Tag: Futebol espanhol

  • Cristiano Ronaldo compra 25% de clube espanhol e diversifica seu investimento; confira

    Cristiano Ronaldo compra 25% de clube espanhol e diversifica seu investimento; confira

    Craque dentro de campo, Cristiano Ronaldo tem mostrado que também manda bem fora das quatro linhas. O português oficializou sua entrada como investidor no futebol espanhol e adquiriu 25% do Almería, equipe que disputa a segunda divisão da liga espanhola. A nova aquisição mostra o plano do atleta em se consolidar como empresário esportivo.

    “Sempre tive a ambição de contribuir para o futebol além dos gramados. O Almería é um clube com bases sólidas e um claro potencial de crescimento. Estou muito entusiasmado para trabalhar ao lado da diretoria e apoiar a próxima fase de desenvolvimento do clube”, declarou CR7 em comunicado divulgado em suas redes sociais.

    A operação foi realizada por meio da CR7 Sports Investiments, braço empresarial do atacante voltada à gestão de ativos esportivos. A negociação simboliza mais um passo no plano de diversificar o investimento do português, que já possui participações em diferentes setores, como hotelaria, mídia e saúde.

    “O investimento será integrado à CR7 Sports Investments, uma subsidiária recém-criada da CR7 SA , estabelecida para consolidar e gerir os investimentos de Cristiano Ronaldo no setor desportivo. A CR7 Sports Investments atuará como um veículo para a avaliação e execução de oportunidades estratégicas na área do esporte profissional”, dizia o comunicado do clube.

    É bom relembrar que o Almería busca uma maneira de manter a estabilidade financeira e esportiva para retornar a elite do futebol espanhol.

  • Ex-zagueiro do Palmeiras ultrapassa números de Vini Jr. na atual temporada da LaLiga

    Ex-zagueiro do Palmeiras ultrapassa números de Vini Jr. na atual temporada da LaLiga

    Joia da base do Palmeiras, o zagueiro Vitor Reis, defendendo atualmente as cores do Girona, é o brasileiro com mais minutos na LaLiga na temporada 2025/26. O defensor atingiu 2.058 minutos em 24 partidas do campeonato e ficou de fora apenas de um jogo, quando foi suspenso. Outro detalhe é o fato de o atleta ter uma média de 87 minutos por confronto.

    No ranking da LaLiga, Vitor Reis aparece à frente de nomes brasileiros importantes na competição espanhola, como Vinicius Júnior, do Real Madrid, com 1.858 minutos, e Antony, do Real Betis, que possui 1.685.

    Na última rodada do campeonato, o zagueiro esteve em campo durante os 90 minutos do empate do Girona contra o Alavés, fora de casa. Reis ainda soma na atual temporada duas partidas disputadas pela Copa do Rei. Atualmente, o defensor tem um gol marcado e uma assistência distribuída.

    Vendido pelo Palmeiras ao Manchester City em janeiro de 2025, a negociação foi fechada em 37 milhões de euros (cera de R$ 232,77 milhões), como apurou a ESPN, mas sem bonificação. O Verdão era dono de 100% dos direitos do atleta antes da negociação.

    Confira os brasileiros com mais minutos na LaLiga

    • Vitor Reis – Girona (2.058 minutos)
    • Nathan – Real Betis (1.987 minutos)
    • Luiz Junior – Villarreal (1.980 minutos)
    • Vinicius Jr. – Real Madrid (1.858 minutos)
    • Antony – Real Betis (1.685 minutos)
  • Liga espanhola falhou e censurou

    Liga espanhola falhou e censurou

    Foi do conforto da minha casa que nos últimos dias fui lendo as notícias que envolviam o jogo entre o Villarreal e o Barcelona. Desde logo que me pareceu descabido o encontro ser disputado em Miami, mas se os clubes concordavam, quem era eu para discordar?

    Como não estou em Espanha talvez me tenha faltado alguns pormenores. Afinal, os clubes não concordavam. Aliás! Nem foram consultados.

    Mas esta figura de soberania, quase monárquica, que Javier Tebas, presidente da Liga espanhola, impera, não é nova. Crê ser dono de Espanha, que apenas o que acredita está certo e os clubes… são secundários.

    Mas engana-se. Os clubes são o que fazem o futebol espanhol e a Liga, sim, pelo menos a parte de gestão, é que acaba por ser secundária. Para uma Liga espanhola protagonista já bastou os anos de Negreira.

    Mas adiante. A Liga espanhola queria o Villarreal-Barcelona em Miami sobre o pressuposto de “expansão global da competição e da marca”. Quer mais receitas, admitiu, em comunicado.

    Engraçado é utilizar a Premier League como exemplo de Liga super bem gerida e que vai ampliando o alcance e a receita. Sabe, caro leitor, quantos jogos da Premier League foram jogados fora de Inglaterra ou do País de Gales? Zero!

    Mas o pior nem é este ilusionismo de Javier Tebas, é mesmo o facto de que, enquanto figura de rei de Espanha e do futebol espanhol, não consultou os restantes clubes quanto à realização do referido jogo em Miami.

    O Real Madrid, obviamente, protestou, e eu concordo com os argumentos. E acreditem, não gosto do Real Madrid – só gostei entre 2009 e 2018 (tudo por ti, Cristiano) – mas o clube tem razão.

    Não houve unanimidade nem consulta para que o jogo fosse disputado em campo neutro. Adultera a competição. Isto são argumentos válidos e verídicos.

    A Associação Espanhola de Futebolistas disse o memso. “Falta de transparência, diálogo e coerência da La Liga”. É verdade!

    Se Javier Tebas quer gerir melhor a Liga espanhola – ou mais receitas – que aprenda que o futebol, como quase tudo na vida, se faz em coordenação, harmonia e com diálogo. Não de forma unilateral, como se fosse dono disto tudo.

    Mas o presidente da Liga espanhola não parou por aqui. Na última jornada do campeonato, a nona, ficou acordado entre TODOS os clubes um protesto simbólico. Nos primeiros 15 segundos de jogo, os jogadores permaneceram imóveis.

    E qual foi a decisão, obviamente pensada previamente e originada na brilhante cabeça de Javier Tebas, da realização? Não transmitir.

    Sim, não transmitir! Mostraram a zona central do relvado ou o exterior dos estádios! Isto só acontece quando há invasões de campo!

    Mas Javier Tebas decidiu incorporar uma veia – e os meus amigos espanhóis que me perdoem por recordar esta triste figura – de Francisco Franco [ditador espanhol entre 1939 e 1975] e censurar aquilo que é a liberdade de expressão.

    E logo a liberdade de expressão de futebolistas, vá-se lá imaginar. Essa classe operária que é constantemente condicionada no que pode dizer, a quem pode dizer e onde pode dizer.

    É uma vergonha. A Liga espanhola está a ir por um caminho de auto-destruição por culpa de um lunático de presidente.

    Encorajo, na minha mera e insignificante figura de jornalista português, que haja protestos, haja voz, reivindicação e, acima de tudo, haja liberdade. E não é so sobre futebol.