Se a Seleção Brasileira estreasse amanhã na Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti já teria uma base praticamente definida.
O técnico considera cinco jogadores titulares absolutos: Alisson, Marquinhos, Casemiro, Bruno Guimarães e Vinícius Júnior.
Titulares da Seleção Brasileira contra a Coreia do Sul – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Essa espinha dorsal forma o eixo de confiança do treinador, que mescla experiência e talento para construir o time que vai buscar o hexacampeonato nos Estados Unidos, México e Canadá.
Entre os nomes que mais agradaram o treinador italiano, Estêvão, ex-Palmeiras e hoje no Chelsea, é o que mais chama atenção.
Carlo Ancelotti na área técnica em jogo da Seleção Brasileira – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Ancelotti está encantado com o talento e a maturidade do jovem de apenas 17 anos. Mesmo com o discurso cauteloso, dentro da CBF o sentimento é que Estêvão será titular na Copa de 2026.
Carlo Ancelotti planeja dar ao ataque da Seleção uma nova dinâmica: Vinícius Júnior mais livre, atuando sem a obrigação de marcar laterais, e João Pedro como o centroavante fixo.
Neymar fora dos planos de Ancelotti?
Enquanto os jovens ganham espaço, Neymar segue fora dos planos imediatos de Carlo Ancelotti. O craque, que estará com 34 anos, ainda enfrenta dúvidas sobre sua condição física.
Ainda lutando para se afastar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série A 2025, o Santos decidiu adotar uma postura de cautela sobre o futuro de Neymar.
Segundo apuração da ESPN, o clube mantém as conversas em “banho-maria” e só deve decidir sobre uma eventual renovação de contrato após avaliar a evolução física do camisa 10.
O vínculo de Neymar com o Peixe termina em 31 de dezembro de 2025, e, embora exista um bom relacionamento entre as partes, a diretoria não tem pressa para definir a situação.
Questões físicas e salário alto pesam
Ainda de acordo com a ESPN, dois fatores principais preocupam: a condição física de Neymar e o alto custo salarial do jogador.
O clube pretende entender se o craque conseguirá ter uma sequência de jogos antes de discutir novos termos contratuais.
Neymar durante treinamento do Santos na Vila Belmiro – Foto: Raul Baretta/Santos
O Peixe valoriza o impacto dentro e fora de campo, mas entende que não é o momento de assumir compromissos de longo prazo sem garantias sobre o desempenho físico do atleta.
Quando anunciou a extensão do contrato até o fim de 2025, em junho, o cenário era outro. O atacante vivia um bom momento técnico e recebia sondagens de clubes europeus.
Agora, com seguidas lesões e perda de ritmo, o jogador de 33 anos depende do clube para retomar a forma e garantir sequência.
Nos bastidores, há a percepção de que o craque precisa mais do Santos do que o contrário, ao menos no momento atual.
Três lesões em menos de um ano
Neymar sofreu, em 19 de setembro, uma lesão no músculo reto femoral da coxa direita – a terceira desde seu retorno ao Santos em janeiro. O departamento médico acredita possa voltar em novembro, mas a reabilitação está sendo com cautela.
Mesmo sem atuar desde então, o camisa 10 soma 21 jogos, com seis gols e três assistências, sendo 17 como titular.
Gostando de futebol ou não, é quase impossível encontrar um brasileiro que não conheça minimamente este nome e o que está relacionado a ele. Neymar Jr., fez sua estreia no futebol profissional aos dezessete anos no seu atual clube, o Santos (para onde retornou recentemente em 2025). Lá, o garoto teve um papel importante na conquista do Campeonato Paulista e da tão sonhada Libertadores após 48 anos de jejum.
Depois de cinco temporadas e números mais que convincentes, a jovem estrela santista ruma à Europa, para se juntar a grandes nomes no Barcelona. Era formado o MSN – que se referia ao invejável trio de ataque formado por Messi, Suaréz e Neymar.
O que se viu naquelas primeiras temporadas foi algo extraordinário. Afinal, aquele menino realmente era tudo aquilo que diziam ser. O reconhecimento e a fama, como todos sabemos, também cresceram exponencialmente à medida que a sua carreira ia deslanchando. Ídolo de um dos maiores clubes do mundo, ídolo inegável da Seleção Brasileira, onde já tinha conseguido segurar o seu posto como o camisa 10. Nós, brasileiros, rapidamente abraçamos esse talento.
Estávamos ansiosos para ter uma nova estrela à altura de Pelé, Romário, Ronaldo, Kaká… E acho que Neymar tinha, com certeza, o que era preciso: fazia dribles com facilidade, gols belíssimos (tendo um deles lhe concedido um prêmio Puskas), tinha muita habilidade com a bola nos pés e muito carisma. Como essa combinação perfeita não daria certo? O meu pensamento era apenas um: com um pouco mais de experiência e maturidade, esse garoto vai ser, com certeza, coroado como o melhor do mundo; só basta esperar.
Doze anos depois, aos 33 anos, Neymar Jr. ganhou apenas uma vez a Champions League (na temporada 14/15), mas não conseguiu ganhar um Campeonato do Mundo com a Seleção Brasileira, e também nunca ganhou o Ballon D’Or. Até hoje, detém o título de transferência mais cara da história do futebol (222 milhões de euros), referente à sua saída do Barcelona para o Paris Saint Germain em 2017.
Neymar em campo pela Seleção Brasileira. Crédito: Getty Images
Não me levem a mal, acho que muitos de nós concordamos que o “menino Ney” tem uma história e carreira incríveis; os números falam por si só. Contudo, aquele fantasma do “poderia ter sido mais” parece que sempre o acompanhará; e para a maioria é difícil não sentir esse gosto agridoce quando acompanhamos a carreira dele tão de perto. E acho que é sobre isso que precisamos falar.
É inegável que Neymar tenha lidado com muita pressão ligada à sua fama. O primeiro grande ídolo da geração Z, tivemos a chance de acompanhá-lo quase que instantaneamente por meio de tantas redes sociais. Mas aquilo que serviu, em grande parte, como um impulsionador da sua carreira, muitas vezes foi também seu maior inimigo.
Envolvido constantemente em escândalos midiáticos, onde cada vez mais parecia que sua prioridade era ser uma personalidade famosa ao invés de um inesquecível jogador de futebol, Neymar foi fortalecendo a imagem de estrela e, talvez descuidadamente, afastando-se da de atleta. Lesões e suspensões que foram enfraquecendo a sua posição de ídolo, alimentada por uma mídia que muitas vezes optou pela crueldade ao invés da empatia.
Não consigo evitar de pensar, que, acima de tudo, Neymar é o nome de maior expressão dessa nova geração que enfrentou todas essas mudanças do futebol atual. Agora, não é mais apenas sobre ser um bom jogador, sobre marcar gols ou ganhar títulos. O mercado do futebol explora a imagem desses atletas de muitas outras formas. Na Era Digital em que vivemos, ser influenciador faz definitivamente parte do pacote de ser “famoso” neste meio.
Ao meu ver, menino Ney teve tudo para ser o melhor do mundo; um talento como o seu não foi visto em nenhum jogador brasileiro que despontou nos últimos anos, e provavelmente nunca mais teremos um ícone como ele. O acontecimento da sua trajetória no esporte mais amado do mundo, coincidiu com a expansão das redes sociais e com os novos mercados ligados ao futebol. Foi tudo ao mesmo tempo.
Lá no fundo, creio que Neymar tenha sido um pouco vítima da sua própria grandiosidade. E, como disse anteriormente, acho que criamos expectativas talvez altas demais, num tempo em que o futebol não é apenas sobre ganhar títulos ou bater recordes. Os atletas de hoje precisam constantemente dividir o seu protagonismo com todas as narrativas criadas fora de campo, e em tempo real.
Injustamente, muitas pessoas insistiram em medir o seu sucesso apenas pelo número de troféus que ele não levantou ou títulos que ele não levou para casa. Deixando de lado a importância que ele teve no modo em que vivemos e sentimos o futebol atualmente.
No fim, a história de Neymar continua sendo escrita, e penso sempre em tudo que ele representou até aqui: o garoto super talentoso que foi o símbolo de uma geração, e também o homem que, depois de muitas falhas e tropeços, conseguiu sempre recomeçar. Acredito que o tempo o fará justiça, e ele não será colocado mais como aquele que poderia ter sido, mas como o que foi um dos maiores e mais memoráveis personagens que o futebol brasileiro teve a sorte de ter.
Na tarde deste sábado (18/10), Londrina e Ponte Preta mediram forças pelo primeiro jogo da grande final da Série C do Campeonato Brasileiro. A bola rolou no Estádio VGD, porém o resultado não foi como o esperado, ao finalizar em um empate sem gols, deixando a disputa pelo título em aberto.
O primeiro tempo foi bastante disputado, com as duas equipe chegando fortes nas divididas, porém sem chances reais de gol, para a tristeza do público presente no Paraná.
A Ponte Preta foi o primeiro quem chutou a gol com Artur, porém a pontaria do lateral não estava boa e a bola foi para fora. Dois minutos depois foi a vez do Londrina contra-atacar com Iago Teles, que tentou surpreender o goleiro da Macaca de longe, porém sem sucesso na pontaria. Após este tempo, poucas chances foram construídas.
Jogando em casa, o time do Tubarão até que teve mais posse de bola, enquanto a Ponte buscava chegar forte nas saídas rápidas, mas ambos sem sucesso, finalizando a etapa inicial com um empate amargo.
O Londrina começou melhor o segundo tempo e logo aos 7 minutos assuntou a Ponte Preta, com uma tabela entre Iago Teles e Cristiano, onde o camisa 11 finalizou com força. Porém Artur decidiu intervir na jogada, se atirou na bola e com um carrinho evitou o gol da equipe mandante, evitando o 0 a 0.
O Tubarão estava disposto a abrir o placar e novamente foi para o ataque, desta vez com Mauricio chutando de longe, mas no meio do caminho a bola desviou em Wanderson e saiu para fora, porém com grande perigo para a meta de Diogo Silva.
A Ponte não quis se expor muito e tentava segurar o resultado conquistado, para surpreender o adversário no jogo de volta em casa, sendo melhor na marcação e impedindo o ataque do Londrina oferecer perigo à sua área, finalizando o jogo no empate sem gols, 0 a 0.
Próximo jogo
A partida que definirá o Campeão da Série C de 2025 será realizada no próximo sábado (25/10), no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. A bola vai rolar às 17h (horário de Brasília).
Em caso de novo empate, o campeão será definido em uma disputa de pênaltis. É claro que precisa esclarecer que, qualquer uma das equipes que vencer o jogo por qualquer placar, ficará com o título.
Se você acha que já sabe quem manda na arquibancada, prepare-se para os números. Diferentes pesquisas recentes – como as do Ipsos-Ipec e do InfoMoney – apontam Flamengo e Corinthians no topo da lista.
Em 2025, o Flamengo aparece com cerca de 24% dos torcedores “de coração” do país, enquanto o Corinthians tem cerca de 19%. Juntos, os dois representam quase metade dos fãs de futebol no Brasil! Dá pra dizer que o Mengão segue como a maior “nação”, e a Fiel como a segunda maior torcida brasileira.
No ranking geral de torcedores Brasil de 2025, o top 5 ficou assim:
Flamengo – 21,2%
Corinthians – 11,9%
Palmeiras – 6,5%
São Paulo – 6,4%
Vasco da Gama – 3,4%
Logo atrás aparecem Grêmio (3,0%) e Cruzeiro (2,3%), seguidos por Atlético-MG (2,3%), Bahia (2,2%) e Santos (2,0%). Ou seja, no Top 10 só tem gigante: paulistas, cariocas e mineiros dominando.
Alguns times nordestinos, como Bahia e Sport, também marcam presença e mostram que o Nordeste é território apaixonado por futebol.
Mesmo fora do top 10, há outros clubes tradicionais: Internacional (1,7%), Botafogo (1,5%), Sport (1,3%) e Fluminense (0,9%) figuram logo atrás.
E olha que curioso: a Seleção Brasileira aparece empatada com o Fluminense, com 0,9% dos entrevistados dizendo torcer apenas pela Amarelinha. É, o time de todos nós anda com moral mais baixa fora das Copas…
A pesquisa também mostrou que um em cada três brasileiros não se importa muito com a Seleção no dia a dia. No fundo, o torcedor brasileiro se conecta mais com o clube do coração do que com o verde e amarelo… pelo menos até chegar uma Copa do Mundo.
As torcidas mais populares por região
A torcida do Flamengo reina absoluto no Norte e no Nordeste. Em alguns estados, quase um terço da população veste vermelho e preto.
É o poder da TV, das conquistas e de uma história que transcende fronteiras. Já o Corinthians é o dono da rua no Sudeste, especialmente em São Paulo e parte do Centro-Oeste.
O Palmeiras e o São Paulo seguem coladinhos, brigando pelo posto de terceiro maior do país. No Sul, Grêmio e Internacional dividem as atenções, enquanto Cruzeiro e Atlético-MG dominam Minas Gerais.
No Nordeste, Sport, Bahia e Ceará têm bases fanáticas e fiéis, que crescem a cada ano.
Apesar de aparecer com apenas 0,9% nas pesquisas como “time do coração”, a Seleção Brasileira ainda é um símbolo nacional. Pode não ser o time do dia a dia, mas na hora da Copa, o país para.
As ruas ficam verde e amarelas, o churrasco é coletivo, e até quem não acompanha futebol vira técnico por um mês.
O desinteresse crescente pela Seleção fora das competições é um reflexo dos tempos: o torcedor se sente mais próximo do clube local, acompanha notícias diárias, compra camisas, sofre e comemora com mais intensidade.
Mas basta um gol do Brasil em mata-mata pra todo mundo lembrar por que o futebol é o “país do futebol”.
Dados e curiosidades sobre os torcedores no Brasil
Flamengo e Corinthians somam quase metade dos torcedores do país.
Palmeiras e São Paulo estão tecnicamente empatados em torno de 6 a 7%.
Bahia e Sport são os maiores representantes do Nordeste.
Internacional e Grêmio continuam fortes no Sul, cada um com cerca de 3%.
Cerca de 20% dos brasileiros dizem não torcer por time nenhum — um número que vem crescendo.
Times estrangeiros, como Real Madrid e Barcelona, têm boa presença entre os brasileiros, embora poucos digam torcer só por eles.
Esses dados ajudam a entender como o futebol reflete o país. O Flamengo domina onde a TV aberta chegou mais forte, o Corinthians concentra a força da massa paulistana, e o Palmeiras colhe frutos da nova geração vencedora.
Já o São Paulo, mesmo sem tantos títulos recentes, mantém uma base fiel, acostumada à tradição e história.
O que explicam as variações nas pesquisas?
Cada pesquisa tem uma metodologia diferente. Algumas entrevistas são presenciais, outras digitais. A margem de erro é pequena (em torno de 2%), mas suficiente para gerar debate no boteco.
Por isso, dependendo da fonte, o Palmeiras pode estar à frente do São Paulo, ou o Vasco pode subir uma posição.
O que não muda é o topo da tabela: Flamengo e Corinthians seguem soberanos. São os únicos clubes com alcance nacional, capazes de lotar estádios em qualquer canto do país.
E os novos tempos dos torcedores Brasil
O torcedor brasileiro de 2025 é mais conectado. Acompanha os jogos por streaming, aposta online, discute nas redes e cria conteúdo sobre o time. Hoje, ser torcedor vai além de ir ao estádio: é participar de comunidades digitais de times de futebol, defender o clube nos comentários e viver o futebol 24 horas por dia.
Outro ponto curioso é o crescimento do público feminino e das novas gerações nas torcidas organizadas. Isso tem mudado a cara das arquibancadas e das pesquisas.
A rivalidade segue firme, mas o amor pelo futebol continua sendo o grande elo entre todos.
Os números por trás da paixão
Esses percentuais podem parecer pequenos, mas 1% no Brasil representa cerca de 2 milhões de pessoas. Isso quer dizer que, sozinha, a torcida do Flamengo pode ultrapassar os 40 milhões.
É quase a população inteira da Argentina! Dá pra entender por que dizem que o Flamengo é “um país dentro de outro”.
No caso do Corinthians, o número também impressiona: são mais de 30 milhões de torcedores espalhados pelo país.
Já as torcidas de Palmeiras e São Paulo giram em torno de 14 milhões cada. É muita gente pra encher estádio, chorar gol perdido e lotar rede social.
A disputa além do campo
Esses números não são apenas curiosidade de boteco. Eles influenciam diretamente o marketing dos clubes, os contratos de TV, os patrocínios e até as transmissões.
Quanto maior a torcida, maior o poder de barganha. Flamengo e Corinthians, por exemplo, recebem as maiores cotas de televisão e atraem os patrocinadores mais pesados.
Mas a magia do futebol é que tamanho não é tudo. Clubes como o Athletico-PR e o Fortaleza têm mostrado que com boa gestão e projeto sério dá para competir com os gigantes (e conquistar respeito até fora do Brasil).
Conclusão: o país da bola segue fiel à sua paixão
O Brasil continua sendo o país do futebol, com torcidas gigantescas, apaixonadas e cheias de histórias. O Flamengo reina absoluto, o Corinthians segue de perto, e o restante da elite brasileira briga por cada porcento de coração.
Mas o mais bonito é ver que, seja na arquibancada do Maracanã, na Arena MRV, no Castelão ou no Beira-Rio, o amor pelo futebol é o mesmo.
O torcedor brasileiro pode até discutir quem tem mais gente, mas no fundo, todos fazem parte da mesma paixão coletiva que move o país.
FAQ – Perguntas frequentes
Quem tem a maior torcida do Brasil?
O Flamengo. Todas as pesquisas recentes colocam o clube carioca no topo, com cerca de 20% a 25% dos torcedores.
Qual é a segunda maior torcida?
O Corinthians. A Fiel representa algo entre 11% e 19% dos torcedores, dependendo da pesquisa.
Quantos torcedores tem o Flamengo?
As estimativas apontam para algo entre 40 e 45 milhões de torcedores — quase um país inteiro vestindo vermelho e preto.
A Seleção Brasileira entra no ranking?
Sim, mas com pouca expressão. Apenas 0,9% dos entrevistados dizem torcer apenas pela Seleção Brasileira.
Por que cresce o número de pessoas que não torcem para nenhum time?
A rotina corrida, a falta de identificação com o futebol moderno e o crescimento de outras formas de entretenimento explicam o fenômeno. Mesmo assim, o futebol continua sendo o esporte que mais une os brasileiros.
O tom provocativo das redes sociais do Flamengo tem causado desconforto no clube. Segundo apuração do UOL, as postagens têm gerado irritação no elenco e na comissão técnica.
Embora algumas publicações tenham conquistado engajamento e aprovação de parte da torcida, o clima entre os jogadores é de incômodo e desaprovação. Lideranças do grupo acreditam que esse tipo de conteúdo é “desnecessário e infantil“.
Postagens contra Estudiantes e Vasco causaram maior repercussão
Entre os episódios que mais irritaram os atletas, está a provocação feita ao Estudiantes, após a classificação do Flamengo na Libertadores. A postagem, com tom irônico, foi considerada “fora de hora” e “imatura” por diversos jogadores.
Postagem do Flamengo provocando o Estudiantes – Foto: Reprodução/X/Flamengo
Outro caso envolveu o Vasco, depois que o rival usou uma frase comumente associada ao Flamengo. A resposta foi vista como alfinetada desnecessária, o que ampliou o desconforto.
Flamengo comentou em postagem provocando o Vasco – Foto: Reprodução/X/Flamengo
Lideranças do elenco foram consultadas
De acordo com a apuração, Bruno Henrique foi consultado pelo departamento de futebol sobre o tema e manifestou insatisfação. Antes dele, o zagueiro Danilo e outras lideranças também haviam expressado críticas à postura adotada nas redes sociais oficiais.
O incômodo não se limita aos jogadores. Integrantes da comissão técnica e funcionários que convivem no Ninho do Urubu compartilham da mesma preocupação, temendo que as provocações inflamem rivais e gerem reações negativas.
Mudança começou com a chegada de Bap
A nova linha editorial surgiu após a chegada de Luiz Eduardo Baptista (Bap) à presidência, em janeiro. Desde então, passou a ter foco maior em engajamento digital e conteúdo provocativo.
O Internacional decidiu avançar na tentativa de obter o reconhecimento do título do Campeonato Brasileiro de 2005, ano marcado pelo escândalo da “Máfia do Apito”.
A iniciativa partiu de conselheiros do clube e ganhou respaldo da diretoria, que agora mobiliza esforços para formalizar o pedido à Conferação Brasileira de Futebol (CBF).
Segundo informações da ESPN, o ex-presidente Fernando Carvalho, que comandava o Inter em 2005, foi encarregado de elaborar um dossiê detalhado sobre o caso.
O documento servirá como base do pedido oficial que pode, se aprovado internamente, chegar às mãos da CBF.
Fernando Carvalho, presidente do Internacional em 2005 – Foto: Reprodução/Instagram
Dossiê será baseado em declarações do ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho
O material que está sendo produzido pelo ex-dirigente terá como ponto central as recentes declarações do ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho, divulgadas no documentário “Máfia do Apito”, produzido pela Feel the Match e disponível no Globoplay.
No filme, Edílson afirma que não manipulou de forma decisiva os resultados das partidas que apitou e que, posteriormente, foram anuladas pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).
O Inter entende que essas revelações reforçam a tese de que o campeonato não deveria ter tido jogos refeitos, conforme previa o regulamento do futebol brasileiro da época.
A denúncia também pode conter uma análise independente feita por um ex-árbitro, que teria avaliado que não houve manipulação direta sob comando de Edílson Pereira de Carvalho.
Além disso, o clube deve argumentar que as regras do Brasileirão 2005 não previa a repetição de partidas sem provas incontestáveis de manipulação – na visão do Inter, não existiu.
Torcida do Internacional no Beira-Rio – Foto: Ricardo Duarte/Internacional
Internacional quer divisão do título com o Corinthians
Diferentemente de outras contestações no futebol, o Internacional não pretende retirar o título do Corinthians.
A intenção é que a entidade reconheça o Inter como co-campeão brasileiro de 2005, assim como ocorre em algumas ligas estrangeiras quando há controvérsias sobre manipulação.
O clube cita, como exemplo, o caso do árbitro alemão Robert Hoyzer, envolvido em escândalo semelhante em 2005. Apesar de confessar o envolvimento em manipulações, os resultados das partidas foram mantidos, e nenhum clube teve o título alterado.
A 29ª rodada da Série A do Brasileirão vai começar e as emoções estão prestes aumentarem nesta reta final. Com a briga pela liderança pegando fogo, Palmeiras e Flamengo se enfrentam pelo “jogo do título”, em uma rodada que ainda terá clássico carioca e uma briga forte para escapar da zona de rebaixamento.
Neste sábado serão disputadas duas partidas, contabilizando ainda cinco no domingo e três na segunda-feira.
O Portal Camisa 12 vai te contar o horário e onde assistir cada partida da Série A. Confira abaixo;
A Atlas divulgou uma pesquisa nesta última quinta-feira (16/10), mostrando que a atual temporada da Série A do Campeonato Brasileiro sofre com uma rejeição de 65% do público. Dentro deste grupo, grande maioria que formam 46%, afirmam estarem insatisfeitas com a edição, enquanto apenas 19% declaram seu descontentamento. A situação piora quando boa parte dos entrevistas afirma que os árbitros do campeonato não são confiáveis, desacreditando das decisões durante os jogos.
O levantamento foi realizado entre os dias 06 e 10 de outubro, ouvindo cerca de 1.648 pessoas espalhadas por todo o Brasil.
O motivo de toda revolta são as polêmicas recentes e recorrentes no futebol brasileiro, com árbitros em campo tomando decisões errôneas e atrapalhando o desenrolar das partidas, algo que repercutido bastante nos bastidores do Brasileirão. Por este motivo, apenas 8% dos entrevistas afirmaram que estavam satisfeitos com a arbitragem nacional, enquanto 2% confirmaram que estavam bastante satisfeitos. Na contagem, 26% decidiram adotar a postura neutra.
A pesquisa ainda apontou a falta de critérios de igualdade adotadas em lances semelhantes ao longo da competição nacional, sendo o principal problema da arbitragem, como apontou 51% dos entrevistados. Outro questionamento foi o possível favorecimentos de clubes, fazendo com 50% optassem por está escolha na hora das críticas. A falta de preparo técnico dos árbitros, também é algo crucial, além da omissão de preparo técnico dos árbitros, apontadas em 34% e 32%, respectivamente.
Interferências de empresas de apostas também foi uma das pautas mencionadas, cerca de 16% ainda relembraram os casos de jogadores, empresários e árbitros envolvidos em fraudes nos resultados das partidas. É importante relembrar que cada entrevista poderia escolher até três alternativas como resposta.
O VAR também entrou no meio do levantamento, com 51% do entrevistados escolhendo que ele “melhorou um pouco”, a qualidade da arbitragem. Contudo, 53% ainda afirmam que o sistema de juízes do Brasileirão piorou em relação a temporada passada.
Ainda foram citados os árbitros com maiores rejeições do público, tendo Ramon Abatti Abel no topo com 38%, Wilton Pereira Sampaio com 27% e Anderson Daronco fechando o Top-3 com 25%. O engraçado é que o gaúcho também aparece entre os três primeiros na avaliação positiva dos torcedores, com 31% de aprovação. Edina Alves e Raphael Claus fecham a lista com 25% cada.
Minha curta carreira no futebol foi interrompida cedo. Não digo que teria grande sucesso – o dom claramente não veio comigo quando nasci – mas isso não apaga a dor de deixar algo que se ama.
Talvez eu não fosse um craque, mas certamente seria mais um apaixonado jogando na liga amadora, feliz só por estar dentro de campo.
O fim veio com uma lesão: rompimento dos ligamentos do joelho, acompanhado de uma recuperação ruim, típica de quem está nas categorias de base de um clube modesto.
E aqui quero deixar algo claro: a culpa não foi de uma entrada dura, nem de uma pancada, nem dos médicos, cirurgiões ou das equipes técnicas.
Foi, muito provavelmente, do gramado sintético – e talvez também de uma má escolha de chuteira, numa época em que ninguém explicava qual tipo usar em cada tipo de campo.
A guerra dos gramados no Brasil
Hoje, ao ver o debate no futebol brasileiro sobre gramado natural vs. sintético, me sinto inevitavelmente parte da conversa.
De um lado, Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, reclama (com razão) dos maus gramados do Brasileirão.
Do outro, ele próprio representa um clube que defende o sintético – o Palmeiras – que, embora tenha um gramado artificial de excelente qualidade e certificado pela FIFA, ainda enfrenta as limitações e controvérsias típicas desse tipo de piso.
A polêmica explodiu recentemente após Bahia x Palmeiras na Fonte Nova, quando Abel detonou o estado do gramado natural e Rogério Ceni respondeu:
“Para quem joga em sintético, reclamar de lesão em natural fica feio.”
E é difícil discordar.
Abel tem razão em exigir qualidade mínima, mas Ceni também tem razão na ironia: não se pode pedir perfeição dos outros e aceitar o sintético em casa.
Grama sintética no Allianz Parque
Imagem: José Edgar de Matos/UOL Esporte
O argumento econômico e o lixo visual
Entendo que o sintético facilite a vida dos clubes: menos manutenção, mais resistência e mais espaço para shows. Mas o futebol não é uma arena de concertos – é futebol. A desculpa de rentabilizar o estádio não pode se sobrepor à essência do jogo.
Ver um palco ocupando uma arquibancada, ingressos sendo vendidos com visão tapada por estrutura de show, e o gramado virando “chão de eventos” é uma aberração estética e esportiva. Um campeonato com tanto potencial quanto o Brasileirão não pode se dar ao luxo de vender um produto assim.
Telão em estrutura montada para show no Allianz Parque, durante a final do Paulistão de 2022 – Divulgação/Palmeiras
A bola não mente
Quem já jogou em sintético sabe: a bola quica mais, o ritmo muda, o toque é diferente.
Na Europa, o sintético serve para climas extremos, onde o gelo destrói qualquer gramado natural, ou para clubes pequenos que não podem arcar com os custos de manutenção.
Em Portugal, por exemplo, o uso é bem definido: – Nas divisões profissionais, é proibido – todos jogam em grama natural (ou híbrida); – Nas categorias de base e clubes amadores, sim, o sintético é essencial e até positivo, pois garante treino o ano inteiro.
E mesmo assim, há clubes modestos que dão lições de zelo e orgulho com o gramado.
O Elvas, que disputa a 4ª divisão do futebol português, tem um dos melhores gramados naturais do país, elogiado por quem joga e visita.
O mesmo se pode dizer de Arouca e Portimonense, ambos das ligas profissionais, reconhecidos pela Liga Portugal com prêmios de melhor gramado natural.
Na Taça de Portugal, os grandes até sofrem em campos menores, onde a bola ganha vida própria e o jogo muda. Mas ali, é contexto. No Brasileirão, é escolha.
O que a ciência diz (e o que o corpo sente)
A verdade é que não há provas científicas de que o sintético cause mais lesões em quantidade. Mas há cada vez mais indícios de que provoca lesões diferentes – e mais graves.
Rupturas de ligamentos, torções de tornozelo e sobrecarga no joelho aparecem com mais frequência nas estatísticas médicas associadas ao piso artificial.
A lesão grave no gramado sintético que marca a carreira de Rúben Amorim, agora técnico do Manchester United
E falo por experiência própria: quem passa por uma lesão no joelho sabe que a recuperação é dolorosa, longa e incerta. Há jogadores que nunca voltam a ser os mesmos. E isso deveria bastar para que nenhum profissional de elite jogasse num gramado sintético sem necessidade climática.
Meu ponto final
Não faz sentido clubes que gastam milhões em jogadores e departamentos médicos aceitarem jogar sobre um piso de plástico. Aceito o sintético em países com neve, aceito em clubes de bairro, aceito em campos de treino. Mas em um Palmeiras, um Botafogo, em um campeonato que sonha ser grande, não há desculpa.
Por uma vez, fico do lado do Rogério Ceni – e não do Abel. O futebol é natural. Sempre foi. E digo isso com um sorriso, lembrando que talvez eu pudesse ter sido o Cristiano Ronaldo das peladas – ou pelo menos o craque da terceira parte dos jogos (a dos copos). Mas fica a opinião de quem já sentiu o joelho estalar num gramado sintético: para o futebol, nada substitui o toque da grama viva.