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  • Torcidas organizadas: por que algumas foram proibidas de frequentar estádios?

    Torcidas organizadas: por que algumas foram proibidas de frequentar estádios?

    Desde o conceito de torcidas organizadas até os episódios e motivos que levaram algumas a serem proibidas de frequentar os estádios. Conheça tudo sobre o tema em nosso artigo de investigação!

    Como surgiu o fenômeno das torcidas organizadas no Brasil?

    As torcidas organizadas são grupos estruturados de torcedores que apoiam clubes de futebol. Normalmente, distinguem-se de um torcedor comum pela forma padronizada de vestir, pelos cânticos entoados durante o jogo e até coreografias planejadas em determinados momentos de uma partida.

    No início, estas torcidas eram associadas a um apoio incondicional a um clube e ao acompanhamento contínuo dos times, jogando em casa ou fora, mas mais recentemente o panorama mudou. Hoje em dia, estas organizações passaram a ser associadas a episódios de violência, crimes de corrupção e práticas ilícitas, distanciando-se do apoio inicial aos clubes.

    Batalha do Pacaembu

    A Batalha campal do Pacaembu: Onde tudo mudou

    O primeiro acontecimento de grande polêmica ocorreu em 20 de agosto de 1995, quando o confronto entre as torcidas Mancha Verde – do Palmeiras – e Independente – do São Paulo – resultou em 110 feridos e um torcedor são-paulino morto, Márcio da Silva, com apenas 16 anos de idade!

    A gravidade dos confrontos foi tão grande que rapidamente levou à extinção judicial da Mancha Verde, bem como à proibição de presença em estádios.

    Com apoio da Federação Paulista de Futebol e do Ministério Público, a própria Confederação Brasileira de Futebol acabou criando leis mais rígidas para combater a violência no futebol.

    Torcida Organizada Mancha Verde

    Estados com proibições recentes

    ● São Paulo

    Depois de tentar reerguer de modo diferente a identidade da Mancha Verde, os torcedores do Palmeiras criaram a Mancha Alviverde. Apesar do esforço na mudança de identidade, em outubro de 2024, a torcida foi proibida de entrar em estádios!

    A causa da proibição foi um ataque a membros da torcida Máfia Azul – do Cruzeiro – em Mairiporã, que novamente causou um morto, além de 17 feridos.

    Lembre-se que este não foi o primeiro castigo à torcida, visto que em 2011 já havia sido impedida de entrar em estádios depois de confrontos com torcedores do Corinthians.

    ● Rio de Janeiro

    As torcidas Raça Rubro-Negra, Jovem Fla, Força Jovem e Young e Fúria foram banidas dos estádios por tempo indeterminado em 2023, por decisão judicial.

    A sanção surgiu depois de confrontos, que motivaram uma reunião urgente entre o governador do Rio e os dirigentes do Flamengo, Fluminense e Vasco.

    Torcida organizada Raça Rubro-Negra

    ● Minas Gerais

    Em 2024, o Ministério Público voltou a ser firme! O mesmo recomendou que a Máfia Azul e a Galoucura fossem proibidas de frequentar os estádios por gerarem conflitos de forma recorrente.

    Entre as várias medidas, as torcidas organizadas estão proibidas de uso, porte e exibição de qualquer vestimenta, faixa, bandeira ou instrumento musical que possa caracterizar a presença da torcida nos estádios em dias de jogo.

    Apesar da Galoucura estar banida até 4 de março de 2026, a Máfia Azul apenas cumprirá o castigo entre 15 de março de 2026 até 15 de março de 2028!

    ● Paraná

    Em abril de 2025, Os Fanáticos, Os Palhaços e a Fúria Independente foram proibidas de frequentar eventos esportivos por até 15 meses!

    A sanção atribuída pela Justiça do Paraná surgiu depois de confrontos violentos entre os times em jogo do Campeonato Paranaense.

    Torcida organizada Os Fanáticos

    ● Pernambuco

    As torcidas Jovem do Leão e a Explosão Coral não escaparam à regra deste artigo! Em fevereiro de 2025, vários clubes desta região como o Sport, Santa Cruz e Náutico assinaram, juntamente com a Federação Pernambucana de Futebol, um termo de ajustamento de conduta.

    No termo assinado com o Ministério Público de Pernambuco, os clubes comprometiam-se a cortar laços com as torcidas, evitando que continuassem a surgir episódios de violência.

    Onde está o futuro das torcidas organizadas?

    Assim como tudo, a relação entre clubes e as torcidas organizadas está em constante evolução. Uma das prioridades desta relação tem sido promover um ambiente mais seguro e respeitoso nos estádios, mantendo a boa relação entre torcedores e o próprio time!

    As perspectivas para o futuro destas organizações é que os clubes assumam responsabilidade sobre as suas ações, obrigando-os a tomar medidas mais eficazes e restritas com base no respeito mútuo.

    Agora resta apenas saber o quão difícil vai ser gerir essa situação para que a torcida tenha liberdade e não cause problemas!

  • Pesquisa aponta rejeição dos brasileiros em relação a arbitragem nacional; confira

    Pesquisa aponta rejeição dos brasileiros em relação a arbitragem nacional; confira

    A Atlas divulgou uma pesquisa nesta última quinta-feira (16/10), mostrando que a atual temporada da Série A do Campeonato Brasileiro sofre com uma rejeição de 65% do público. Dentro deste grupo, grande maioria que formam 46%, afirmam estarem insatisfeitas com a edição, enquanto apenas 19% declaram seu descontentamento. A situação piora quando boa parte dos entrevistas afirma que os árbitros do campeonato não são confiáveis, desacreditando das decisões durante os jogos.

    O levantamento foi realizado entre os dias 06 e 10 de outubro, ouvindo cerca de 1.648 pessoas espalhadas por todo o Brasil.

    O motivo de toda revolta são as polêmicas recentes e recorrentes no futebol brasileiro, com árbitros em campo tomando decisões errôneas e atrapalhando o desenrolar das partidas, algo que repercutido bastante nos bastidores do Brasileirão. Por este motivo, apenas 8% dos entrevistas afirmaram que estavam satisfeitos com a arbitragem nacional, enquanto 2% confirmaram que estavam bastante satisfeitos. Na contagem, 26% decidiram adotar a postura neutra.

    A pesquisa ainda apontou a falta de critérios de igualdade adotadas em lances semelhantes ao longo da competição nacional, sendo o principal problema da arbitragem, como apontou 51% dos entrevistados. Outro questionamento foi o possível favorecimentos de clubes, fazendo com 50% optassem por está escolha na hora das críticas. A falta de preparo técnico dos árbitros, também é algo crucial, além da omissão de preparo técnico dos árbitros, apontadas em 34% e 32%, respectivamente.

    Interferências de empresas de apostas também foi uma das pautas mencionadas, cerca de 16% ainda relembraram os casos de jogadores, empresários e árbitros envolvidos em fraudes nos resultados das partidas. É importante relembrar que cada entrevista poderia escolher até três alternativas como resposta.

    O VAR também entrou no meio do levantamento, com 51% do entrevistados escolhendo que ele “melhorou um pouco”, a qualidade da arbitragem. Contudo, 53% ainda afirmam que o sistema de juízes do Brasileirão piorou em relação a temporada passada.

    Ainda foram citados os árbitros com maiores rejeições do público, tendo Ramon Abatti Abel no topo com 38%, Wilton Pereira Sampaio com 27% e Anderson Daronco fechando o Top-3 com 25%. O engraçado é que o gaúcho também aparece entre os três primeiros na avaliação positiva dos torcedores, com 31% de aprovação. Edina Alves e Raphael Claus fecham a lista com 25% cada.