Tag: Brasileirão

  • O futuro europeu de Vitor Roque: ídolo em ascensão ou peça de mercado?  

    O futuro europeu de Vitor Roque: ídolo em ascensão ou peça de mercado?  

    Vitor Roque chegou ao Palmeiras criando uma grande expectativa no torcedor. Ele estava emprestado ao Real Betis e, portanto, já sabia que o verde e branco lhe caíam bem.

    Desde o início, demonstrou muito respeito pela Sociedade Esportiva Palmeiras, entendendo não só o tamanho do clube em que estava, mas também a força da torcida que ansiava por vê-lo jogar.

    O tigrinho demorou a embalar. Entrou em 13 jogos e, apesar de chegar perto do gol, não marcava. Corria de um lado ao outro do campo, mas não tinha brilho, não encaixava, não engrenava e colocava sobre si próprio um peso enorme nos ombros. Logo entendeu o quanto a camisa do Verdão pesa.

    A virada dentro de campo  

    Em agosto, o treinador Abel Ferreira começou a escalar Vitor Roque em dupla com Flaco López, e o desempenho dos dois cresceu notavelmente. O tigrinho fez seu primeiro hat-trick em setembro e, atualmente, é um dos jogadores com mais gols do Brasileirão Série A.

    Demorou mais do que o esperado para se adaptar, mas agora Vitor Roque não só está embalado como, em apenas uma temporada, voltou a atrair os olhares dos clubes europeus. Os gringos estão atentos à evolução do jovem jogador.

    O amadurecimento e o novo modelo do clube  

    É aí que mora a beleza da história de Vitor Roque no Palmeiras. O garoto que muitos achavam “apressado demais” para justificar o investimento agora se torna uma das maiores possibilidades de venda do clube nos próximos anos. Só que, diferente de outros tempos, essa ideia não soa mais como perda, e sim como estratégia.

    A atual diretoria do Palmeiras, assim como o próprio Abel já disse, vive uma era em que formar e revelar talentos, sejam da base ou lapidados dentro do elenco, deixou de ser apenas orgulho e virou modelo de gestão. Vitor Roque representa esse novo modelo: um jogador que entrega dentro das quatro linhas e, ao mesmo tempo, projeta o clube no cenário mundial.

    Mais do que um bom jogador, Roque simboliza a força de uma filosofia que entende o futebol como paixão e negócio. Na era Leila Pereira, nada é feito por acaso. Cada contratação é um investimento futuro, cada minuto dos jogadores em campo é vitrine, e cada rumor de uma possível venda é reflexo de um trabalho bem-feito.

    O Palmeiras como vitrine e formador  

    Nos últimos anos, o Palmeiras deixou de ser apenas um comprador de reforços para se tornar formador e valorizador da própria casa. Endrick abriu as portas, Estevão consolidou o caminho e agora Vitor Roque chega para mostrar um exemplo de maturação rápida e retorno certo.

    O diferencial do Verdão é justamente esse: não vende por necessidade, mas por escolha. Cada saída e entrada de jogadores faz parte de uma visão ampla, que garante competitividade, lucro e legado.

    O Palmeiras entendeu que, no futebol moderno, o valor de um jogador vai além do campo. Ter um atleta avaliado como “nível Europa” chama atenção, atrai holofotes, mídia, patrocinadores e até novos talentos para a base.

    Cada gol do tigrinho é manchete internacional. Cada movimento e cada especulação se tornam uma forma gratuita de marketing global. O nome “Palmeiras” circula cada vez mais nas conversas e mesas de negociação da Europa, da Ásia e da África, sem o clube precisar investir em campanhas publicitárias. Esse tipo de visibilidade engrandece o clube.

    Entre a razão e a emoção  

    Mas é claro que o torcedor sente esse dilema. No fundo, queremos ver nossos jogadores brilhando no Allianz Parque e não apenas sendo peças de mercado. Queremos ver a comemoração do tigrinho com a camisa alviverde e não um adeus precoce. É aquele velho conflito entre razão e emoção.

    Hoje, a torcida alvi verde já aprendeu a ganhar sem depender de nomes e a vender sem perder a identidade. Vitor Roque é mais do que um craque, é o símbolo de um novo Palmeiras.

    O ciclo e o legado  

    No fim, o futebol é feito de ciclos. Ídolos vêm e outros vão. Um clube não se constrói apenas pelas taças que levanta, mas pela forma como constrói o seu futuro.O Palmeiras hoje não é só o time que vence. É o clube que cresce, que planeja e que mostra ao mundo, com orgulho, a grandeza que é ser PALMEIRAS.

  • Torcida única: quando e por que isso acontece no futebol brasileiro?

    Torcida única: quando e por que isso acontece no futebol brasileiro?

    A implementação da torcida única em jogos de futebol no Brasil é uma das medidas mais polêmicas e debatidas nos últimos anos. Embora contrarie a essência da rivalidade e da festa nas arquibancadas, essa restrição visa, primordialmente, combater a violência entre torcidas organizadas e garantir a segurança do público, das autoridades e dos próprios jogadores.

    O Contexto e a Frequência da Medida

    A torcida única costuma ser adotada, principalmente, em clássicos regionais de grande rivalidade. O estado de São Paulo é o exemplo mais emblemático e pioneiro na adoção contínua da medida. Desde 2016, os confrontos entre Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos (os «Quatro Grandes» de São Paulo) têm a presença restrita apenas aos torcedores do time mandante. Essa decisão, exigida pelo Ministério Público (MP) após graves incidentes de violência, tornou-se permanente em jogos realizados no estado.

    Além de São Paulo, outros estados, como Bahia (nos BaVis), Goiás (em alguns clássicos), Minas Gerais (em Atlético-MG x Cruzeiro, por acordo recente entre os clubes e o MP, pelo menos até 2025) e Pernambuco, já aplicaram ou adotam o modelo de torcida única em seus clássicos de maior apelo.

    Créditos: Marcos Ribolli

    A frequência, portanto, é maior em:

    • Clássicos Estaduais com histórico recente ou constante de confrontos violentos.
    • Partidas em estados que já possuem regulamentação específica (como São Paulo).
    • Jogos pontuais em competições nacionais (Brasileirão, Copa do Brasil) ou continentais (Libertadores, Sul-Americana), quando o Ministério Público local ou a autoridade de segurança faz uma recomendação baseada em relatórios de risco, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ou a Conmebol a acatam.

    Motivação: A Violência Extrema

    O principal motor da torcida única é a escalada da violência praticada por membros de torcidas organizadas rivais. As brigas, emboscadas e vandalismos — que muitas vezes resultam em feridos graves e até mortes — tornaram-se um problema de segurança pública que ultrapassa as imediações do estádio.

    Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

    As autoridades (MP e Polícia) argumentam que, ao concentrar apenas uma torcida no estádio, é possível:

    1. Diminuir drasticamente os confrontos nos acessos e interior do estádio, que costumavam ser pontos de contato direto entre grupos rivais.
    2. Facilitar o policiamento, direcionando os esforços para prevenir emboscadas e confrontos em locais mais distantes e nos arredores da cidade ou em rotas de transporte público.
    3. Incentivar o retorno das famílias aos estádios, já que a percepção de segurança aumenta.

    Críticos, contudo, apontam que a medida é um«atestado de óbito da segurança pública» e que a violência apenas é deslocada para as ruas e para os dias sem jogos, por não punir de forma eficaz os responsáveis.

    Créditos: FRED MAGNO / O TEMPO

    Casos Recentes e Outros Detalhes

    Um exemplo notório recente fora do eixo São Paulo é o acordo firmado entre Atlético-MG e Cruzeiro para a adoção da torcida única nos clássicos em Minas Gerais, valendo, pelo menos, até o final de 2025. Essa medida foi tomada visando o controle de incidentes de violência.

    Outros Detalhes:

    • Impacto na Emoção: Muitos torcedores e entusiastas do futebol lamentam que a torcida única retira parte da «graça» e da rivalidade sadia dos clássicos. A ausência da provocação mútua e do espetáculo visual de duas grandes torcidas colorindo o estádio é um preço alto pago pela segurança.
    • A «Culpa» da Impunidade: A discussão frequentemente recai sobre a impunidade. Para muitos, a solução ideal não é a restrição da presença, mas sim o investimento em tecnologias como reconhecimento facial, que permitiria identificar e banir individualmente os torcedores violentos, sem penalizar a maioria que busca apenas assistir ao jogo em paz.

    Em suma, a torcida única é vista por grande parte das autoridades como um «remédio amargo, mas necessário» em um cenário onde a violência organizada ameaça a própria realização dos jogos e a vida dos cidadãos. É uma solução de caráter emergencial e que, idealmente, deveria ser temporária, mas que se arrasta há anos em alguns dos principais centros do futebol brasileiro.

    FAQ – Perguntas Frequentes sobre Jogos com Torcida Única

    O que é a Torcida Única?

    É uma restrição de segurança em que apenas os torcedores do time mandante (o time da casa) são autorizados a entrar no estádio para assistir à partida. Os torcedores da equipe visitante são proibidos de comparecer.

    Qual é o principal motivo para a adoção da Torcida Única?

    O principal motivo é o combate à violência extrema e aos confrontos entre membros de torcidas organizadas rivais. A medida visa garantir a segurança do público, das autoridades e dos jogadores, diante de um histórico de brigas que resultam em feridos e mortes.

    Em quais estados e tipos de jogos a Torcida Única é mais comum?

    A Torcida Única é mais comum e, em alguns casos, permanente, nos clássicos regionais (jogos de grande rivalidade) dos seguintes estados:

    • São Paulo: Desde 2016, todos os clássicos entre os «Quatro Grandes» (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos) têm torcida única.
    • Minas Gerais: Atualmente, os clássicos entre Atlético-MG e Cruzeiro têm um acordo de torcida única que se estende até o final de 2025.
    • Outros estados, como Bahia e Pernambuco, já aplicaram a medida em jogos de alto risco.

    A Torcida Única é uma solução definitiva para a violência?

    Não é vista como uma solução definitiva. Críticos e alguns especialistas argumentam que a Torcida Única apenas desloca a violência para as ruas, rodovias ou para os dias sem jogo, em vez de punir eficazmente os agressores. No entanto, as autoridades de segurança defendem que a medida diminui drasticamente os confrontos nas imediações e dentro dos estádios.

    Qual foi o exemplo mais recente de adoção da Torcida Única mencionado no texto?

    O exemplo mais recente citado é o acordo firmado entre Atlético-MG e Cruzeiro, em Minas Gerais, para que seus clássicos ocorram com torcida única até o final de 2025, visando controlar incidentes de violência e depredação.

    Quem geralmente exige ou impõe a regra da Torcida Única?

    Geralmente, a medida é imposta ou fortemente recomendada pelo Ministério Público (MP), em conjunto com as autoridades de Segurança Pública (Polícia), com base em relatórios de risco e no histórico de violência entre as torcidas. Em alguns casos, como em Minas Gerais, a decisão partiu de um acordo entre os próprios clubes.

    Quais são os pontos negativos da Torcida Única para os torcedores?

    O principal ponto negativo é a perda da essência e da emoção da rivalidade nos estádios. A ausência do espetáculo visual das duas torcidas e da provocação mútua é lamentada por muitos torcedores, que sentem que a medida retira parte da «graça» do futebol.

  • Ceará quebra tabu e vence o Corinthians em tarde histórica, deixando o timão longe do G-7.

    Ceará quebra tabu e vence o Corinthians em tarde histórica, deixando o timão longe do G-7.

    As equipes se enfrentaram neste Domingo (09), na Neo Química Arena, pela 33ª rodada do Brasileirão 2025.

    Vitória histórica! Ceará quebra tabu e vence o Corinthians na Neo Química Arena

    O Ceará fez história neste domingo (03) ao vencer o Corinthians por 1 a 0, em plena Neo Química Arena, pela 33ª rodada do Brasileirão 2025. O gol da vitória foi marcado por Galeano, após rápido contra-ataque, garantindo o primeiro triunfo do Vozão como visitante contra o Timão na era dos pontos corridos.

    Com o resultado, o Ceará chegou a 42 pontos, subiu para a 12ª colocação e segue sonhando com vaga na Copa Sul-Americana. Já o Corinthians amarga a segunda derrota seguida, permanece com 42 pontos e se distancia da zona de classificação para a Libertadores.

    Foto: Gabriel Silva/Ceará SC

    Primeiro tempo intenso: Corinthians pressiona, mas Ceará marca e leva vantagem

    O Corinthians começou pressionando e dominou os primeiros 30 minutos de jogo, criando boas chances e exigindo grandes defesas do goleiro Bruno Ferreira. O Timão chegou a balançar as redes aos 20 minutos com Gustavo Henrique, mas o lance foi anulado pelo VAR devido a impedimento de Matheus Bidu.

    Com boa movimentação de Garro, Bidu e Matheuzinho, o Corinthians foi perigoso nas bolas aéreas, mas faltou capricho nas finalizações. E o castigo veio rápido: em um contra-ataque letal, Galeano recebeu passe de Pedro Henrique e finalizou no canto para abrir o placar — 1 a 0 para o Ceará. Após o gol, o Vozão se fechou na defesa e segurou o ímpeto ofensivo corinthiano até o intervalo.

    Foto: Renato Gizii

    Segundo tempo truncado: Timão tenta reagir, mas Ceará segura o resultado

    O Corinthians voltou do intervalo com mais intensidade e passou a criar chances logo nos primeiros minutos. Dieguinho foi o destaque do ataque alvinegro, com boas jogadas individuais pelo lado direito. Mesmo com a pressão, o Timão esbarrou novamente na forte marcação do Ceará e na falta de precisão nas finalizações.

    Foto: Danilo Fernandes

    O Vozão, por sua vez, adotou uma postura mais defensiva e apostou nos contra-ataques em velocidade. As entradas de Paulo Baya e Fernandinho deram fôlego ao time, que teve oportunidades claras para ampliar o placar.

    Na tentativa de mudar o cenário, Dorival Júnior lançou Romero, Talles Magno e Gui Negão — este no lugar de Memphis Depay —, mas as alterações não surtiram efeito. O Ceará manteve o controle defensivo e garantiu a vitória em Itaquera.

    Destaque da partida: Dieguinho mostra raça e se destaca entre os medalhões do Timão

    Foto: Danilo Fernandes

    Mesmo com a derrota, o jovem Dieguinho foi o ponto alto do Corinthians. Ativo pelo lado direito, criou boas jogadas individuais e levou perigo à defesa do Ceará. Mostrou personalidade e velocidade, sendo o principal respiro ofensivo do Timão durante toda a partida.

    Próximos desafios de Corinthians e Ceará

    O Corinthians encara o São Paulo, no dia 20/11/2025, às 19h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena.

    Destaque: Um clássico paulista decisivo, onde o Corinthians busca recuperação e reencontro com bom desempenho após tropeços recentes.

    O Ceará recebe o Internacional, no dia 20/11/2025, às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza. local e data a serem confirmados.

    Destaque: O Ceará chega embalado por vitória histórica e precisa manter o ritmo para seguir firme em busca de vaga em competição internacional.

  • O Brasil precisa abrir as janelas 

    O Brasil precisa abrir as janelas 

    Durante o Fórum Brasileiro de Treinadores, disse que torcia para que Carlo Ancelotti tivesse sorte na Copa do Mundo e, depois, deixasse o cargo para um técnico brasileiro.

    A frase foi dita num evento em que o próprio Ancelotti estava no palco, e rapidamente viralizou.
    A cena, por si só, já seria constrangedora. Mas o que veio depois foi ainda pior: Oswaldo recusou-se a pedir desculpas, disse que não falou nada de errado e reafirmou a convicção de que o comando da Seleção deve ser de um brasileiro.

    Nada contra o patriotismo, eu também preferiria que o meu selecionador de Portugal fosse, de facto, português, mas há momentos em que o patriotismo soa a medo.

    O episódio foi vergonhoso porque revelou um pensamento que ainda me choca no futebol brasileiro: o receio do que vem de fora e o medo de ser substituído.

    Foto: Reprodução / YouTube / FBTF

    Quando o orgulho vira obstáculo  

    Renato Gaúcho também já deu declarações com o mesmo tom:

    “Do jeito que falam, parece que chegaram 100 portugueses e 90 tiveram sucesso. A paciência que a imprensa brasileira tem com o estrangeiro, não tem com o brasileiro.”

    Vanderlei Luxemburgo também já tinha ido pelo mesmo caminho meses antes, dizendo que “os portugueses não inventaram o futebol moderno”.

    Essa narrativa tem um problema simples: os estrangeiros que chegaram realmente tiveram sucesso.

    Jorge Jesus transformou o Flamengo num rolo compressor e virou lenda em poucos meses.
    Abel Ferreira criou um império no Palmeiras, continua empilhando taças e está novamente numa final da Libertadores.
    Pedro Caixinha levou o Bragantino a uma classificação histórica.
    Leonardo Jardim, campeão francês com o Mónaco frente ao todo-poderoso PSG, está a brilhar num Cruzeiro que tenta renascer do caos.
    Artur Jorge foi campeão da Libertadores com o Botafogo…

    Até Vítor Pereira, tão criticado, conseguiu eliminar o Boca na Bombonera com um dos piores Corinthians de sempre.

    Não chegaram 100, e nem todos tiveram resultados.
    Sejamos honestos: não são todos bons.
    Mas os que venceram… venceram a sério.

    O espetáculo do Craque Neto  

    No meio disso tudo, o meu favorito e sempre imprevisível Craque Neto não podia ficar de fora.
    Mandou Leonardo Jardim “voltar pra sua terra” e fez do caso um show.

    E eu confesso: me entretenho muito com o Craque Neto.
    É carismático, autêntico, engraçado, mas às vezes passa-se da cabeça.

    E quando a paixão ultrapassa a razão, o debate perde-se.
    Jardim não desrespeitou o Brasil. Pelo contrário: quis vê-lo melhor.

    A ironia do destino

    É curioso notar que, entre tantos nomes, talvez o melhor técnico brasileiro da atualidade seja Filipe Luís, e ele é um produto da escola europeia.
    Aprendeu tática, estrutura e mentalidade no Velho Continente.

    É quase poético: o futuro dos tecnicos brasileiros seja um gajo moldado em Madrid e Londres.

    O que isso mostra?
    Que o intercâmbio é necessário.
    Que ninguém evolui trancado na própria bolha.

    E sabem quem entendeu isso muito bem? A Arábia Saudita.

    Sergio Conceição e Jorge Jesus - Técincos de Al Itthiad e Al Nassr - Foto retirada de : CNN Portugal

    O risco do isolamento  

    A Arábia está a crescer, claro, com dinheiro infinito, mas o que realmente faz diferença é a estratégia.

    Eles vão buscar o conhecimento dos melhores, contratam técnicos de ponta, montam estruturas modernas e aprendem todos os dias.

    E não duvidem: em breve vão surgir grandes talentos árabes, tanto dentro das quatro linhas como a comandar.

    No sentido oposto está a Rússia.
    Claro que a guerra os tirou do mapa, mas mesmo antes disso a liga russa já vivia algo semelhante ao que se vê hoje no Brasil.

    Era uma das mais ricas do mundo, tinha jogadores talentosos — obviamente, menos artísticos, mais objetivos — e estádios de primeiro nível.
    Mas fechou-se.

    Recusava treinadores estrangeiros e os jogadores quase não saíam do país.

    Resultado: estagnação.

    Abrir as janelas  

    O futebol brasileiro tem uma das torcidas mais apaixonadas do mundo, estádios cheios e clubes com poder financeiro cada vez maior.
    Mas ainda falta algo essencial: abrir as janelas e deixar o vento entrar.

    Importar ideias não é perder identidade, é fortalecê-la.
    E, felizmente, já há sinais de mudança.

    Os clubes brasileiros e a CBF já estão a abrir os olhos, a olhar para fora, a buscar referências, a aprender.

    Quem ainda está revoltado são os técnicos, e é normal.
    Quando se muda uma cultura, há sempre resistência.
    Mas o que importa é que a mudança começou.

    O problema não é a nacionalidade. Até porque os portugueses, de facto, não inventaram o futebol moderno como diz o Luxemburgo mas tiveram a capacidade de querer aprender com quem traz algo novo.

    E, sinceramente, se for pra evoluir, que venham mais estrangeiros.
    Tanto o futebol brasileiro e o português só têm a ganhar.

    O técnico do Porto, é Francesco Farioli, um italiano que vai em primeiro na classificação.

    É cíclico.

    E eu prometo continuar assistindo o Craque Neto, só pra rir um pouco no meio do caos.

    Se algum dia ler isto, Neto, me convide para o Donos da Bola.

  • Artilheiro do Sport «implode» o balneário e é afastado por indisciplina!

    Artilheiro do Sport «implode» o balneário e é afastado por indisciplina!

    Derik Lacerda recusa-se a treinar e alega ser o «artilheiro do time»

    O Sport Club do Recife, já com um pé e meio na Série B e a viver uma das maiores crises da sua história recente, viu o balneário implodir nesta quinta-feira!

    Numa decisão chocante que agita o futebol brasileiro, o Leão da Ilha anunciou o afastamento imediato de Derik Lacerda, que é, ironicamente, o melhor marcador do clube nesta trágica campanha da Série A, com 6 gols.

    O motivo? Indisciplina grave!

    A Gota d’Água: «Sou o Artilheiro do Time»

    O Sport confirmou em comunicado que a decisão resulta de «episódios de indisciplina», sendo o mais recente na quinta-feira, quando o artilheiro se recusou a participar em parte das atividades de treino programadas pelo clube.

    O jogador não só se negou a cumprir um trabalho de recuperação física na frente dos seus colegas, como ainda terá justificado a sua birra dizendo que era o «artilheiro do time», numa demonstração clara de que se considerava acima das regras da equipa técnica.

    A postura do jogador, que chegou por empréstimo do Cuiabá, selou o seu destino.

    Numa época já marcada pelo desastre desportivo e pela lanterna da Série A, o Sport manda um sinal claro: ninguém está acima do clube, nem o próprio artilheiro. Derik Lacerda não voltará a vestir a camisa do Sport nos jogos que restam para o pesadelo terminar.

  • O Palmeiras e a alma da virada de Abel  

    O Palmeiras e a alma da virada de Abel  

    E aconteceu o que parecia impossível: o Palmeiras de fato se consagrou como O TIME DA VIRADA.
    E agora, finalmente, tenho uma memória viva sobre uma virada histórica para contar nas minhas histórias.

    Ao ver o jogo, o que mais me deixava animada era conseguir juntar as letras do hino à partida:

    “Defesa que ninguém passa, linha atacante de raça, torcida que canta e vibra. Por nosso Alviverde inteiro.”


    Cada verso parecia ganhar vida dentro de campo. Foi intenso, foi real e, com certeza, foi a noite mágica que Abel Ferreira prometeu.

    Esse jogo me fez pensar sobre quantas viradas históricas o Verdão já teve ao longo desses anos.

    Se pegarmos desde a fundação do clube, a lista é muito extensa, afinal o Palmeiras sempre teve esse DNA guerreiro.


    Mas falando da era Abel Ferreira, as viradas ganharam um novo significado. Elas deixaram de ser apenas resultados improváveis e passaram a simbolizar o que esse time representa: resiliência, mentalidade e alma vencedora.

    Sempre tivemos ecoando pelas arquibancadas o cântico:
    “O Palmeiras é o time da virada, o Palmeiras é o time do amor!”

    Mas, nos últimos cinco anos, sob o comando de Abel, essas palavras ganharam mais força e verdade. Não é mais só sobre um cântico, é também uma identidade.

    Apesar de alguns desencontros entre Abel e parte da torcida palmeirense, o técnico deve ser considerado um dos maiores treinadores da história do clube, e atualmente, um dos melhores do Brasil.

    O time do Palmeiras não é apenas uma vitrine de talentos, é também mentalmente uma equipe forte, guiada por um português nortenho que parece duro por fora, mas que carrega um o coração grande, pintado de verde e branco.

    Abel Ferreira: cabeça fria, coração quente.

    A frase virou um símbolo do que ele representa. Um homem que vive o jogo com intensidade, mas que pensa com lucidez mesmo nos momentos mais difíceis.

    Porque, sob o comando de Abel, o elenco não apenas virou jogos.
    Virou também história!

    Foi assim contra o São Paulo, no Paulistão de 2022, precisávamos de três gols e marcamos quatro.

    Foi assim contra o Flamengo, na Supercopa de 2023, quando cada gol de Veiga e de Menino marcavam na história mais uma virada.
    E foi assim contra o Botafogo, naquela noite em que o impossível virou realidade: de 0x3 para 4×3.

    Essas viradas são mais do que partidas marcantes, são um capítulo da história palmeirense, mas isso não é apenas sobre futebol.

    É sobre fé, resistência, sobre um time que se recusa a abaixar a cabeça.

    O Palmeiras de Abel é um reflexo da torcida: teimosa, intensa, inquieta.
    Um time que entra no gramado com a mesma emoção com que o torcedor grita da arquibancada.

    E quando o apito final soa, não é apenas a vitória que fica.
    É a lembrança de que cada virada carrega uma mensagem:
    O impossível não existe para o time do Palmeiras.

    Enquanto houver 1% de chance, o Palmeiras de Abel vai acreditar nos 99% de cabeça fria e coração quente.

  • Todas as lágrimas são amor, Abel Ferreira

    Todas as lágrimas são amor, Abel Ferreira

    Confesso: sou fã de Abel Ferreira. Goste-se mais ou menos do estilo das equipas do treinador português, ganhe mais ou menos títulos, é um homem de raça. Luta, chora, grita, encoraja e vive todos os momentos como se fossem o último.

    E no meio disto tudo, mais uma final foi alcançada pelo Palmeiras. Depois de perder 3-0 na primeira mão, até eu perdi esperança. Mas foi uma reviravolta digna de uma equipa de Abel Ferreira.

    No final do jogo, o português chorou. E foram lágrimas de amor, de quem ama o futebol, ama o Palmeiras e ama os seus jogadores. Abel ainda disse que após o jogo só lhe apetecia abraçar a filha, que está em Portugal.

    Este lado humano, com todas as emoções à flôr da pele, para o bem e para o mal, tornam muito difícil não gostar de Abel Ferreira. Mesmo para quem é adepto do rival, a paixão e entrega do homem é louvável.

    E num mundo onde falta energia, Abel Ferreira é o exato oposto. Os discursos no balneário do Palmeiras são dos meus preferidos de ver.

    Seja um do dia da mãe, onde pediu aos jogadores para escreverem o nome das mães na mão e jogarem por ela. Ou quando colocou fotos dos jogadores em criança e puxou pelo “orgulho” do trajeto.

    No Mundial de Clubes, disse aos jogadores que eles “pagavam” para estar ali. “Levem esta energia, este pensamentos, por nós, por eles e pelos nossos que estão lá em cima”. É arrepiante só de ouvir.

    Abel Ferreira é um excelente comunicador, não só o conteúdo é forte, como a mensagem é dita ao melhor nível, digno de discurso de filme sobre gladiadores.

    Falta treinadores assim hoje em dia. Com garra, emoções à flôr da pele, que sofram tanto como os adeptos e que transmitam ao balneário a força do querer.

    Numa era de futebolistas preocupados em escrever mensagens provocatórias no Instagram, ou em partilhar infromações aos jornais para denegrir um treinador, falta líderes como Abel Ferreira.

    Há que haver respeito e há que saber dar-se respeito. Abel é certeiro em ambas. Fala da família, de orgulho, de saudade, de amor, chora, ri e ganha. Abel Ferreira é um vencedor.

    Volto ao início desta opinião. Goste-se mais ou menos do futebol dele, ganhe mais ou menos jogos, quero acreditar que há poucas pessoas que não gostariam de ter um homem como Abel Ferreira no seu clube.

    Todas as lágrimas são de amor, Abel Ferreira. Por isso, torço por ti. Portugal está contigo, campeão.

  • Neymar antecipa retorno ao Santos e deve enfrentar Fortaleza neste sábado

    Neymar antecipa retorno ao Santos e deve enfrentar Fortaleza neste sábado

    Estrela pode estar de volta aos gramados após lesão

    Após mais de 40 dias afastado dos campos por uma lesão muscular, Neymar deve voltar a jogar pelo Santos neste sábado (1º), contra o Fortaleza, pelo Brasileirão. A decisão surpreendeu até mesmo seu estafe, que havia planejado um retorno mais gradual. O clube confirmou a presença do craque na lista de relacionados para a partida.

    O atacante retomou os treinos com bola nesta semana e, apesar do planejamento inicial, foi relacionado antes do previsto. A expectativa da equipe médica era que Neymar voltasse apenas no dia 9, diante do Flamengo, no Maracanã, com 100% de condições físicas.

    No entanto, com liberação dos exames médicos e o apoio da diretoria, o jogador iniciou a transição física antecipada. Nesta sexta-feira (31), treinou normalmente com o grupo, convencendo o técnico Juan Pablo Vojvoda de que poderia ser escalado para o duelo.

    A decisão do craque foi motivada pela importância da partida, já que o Santos encara o Fortaleza como adversário direto na luta contra o rebaixamento. Neymar pretende atuar por pelo menos 15 minutos, caso o time precise de seu desempenho em campo.

    No momento, o Santos ocupa a 16ª posição do Brasileirão, com 32 pontos, apenas um à frente do Vitória, que abre a zona de rebaixamento. O Fortaleza, com 27 pontos, figura na zona da degola. O jogo está marcado para este sábado, às 16h, na Vila Belmiro.

  • Red Bull Bragantino confirma Vagner Mancini como novo técnico para reta final da temporada

    Red Bull Bragantino confirma Vagner Mancini como novo técnico para reta final da temporada

    Red Bull Bragantino anunciou nesta quinta-feira (30) a contratação de Vagner Mancini como novo técnico da equipe. O treinador assina contrato até o final da temporada de 2025.

    Mancini chega para substituir Fernando Seabra, que foi demitido pelo clube após uma derrota recente. A expectativa é que ele assuma o comando já neste fim de semana, com a estreia prevista no próximo jogo do Bragantino.

    O técnico de 59 anos tem relação antiga com o clube: ele jogou pelo Bragantino nas temporadas de 1991 e 1992, e agora retorna em nova função. Na comissão técnica de Mancini, chegam também Réver (auxiliar), Claudio Andrade (analista de desempenho) e Lucas Itaberaba (preparador físico).

    A missão de Mancini é clara: levar o Bragantino a uma reação no Brasileirão. Atualmente, o time ocupa a 12ª posição na tabela, com 36 pontos, apenas cinco acima da zona de rebaixamento.

    Em suas primeiras declarações, Mancini demonstrou entusiasmo em retornar a Bragança Paulista: «Estou muito feliz. Bragança e o Bragantino são parte da minha história… é especial voltar a uma casa onde fui bem recebido».

    Ele assume sob pressão, mas com respaldo da diretoria: «É uma alegria voltar justamente neste momento… estruturado, com pessoas competentes ao lado. Há todos os elementos para um ótimo trabalho”, disse Mancini ao confirmar o seu compromisso.»

  • Como as grandes torcidas brasileiras se tornaram fenômenos culturais

    Como as grandes torcidas brasileiras se tornaram fenômenos culturais

    O futebol é sempre muito intenso, mas no Brasil ser torcedor de um clube é muito mais do que apoiar sua equipe! Trata-se de uma questão de identidade e pertencimento a uma comunidade.

    Antes de «atacar» o tema de como é que as grande torcidas se tornaram fenômenos culturais, é necessário primeiro compreender quem são os clubes brasileiros com mais torcedores do Brasil para depois partir para uma análise mais concreta desta abordagem.

    Os clubes brasileiros com maior número de torcedores

    Uma pesquisa nacional feita pela Ipsos-Ipec, realizada em junho de 2025, confirmou a tendência de pesquisas em anos anteriores: o Flamengo segue como o time com a maior torcida do Brasil, com cerca 21,2% da população. 

    Na segunda posição do pódio está o Corinthians, que tem 11,9%, e logo depois vêm clubes como o Palmeiras (6,5%), o São Paulo (6,4%), o Vasco da Gama (3,4%) e o Grêmio (3,0%).

    Além desses resultados, uma outra pesquisa, publicada pela CNN Brasil, também apurou que o futebol é uma das maiores forças de união social no país, sendo potenciada pela presença digital nas redes. Num terceiro elo desta ligação, a diversidade regional das torcidas surge como mais um fator que contribui para as transformações culturais de que tanto se falam.

    Flamengo e Corinthians: enormes, mas muito diferentes

    Mais do que apoiar um clube, fazer parte de uma torcida é, para muitos, a possibilidade de sentir que pertencem a um determinado grupo, numa perspetiva de inclusão social.

    Por exemplo, o Flamengo, que nasceu na capital e é um clube popular, fez a imensa maioria da sua torcida através das conquistas que foi alcançando na sua história e pela exposição na mídia nas últimas décadas. O clube tornou-se conhecido em todo o país na década de 1980, quando a TV começou a crescer e a levar o futebol a cada casa e canto do país. Hoje é assim em quase todo o Brasil: segundo o Datafolha, ele está à frente com 29% dos adeptos do Norte e 25% do Nordeste. 

    O Corinthians, por outro lado, não baseia a multidão que o segue nos mesmos pilares. O Timão reflete a essência da alma paulistana: um time do povo urbano, humilde e operário. A Democracia Corinthiana, um movimento emblemático dos anos 1980, deixou sua marca tanto no futebol quanto na política, convertendo o Corinthians em um ícone de luta e liberdade do povo.

    Diversidade regional e torcidas locais fortes

    Apesar de Flamengo e Corinthians serem os principais clubes do país – isto segundo as fontes – o futebol brasileiro é bem diversificado!

    No outro lado do país, no Sul, as torcidas do Grêmio (23%) e Internacional (18%) representam o orgulho gaúcho, ao mesmo tempo que no Nordeste, surgem ainda equipes como Bahia e Sport Recife que preservam identidades regionais robustas muito fincadas às cidades dos clubes.

    Essa interação entre torcidas locais e nacionais é outro ponto importante! Muitos torcedores apoiam ao mesmo tempo o time da sua cidade e um dos principais clubes do país. Esse fenômeno reflete a importância cultural e emocional do futebol no Brasil, em que o ato de «torcer» ultrapassa as limitações geográficas.

    O poder económico e simbólico das torcidas

    As grandes torcidas não apenas despertam paixões — elas mobilizam pessoas, juntam ideais e fortalecem conexões.

    De acordo com a consultoria SportsValue (2024), o Flamengo também ocupa a primeira posição nas redes sociais, contabilizando mais de 60 milhões de seguidores em todas as plataformas do clube. Como é normal, a presença digital amplia o valor comercial dos clubes e sua relevância cultural no mundo, facilitando e incentivando o crescimento das torcidas e a aposta das equipas neste ramo

    Alguns exemplos atuais são as torcidas que se organizam na internet, produzem conteúdos, memes, iniciativas solidárias e produtos culturais. O adepto contemporâneo é, ao mesmo tempo,um fã,um  criador de conteúdo e consumidor desse conteúdo. O futebol tornou-se num fenômeno híbrido que mistura esporte, entretenimento e cultura popular devido a essa nova forma de engajamento digital.

    Futebol como cultura viva

    O futebol brasileiro já deixou os relvados há bastante tempo.

    As torcidas, presentes em estádios, ruas e redes sociais, representam manifestações culturais completas, cantando, criando coreografias, organizando protestos e promovendo ações solidárias.

    Apoiar um clube vai além disso: é reafirmar uma história, uma classe e uma identidade em que as pessoas se reveem. 

    As grandes torcidas brasileiras — rubro-negras, alvinegras, tricolores ou verdes — representam atualmente um dos fenômenos culturais mais significativos da América Latina, conseguindo reunir milhões de pessoas em torno de uma paixão comum: o futebol.

    FAQS

    Quais são os clubes com mais torcedores no Brasil?
    Flamengo lidera com cerca de 21,2%, seguido por Corinthians (11,9%), Palmeiras (6,5%) e São Paulo (6,4%), segundo pesquisa Ipsos-Ipec 2025.

    Por que as torcidas são consideradas fenómenos culturais?
    Porque vão além do futebol: refletem identidade coletiva, tradição, participação social e manifestações culturais, como músicas, coreografias e conteúdos digitais.

    Como a torcida influencia a economia dos clubes?
    Torcedores geram receita por meio de produtos oficiais, venda de bilhetes e atração de patrocinadores, além de aumentar o valor das transmissões televisivas.

    Qual é o impacto das torcidas nas redes sociais?
    Grandes torcidas, como a do Flamengo, têm dezenas de milhões de seguidores, criando comunidades digitais que reforçam a cultura do clube e engajamento global.

    As torcidas refletem diferenças regionais no Brasil?
    Sim. Além das torcidas nacionais, clubes regionais como Grêmio, Internacional, Bahia e Sport Recife mantêm forte presença local, expressando identidades culturais distintas.

    Torcer é apenas apoiar o clube?
    Não. É uma forma de pertencimento, afirmação social e expressão cultural que conecta milhões de brasileiros além dos estádios.