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  • Arrascaeta desbanca Messi e é eleito Rei da América

    Arrascaeta desbanca Messi e é eleito Rei da América

    Premiação elege melhor jogador do ano nas Américas.

    O jornal uruguaio El País anunciou na madrugada desta quarta-feira (31) que Giorgian de Arrascaeta, do Flamengo, é o novo Rei da América. O jogador do Flamengo superou Lionel Messi, do Inter Miami, e Adrián Martínez, do Racing, que ocuparam a segunda e terceira posição do prêmio, respectivamente.

    Em 2025 Arrascaeta conseguiu a Libertadores, o Brasileirão, a Supercopa do Brasil e o Carioca, sendo fundamental na conquista desses troféus, levando o prêmio de melhor jogador do Campeonato Brasileiro e da Libertadores. Em números, o uruguaio fez 25 gols e deu 20 assistências em 64 jogos, menos que seu adversário Lionel Messi que em 49 jogos marcou 43 gols e deu 26 assistências. Entretanto, o nível de disputa sul-americano pesou mais para a votação.

    Arrascaeta erguendo o troféu do Brasileirão.
    Foto: Adriano Fontes/Flamengo

    Desde que chegou ao Flamengo, Arrascaeta vem acumulando conquistas individuais e coletivas. Apesar de ser a primeira vez que vence o prêmio, já havia ficado no pódio outras duas vezes, em 2019 e 2022. Além disso, é o jogador com mais títulos na história do Flamengo – ao lado de Bruno Henrique – com 17 conquistas.

    Outras Premiações

    Além de Arrascaeta, outros jogadores do Flamengo foram premiados. Filipe Luís foi eleito melhor treinador da América e a melhor seleção do continente contou com seis jogadores do clube carioca, confira:

    • Goleiro: Rossi (Flamengo)
    • Defensores: Danilo (Flamengo), Gustavo Gómez (Palmeiras), Leó Pereira (Flamengo) e Varela (Flamengo)
    • Meio-campistas: Sosa (Racing), Pulgar (Flamengo) e Arrascaeta (Flamengo)
    • Atacantes: Flaco López (Palmeiras), Lionel Messi (Inter Miami) e Adrián Martínez (Racing)
    Filipe Luís na final do Intercontinetal
    Foto: Adriano Fontes/Flamengo

    Por sua vez, Gabi Zanotti, campeã com o Corinthians, superou Marta e venceu a premiação de melhor jogadora do ano ano pelo segundo ano seguido.

    Últimos Reis da América

    Estes foram os últimos dez vencedores do prêmio:

    • 2025: Arrascaeta (Flamengo)
    • 2024: Luiz Henrique (Botafogo)
    • 2023: Cano (Fluminense)
    • 2022: Pedro (Flamengo)
    • 2021: Julián Alvarez (River Plate)
    • 2020: Marinho (Santos)
    • 2019: Gabriel Barbosa (Flamengo)
    • 2018: Pity Martínez (River Plate)
    • 2017: Luan (Grêmio)
    • 2016: Borja (Atlético Nacional)
  • Flamengo põe fim à indefinição e garante permanência de Filipe Luís até 2027

    Flamengo põe fim à indefinição e garante permanência de Filipe Luís até 2027

    Depois de semanas de negociações arrastadas, a diretoria rubro-negra e o treinador selaram o acordo que assegura a continuidade do projeto vitorioso.

    A novela que preocupava a torcida rubro-negra chegou ao fim. O Flamengo oficializou a renovação de contrato do técnico Filipe Luís, garantindo a sua permanência no comando da equipe até o final de 2027. O desfecho encerra um período de incertezas e negociações que, apesar de terem se tornado mais complexas do que o previsto, resultaram na manutenção de uma peça-chave para o clube.

    A diretoria tratou a renovação como prioridade absoluta, visando dar estabilidade e sequência ao trabalho que recolocou o clube no topo do continente na última temporada.

    A consolidação de um técnico vencedor

    A extensão do vínculo é o reconhecimento direto de um ano de estreia histórico. Em 2025, Filipe Luís assumiu o desafio e conduziu o Flamengo a uma temporada quase perfeita, levantando as taças do Campeonato Brasileiro, da Copa Libertadores e do Campeonato Carioca.

    O novo contrato renova as expectativas para 2026, onde o treinador terá a missão de manter o alto nível de desempenho e buscar novos títulos, com o respaldo de um trabalho que já provou ser vencedor e que agora ganha longevidade.

  • Fluminense monitora situação de Everton Cebolinha e estuda tirar atacante do Flamengo

    Fluminense monitora situação de Everton Cebolinha e estuda tirar atacante do Flamengo

    Insatisfeito com a falta de minutos na Gávea, o ponta entrou na lista de desejos do Tricolor para 2026 e pode protagonizar uma troca direta entre rivais.

    O mercado da bola no Rio de Janeiro pode aquecer com uma transferência de impacto entre rivais para a temporada de 2026. O Fluminense manifestou interesse na contratação de Everton Cebolinha, que atualmente defende o Flamengo. O atacante perdeu espaço na equipe rubro-negra e entrou no radar da diretoria tricolor, que já realizou contatos iniciais com o estafe do atleta.

    A abordagem do Fluminense tem como objetivo entender a situação contratual e a disposição do jogador em mudar de ares. A estratégia do clube das Laranjeiras é monitorar o cenário e, caso se confirme a saída do jogador da Gávea, avançar com uma proposta oficial.

    Contrato e insatisfação

    O vínculo de Cebolinha com o Flamengo vai até ao final de 2026. Contudo, a legislação permite que ele assine um pré-contrato com outra equipe a partir do meio do ano, saindo sem custos ao término da temporada.

    O motor da possível negociação é a insatisfação do atleta com as poucas oportunidades recentes. Informações de bastidores indicam que o atacante já teria sinalizado o desejo de deixar o clube na janela de transferências do meio do ano, logo após a disputa do Mundial de Clubes.

    Interesse antigo

    O desejo do Fluminense em contar com Cebolinha não é recente. Em 2023, durante os duelos das oitavas de final da Copa do Brasil, a diretoria tricolor chegou a sondar a situação do jogador. Naquela ocasião, o alto valor de mercado e o status que ele ainda mantinha no elenco rival impediram o avanço das conversas.

    Agora, com o jogador em baixa no Flamengo, o Fluminense enxerga uma oportunidade de mercado para reforçar o ataque com um nome de peso.

    Em 2025, apesar de ter perdido protagonismo, Cebolinha participou das campanhas vitoriosas do Campeonato Carioca, Brasileirão, Libertadores e Supercopa do Brasil, somando 43 jogos, quatro gols e quatro assistências.

  • Flamengo fica perto de acertar com Vitão, zagueiro do Inter

    Flamengo fica perto de acertar com Vitão, zagueiro do Inter

    O Flamengo já começou a reforçar seu elenco para a próxima temporada e agora, ficou mais perto de contratar o zagueiro Vitão, do Internacional. O clube gaúcho já tinha encaminhado a venda do defensor para o Cruzeiro, porém a negociação precisou ser recuada e agora, o Colorado liberou o Rubro-Negro Carioca de fazer uma proposta oficial.

    Vitão já tinha aceitado sua ida para o Cruzeiro e agora, o Flamengo precisa resolver a situação com o zagueiro para que a negociação flua.

    Anteriormente, o Inter já havia recusado uma proposta do Flamengo pelo atleta. Contudo, o clube carioca agora ofereceu perdoar a dívida por Thiago Maia e pagar o restante do valor à vista. No total, a negociação é de aproximadamente 10 milhões de euros (R$ 65 milhões).

    O Internacional comprou Thiago Maia por 4 milhões de euros (cerca de R$ 21,6 milhões), em julho de 2024, com pagamento parcelado em 10 vezes, porém não quitou a dívida até os dias atuais. Atualmente, o débito com correção, gira em torno de 4,7 milhões de euros (R$ 30,6 milhões).

    Desejo do Flamengo desde o início da atual temporada, o zagueiro quase foi incluído na dívida pelo volante, mas o Inter negou.

  • Flamengo x Corinthians Supercopa Rei: Saiba data e todas as informações do confronto

    Flamengo x Corinthians Supercopa Rei: Saiba data e todas as informações do confronto

    Com a vitória em cima do Vasco na grande final da Copa do Brasil neste último domingo (21/12), o Corinthians agora enfrentará o Flamengo pela Supercopa Rei em 2026, torneio que coloca frente a frente os campeões nacional da atual temporada do futebol brasileiro.

    A competição está prevista para ocorrer no dia 24 de janeiro, com o local da disputa ainda à ser definido. Até o momento, três arenas se candidataram para sediar a partida em 2026, sendp elas: Arena da Amazônia (em Manaus), o Estádio Mané Garrincha (em Brasília) e Arena Fonte Nova (em Salvador). A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), será a responsável pela escolha.

    É importante relembrar que a Supercopa retornou ao calendário nacional recentemente. O torneio nacional que anteriormente chamava-se Supercopa do Brasil, foi renomeado para Supercopa Rei após o falecimento de Pelé, em dezembro e 2022. O título atualmente pertence ao Flamengo.

    Campeões da Supercopa Rei

    • 1990: Grêmio
    • 1991: Corinthians
    • 2020: Flamengo
    • 2021: Flamengo
    • 2022: Atlético-MG
    • 2023: Palmeiras
    • 2024: São Paulo
    • 2025: Flamengo
  • Após dois anos nos EUA, Flamengo irá realizar a pré-temporada no Ninho do Urubu

    Após dois anos nos EUA, Flamengo irá realizar a pré-temporada no Ninho do Urubu

    O Flamengo voltará a fazer sua pré-temporada no Ninho do Urubu após dois anos preparando-se nos Estados Unidos. O clube carioca ainda não definiu a data de reapresentação dos atletas, mas com as mudanças no calendário nacional e as recentes viagens que fizeram, a diretoria optou pela preparação em casa.

    Nas duas últimas temporadas, o time carioca viajou para Orlando e Gainesville, nos Estados Unidos, realizando a pré-temporada, que ainda contou com jogos amistosos. O Flamengo chegou a analisar uma possível viagem, mas decidiu permanecer no Rio no início da próxima temporada.

    O elenco Rubro-Negro ficou muito tempo fora do Rio nesta reta final de 2025, contando com as viagens para disputar as rodadas finais da Libertadores (duas vezes pela Argentina e uma ao Peru). Já nas últimas semanas, o Flamengo ainda jogou a Copa Intercontinental, em Doha, no Catar. Após a decisão da competição mundial, os atletas entraram de férias na última quinta-feira (18), um dia após a final contra o Paris Saint-Germain.

    Um fator importante que influenciou a decisão do clube carioca de se manter no Rio de Janeiro foi o calendário de 2026, visto que a temporada começará de maneira antecipada. O Flamengo estreará no Campeonato Carioca no dia 14 de janeiro, diante do Bangu. O Brasileirão também iniciará mais cedo na próxima temporada, enfrentando o São Paulo, fora de casa, no dia 28 de janeiro, pela primeira rodada.

    Na próxima semana, a diretoria carioca se reunirá para definir a programação de pré-temporada e a data em que o elenco principal irá se reapresentar. Os atletas do sub-20 iniciaram os treinamentos no Ninho do Urubu desde a última quinta. Já a base atuará nos primeiros jogos do Flamengo no estadual.

  • Flamengo concorre ao prêmio de melhor clube do mundo e encara gigantes europeus

    Flamengo concorre ao prêmio de melhor clube do mundo e encara gigantes europeus

    O Flamengo é um dos finalistas do prêmio de melhor clube do mundo em 2025, nomeado pela Globe Soccer Awards. O Rubro-Negro Carioca concorre contra quatro gigantes europeus: Paris Saint-Germain, Barcelona, Chelsea e Liverpool. Anteriormente, o Palmeiras havia sido indicado entre os 14 candidatos, mas não conseguiu chegar no Top-5.

    Nesta última quarta-feira (17), o Flamengo encarou o Paris Saint-Germain pela grande final da Copa Intercontinental da FIFA, empatando no tempo regular em 1 a 1 e sendo derrotado apenas nas penalidades. Na temporada 2025, a equipe comandada por Filipe Luís ficou com quatro títulos, sendo eles: Supercopa do Brasil, Campeonato Carioca, Libertadores e Série A do Campeonato Brasileiro.

    Todos os finalistas da 16ª edição do Globe Soccer Awards foram conhecidos nesta quinta-feira (18), após mais de 30 milhões de votos de pessoas espalhadas pelo planeta.

    Todos os vencedores serão anunciados no dia 28 de dezembro, diretamente de Dubai. Na temporada passada, Atlético-MG e Botafogo estiveram na disputa, mas quem venceu ficou com o título foi o Real Madrid.

    Além do clube, a premiação ainda elegerá:

    • O melhor jogador
    • A melhor jogadora
    • O melhor clube feminino
    • O melhor treinador
    • A maior promessa
    • O melhor meia
    • O melhor atacante
    • O melhor jogador do Oriente Médio

    Atualmente, o detentor do prêmio de melhor jogador do mundo pela Globe Soccer Awards é Vinicius Júnior. Na premiação atual, o brasileiro Raphinha, do Barcelona, é um dos cinco finalistas.

    Inicialmente criada com premiações apenas para dirigentes e agentes em 2010, a cerimônia que ocorre em Dubai começou a dar troféus para atletas no ano seguinte. Até hoje, o maior vencedor é ninguém menos que Cristiano Ronaldo, com seis conquistas.

  • Estádio do Maracanã: onde as torcidas transformam cada jogo em história viva

    Estádio do Maracanã: onde as torcidas transformam cada jogo em história viva

    Um dos maiores símbolos do futebol brasileiro e até mundial, imponente e carregado de emoções, o Maracanã é bem mais do que concreto e arquibancadas, representando a paixão do povo.

    Estádio localizado no Rio de Janeiro, reconhecido como o “templo sagrado do futebol brasileiro”, o Maraca já foi palco de importantes decisões e recebendo os maiores craques do planeta, firmando-se ainda mais na história do principal esporte do mundo.

    O Portal Camisa12 vai te contar um pouco sobre a história deste gigante brasileiro, que encanta a décadas e deve dar ainda mais vida as histórias do futebol no país.

    Início

    O Estádio Jornalista Mário Filho, ou simplesmente Maracanã, foi construído no dia 02 de agosto de 1948 e fundado no dia 16 de junho de 1950, inicialmente para ser utilizado durante a disputa da Copa do Mundo daquele ano, que seria disputada no Brasil.

    Inicialmente, a ideia era construir um estádio grandioso, capaz de representar a importância do país no cenário esportivo internacional, tendo como capacidade oficial de 155 mil lugares, superando o Hampden Park, estádio localizado na Escócia.

    O que parecia um lugar de festa, logo tornou-se palco de uma lembrança negativa do povo brasileiro, marcado pela final da Copa do Mundo entre Brasil e Uruguai, conhecida como o “Maracanazo”. Diante de um público de aproximadamente 200 mil pessoas, a Seleção Brasileira foi derrotado pela Celeste por 2 a 1, um resultado que chocou o país e entrou para a memória coletiva nacional, a derrota em casa.

    No decorrer das décadas seguintes, o Maracanã tornou-se a principal casa do futebol carioca e brasileiro. Clubes como Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama e Botafogo começaram a disputar jogos importantes no estádio, sendo o cenário perfeito para finais de campeonatos, clássicos históricos e recordes de público, que fizeram inveja no cenário esportivo.

    A partir dos anos 1990, o estádio passou por diversas reformas para se adequar às novas normas de segurança e conforto, sendo um deles a redução de sua capacidade de público, atualmente comportando apenas 78 mil torcedores.

    Jogos memoráveis

    • Final da Copa do Mundo de 1950 – Brasil x Uruguai

    A primeira vergonha da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo aconteceu no Maracanã, quando a equipe canarinha foi derrotada pelo Uruguai por 2 a 1, com o local contendo quase 170 mil pessoas.

    • Final da Copa do Mundo de 2014 – Alemanha x Argentina

    Com gol de Mario Götze na prorrogação, Alemanha venceu a Argentina na prorrogação, conquistando seu tetracampeonato. Está foi a segunda final de Copa do Mundo disputada no Maracanã.

    • Final da Libertadores de 1981 – Flamengo x Cobreloa

    A conquista da primeira Libertadores do Flamengo, contou com grande atuação de Zico, com o título marcando uma geração e é um dos momentos mais celebrados da torcida rubro-negra.

    Jogadores que fizeram história no estádio

    • Pelé: O atacante do Santos marcou seu gol número 1000 em uma cobrança de pênalti contra o Vasco, em um dos momentos mais emblemáticos da história do futebol mundial.
    • Garrincha: Um dos maiores ídolos ligados ao Maracanã, com seus dribles desconcertantes, brilhou em jogos históricos pela Seleção Brasileira e pelo Botafogo, encantando multidões que estiveram no estádio para acompanhá-lo.
    • Zico: Maior ídolo da história do Flamengo, fez do Maracanã sua segunda casa. Colocando seu nome na história, comandou grandes viradas e conquistas títulos importantes, tornando-se principal símbolo da ligação entre o estádio e a torcida rubro-negra.
    • Romário: Foi no Maraca que o “Baixinho marcou gol mil da sua carreira, em 2007, em um jogo do Vasco, repetindo simbolicamente o feito histórico de Pelé.

    Estádio mágico

    Reunindo uma combinação única de história, emoção coletiva, grandes personagens durante momentos decisivos que marcaram o futebol e a identidade brasileira, local é considerado mágico e sagrado para os torcedores.

    O Maracanã foi palco de acontecimentos históricos irrepetíveis, como finais de Copa do Mundo, decisões continentais, clássicos gigantescos e gols que entraram para a memória mundial. Cada partida teve sua importância, acrescentando uma nova camada de significado ao estádio e tornando-o como se fosse visto como um lugar onde a história acontece.

    O estádio também possui uma relação intensa com a torcida, criando um ambiente de pressão, emoção e espetáculo raramente visto no futebol. O som das arquibancadas, a vibração coletiva e a proximidade do público com o campo transformavam cada partida em uma experiência quase mística, tanto para jogadores quanto para torcedores.

    O Maracanã permanece sendo muito mais do que um estádio. Ele é um espaço onde gerações se encontram por meio da memória, da emoção e da paixão pelo futebol. Cada jogo, cada grito da torcida e cada momento vivido em seu gramado reforçam sua mística e seu valor simbólico. O principal estádio do Brasil segue sendo um patrimônio cultural de um país que respira o esporte, guardando histórias do passado e continuando a escrever novas páginas na história da modalidade.

  • Flamengo e PSG decidem hoje o título do Intercontinental

    Flamengo e PSG decidem hoje o título do Intercontinental

    Clube carioca vai em busca do segundo título da competição.

    Flamengo e Paris Saint-Germain se enfrentam hoje (17) às 14 horas (de Brasília) pela final do Intercontinental de Clubes. O rubro-negro chega depois de eliminar Cruz Azul e Pyramids e enfrentará o estreante PSG. Confira o regulamento da competição: formato do intercontinental.

    Desigualdade entre os times

    O PSG entra na partida com amplo favoritismo, o que evidencia a desigualdade entre os times europeus e os americanos, enquanto o plantel do clube francês tem um valor de mercado estimado em 1.19 bilhões de euros, o elenco flamenguista vale 187 milhões de euros, aproximadamente um bilhão de diferença.

    Dembélé, Barcola e Kvaratskhelia com a camisa do PSG.
    Foto: Fred Tanneau/Getty Images

    O número de jogos na temporada também desfavorece o Flamengo, que chega para a partida completamente sufocado pelo calendário brasileiro, indo para a 78ª partida do ano e sétima competição do ano. Por outro lado, o PSG, na metade da temporada europeia, vai para seu 66º jogo em 2025. Portanto além de ter um elenco melhor, o plantel do Paris Saint-Germain está menos desgastado fisicamente.

    A esperança da nação

    Apesar de não ser considerado favorito, a torcida do Flamengo está confiante no bicampeonato, o clube vem de uma temporada fantástica, na qual já levantou seis troféus, sendo o ano com mais títulos de um time brasileiro. O time ainda conta com vários jogadores que vivem a melhor temporada de suas carreiras, como Arrascaeta, Rossi, Léo Ortiz, Léo Pereira e Carrascal.

    Jogadores do Flamengo levantam troféu da Libertadores.
    Foto: Hector Vivas/Getty Images

    Provável Escalação do Flamengo

    • Goleiro: Rossi
    • Laterais: Varela e Alex Sandro
    • Zagueiros: Danilo e Léo Pereira
    • Meias: Pulgar, Jorginho, Arrascaeta e Carrascal
    • Atacantes: Samuel Lino e Bruno Henrique

    Provável Escalação do Paris Saint-Germain

    • Goleiro: Chevalier
    • Laterais: Zaire-Emery e Nuno Mendes
    • Zagueiros: Marquinhos e Pacho
    • Meias: Vitinha, João Neves e Fabián Ruiz
    • Atacantes: Doué, Dembélé e Kvaratskhelia
  • O futebol está a ficar aborrecido. E não é só nostalgia.

    O futebol está a ficar aborrecido. E não é só nostalgia.

    O futebol, hoje, está uma seca.
    Não sei se é a nostalgia a falar ou se é mesmo a realidade a impor se, mas a verdade é que algo se perdeu pelo caminho. Esta semana estava a dar um Real Madrid vs Manchester City e, por incrível que pareça, não me despertou grande interesse. Estamos a falar de um dos maiores jogos do futebol atual e mesmo assim passou me quase ao lado.

    Pouco depois, descubro que estava a haver um Flamengo vs Pyramids para a Taça Intercontinental. Taça Intercontinental? E o PSG só entra diretamente na final? Confesso que pensei que essa competição já tinha sido substituída ou simplesmente deixado de existir. E talvez esta confusão diga mais sobre o futebol moderno do que sobre mim.

    A FIFA está a destruir o futebol.
    E não, não é por mal. É por excesso e por falta de critério.

    Vivemos numa era em que o futebol já não compete apenas com outros desportos. A verdadeira concorrência é o entretenimento em geral: Netflix, TikTok, vídeos curtos, consumo rápido. Tudo disputa a nossa atenção. Mas a resposta encontrada foi empilhar jogos, competições e formatos novos, como se quantidade pudesse substituir significado. O que estão a fazer é, no mínimo, criminoso.

    O novo formato da Liga dos Campeões é o melhor exemplo disso. É uma porcaria. A desvalorização dos grandes jogos é evidente. Quando há grandes jogos constantemente, eles deixam de ser especiais. Perdem peso, perdem urgência, perdem contexto. Esta fase de liga permite que equipas gigantes façam apenas o mínimo necessário para seguir em frente. Não há drama, não há medo de falhar. Vemos rotações constantes na maior competição de clubes do mundo, algo que simplesmente não faz sentido.

    Tenho saudades dos grupos de quatro. Da ida e da volta. Da regra dos golos fora nas eliminatórias. Sim, especialmente dessa regra. Não era perfeita, mas ajudava os mais pequenos, criava estratégia, tensão, noites memoráveis. Fazia nos vibrar.

    Depois entramos no absurdo das competições globais. Faz sentido existir uma Taça Intercontinental. Faz sentido existir um Mundial de Clubes. O problema é ninguém perceber qual é qual, nem o que realmente está em jogo. Não é o mesmo título? Não devia ser. Mas hoje parece tudo diluído, sem identidade, sem narrativa. Há um Mundial de Clubes de quatro em quatro anos e, mesmo assim, mantém se uma Intercontinental que, na Europa, quase ninguém valoriza ou sequer acompanha. O futebol está inchado, confuso e sem hierarquia clara.

    Este modelo também está a afastar as pessoas do futebol como um todo. Cada vez mais adeptos acompanham apenas o seu clube do coração, muitos deles exclusivamente pela televisão. O resto do futebol transforma se num produto global vendido em massa para mercados gigantes, como a Índia, onde se consome o futebol europeu como entretenimento, mas onde pouco se vive aquilo que ele realmente é. Estádios, rivalidades, contexto histórico e cultura de adepto passam para segundo plano.

    Em Portugal, sofremos do mesmo mal. Temos uma Taça da Liga que nunca encontrou verdadeiramente o seu propósito. Só a Inglaterra conseguiu tornar uma taça da liga funcional e respeitada. Cá, parece existir apenas para imitar modelos estrangeiros e servir patrocinadores. As torcidas organizadas boicotam, os estádios ficam vazios, e há até rumores de clubes que preferem perder para evitar um calendário ainda mais sobrecarregado em janeiro. Isto não é futebol saudável. Isto é gestão de produto disfarçada de competição.

    Mas o problema do futebol moderno não é só dentro das quatro linhas. É também fora delas. Em vez de apostar seriamente em como ter claques com segurança nos estádios, em como permitir consumo de álcool de forma responsável, em como valorizar o espetáculo criado pelos adeptos com segurança e organização, prefere se reprimir, proibir e afastar. As subculturas do futebol, as claques, os cânticos, as coreografias, a identidade popular, são tratadas como um problema, quando sempre foram parte da solução. Sem isso, o futebol perde alma.

    Vivemos também na era das super equipas. Clubes empresa. Grupos com várias equipas espalhadas pelo mundo. Houve um tempo em que quase todos os clubes tinham jogadores fora de série. Hoje, os dez maiores clubes do mundo têm dois plantéis cheios deles. E, honestamente, perde a graça. O imprevisível desaparece.

    Tenho saudades de ver um Deportivo a brilhar em Espanha. Um Boavista a dar trabalho sério aos grandes em Portugal. Um Wolfsburg, Estugarda ou um Werder Bremen campeões na Alemanha. Uma liga francesa com um Marselha, um Lyon ou um Saint Étienne de volta aos velhos tempos, a discutir títulos frente a um PSG petrolífero. O futebol precisa de anomalias, de histórias improváveis, de resistência. Precisa de falhar ao controlo absoluto.

    Curiosamente, acabei de ver um Corinthians vs Cruzeiro, para a meia final da Taça do Brasil, e foi aí que voltei a sentir alguma coisa. Um jogo menos tático, mais trapalhão, cheio de duelos no um para um, bolas na trave, emoção crua. E, acima de tudo, um público incrível. Um ambiente vivo, intenso, genuíno.

    Talvez não seja o futebol europeu que esteja errado.
    Talvez seja a forma como o estamos a transformar num produto demasiado polido, demasiado controlado, demasiado distante das pessoas.

    Eu sei que a FIFA não me ouve. Mas se continuarmos a aceitar tudo isto sem questionar, um dia vamos acordar e perceber que o futebol que nos fez apaixonar já não existe. E quando isso acontece, não há formato novo que o salve.