Tag: Copa do Mundo

  • Palpites e Onde Assistir: Irlanda x Portugal

    Palpites e Onde Assistir: Irlanda x Portugal

    Análise do confronto: 

    Nesta quinta-feira (13/11), às 17h45 (horário de Brasília), a República da Irlanda recebe  Portugal no Aviva Stadium, em um confronto válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo 2026.


    Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:

    • ESPN

    A equipe de Cristiano Ronaldo chega embalada com 10 pontos somados em 4 partidas disputadas, e líder isolada do Grupo F, que também conta com Irlanda (sua adversária da vez), Arménia e Hungria. A formação do espanhol Roberto Martínez tem mostrado muita estabilidade e dominância, sendo uma das equipes mais ofensivas da competição até o momento.

    A seleção irlandesa tenta reagir após a vitória contra a Arménia em outubro, que quebrou uma sequência de resultados negativos para a equipe do islandês Heimir Hallgrimsson, que apesar de ser forte fisicamente e competitiva em casa, tem mostrado dificuldades diante de seleções mais técnicas. Com apenas 4 pontos somados, e na 3ª posição, irão precisar de muita atitude para fazer frente à este grande adversário.

    Palpites para o jogo:

    Mercado: Portugal vence
    Explicação:  A diferença técnica e o momento das equipes apontam para um favoritismo claro dos visitantes. Os portugueses vêm mantendo regularidade e costumam controlar bem os jogos fora de casa.

    Mercado: Acima de 2.5 gols
    Explicação:  Portugal tem média alta de gols marcados nas Eliminatórias, e a Irlanda deve buscar o ataque diante da sua torcida, o que tende a abrir o jogo.

  • Mundial 2026: A magia da inclusão de novas seleções

    Mundial 2026: A magia da inclusão de novas seleções

    Para muitos, o futebol é uma forma de viver, uma forma de respirar, uma maneira de sentir as coisas de modo diferente! Sobretudo para essas pessoas, a Copa do Mundo surge como um pico de êxtase onde há confrontos inéditos. Na competição a ser disputada em 2026, a FIFA decidiu expandir o torneio de 32 para 48 seleções, surgindo assim uma oportunidade inédita de democratizar o acesso ao maior palco do futebol mundial – e também dos sonhos de muitos jogadores.

    Se olharmos para os registros, as Copas do Mundo sempre foram dominadas por seleções tradicionais da Europa ou da América do Sul, deixando muitas regiões em um plano secundário e sem grande protagonismo nas fases finais.

    Desta forma, a nova expansão para 48 equipes traz um novo horizonte, a possibilidade de que essas nações finalmente estejam presentes em maior número, oferecendo a milhões de torcedores de países menores ou de menor destaque futebolístico a chance de ver seus times no evento mais importante do esporte. Isto não é apenas uma questão de números: trata-se de uma oportunidade de transformar vidas de atletas, inspirar jovens nas categorias de base e reforçar o futebol como um fenômeno onde todos (devem e) têm a possibilidade de ter uma voz!

    Torcida de Cabo Verde

    Além da representatividade destas seleções menos vistosas, há um aspecto humano e narrativo que esta expansão valoriza! As histórias de seleções menores que chegam à competição, enfrentam gigantes – como se tratasse de um Davi contra Golias – e desafiam expectativas. Classificações como a de Cabo Verde – que se tornou o menor país de todos os tempos a se classificar para o Mundial – podem criar momentos históricos, inspirando milhões de fãs ao redor do mundo. Nesta perspectiva, a Copa do Mundo de 2026 promete multiplicar estas boas narrativas, com mais países a ter a possibilidade de desenhar a própria história na competição e – quem sabe – talvez alcançar uma conquista histórica.

    No entanto, é preciso ser honesto e reconhecer os desafios que essa expansão traz! Logisticamente, é necessário pensar em como organizar um torneio de 48 seleções em três países (Estados Unidos, México e Canadá) e, muito honestamente, parece que tem tudo para algo dar errado. Sem um planejamento rigoroso, que vai dos estádios e das longas viagens até a segurança e hospedagem das seleções, são muitas as possibilidades de haver atrasos, dificuldades ou até problemas técnicos, tendo em conta as grandes distâncias percorridas pelas equipes e os diferentes climas onde vão disputar vários jogos em pouco tempo – mas isto vou deixar para outro texto…

    Metlife Stadium, o palco da final do Mundial 2026

    Outro ponto a considerar é a sobrecarga no calendário internacional. Com mais equipes e partidas, a pressão sobre os jogadores aumenta, e clubes podem enfrentar dificuldades para liberar alguns jogadores nas saídas para conciliar compromissos nacionais e internacionais.

    Apesar destas questões, os benefícios da expansão parecem ser mais claros e pesados que as desvantagens e complicações. Lá no fundo, mais seleções significam mais sonhos realizados, mais torcedores a acompanhar o evento e mais momentos memoráveis para o público – quem não guarda uma grande memória de uma Copa do Mundo que atire a primeira pedra.

    A diversidade cultural e futebolística só adiciona riqueza ao torneio e fortalece a ideia de que o futebol é, verdadeiramente, de todos. Ao contrário do que muitos puristas possam dizer, a inclusão de equipes menores não diminui a qualidade, mas sim pelo contrário, apenas oferece novas perspectivas, estilos e – quem sabe – surpresas que tornem o Mundial ainda mais fascinante.

  • Mundial de 2026: Deve ser palco para causas?

    Mundial de 2026: Deve ser palco para causas?

    A Copa do Mundo de 2026 tem tudo para se tornar muito mais do que um grande evento esportivo: pode transformar‑se num palco de debates sociais, ambientais e políticos!

    Assumindo o possível (e praticamente certo) alcance da competição até aos «quatro cantos do mundo», defendo que esta prestigiada competição deve, e pode, assumir esse papel com responsabilidade. Ao mesmo tempo, nem tudo são rosas! Todos sabemos que há riscos nesse tipo de ações e há uma grande diferença entre discursar sobre algo e tomar efetivamente medidas para que algo aconteça.

    Em primeiro lugar, o torneio que vai juntar 48 equipes e que vai ocorrer nos três países‑anfitriões (Estados Unidos, Canadá e México) aumenta exponencialmente seu alcance social e simbólico – recorde-se que será o segundo mundial com mais do que um país anfitrião, o que já aconteceu em 2002 com Coreia do Sul e Japão.

    Políticas de migração podem ser um dos temas abordados neste Mundial 2026

    Ter a visibilidade destes 3 grandes países, permite lançar à  luz sobre temas que muitas vezes ficam relegados: inclusão, direitos humanos, meio ambiente, mobilidade, questões trabalhistas. Por exemplo, a Amnesty International alerta que faltam garantias claras para que sejam assegurados os direitos humanos de trabalhadores, torcedores e grupos vulneráveis nos países anfitriões – inclusive pelo risco de políticas de imigração restritivas que presidentes como Trump vão colocando. Nesse contexto, a Copa pode servir de instrumento de pressão para que governos e organizadores adotem melhores práticas.

    Adicionalmente, o impacto ambiental do evento oferece uma plataforma essencial para debates sobre a verdadeira sustentabilidade «por trás das câmeras». Um relatório das Scientists for Global Responsibility estima que o torneio gerará cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂, superando os 5,5 milhões registrados no Mundial no Catar e tornando‑se o mais poluente da história da competição. 

    Isso obriga, e pede, a responsabilidade dos governos e da organização visto que é com a visibilidade que se pode gerar a mudança: se o evento propocionar exposição às contradições entre o espetáculo fornecido e a pegada ecológica do evento, pode fomentar a prática e imposição de políticas mais verdes.

    Mundial 2022 no Catar, o mais poluente até à data

    Tendo causas como esta em conta, defendo firmemente que a Copa 2026 deve servir de palco para essas narrativas — e que os organizadores não apenas falem de «legado» ou «responsabilidade» como muitas vezes acontece, mas que realmente incorporem práticas concretas: a proteção dos direitos humanos, existência de transparência financeira, a mitigação de emissões e o envolvimento das comunidades locais.

    Claro que há o lado oposto: alguns argumentam que megaeventos esportivos geram deslocamentos de populações, aumento de custos públicos, turismo massivo que beneficia grandes corporações mais do que a sociedade local — e que usar a Copa como palco de «questões sociais» pode acabar sendo mera retórica ou «greenwashing». Além disso, há o risco de que os próprios países‑anfitriões ignorem críticas ou limitem liberdades para evitar constrangimentos num evento global. A crítica da Amnesty International a políticas migratórias e direitos civis ilustra parte dessa preocupação. 

    Em síntese, acredito que a Copa 2026 oferece uma oportunidade ímpar para tornar visíveis e conectar agendas ambientais, políticas e sociais — mas isso só valerá se houver compromissos reais e fiscalização. Se for apenas espetáculo e discurso, perde‑se a chance de transformar o enorme investimento numa janela de progresso.