Manuel Neuer deixou a aposentadoria de lado e foi um dos convocados da Alemanha para disputar a Copa do Mundo 2026. A lista foi divulgada na última quinta-feira (21), com os 26 atletas escolhidos em busca do sonho do pentacampeonato.
Aos 40 anos, o goleiro é a grande estrela do time e retorna para debaixo da barra alemã após dois anos, quando decidiu aposentar as luvas em agosto de 2024, ao fim da Eurocopa e retornando a lista final, aumentando as expectativas dos torcedores na luta pelo título.
O treinador Julian Nagelsmann conseguiu classificar a Seleção Alemã para a competição da FIFA de maneira direta pelas Eliminatórias da Europa e agora, terá pela frente o Grupo E, ao lado de Costa do Marfim, Curaçao e Equador.
Goleiros: Oliver Baumann (Hoffenheim), Manuel Neuer (Bayern de Munique) e Alexander Nubel (Stuttgart);
Defensores: Waldemar Anton (Borussia Dortmund), Nathaniel Brown (Frankfurt), Pascal Gross (Brighton), Joshua Kimmich (Bayern de Munique), Felix Nmecha (Borussia Dortmund), Aleksandar Pavlovic (Bayern de Munique), David Raum (Leipzig), Antonio Rudiger (Real Madrid), Nico Schlotterbeck (Borussia Dortmund), Angelo Stiller (Stuttgart), Jonathan Tah (Bayern de Munique) e Malick Thiaw (Newcastle);
Meias/Atacantes: Nadiem Amiri (Mainz), Maximilian Beier (Borussia Dortmund), Leon Goretzka (Bayern de Munique), Kai Havertz (Arsenal), Lennart Karl (Bayern de Munique), Jamie Leweling (Stuttgart), Jamal Musiala (Bayern de Munique), Leroy Sané (Galatasaray), Deniz Undav (Stuttgart), Florian Wirtz (Liverpool) e Nick Woltemade (Newcastle).
Estreia na Copa do Mundo
Realizada pela primeira em três países diferentes: Estados Unidos, Canadá e México, a Alemanha estreia no dia 14 junho, contra Curaçao às 14h (horário de Brasília), em Houston.
A Alemanha vive neste momento um dos maiores confrontos políticos e culturais do futebol moderno. Medidas como bilhetes nominais, vigilância com inteligência artificial, reconhecimento facial e interdições de adeptos mesmo sem condenação estão prestes a ser discutidas na Conferência de Ministros do Interior. A reação foi imediata. Pela primeira vez em muito tempo, adeptos de clubes rivais marcharam lado a lado nas ruas de Leipzig para defender aquilo que dá vida ao futebol: a cultura de apoio. Estamos a falar de grupos de clubes que não partilham absolutamente nada entre si — Bayern, Hamburgo, Dortmund, Nuremberga, Dresden, Frankfurt e muitos outros — todos a marcharem juntos por um objetivo comum. Um cenário impossível em quase qualquer outro país.
E, honestamente, isto diz muito sobre a diferença de mentalidade entre os alemães e o resto da Europa.
🚨🇩🇪 Thousands of football fans in Germany have come together for a protest. They are protesting against the tightening of security measures in stadiums, for the preservation of German fan culture. (@kerry_hau) pic.twitter.com/Q7ys5GFoNr
Sempre ouvi dizer que “o futebol é o desporto do povo”. Para mim, enquanto miúdo, o que me fascinava não era apenas a bola. Eram as faixas enormes, os cânticos, os fumos de cor que davam alma a cada lance. Era ver uma cidade inteira a torcer pelos seus. Hoje, em Portugal, essa alma está a ser apertada pelas regras, proibições e burocracias. Parece que querem transformar os estádios num teatro. E teatro, se quiser, vou ao Coliseu do Porto ver uma peça. Não ao Dragão ou à Luz.
Na Alemanha, pelo contrário, a pirotecnia é legal e controlada. É usada de forma responsável e dialogada entre grupos, clubes e estruturas. Não é tratada como crime, mas como expressão cultural. O resultado é visível: coreografias incríveis, ambiente vibrante e uma relação adulta entre adeptos e autoridades. E o que me deixa ainda mais estupefacto é isto: quando vemos uma grande coreografia lá fora, achamos lindo; quando vemos uma receção argentina com fogo de artifício e pyro, elogiamos o “ambiente incrível”. Mas cá, se alguém acender um simples fumo, é crime. Lá fora é festa, cá dentro é terrorismo ahah.
🇦🇷🤩 Another video of River Plate’s incredible pyroshow from Tuesday night at El Monumental! pic.twitter.com/S2pLCxH8rq
E que fique claro: ninguém está a dizer que a violência não é um problema. Claro que é. Só acho que há formas de controlar comportamentos sem destruir o espetáculo, e muito menos acabar com a cultura que torna o futebol especial.
Enquanto isso, em muitos países europeus, a regra é simples: quanto mais proibir, melhor. Pyro? Crime. Faixas? Suspeito. Apoio organizado? Problema.
O mesmo acontece com a cerveja nos estádios. Em Portugal é proibida, como se isso impedisse alguém de entrar já alcoolizado. Todos sabemos que não impede. A única coisa que impede é receita, experiência e normalidade. Na Alemanha, beber uma cerveja enquanto se vê futebol é algo tão natural como respirar. E, curiosamente, não é lá que a violência explode. Talvez porque tratam os adeptos como adultos e não como potenciais delinquentes.
Até os gigantes europeus são vítimas desta “higienização” moderna. Real Madrid e Barcelona já não têm claques como antigamente. Resultado: estádios bonitos, modernos, confortáveis e… sem alma. Ambientes mornos. Jogos grandes com público que parece estar numa conferência. Se me oferecerem bilhetes para ver o Real Madrid ou o Dynamo Dresden, vou para Dresden sem pensar duas vezes. Não conheço os jogadores, mas conheço a cultura. E é a cultura que faz o futebol vibrar.
Época 23/24 – SG Dynamo Dresden vs. Hallescher FC – Foto de: ultras-dynamo.de
Em Portugal, mesmo os grupos legalizados enfrentam limitações atrás de limitações. Material, entradas, policiamento, burocracia. E depois ficamos chocados quando os estádios parecem bibliotecas. Agora imaginem as três maiores claques portuguesas — Super Dragões, No Name Boys e Juve Leo — a marcharem juntas, como aconteceu na Alemanha. Só de pensar já parece ficção científica. Lá, a mentalidade é outra. Antes da rivalidade, está a defesa dos direitos.
No Brasil ainda existe muito da liberdade que a Europa perdeu. Mas deveriam olhar bem para o que está a acontecer aqui. Nem tudo o que a Europa faz é exemplo. Este controlo excessivo, esta criminalização da cultura de apoio e esta tentativa de transformar futebol em espetáculo silencioso é um erro gigante. Regras? Sim. Responsabilização? Claro. Agora, vigilância facial, interdições sem condenação e destruição de tudo o que faz dos estádios lugares especiais? Isso mata o jogo.
Ontem estive no Portugal–Arménia. Um 9-1 que deveria ter sido uma festa. À minha volta, turistas e famílias caladas. Zero cânticos, zero pressão, zero emoção. Já assisti a funerais com mais ambiente. E o futebol é para todos, claro. Mas quem faz o espetáculo tem de poder fazê-lo. Sem cultura de adeptos, não há alma. Sem alma, não há futebol.
E já agora, uma confissão para terminar: ao ritmo a que isto vai, qualquer dia a única coisa permitida nos estádios vai ser respirar… mas só até ao minuto 30. Depois disso, “por razões de segurança”, teremos de manter o ar nos pulmões.
Se chegarmos a esse ponto, eu aviso já: fico a ver o jogo no café. Ao menos lá há cerveja e ninguém me pede documentos para a levantar.
Luxemburgo e Alemanha se enfrentam nesta sexta-feira (14/11), às 16h45 (horário de Brasília), em um confronto válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
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O Luxemburgo está em uma situação complicada nesta fase de classificação, somando quatro derrotas e ocupando a última posição do grupo. Sem chances de ir para a Copa de 2026, a seleção busca fazer história e conquistar uma improvável vitória sobre os alemães.
A Alemanha lidera o Grupo A com 9 pontos, empatada com a Eslováquia, somando três vitórias e uma derrota na fase de classificação. Para garantir a vaga sem depender de outros resultados, a vitória é essencial para os alemães.
Palpites para o jogo: Mercado:Vitória da Alemanha + Mais de 2,5 gols Alemanha Explicação: O líder do grupo enfrentando o lanterna esperamos um jogo bastante movimentado, com domínio alemão.
Mercado:Mais de 3,5 gols Explicação: Acreditamos que será um jogo com muitas oportunidades e chances claras de gols, principalmente por parte da Alemanha.