Na tarde desta terça-feira (3), Atlético de Madrid e Bayern de Munique entrarão em campo pela quarta rodada da fase de liga da Champions League. A bola vai rolar às 17h (horário de Brasília), no Riyadh Air Metropolitano, em Madri.
Com um aproveitamento irregular na competição continental, o Atlético de Madrid, que ocupa a 16ª posição na classificação, pretende se recuperar e contará com o apoio de seus torcedores para conquistar os três pontos.
O técnico Diego Simeone não poderá contar com Koke e Johnny Cardoso, que seguem lesionados. Morten Hjulmand também está fora da partida.
Como chega o Bayern de Munique
Ocupando a 14ª colocação na classificação, o Bayern deseja reencontrar o caminho das vitórias e pretende fazer uma boa partida para conquistar um resultado positivo e subir na tabela.
Kompany terá alguns problemas na hora de montar a equipe, com desfalques confirmados como Serge Gnabry, Ismael Saibari e Michael Olise. O próprio treinador também deve ficar fora do banco de reservas enquanto se recupera de um problema de saúde.
A partida entre Atlético de Madrid e Bayern de Munique, nesta terça-feira (3), terá transmissão ao vivo pela TNT, na TV fechada, e pela HBO Max, serviço de streaming.
Dados da partida
Horário: 17h (horário de Brasília);
Local: Riyadh Air Metropolitano, em Madri;
Árbitro: François Letexier (França);
Assistentes: Cyril Mugnier e Mehdi Rahmouni (França);
Árbitro de vídeo (VAR): Jérôme Brisard (França);
Onde assistir:TNT e HBO Max.
Prováveis escalações
Atlético de Madrid: Jan Oblak; Marcos Llorente, Óscar Pubill, Dávid Hancko e Álex Grimaldo; Giovanni Simeone, Pablo Barrios, Morten Hjulmand e Álex Baena; Julián Álvarez e Kang-In Lee.
Bayern de Munique: Sven Ulreich; Borna Stanisic, Dayot Upamecano, Jonathan Tah e Konrad Laimer; Joshua Kimmich e Strahinja Pavlovic; Lennart Karl, Jamal Brown, Alphonso Davies e Harry Kane.
O Real Madrid venceu o Barcelona por 2 a 1 neste domingo (25), no Camp Nou, em Barcelona, pela 10ª rodada da La Liga. No El Clásico, a equipe merengue levou a melhor com gols de Mbappé, enquanto Raphinha marcou para o time catalão.
Com o resultado, o Barcelona segue na liderança do campeonato, mas vê o rival se aproximar na classificação. O Real Madrid ocupa a terceira posição.
Resumo da partida
O primeiro tempo foi bastante disputado, com Barcelona e Real Madrid buscando espaços para chegar à área adversária, mas encontrando dificuldades na hora de acertar o último passe.
A primeira oportunidade surgiu aos 17 minutos, quando Arda Güler arriscou de fora da área, mas parou na defesa de Joan García. Aos 21, foi a vez do time da casa responder com Raphinha, que soltou uma bomba, mas mandou a bola para fora.
A partida seguia movimentada, e o Barcelona levou perigo aos 33 minutos. Gordon recebeu passe de Raphinha e finalizou com força, mas Lunin fez a defesa. Aos 41 minutos, Diomande cruzou para a área, Martín falhou no corte e Mbappé bateu de primeira para abrir o placar: 1 a 0 para o Real Madrid.
Antes do intervalo, Lamine Yamal desperdiçou uma boa oportunidade de empatar. Livre de marcação e cara a cara com o gol, o atacante finalizou para fora.
A etapa final começou em ritmo lento, mas ganhou intensidade a partir dos 15 minutos. Pedri encontrou Raphinha, que finalizou rasteiro, entre as pernas de Bellingham, e enganou o goleiro Lunin para deixar tudo igual: 1 a 1.
O Real Madrid tentou responder com Arda Güler, enquanto o Barcelona buscou criar perigo com Gerard Martín. No entanto, as duas equipes pecaram nas finalizações. Aos 32 minutos, Yamal quase virou o jogo para o time catalão, mas a bola passou à esquerda do gol.
Aos 41 minutos da etapa final, Camavinga iniciou a jogada, driblou Cubarsí e cruzou para Mbappé, que apareceu para marcar novamente e garantir a vitória do Real Madrid por 2 a 1 no El Clásico.
O Paris Saint-Germain acabou com a invencibilidade do Barcelona na tarde desta terça-feira (20), pela terceira rodada da fase de liga da Champions League. No Parc des Princes, o time comandado por Luis Enrique venceu com gols de Doué, Fabián Ruiz, Vitinha e Lucas Hernández. Fermín López e Lamine Yamal marcaram para a equipe catalã.
Com o resultado, o PSG segue na liderança do torneio e contribui para a queda do Barça na classificação, que agora ocupa a quinta colocação.
Resumo da partida
O primeiro tempo foi bastante disputado, mas marcado por muitos erros nas finalizações. Logo que a bola rolou, Kvaratskhelia arriscou de fora da área e acertou a trave. No rebote, Dembélé mandou para fora, mas o impedimento já havia sido assinalado.
O time da casa manteve a pressão e voltou a arriscar, desta vez com Doué, mas o goleiro Joan García conseguiu defender. O Barcelona, por sua vez, pareceu ter acordado em campo e passou a criar boas jogadas com Pedri, Cubarsí e Dani Olmo.
Aos 20 minutos da etapa inicial, Raphinha, livre, finalizou com o pé direito, mas mandou a bola em cima de Safonov. No rebote, Pedri chutou para fora. O Barça seguiu desperdiçando chances, com Lamine Yamal também mandando a bola para fora. A equipe catalã, porém, deu espaço para o adversário atacar, e Ferran Torres tentou aproveitar, mas parou em Joan García.
O goleiro Joan García seguia brilhando em campo, defendendo finalizações de jogadores como Ferran Torres e Kvaratskhelia. No entanto, não conseguiu parar Doué, que, aos 37 minutos do primeiro tempo, chutou forte com o pé direito para abrir o placar: 1 a 0.
O Barcelona quase chegou ao empate aos 39 minutos, com Fermín López, mas Safonov conseguiu defender. Antes do intervalo, os donos da casa ainda desperdiçaram oportunidades com Fabián Ruiz.
O segundo tempo começou movimentado, com PSG e Barcelona criando oportunidades e levando perigo. Aos cinco minutos, Hakimi finalizou em cima do goleiro adversário e desperdiçou uma grande chance. Quem não errou na hora de finalizar foi Fermín López, que encontrou espaço para servir Eric García, que marcou para o Barcelona e deixou tudo igual: 1 a 1.
O time visitante cresceu na partida e começou a assustar Safonov com jogadas de Pedri, Lamine Yamal e João Cancelo. O time francês também voltou a ameaçar e acertou a trave aos 26 minutos da etapa final.
Na sequência, a equipe de Luis Enrique voltou a balançar as redes, com Lucas Hernández cabeceando para o fundo do gol e colocando o PSG novamente em vantagem: 2 a 1. Aos 33 minutos, veio a resposta do Barça. Lamine Yamal invadiu a área, deixou os adversários para trás e soltou uma bomba no ângulo para empatar a partida: 2 a 2.
A alegria espanhola durou pouco. Aos 35 minutos, Vitinha dominou a bola livre na meia-lua e chutou forte, acertando o canto esquerdo para colocar o PSG novamente à frente: 3 a 2. Antes do apito final, Hakimi fez uma bela jogada pela direita e tocou para Fabián Ruiz, que chegou finalizando para ampliar o placar e garantir a vitória parisiense por 4 a 2.
Próximos jogos
O PSG volta a campo no dia 3 de novembro, terça-feira, contra o Villarreal, fora de casa, às 17h (horário de Brasília).
No mesmo dia e horário, o Barcelona enfrenta o Aston Villa.
Paris Saint-Germain e Barcelona medirão forças na tarde desta terça-feira (20), pela terceira rodada da fase de liga da Champions League. A bola vai rolar às 16h (horário de Brasília), no Parc des Princes, em Paris, na França.
Na parte de cima da classificação da competição continental, o PSG chega confiante para o confronto, embalado pelos resultados positivos nas últimas partidas. Jogando em casa, a equipe francesa contará com o apoio de sua torcida para buscar mais três pontos no torneio europeu.
Como chega o Barcelona
Com a possibilidade de assumir a liderança em caso de vitória, o Barcelona pretende surpreender o adversário fora de casa e manter a invencibilidade na competição europeia.
O confronto entre PSG e Barcelona, que acontece nesta terça-feira (20), terá transmissão ao vivo pelo SBT, na TV aberta, pela TNT, na TV por assinatura, e pela HBO Max, serviço de streaming.
Dados da partida
Jogo: Paris Saint-Germain x Barcelona
Competição: Champions League — terceira rodada da fase de liga
Horário:16h (horário de Brasília)
Local: Parc des Princes, Paris, França
Onde assistir:SBT, TNT e HBO Max
Prováveis escalações
PSG: Safonov; Hakimi, Zabarnyi, Pacho e Lucas Digne; João Neves, Vitinha e Fabián Ruiz; Désiré Doué, Dembélé e Kvaratskhelia.
Barcelona: Joan García; Xavi Espart, Pau Cubarsí, Gerard Martín e João Cancelo; Rodri, Pedri e Dani Olmo; Lamine Yamal, Raphinha e Anthony Gordon.
Vini Jr. foi punido pela Federação Espanhola de Futebol (RFEF) com quatro jogos de suspensão após receber cartão vermelho por puxar o cabelo de Saliba, no duelo do último sábado contra o Villarreal. Com isso, o camisa 7 merengue ficará de fora do primeiro El Clásico da temporada, marcado para o dia 25 de outubro, no Camp Nou.
Vini Jr foi suspenso por 4 jogos (2 pela agressão + 2 por confrontar o árbitro) e vai falhar o clássico contra o Barcelona. pic.twitter.com/8Rag3Tn3z1
Vale ressaltar que a suspensão de quatro jogos não se deve apenas ao cartão vermelho, que resultaria em dois jogos de punição. O atacante também recebeu mais duas partidas de suspensão por reclamação.
Os quatro jogos da La Liga que Vini Jr. desfalcará o Real Madrid são contra Sevilla (em casa), Barcelona (fora), Racing Santander (fora) e Valencia (em casa).
O retorno do brasileiro ao Campeonato Espanhol está previsto para o dia 22 de novembro, diante do Celta de Vigo. Até lá, o jogador disputará dois confrontos pela Champions League: contra o RB Leipzig, no dia 21 de outubro, e diante do AEK Atenas, em 4 de novembro.
Após a vitória de virada do Real Madrid sobre a Roma por 4 a 3, nesta quarta-feira (14), o técnico José Mourinho demonstrou insatisfação com a punição aplicada a Vini Jr.
“A primeira coisa é que tenha sido duas horas antes do jogo. Parece-me uma coisa absurda, ridícula, quase de propósito para perturbar antes de um jogo importante para o Vini e para a equipe. A suspensão de quatro jogos já me parece um absurdo, mas ainda mais absurdo é estarmos no ônibus, chegando ao estádio, e sabermos da punição. Para mim, é um absurdo total”, reclamou o português.
A segunda rodada da fase de liga da Champions League chegou ao fim nesta quarta-feira (14), com jogos eletrizantes, goleadas e viradas espetaculares.
Entre os destaques estão a vitória do PSG sobre o Manchester City, fora de casa, e a virada do Real Madrid sobre a Roma, em um jogão de sete gols, marcado pelo brilho de Endrick.
O Portal Camisa12 traz todos os resultados dos confrontos da Champions League para deixar você mais uma vez atualizado sobre o principal torneio de clubes da Europa.
Manchester City e Paris Saint-Germain se enfrentarão nesta quarta-feira (14), às 16h (horário de Brasília), no Etihad Stadium, em Manchester, pela segunda rodada da fase de liga da Champions League.
Ocupando a 8ª posição na tabela, o Manchester City busca se firmar entre as equipes que garantem classificação direta para a próxima fase. Para isso, contará com o apoio de sua torcida para conquistar os três pontos em disputa.
Como chega o PSG
Atual bicampeão do torneio, o PSG pretende surpreender o adversário fora de casa e conquistar mais uma vitória na competição. Para isso, a equipe francesa aposta em um elenco recheado de estrelas.
A segunda rodada da fase de Liga da Champions League promete fortes emoções, com duelos acontecendo entre os dias 13 de 14 de outubro. Serão 18 jogos disputados entre terça e quarta-feira, tudo para permanecer entre as primeiras colocações da classificação.
O jornal “Tuttosport” compartilhou nesta segunda-feira (5)a lista com os 25 jogadores finalistas que concorrem ao prêmio “Golden Boy” de 2026. O troféu é entregue ao melhor jogador sub-21 do futebol europeu. Entre os nomes indicados, estão três brasileiros: Estêvão, do Chelsea; Endrick, do Real Madrid; e Rayan, do Bournemouth.
🚨 OFFICIAL: Golden Boy have released their list for the 25 finalists 📋🔝
🇪🇸 Pau Cubarsí / Barcelona⁰🇲🇦 Ayyoub Bouaddi / Manchester City⁰🇫🇷 Warren Zaïre-Emery / Paris Saint-Germain⁰🇨🇮 Yan Diomande / Real Madrid⁰🇭🇷 Luka Vuškovic / Brighton⁰🇩🇰 Victor Froholdt / Porto⁰🏴… pic.twitter.com/XTwPasp4VH
A lista completa ainda conta com grandes nomes do futebol internacional, como o zagueiro do Barcelona, Cubarsí; o volante francês do PSG, Zaïre-Emery; e o atacante do Real Madrid, Yan Diomande.
Para concorrer ao prêmio, o candidato precisa ter nascido a partir de 1º de janeiro de 2005.
O prêmio entregue em 2026 será correspondente ao futebol apresentado na temporada 2025/26 na Europa. A cerimônia está marcada para acontecer este ano em Turim, na Itália. O jornal “Tuttosport” não detalhou quando o evento será realizado, mas existe a expectativa de que aconteça no início de dezembro.
A entidade escolheu um corpo de jurados composto por 50 jornalistas europeus, de 27 países diferentes. Cada comunicador escolhido poderá indicar até cinco nomes.
Cristiano Ronaldo cumpriu sua promessa e veio a público falar sobre sua versão da crise com o técnico da Seleção Portuguesa, Jorge Jesus. O camisa 7 compartilhou um longo texto no qual explica o motivo que o fez deixar a seleção durante a Data Fifa.
Após a conferência de imprensa do Selecionador Nacional, e no seguimento de uma conversa com o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tomei a decisão de deixar o estágio da Seleção Nacional.
Sem citar o nome do comandante, o atacante declarou que o “Mister” faltou com a palavra. De acordo com Cristiano, existia um acordo entre as duas partes sobre sua participação nas partidas, mas o combinado não foi cumprido. O jogador se mostrou bastante irritado com as declarações do treinador nas entrevistas coletivas sobre o tema, embora não o tenha citado diretamente.
Em um trecho do texto, o camisa 7 revela que a postura apresentada por Jorge Jesus durante a coletiva mostrou uma agressividade inesperada.
Cristiano Ronaldo ainda fez questão de se desculpar com os torcedores portugueses por ter abandonado a seleção, além de não ter cumprimentado os fãs após o jogo contra a Noruega. Na ocasião, ficou aquecendo por cerca de 30 minutos, mas não entrou em campo.
“Aqueci desde o intervalo, vi os minutos a passar e não fui chamado. O Selecionador tinha-me falhado com a sua palavra”, afirmou CR7 no texto.
Mesmo com todos os problemas recentes, o astro deixou claro que está disposto a voltar a atuar pela seleção nacional caso seja chamado em futuras convocações. Vale lembrar que a próxima Data Fifa acontecerá em meados de novembro.
“Tal como prometi, decidi contar, na primeira pessoa e de forma direta, as circunstâncias que envolveram o último estágio da Seleção Nacional.
Após o Mundial 2026 preparei uma carta aos portugueses, que ainda guardo, com as palavras que lhes quero dirigir quando abandonar, definitivamente, a nossa equipa.
No final da competição, logo no voo de regresso dos Estados Unidos, o Presidente da Federação pediu e insistiu que eu ponderasse a decisão de sair porque a FPF queria que eu continuasse.
Logo a seguir pediu que lhe desse a minha opinião sobre o nome do atual Selecionador e que ele estava a ponderar, a par de outros nomes que não me revelou.
Respondi ao Presidente da Federação que, em minha opinião, seria a escolha certa. Por isso, no dia em que o atual Selecionador foi apresentado fiquei genuinamente feliz pela escolha. Era a opção certa, como os resultados vão comprovando.
Poucos dias depois recebi um primeiro contacto do novo selecionador nacional a dizer que gostava de estar comigo pessoalmente. Respondi que sim e agendámos para o final das minhas férias.
Encontrámo-nos na Cidade do Futebol onde o meu clube fazia estágio de pré-temporada.
O Selecionador disse-me nesse dia que contava comigo e que a minha presença era fundamental para o seu projeto. Apresentou-me, logo ali, um plano para a minha participação. Disse-me que jogaria o primeiro jogo e o último e que por razões de gestão física iria fazer sempre três a quatro mudanças por jogo.
Nessa altura colocou-me a hipótese de eu não viajar com a Seleção para Noruega e Dinamarca. Propôs-me que fizesse o primeiro jogo e ficasse em Portugal, para depois me juntar de novo antes do jogo do Dragão.
Recusei de imediato esta proposta. Parecia-me evidente que não a poderia aceitar. Não seria por não jogar os jogos no estrangeiro que deixaria de capitanear a nossa equipa. Esse privilégio de ficar em Portugal não seria um bom exemplo.
O Selecionador acabou por concordar com a minha análise.
Esta conversa foi acompanhada pelo Simão Coutinho, diretor Desportivo do Al Nassr, pessoa a quem reportava o atual selecionador durante toda a época passada e um dos responsáveis pela sua contratação pelo clube em 2025.
Na véspera do estágio começar o Selecionador deslocou-se a minha casa, em Lisboa, para ter nova conversa comigo, a seu pedido. A conversa foi tranquila e todos os princípios combinados em agosto foram mantidos. Joguei o jogo de Alvalade, e apesar de substituído, não fiz nenhum problema. Coloquei a braçadeira eu mesmo ao Bruno Fernandes, longe de imaginar que pudesse estar a dar os últimos passos, como atleta e capitão da Seleção Nacional. O importante desse dia, para mim, foi a nossa vitória. Ganhar é sempre bom, em Portugal e pelo meu País, ainda melhor.
À hora de almoço do dia do jogo na Noruega um adjunto do selecionador do veio à mesa onde o grupo estava a almoçar e informou-me que o Selecionador me queria falar. Para minha absoluta surpresa, o selecionador perguntou-me se estava bem para jogar 30 minutos. Eu estava totalmente focado na minha recuperação física, integrado com os meus companheiros como sempre e a pensar que não jogaria naquele dia. Sem nenhum problema.
Este pedido era algo fora do meu plano de recuperação física e de treino – porque apenas iria jogar dia 4 no Dragão – mas obviamente disse que sim. Respondeu-me que então estivesse preparado porque jogaria 30 min.
O resto todos conhecem. Aqueci desde o intervalo, vi os minutos a passar e não fui chamado. O Selecionador tinha-me falhado com a sua palavra.
No fim do jogo só queria que tudo acabasse com a vitória e ficar sozinho. Não fui cumprimentar os adeptos. Uma falha que é apenas da minha responsabilidade e que não deveria ter acontecido. Peço desculpa aos portugueses que ali nos apoiaram intensamente, peço desculpa aos adeptos e peço desculpa aos que, sem serem portugueses, ali se possam ter deslocado para me ver e a quem eu possa ter desiludido.
Passado 48 horas tivemos uma conversa, eu, o Selecionador e o Simão Coutinho uma vez que tinha sido ele a acompanhar as nossas conversas de Agosto.
Foi um momento profundo, muito frontal, sem qualquer tipo de filtro.
Concordamos que só havia uma maneira de encerrar este “caso”: que o Selecionador repetisse o que acabara de me dizer ali em privado, na presença do Simão Coutinho, mas na Sala de Imprensa.
O que foi combinado era simples: o Selecionador começaria a conferência de imprensa por este tema, procurando encerrar o assunto contando a verdade. Diria que nunca pedi para jogar minutos nenhuns, que foi o Selecionador e mais ninguém, quem me propôs o plano para este estágio e que foi um erro colocar-me a aquecer para não entrar e que se voltasse a acontecer não o faria.
Acabamos essa reunião com o Selecionador a pedir-me um abraço, a prometer-me que ia dizer na conferência o que acabara de me dizer a mim e que o assunto se ultrapassava. Eu não jogaria na Dinamarca e jogaria o jogo do Dragão. Tudo isto na presença do Simão Coutinho, sempre.
A pedido do selecionador, decorreu depois uma reunião entre ele mesmo, o Simão Coutinho e o Tiago Craveiro em videoconferência, em que se resumiu aquilo que falamos.
Foi produzido um pequeno documento que eu mesmo validei e que, com o meu conhecimento, foi entregue ao Selecionador, tal como ele havia solicitado.
A conferência foi o que se conhece: a postura não teve nada a ver com a nossa reunião, ouvi expressões e uma agressividade que julgo não merecer, uma atitude de quero, posso e mando que nunca me manifestou, nem de perto nem de longe, em privado, na véspera.
As notas que validei eram as seguintes: ‘Acho importante, até porque é a verdade, esclarecer algumas coisas antes de falar da Dinamarca:
Propus ao Cristiano eu mesmo, sem mais ninguém, um plano para ele, esta época desportiva, na Seleção Nacional. Foi uma conversa demorada e muito boa.
Sei o quanto ele vive e Ama a Seleção e o peso que tem no Mundo, mais ainda, o peso e a influência positiva que tem na Seleção há 24 anos consecutivos.
O plano que propus ao Cristiano foi aceite.
Ele nunca questionou as minhas opções. Foi exemplar, leal e profissional.
Do plano que tracei para ele não constava o jogo da Noruega. No entanto, senti que ele tinha conseguido recuperar fisicamente do primeiro jogo e avisei-o que poderia ter de o utilizar. O Cristiano concordou.
Errei ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo. Se fosse hoje não o faria.
Para encerrar o assunto: Eu quero o Cristiano na Seleção Nacional. Aliás não quero pouco, quero muito. Felizmente ele também acredita em mim. Acreditou no Al Nassr e aqui também.
Sobre não ter cumprimentado os adeptos. Já falámos sobre isso. Quem faz mais de 230 jogos pela Seleção não recebe de mim lições de Amor a Portugal. Foi um momento de frustração que não apaga coisa nenhuma. É o jogador que mais autógrafos dá, que mais selfies tira, que mais acarinha os adeptos. Não inventemos problemas onde eles não existem. Quando não estamos contentes reagimos. Foi só isso.’
Nenhuma destas notas dizia, portanto, que o selecionador me pedisse sequer desculpa.
Era a segunda vez, que me estava a faltar à palavra dada.
Decidi abandonar o estágio sem esperar por mais nenhuma quebra de palavra. Para mim a verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre as pessoas. Por muito que doa, que me digam a verdade.
Aliás, numa conversa que mantive com o Presidente da FPF e com o Selecionador na manhã do dia dessa conferência de imprensa, podem confirmar seguramente, reafirmei que se não me quisessem ali mo dissessem. Bastava serem francos comigo. Eu aceitaria isso e prometi que prepararíamos algo bonito, como sonho que aconteça, e ninguém ficaria zangado.
Lembro-me como se fosse hoje. Responderam em uníssono que não. Que o meu lugar era na Seleção Nacional.
Nunca, em nenhum momento me intrometi em qualquer decisão técnica ou tática de qualquer treinador ou selecionador em quase 25 anos de carreira. Aceito é melhor ou pior o que me propõem fazer. Respeito a decisão e quando me faltam à palavra, sinto que o meu lugar não é ali.
Devo também um pedido de desculpas aos meus companheiros de Seleção por ter abandonado o estágio. Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do Selecionador, como poderá testemunhar quem assistiu a estas conversas, eu não o devia ter feito. A responsabilidade é exclusivamente minha.
Peço desculpa aos portugueses mais uma vez, mas a quebra da palavra tem, para mim, um impacto definidor. Senti que, a partir dali, a minha permanência iria apenas prejudicar o grupo de trabalho e fiz o que sempre disse que faria se não me sentisse útil: peguei nas malas e saí.
A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela Federação Portuguesa de Futebol. Entendo que a punição não deve ter atenuantes. Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante. Já pedi desculpa, mas sei que as atitudes têm de ter consequências. Quem está no futebol como estou sabe que, independentemente do estatuto de cada um, as regras são iguais para todos.
A este propósito, tenho ouvido muito falar em jogos de despedida, que tenho que ter uma despedida digna e que a Federação me quer dar essa oportunidade.
Aprendi na vida, com fome e sem nada para comer muitas vezes, que ninguém dá nada a ninguém. Posso prometer a todos os meus fãs, naturalmente e em especial a todos os portugueses, que faremos um ou mais jogos de despedida, haverá tempo para isso.
Mas quando penso na seleção o que eu penso mesmo é em competir. Foi nisso que pensei no dia em que me deram a notícia da morte do meu Pai. Estava em estágio da nossa Seleção e lá decidi ficar até terminar o jogo do dia seguinte. Fiz por isso pelo País o que jamais faria por clube algum.
Portanto se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com gols espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa Seleção.