Tag: Arbitragem no Brasil

  • Atitude de Neymar chama atenção e jogador diz ter sido ameaçado pelo árbitro

    Atitude de Neymar chama atenção e jogador diz ter sido ameaçado pelo árbitro

    Neste último domingo, uma atitude de Neymar durante o jogo do Santos contra o Flamengo viralizou nas redes sociais. Ainda no primeiro tempo da partida disputada no Maracanã, o atacante se revoltou com a arbitragem e após reclamar, levou um cartão amarelo.

    O lance aconteceu aos 6 minutos, quando o “Menino da Vila” levou a pior durante uma divida com Erick Pulgar, mas o árbitro simplesmente ignorou a situação e não marcou falta no lance.

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    Ao reclamar do lance para o árbitro Savio Pereira Sampaio, Neymar socou o chão e gritou diretamente sobre sua insatisfação. Mesmo não levando um cartão amarelo nesta jogada, o camisa 10 do Peixe foi punido por reclamar novamente com a arbitragem, ainda no primeiro tempo.

    Atacante alega ter sido ameaçado

    Durante uma entrevista do intervalo, Neymar demonstrou sua indignação com a arbitragem, chamando o árbitro Savio Pereira Sampaio de “arrogante”, além de ser ameaçado.

    “O árbitro é muito ruim. Além de ser ruim, todo respeito, é arrogante. Essa é a palavra. Todas as vezes que vão no vestiário dizem que o capitão é quem pode falar. Quando vamos falar, ele dá as costas e sai correndo. Quando eu falo com ele, ele te ameaça. É complicado. Tomei amarelo porque ele me ameaçou. Falou: ‘Se chegar perto de mim, vou te dar o amarelo’. Eu disse: ‘Não posso falar com você?’”, revelou Neymar.

    “Na minha opinião tinha sido falta no Brazão, e não gerava escanteio, gol dos caras. A arbitragem no Brasil vem errando mundo. Tem que ver isso. A arrogância do árbitro hoje, que nem sei o nome, é horrível”, finalizou.

    A atuação de Neymar no jogo entre Flamengo e Santos ficou marcado apenas pelas reclamações do jogador, não alterando muita coisa no jogo. Contudo, o jogo foi bastante animado, terminando com a vitória do time carioca sobre o Peixe por 3 a 2.

  • Bem-vindo ao Brasil, Leonardo Jardim  

    Bem-vindo ao Brasil, Leonardo Jardim  

    Leonardo Jardim se revoltou numa coletiva e fez críticas duras ao desempenho da equipa de arbitragem. Mas o meu artigo não é sobre o árbitro, até porque eu nem vi o jogo. É sobre a mensagem que o técnico quis deixar.

    O treinador disse algo importante, que vai muito além de uma decisão de arbitragem. Falou de um sistema e de um contexto. Disse que, na opinião dele, o Brasileirão dificilmente chegará ao top cinco mundial. E eu concordo.

    Eu já escrevi isso antes, o potencial é enorme, talvez o maior do mundo fora da Europa. A paixão pelo futebol no Brasil é algo que me deixa louco. Está na minha lista de coisas a fazer antes de morrer, assistir a um Grenal, a um Corinthians contra Palmeiras ou a um jogo em São Januário. O Brasil vive o futebol de uma forma que nenhum outro país vive, mas a estrutura não acompanha.

    Talento, por si só, já não basta  

    Eu já falei em “lixo visual” nos estádios, nos gramados sintéticos e em outros que mais parecem campos de batatas. E, em 2025, isso ainda faz sentido?

    Enquanto não houver um sindicato que defenda os jogadores, enquanto o número absurdo de jogos e os campeonatos estaduais não forem repensados, o Brasileirão continuará sendo o maior desperdício de talento do mundo.

    Ver um jogo do Palmeiras ou do Flamengo na televisão não tem nada a ver com assistir a uma partida da Premier League. E eu não digo isso por qualquer complexo de superioridade, o campeonato português também tem muito a melhorar. A diferença é que, em Portugal, há uma preocupação, ainda que pequena, com a forma como o produto é apresentado. No Brasil há paixão e emoção como em nenhum outro lugar, mas falta organização, critério e planejamento.

    O bairrismo português é forte no Norte. No Brasil qualquer equipa tem casa cheia. E é por isso que dói ver tanto potencial travado.

    Craque Neto entendeu mal  

    Craque Neto, essa personalidade que eu adoro, tanto me diverte como me irrita profundamente, respondeu da pior forma. Mandou Jardim embora, perguntou “quem é você?” e atacou de forma grosseira. Sinceramente, o que seria se fosse o contrário? Se fosse um português a mandar um brasileiro “de volta para a tua terra”? Abriria os noticiários.

    Mas Neto interpretou mal a crítica. Jardim não desrespeitou o Brasil, pelo contrário, respeitou-o tanto que quis vê-lo melhor. O que ele disse é que o Brasileirão precisa valorizar-se como produto, porque tem torcidas apaixonadas, talento infinito e dimensão continental. E nisso ele está completamente certo.

    Abel Ferreira vem avisando  

    Abel Ferreira tem sido o porta-voz dessa luta desde que chegou. Critica o calendário, defende a profissionalização da arbitragem e pede melhores condições. É ridicularizado por isso, assim como agora Jardim. Mas a verdade é que eles são aliados do futebol brasileiro, até porque o interesse é mútuo. São técnicos que vêm de uma cultura onde o planeamento é fundamental e que encontraram um ambiente onde o improviso ainda manda.

    E o Brasil, com o tamanho e a paixão que tem, pode e deve ambicionar mais.

    Temos de aprender uns com os outros  

    Eu entendo a reação. Os brasileiros, nisso, são como nós, portugueses, não gostam de ouvir críticas sobre o próprio país. Só as aceitam quando vêm de dentro. “Só nós é que podemos falar mal de nós próprios!”

    Jardim não veio ensinar nada. Veio lembrar que o Brasil já tem tudo para ser top cinco. Só falta entender que a paixão precisa de estrutura e que o talento, por si só, já não é suficiente.

    O problema não é a nacionalidade. O problema é não querer ouvir quem quer ajudar.

    Dito isso, se me arranjarem umas cervejas e um ingresso para um jogaço, contem comigo, ahahah.