O Palmeiras tentou manter viva a esperança de conquistar o título do Campeonato Brasileiro e foi para cima do Atlético-MG na noite desta quarta-feira (03/12), vencendo o duelo disputado na Arena MRV, por 3 a 0. Os gols de Luighi, Allan e Flaco López não foram suficientes para evitar o segundo vice do time paulista em apenas quatro dias de diferença.
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Já a torcida do Galo não ficou contente com o desempenho do time no campeonato nacional, além da perda do título da Sul-Americana em novembro.
O primeiro tempo foi marcado pelos erros de marcação do Atlético, que viu o Palmeiras empolgado ofensivamente. Assim que a bola rolou, Vitor Roque conseguiu balançar as redes, mas a jogada foi impugnada pela arbitragem que assinalava impedimento, mas está seria apenas uma amostra do que estava por vir.
Aos oito minutos, a defesa do Galo errou novamente na hora do recuo e Vitor Roque aproveitou para chutar em cima de Everson. Na sobra, Flaco Lopez consegue pegar e abrir o placar, 1 a 0. O Atlético teve a chance de empatar durante uma cobrança de escanteio de Scarpa, mas foi o Palmeiras que conseguiu ampliar o placar, após Arana errar e Allan bater com força, 2 a 0.
Desesperado por está perdendo em casa, o time de Jorge Sampaoli ainda arriscou com Igor Gomes e Rony em duas oportunidades, mas sem acertar a direção. Um fator positivo para o Galo aconteceu aos 43 minutos da etapa inicial, quando Piquerez foi expulso, após a revisão do VAR, por uma entrada dura em Saravia, mas foi para o intervalo com uma derrota parcial.
O segundo tempo do Atlético foi melhor, principalmente por ter uma vantagem numérica, mas desperdiçou com Dudu e Arana, todas defendidas pelo goleiro Carlos Miguel. Reserva, Hulk entrou na etapa final, mas não conseguiu superar o goleiro do Verdão, assim como Scarpa, que carimbou a trave. O Galo chegou a balançar as redes aos 29 minutos, mas o gol foi anulado após o VAR apontar um toque de mão de Rony.
Para a tristeza da torcida atleticana, Luighi conseguiu ampliar o placar aos 36 minutos da etapa final e quase marcando outro gol na sequência, mas acertou a trave, finalizando a partida com vitória do Palmeiras por 3 a 0 fora de casa, sobre o Atlético.
O futebol brasileiro tem o privilégio de abrigar duas das maiores e mais apaixonadas torcidas do planeta: Flamengo e Corinthians. O debate sobre qual delas é a maior é um dos mais acalorados e antigos do país, e a resposta, embora estatística, carrega um peso cultural e geográfico imenso.
Para resolver a questão com o rigor necessário, é preciso recorrer aos institutos de pesquisa mais renomados. O consenso estatístico nas últimas décadas aponta consistentemente para um líder inquestionável.
O domínio rubro-negro: a liderança incontestável
De acordo com os levantamentos mais recentes realizados por institutos como Ipsos-Ipec (em parceria com O Globo) e CBF/AtlasIntel, a torcida do Flamengo mantém a liderança isolada e com ampla margem no ranking nacional.
Percentual: Na pesquisa Ipsos-Ipec (divulgada em julho de 2025), o Flamengo alcançou 21,2% da preferência nacional. Já um levantamento da CBF/AtlasIntel (divulgado em novembro de 2025) registrou um percentual ainda maior, de 26%.
Créditos: Gilvan de Souza/Flamengo
Aproximação numérica: Em números absolutos, considerando a população brasileira, essas porcentagens representam uma base de fãs que pode ultrapassar 40 milhões de pessoas. O Flamengo se consolida como um fenômeno nacional que transcende as fronteiras do Rio de Janeiro.
O rubro-negro carioca se destaca por sua enorme capilaridade geográfica. É o clube com a maior torcida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, regiões que concentram grande parte da população e onde a presença dos clubes do eixo Rio-São Paulo é fortíssima.
O gigante paulistano: a força inigualável do Corinthians
O Corinthians ocupa firmemente a segunda posição no ranking das maiores torcidas do país. O «Timão» não é apenas o gigante de São Paulo, mas uma potência com milhões de seguidores em todos os estados.
Percentual: Nas pesquisas mais recentes de 2025, o Corinthians registrou uma média de 11,9% (Ipsos-Ipec) a 19% (CBF/AtlasIntel) da preferência nacional.
Créditos: Profimedia
Aproximação numérica: Isso representa uma base estimada em mais de 30 milhões de torcedores, sendo a maior torcida da região Sudeste e do estado de São Paulo, o mais populoso do país.
A diferença percentual entre Flamengo e Corinthians é significativa, variando de 9 a 14 pontos percentuais nas pesquisas, o que garante ao Flamengo a liderança absoluta. Contudo, a força do Corinthians é inegável, representando uma das maiores concentrações de torcedores urbanos e uma das maiores torcidas do mundo, independentemente do instituto que mede.
E «outra»? O terceiro lugar em disputa
Enquanto Flamengo e Corinthians formam o Top 2 do futebol brasileiro, o terceiro lugar é consistentemente disputado e varia ligeiramente dependendo da metodologia de cada pesquisa. Nos levantamentos recentes de 2025, o cenário foi:
Palmeiras vs. São Paulo: A pesquisa Ipsos-Ipec apontou o Palmeiras em terceiro lugar, com 6,5%, superando o São Paulo (6,4%).
Créditos: Imagem de reprodução/ Palmeiras
Vasco e demais: Outros institutos, como a pesquisa CBF/AtlasIntel, colocam o São Paulo em terceiro (9%), seguido pelo Palmeiras (7%) e o Vasco da Gama em quinto lugar (5%).
Essa variação mostra que a diferença entre o terceiro e o quinto colocados está, muitas vezes, dentro da margem de erro, caracterizando um empate técnico entre eles e reforçando a polarização do cenário entre os dois líderes.
Em conclusão, a resposta factual é: a maior torcida do Brasil é a do Flamengo, seguida pelo Corinthians. O gigantismo dessas duas massas de fãs é um reflexo da história, do sucesso em campo e da capacidade de criar laços emocionais que se espalham por todo o território nacional.
FAQs sobre a maior torcida do Brasil
Quais são as duas maiores torcidas do Brasil, segundo as pesquisas?
As duas maiores torcidas do Brasil, consistentemente apontadas por institutos de pesquisa, são a do Flamengo e a do Corinthians.
Qual torcida ocupa a liderança isolada no ranking nacional?
A torcida do Flamengo ocupa a liderança isolada no ranking nacional, com uma margem percentual significativa sobre o segundo colocado.
Qual foi o percentual de preferência do Flamengo em levantamentos de 2025?
Em levantamentos recentes de 2025 (como os da CBF/AtlasIntel), o Flamengo registrou percentuais de preferência que chegaram a aproximadamente 26% da população brasileira.
Qual é a estimativa numérica de torcedores do Flamengo?
Em números absolutos, as porcentagens de preferência indicam que a base de fãs do Flamengo pode ultrapassar a marca de 40 milhões de pessoas.
Qual é a principal característica geográfica que explica a liderança do Flamengo?
A principal característica é a sua enorme capilaridade geográfica. O Flamengo é o clube com a maior torcida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Qual é a posição do Corinthians no ranking nacional?
O Corinthians ocupa firmemente a segunda posição no ranking nacional.
Qual é a estimativa numérica de torcedores do Corinthians?
A base de fãs do Corinthians é estimada em mais de 30 milhões de torcedores, sendo a maior torcida da região Sudeste e do estado de São Paulo.
Qual torcida costuma disputar a terceira posição no ranking?
A terceira posição é consistentemente disputada, com variações entre o Palmeiras e o São Paulo dependendo da metodologia de cada pesquisa, muitas vezes caracterizando um empate técnico entre eles e o Vasco da Gama.
Técnico campeão da Libertadores e do mundo, o “Abelão” assume o Colorado aos 73 anos com um contrato curto, válido apenas até o final do Campeonato Brasileiro.
O Internacional surpreendeu a sua torcida e o mercado de técnicos ao anunciar o retorno de Abel Braga para o comando da equipe. Aos 73 anos de idade, o experiente técnico, ídolo e campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes com o Colorado, aceitou a missão de substituir Ramón Díaz, demitido após a goleada sofrida para o Vasco da Gama.
O anúncio oficial foi feito neste sábado, confirmando que “Abelão” assume o clube em um momento de extrema urgência. A sua chegada é para comandar o time na reta final do Campeonato Brasileiro.
Missão: evitar a queda na última semana
A demissão de Ramón Díaz, somada aos resultados dos concorrentes diretos (triunfos de Santos e Vitória), fez com que o Internacional entrasse na zona de rebaixamento da tabela. Abel Braga tem agora a difícil missão de evitar a queda para a Série B em um prazo apertado de apenas uma semana.
O novo treinador já comanda o elenco no CT Parque Gigante neste domingo (30) e trabalhará com a comissão técnica permanente do clube. O vínculo com o Internacional será curto, válido apenas até o fim do ano, refletindo o caráter emergencial da contratação.
O calendário final do Internacional na luta contra o rebaixamento é desafiador:
Quarta-feira (03/12): O Colorado visita o São Paulo, em partida que deve ocorrer na Vila Belmiro.
Próximo domingo (07/12): O Inter encerra sua participação no campeonato jogando em casa, no Beira-Rio, contra o Red Bull Bragantino.
Abel Braga, que já havia retornado ao Inter em outras ocasiões para assumir missões difíceis, é visto pela diretoria como a figura ideal para trazer a experiência necessária e mobilizar o elenco nos dois jogos cruciais que definem o futuro do clube na primeira divisão.
Clube e treinador não chegam a acordo de renovação contratual para a Série A de 2026. A saída marca a segunda vez consecutiva que Mozart conquista o acesso, mas não continua no comando.
O Coritiba surpreendeu o mercado de treinadores e a sua torcida ao anunciar nesta sexta-feira (28) a saída do técnico Mozart. O comunicado foi feito logo após o treinador ter liderado a equipe na conquista do título da Série B na atual temporada, garantindo o retorno do Coxa à primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 2026.
Segundo a nota oficial emitida pelo Coritiba, a decisão de não dar continuidade ao trabalho ocorreu após clube e Mozart não chegarem a um consenso para a renovação contratual nas conversas realizadas nos últimos dias.
O clube fez questão de ressaltar a importância do trabalho de Mozart: «O treinador sempre será lembrado como o comandante do tricampeonato brasileiro da Série B. Desejamos ao profissional sucesso na continuidade de sua carreira».
Pontos fortes e fracos da campanha vitoriosa
Sob o comando de Mozart, o Coritiba encerrou a Série B na primeira colocação, somando 68 pontos.
Destaque na Defesa: A principal força do time foi o setor defensivo, que sofreu apenas 23 gols em toda a competição, sendo a principal base para a campanha do título.
Ataque a Criticar: No entanto, o ataque não demonstrou o mesmo brilho, tendo marcado apenas 39 gols, uma marca superior à de apenas outros quatro clubes da competição.
Esta é a segunda vez consecutiva que Mozart conquista o acesso de uma equipe à Série A e, por falta de acordo, não permanece para comandar o time na elite. Em 2024, ele havia feito o mesmo com o Mirassol, optando por deixar o clube paulista e rumar para o Coritiba.
A saída do treinador movimenta o mercado e obriga o Coritiba a buscar um novo nome para comandar o projeto de permanência na Série A de 2026.
Abel Ferreira não é apenas um treinador, ele é um fenômeno de longevidade e sucesso em um ambiente conhecido por triturar carreiras: o futebol brasileiro.
Desde a sua chegada ao Palmeiras em novembro de 2020, o técnico português estabeleceu um padrão de consistência que se traduz em títulos e, mais importante, em uma cultura de trabalho sólida que destoa da frenética dança das cadeiras que caracteriza os rivais.
A sua trajetória no comando do Verdão é uma aula de como a estabilidade administrativa, aliada à competência técnica, gera resultados exponenciais. Em cerca de cinco anos no clube, Abel já acumula 10 títulos, isolando-se como o treinador mais vitorioso da história do Palmeiras.
A lista de conquistas fala por si: duas Copas Libertadores (2020 e 2021), dois Campeonatos Brasileiros (2022 e 2023), uma Copa do Brasil (2020), uma Recopa Sul-Americana (2022), uma Supercopa do Brasil (2023) e três Campeonatos Paulistas (2022, 2023 e 2024).
Créditos: Getty Images
Quer os troféus estaduais, quer nacionais e até continentais comprovam a sua capacidade de gerir elencos, motivar jogadores e reinventar taticamente a equipe a cada temporada.
O contraste histórico e a confiança inabalável
O maior atestado da proeza de Abel reside na comparação com os seus pares.
Enquanto o português se consolida, outros gigantes do futebol brasileiro mantêm o ciclo vicioso de demissões e contratações.
Em seus primeiros cinco anos no Palmeiras, o tempo em que Abel era o único treinador do clube, seus arquirrivais — Corinthians, São Paulo e Santos — e o Flamengo, por exemplo, tiveram uma rotatividade assustadora de profissionais no banco!
Créditos: Arquivo Palmeiras
Somente os três rivais paulistas somaram mais de 20 trocas de comando nesse mesmo período, com o Corinthians e o Santos passando por cerca de dez mudanças cada e o São Paulo por seis, no mesmo recorte de tempo. A média do Brasileirão, por sua vez, é de trocas anuais, tornando a estabilidade de Abel uma raridade quase exótica.
Este ambiente turbulento, de pressão insana e imediatismo, faz a permanência de Abel por tanto tempo ser vista como um feito hercúleo, diria que é louco quem não achar o mesmo.
A chave para essa longevidade é o respaldo – algo que não acontece em muitas equipas. A Presidente Leila Pereira, sucessora de Maurício Galiotte, tem sido uma defensora inabalável do trabalho de Abel! Mesmo nos momentos de seca ou resultados negativos. Em suas próprias palavras, Abel já destacou essa confiança, afirmando que a diretoria lhe dá «todas as condições para nós estarmos só focados em desempenhar o nosso trabalho».
Créditos: Getty Images
Mais do que títulos: o líder e educador
Além dos números, Abel Ferreira é elogiado pela sua ética de trabalho e pela capacidade de desenvolver talentos. Jogadores o veem como um líder rigoroso, mas justo, que preza pelo coletivo e pelo cuidado com o indivíduo.
Em diversas coletivas, o treinador fez questão de enaltecer o «caráter» e a «maturidade emocional» de seus atletas, mostrando que seu trabalho vai além da tática, investindo na mentalidade vencedora. Ele também já classificou a si e sua comissão como «cuidadores» dos atletas, ressaltando o lado humano da gestão.
A consistência de Abel Ferreira no Palmeiras não é um acidente, mas sim a prova cabal de que, no futebol de alto nível, o sucesso sustentável exige tempo, convicção e uma estrutura que proteja o planejamento de longo prazo dos ventos impetuosos da paixão momentânea.
Não há dúvida de que Abel Ferreira se tornou o modelo a ser seguido: o treinador que, com rigor e seriedade, transformou o Palmeiras em uma máquina de levantar taças e um ponto fora da curva na instabilidade do futebol nacional.
Apesar de atualmente viver um episódio problemático com possibilidades de rebaixamento, a história do Esporte Clube Juventude é inseparável da paixão vibrante de sua torcida.
Conhecida carinhosamente como a «Papada», a massa alviverde da Serra Gaúcha representa o orgulho de uma comunidade e carrega uma tradição rica, moldada por momentos de glória e superação.
A História e o Nome «Papada»
A denominação «Papada» tem uma origem peculiar e curiosa. Nos primórdios do clube, os atletas utilizavam golas altas nos uniformes – aquelas camisetas retrô que os adeptos gostam tanto de comprar atualmente. Em um período em que o Juventude se destacava por sua organização e disciplina, o apelido surgiu em referência à pose altiva e às golas que pareciam «papas» (golas de padre) ou, em outra versão popular, a uma alusão à aparência de «papudos» devido à gola alta ou ao peito estufado de orgulho.
Apesar da alusão inicial ser pejorativa, depois o termo foi adotado com carinho pela própria torcida, perdendo qualquer conotação negativa e se tornado um símbolo único de identidade e fidelidade à equipa.
Créditos: EC Juventude
A torcida alviverde se consolidou como um bastião de resistência na região, especialmente por ser a primeira a se firmar em Caxias do Sul. Sua história é marcada pela rivalidade intensa contra o Caxias, o que sempre inflamou o apoio e a presença no Estádio Alfredo Jaconi.
Momentos históricos da equipe e da torcida
O Juventude, diferentemente dos grandes da capital gaúcha, construiu sua base de fãs em torno de grandes feitos que colocaram o clube no cenário nacional e internacional, atraindo e solidificando a lealdade de seus adeptos:
O Título da Copa do Brasil de 1999: Este é, sem dúvida, o marco mais importante na história da Papada. Vencer a Copa do Brasil e derrotar o Botafogo na final, no Maracanã, foi um feito digno de herois. Esse título garantiu ao Juventude uma vaga na Copa Libertadores da América, elevando o clube a um patamar inédito naquele momento. A conquista atraiu uma nova geração de torcedores e gravou o nome do Juventude na memória do futebol brasileiro.
Créditos: EC Juventude
O Campeonato Gaúcho de 1998: Quebrar a supremacia do Grêmio e Internacional e conquistar o Gauchão após décadas de domínio da dupla Gre-Nal foi uma demonstração de força e um momento de imenso orgulho para a comunidade caxiense.
A «Era Iê-Iê-Iê»: Períodos de forte identidade e sucesso regional que pavimentaram o caminho para as conquistas posteriores e criaram as bases da tradição do clube.
Nas subidas e nas descidas: A Papada é frequentemente testada pela inconstância das divisões nacionais. O apoio incondicional nas séries B, C e até D, com longas viagens para apoiar o time longe de casa, é a prova da sua fidelidade, atraindo aqueles que valorizam o amor à camisa acima dos resultados imediatos.
Tradições da Papada: O Coração Alviverde
As tradições da torcida do Juventude giram em torno da mística do Alfredo Jaconi e de seu compromisso com as cores verde e branca.
Créditos: EC Juventude
O «Grito de Guerra» e os Cânticos da Papada são conhecidos por sua energia e por exaltarem a história de luta do clube. Em dias de jogo, a Curva Norte do Jaconi, onde se concentram as principais organizadas, se transforma no epicentro do apoio.
Quando são disputados jogos decisivos, o espetáculo de fumaça verde, bandeiras gigantes e mosaicos feitos com cartolinas se tornam uma marca registrada, transformando o Jaconi em um mar de verde e branco.
Existe também uma forte tradição de transformar o Alfredo Jaconi em um verdadeiro fortim. A Papada tem orgulho de ser o 12º jogador, usando a pressão e o calor da Serra Gaúcha para tornar a casa do Juventude um lugar temido pelos adversários.
A torcida mantém uma ligação profunda com as raízes da imigração italiana para a zona e com a cultura de Caxias do Sul. Ser da Papada é ser um representante da identidade serrana e distinguida, bem reconhecida no futebol brasileiro.
Em suma, a Papada não é apenas uma simples torcida, mas sim um símbolo de resiliência e tradição, que se apoia em todos os momentos – inclusive perto do rebaixamento à Série B, como pode acontecer em breve.
Sua história, marcada por conquistas épicas e momentos de provação, cimentou um amor que se manifesta no Jaconi com a força e a garra características do povo da Serra Gaúcha.
FAQs sobre a Torcida do Juventude (a Papada)
Qual é o nome oficial da torcida do Juventude? O nome oficial da torcida é Torcida do Esporte Clube Juventude, mas ela é carinhosamente e amplamente conhecida como a “Papada”.
De onde vem o apelido “Papada”? O apelido “Papada” surgiu de uma característica dos uniformes antigos do clube. Os atletas utilizavam golas altas, que eram comparadas, de forma popular, a “papas” (golas de padre) ou remetiam à ideia de estarem com o peito estufado de orgulho, dando a aparência de “papudos”. O termo foi adotado pela própria torcida como um símbolo de sua identidade.
Em que cidade está sediada a torcida do Juventude? A torcida do Juventude está sediada em Caxias do Sul, no estado do Rio Grande do Sul. O clube é um dos grandes representantes da Serra Gaúcha.
Qual é o momento mais importante da história do clube que atraiu e solidificou a Papada? O momento mais importante é a conquista da Copa do Brasil em 1999. Esse título, obtido com a vitória sobre o Botafogo no Maracanã, elevou o Juventude a um novo patamar, garantiu-lhe uma vaga na Copa Libertadores e atraiu uma nova e grande leva de torcedores.
Além da Copa do Brasil, qual outro título marcou a história da torcida? Outro título de grande relevância foi o Campeonato Gaúcho de 1998. Essa conquista foi importante por quebrar a histórica hegemonia da dupla Gre-Nal (Grêmio e Internacional), sendo um momento de imenso orgulho para a comunidade caxiense.
Qual é o principal local de manifestação e tradição da Papada no estádio? O principal local de apoio e tradição é a Curva Norte do Estádio Alfredo Jaconi, onde as torcidas organizadas se concentram. É lá que se iniciam os cânticos e a festa alviverde.
Qual é o papel da torcida em relação às divisões nacionais? A Papada se destaca pela sua fidelidade em acompanhar o time independentemente da divisão. O texto menciona que o apoio incondicional nas séries B, C e até D, com longas viagens, é uma prova da dedicação da torcida, que valoriza o amor à camisa acima da posição do clube na tabela.
A Alemanha vive neste momento um dos maiores confrontos políticos e culturais do futebol moderno. Medidas como bilhetes nominais, vigilância com inteligência artificial, reconhecimento facial e interdições de adeptos mesmo sem condenação estão prestes a ser discutidas na Conferência de Ministros do Interior. A reação foi imediata. Pela primeira vez em muito tempo, adeptos de clubes rivais marcharam lado a lado nas ruas de Leipzig para defender aquilo que dá vida ao futebol: a cultura de apoio. Estamos a falar de grupos de clubes que não partilham absolutamente nada entre si — Bayern, Hamburgo, Dortmund, Nuremberga, Dresden, Frankfurt e muitos outros — todos a marcharem juntos por um objetivo comum. Um cenário impossível em quase qualquer outro país.
E, honestamente, isto diz muito sobre a diferença de mentalidade entre os alemães e o resto da Europa.
🚨🇩🇪 Thousands of football fans in Germany have come together for a protest. They are protesting against the tightening of security measures in stadiums, for the preservation of German fan culture. (@kerry_hau) pic.twitter.com/Q7ys5GFoNr
Sempre ouvi dizer que “o futebol é o desporto do povo”. Para mim, enquanto miúdo, o que me fascinava não era apenas a bola. Eram as faixas enormes, os cânticos, os fumos de cor que davam alma a cada lance. Era ver uma cidade inteira a torcer pelos seus. Hoje, em Portugal, essa alma está a ser apertada pelas regras, proibições e burocracias. Parece que querem transformar os estádios num teatro. E teatro, se quiser, vou ao Coliseu do Porto ver uma peça. Não ao Dragão ou à Luz.
Na Alemanha, pelo contrário, a pirotecnia é legal e controlada. É usada de forma responsável e dialogada entre grupos, clubes e estruturas. Não é tratada como crime, mas como expressão cultural. O resultado é visível: coreografias incríveis, ambiente vibrante e uma relação adulta entre adeptos e autoridades. E o que me deixa ainda mais estupefacto é isto: quando vemos uma grande coreografia lá fora, achamos lindo; quando vemos uma receção argentina com fogo de artifício e pyro, elogiamos o “ambiente incrível”. Mas cá, se alguém acender um simples fumo, é crime. Lá fora é festa, cá dentro é terrorismo ahah.
🇦🇷🤩 Another video of River Plate’s incredible pyroshow from Tuesday night at El Monumental! pic.twitter.com/S2pLCxH8rq
E que fique claro: ninguém está a dizer que a violência não é um problema. Claro que é. Só acho que há formas de controlar comportamentos sem destruir o espetáculo, e muito menos acabar com a cultura que torna o futebol especial.
Enquanto isso, em muitos países europeus, a regra é simples: quanto mais proibir, melhor. Pyro? Crime. Faixas? Suspeito. Apoio organizado? Problema.
O mesmo acontece com a cerveja nos estádios. Em Portugal é proibida, como se isso impedisse alguém de entrar já alcoolizado. Todos sabemos que não impede. A única coisa que impede é receita, experiência e normalidade. Na Alemanha, beber uma cerveja enquanto se vê futebol é algo tão natural como respirar. E, curiosamente, não é lá que a violência explode. Talvez porque tratam os adeptos como adultos e não como potenciais delinquentes.
Até os gigantes europeus são vítimas desta “higienização” moderna. Real Madrid e Barcelona já não têm claques como antigamente. Resultado: estádios bonitos, modernos, confortáveis e… sem alma. Ambientes mornos. Jogos grandes com público que parece estar numa conferência. Se me oferecerem bilhetes para ver o Real Madrid ou o Dynamo Dresden, vou para Dresden sem pensar duas vezes. Não conheço os jogadores, mas conheço a cultura. E é a cultura que faz o futebol vibrar.
Época 23/24 – SG Dynamo Dresden vs. Hallescher FC – Foto de: ultras-dynamo.de
Em Portugal, mesmo os grupos legalizados enfrentam limitações atrás de limitações. Material, entradas, policiamento, burocracia. E depois ficamos chocados quando os estádios parecem bibliotecas. Agora imaginem as três maiores claques portuguesas — Super Dragões, No Name Boys e Juve Leo — a marcharem juntas, como aconteceu na Alemanha. Só de pensar já parece ficção científica. Lá, a mentalidade é outra. Antes da rivalidade, está a defesa dos direitos.
No Brasil ainda existe muito da liberdade que a Europa perdeu. Mas deveriam olhar bem para o que está a acontecer aqui. Nem tudo o que a Europa faz é exemplo. Este controlo excessivo, esta criminalização da cultura de apoio e esta tentativa de transformar futebol em espetáculo silencioso é um erro gigante. Regras? Sim. Responsabilização? Claro. Agora, vigilância facial, interdições sem condenação e destruição de tudo o que faz dos estádios lugares especiais? Isso mata o jogo.
Ontem estive no Portugal–Arménia. Um 9-1 que deveria ter sido uma festa. À minha volta, turistas e famílias caladas. Zero cânticos, zero pressão, zero emoção. Já assisti a funerais com mais ambiente. E o futebol é para todos, claro. Mas quem faz o espetáculo tem de poder fazê-lo. Sem cultura de adeptos, não há alma. Sem alma, não há futebol.
E já agora, uma confissão para terminar: ao ritmo a que isto vai, qualquer dia a única coisa permitida nos estádios vai ser respirar… mas só até ao minuto 30. Depois disso, “por razões de segurança”, teremos de manter o ar nos pulmões.
Se chegarmos a esse ponto, eu aviso já: fico a ver o jogo no café. Ao menos lá há cerveja e ninguém me pede documentos para a levantar.
Nesta quarta-feira (19/11), às 19h30 (horário de Brasília), o Palmeiras receberá o Vitória no estádio Allianz Parque, em partida válida pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A.
Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:
Premiere
Sportv
O Palmeiras, ocupando a 2ª posição com 68 pontos, precisa voltar a vencer após dois tropeços consecutivos para retomar a liderança. O Verdão tem aproveitamento superior a 75% no Allianz Parque e historicamente domina times que lutam contra o rebaixamento. Já o Vitória vive momento delicado na 17ª colocação com 35 pontos, dentro da zona de rebaixamento, e possui apenas uma vitória fora de casa em toda a temporada. A equipe comandada por Jair Ventura precisa urgentemente pontuar para manter viva a esperança de permanência na elite.
Palpites para o jogo:
Mercado: Vitória do Palmeiras Explicação: O Verdão é amplamente favorito jogando em casa, onde possui excelente aproveitamento. O Vitória tem a segunda pior campanha como visitante do Brasileirão e conquistou apenas uma vitória fora de casa. Com retornos importantes no elenco e a necessidade vital de vencer para manter a briga pelo título, o Palmeiras deve impor seu ritmo e conquistar os três pontos.
Mercado: Ambos marcam – NÃO Explicação: O Vitória possui o segundo pior ataque como visitante da competição, com apenas 10 gols marcados em 16 jogos fora de casa. Considerando a fragilidade ofensiva do time baiano e a pressão que o Palmeiras exercerá desde o início, é improvável que o Vitória consiga marcar. O Verdão deve vencer sem sofrer gols.
Rebaixamento confirmado: clube do sul Fluminense sofre com a disparidade de investimento e encerra a “aventura” na Série B após apenas uma temporada.
O destino do Volta Redonda foi matematicamente selado nesta segunda-feira, após a vitória do Botafogo-SP sobre o Amazonas por 2 a 0. Com o resultado, o Voltaço está rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2026, com duas rodadas de antecedência. O time carioca junta-se ao Paysandu, lanterna da competição.
A queda marca o fim de uma temporada em que o clube, recém-promovido da terceira divisão, enfrentou um cenário de dificuldades que se mostrou insuperável.
Salários baixos e elenco curto foram decisivos
A principal barreira do Volta Redonda foi a disparidade financeira. Com uma das folhas salariais mais baixas da Série B, estimada em cerca de R$ 600 mil mensais, o clube não conseguiu competir em termos de investimento e profundidade de elenco.
Créditos: Raphael Torres
A falta de recursos impediu a chegada de reforços e a montagem de um grupo robusto o suficiente para a exigente competição. Com o elenco enxuto, lesões e suspensões rapidamente comprometeram o desempenho da equipe ao longo do ano.
Os números da queda
O aproveitamento de 31% (oito vitórias e dez empates) em 36 rodadas traduz as limitações do time:
Ataque inoperante: O Voltaço marcou apenas 23 gols, sendo o pior ataque da Série B.
Defesa vazada: Sofreram 40 gols (saldo negativo de 17).
Dificuldade fora de casa: O time registrou apenas uma vitória como visitante.
O baixo desempenho e a incapacidade de manter uma sequência de bons resultados confirmaram o distanciamento técnico para os demais adversários.
Fim de ciclo no comando técnico
O rebaixamento também sela a saída do técnico Rogério Corrêa, o terceiro mais longevo do futebol brasileiro até então. Corrêa confirmou que não permanecerá no clube para 2026, reconhecendo que a limitação estrutural dificultou o trabalho.
«Por mais que eu tenha uma história no clube, chega um momento em que uma troca é importante. Eu não vou permanecer. O clube já está sabendo há muito tempo que eu não iria permanecer no ano que vem.»
A volta à Série C força o Volta Redonda a repensar seu modelo de gestão para evitar que este «efeito gangorra» se torne um ciclo prolongado nas divisões inferiores.
Vitor Roque chegou ao Palmeiras criando uma grande expectativa no torcedor. Ele estava emprestado ao Real Betis e, portanto, já sabia que o verde e branco lhe caíam bem.
Desde o início, demonstrou muito respeito pela Sociedade Esportiva Palmeiras, entendendo não só o tamanho do clube em que estava, mas também a força da torcida que ansiava por vê-lo jogar.
O tigrinho demorou a embalar. Entrou em 13 jogos e, apesar de chegar perto do gol, não marcava. Corria de um lado ao outro do campo, mas não tinha brilho, não encaixava, não engrenava e colocava sobre si próprio um peso enorme nos ombros. Logo entendeu o quanto a camisa do Verdão pesa.
A virada dentro de campo
Em agosto, o treinador Abel Ferreira começou a escalar Vitor Roque em dupla com Flaco López, e o desempenho dos dois cresceu notavelmente. O tigrinho fez seu primeiro hat-trick em setembro e, atualmente, é um dos jogadores com mais gols do Brasileirão Série A.
Demorou mais do que o esperado para se adaptar, mas agora Vitor Roque não só está embalado como, em apenas uma temporada, voltou a atrair os olhares dos clubes europeus. Os gringos estão atentos à evolução do jovem jogador.
O amadurecimento e o novo modelo do clube
É aí que mora a beleza da história de Vitor Roque no Palmeiras. O garoto que muitos achavam “apressado demais” para justificar o investimento agora se torna uma das maiores possibilidades de venda do clube nos próximos anos. Só que, diferente de outros tempos, essa ideia não soa mais como perda, e sim como estratégia.
A atual diretoria do Palmeiras, assim como o próprio Abel já disse, vive uma era em que formar e revelar talentos, sejam da base ou lapidados dentro do elenco, deixou de ser apenas orgulho e virou modelo de gestão. Vitor Roque representa esse novo modelo: um jogador que entrega dentro das quatro linhas e, ao mesmo tempo, projeta o clube no cenário mundial.
Mais do que um bom jogador, Roque simboliza a força de uma filosofia que entende o futebol como paixão e negócio. Na era Leila Pereira, nada é feito por acaso. Cada contratação é um investimento futuro, cada minuto dos jogadores em campo é vitrine, e cada rumor de uma possível venda é reflexo de um trabalho bem-feito.
O Palmeiras como vitrine e formador
Nos últimos anos, o Palmeiras deixou de ser apenas um comprador de reforços para se tornar formador e valorizador da própria casa. Endrick abriu as portas, Estevão consolidou o caminho e agora Vitor Roque chega para mostrar um exemplo de maturação rápida e retorno certo.
O diferencial do Verdão é justamente esse: não vende por necessidade, mas por escolha. Cada saída e entrada de jogadores faz parte de uma visão ampla, que garante competitividade, lucro e legado.
O Palmeiras entendeu que, no futebol moderno, o valor de um jogador vai além do campo. Ter um atleta avaliado como “nível Europa” chama atenção, atrai holofotes, mídia, patrocinadores e até novos talentos para a base.
Cada gol do tigrinho é manchete internacional. Cada movimento e cada especulação se tornam uma forma gratuita de marketing global. O nome “Palmeiras” circula cada vez mais nas conversas e mesas de negociação da Europa, da Ásia e da África, sem o clube precisar investir em campanhas publicitárias. Esse tipo de visibilidade engrandece o clube.
Entre a razão e a emoção
Mas é claro que o torcedor sente esse dilema. No fundo, queremos ver nossos jogadores brilhando no Allianz Parque e não apenas sendo peças de mercado. Queremos ver a comemoração do tigrinho com a camisa alviverde e não um adeus precoce. É aquele velho conflito entre razão e emoção.
Hoje, a torcida alvi verde já aprendeu a ganhar sem depender de nomes e a vender sem perder a identidade. Vitor Roque é mais do que um craque, é o símbolo de um novo Palmeiras.
O ciclo e o legado
No fim, o futebol é feito de ciclos. Ídolos vêm e outros vão. Um clube não se constrói apenas pelas taças que levanta, mas pela forma como constrói o seu futuro.O Palmeiras hoje não é só o time que vence. É o clube que cresce, que planeja e que mostra ao mundo, com orgulho, a grandeza que é ser PALMEIRAS.