitas pessoas.

    Tanto assim é que a torcida paulista está espalhada por várias regiões do Brasil, não só em São Paulo. O prestígio internacional criou uma dimensão praticamente nacional da torcida.

    O Vasco da Gama continua com uma das maiores torcidas no Brasil, mesmo numa fase irregular a nível esportivo. O histórico social influencia e cria respeito em qualquer um, fruto do trabalho realizado na década de 1920, uma vez que o Vasco foi dos primeiros clubes a incluir negros e operários em plena era de racismo no futebol.

    O Manifesto contra o Racismo é um símbolo de luta social. Para quem não conhece, foi um ofício enviado pelo então presidente do clube José Augusto Prestes à Associação Metropolitana de Esportes Atléticos, recusando participar em competições da associação, uma vez que esta forçou o time a remover do elenco doze jogadores negros, pobres e operários.

    O Bahia passou por uma transformação na torcida em 2013. Existiu uma grande mobilização contra a diretoria após um período marcado por corrupção. A torcida impulsionou o movimento “democracia tricolor”, que pressionou por eleições diretas e mais transparência.

    A torcida do Bahia é uma das mais engajadas politicamente no Brasil e está presente em Salvador e no Nordeste. Mais recentemente, em 2018, o clube, apoiado pela torcida, passou a adotar movimentos contra racismo, machismo e homofobia.

    Talvez o maior crescimento na década de 2020 foi o do Palmeiras. A força do clube aumentou exponencialmente após a entrada da Crefisa e da presidente Leila Pereira, resultando nas conquistas da Libertadores, em 2020 e 2021, e do Brasileirão, em 2018 e 2022.

    A Mancha Verde está entre as maiores torcidas digitais e tem uma das maiores escolas de samba em São Paulo, procurando influenciar na área da cultura além do futebol.

    Torcidas influenciam a cultura e a sociedade

    As torcidas vão bem mais além do futebol. Influência não é apenas sobre levar pessoas aos estádios ou ter muitos seguidores nas redes sociais. É estar diretamente ligado a movimentos culturais, com causas sociais e impacto político.