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  • Endrick e Estêvão: duas joias do Palmeiras, dois caminhos diferentes na Europa.

    Endrick e Estêvão: duas joias do Palmeiras, dois caminhos diferentes na Europa.

    Eu sendo uma torcedora nascida nos anos 90, tenho parado para observar como a base tem se movimentado atualmente no futebol brasileiro, uma maneira mais forte mais vívida do que há tempos atrás, e me arrisco a dizer que o Palmeiras viveu, em um curto período de tempo, algo que poucos clubes conseguem repetir: revelou dois talentos geracionais e os vendeu para o futebol europeu ainda adolescentes.

    Endrick e Estêvão saíram da mesma base, vestiram a mesma camisa e carregaram expectativas parecidas. Ainda assim, hoje vivem momentos bem distintos fora do Brasil.

    Enquanto Estêvão parece chegar ao futebol europeu com impacto, confiança e protagonismo, Endrick ainda luta por espaço, minutos e afirmação. A pergunta que surge é inevitável: o que explica essa diferença tão gritante? E a resposta passa por vários aspectos menos pelo talento, porque ambos têm de sobra, essa diferença vale muito mais pelo contexto geral de cada transferência.

    Endrick: talento geracional em um ambiente sem margem para erro  

    Quando Endrick foi negociado com o Real Madrid, o Palmeiras e o mercado sabiam exatamente o que estava em jogo. Não era apenas uma venda histórica, mas a transferência de um jogador com rótulo de fenômeno antes mesmo de completar 18 anos. O problema é que o Real Madrid não é um ambiente de adaptação lenta.

    Endrick chegou a um elenco estrelado, competitivo, que briga por Champions League todos os anos e onde cada minuto em campo precisa ser justificado. Diferente do Palmeiras, onde ele tinha liberdade para errar, aprender e crescer, na Europa cada oscilação vira pauta, cada jogo sem gol vira cobrança.

    Além disso, há a questão tática. Endrick não atua exatamente da mesma forma que atuava no Brasil. Seu papel mudou, sua leitura de jogo precisou se adaptar e, sem sequência, o processo se torna ainda mais difícil. Isso não significa que Endrick esteja mal. Significa que ele está em um clube que não permite construção.

    Estêvão: tempo, protagonismo e um processo mais protegido  :

    Já o caminho de Estêvão foi diferente desde o início, o Palmeiras, claramente mais experiente após o caso Endrick, segurou o jogador por mais tempo, deu protagonismo real e permitiu que ele amadurecesse dentro de campo antes da saída. Estêvão não foi apenas promessa, ele foi protagonista.

    Quando a venda ao Chelsea foi confirmada, Estêvão já havia vivido pressão, jogos grandes, decisões e momentos ruins também. Ele saiu mais pronto emocionalmente, taticamente e mentalmente. Até mesmo já havia marcado gol contra o Chelsea no Mundial de clubes com sua contratação já acertada para o time. Foi respeitoso com a torcida adversária no momento, e hoje caiu no gosto da torcida que já até fizeram um cântico para o jovem jogador.

    O impacto imediato que vemos hoje não acontece por acaso. Ele é reflexo de um processo melhor conduzido, com menos ansiedade e mais clareza de função.
    Estêvão não é mais talentoso que Endrick. Ele apenas chegou mais preparado para o choque europeu.

    Comparar não é diminuir, é entender processos  :

    Existe uma tentação grande em comparar Endrick e Estêvão como se um estivesse “dando certo” e o outro não. Essa leitura é rasa e injusta.

    “Endrick saiu no tempo do mercado, Estêvão saiu no tempo do jogador.”

    O Palmeiras aprendeu com a primeira grande venda e ajustou o processo na segunda. Isso não invalida Endrick, nem transforma Estêvão em um caso isolado de sucesso. São trajetórias diferentes, com exigências diferentes.

    O futebol europeu, especialmente no ataque, cobra impacto imediato. E nem todo talento jovem consegue entregar isso sem pagar um preço emocional e técnico no caminho.

    O problema nunca foi o talento  :

    Se existe um erro recorrente na análise do futebol moderno, é achar que talento se sustenta sozinho. Não se sustenta.
    Talento precisa de contexto, confiança, sequência e paciência. Endrick vai dar certo. Mas o processo dele será mais longo, mais silencioso e menos linear. Estêvão, por sua vez, colhe hoje algo que Endrick não teve tempo de viver: ambiente favorável para a sua evolução.

    No fim, o Palmeiras não errou em nenhuma das vendas. Evoluiu. E isso diz muito sobre o clube, sobre sua base e sobre a maturidade de entender que formar jogadores também é saber quando soltar.

    O tempo vai colocar cada um no seu lugar. E a história, como sempre, será mais justa do que a expectativa do presente.

  • Golden Boy 2025: Estevão é o único brasileiro entre os 20 finalistas; veja lista completa

    Golden Boy 2025: Estevão é o único brasileiro entre os 20 finalistas; veja lista completa

    Estevão, revelado pelo Palmeiras e atualmente no Chelsea, é o único representante brasileiro entre os 20 finalistas do Golden Boy 2025, prêmio organizado pelo jornal italiano Tuttosport.

    A premiação é o melhor jogador sub-21 da temporada 2024/25. A lista conta com nomes promissores do futebol mundial, incluindo Arda Güler e Mastantuono, do Real Madrid, e Doué, do PSG.

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    Com seis jogadores entre os finalistas, a França se consolida como a principal força jovem do futebol europeu. O destaque vai para Désiré Doué, do PSG, e Leny Yoro, do Manchester United.

    O Real Madrid aparece com três nomes: Arda Güler, Mastantuono e Huijsen, reforçando a política merengue de investir em jovens. Já o PSG conta com três: Doué, Senny Mayulu e Zaïre-Emery.

    Leia também: Vencedores da Bola de Ouro de 1956 até 2025

    Aos 18 anos, Estevão é considerado uma das maiores promessas do futebol brasileiro. Formado no Palmeiras, o atacante foi vendido ao Chelsea em 2024 por 61,5 milhões de euros (R$ 389 milhões).

    Estêvão no jogo entre Brasil x Japão – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

    Lista dos finalistas do Golden Boy 2025

    Confira os 20 jogadores que concorrem ao Golden Boy 2025:

    • Mamadou Sarr (Strasbourg)
    • Pau Cubarsí (Barcelona)
    • Désiré Doué (PSG)
    • Dean Huijsen (Real Madrid)
    • Kenan Yildiz (Juventus)
    • Myles Lewis-Skelly (Arsenal)
    • Warren Zaïre-Emery (PSG)
    • Arda Güler (Real Madrid)
    • Franco Mastantuono (Real Madrid)
    • Ethan Nwaneri (Arsenal)
    • Jorrel Hato (Chelsea)
    • Geovany Quenda (Sporting)
    • Estêvão (Chelsea)
    • Leny Yoro (Manchester United)
    • Senny Mayulu (PSG)
    • Nico O’Reilly (Manchester City)
    • Eliesse Ben Seghir (Bayer Leverkusen)
    • Victor Froholdt (Porto)
    • Lucas Bergvall (Tottenham)
    • Archie Gray (Tottenham)

    Tradição e prestígio do prêmio Golden Boy

    Criado em 2003, o prêmio é um dos mais tradicionais do futebol europeu. Organizado pelo jornal Tuttosport, o troféu reconhece o melhor jogador sub-21 atuando em clubes da Europa.

    O prêmio já foi conquistado por Lionel Messi, Mbappé e Haaland. Lamine Yamal, do Barcelona, não pode concorrer novamente, já que o regulamento impede vitórias consecutivas.