Tag: Brasileirão

  • Botafoguenses: nós já vimos este filme

    Botafoguenses: nós já vimos este filme

    No dia 1 fui a um churrasco do meu amigo argentino. Quem já leu outros artigos meus sabe. Estava lá um rapaz brasileiro com a camisola 13 do Botafogo, número que me dá boas memórias: Alex Telles no FC Porto, jogador que deixa saudades, até mais pela atitude do que pelo jogo jogado, embora não fosse nada mau de pés ahahah. O rapaz estava contente porque o Botafogo contratou um jovem argentino chamado Martín Anselmi. E a minha reação, numa mesa cheia de adeptos do FC Porto, foi imediata: eu conto ou vocês contam? Anselmi foi provavelmente a coisa mais desastrosa que aconteceu ao FC Porto desde que tenho memória.

    Curiosamente, no meio de todo aquele hype inicial da chegada de Anselmi ao Porto, estava também presente o meu amigo argentino, simpatizante do FC Porto, que foi o primeiro a lançar o alerta. No meio da euforia geral, disse algo que na altura soou quase a heresia: “Não festejem. Ele vai ser flop. Um treinador que perde e vem com desculpas baseadas em estatísticas, número de remates e expected goals não é treinador. É jornalista ou analista.” Na altura rimo nos. Hoje, a verdade é que tivemos de lhe dar razão.

    A chegada de Anselmi foi cheia de hype, mas com muitas dúvidas à mistura. Não é normal um sul americano vir treinar um clube europeu tão cedo na carreira, não é normal um treinador fazer o salto do Cruz Azul para um gigante europeu. A ilusão inicial vinha de um bom falante, bastante comunicativo, com ideias arrojadas, vídeos de guarda redes a jogarem com bola nos pés fora da área e uma postura que fazia lembrar um jovem Mourinho, só que a falar espanhol. Havia também a fama de praticar futebol atrativo da escola de Bielsa e, sendo argentino, esperava se raça e luta. A verdade é que eu não sou fã de Marcelo Bielsa. Não sou fã dessa romantização. Gosto de futebol pela estratégia. Por mais que certos jogos sejam feios, podem ser muito mais interessantes do que essas maravilhas que acabam em 5-5. As equipas de Bielsa não sabem defender e, acima de tudo, não ganham títulos. E isso não me causa interesse nenhum. O português é resultadista: olhamos para a solidez italiana, para o atrevimento brasileiro e para a estratégia e técnica espanholas.

    Anselmi foi um desastre no FC Porto. É certo que, quando chegou, já ninguém esperava que fosse campeão. Entrou a 8 pontos do líder Sporting e a 2 do Benfica, na segunda posição, na jornada 20. Mas também é certo que conseguiu piorar tudo. Não houve uma única melhoria visível, nem coletiva, nem individual, nem tática. Acabou a época a 9 pontos do segundo, Benfica, e a 11 do campeão Sporting. É certo que perdeu Galeno e Nico González, mas essa é mesmo a única desculpa ou benefício que lhe podemos dar. De resto, foi sempre a descer.

    Foi humilhado em casa pelo grande rival, o Benfica, por 1-4. Sim, isto para um portista é mais do que humilhante, é o pior que pode acontecer, algo nunca visto em dezenas de anos. Ainda foi fazer figura ridícula ao Mundial de Clubes: empate com o Palmeiras, derrota humilhante com o Inter Miami, meu Deus isto foi mais do que humilhante, e um jogo arcaico com o Al Ahly, um 4-4 completamente partido, sem qualquer rigor tático, demonstrando ausência total de critério, ideia ou estratégia. Um Mundial da vergonha.

    Martin Anselmi não foi capaz de lidar com as críticas. Foi teimoso com a sua formação e com a sua tática, mesmo não tendo jogadores para essas posições. William Gomes como ala defesa esquerdo, sim, ninguém entende. Essa teimosia começou a soar a arrogância. Nunca foi capaz de mostrar capacidade para corrigir ou alterar peças durante a partida, nunca soube ler o jogo. A verdade é que Anselmi tornou se motivo de gozo. Os portistas querem esquecer e os rivais fazem questão de lembrar. Diz se que, a nível metodológico, era uma confusão, o balneário não estava com ele e existia um relaxamento estranho. E ainda nem falei nos casos célebres de jogadores em discotecas e escândalos fora de campo, algo que não acontecia no Porto há anos.

    O contraste surge naturalmente com Francesco Farioli, italiano, que está a brilhar no FC Porto. Neste momento é líder invicto do campeonato, com apenas 4 golos sofridos, e um deles foi auto golo, o que diz tudo ahaha. Metódico, resultadista e capaz de criar outro tipo de união, não só com os jogadores como com os adeptos. É verdade que teve outro tipo de reforços e o facto de Anselmi ter vindo antes ainda lhe dá mais brilho. Conseguiu recuperar jogadores que não rendiam, como Diogo Costa, Alan Varela, Pepê, Francisco Moura ou Samu.

    Eu não sou fã de filosofias à Bielsa. Eu prefiro ganhar. Esse é o meu objetivo no jogo. Não quero perder 5-4 num jogaço. Deixo isso para os loucos que dizem amar o futebol mas nada gostam de ganhar. Anselmi terá as suas ideias, teve sucesso no Independiente del Valle e no Cruz Azul, gostavam dele. Não lhe retiro valor nem lhe desejo o insucesso. Espero que consiga ter uma boa carreira, mas tem de melhorar muito daquilo que mostrou no FC Porto, sob pena de correr o sério risco de ser lembrado como o pior treinador do século XXI dos dragões.

    Imagem de apresentação de Martin Anselmi como DT do Botafogo. Imagem: @botafogo

    Posto isto, acredito mais no sucesso dele no Botafogo do que no Porto, mas mesmo assim acho esta aposta uma loucura, mas John Textor é assim. Preparo já os meus amigos botafoguenses: ele é bom falante e, ao início, vai enganar vos. Veremos se consegue, e espero que sim, mas não vos consigo deixar nada de bom e confesso que não sinto um bom presságio ahaha.

  • Guilherme Arana é anunciado pelo Fluminense como novo reforço para 2026

    Guilherme Arana é anunciado pelo Fluminense como novo reforço para 2026

    O lateral esquerdo de 28 anos assinou contrato em definitivo com o Tricolor das Laranjeiras.

    Neste domingo, em suas redes sociais, o clube carioca anunciou mais um reforço para a temporada de 2026. Com nenhuma peça definitiva na posição, o time de Zubeldía espera que Guilherme Arana seja o nome que trará segurança e regularidade para esse setor do campo.

    Arana, cria das categorias de base do Corinthians, com passagens na Europa, fez história pelo Atlético Mineiro, sendo uma peça fundamental de um dos elencos mais vitoriosos da história do clube, conquistando 6 campeonatos mineiros seguidos, um campeonato brasileiro e uma Copa do Brasil. O atleta sai em definitivo para o Fluminense, com os valores das negociações não sendo divulgados, assina um contrato de quatro anos e já começa os treinamentos junto do elenco para a pré temporada.

    Temporada passada e janela do Fluminense

    Na última temporada o lateral fez 49 jogos pelo Galo, chegando à final da CONMEBOL Sudamericana, que acabaram perdendo para o Lanús. Apesar de ser dono da posição no Atlético Mineiro, o atleta estava sofrendo críticas devido ao seu baixo desempenho, desgastando-se com a torcida.

    O Tricolor Carioca começa a todo o vapor na janela, já tendo apresentado o zagueiro Jemmes do Mirassol, agora, o lateral. A equipe comandada por Luis Zubeldía busca fazer uma janela com nomes de peso, que estão aparecendo como oportunidades de mercado para reforçar o time que disputará a Copa Libertadores neste ano.

  • A maior torcida do Brasileirão: o que dizem as pesquisas sobre o tamanho das torcidas no Brasil

    A maior torcida do Brasileirão: o que dizem as pesquisas sobre o tamanho das torcidas no Brasil

    No universo do futebol brasileiro, a discussão sobre o tamanho das torcidas é quase tão acalorada quanto os debates sobre arbitragem ou contratações.

    Para além do «achismo» das mesas de bar, os institutos de pesquisa desempenham um papel fundamental ao traduzir a paixão nacional em números frios e estatísticas. Nos últimos anos, e consolidando-se em 2025, os levantamentos de órgãos como AtlasIntel, Datafolha, Quaest e Ipec desenharam um mapa demográfico claro, reafirmando lideranças históricas e apontando novas tendências de crescimento impulsionadas por fases vitoriosas.

    A hegemonia rubro-negra e o fenômeno nacional

    O dado mais consistente em todas as metodologias é a liderança absoluta do Flamengo. O clube carioca não é apenas o mais popular do Rio de Janeiro, mas consolida-se como uma potência de alcance continental. As pesquisas mais recentes, como o relatório da AtlasIntel divulgado no final de 2024 e atualizado em 2025, indicam que o rubro-negro detém entre 21% e 25% da preferência nacional.

    Torcida do Flamengo na final da Libertadores 2025.

    FOTOS GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO

    A força do Flamengo reside na sua capilaridade. O clube lidera com folga nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, superando muitas vezes a soma dos clubes locais. Em números absolutos, projeta-se uma nação de mais de 42 milhões de torcedores, uma massa humana superior à população de países como a Argentina ou a Espanha.

    O Corinthians e a fidelidade concentrada

    Na segunda posição, invariavelmente, aparece o Corinthians. O clube paulista mantém uma base sólida que oscila entre 14% e 15% nas principais pesquisas. Diferente do rival carioca, a força do «Timão» é mais concentrada geograficamente, sendo a maior torcida da região Sudeste e disputando a liderança voto a voto no estado do Paraná.

    Torcida do Corinthians. José Manoel Idalgo / Corinthians

    A torcida corinthiana destaca-se pela fidelidade e pelo alto engajamento. Mesmo em períodos de menor brilho técnico, a porcentagem de adeptos mantém-se estável, provando que a identidade do «bando de loucos» é resiliente a crises, garantindo ao clube o posto inabalável de segunda maior força popular do país.

    A batalha pelo bronze: São Paulo e Palmeiras

    Se o topo da pirâmide é estático, o terceiro lugar é o palco da disputa mais acirrada do cenário atual. Historicamente, o São Paulo ocupava confortavelmente essa posição. No entanto, a era vitoriosa do Palmeiras (iniciada em 2015 e potencializada sob o comando de Abel Ferreira) alterou a demografia das arquibancadas, especialmente entre os mais jovens.

    Crédtiso: Arquivo São Paulo

    As pesquisas recentes mostram um cenário de empate técnico. Em alguns levantamentos, como no Datafolha, o São Paulo aparece ligeiramente à frente (com cerca de 8% a 9%); em outros, focados no ambiente digital ou com metodologias diferentes como a AtlasIntel, o Palmeiras já surge ultrapassando o rival ou empatado na casa dos 9%. O Vasco da Gama, tradicionalmente o dono do quarto ou quinto posto, segue no pelotão de elite, mas vê a distância para a dupla paulista aumentar ligeiramente devido à escassez de títulos nacionais nas últimas duas décadas.

    O fator regional e as metodologias

    É importante notar que o Brasil possui «países» dentro de si. No Rio Grande do Sul, a polarização Grêmio e Internacional desafia a lógica nacional, com ambos os clubes dominando quase a totalidade da preferência local. O mesmo ocorre em Minas Gerais com Atlético Mineiro e Cruzeiro, que dividem o estado e possuem torcidas que figuram no top 10 nacional.

    As variações entre as pesquisas (algumas presenciais, outras digitais) podem alterar décimos percentuais, mas a fotografia geral do Brasileirão é nítida: existe um gigante nacional (Flamengo), um gigante concentrado (Corinthians) e uma classe média alta (composta por São Paulo, Palmeiras e Vasco) que luta para expandir as suas fronteiras em um país cada vez mais conectado.

    FAQs sobre o tamanho das torcidas no Brasil

    Qual é a maior torcida do Brasil segundo as pesquisas mais recentes?

    Todas as pesquisas de institutos renomados (como AtlasIntel, Ipec, Datafolha) apontam o Flamengo como a maior torcida do Brasil, com percentuais que variam entre 21% e 25%.

    Quem ocupa o segundo lugar no ranking de torcidas?

    O Corinthians ocupa a segunda posição de forma consolidada, com aproximadamente 14% a 15% da preferência nacional.

    Existe uma disputa pela terceira maior torcida?

    Sim. Atualmente, existe um empate técnico entre São Paulo e Palmeiras na disputa pelo terceiro lugar, com variações dependendo da metodologia da pesquisa e da margem de erro.

    Onde se concentra a maior parte da torcida do Flamengo?

    Além do Rio de Janeiro, o Flamengo possui enorme predominância nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o que lhe confere o status de torcida mais nacional do país.

    Qual a situação do Vasco da Gama nas pesquisas?

    O Vasco da Gama figura geralmente na quinta posição (ou disputando a quarta em algumas margens de erro), mantendo uma base fiel e histórica, embora tenha visto o crescimento dos rivais paulistas (Palmeiras e São Paulo) nas últimas décadas.

    Como são feitas essas pesquisas?

    As pesquisas variam na metodologia. Algumas, como o Datafolha, são presenciais (o entrevistador aborda as pessoas na rua), enquanto outras, como a AtlasIntel, utilizam recrutamento digital calibrado por algoritmos para garantir a representatividade demográfica.

    As fases vitoriosas influenciam o tamanho da torcida?

    Sim. Estudos indicam que sequências de títulos (como as vividas recentemente por Palmeiras e Flamengo) tendem a aumentar a adesão de novos torcedores, especialmente entre as crianças e jovens (faixa etária de 7 a 15 anos).

  • O bom filho à casa torna: Gabigol é anunciado como reforço do Santos por empréstimo

    O bom filho à casa torna: Gabigol é anunciado como reforço do Santos por empréstimo

    O «Menino da Vila» retorna ao clube que o formou para a sua terceira passagem, após temporada sem brilho no Cruzeiro. O contrato é válido até o final de 2026.

    A Vila Belmiro tem o seu ídolo de volta. Na manhã deste sábado (03), o Santos oficializou o retorno de Gabriel Barbosa, o Gabigol, para a sua terceira passagem pelo clube. O atacante chega por empréstimo do Cruzeiro e assinou contrato até o final da temporada de 2026.

    Gabigol, que é cria das categorias de base do Peixe, onde chegou em 2004 com apenas oito anos, busca reencontrar o seu melhor futebol no lugar onde tudo começou. A negociação envolveu um acordo financeiro para a divisão dos salários do atleta, que giram em torno de R$ 2,5 milhões mensais.

    De ídolo a reserva: o contexto do retorno

    Após brilhar intensamente no Flamengo, onde conquistou duas Libertadores, Gabigol transferiu-se para o Cruzeiro no ano passado. No entanto, a sua passagem pela Raposa não repetiu o sucesso anterior. O atacante foi reserva durante a maior parte de 2025, somando 49 jogos (apenas 23 como titular), 13 gols e quatro assistências.

    A permanência em Belo Horizonte tornou-se insustentável com a chegada do técnico Tite, com quem o jogador já teve desavenças no passado. O Santos, atento à oportunidade de mercado e à identificação do atleta com a torcida, agiu para repatriar o goleador.

    Em suas passagens anteriores pelo Santos, Gabigol acumulou números expressivos:

    • 206 jogos disputados.
    • 83 gols marcados.
    • 13 assistências.
    • Artilharia da Copa do Brasil (2014, 2015 e 2018) e do Brasileirão (2018).
    • Dois títulos do Campeonato Paulista (2015 e 2016).

    O anúncio oficial nas redes sociais do clube destacou a identidade do jogador: «Menino da Vila, santista e cruel. Gabriel Barbosa está de volta ao Santos FC!». A expectativa agora é que, em casa, Gabigol retome o protagonismo que marcou a sua carreira.

  • Náutico acerta com Felipe Saraiva, ex-Ansan Greeners, para o ataque em 2026

    Náutico acerta com Felipe Saraiva, ex-Ansan Greeners, para o ataque em 2026

    O atacante de 27 anos, formado na Ponte Preta e com passagens pelo futebol do Catar e da Coreia do Sul, chega em definitivo para reforçar o setor ofensivo do Timbu.

    O Náutico confirmou mais um reforço para a temporada de 2026. Trata-se do atacante Felipe Saraiva, de 27 anos, que estava atuando no futebol sul-coreano. A contratação foi oficializada pelo clube pernambucano, que aguardava o término do vínculo do atleta com o Ansan Greeners para selar o acordo definitivo.

    Felipe Saraiva é cria das categorias de base da Ponte Preta e também teve passagem pela base do São Paulo. Nos últimos anos, o jogador construiu sua carreira no exterior, defendendo clubes como o Al-Muharraq, do Catar, e o Gyeongnam, também da Coreia do Sul, antes de chegar ao Ansan Greeners.

    Temporada na Ásia e chegada ao Recife

    Na última temporada, defendendo o Ansan Greeners, Felipe Saraiva disputou 27 partidas e marcou dois gols. O jogador já estava integrado aos treinamentos do Náutico, mas a oficialização dependia da questão contratual com o seu antigo clube.

    A chegada de Felipe Saraiva visa dar mais opções de velocidade e profundidade ao ataque do Timbu, que busca montar um elenco competitivo para os desafios do ano. O jogador traz na bagagem a experiência internacional e a formação em clubes tradicionais do futebol paulista.

  • Média de torcida no Brasileirão 2024: presença nos estádios, rankings e recordes da temporada

    Média de torcida no Brasileirão 2024: presença nos estádios, rankings e recordes da temporada

    O Brasileirão Série A de 2024 consolidou uma tendência que vem transformando o futebol nacional: a presença massiva e constante dos torcedores nas arquibancadas. Se em 2023 o campeonato bateu recordes históricos, a temporada de 2024 serviu para firmar o produto como um sucesso de público, registrando a segunda maior média da história da competição, com números que giram em torno de 25 mil pagantes por jogo.

    Os estádios modernos, o fortalecimento dos programas de sócio-torcedor e a competitividade acirrada tanto no topo quanto na base da tabela foram os combustíveis para manter as arenas lotadas de norte a sul do país.

    O domínio rubro-negro e a força das massas

    No topo do ranking de média de público, o cenário manteve-se familiar. O Flamengo liderou mais uma vez com folga, registrando uma média impressionante superior a 51 mil pagantes por jogo. O Maracanã continuou sendo o epicentro da festa rubro-negra, funcionando como um caldeirão que empurra o time e gera receitas milionárias.

    Créditos: Arquivo Corinthians

    Logo atrás, o Corinthians reafirmou a lealdade da sua Fiel torcida. Mesmo em uma temporada de oscilações esportivas, a Neo Química Arena manteve uma taxa de ocupação altíssima, garantindo ao clube paulista a segunda posição com médias próximas aos 43 mil pagantes.

    O São Paulo (com o Morumbis sempre cheio, superando a barreira dos 40 mil de média) e o Bahia (transformando a Fonte Nova em um dos ambientes mais hostis e festivos do Brasil, com médias acima de 36 mil) completaram o pelotão de elite, provando que a paixão supera qualquer fase tática.

    Recordes e curiosidades da temporada

    A temporada de 2024 não foi feita apenas de médias, mas de picos impressionantes que merecem destaque:

    • O recorde de renda: O confronto entre Vasco da Gama e Palmeiras, válido pela 27.ª rodada e realizado no estádio Mané Garrincha (Brasília), registrou a maior renda bruta da Série A, ultrapassando a casa dos R$ 7,49 milhões. Isso demonstra a força econômica dos jogos quando levados a praças com grande demanda reprimida.
    Mosaico da torcida do Botafogo no Estádio Nilton Santos, com bandeirão 3D do cachorro símbolo do clube e efeitos pirotécnicos nas arquibancadas, durante a festa em busca do título do Brasileirão. Foto: Maga Jr/Agência F8/Gazeta Press.
    Créditos: Reprodução Botafogo
    • O gigante Botafogo: O Glorioso, embalado pela sua performance esportiva, protagonizou um dos maiores públicos da competição ao levar mais de 57 mil torcedores ao Maracanã no duelo contra o Criciúma (30.ª rodada), mostrando que a sua torcida abraçou o time na luta pelo topo.
    • Domínio no Top 10: Embora o recorde pontual de público tenha sido disputado jogo a jogo, o Flamengo mostrou a sua força bruta ao colocar o seu nome na maioria das partidas do “Top 10” de maiores públicos do ano, evidenciando uma regularidade assustadora.

    O abismo e os desafios

    Apesar da festa, o Brasileirão 2024 também expôs as desigualdades do futebol nacional. Enquanto o topo da tabela de público lota arenas de Copa do Mundo, clubes como o Cuiabá e o Red Bull Bragantino figuraram na parte inferior do ranking.

    O Cuiabá, por exemplo, registrou alguns dos menores públicos da competição (com jogos abaixo de 2 mil pagantes), levantando debates sobre o engajamento local em regiões fora do eixo tradicional e a necessidade de estratégias de marketing mais agressivas para atrair o torcedor em jogos de menor apelo midiático.

    Em resumo, 2024 provou que o brasileiro quer ir ao estádio. O desafio para os próximos anos deixa de ser apenas “levar o torcedor”, passando a ser “como melhorar a experiência” para que a média de 25 mil se torne o novo piso, e não o teto.

    FAQs sobre a média de público do Brasileirão 2024

    1. Qual clube teve a maior média de público no Brasileirão 2024?

    O Flamengo foi o líder isolado, com uma média superior a 51 mil pagantes por partida.

    2. Qual foi a média geral de público do campeonato?

    A competição registrou a segunda maior média da história, girando em torno de 25 mil torcedores por jogo, ficando pouco atrás apenas do recorde de 2023.

    3. Quais clubes completaram o “Top 4” de maiores torcidas no estádio?

    Além do líder Flamengo, o ranking foi seguido por Corinthians (2.º), São Paulo (3.º) e Bahia (4.º).

    4. Qual jogo registrou a maior renda bruta da Série A 2024?

    O recorde de arrecadação em uma única partida do campeonato foi o confronto entre Vasco e Palmeiras, jogado em Brasília, com uma renda de R$ 7,49 milhões.

    5. O Botafogo teve destaque nos públicos em 2024?

    Sim. Impulsionado pela boa campanha, o Botafogo registrou excelentes públicos, com destaque para a partida contra o Criciúma no Maracanã, que recebeu mais de 57 mil pessoas.

    6. Quais times tiveram as piores médias de público?

    Clubes como Cuiabá e Red Bull Bragantino figuraram na parte inferior do ranking de presença nos estádios.

    7. A média de público de 2024 superou a de 2023?

    Não. Embora tenha sido historicamente alta e um sucesso absoluto, a média de 2024 ficou ligeiramente abaixo da marca recorde estabelecida na temporada de 2023.

  • Fluminense monitora situação de Everton Cebolinha e estuda tirar atacante do Flamengo

    Fluminense monitora situação de Everton Cebolinha e estuda tirar atacante do Flamengo

    Insatisfeito com a falta de minutos na Gávea, o ponta entrou na lista de desejos do Tricolor para 2026 e pode protagonizar uma troca direta entre rivais.

    O mercado da bola no Rio de Janeiro pode aquecer com uma transferência de impacto entre rivais para a temporada de 2026. O Fluminense manifestou interesse na contratação de Everton Cebolinha, que atualmente defende o Flamengo. O atacante perdeu espaço na equipe rubro-negra e entrou no radar da diretoria tricolor, que já realizou contatos iniciais com o estafe do atleta.

    A abordagem do Fluminense tem como objetivo entender a situação contratual e a disposição do jogador em mudar de ares. A estratégia do clube das Laranjeiras é monitorar o cenário e, caso se confirme a saída do jogador da Gávea, avançar com uma proposta oficial.

    Contrato e insatisfação

    O vínculo de Cebolinha com o Flamengo vai até ao final de 2026. Contudo, a legislação permite que ele assine um pré-contrato com outra equipe a partir do meio do ano, saindo sem custos ao término da temporada.

    O motor da possível negociação é a insatisfação do atleta com as poucas oportunidades recentes. Informações de bastidores indicam que o atacante já teria sinalizado o desejo de deixar o clube na janela de transferências do meio do ano, logo após a disputa do Mundial de Clubes.

    Interesse antigo

    O desejo do Fluminense em contar com Cebolinha não é recente. Em 2023, durante os duelos das oitavas de final da Copa do Brasil, a diretoria tricolor chegou a sondar a situação do jogador. Naquela ocasião, o alto valor de mercado e o status que ele ainda mantinha no elenco rival impediram o avanço das conversas.

    Agora, com o jogador em baixa no Flamengo, o Fluminense enxerga uma oportunidade de mercado para reforçar o ataque com um nome de peso.

    Em 2025, apesar de ter perdido protagonismo, Cebolinha participou das campanhas vitoriosas do Campeonato Carioca, Brasileirão, Libertadores e Supercopa do Brasil, somando 43 jogos, quatro gols e quatro assistências.

  • 2025: o ano em que a gestão no Campeonato Brasileiro enterrou o mito do «peso da camisa»

    2025: o ano em que a gestão no Campeonato Brasileiro enterrou o mito do «peso da camisa»

    Ao olharmos para a tabela final do Campeonato Brasileiro de 2025, a conclusão é tão fria quanto inevitável: o futebol brasileiro mudou de dono. Não se trata mais de quem tem a maior torcida, o hino mais bonito ou o passado mais glorioso.

    A temporada que se encerra ficará marcada na história como o momento definitivo em que a planilha de Excel venceu o grito da arquibancada, e em que a gestão profissional enterrou de vez o velho mito do «peso da camisa».

    Durante décadas, alimentamos a narrativa romântica de que, na hora da decisão, a tradição de um gigante em crise poderia superar a organização de um clube emergente. 2025 provou que isso é uma mentira. Os clubes que terminaram o ano a celebrar títulos ou vagas diretas na Libertadores — sejam eles as SAFs consolidadas como o Botafogo e o Bahia, ou modelos associativos de excelência como o Palmeiras — têm algo em comum que falta aos que ficaram pelo caminho: blindagem institucional e processos definidos.

    A vitória do silêncio sobre o caos

    O que separa hoje o topo da tabela da zona de rebaixamento não é apenas o dinheiro, mas o silêncio. Enquanto clubes como o Palmeiras, sob a batuta inabalável de Abel Ferreira e uma diretoria que blinda o departamento de futebol, trabalharam com previsibilidade, outros gigantes históricos passaram o ano imersos em guerras políticas, trocas de técnicos e escândalos de bastidores.

    A SAF do Botafogo, por exemplo, demonstrou que um projeto de scouting global e uma filosofia de jogo integrada valem mais do que contratar medalhões aleatórios para acalmar conselheiros vitais. O Fortaleza, com um orçamento menor mas com uma gestão impecável, continuou a dar lições em clubes que faturam o triplo mas gastam o quádruplo. A lição de 2025 é clara: a paixão do torcedor é o combustível do jogo, mas não pode ser o motor da gestão. Quando a emoção invade a sala da presidência, o desastre é certo.

    O fim da «camisa que entorta varal»

    Vimos, ao longo das 38 rodadas, instituições centenárias sendo atropeladas taticamente e fisicamente. A mística da camisa pesada, aquela que supostamente «entorta varal», tornou-se irrelevante diante de adversários que correm mais, recuperam mais rápido e, sobretudo, sabem exatamente o que fazer com a bola. O respeito que os adversários tinham pelos escudos tradicionais desapareceu; hoje, respeita-se quem paga em dia e quem tem padrão tático.

    Para os clubes que insistem no modelo associativo arcaico, onde a política interna dita as contratações e as dívidas são empurradas com a barriga, 2025 foi um aviso final. O abismo técnico e financeiro entre os «organizados» e os «amadores» aumentou drasticamente. Não há mais espaço para o dirigente torcedor que gere o clube com o fígado.

    O novo perfil do sucesso

    O legado deste ano é o triunfo do profissionalismo. O torcedor brasileiro, embora passional, começa a entender que a estabilidade é o maior troféu. Ele vê que o vizinho organizado ganha taças, enquanto o seu clube, preso ao saudosismo, ganha apenas manchetes de crise.

    O futebol brasileiro de 2025 ensinou-nos que a história é bonita e deve ser respeitada nos museus, mas dentro de campo, quem manda é a competência. A camisa agora só pesa para quem a veste sem preparo; para os bem geridos, ela é apenas o uniforme de trabalho de uma engrenagem que funciona. Ou os gigantes adormecidos acordam para a realidade corporativa do século XXI, ou continuarão a ver a sua grandeza ser devorada pela modernidade.

  • Vitória acerta contratação do meio-campista Caíque Gonçalves, ex-Juventude

    Vitória acerta contratação do meio-campista Caíque Gonçalves, ex-Juventude

    O jogador de 30 anos, que disputou mais de 60 jogos pela equipe gaúcha, chega ao Barradão com contrato de duas temporadas.

    O Vitória segue ativo no mercado de transferências visando a temporada de 2026. Nesta sexta-feira (26), o clube baiano anunciou oficialmente a contratação do meio-campista Caíque Gonçalves. O atleta, que tem 30 anos, chega para reforçar o elenco rubro-negro após uma passagem consistente pelo Juventude.

    O vínculo assinado entre Caíque e o Leão da Barra é válido por dois anos. A contratação busca adicionar experiência e versatilidade ao meio-campo da equipe, que terá um calendário cheio pela frente.

    Trajetória recente e experiência

    Caíque Gonçalves estava no Juventude desde 2024. Durante a sua passagem pelo clube de Caxias do Sul, ele foi uma peça utilizada com frequência, acumulando 62 partidas disputadas e contribuindo com uma assistência.

    Além do Juventude, o meio-campista possui uma bagagem considerável no futebol brasileiro, tendo defendido as cores de clubes como:

    • Ceará
    • Ituano
    • Água Santa
    • Portuguesa
    • Ferroviária
    • Sertãozinho

    A chegada de Caíque Gonçalves é mais um movimento do Vitória para montar um elenco competitivo, apostando em jogadores com rodagem nas principais competições nacionais.

  • Thiago Silva no FC Porto: aposta improvável ou jogada de mestre?

    Thiago Silva no FC Porto: aposta improvável ou jogada de mestre?

    No sábado caiu uma bomba do nada: Thiago Silva assinou pelo FC Porto. Uma aposta surpreendente, sim. Mas que, olhando com calma, faz muito mais sentido do que parece à primeira vista.

    É estranho falar de um jogador de 41 anos no futebol europeu atual. Mas estamos a falar de um dos melhores zagueiros do século XXI. E o contexto ajuda a explicar esta decisão. O FC Porto tem apenas um zagueiro destro no elenco e a grave lesão de Nehuén Pérez no tendão de Aquiles tirou-o da temporada inteira. Apesar de uma dupla que vem funcionando bem – os polacos Jakub Kiwior e Jan Bednarek – e de uma jovem promessa como Dominik Prpić, a verdade é simples: faltava um perfil específico. Um zagueiro destro, experiente, confiável.

    E aí entra Thiago Silva. Sem custos de transferência, num contrato curto de seis meses (com opção de mais um), fica claro que não é uma contratação para o futuro, mas para gerir o presente. Rotação, segurança, liderança. Alguém que, mesmo recentemente, ainda dava aula no Brasileirão.

    Essa contratação não surge do nada – e diz muito sobre o momento que o FC Porto vive fora de campo. A estrutura do clube está a funcionar bem. Basta lembrar a chegada de Samu no último dia de transferências, fechada sem boatos, sem novelas, sem ruído. Ou a apresentação de Luuk de Jong, feita ao vivo no próprio dia, depois de ter sido trazido para o Dragão com um nível de secretismo tão grande que chegou a circular como reforço da equipa de andebol. Agora, surge mais um movimento cirúrgico: um dos melhores zagueiros de sempre, fechado em absoluto silêncio, numa parceria discreta com Fabrizio Romano. Não é acaso. É método.

    Essa escolha também diz muito sobre o treinador Francesco Farioli. Ele quer certezas. Quer reduzir riscos. Quer competir até o fim. Quer o Campeonato Português e quer vencer a Liga Europa.

    O grande ponto de interrogação não está no futebol de Thiago Silva. Está na cabeça. Ele vem disposto a aceitar ser rotação e não titular absoluto? Vem com humildade para fortalecer o vestiário, orientar um elenco jovem, ambicioso e que já lidera o campeonato? Porque, se vier com esse espírito, o impacto pode ser enorme – dentro e fora de campo.

    Aos 41 anos, continuar a querer jogar bola em alto nível é quase uma loucura. Mas é uma loucura que merece respeito. E esse retorno ao Porto tem também um peso simbólico forte. Thiago Silva volta a uma casa onde, na primeira passagem, não foi feliz. Mas é importante lembrar: foi o FC Porto quem o descobriu ainda menino, vindo do Juventude. A adaptação não correu bem, atuou apenas pela equipe B e seguiu caminho para construir uma carreira lendária. Este retorno soa como um fim de ciclo.

    E que ciclo. Porque o FC Porto tem uma história pesada quando o assunto é zagueiro: Ricardo Carvalho, Aloísio, Jorge Costa e, claro, o homem cujo número agora herda: Pepe.

    Thiago Silva junta vários objetivos numa só decisão: manter vivo o sonho de disputar um Mundial aos 41 anos, fechar uma etapa que não correu bem na primeira passagem, voltar a disputar títulos num gigante europeu e regressar à Europa – algo que sempre esteve nos seus planos.

    O ADN do FC Porto sempre esteve ligado à imprevisibilidade. À capacidade de fazer o que ninguém espera. De arriscar quando outros recuam. De desafiar o óbvio.

    E no futebol, como na vida, há uma verdade simples: quem não arrisca, não merece viver o extraordinário.

    Thiago Silva não chega para ser promessa. Chega para ser aposta. Para ser decisão. Para ser momento.

    Agora a pergunta vai para quem o acompanhou mais de perto nesta fase da carreira. Para quem esteve ao lado dele no Fluminense: o que acham desta movimentação de mercado?