Tag: Ancelotti

  • Técnico de Marrocos encara estreia contra o Brasil como «um sonho» e projeta objetivos maiores no Mundial

    Técnico de Marrocos encara estreia contra o Brasil como «um sonho» e projeta objetivos maiores no Mundial

    Walid Regragui, arquiteto da campanha semifinalista de 2022, destacou a honra de enfrentar o “país do futebol” e afirmou que a sua seleção entrará em campo no dia 13 de junho sem o rótulo de zebra.

    O sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 definiu que o Brasil terá um adversário de peso logo na estreia: a seleção de Marrocos, semifinalista da última edição do Mundial. O reencontro entre as duas equipes, que acontecerá no dia 13 de junho de 2026 e abrirá os trabalhos do Grupo C, é encarado com grande entusiasmo pelo técnico marroquino, Walid Regragui.

    O treinador, que está há quatro anos no comando dos africanos, não escondeu a emoção ao comentar o desafio contra a Seleção Canarinho.

    «Jogar contra o Brasil é um sonho para todos. É uma honra, para nós o Brasil é o país do futebol, e para os marroquinos é um exemplo. Nós respeitamos demais a Seleção, mas vamos olhar nos olhos, será um grande jogo. Que ganhe o melhor», declarou Regragui, em entrevista.

    O técnico destacou que este confronto carrega uma dimensão especial para a história do futebol marroquino, que busca se consolidar entre as potências mundiais.

    Marrocos quer manter o alto nível sem ser zebra

    Walid Regragui assumiu o comando de Marrocos apenas três meses antes da Copa do Mundo de 2022, sendo o grande arquiteto da campanha que surpreendeu o mundo e levou a equipe até as semifinais. Agora, com o estatuto de semifinalista, Regragui projeta objetivos maiores e rejeita o rótulo de zebra.

    O treinador deixou claro que a ambição do time está elevada, mesmo em um grupo que ainda conta com Escócia e Haiti.

    «Nesta primeira fase o importante é passar, é o que esperamos. Nós fizemos bonito em 2022, e agora queremos estar no mesmo nível no nosso grupo, passar para a próxima fase. O ideal é ter o Marrocos sempre em alto nível», complementou, indicando que o foco está em garantir a classificação para a próxima etapa.

    O respeito por Ancelotti e a evolução brasileira

    Regragui também reconheceu a evolução do Brasil desde a chegada do técnico italiano Carlo Ancelotti e o impacto que o novo comando traz ao time.

    «O Brasil tem bons jogadores e um dos melhores treinadores da história, e acho que o Carlo vai dar serenidade e tranquilidade para a equipe», avaliou. Apesar do respeito, o treinador marroquino mantém a confiança em um confronto aberto: «Mas em um jogo tudo pode acontecer. Queremos representar uma boa imagem do futebol marroquino.»

    Brasileiros e marroquinos já se enfrentaram anteriormente na Copa do Mundo de 1998, quando o Brasil venceu na fase de grupos por 3 a 0. O amistoso de março de 2023, no entanto, serve como um alerta para a Canarinho, pois Marrocos venceu por 2 a 1. A estreia das duas seleções no Grupo C será no dia 13 de junho de 2026.

  • Corte de peso na seleção: Hugo Souza é sacado e Ancelotti chama nome da Premier League

    Corte de peso na seleção: Hugo Souza é sacado e Ancelotti chama nome da Premier League

    A menos de um mês dos últimos testes, lesão tira goleiro Hugo Souza da Seleção e abre chance para John, do Nottingham Forest. As peças finais de Ancelotti estão se mexendo!

    O técnico Carlo Ancelotti foi forçado a fazer uma alteração de última hora na sua lista de convocados para os decisivos jogos amistosos contra Senegal e Tunísia (dias 15 e 18).

    O goleiro Hugo Souza, que defende o Corinthians (e que já tinha sido titular na derrota frente ao Japão), foi cortado devido a uma lesão muscular na coxa esquerda. O jogador já vinha desfalcando o time paulista no Brasileirão e este problema físico o afasta, pelo menos temporariamente, da camisa da Seleção.

    A escolha de Ancelotti: o reforço que chega da Inglaterra

    Para substituir Hugo, Ancelotti não hesitou e chamou John, o goleiro que atua no Nottingham Forest, da Premier League inglesa, e que já teve passagens por clubes brasileiros, como o Botafogo.

    Esta mudança surge em um momento crucial. Segundo o próprio treinador, estes serão os últimos grandes testes antes de fechar a lista final para a Copa do Mundo de 2026.

    Com Bento (Al-Nassr), Ederson (Fenerbahçe) e agora John (Nottingham Forest) na disputa, a corrida pela posição final no elenco de Ancelotti ganha um novo e dramático capítulo. Cada minuto em campo nestes amistosos será um exame final para quem sonha com o Mundial.

    O tempo está acabando, e o corte de Hugo Souza torna a concorrência por uma vaga na baliza brasileira mais intensa do que nunca!

  • Brasil, aluno: o incômodo de aprender com quem vem de fora

    Brasil, aluno: o incômodo de aprender com quem vem de fora

    Na última terça-feira (04/11), durante o 2º Fórum Brasileiro de Treinadores, Oswaldo de Oliveira e Emerson Leão deram o que falar. Ambos, nomes bem conhecidos no meio do futebol nacional, fizeram declarações um tanto polêmicas sobre o novo técnico da Seleção Brasileira, o italiano Carlo Ancelotti. Dentre as muitas questões que levantaram, a indignação de que o Brasil precise realmente recorrer a um profissional estrangeiro foi a mais comentada nos últimos dias.

    Muitos treinadores no Brasil se solidarizaram com a situação e rapidamente ligaram para o Mister, mostrando empatia e deixando claro que aquela fala não representava o pensamento de todos os brasileiros. Outros foram além e classificaram as declarações daquelas personalidades como “infelizes”. Ver toda essa situação me levou a uma reflexão que, com muito carinho, compartilho hoje com vocês.

    Como alguém que ama o futebol e consome diariamente material sobre esse esporte fascinante, sei que essa polêmica é antiga — e acabou ganhando força nos últimos anos. E não é por acaso: se formos olhar hoje para o melhor time de futebol do Brasil (na minha humilde opinião), o Palmeiras, veremos que ele é comandado há cinco anos pelo mesmo treinador — o estrangeiro Abel Ferreira. Líder do Campeonato Brasileiro, finalista da Libertadores, o Palmeiras de Abel é um sucesso inegável. E então surge a pergunta: afinal, por que tantos se incomodam com a presença de técnicos estrangeiros no Brasil? Ainda mais depois de esse caminho ter se mostrado tão promissor?

    E aí vem o ego. Sim, caros leitores, vocês leram bem. Para nós, foi como um choque de realidade perceber a necessidade de buscar talentos lá fora, porque simplesmente o que os brasileiros ofereciam estava “ultrapassado” e “pouco competitivo”. Na tentativa de recuperar o prestígio internacional, o professor agora precisava se tornar aluno — e isso, acredito, doeu de uma forma diferente em algumas pessoas. É como se estivéssemos “admitindo inferioridade” de alguma forma, já que não conseguíamos mais resolver esses desafios sozinhos.

    Para alguns, é difícil ser humilde quando se é o maior vencedor de Mundiais e se revelam estrelas que valem milhões todos os anos. É mais difícil ainda entender que o modelo antigo não funciona mais, que precisamos modernizar, evoluir. E essa modernização passa também pela aceitação desses treinadores de fora, que chegam com ideias e métodos diferentes.

    Em vez de enxergar os estrangeiros como inimigos, deveríamos vê-los como espelhos que refletem o quanto o nosso futebol precisa se reinventar. Muitos dos nossos técnicos são resistentes simplesmente porque evitam a atualização e a autocrítica em nome de um “patriotismo” que, no fundo, esconde o medo do novo.

    O futebol brasileiro sempre foi plural, criativo e aberto. Negar o intercâmbio de ideias é trair justamente essa essência. Talvez o problema não seja termos um Ancelotti na Seleção — mas não termos um brasileiro que, hoje, esteja no mesmo patamar.

    Fico sempre na esperança de que técnicos novos, como Filipe Luís, do Flamengo, representem essa nova geração de treinadores abertos a ensinar e aprender com aqueles que vêm de fora — na tentativa de elevar o nível de competitividade do futebol brasileiro e, quem sabe, fazermos parte também das opções de outros países.

  • O Brasil precisa abrir as janelas 

    O Brasil precisa abrir as janelas 

    Durante o Fórum Brasileiro de Treinadores, disse que torcia para que Carlo Ancelotti tivesse sorte na Copa do Mundo e, depois, deixasse o cargo para um técnico brasileiro.

    A frase foi dita num evento em que o próprio Ancelotti estava no palco, e rapidamente viralizou.
    A cena, por si só, já seria constrangedora. Mas o que veio depois foi ainda pior: Oswaldo recusou-se a pedir desculpas, disse que não falou nada de errado e reafirmou a convicção de que o comando da Seleção deve ser de um brasileiro.

    Nada contra o patriotismo, eu também preferiria que o meu selecionador de Portugal fosse, de facto, português, mas há momentos em que o patriotismo soa a medo.

    O episódio foi vergonhoso porque revelou um pensamento que ainda me choca no futebol brasileiro: o receio do que vem de fora e o medo de ser substituído.

    Foto: Reprodução / YouTube / FBTF

    Quando o orgulho vira obstáculo  

    Renato Gaúcho também já deu declarações com o mesmo tom:

    “Do jeito que falam, parece que chegaram 100 portugueses e 90 tiveram sucesso. A paciência que a imprensa brasileira tem com o estrangeiro, não tem com o brasileiro.”

    Vanderlei Luxemburgo também já tinha ido pelo mesmo caminho meses antes, dizendo que “os portugueses não inventaram o futebol moderno”.

    Essa narrativa tem um problema simples: os estrangeiros que chegaram realmente tiveram sucesso.

    Jorge Jesus transformou o Flamengo num rolo compressor e virou lenda em poucos meses.
    Abel Ferreira criou um império no Palmeiras, continua empilhando taças e está novamente numa final da Libertadores.
    Pedro Caixinha levou o Bragantino a uma classificação histórica.
    Leonardo Jardim, campeão francês com o Mónaco frente ao todo-poderoso PSG, está a brilhar num Cruzeiro que tenta renascer do caos.
    Artur Jorge foi campeão da Libertadores com o Botafogo…

    Até Vítor Pereira, tão criticado, conseguiu eliminar o Boca na Bombonera com um dos piores Corinthians de sempre.

    Não chegaram 100, e nem todos tiveram resultados.
    Sejamos honestos: não são todos bons.
    Mas os que venceram… venceram a sério.

    O espetáculo do Craque Neto  

    No meio disso tudo, o meu favorito e sempre imprevisível Craque Neto não podia ficar de fora.
    Mandou Leonardo Jardim “voltar pra sua terra” e fez do caso um show.

    E eu confesso: me entretenho muito com o Craque Neto.
    É carismático, autêntico, engraçado, mas às vezes passa-se da cabeça.

    E quando a paixão ultrapassa a razão, o debate perde-se.
    Jardim não desrespeitou o Brasil. Pelo contrário: quis vê-lo melhor.

    A ironia do destino

    É curioso notar que, entre tantos nomes, talvez o melhor técnico brasileiro da atualidade seja Filipe Luís, e ele é um produto da escola europeia.
    Aprendeu tática, estrutura e mentalidade no Velho Continente.

    É quase poético: o futuro dos tecnicos brasileiros seja um gajo moldado em Madrid e Londres.

    O que isso mostra?
    Que o intercâmbio é necessário.
    Que ninguém evolui trancado na própria bolha.

    E sabem quem entendeu isso muito bem? A Arábia Saudita.

    Sergio Conceição e Jorge Jesus - Técincos de Al Itthiad e Al Nassr - Foto retirada de : CNN Portugal

    O risco do isolamento  

    A Arábia está a crescer, claro, com dinheiro infinito, mas o que realmente faz diferença é a estratégia.

    Eles vão buscar o conhecimento dos melhores, contratam técnicos de ponta, montam estruturas modernas e aprendem todos os dias.

    E não duvidem: em breve vão surgir grandes talentos árabes, tanto dentro das quatro linhas como a comandar.

    No sentido oposto está a Rússia.
    Claro que a guerra os tirou do mapa, mas mesmo antes disso a liga russa já vivia algo semelhante ao que se vê hoje no Brasil.

    Era uma das mais ricas do mundo, tinha jogadores talentosos — obviamente, menos artísticos, mais objetivos — e estádios de primeiro nível.
    Mas fechou-se.

    Recusava treinadores estrangeiros e os jogadores quase não saíam do país.

    Resultado: estagnação.

    Abrir as janelas  

    O futebol brasileiro tem uma das torcidas mais apaixonadas do mundo, estádios cheios e clubes com poder financeiro cada vez maior.
    Mas ainda falta algo essencial: abrir as janelas e deixar o vento entrar.

    Importar ideias não é perder identidade, é fortalecê-la.
    E, felizmente, já há sinais de mudança.

    Os clubes brasileiros e a CBF já estão a abrir os olhos, a olhar para fora, a buscar referências, a aprender.

    Quem ainda está revoltado são os técnicos, e é normal.
    Quando se muda uma cultura, há sempre resistência.
    Mas o que importa é que a mudança começou.

    O problema não é a nacionalidade. Até porque os portugueses, de facto, não inventaram o futebol moderno como diz o Luxemburgo mas tiveram a capacidade de querer aprender com quem traz algo novo.

    E, sinceramente, se for pra evoluir, que venham mais estrangeiros.
    Tanto o futebol brasileiro e o português só têm a ganhar.

    O técnico do Porto, é Francesco Farioli, um italiano que vai em primeiro na classificação.

    É cíclico.

    E eu prometo continuar assistindo o Craque Neto, só pra rir um pouco no meio do caos.

    Se algum dia ler isto, Neto, me convide para o Donos da Bola.

  • Brasil rumo ao Mundial: a guerra entre talento bruto e necessidade de cabeça fria

    Brasil rumo ao Mundial: a guerra entre talento bruto e necessidade de cabeça fria

    Quando se fala da Seleção Brasileira, o primeiro instinto é sempre pensar naquele misto de respeito e expectativa, que surge na nossa cabeça como se de forma religiosa.

    Há talento (em todas as gerações) e a cultura futebolística torna o Brasil um candidato natural a vencer qualquer Mundial, no entanto, olhar para a Copa do Mundo de 2026 exige afastar um pouco o romantismo desta novela e ver os sinais reais: quem é que manda no vestiário? Que time chega mais entrosado à competição? Que pontos frágeis precisam de correção?

    Em primeiro lugar, há uma novidade de peso no banco que pretende surpreender depois da fraca exibição de Tite. A CBF trouxe Carlo Ancelotti para liderar o projeto, uma escolha pouco ortodoxa visto que o último treinador estrangeiro da Canarinha tinha sido Filpo Núñez em 1965 – isto ignorando que se naturalizou brasileiro tempos depois.

    Carlo Ancelotti

    Com o peso da sua experiência de topo na Europa, é esperado que Ancelotti mude a narrativa — deixa de ser apenas «quem tem os melhores jogadores» para «quem consegue pôr uma máquina organizada a funcionar».

    Do ponto de vista competitivo, a Seleção já carimbou presença no próximo Mundial, que no próximo ano vai contar com 48 equipes, o que dá tempo a Ancelotti para trabalhar rotinas, táticas e afinar o time titular (o 11). É uma vantagem logística que pode (e deve) fazer a diferença!

    Ainda assim, nem tudo são flores. A campanha de apuramento teve (vários) momentos preocupantes: o primeiro, diria que foi a inesperada derrota com a Bolívia em La Paz (1–0), foi um sobressalto que expôs questões de concentração e adaptação a contextos extremos — e que fez manchetes por boas razões. Apesar disso, a equipe recuperou a forma e alcançou a classificação, mas psicologicamente a derrota deixou rastros na equipe e em muitos dos torcedores.

    Japão 3-2 Brasil

    Mais recentemente, a derrota em amistoso frente ao Japão (3–2), em que o Brasil deixou fugir uma vantagem de 2–0, deixou o treinador e os torcedores a pensar sobre a «falta de cabeça fria» e o «excesso de confiança» em momentos cruciais. Amistosos servem para testar ideias, claro, mas perder com uma equipe asiática — pela primeira vez na história — é o soar de um alarme de que algo não está bem.

    Em campo, no que toca a jogadores, o Brasil não se pode queixar de forma alguma! Vinícius Júnior, Rodrygo, Bruno Guimarães, Casemiro (quando presente) e uma linha defensiva com Marquinhos a assumir a liderança são argumentos de peso para o Mundial. Apesar da esperança, também há lesões habituais (Neymar tem estado fora de alguns compromissos) e escolhas táticas que Ancelotti terá de alinhar.

    Neymar

    Como é sabido, a ansiedade por jogar e por vestir a camisa de uma Seleção tão grande gera disputas, que muitas vezes podem não ser saudáveis. A gestão de egos e minutos e a adaptação na transição para um modelo mais «europeu» certamente vão pesar muito no trabalho de Ancelotti.

    O veredicto final? O Brasil tem tudo para ser (como sempre) um grande candidato — pelas individualidades sobretudo — mas o sucesso em 2026 vai depender da consistência mental e da capacidade de Ancelotti em imprimir uma identidade tática clara e à imagem dos jogadores!

    Se a Seleção conseguir juntar a disciplina coletiva à sua magia individual tem tudo para chegar às fases mais longínquas da competição. No entanto, se voltar a vacilar em momentos de pressão, corre o risco de sair cedo demais, como tantas vezes já vimos nas grandes competições…

    Resta esperar e ver como corre a nova aventura de Ancelotti, que tem uma tarefa muito difícil em mãos.