Tag: Endrick

  • Endrick é o futuro da Seleção, mas o Brasil não sabe esperar

    Endrick é o futuro da Seleção, mas o Brasil não sabe esperar

    O tempo é uma coisa curiosa. Em alguns momentos, passa devagar demais. Em outros, corre sem pedir licença. Há situações em que poucos minutos parecem anos, e outras em que anos passam sem que a gente perceba. O tempo não é igual para todos. Ele depende do lugar, do contexto e, principalmente, da paciência de quem observa.

    No futebol brasileiro, essa paciência quase nunca existiu.

    Aqui, o tempo é curto. Curtíssimo. O jogador precisa estar pronto agora. Precisa decidir agora. Precisa carregar um país inteiro nas costas antes mesmo de aprender a lidar com a própria carreira e com o próprio ego. Não existe processo, amadurecimento ou erro aceitável. Existe cobrança imediata. E, quase sempre, injusta.

    Esse comportamento diz muito sobre nós. O brasileiro ama o futebol, mas trata seus talentos com pressa. Cria ídolos em um jogo e destrói no seguinte. Vive à procura do próximo salvador da pátria, como se uma geração inteira pudesse ser resumida a um único nome. E, misturada a esse imediatismo, existe a velha síndrome de vira-lata: só acreditamos totalmente quando o mundo o valida, e às vezes nem isso.

    Eu lembro claramente do dia em que João Pedro, ainda no Fluminense, marcou aquele gol de bicicleta contra o Cruzeiro. Foi um daqueles lances raros, que nos fazia voltar o vídeo infinitas vezes só para poder ver novamente. No dia seguinte, o discurso já estava pronto: “novo Ronaldo”, “futuro camisa 9 da Seleção”, “salvação do futebol brasileiro”. Bastou a primeira oscilação de um garoto, algo absolutamente normal, para o tom mudar. Vieram as críticas e a impaciência. Hoje, João Pedro joga no Chelsea, provando que o talento nunca desapareceu. O problema era o tempo que não foi dado.

    Com Endrick, a história se repete, talvez de forma ainda mais intensa.

    Endrick é extremamente talentoso. Isso não está em discussão. Ele é forte, rápido, inteligente e competitivo. Mais do que isso, tem personalidade. Nunca se escondeu de um jogo grande. Pelo Palmeiras, decidiu partidas importantes e mostrou maturidade rara para alguém tão jovem. A virada histórica contra o Botafogo é um exemplo claro: Endrick chamou a responsabilidade quando o jogo parecia perdido, isto não é normal de um garoto.

    Mesmo assim, quando chegou ao Real Madrid, o relógio foi zerado. Cada partida virou uma martelada definitiva sobre o futuro do atacante. Cada jogo sem gol virou motivo de dúvida, cada partida sem jogar, um novo meme surgia nas redes sociais. Como se fosse simples chegar ao maior clube do mundo, com 18 anos, mudar de país, de idioma, de cultura, competir com jogadores prontos e ainda assim decidir imediatamente.

    Isso não é análise. É ansiedade.

    Endrick acaba virando alvo não pelo que faz, mas pelo que representa: a esperança de um país que perdeu referência e quer encontrá-la rápido demais.

    Endrick não precisa ser o novo Ronaldo. Não precisa carregar sozinho a Seleção Brasileira. Ele precisa de tempo. 

    E o que acontece quando este tempo é dado? O que acontece quando o tempo joga a favor de Endrick, e não contra? Ele entrega. O empréstimo ao Lyon não é fuga, nem retrocesso, é apenas dar a ele o que ele sempre quis: Tempo.

    Quando tem sequência, cresce. Quando não é tratado como solução imediata de tudo, joga futebol. E que belo futebol Endrick vem mostrando na França. Até aqui são 4 jogos, 4 gols e 1 assistência. O Jovem jogador Brasileiro, no seu primeiro mês no novo clube, já foi eleito o melhor jogador de Janeiro da League One.

    Mas, o torcedor brasileiro não pode cometer o erro de ler esse momento como confirmação apressada de genialidade, nem como redenção definitiva. Precisa ler como processo. Como consequência natural de quem sempre teve futebol, mas agora tem algo ainda mais valioso.

  • Endrick supera recorde de Ronaldo Fenômeno no futebol europeu; confira

    Endrick supera recorde de Ronaldo Fenômeno no futebol europeu; confira

    O Lyon venceu o Metz fora de casa neste último domingo (25) por 5 a 2, jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Francês e Endrick foi o grande destaque da partida. O atacante foi responsável por balançar as redes em três oportunidades no jogo e tornou-se o brasileiro mais jovem a marcar um hat-trick nas cinco grandes ligas da Europa, recorde que se mantinha desde 1992/93, superando Ronaldo Fenômeno.

    Atualmente, com apenas 19 anos e seis meses, Endrick conseguiu ultrapassar a marca do “Fenômeno” que havia alcançado este feito quando tinha 21 anos, atuando pela Inter de Milão na temporada 1997/98.

    Conseguindo realizar um feito impressionante, o brasileiro do Lyon ainda tornou-se um dos atletas mais jovens a marcar três gols em um jogo na Ligue 1 no século XXI: Jérémy Menez (17 anos e 260 dias), Kylian Mbappé (18 anos e 53 dias) e Ousmane Dembélé (18 anos e 296 dias) e agora Endrick.

    “Estou muito feliz. É meu primeiro hat-trick e vou me lembrar disso para o resto da vida. O time jogou uma partida fantástica. Obrigado aos meus companheiros e ao treinador. Temos que manter o ritmo”, contou o atacante ao fim da partida contra o Metz.

    O desempenho de Endrick na competição francesa chamou atenção da imprensa europeia, que elogiou bastante o desempenho do atacante. Até o momento, o brasileiro tem quatro gols marcados em três partidas disputadas pelo Lyon. É bom relembrar que ele segue pertencendo ao Real Madrid, mas está emprestado até o fim da atual temporada.

  • Endrick e Estêvão: duas joias do Palmeiras, dois caminhos diferentes na Europa.

    Endrick e Estêvão: duas joias do Palmeiras, dois caminhos diferentes na Europa.

    Eu sendo uma torcedora nascida nos anos 90, tenho parado para observar como a base tem se movimentado atualmente no futebol brasileiro, uma maneira mais forte mais vívida do que há tempos atrás, e me arrisco a dizer que o Palmeiras viveu, em um curto período de tempo, algo que poucos clubes conseguem repetir: revelou dois talentos geracionais e os vendeu para o futebol europeu ainda adolescentes.

    Endrick e Estêvão saíram da mesma base, vestiram a mesma camisa e carregaram expectativas parecidas. Ainda assim, hoje vivem momentos bem distintos fora do Brasil.

    Enquanto Estêvão parece chegar ao futebol europeu com impacto, confiança e protagonismo, Endrick ainda luta por espaço, minutos e afirmação. A pergunta que surge é inevitável: o que explica essa diferença tão gritante? E a resposta passa por vários aspectos menos pelo talento, porque ambos têm de sobra, essa diferença vale muito mais pelo contexto geral de cada transferência.

    Endrick: talento geracional em um ambiente sem margem para erro  

    Quando Endrick foi negociado com o Real Madrid, o Palmeiras e o mercado sabiam exatamente o que estava em jogo. Não era apenas uma venda histórica, mas a transferência de um jogador com rótulo de fenômeno antes mesmo de completar 18 anos. O problema é que o Real Madrid não é um ambiente de adaptação lenta.

    Endrick chegou a um elenco estrelado, competitivo, que briga por Champions League todos os anos e onde cada minuto em campo precisa ser justificado. Diferente do Palmeiras, onde ele tinha liberdade para errar, aprender e crescer, na Europa cada oscilação vira pauta, cada jogo sem gol vira cobrança.

    Além disso, há a questão tática. Endrick não atua exatamente da mesma forma que atuava no Brasil. Seu papel mudou, sua leitura de jogo precisou se adaptar e, sem sequência, o processo se torna ainda mais difícil. Isso não significa que Endrick esteja mal. Significa que ele está em um clube que não permite construção.

    Estêvão: tempo, protagonismo e um processo mais protegido  :

    Já o caminho de Estêvão foi diferente desde o início, o Palmeiras, claramente mais experiente após o caso Endrick, segurou o jogador por mais tempo, deu protagonismo real e permitiu que ele amadurecesse dentro de campo antes da saída. Estêvão não foi apenas promessa, ele foi protagonista.

    Quando a venda ao Chelsea foi confirmada, Estêvão já havia vivido pressão, jogos grandes, decisões e momentos ruins também. Ele saiu mais pronto emocionalmente, taticamente e mentalmente. Até mesmo já havia marcado gol contra o Chelsea no Mundial de clubes com sua contratação já acertada para o time. Foi respeitoso com a torcida adversária no momento, e hoje caiu no gosto da torcida que já até fizeram um cântico para o jovem jogador.

    O impacto imediato que vemos hoje não acontece por acaso. Ele é reflexo de um processo melhor conduzido, com menos ansiedade e mais clareza de função.
    Estêvão não é mais talentoso que Endrick. Ele apenas chegou mais preparado para o choque europeu.

    Comparar não é diminuir, é entender processos  :

    Existe uma tentação grande em comparar Endrick e Estêvão como se um estivesse “dando certo” e o outro não. Essa leitura é rasa e injusta.

    “Endrick saiu no tempo do mercado, Estêvão saiu no tempo do jogador.”

    O Palmeiras aprendeu com a primeira grande venda e ajustou o processo na segunda. Isso não invalida Endrick, nem transforma Estêvão em um caso isolado de sucesso. São trajetórias diferentes, com exigências diferentes.

    O futebol europeu, especialmente no ataque, cobra impacto imediato. E nem todo talento jovem consegue entregar isso sem pagar um preço emocional e técnico no caminho.

    O problema nunca foi o talento  :

    Se existe um erro recorrente na análise do futebol moderno, é achar que talento se sustenta sozinho. Não se sustenta.
    Talento precisa de contexto, confiança, sequência e paciência. Endrick vai dar certo. Mas o processo dele será mais longo, mais silencioso e menos linear. Estêvão, por sua vez, colhe hoje algo que Endrick não teve tempo de viver: ambiente favorável para a sua evolução.

    No fim, o Palmeiras não errou em nenhuma das vendas. Evoluiu. E isso diz muito sobre o clube, sobre sua base e sobre a maturidade de entender que formar jogadores também é saber quando soltar.

    O tempo vai colocar cada um no seu lugar. E a história, como sempre, será mais justa do que a expectativa do presente.

  • Endrick pode reforçar o Botafogo? Entenda os rumores que tem agitado a torcida botafoguense

    Endrick pode reforçar o Botafogo? Entenda os rumores que tem agitado a torcida botafoguense

    Endrick decidiu aceitar ser negociado pelo Real Madrid na próxima janela de transferências, após não ganhar espaço no time comandado por Xabi Alonso, estando apto para assinar um contrato de seis meses com qualquer outra equipe. Mesmo muitos clubes demonstrando interesse no atacante brasileiro, o Lyon, da França, conseguiu avançar nas conversas e este motivo fez os botafoguenses ligarem o alerta.

    O clube francês faz parte da Eagle Football, holding que o clube carioca também está envolvido. Ou seja, mesmo que em teoria isso pareça impossível, os dirigentes podem decidir realocar o brasileiro para o Botafogo, caso a negociação seja finalizada e eles entendam uma necessidade para está mudança. Essa ideia funcionaria da mesma maneira que ocorreu com Thiago Almada, que foi cedido pelo Botafogo para o Lyon, antes de ser vendido para o Atlético de Madrid.

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    Com as conversas avançando semanalmente entre as duas partes, principalmente pelo staff de Endrick planejar o próximo destino do atacante de forma meticulosa para ter novos erros, a visão do atacante quando se trata do empréstimo é ter uma vaga assegurada entre os convocados de Carlo Ancelotti para a Copa de 2026.

    “Entenda que o Olympique Lyon iniciou conversas para contratar Endrick por empréstimo em janeiro! Já estão em andamento negociações para a contratação oficial do atacante brasileiro por empréstimo junto ao Real Madrid. OL apresentou seu plano a Endrick, que está aberto a conversar e avaliar todas as opções”, declarou o jornalista Fabrizio Romano.

  • Xabi Alonso afirma que polêmica com Vini Júnior está encerrada após atuação «impecável»

    Xabi Alonso afirma que polêmica com Vini Júnior está encerrada após atuação «impecável»

    Técnico do Real Madrid elogia o atacante brasileiro e minimiza o episódio gerado pela substituição no clássico

    Após a polêmica reação de Vinícius Júnior à sua substituição durante o clássico contra o Barcelona, o técnico Xabi Alonso afirmou que o episódio está superado. Segundo o treinador, o jogador teve uma «atuação impecável» e falou «do coração» durante uma reunião interna, encerrando o caso. 

    De acordo com Alonso, o encontro entre a comissão técnica e os atletas ocorreu ontem, e Vini Jr. se expressou com sinceridade. «Tivemos uma reunião na quarta-feira. O Vinicius estava impecável, falou de coração. O assunto está encerrado», declarou.

    A polêmica teve origem no clássico entre Real Madrid e Barcelona, quando Vini Júnior foi substituído no minuto 72. Irritado, ele deixou o gramado visivelmente contrariado e dirigiu-se diretamente ao vestiário, gerando repercussão nas redes.

    Posteriormente, o brasileiro emitiu um pedido de desculpas público, no qual mencionou os torcedores, os companheiros de time, o clube e o presidente, mas não citou diretamente Xabi Alonso.

    Internamente, o Real Madrid optou por tratar o episódio com cautela. Segundo informações, não haverá punição a Vini e a diretoria considera a retratação suficiente para retomar a confiança.

    A declaração de Alonso tem caráter de tentar resguardar a harmonia no elenco e amainar os efeitos do desentendimento. Para muitos, o gesto do treinador reforça a ideia de que o clube deseja seguir em frente com Vini Jr. como peça importante no projeto esportivo.

    O técnico dos Merengues também comentou a situação de Endrick, que pode ser emprestado ao Lyon. 

    «Claro que gostaria que ele jogasse mais minutos, mas os contextos dos jogos têm sido complicados. Ele está treinando bem e está preparado, mas o momento certo deve surgir», garantiu Xabi Alonso.

    Por fim, o treinador falou sobre a lesão de Dani Carvajal, que irá desfalcar o time de Madrid no futuro próximo.

    «Foi a pior notícia após o jogo. Ele jogou 25 minutos, esteve bem, competiu e contribuiu. Foi uma surpresa receber uma ligação do médico. Não sei quanto tempo ele ficará fora, pois não sou médico, mas estamos aguardando seu retorno», resumiu.

  • Endrick pode ser emprestado ao Lyon após perder espaço no Real Madrid

    Endrick pode ser emprestado ao Lyon após perder espaço no Real Madrid

    Brasileiro vê com bons olhos transferência temporária para o futebol francês em busca de mais minutos em campo

    Sem espaço no Real Madrid sob o comando de Xabi Alonso, o atacante Endrick pode deixar o clube espanhol em janeiro. De acordo com o jornalista Fabrizio Romano, o brasileiro de 19 anos aprovou a possibilidade de ser emprestado ao Lyon, da França, por seis meses.

    O clube francês já apresentou uma proposta formal e sabe que pode enfrentar concorrência de outras equipes interessadas. Ainda assim, Endrick demonstrou interesse em ter mais tempo em campo, visando reconquistar espaço e fortalecer suas chances de ser lembrado para a Copa do Mundo de 2026.

    O Real Madrid estaria disposto a colaborar financeiramente com o Lyon, arcando com parte dos salários do atacante durante o empréstimo. A operação, segundo Romano, não incluiria cláusula de compra, já que o clube espanhol mantém confiança no potencial do ex-Palmeiras, cujo contrato vai até 2030.

    Em sua primeira temporada em Madrid, Endrick disputou 37 partidas e marcou sete gols sob o comando de Carlo Ancelotti. No entanto, desde a chegada de Xabi Alonso, o atacante perdeu espaço no elenco. Após se recuperar de uma lesão muscular, o jogador foi liberado há pouco mais de um mês, mas ainda não entrou em campo, mesmo tendo sido convocado para oito jogos consecutivos.

    No início da temporada, o Real já havia considerado emprestá-lo a clubes do Campeonato Espanhol, mas Endrick preferiu permanecer na equipe. Agora, o Lyon surge como uma alternativa interessante, especialmente por contar com o técnico português Paulo Fonseca, o que poderia facilitar a adaptação do atacante ao novo ambiente e minimizar barreiras linguísticas.

  • Endrick vai jogar no Palmeiras em 2026? Pai acende sonho, mas a negociação é difícil

    Endrick vai jogar no Palmeiras em 2026? Pai acende sonho, mas a negociação é difícil

    O nome de Endrick movimentou a torcida do Palmeiras após uma mensagem do pai do jogador, Douglas Souza, nas redes sociais.

    O atacante do Real Madrid não vem sendo aproveitado pelo técnico Xabi Alonso e deve ser emprestado em janeiro de 2026.

    Endrick em treino no Real Madrid – Foto: Reprodução/Instagram

    Sem atuar, o jovem virou tema de especulação no Brasil depois de Douglas responder a um torcedor sobre possível volta ao Verdão.

    “Dependeria de um projeto”, comentou. A resposta deixou boa parte da torcida empolgada e também com esperança.

    Endrick vai jogar no Palmeiras em 2026?

    Apesar do entusiasmo, a volta ao Palmeiras é improvável. Endrick não planeja retornar ao Brasil e o Real Madrid vê o empréstimo como oportunidade de ganhar experiência na Europa.

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    O clube espanhol quer que o jogador atue em uma liga de alto nível, onde possa se desenvolver e retomar espaço na Seleção.

    O atacante é visto como um dos xodós de Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, e parte dos planos a longo prazo.

    Clubes europeus interessados em Endrick

    O Olympique de Marselha, da França, e os italianos Roma e Lazio monitoram a situação. O PSG negou qualquer tratativa.

    A escolha de um clube onde possa jogar regularmente será fundamental para garantir vaga na Copa do Mundo de 2026.

    O Verdão, por sua vez, não deve formalizar proposta, diante das condições financeiras e esportivas exigidas pelos espanhóis.

    Ficha de Endrick no Real Madrid

    • Valor total da transferência: até 60 milhões de euros
    • Temporada 2024/25: 37 jogos, 7 gols
    • Última partida: antes da lesão, há mais de 40 dias