Mais uma vez na história! Lionel Messi se tornou o maior artilheiro de todas as Copas do Mundo, tornando-se o único jogador a atingir 18 gols no mundial entre seleções da FIFA. O meia foi o autor dos dois gols da vitória diante da Áustria por 2 a 0, jogo válido pela segunda rodada da fase de grupos, superado o alemão Miroslav Klose.
O primeiro gol no confronto aconteceu aos 38 minutos da etapa inicial, em uma boa troca de passes albiceleste, com Medina recebendo na esquerda e cruzando rasteiro, Almada faz o corta-luz e Messi bate de chapa para estufar as redes. É bom relembrar que aos 8 minutos, o jogador havia perdido um pênalti.
Nos acréscimos da etapa final, Messi brilhou novamente, aproveitando um rebote na área, limpando do goleiro e chutando forte de esquerda, 2 a 0.
Na atual edição do mundial entre seleções, Messi tem cinco gol e volta a ser artilheiro isolado da competição. É bom relembrar que até o momento, apenas dois jogos foram disputados, com o meia marcando os três gols da vitória argentina sobre a Argélia por 3 a 0 na estreia.
Este é o sexto mundial de Lionel Messi, que estreou em 2006, marcando um gol assim como em 2018. Já em 2014 foram quatro gols; na campanha do título de 2022 fez mais sete. Contudo, na África do Sul, em 2010, o meia não balançou as redes.
Ranking de Artilheiros
Lionel Messi (Argentina): 18 gols em seis edições
Kylian Mbappé (França): 16 gols em três edições
Miroslav Klose (Alemanha): 16 gols em quatro edições
Na tarde desta segunda-feira (22), Argentina e Áustria entram em campo para medirem forçasàs 14h (horário de Brasília), no AT&T Stadium, em Dallas, jogo válido pela segunda rodada do Grupo J da Copa do Mundo.
— 🇦🇷 Selección Argentina ⭐⭐⭐ (@Argentina) June 21, 2026
Como chega a Argentina
Após o show na estreia e o brilho de Lionel Messi sendo o grande diferencial, a Seleção Argentina chega novamente como a grande favorita e continuará tendo um grande apoio vindo das arquibancadas para confirmar a classificação.
O técnico Lionel Scaloni não terá Montiel, colocando Molina na vaga da lateral. Outro que também deve entrar em campo é Julián Álvarez, após brilhar no primeiro jogo.
Como chega a Áustria
Após vencer o primeiro jogo, a Áustria chega com muita esperança de surpreender na competição e parar a atual campeã mundial, roubando a oportunidade de passar de fase antecipadamente do grande favorito.
No confronto, Posch não jogará por ter uma fratura na mandíbula, sendo substituído por Laimer.
Para a alegria dos apaixonados por futebol que estão animados pelo jogo entre Argentina e Áustria nesta segunda (22), muitas opções de acompanhar serão disponibilizadas; veja abaixo
TV Globo – TV aberta
SBT – TV aberta
SporTV – TV fechada
NSports – Streaming
CazéTV – Canal no Youtube
GE TV – TV aberta
Dados da partida
Horário: 14h (horário de Brasília);
Local: AT&T Stadium, em Dallas;
Árbitro da partida: Amin Omar (EGI);
Assistentes: Mahmoud Abouregal (EGI) e Ahmed Hossam Taja (EGI);
Árbitro do VAR: Não informado; e
Onde assistir: TV Globo, SBT, SporTV, NSports, CazéTV, GE TV.
Prováveis escalações
Argentina: Emiliano Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez e Medina; De Paul, Enzo Fernández e Mac Allister; Messi, Álvarez e Thiago Almada.
Áustria: Schlager; Laimer, Lienhart, Alaba e Mwene; X. Schlager e Seiwald; Schmid, Gregoritsch e Sabitzer; Arnautovic.
Um dos destaques do Palmeiras na temporada e na vitória do time sobre o Junior Barranquilla, da Colômbia, por 4 a 1 nesta quinta-feira (28), Flaco López soube de sua convocação pela Seleção da Argentina para disputar a Copa do Mundo 2026 depois do fim da partida, durante a entrevista pós-jogo.
𝐉𝐨𝐬𝐞́ 𝐌𝐚𝐧𝐮𝐞𝐥 𝐀𝐥𝐛𝐞𝐫𝐭𝐨 𝐋𝐨́𝐩𝐞𝐳: o primeiro atleta atuando pelo Palmeiras a servir a Seleção Argentina em uma Copa do Mundo! 🐷🇦🇷 pic.twitter.com/Tezgskzxv3
Ao ser questionado sobre o assunto após o fim do confronto que garantiu a classificação do Verdão para as oitavas de final da Libertadores, o atleta argentino começou a entrevista falando que a lista ainda não era a oficial.
Contudo, tempos depois o atacante ficou sabendo que o técnico Lionel Scaloni já havia informado a lista final dos jogadores convocados e que ele estava no meio, celebrando de maneira imediata.
“Estou sabendo agora. Muito feliz pelo trabalho que venho fazendo. Acreditaram em mim, no meu trabalho, tento levar jogo a jogo toda essa confiança que Abel deu para mim. Feliz, cumprindo o sonho de disputar uma Copa com meu país. Muita coisa, muita coisa. Agora descansar e pensar em tudo que vai vir”, declarou Flaco em entrevista à Paramount.
A lista final da Argentina para disputar o mundial foi divulgada 15 minutos antes da partida do Palmeiras. Titular do time de Abel Ferreira, Flaco López distribuiu duas assistências e participou diretamente do gol de Allan, sendo substituído no segundo tempo.
Atual campeã mundial, a Argentina anunciou nesta quinta-feira (28), os 26 atletas convocados para disputar a Copa do Mundo de 2026, com Lionel Messi disputando o sua possível última competição da FIFA, além da grande novidade da lista de Lionel Scaloni: Flaco López, do Palmeiras.
#SelecciónMayor Nuestros 26 guerreros que defenderán el título mundial.
— 🇦🇷 Selección Argentina ⭐⭐⭐ (@Argentina) May 28, 2026
Um dos principais nomes do futebol mundial, Messi disputará sua sexta Copa do Mundo, o atleta sonha com o bicampeonato e terá a ajuda do pilar da equipe vencedora de 2022, como a permanência de Dibu Martínez, do Aston Villa, Enzo Fernández, do Chelsea, além dos atacantes Julián Álvarez, do Atlético de Madrid, e Lautaro Martínez, da Inter de Milão.
É bom relembrar que Prestianni, do Benfica, que vinha sendo convocado por Scaloni, ficou de fora por ter pegado um gancho por um caso de racismo em jogo da Champions League desta temporada, ficando de fora da lista final, já que a punição também vale para os confrontos da Copa do Mundo.
Goleiros: Emiliano “Dibu” Martínez (Aston Villa), Gerónimo Rulli (Olympique de Marseille) e Juan Musso (Atlético de Madrid);
Defensores: Leonardo Balerdi (Olympique de Marseille), Nicolás Tagliafico (Lyon), Gonzalo Montiel (River Plate), Lisandro Martínez (Manchester United), Cristian Romero (Tottenham), Nicolás Otamendi (Benfica), Facundo Medina (Olympique de Marseille) e Nahuel Molina (Atlético de Madrid);
Meias: Leandro Paredes (Boca Juniors), Rodrigo De Paul (Inter de Miami), Valentín Barco (Strasbourg), Giovani Lo Celso (Real Betis), Exequiel Palacios (Bayer Leverkusen), Alexis Mac Allister (Liverpool) e Enzo Fernández (Chelsea);
Atacantes: Lionel Messi (Inter Miami), Julián Álvarez (Atlético de Madrid), Nico González (Atlético de Madrid), Thiago Almada (Atlético de Madrid), Giuliano Simeone (Atlético de Madrid), Nicolás Paz (Como), Flaco López (Palmeiras) e Lautaro Martínez (Inter de Milão).
Albiceleste na Copa
Componente do Grupo J da Copa do Mundo 2026, junto com a Argélia, Áustria e Jordânia, com a Argentina estreando diante dos argelinos, no dia 16 de junho, às 22h (horário de Brasília), em Kansas.
A FIFA decidiu atualizar o seu ranking antes da Copa do Mundo e agora um novo líder assumiu a ponta: a França. Com os resultados dos últimos amistosos, quando “Les Bleus” venceram o Brasil e Colômbia, além de contarem com um tropeço da Espanha, que empatou com o Egito e assumiram a liderança da lista. Já a Seleção Brasileira ocupa a sexta posição.
O resultado agora apresenta de uma posição do Brasil em relação ao fim da última Data-FIFA, que aconteceu em novembro de 2025, quando a seleção pentacampeã havia terminando o período de amistosos na 5ª posição. Quem entrou no Top-5 foi Portugal, que empatou com o México e venceu os Estados Unidos.
A vitória sobre a Croácia impediu uma queda maior da seleção comandada por Carlo Ancelotti, que é acompanhada de perto pela Holanda e Marrocos no ranking da principal entidade do futebol. Quando foi derrotada pela França, o Brasil caiu para sétimo e uma possível derrota diante dos croatas poderia fazer está queda ser maior. Contudo, o empate dos holandeses com o Equador ajudou o time verde e amarelo a recuperarem uma posição.
Vice-líder até a última semana, a Argentina até venceu seus dois amistosos contra a Mauritânia e Zâmbia, mas por serem seleções de baixa classificação, a albiceleste não teve uma boa pontuação e foi ultrapassado facilmente pela França.
O ranking agora é atualizado em tempo real, adicionado está alternativa na Data-FIFA, fez com que a tabela fosse movimentada durante as partidas de seleções.
Programação para os dias 12, 13 e 14 está repleta de jogos decisivos e que decidirão títulos.
A temporada no futebol sul-americano está perto do fim, os campeões continentais já foram definidos e alguns torneios já se encerraram, é o caso das ligas de Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai e Venezuela. Entretanto, jogos decisivos nas competições nacionais do resto do continente ainda estão pendentes e muitos acontecerão neste fim de semana, confira:
Argentina
Racing e Estudiantes farão neste sábado (13) a final do Torneio Clausura do Campeonato Argentino, o jogo será no Estádio Único ás 21 horas (de Brasília). O Racing chega à final depois de ficar em terceiro no Grupo A com 25 pontos e eliminar River Plate, Tigre e Boca Juniors. Por sua vez, os Estudiantes terminaram a fase de liga em oitavo com 21 pontos e no mata-mata eliminaram Rosario Central, Central Córdoba e Gimnasia. O vencedor, além da taça, garante vaga na Libertadores de 2026.
Racing e Estudiantes pela fase de liga. Foto: Néstor J. Beremblum
Bolívia
Também neste final de semana será disputada as oito partidas da 30ª e última rodada do Campeonato Boliviano. Entretanto, nenhum resultado irá retirar o título do Always Ready, atualmente com 71 pontos.
Brasil
Apesar do fim do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil ainda está em disputa, na fase das semifinais. Os dois jogos acontecerão no Domingo (14), o primeiro às 18h30, no qual o Corinthians, com a vantagem de um gol no placar, enfrenta o Cruzeiro, na Neo Química Arena. Ás 20 horas o Fluminense joga em casa, contra o Vasco da Gama, precisando reverter o placar de 2 a 1.
Corinthians e Cruzeiro no jogo de ida da Copa do Brasil. Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press
Colômbia
Ainda hoje (12), Junior e Tolima se enfrentarão pelo primeiro jogo da final do Clausura Colombiano, às 22 horas, no mando do Junior. Ambos os times foram líder de seus grupos na segunda fase e agora buscam uma vaga na próxima Libertadores. O jogo de volta será terça-feira (16) às 21h30.
Equador
O campeonato equatoriano ainda está longe do fim, neste domingo (14), as equipes da segunda fase da liga jogarão a penúltima rodada. Del Valle, LDU e Universidad Católica já estão classificados para a Libertadores de 2026.
Peru
Cusco e Sporting Cristal jogarão a partida de volta da Liga Peruana neste domingo (14) às 20 horas. O Sporting Cristal jogará fora de casa mas tem a vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 1 a 0. Os dois times já estão classificados na próxima Libertadores e disputam apenas o troféu.
Sporting Cristal e Cusco no jogo de ida da final. Foto: GEC
Acordei hoje com várias mensagens no grupo privado que tenho no Instagram com dois grandes amigos, onde falamos sobretudo de futebol, combinamos jogos e discutimos tudo o que mexe com a bola. A grande questão é que um deles é argentino, adepto do River Plate, e hoje estava revoltado. Dizia que o campeonato argentino é uma vergonha e que não entende como o país de Messi e Maradona pode ter uma liga tão fraca. E sinceramente, digo exatamente o mesmo.
O futebol argentino encanta-me pelas torcidas, pela paixão e pela intensidade única que só um argentino consegue transmitir. Mas depois olho para as competições internas e é impossível não ficar desiludido. Até queria explicar como funciona tudo aquilo, mas é praticamente impossível entender. Eles têm a Copa Argentina, o Trofeo de Campeones, a Supertaça Argentina, o Apertura, o Clausura, outra supertaça qualquer e ainda um troféu anual que o Rosario Central venceu ontem, um título decidido literalmente no próprio dia. É absurdo e caricato.
Formato das competições argentinas – Foto: X/@sudanalytics_
Claro que com isto surgem teorias de que o Boca Juniors e o Rosario Central estão a ser beneficiados porque os campeões do mundo Paredes e Di María regressaram ao país, algo cada vez menos comum. Diz-se que isto seria uma forma de agradecimento, uma compensação por valorizarem o campeonato ao voltar. Mas não, não é assim que se valoriza competição nenhuma.
Se a Argentina quer competir com o Brasil, seja na Libertadores, na Sul Americana ou no mercado global, precisa de um modelo sólido, credível e atrativo. E sabem o que ajudava? Copiar o modelo que quase todo o mundo usa: uma liga normal, com jogos entre todas as equipas, uma época e um campeão. Parece simples, mas na Argentina conseguem complicar até o mais básico.
E depois existem decisões que ultrapassam o absurdo. Claudio Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino, decidiu, a dez jornadas do fim do campeonato, que nesta época não haveria descidas de divisão. A razão é simples: a liga vai aumentar de vinte e oito para trinta equipas, por isso sobe gente e não desce ninguém. O último classificado é o Barracas Central, totalmente a salvo. Até aqui já seria polémico, mas agora reparem nesta coincidência deliciosa. Claudio Tapia foi presidente do Barracas Central, o estádio do clube chama-se Claudio Tapia, o atual presidente do Barracas Central é Matías Tapia, filho de Claudio, e o capitão da equipa é Iván Tapia, outro filho. Tudo limpíssimo e muito profissional.
E depois perguntam porque ninguém leva a competição a sério. Eu digo mesmo: ninguém quer ver isto.
Mas vamos às soluções, porque criticar é fácil e apresentar alternativas é mais difícil. Aqui está a receita para melhorar o futebol argentino. Uma liga com vinte equipas, como acontece nas principais ligas do mundo. Jogos entre todas as equipas, duas voltas e um campeão por época. Os três últimos descem para uma segunda divisão organizada da mesma forma. Simples, justo e competitivo.
E existe ainda uma solução ambiciosa que podia mudar tudo: unir as ligas da Argentina e do Uruguai numa liga da região do Rio da Prata. Penarol, Nacional, Boca, River, Racing, Independiente… seria uma competição de enorme qualidade. Valorizava os dois países, aumentava o nível competitivo, fortalecia as seleções e criava condições reais para rivalizar com o Brasil. Se a união não for possível, que cada país siga a mesma receita de forma independente.
Porque não é o regresso de Di María, com todo o respeito pela lenda, que vai fazer o mundo olhar para a liga argentina. Muito menos que vai aproximar a Argentina do Brasil. É somente para encantar e tapar os olhos aos argentinos.
Eu continuo a querer ir à Argentina ver um jogo, é um sonho que tenho. Mas se o futebol argentino continuar assim, o cenário vai tornar-se quase irreversível. E vou continuar a ouvir o meu amigo do River, chateado, a contar histórias de quando eram dominantes na América do Sul.
A verdade é que a Argentina ainda pode voltar ao topo. Mas não com este campeonato, não com estas competições e muito menos com esta liderança.
A Alemanha vive neste momento um dos maiores confrontos políticos e culturais do futebol moderno. Medidas como bilhetes nominais, vigilância com inteligência artificial, reconhecimento facial e interdições de adeptos mesmo sem condenação estão prestes a ser discutidas na Conferência de Ministros do Interior. A reação foi imediata. Pela primeira vez em muito tempo, adeptos de clubes rivais marcharam lado a lado nas ruas de Leipzig para defender aquilo que dá vida ao futebol: a cultura de apoio. Estamos a falar de grupos de clubes que não partilham absolutamente nada entre si — Bayern, Hamburgo, Dortmund, Nuremberga, Dresden, Frankfurt e muitos outros — todos a marcharem juntos por um objetivo comum. Um cenário impossível em quase qualquer outro país.
E, honestamente, isto diz muito sobre a diferença de mentalidade entre os alemães e o resto da Europa.
🚨🇩🇪 Thousands of football fans in Germany have come together for a protest. They are protesting against the tightening of security measures in stadiums, for the preservation of German fan culture. (@kerry_hau) pic.twitter.com/Q7ys5GFoNr
Sempre ouvi dizer que “o futebol é o desporto do povo”. Para mim, enquanto miúdo, o que me fascinava não era apenas a bola. Eram as faixas enormes, os cânticos, os fumos de cor que davam alma a cada lance. Era ver uma cidade inteira a torcer pelos seus. Hoje, em Portugal, essa alma está a ser apertada pelas regras, proibições e burocracias. Parece que querem transformar os estádios num teatro. E teatro, se quiser, vou ao Coliseu do Porto ver uma peça. Não ao Dragão ou à Luz.
Na Alemanha, pelo contrário, a pirotecnia é legal e controlada. É usada de forma responsável e dialogada entre grupos, clubes e estruturas. Não é tratada como crime, mas como expressão cultural. O resultado é visível: coreografias incríveis, ambiente vibrante e uma relação adulta entre adeptos e autoridades. E o que me deixa ainda mais estupefacto é isto: quando vemos uma grande coreografia lá fora, achamos lindo; quando vemos uma receção argentina com fogo de artifício e pyro, elogiamos o “ambiente incrível”. Mas cá, se alguém acender um simples fumo, é crime. Lá fora é festa, cá dentro é terrorismo ahah.
🇦🇷🤩 Another video of River Plate’s incredible pyroshow from Tuesday night at El Monumental! pic.twitter.com/S2pLCxH8rq
E que fique claro: ninguém está a dizer que a violência não é um problema. Claro que é. Só acho que há formas de controlar comportamentos sem destruir o espetáculo, e muito menos acabar com a cultura que torna o futebol especial.
Enquanto isso, em muitos países europeus, a regra é simples: quanto mais proibir, melhor. Pyro? Crime. Faixas? Suspeito. Apoio organizado? Problema.
O mesmo acontece com a cerveja nos estádios. Em Portugal é proibida, como se isso impedisse alguém de entrar já alcoolizado. Todos sabemos que não impede. A única coisa que impede é receita, experiência e normalidade. Na Alemanha, beber uma cerveja enquanto se vê futebol é algo tão natural como respirar. E, curiosamente, não é lá que a violência explode. Talvez porque tratam os adeptos como adultos e não como potenciais delinquentes.
Até os gigantes europeus são vítimas desta “higienização” moderna. Real Madrid e Barcelona já não têm claques como antigamente. Resultado: estádios bonitos, modernos, confortáveis e… sem alma. Ambientes mornos. Jogos grandes com público que parece estar numa conferência. Se me oferecerem bilhetes para ver o Real Madrid ou o Dynamo Dresden, vou para Dresden sem pensar duas vezes. Não conheço os jogadores, mas conheço a cultura. E é a cultura que faz o futebol vibrar.
Época 23/24 – SG Dynamo Dresden vs. Hallescher FC – Foto de: ultras-dynamo.de
Em Portugal, mesmo os grupos legalizados enfrentam limitações atrás de limitações. Material, entradas, policiamento, burocracia. E depois ficamos chocados quando os estádios parecem bibliotecas. Agora imaginem as três maiores claques portuguesas — Super Dragões, No Name Boys e Juve Leo — a marcharem juntas, como aconteceu na Alemanha. Só de pensar já parece ficção científica. Lá, a mentalidade é outra. Antes da rivalidade, está a defesa dos direitos.
No Brasil ainda existe muito da liberdade que a Europa perdeu. Mas deveriam olhar bem para o que está a acontecer aqui. Nem tudo o que a Europa faz é exemplo. Este controlo excessivo, esta criminalização da cultura de apoio e esta tentativa de transformar futebol em espetáculo silencioso é um erro gigante. Regras? Sim. Responsabilização? Claro. Agora, vigilância facial, interdições sem condenação e destruição de tudo o que faz dos estádios lugares especiais? Isso mata o jogo.
Ontem estive no Portugal–Arménia. Um 9-1 que deveria ter sido uma festa. À minha volta, turistas e famílias caladas. Zero cânticos, zero pressão, zero emoção. Já assisti a funerais com mais ambiente. E o futebol é para todos, claro. Mas quem faz o espetáculo tem de poder fazê-lo. Sem cultura de adeptos, não há alma. Sem alma, não há futebol.
E já agora, uma confissão para terminar: ao ritmo a que isto vai, qualquer dia a única coisa permitida nos estádios vai ser respirar… mas só até ao minuto 30. Depois disso, “por razões de segurança”, teremos de manter o ar nos pulmões.
Se chegarmos a esse ponto, eu aviso já: fico a ver o jogo no café. Ao menos lá há cerveja e ninguém me pede documentos para a levantar.
Eu sei que ainda falta e eu sei que os fãs do Messi já vêm comentar que o argentino já ganhou. Mas a questão não é só para os leitores do Portal Camisa12, mas para os fãs de futebol: não seria poético Cristiano Ronaldo ganhar a Copa do Mundo 2026?
Tenho vários argumentos para convencer os mais céticos. O primeiro é que, muito provavelmente, será o último Mundial de Cristiano Ronaldo. Vai ter 41 anos, mas também não me surpreendia se aos 45 anos ainda quisesse jogar o Mundial 2030, visto que é co-organizado por Portugal.
A idade pesa, o último grande torneio, 20 anos depois daquela edição na Alemanha que Portugal chegou às semifinais… era “giro”!
Depois, eu sei que os adeptos, inclusive eu, acreditam que CR7 apenas está à espera de chegar ao gol 1000 para terminar a carreira. Faltam 54… não seria impossível atingir a marca na Copa do Mundo 2026. E não me façam sonhar com o gol 1000 sendo na final que eu fico já eufórico!
O último argumento que eu quero utilizar baseia-se na rivalidade com Messi. Eu sei que cada um tem os seus preferidos, mas com ambos a chegarem ao fim de carreira não parece que cada um de nós está mais a ignorar essa discussão e mais a aproveitar os últimos momentos?
Desse ponto de vista mais amigável e menos rival, para o futebol ser justo e bonito para todos, Cristiano Ronaldo também devia ganhar uma Copa do Mundo.
Os dois maiores jogadores de sempre, lado a lado a nível de troféus e sucesso. A discussão de quem é melhor passa para segundo plano, ambos atingem o melhor que o desporto tem para oferecer e nós, meros mortais adeptos, só podemos apreciar.
Eu achava bonito e… poético!
Claro que além do mais eu sou português e ver a minha seleção a ganhar uma Copa do Mundo era indescritível. Muito mais com o capitão Cristiano Ronaldo, o meu preferido de sempre, a levantar a taça. Mal posso esperar por 2026!
Bem e o futebol lá parou por causa das seleções… que seca. Lamento se o leitor do Portal Camisa12 gosta das data FIFA, eu não tenho paciência.
É chato, sei lá… eu quero é ver o meu clube a jogar e quero ver os jogos internacionais, quero a Champions. Agora ver um Portugal-Irlanda… só mesmo para ver se o Cristiano marca, e nem isso!
Mas bem, antes de pedir perdão ao leitor por sempre reclamar com alguma coisa, aviso que este fatídico artigo de opinião não serve para falar dos jogos aborrecidos da paragem de seleções.
Mas sim tocar no tema de que é mesmo preciso menos jogos… e eu sei que estamos numa fase inicial da época, passaram sensivelmente dois meses, o pior ainda está para vir, mas já há lesões.
E lesões que surgiram nas seleções! Nem vou falar de João Neves ou Yamal, que não foram convocados. Mas Enzo Fernández, do Chelsea, deixou a concentração da Argentina por um problema no joelho.
Mbappé sofreu uma lesão no tornozelo, embora nada de grave. Ao menos isso, está a fazer uma época top, espero que continue, mas que o Real Madrid não ganhe nada.
Konaté, do Liverpool, também se lesionou. João Félix vai falhar o jogo de Portugal contra a Hungria por lesão.
E ainda Sudakov também se lesionou pela seleção da Ucrânia…
Eu sei que os jogadores recebem milhões, mas isto não pode ser só aumentar o número de jogos e achar que eles são animais ou máquinas.
Adianta de quê ter quinhentos mil jogos por época se os melhores jogadores andam sempre lesionados? É tudo uma sede de dinheiro impressionante.
Enquanto não perceberem que o espetáculo melhora quando há menos, mas melhores jogos, isto não vai mudar. Como isso nunca vai acontecer, esperemos que os jogadores se unam e façam uma greve para alterar o cenário atual.
E ninguém me tira a ideia que os jogadores também se sentem menos motivado. Eu nem vou muito longe, fico aqui em Portugal. Um jogador de Benfica, FC Porto ou Sporting, vai ter a mesma motivação a jogar a Taça da Liga, em Leiria, a uma quinta-feira à noite de dezembro ou janeiro, ou uma Champions à terça?