Tag: Brasileirão

  • Abel Ferreira: A consistência vencedora que desafia o caos!

    Abel Ferreira: A consistência vencedora que desafia o caos!

    Abel Ferreira não é apenas um treinador, ele é um fenômeno de longevidade e sucesso em um ambiente conhecido por triturar carreiras: o futebol brasileiro.

    Desde a sua chegada ao Palmeiras em novembro de 2020, o técnico português estabeleceu um padrão de consistência que se traduz em títulos e, mais importante, em uma cultura de trabalho sólida que destoa da frenética dança das cadeiras que caracteriza os rivais.

    A sua trajetória no comando do Verdão é uma aula de como a estabilidade administrativa, aliada à competência técnica, gera resultados exponenciais. Em cerca de cinco anos no clube, Abel já acumula 10 títulos, isolando-se como o treinador mais vitorioso da história do Palmeiras.

    A lista de conquistas fala por si: duas Copas Libertadores (2020 e 2021), dois Campeonatos Brasileiros (2022 e 2023), uma Copa do Brasil (2020), uma Recopa Sul-Americana (2022), uma Supercopa do Brasil (2023) e três Campeonatos Paulistas (2022, 2023 e 2024).

    Créditos: Getty Images

    Quer os troféus estaduais, quer nacionais e até continentais comprovam a sua capacidade de gerir elencos, motivar jogadores e reinventar taticamente a equipe a cada temporada.

    O contraste histórico e a confiança inabalável

    O maior atestado da proeza de Abel reside na comparação com os seus pares.

    Enquanto o português se consolida, outros gigantes do futebol brasileiro mantêm o ciclo vicioso de demissões e contratações.

    Em seus primeiros cinco anos no Palmeiras, o tempo em que Abel era o único treinador do clube, seus arquirrivais — Corinthians, São Paulo e Santos — e o Flamengo, por exemplo, tiveram uma rotatividade assustadora de profissionais no banco!

    Créditos: Arquivo Palmeiras

    Somente os três rivais paulistas somaram mais de 20 trocas de comando nesse mesmo período, com o Corinthians e o Santos passando por cerca de dez mudanças cada e o São Paulo por seis, no mesmo recorte de tempo. A média do Brasileirão, por sua vez, é de trocas anuais, tornando a estabilidade de Abel uma raridade quase exótica.

    Este ambiente turbulento, de pressão insana e imediatismo, faz a permanência de Abel por tanto tempo ser vista como um feito hercúleo, diria que é louco quem não achar o mesmo.

    A chave para essa longevidade é o respaldo – algo que não acontece em muitas equipas. A Presidente Leila Pereira, sucessora de Maurício Galiotte, tem sido uma defensora inabalável do trabalho de Abel! Mesmo nos momentos de seca ou resultados negativos. Em suas próprias palavras, Abel já destacou essa confiança, afirmando que a diretoria lhe dá «todas as condições para nós estarmos só focados em desempenhar o nosso trabalho».

    Créditos: Getty Images

    Mais do que títulos: o líder e educador

    Além dos números, Abel Ferreira é elogiado pela sua ética de trabalho e pela capacidade de desenvolver talentos. Jogadores o veem como um líder rigoroso, mas justo, que preza pelo coletivo e pelo cuidado com o indivíduo.

    Em diversas coletivas, o treinador fez questão de enaltecer o «caráter» e a «maturidade emocional» de seus atletas, mostrando que seu trabalho vai além da tática, investindo na mentalidade vencedora. Ele também já classificou a si e sua comissão como «cuidadores» dos atletas, ressaltando o lado humano da gestão.

    A consistência de Abel Ferreira no Palmeiras não é um acidente, mas sim a prova cabal de que, no futebol de alto nível, o sucesso sustentável exige tempo, convicção e uma estrutura que proteja o planejamento de longo prazo dos ventos impetuosos da paixão momentânea.

    Não há dúvida de que Abel Ferreira se tornou o modelo a ser seguido: o treinador que, com rigor e seriedade, transformou o Palmeiras em uma máquina de levantar taças e um ponto fora da curva na instabilidade do futebol nacional.

  • Torcida do Juventude: história, paixão e tradições da Papada

    Torcida do Juventude: história, paixão e tradições da Papada

    Apesar de atualmente viver um episódio problemático com possibilidades de rebaixamento, a história do Esporte Clube Juventude é inseparável da paixão vibrante de sua torcida.

    Conhecida carinhosamente como a «Papada», a massa alviverde da Serra Gaúcha representa o orgulho de uma comunidade e carrega uma tradição rica, moldada por momentos de glória e superação.

    A História e o Nome «Papada»

    A denominação «Papada» tem uma origem peculiar e curiosa. Nos primórdios do clube, os atletas utilizavam golas altas nos uniformes – aquelas camisetas retrô que os adeptos gostam tanto de comprar atualmente. Em um período em que o Juventude se destacava por sua organização e disciplina, o apelido surgiu em referência à pose altiva e às golas que pareciam «papas» (golas de padre) ou, em outra versão popular, a uma alusão à aparência de «papudos» devido à gola alta ou ao peito estufado de orgulho. 

    Apesar da alusão inicial ser pejorativa, depois o termo foi adotado com carinho pela própria torcida, perdendo qualquer conotação negativa e se tornado um símbolo único de identidade e fidelidade à equipa.

    Créditos: EC Juventude

    A torcida alviverde se consolidou como um bastião de resistência na região, especialmente por ser a primeira a se firmar em Caxias do Sul. Sua história é marcada pela rivalidade intensa contra o Caxias, o que sempre inflamou o apoio e a presença no Estádio Alfredo Jaconi.

    Momentos históricos da equipe e da torcida

    O Juventude, diferentemente dos grandes da capital gaúcha, construiu sua base de fãs em torno de grandes feitos que colocaram o clube no cenário nacional e internacional, atraindo e solidificando a lealdade de seus adeptos:

    • O Título da Copa do Brasil de 1999: Este é, sem dúvida, o marco mais importante na história da Papada. Vencer a Copa do Brasil e derrotar o Botafogo na final, no Maracanã, foi um feito digno de herois. Esse título garantiu ao Juventude uma vaga na Copa Libertadores da América, elevando o clube a um patamar inédito naquele momento. A conquista atraiu uma nova geração de torcedores e gravou o nome do Juventude na memória do futebol brasileiro.
    Créditos: EC Juventude
    • O Campeonato Gaúcho de 1998: Quebrar a supremacia do Grêmio e Internacional e conquistar o Gauchão após décadas de domínio da dupla Gre-Nal foi uma demonstração de força e um momento de imenso orgulho para a comunidade caxiense.
    • A «Era Iê-Iê-Iê»: Períodos de forte identidade e sucesso regional que pavimentaram o caminho para as conquistas posteriores e criaram as bases da tradição do clube.
    • Nas subidas e nas descidas: A Papada é frequentemente testada pela inconstância das divisões nacionais. O apoio incondicional nas séries B, C e até D, com longas viagens para apoiar o time longe de casa, é a prova da sua fidelidade, atraindo aqueles que valorizam o amor à camisa acima dos resultados imediatos.

    Tradições da Papada: O Coração Alviverde

    As tradições da torcida do Juventude giram em torno da mística do Alfredo Jaconi e de seu compromisso com as cores verde e branca.

    Créditos: EC Juventude

    O «Grito de Guerra» e os Cânticos da Papada são conhecidos por sua energia e por exaltarem a história de luta do clube. Em dias de jogo, a Curva Norte do Jaconi, onde se concentram as principais organizadas, se transforma no epicentro do apoio.

    Quando são disputados jogos decisivos, o espetáculo de fumaça verde, bandeiras gigantes e mosaicos feitos com cartolinas se tornam uma marca registrada, transformando o Jaconi em um mar de verde e branco.

    Existe também uma forte tradição de transformar o Alfredo Jaconi em um verdadeiro fortim. A Papada tem orgulho de ser o 12º jogador, usando a pressão e o calor da Serra Gaúcha para tornar a casa do Juventude um lugar temido pelos adversários.

    A torcida mantém uma ligação profunda com as raízes da imigração italiana para a zona e com a cultura de Caxias do Sul. Ser da Papada é ser um representante da identidade serrana e distinguida, bem reconhecida no futebol brasileiro.

    Em suma, a Papada não é apenas uma simples torcida, mas sim um símbolo de resiliência e tradição, que se apoia em todos os momentos – inclusive perto do rebaixamento à Série B, como pode acontecer em breve.

    Sua história, marcada por conquistas épicas e momentos de provação, cimentou um amor que se manifesta no Jaconi com a força e a garra características do povo da Serra Gaúcha.

    FAQs sobre a Torcida do Juventude (a Papada)

    Qual é o nome oficial da torcida do Juventude?
    O nome oficial da torcida é Torcida do Esporte Clube Juventude, mas ela é carinhosamente e amplamente conhecida como a “Papada”.

    De onde vem o apelido “Papada”?
    O apelido “Papada” surgiu de uma característica dos uniformes antigos do clube. Os atletas utilizavam golas altas, que eram comparadas, de forma popular, a “papas” (golas de padre) ou remetiam à ideia de estarem com o peito estufado de orgulho, dando a aparência de “papudos”. O termo foi adotado pela própria torcida como um símbolo de sua identidade.

    Em que cidade está sediada a torcida do Juventude?
    A torcida do Juventude está sediada em Caxias do Sul, no estado do Rio Grande do Sul. O clube é um dos grandes representantes da Serra Gaúcha.

    Qual é o momento mais importante da história do clube que atraiu e solidificou a Papada?
    O momento mais importante é a conquista da Copa do Brasil em 1999. Esse título, obtido com a vitória sobre o Botafogo no Maracanã, elevou o Juventude a um novo patamar, garantiu-lhe uma vaga na Copa Libertadores e atraiu uma nova e grande leva de torcedores.

    Além da Copa do Brasil, qual outro título marcou a história da torcida?
    Outro título de grande relevância foi o Campeonato Gaúcho de 1998. Essa conquista foi importante por quebrar a histórica hegemonia da dupla Gre-Nal (Grêmio e Internacional), sendo um momento de imenso orgulho para a comunidade caxiense.

    Qual é o principal local de manifestação e tradição da Papada no estádio?
    O principal local de apoio e tradição é a Curva Norte do Estádio Alfredo Jaconi, onde as torcidas organizadas se concentram. É lá que se iniciam os cânticos e a festa alviverde.

    Qual é o papel da torcida em relação às divisões nacionais?
    A Papada se destaca pela sua fidelidade em acompanhar o time independentemente da divisão. O texto menciona que o apoio incondicional nas séries B, C e até D, com longas viagens, é uma prova da dedicação da torcida, que valoriza o amor à camisa acima da posição do clube na tabela.

  • O futebol não é um teatro – e a Alemanha está a mostrar isso ao mundo  

    O futebol não é um teatro – e a Alemanha está a mostrar isso ao mundo  

    A Alemanha vive neste momento um dos maiores confrontos políticos e culturais do futebol moderno. Medidas como bilhetes nominais, vigilância com inteligência artificial, reconhecimento facial e interdições de adeptos mesmo sem condenação estão prestes a ser discutidas na Conferência de Ministros do Interior. A reação foi imediata. Pela primeira vez em muito tempo, adeptos de clubes rivais marcharam lado a lado nas ruas de Leipzig para defender aquilo que dá vida ao futebol: a cultura de apoio.
    Estamos a falar de grupos de clubes que não partilham absolutamente nada entre si — Bayern, Hamburgo, Dortmund, Nuremberga, Dresden, Frankfurt e muitos outros — todos a marcharem juntos por um objetivo comum. Um cenário impossível em quase qualquer outro país.

    E, honestamente, isto diz muito sobre a diferença de mentalidade entre os alemães e o resto da Europa.

    Sempre ouvi dizer que “o futebol é o desporto do povo”. Para mim, enquanto miúdo, o que me fascinava não era apenas a bola. Eram as faixas enormes, os cânticos, os fumos de cor que davam alma a cada lance. Era ver uma cidade inteira a torcer pelos seus. Hoje, em Portugal, essa alma está a ser apertada pelas regras, proibições e burocracias. Parece que querem transformar os estádios num teatro. E teatro, se quiser, vou ao Coliseu do Porto ver uma peça. Não ao Dragão ou à Luz.

    Na Alemanha, pelo contrário, a pirotecnia é legal e controlada. É usada de forma responsável e dialogada entre grupos, clubes e estruturas. Não é tratada como crime, mas como expressão cultural. O resultado é visível: coreografias incríveis, ambiente vibrante e uma relação adulta entre adeptos e autoridades. E o que me deixa ainda mais estupefacto é isto: quando vemos uma grande coreografia lá fora, achamos lindo; quando vemos uma receção argentina com fogo de artifício e pyro, elogiamos o “ambiente incrível”. Mas cá, se alguém acender um simples fumo, é crime. Lá fora é festa, cá dentro é terrorismo ahah.

    E que fique claro: ninguém está a dizer que a violência não é um problema. Claro que é. Só acho que há formas de controlar comportamentos sem destruir o espetáculo, e muito menos acabar com a cultura que torna o futebol especial.

    Enquanto isso, em muitos países europeus, a regra é simples: quanto mais proibir, melhor. Pyro? Crime. Faixas? Suspeito. Apoio organizado? Problema.

    O mesmo acontece com a cerveja nos estádios. Em Portugal é proibida, como se isso impedisse alguém de entrar já alcoolizado. Todos sabemos que não impede. A única coisa que impede é receita, experiência e normalidade. Na Alemanha, beber uma cerveja enquanto se vê futebol é algo tão natural como respirar. E, curiosamente, não é lá que a violência explode. Talvez porque tratam os adeptos como adultos e não como potenciais delinquentes.

    Até os gigantes europeus são vítimas desta “higienização” moderna. Real Madrid e Barcelona já não têm claques como antigamente. Resultado: estádios bonitos, modernos, confortáveis e… sem alma. Ambientes mornos. Jogos grandes com público que parece estar numa conferência. Se me oferecerem bilhetes para ver o Real Madrid ou o Dynamo Dresden, vou para Dresden sem pensar duas vezes. Não conheço os jogadores, mas conheço a cultura. E é a cultura que faz o futebol vibrar.

    Época 23/24 – SG Dynamo Dresden vs. Hallescher FC – Foto de: ultras-dynamo.de

    Em Portugal, mesmo os grupos legalizados enfrentam limitações atrás de limitações. Material, entradas, policiamento, burocracia. E depois ficamos chocados quando os estádios parecem bibliotecas. Agora imaginem as três maiores claques portuguesas — Super Dragões, No Name Boys e Juve Leo — a marcharem juntas, como aconteceu na Alemanha. Só de pensar já parece ficção científica. Lá, a mentalidade é outra. Antes da rivalidade, está a defesa dos direitos.

    No Brasil ainda existe muito da liberdade que a Europa perdeu. Mas deveriam olhar bem para o que está a acontecer aqui. Nem tudo o que a Europa faz é exemplo. Este controlo excessivo, esta criminalização da cultura de apoio e esta tentativa de transformar futebol em espetáculo silencioso é um erro gigante. Regras? Sim. Responsabilização? Claro. Agora, vigilância facial, interdições sem condenação e destruição de tudo o que faz dos estádios lugares especiais? Isso mata o jogo.

    Ontem estive no Portugal–Arménia. Um 9-1 que deveria ter sido uma festa. À minha volta, turistas e famílias caladas. Zero cânticos, zero pressão, zero emoção. Já assisti a funerais com mais ambiente. E o futebol é para todos, claro. Mas quem faz o espetáculo tem de poder fazê-lo. Sem cultura de adeptos, não há alma. Sem alma, não há futebol.

    E já agora, uma confissão para terminar: ao ritmo a que isto vai, qualquer dia a única coisa permitida nos estádios vai ser respirar… mas só até ao minuto 30. Depois disso, “por razões de segurança”, teremos de manter o ar nos pulmões.

    Se chegarmos a esse ponto, eu aviso já: fico a ver o jogo no café. Ao menos lá há cerveja e ninguém me pede documentos para a levantar.

  • Palpites e Onde Assistir: Palmeiras x Vitória

    Palpites e Onde Assistir: Palmeiras x Vitória

    Análise do confronto:

    Nesta quarta-feira (19/11), às 19h30 (horário de Brasília), o Palmeiras receberá o Vitória no estádio Allianz Parque, em partida válida pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A.

    Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:

    • Premiere
    • Sportv

    O Palmeiras, ocupando a 2ª posição com 68 pontos, precisa voltar a vencer após dois tropeços consecutivos para retomar a liderança. O Verdão tem aproveitamento superior a 75% no Allianz Parque e historicamente domina times que lutam contra o rebaixamento. Já o Vitória vive momento delicado na 17ª colocação com 35 pontos, dentro da zona de rebaixamento, e possui apenas uma vitória fora de casa em toda a temporada. A equipe comandada por Jair Ventura precisa urgentemente pontuar para manter viva a esperança de permanência na elite.

    Palpites para o jogo:

    Mercado: Vitória do Palmeiras
    Explicação: O Verdão é amplamente favorito jogando em casa, onde possui excelente aproveitamento. O Vitória tem a segunda pior campanha como visitante do Brasileirão e conquistou apenas uma vitória fora de casa. Com retornos importantes no elenco e a necessidade vital de vencer para manter a briga pelo título, o Palmeiras deve impor seu ritmo e conquistar os três pontos.

    Mercado: Ambos marcam – NÃO
    Explicação: O Vitória possui o segundo pior ataque como visitante da competição, com apenas 10 gols marcados em 16 jogos fora de casa. Considerando a fragilidade ofensiva do time baiano e a pressão que o Palmeiras exercerá desde o início, é improvável que o Vitória consiga marcar. O Verdão deve vencer sem sofrer gols.

  • Volta Redonda não resiste a limitações financeiras e retorna à Série C

    Volta Redonda não resiste a limitações financeiras e retorna à Série C

    Rebaixamento confirmado: clube do sul Fluminense sofre com a disparidade de investimento e encerra a “aventura” na Série B após apenas uma temporada.

    O destino do Volta Redonda foi matematicamente selado nesta segunda-feira, após a vitória do Botafogo-SP sobre o Amazonas por 2 a 0. Com o resultado, o Voltaço está rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2026, com duas rodadas de antecedência. O time carioca junta-se ao Paysandu, lanterna da competição.

    A queda marca o fim de uma temporada em que o clube, recém-promovido da terceira divisão, enfrentou um cenário de dificuldades que se mostrou insuperável.

    Salários baixos e elenco curto foram decisivos

    A principal barreira do Volta Redonda foi a disparidade financeira. Com uma das folhas salariais mais baixas da Série B, estimada em cerca de R$ 600 mil mensais, o clube não conseguiu competir em termos de investimento e profundidade de elenco.

    Créditos: Raphael Torres

    A falta de recursos impediu a chegada de reforços e a montagem de um grupo robusto o suficiente para a exigente competição. Com o elenco enxuto, lesões e suspensões rapidamente comprometeram o desempenho da equipe ao longo do ano.

    Os números da queda

    O aproveitamento de 31% (oito vitórias e dez empates) em 36 rodadas traduz as limitações do time:

    • Ataque inoperante: O Voltaço marcou apenas 23 gols, sendo o pior ataque da Série B.
    • Defesa vazada: Sofreram 40 gols (saldo negativo de 17).
    • Dificuldade fora de casa: O time registrou apenas uma vitória como visitante.

    O baixo desempenho e a incapacidade de manter uma sequência de bons resultados confirmaram o distanciamento técnico para os demais adversários.

    Fim de ciclo no comando técnico

    O rebaixamento também sela a saída do técnico Rogério Corrêa, o terceiro mais longevo do futebol brasileiro até então. Corrêa confirmou que não permanecerá no clube para 2026, reconhecendo que a limitação estrutural dificultou o trabalho.

    «Por mais que eu tenha uma história no clube, chega um momento em que uma troca é importante. Eu não vou permanecer. O clube já está sabendo há muito tempo que eu não iria permanecer no ano que vem.»

    A volta à Série C força o Volta Redonda a repensar seu modelo de gestão para evitar que este «efeito gangorra» se torne um ciclo prolongado nas divisões inferiores.

  • O futuro europeu de Vitor Roque: ídolo em ascensão ou peça de mercado?  

    O futuro europeu de Vitor Roque: ídolo em ascensão ou peça de mercado?  

    Vitor Roque chegou ao Palmeiras criando uma grande expectativa no torcedor. Ele estava emprestado ao Real Betis e, portanto, já sabia que o verde e branco lhe caíam bem.

    Desde o início, demonstrou muito respeito pela Sociedade Esportiva Palmeiras, entendendo não só o tamanho do clube em que estava, mas também a força da torcida que ansiava por vê-lo jogar.

    O tigrinho demorou a embalar. Entrou em 13 jogos e, apesar de chegar perto do gol, não marcava. Corria de um lado ao outro do campo, mas não tinha brilho, não encaixava, não engrenava e colocava sobre si próprio um peso enorme nos ombros. Logo entendeu o quanto a camisa do Verdão pesa.

    A virada dentro de campo  

    Em agosto, o treinador Abel Ferreira começou a escalar Vitor Roque em dupla com Flaco López, e o desempenho dos dois cresceu notavelmente. O tigrinho fez seu primeiro hat-trick em setembro e, atualmente, é um dos jogadores com mais gols do Brasileirão Série A.

    Demorou mais do que o esperado para se adaptar, mas agora Vitor Roque não só está embalado como, em apenas uma temporada, voltou a atrair os olhares dos clubes europeus. Os gringos estão atentos à evolução do jovem jogador.

    O amadurecimento e o novo modelo do clube  

    É aí que mora a beleza da história de Vitor Roque no Palmeiras. O garoto que muitos achavam “apressado demais” para justificar o investimento agora se torna uma das maiores possibilidades de venda do clube nos próximos anos. Só que, diferente de outros tempos, essa ideia não soa mais como perda, e sim como estratégia.

    A atual diretoria do Palmeiras, assim como o próprio Abel já disse, vive uma era em que formar e revelar talentos, sejam da base ou lapidados dentro do elenco, deixou de ser apenas orgulho e virou modelo de gestão. Vitor Roque representa esse novo modelo: um jogador que entrega dentro das quatro linhas e, ao mesmo tempo, projeta o clube no cenário mundial.

    Mais do que um bom jogador, Roque simboliza a força de uma filosofia que entende o futebol como paixão e negócio. Na era Leila Pereira, nada é feito por acaso. Cada contratação é um investimento futuro, cada minuto dos jogadores em campo é vitrine, e cada rumor de uma possível venda é reflexo de um trabalho bem-feito.

    O Palmeiras como vitrine e formador  

    Nos últimos anos, o Palmeiras deixou de ser apenas um comprador de reforços para se tornar formador e valorizador da própria casa. Endrick abriu as portas, Estevão consolidou o caminho e agora Vitor Roque chega para mostrar um exemplo de maturação rápida e retorno certo.

    O diferencial do Verdão é justamente esse: não vende por necessidade, mas por escolha. Cada saída e entrada de jogadores faz parte de uma visão ampla, que garante competitividade, lucro e legado.

    O Palmeiras entendeu que, no futebol moderno, o valor de um jogador vai além do campo. Ter um atleta avaliado como “nível Europa” chama atenção, atrai holofotes, mídia, patrocinadores e até novos talentos para a base.

    Cada gol do tigrinho é manchete internacional. Cada movimento e cada especulação se tornam uma forma gratuita de marketing global. O nome “Palmeiras” circula cada vez mais nas conversas e mesas de negociação da Europa, da Ásia e da África, sem o clube precisar investir em campanhas publicitárias. Esse tipo de visibilidade engrandece o clube.

    Entre a razão e a emoção  

    Mas é claro que o torcedor sente esse dilema. No fundo, queremos ver nossos jogadores brilhando no Allianz Parque e não apenas sendo peças de mercado. Queremos ver a comemoração do tigrinho com a camisa alviverde e não um adeus precoce. É aquele velho conflito entre razão e emoção.

    Hoje, a torcida alvi verde já aprendeu a ganhar sem depender de nomes e a vender sem perder a identidade. Vitor Roque é mais do que um craque, é o símbolo de um novo Palmeiras.

    O ciclo e o legado  

    No fim, o futebol é feito de ciclos. Ídolos vêm e outros vão. Um clube não se constrói apenas pelas taças que levanta, mas pela forma como constrói o seu futuro.O Palmeiras hoje não é só o time que vence. É o clube que cresce, que planeja e que mostra ao mundo, com orgulho, a grandeza que é ser PALMEIRAS.

  • Torcida única: quando e por que isso acontece no futebol brasileiro?

    Torcida única: quando e por que isso acontece no futebol brasileiro?

    A implementação da torcida única em jogos de futebol no Brasil é uma das medidas mais polêmicas e debatidas nos últimos anos. Embora contrarie a essência da rivalidade e da festa nas arquibancadas, essa restrição visa, primordialmente, combater a violência entre torcidas organizadas e garantir a segurança do público, das autoridades e dos próprios jogadores.

    O Contexto e a Frequência da Medida

    A torcida única costuma ser adotada, principalmente, em clássicos regionais de grande rivalidade. O estado de São Paulo é o exemplo mais emblemático e pioneiro na adoção contínua da medida. Desde 2016, os confrontos entre Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos (os «Quatro Grandes» de São Paulo) têm a presença restrita apenas aos torcedores do time mandante. Essa decisão, exigida pelo Ministério Público (MP) após graves incidentes de violência, tornou-se permanente em jogos realizados no estado.

    Além de São Paulo, outros estados, como Bahia (nos BaVis), Goiás (em alguns clássicos), Minas Gerais (em Atlético-MG x Cruzeiro, por acordo recente entre os clubes e o MP, pelo menos até 2025) e Pernambuco, já aplicaram ou adotam o modelo de torcida única em seus clássicos de maior apelo.

    Créditos: Marcos Ribolli

    A frequência, portanto, é maior em:

    • Clássicos Estaduais com histórico recente ou constante de confrontos violentos.
    • Partidas em estados que já possuem regulamentação específica (como São Paulo).
    • Jogos pontuais em competições nacionais (Brasileirão, Copa do Brasil) ou continentais (Libertadores, Sul-Americana), quando o Ministério Público local ou a autoridade de segurança faz uma recomendação baseada em relatórios de risco, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ou a Conmebol a acatam.

    Motivação: A Violência Extrema

    O principal motor da torcida única é a escalada da violência praticada por membros de torcidas organizadas rivais. As brigas, emboscadas e vandalismos — que muitas vezes resultam em feridos graves e até mortes — tornaram-se um problema de segurança pública que ultrapassa as imediações do estádio.

    Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

    As autoridades (MP e Polícia) argumentam que, ao concentrar apenas uma torcida no estádio, é possível:

    1. Diminuir drasticamente os confrontos nos acessos e interior do estádio, que costumavam ser pontos de contato direto entre grupos rivais.
    2. Facilitar o policiamento, direcionando os esforços para prevenir emboscadas e confrontos em locais mais distantes e nos arredores da cidade ou em rotas de transporte público.
    3. Incentivar o retorno das famílias aos estádios, já que a percepção de segurança aumenta.

    Críticos, contudo, apontam que a medida é um«atestado de óbito da segurança pública» e que a violência apenas é deslocada para as ruas e para os dias sem jogos, por não punir de forma eficaz os responsáveis.

    Créditos: FRED MAGNO / O TEMPO

    Casos Recentes e Outros Detalhes

    Um exemplo notório recente fora do eixo São Paulo é o acordo firmado entre Atlético-MG e Cruzeiro para a adoção da torcida única nos clássicos em Minas Gerais, valendo, pelo menos, até o final de 2025. Essa medida foi tomada visando o controle de incidentes de violência.

    Outros Detalhes:

    • Impacto na Emoção: Muitos torcedores e entusiastas do futebol lamentam que a torcida única retira parte da «graça» e da rivalidade sadia dos clássicos. A ausência da provocação mútua e do espetáculo visual de duas grandes torcidas colorindo o estádio é um preço alto pago pela segurança.
    • A «Culpa» da Impunidade: A discussão frequentemente recai sobre a impunidade. Para muitos, a solução ideal não é a restrição da presença, mas sim o investimento em tecnologias como reconhecimento facial, que permitiria identificar e banir individualmente os torcedores violentos, sem penalizar a maioria que busca apenas assistir ao jogo em paz.

    Em suma, a torcida única é vista por grande parte das autoridades como um «remédio amargo, mas necessário» em um cenário onde a violência organizada ameaça a própria realização dos jogos e a vida dos cidadãos. É uma solução de caráter emergencial e que, idealmente, deveria ser temporária, mas que se arrasta há anos em alguns dos principais centros do futebol brasileiro.

    FAQ – Perguntas Frequentes sobre Jogos com Torcida Única

    O que é a Torcida Única?

    É uma restrição de segurança em que apenas os torcedores do time mandante (o time da casa) são autorizados a entrar no estádio para assistir à partida. Os torcedores da equipe visitante são proibidos de comparecer.

    Qual é o principal motivo para a adoção da Torcida Única?

    O principal motivo é o combate à violência extrema e aos confrontos entre membros de torcidas organizadas rivais. A medida visa garantir a segurança do público, das autoridades e dos jogadores, diante de um histórico de brigas que resultam em feridos e mortes.

    Em quais estados e tipos de jogos a Torcida Única é mais comum?

    A Torcida Única é mais comum e, em alguns casos, permanente, nos clássicos regionais (jogos de grande rivalidade) dos seguintes estados:

    • São Paulo: Desde 2016, todos os clássicos entre os «Quatro Grandes» (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos) têm torcida única.
    • Minas Gerais: Atualmente, os clássicos entre Atlético-MG e Cruzeiro têm um acordo de torcida única que se estende até o final de 2025.
    • Outros estados, como Bahia e Pernambuco, já aplicaram a medida em jogos de alto risco.

    A Torcida Única é uma solução definitiva para a violência?

    Não é vista como uma solução definitiva. Críticos e alguns especialistas argumentam que a Torcida Única apenas desloca a violência para as ruas, rodovias ou para os dias sem jogo, em vez de punir eficazmente os agressores. No entanto, as autoridades de segurança defendem que a medida diminui drasticamente os confrontos nas imediações e dentro dos estádios.

    Qual foi o exemplo mais recente de adoção da Torcida Única mencionado no texto?

    O exemplo mais recente citado é o acordo firmado entre Atlético-MG e Cruzeiro, em Minas Gerais, para que seus clássicos ocorram com torcida única até o final de 2025, visando controlar incidentes de violência e depredação.

    Quem geralmente exige ou impõe a regra da Torcida Única?

    Geralmente, a medida é imposta ou fortemente recomendada pelo Ministério Público (MP), em conjunto com as autoridades de Segurança Pública (Polícia), com base em relatórios de risco e no histórico de violência entre as torcidas. Em alguns casos, como em Minas Gerais, a decisão partiu de um acordo entre os próprios clubes.

    Quais são os pontos negativos da Torcida Única para os torcedores?

    O principal ponto negativo é a perda da essência e da emoção da rivalidade nos estádios. A ausência do espetáculo visual das duas torcidas e da provocação mútua é lamentada por muitos torcedores, que sentem que a medida retira parte da «graça» do futebol.

  • Ceará quebra tabu e vence o Corinthians em tarde histórica, deixando o timão longe do G-7.

    Ceará quebra tabu e vence o Corinthians em tarde histórica, deixando o timão longe do G-7.

    As equipes se enfrentaram neste Domingo (09), na Neo Química Arena, pela 33ª rodada do Brasileirão 2025.

    Vitória histórica! Ceará quebra tabu e vence o Corinthians na Neo Química Arena

    O Ceará fez história neste domingo (03) ao vencer o Corinthians por 1 a 0, em plena Neo Química Arena, pela 33ª rodada do Brasileirão 2025. O gol da vitória foi marcado por Galeano, após rápido contra-ataque, garantindo o primeiro triunfo do Vozão como visitante contra o Timão na era dos pontos corridos.

    Com o resultado, o Ceará chegou a 42 pontos, subiu para a 12ª colocação e segue sonhando com vaga na Copa Sul-Americana. Já o Corinthians amarga a segunda derrota seguida, permanece com 42 pontos e se distancia da zona de classificação para a Libertadores.

    Foto: Gabriel Silva/Ceará SC

    Primeiro tempo intenso: Corinthians pressiona, mas Ceará marca e leva vantagem

    O Corinthians começou pressionando e dominou os primeiros 30 minutos de jogo, criando boas chances e exigindo grandes defesas do goleiro Bruno Ferreira. O Timão chegou a balançar as redes aos 20 minutos com Gustavo Henrique, mas o lance foi anulado pelo VAR devido a impedimento de Matheus Bidu.

    Com boa movimentação de Garro, Bidu e Matheuzinho, o Corinthians foi perigoso nas bolas aéreas, mas faltou capricho nas finalizações. E o castigo veio rápido: em um contra-ataque letal, Galeano recebeu passe de Pedro Henrique e finalizou no canto para abrir o placar — 1 a 0 para o Ceará. Após o gol, o Vozão se fechou na defesa e segurou o ímpeto ofensivo corinthiano até o intervalo.

    Foto: Renato Gizii

    Segundo tempo truncado: Timão tenta reagir, mas Ceará segura o resultado

    O Corinthians voltou do intervalo com mais intensidade e passou a criar chances logo nos primeiros minutos. Dieguinho foi o destaque do ataque alvinegro, com boas jogadas individuais pelo lado direito. Mesmo com a pressão, o Timão esbarrou novamente na forte marcação do Ceará e na falta de precisão nas finalizações.

    Foto: Danilo Fernandes

    O Vozão, por sua vez, adotou uma postura mais defensiva e apostou nos contra-ataques em velocidade. As entradas de Paulo Baya e Fernandinho deram fôlego ao time, que teve oportunidades claras para ampliar o placar.

    Na tentativa de mudar o cenário, Dorival Júnior lançou Romero, Talles Magno e Gui Negão — este no lugar de Memphis Depay —, mas as alterações não surtiram efeito. O Ceará manteve o controle defensivo e garantiu a vitória em Itaquera.

    Destaque da partida: Dieguinho mostra raça e se destaca entre os medalhões do Timão

    Foto: Danilo Fernandes

    Mesmo com a derrota, o jovem Dieguinho foi o ponto alto do Corinthians. Ativo pelo lado direito, criou boas jogadas individuais e levou perigo à defesa do Ceará. Mostrou personalidade e velocidade, sendo o principal respiro ofensivo do Timão durante toda a partida.

    Próximos desafios de Corinthians e Ceará

    O Corinthians encara o São Paulo, no dia 20/11/2025, às 19h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena.

    Destaque: Um clássico paulista decisivo, onde o Corinthians busca recuperação e reencontro com bom desempenho após tropeços recentes.

    O Ceará recebe o Internacional, no dia 20/11/2025, às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza. local e data a serem confirmados.

    Destaque: O Ceará chega embalado por vitória histórica e precisa manter o ritmo para seguir firme em busca de vaga em competição internacional.

  • O Brasil precisa abrir as janelas 

    O Brasil precisa abrir as janelas 

    Durante o Fórum Brasileiro de Treinadores, disse que torcia para que Carlo Ancelotti tivesse sorte na Copa do Mundo e, depois, deixasse o cargo para um técnico brasileiro.

    A frase foi dita num evento em que o próprio Ancelotti estava no palco, e rapidamente viralizou.
    A cena, por si só, já seria constrangedora. Mas o que veio depois foi ainda pior: Oswaldo recusou-se a pedir desculpas, disse que não falou nada de errado e reafirmou a convicção de que o comando da Seleção deve ser de um brasileiro.

    Nada contra o patriotismo, eu também preferiria que o meu selecionador de Portugal fosse, de facto, português, mas há momentos em que o patriotismo soa a medo.

    O episódio foi vergonhoso porque revelou um pensamento que ainda me choca no futebol brasileiro: o receio do que vem de fora e o medo de ser substituído.

    Foto: Reprodução / YouTube / FBTF

    Quando o orgulho vira obstáculo  

    Renato Gaúcho também já deu declarações com o mesmo tom:

    “Do jeito que falam, parece que chegaram 100 portugueses e 90 tiveram sucesso. A paciência que a imprensa brasileira tem com o estrangeiro, não tem com o brasileiro.”

    Vanderlei Luxemburgo também já tinha ido pelo mesmo caminho meses antes, dizendo que “os portugueses não inventaram o futebol moderno”.

    Essa narrativa tem um problema simples: os estrangeiros que chegaram realmente tiveram sucesso.

    Jorge Jesus transformou o Flamengo num rolo compressor e virou lenda em poucos meses.
    Abel Ferreira criou um império no Palmeiras, continua empilhando taças e está novamente numa final da Libertadores.
    Pedro Caixinha levou o Bragantino a uma classificação histórica.
    Leonardo Jardim, campeão francês com o Mónaco frente ao todo-poderoso PSG, está a brilhar num Cruzeiro que tenta renascer do caos.
    Artur Jorge foi campeão da Libertadores com o Botafogo…

    Até Vítor Pereira, tão criticado, conseguiu eliminar o Boca na Bombonera com um dos piores Corinthians de sempre.

    Não chegaram 100, e nem todos tiveram resultados.
    Sejamos honestos: não são todos bons.
    Mas os que venceram… venceram a sério.

    O espetáculo do Craque Neto  

    No meio disso tudo, o meu favorito e sempre imprevisível Craque Neto não podia ficar de fora.
    Mandou Leonardo Jardim “voltar pra sua terra” e fez do caso um show.

    E eu confesso: me entretenho muito com o Craque Neto.
    É carismático, autêntico, engraçado, mas às vezes passa-se da cabeça.

    E quando a paixão ultrapassa a razão, o debate perde-se.
    Jardim não desrespeitou o Brasil. Pelo contrário: quis vê-lo melhor.

    A ironia do destino

    É curioso notar que, entre tantos nomes, talvez o melhor técnico brasileiro da atualidade seja Filipe Luís, e ele é um produto da escola europeia.
    Aprendeu tática, estrutura e mentalidade no Velho Continente.

    É quase poético: o futuro dos tecnicos brasileiros seja um gajo moldado em Madrid e Londres.

    O que isso mostra?
    Que o intercâmbio é necessário.
    Que ninguém evolui trancado na própria bolha.

    E sabem quem entendeu isso muito bem? A Arábia Saudita.

    Sergio Conceição e Jorge Jesus - Técincos de Al Itthiad e Al Nassr - Foto retirada de : CNN Portugal

    O risco do isolamento  

    A Arábia está a crescer, claro, com dinheiro infinito, mas o que realmente faz diferença é a estratégia.

    Eles vão buscar o conhecimento dos melhores, contratam técnicos de ponta, montam estruturas modernas e aprendem todos os dias.

    E não duvidem: em breve vão surgir grandes talentos árabes, tanto dentro das quatro linhas como a comandar.

    No sentido oposto está a Rússia.
    Claro que a guerra os tirou do mapa, mas mesmo antes disso a liga russa já vivia algo semelhante ao que se vê hoje no Brasil.

    Era uma das mais ricas do mundo, tinha jogadores talentosos — obviamente, menos artísticos, mais objetivos — e estádios de primeiro nível.
    Mas fechou-se.

    Recusava treinadores estrangeiros e os jogadores quase não saíam do país.

    Resultado: estagnação.

    Abrir as janelas  

    O futebol brasileiro tem uma das torcidas mais apaixonadas do mundo, estádios cheios e clubes com poder financeiro cada vez maior.
    Mas ainda falta algo essencial: abrir as janelas e deixar o vento entrar.

    Importar ideias não é perder identidade, é fortalecê-la.
    E, felizmente, já há sinais de mudança.

    Os clubes brasileiros e a CBF já estão a abrir os olhos, a olhar para fora, a buscar referências, a aprender.

    Quem ainda está revoltado são os técnicos, e é normal.
    Quando se muda uma cultura, há sempre resistência.
    Mas o que importa é que a mudança começou.

    O problema não é a nacionalidade. Até porque os portugueses, de facto, não inventaram o futebol moderno como diz o Luxemburgo mas tiveram a capacidade de querer aprender com quem traz algo novo.

    E, sinceramente, se for pra evoluir, que venham mais estrangeiros.
    Tanto o futebol brasileiro e o português só têm a ganhar.

    O técnico do Porto, é Francesco Farioli, um italiano que vai em primeiro na classificação.

    É cíclico.

    E eu prometo continuar assistindo o Craque Neto, só pra rir um pouco no meio do caos.

    Se algum dia ler isto, Neto, me convide para o Donos da Bola.

  • Artilheiro do Sport «implode» o balneário e é afastado por indisciplina!

    Artilheiro do Sport «implode» o balneário e é afastado por indisciplina!

    Derik Lacerda recusa-se a treinar e alega ser o «artilheiro do time»

    O Sport Club do Recife, já com um pé e meio na Série B e a viver uma das maiores crises da sua história recente, viu o balneário implodir nesta quinta-feira!

    Numa decisão chocante que agita o futebol brasileiro, o Leão da Ilha anunciou o afastamento imediato de Derik Lacerda, que é, ironicamente, o melhor marcador do clube nesta trágica campanha da Série A, com 6 gols.

    O motivo? Indisciplina grave!

    A Gota d’Água: «Sou o Artilheiro do Time»

    O Sport confirmou em comunicado que a decisão resulta de «episódios de indisciplina», sendo o mais recente na quinta-feira, quando o artilheiro se recusou a participar em parte das atividades de treino programadas pelo clube.

    O jogador não só se negou a cumprir um trabalho de recuperação física na frente dos seus colegas, como ainda terá justificado a sua birra dizendo que era o «artilheiro do time», numa demonstração clara de que se considerava acima das regras da equipa técnica.

    A postura do jogador, que chegou por empréstimo do Cuiabá, selou o seu destino.

    Numa época já marcada pelo desastre desportivo e pela lanterna da Série A, o Sport manda um sinal claro: ninguém está acima do clube, nem o próprio artilheiro. Derik Lacerda não voltará a vestir a camisa do Sport nos jogos que restam para o pesadelo terminar.