Tag: Donald Trump

  • Embaixada do Irã pede que jogos da seleção sejam disputados no México

    Embaixada do Irã pede que jogos da seleção sejam disputados no México

    Buscando alternativas para disputar a Copa do Mundo de 2026, a embaixada do Irã no México decidiu sugerir à FIFA a possibilidade de o país disputar seus jogos nos estádios mexicanos, evitando atuar nos Estados Unidos, país que tem vivido tensões políticas e que não deverá cuidar da segurança da equipe asiática. A imprensa britânica comentou que a entidade mundial não está cogitando aceitar este pedido.

    O pedido iraniano ganhou grande dimensão após a manifestação oficial do embaixador do Irã no México, Abolfazl Psedniddeh, que propôs a mudança dos confrontos do seleção asiática.

    O posicionamento da embaixada foi divulgada por meio do canal oficial ligado ao Ministério das Relações Exteriores do Irã, fortalecendo toda a preocupação da segurança dos seus atletas com o atual cenário de tensão com o país comandado por Donald Trump.

    Na última semana, a federação iraniana já havia indicado a insatisfação da possibilidade de jogar em solo norte-americano durante a Copa, que terá sede nos Estados Unidos, México e Canadá. É bom lembrar o Irã tem jogos previstos para ocorrerem no EUA na primeira fase.

    “Reiteramos que os Estados Unidos não estão cooperando conosco na questão dos vistos. Temos interesse em participar da Copa do Mundo, mas o governo americano não está fornecendo o apoio logístico ou administrativo necessário”, revelou Abolfazl Psedniddeh.

    Em nota oficial, a FIFA argumentou que mantém o contato regular com todas as federações participantes, incluindo a do Irã, onde trata do planejamento da Copa do Mundo de 2026, disputada entre junho e julho. A entidade reforçou que segue trabalhando na dinâmica de que todos os jogos sejam realizados de acordo com a tabela estabelecida e divulgada no dia 6 de dezembro do ano passado.

    FIFA não pretende mudar

    De acordo com o jornal britânico The Times, a FIFA não planeja atender ao pedido da embaixada iraniana e eliminou qualquer possibilidade de transferir os jogos da seleção para o México. Ainda segundo a publicação, a entidade máxima do futebol nega que exista esta negociação em andamento e que qualquer mudança neste momento é inviável por questões de logísticas, onde incluem a venda antecipada dos ingressos e até o calendário da competição.

  • A farsa dos «prêmios de fachada»: Quando o mérito se curva perante interesses

    A farsa dos «prêmios de fachada»: Quando o mérito se curva perante interesses

    A nova ideia da FIFA — uma organização com um histórico recente repleto de escândalos e polêmicas — acertou em cheio. Um «Prêmio da Paz», com alto índice para ser entregue a Donald Trump

    O mais recente anúncio da FIFA é apenas mais um indício da crescente tendência em esferas de poder, onde são criados prêmios que, em vez de reconhecerem o mérito verdadeiro, servem apenas como instrumentos de relações públicas e facilitação de interesses de teor suspeito e duvidoso.

    Quando uma entidade como a FIFA, liderada por Gianni Infantino e em estreita colaboração com a administração dos Estados Unidos (país anfitrião da Copa do Mundo de 2026), divulga um prêmio supostamente «grandioso», a pergunta inicial não é «Quem merece?», mas sim «O que estará por trás disto?».

    Juntemos as peças deste puzzle, que é bem simples de decifrar. A cerimônia ocorrerá em Washington D.C., e o presidente americano e o presidente da FIFA têm um histórico de proximidade. As peças apontam todas para um vencedor do prêmio: Donald Trump…

    Créditos: Instagram @potus – 24.ago.2025

    Recordemos que prêmios, na sua essência mais pura, atuam como um farol moral, inspirando a sociedade a homenagear conquistas notáveis que enaltecem o espírito, o trabalho ou até o esforço humano.

    Num título semelhante, com as próprias controvérsias históricas, o Prêmio Nobel da Paz mantém uma tradição que visa reconhecer realizações de importância global. Ao imitar este formato, mas preencher o conteúdo com escolhas duvidosas, as instituições acabam por banalizar o conceito que originamente seria «honrado».

    Estas «premiações de fachada» geram uma ilusão. Ao aparentarem altruísmo e compromisso social, possibilitam que organizações e pessoas envolvidas em práticas questionáveis se «purifiquem» de forma pública, desviando a atenção das suas falhas – ou até crimes. Em vez de focar nas reformas necessárias para a governança do futebol ou nas implicações de decisões políticas polêmicas, o público é incentivado a aplaudir um gesto de «aparente generosidade».

    É fundamental que a sociedade e a mídia adotem uma postura cética e crítica. Não devemos deixar que o reconhecimento de valor seja desviado por interesses políticos ou empresariais.

    O verdadeiro prêmio da paz está nas atitudes constantes e altruístas de pessoas anônimas e líderes autênticos, e não nas cerimônias meticulosamente planejadas para fins de «mostrar aos outros». Um prêmio que é criado para atender a interesses em vez de reconhecer o mérito não é uma honra, mas sim uma farsa!