Rubro-Negro mantém otimismo após sinal verde do goleiro e espera cenário mais favorável caso o Santos seja rebaixado.
Diretoria do time carioca define Gabriel Brazão como alvo principal
Campeão da Libertadores, o Flamengo busca reforçar o elenco para a próxima temporada e já escolheu um nome para a meta: Gabriel Brazão, goleiro do Santos. A movimentação ocorre após a saída iminente de Matheus Cunha, que assinou pré-contrato com o Cruzeiro.
A diretoria rubro-negra aguarda o término do Brasileirão para retomar as tratativas com o Santos. O clube carioca acredita que o desfecho pode ser positivo, já que possui alinhamento financeiro com o atleta, de 25 anos.
Santos resiste, mas cenário pode mudar
No meio deste ano, Flamengo e Brazão chegaram a um acordo, porém o negócio travou pela postura firme do time paulista, que se apoia em uma multa rescisória considerada impagável no mercado nacional. O Peixe detém 60% dos direitos econômicos do goleiro; os outros 40% pertencem à Inter de Milão.
Internamente, porém, há a percepção de que uma eventual queda do Santos para a Série B pode abrir margem para discutir valores. Brazão, revelado pelo Cruzeiro, teve passagens por clubes da Itália e Espanha antes de se firmar no Santos, onde assumiu a titularidade em 2024.
Flamengo também vai discutir valorização de Rossi
Enquanto mira Brazão, o Flamengo precisa tratar da situação de Rossi, destaque do título da Libertadores. O argentino, contratado sem custos em 2023, tem salário defasado em relação aos principais titulares e contrato até 2027. A diretoria vê como necessária uma valorização, mas ainda não há definição se o vínculo será estendido.
Rossi atual goleiro titular do elenco flameguista. Foto: Flamengo
O futebol brasileiro tem o privilégio de abrigar duas das maiores e mais apaixonadas torcidas do planeta: Flamengo e Corinthians. O debate sobre qual delas é a maior é um dos mais acalorados e antigos do país, e a resposta, embora estatística, carrega um peso cultural e geográfico imenso.
Para resolver a questão com o rigor necessário, é preciso recorrer aos institutos de pesquisa mais renomados. O consenso estatístico nas últimas décadas aponta consistentemente para um líder inquestionável.
O domínio rubro-negro: a liderança incontestável
De acordo com os levantamentos mais recentes realizados por institutos como Ipsos-Ipec (em parceria com O Globo) e CBF/AtlasIntel, a torcida do Flamengo mantém a liderança isolada e com ampla margem no ranking nacional.
Percentual: Na pesquisa Ipsos-Ipec (divulgada em julho de 2025), o Flamengo alcançou 21,2% da preferência nacional. Já um levantamento da CBF/AtlasIntel (divulgado em novembro de 2025) registrou um percentual ainda maior, de 26%.
Créditos: Gilvan de Souza/Flamengo
Aproximação numérica: Em números absolutos, considerando a população brasileira, essas porcentagens representam uma base de fãs que pode ultrapassar 40 milhões de pessoas. O Flamengo se consolida como um fenômeno nacional que transcende as fronteiras do Rio de Janeiro.
O rubro-negro carioca se destaca por sua enorme capilaridade geográfica. É o clube com a maior torcida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, regiões que concentram grande parte da população e onde a presença dos clubes do eixo Rio-São Paulo é fortíssima.
O gigante paulistano: a força inigualável do Corinthians
O Corinthians ocupa firmemente a segunda posição no ranking das maiores torcidas do país. O «Timão» não é apenas o gigante de São Paulo, mas uma potência com milhões de seguidores em todos os estados.
Percentual: Nas pesquisas mais recentes de 2025, o Corinthians registrou uma média de 11,9% (Ipsos-Ipec) a 19% (CBF/AtlasIntel) da preferência nacional.
Créditos: Profimedia
Aproximação numérica: Isso representa uma base estimada em mais de 30 milhões de torcedores, sendo a maior torcida da região Sudeste e do estado de São Paulo, o mais populoso do país.
A diferença percentual entre Flamengo e Corinthians é significativa, variando de 9 a 14 pontos percentuais nas pesquisas, o que garante ao Flamengo a liderança absoluta. Contudo, a força do Corinthians é inegável, representando uma das maiores concentrações de torcedores urbanos e uma das maiores torcidas do mundo, independentemente do instituto que mede.
E «outra»? O terceiro lugar em disputa
Enquanto Flamengo e Corinthians formam o Top 2 do futebol brasileiro, o terceiro lugar é consistentemente disputado e varia ligeiramente dependendo da metodologia de cada pesquisa. Nos levantamentos recentes de 2025, o cenário foi:
Palmeiras vs. São Paulo: A pesquisa Ipsos-Ipec apontou o Palmeiras em terceiro lugar, com 6,5%, superando o São Paulo (6,4%).
Créditos: Imagem de reprodução/ Palmeiras
Vasco e demais: Outros institutos, como a pesquisa CBF/AtlasIntel, colocam o São Paulo em terceiro (9%), seguido pelo Palmeiras (7%) e o Vasco da Gama em quinto lugar (5%).
Essa variação mostra que a diferença entre o terceiro e o quinto colocados está, muitas vezes, dentro da margem de erro, caracterizando um empate técnico entre eles e reforçando a polarização do cenário entre os dois líderes.
Em conclusão, a resposta factual é: a maior torcida do Brasil é a do Flamengo, seguida pelo Corinthians. O gigantismo dessas duas massas de fãs é um reflexo da história, do sucesso em campo e da capacidade de criar laços emocionais que se espalham por todo o território nacional.
FAQs sobre a maior torcida do Brasil
Quais são as duas maiores torcidas do Brasil, segundo as pesquisas?
As duas maiores torcidas do Brasil, consistentemente apontadas por institutos de pesquisa, são a do Flamengo e a do Corinthians.
Qual torcida ocupa a liderança isolada no ranking nacional?
A torcida do Flamengo ocupa a liderança isolada no ranking nacional, com uma margem percentual significativa sobre o segundo colocado.
Qual foi o percentual de preferência do Flamengo em levantamentos de 2025?
Em levantamentos recentes de 2025 (como os da CBF/AtlasIntel), o Flamengo registrou percentuais de preferência que chegaram a aproximadamente 26% da população brasileira.
Qual é a estimativa numérica de torcedores do Flamengo?
Em números absolutos, as porcentagens de preferência indicam que a base de fãs do Flamengo pode ultrapassar a marca de 40 milhões de pessoas.
Qual é a principal característica geográfica que explica a liderança do Flamengo?
A principal característica é a sua enorme capilaridade geográfica. O Flamengo é o clube com a maior torcida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Qual é a posição do Corinthians no ranking nacional?
O Corinthians ocupa firmemente a segunda posição no ranking nacional.
Qual é a estimativa numérica de torcedores do Corinthians?
A base de fãs do Corinthians é estimada em mais de 30 milhões de torcedores, sendo a maior torcida da região Sudeste e do estado de São Paulo.
Qual torcida costuma disputar a terceira posição no ranking?
A terceira posição é consistentemente disputada, com variações entre o Palmeiras e o São Paulo dependendo da metodologia de cada pesquisa, muitas vezes caracterizando um empate técnico entre eles e o Vasco da Gama.
O zagueiro uruguaio solicitou à diretoria catalã um período indeterminado de folga após uma temporada de intenso desgaste emocional. O clube prometeu apoio total ao atleta.
O Barcelona confirmou o afastamento do zagueiro uruguaio e capitão Ronald Araújo das atividades da equipe principal. A decisão não tem relação com lesão física, mas sim com um pedido formal do próprio jogador, que busca um período para se recuperar psicologicamente após o desgaste mental causado pela temporada.
O pedido foi feito por Araújo em uma reunião com a diretoria do clube nesta segunda-feira. O Barcelona atendeu prontamente à solicitação e prometeu dar todo o apoio psicológico necessário ao jogador, que ficará afastado por tempo indeterminado.
O desgaste e o apoio da diretoria
O afastamento de Araújo acontece em um momento delicado, especialmente após ele ter sido expulso em uma partida da Liga dos Campeões contra o Chelsea, no dia 25 do mês anterior, lance que gerou muitas críticas ao seu desempenho.
O presidente do Barcelona, Joan Laporta, saiu publicamente em defesa do zagueiro, demonstrando apoio e compreensão pela situação emocional do capitão:
«Criticaram muito [o Araújo], mas não acho justo. Ele dá tudo em campo, é nosso capitão e agora ele tem de superar esse momento, porque é uma pessoa muito emotiva e com sentimentos», disse Laporta. O mandatário completou: «Ele está mal e queria que soubesse que estamos com ele.»
A diretoria catalã reiterou que não há um prazo estipulado para o retorno de Ronald Araújo. O zagueiro utilizará os próximos dias para se recuperar animicamente e reencontrar o equilíbrio necessário para retornar ao futebol de alto rendimento.
Nesta temporada, antes do afastamento, o zagueiro uruguaio participou de 15 jogos pelo Barcelona e marcou dois gols.
O Flamengo já planeja 2026 e negocia a contratação de um goleiro e um zagueiro no mercado brasileiro. O clube busca reforços pontuais após investir quase R$ 300 milhões na última janela e prioriza manter o time campeão da Libertadores. A renovação do técnico Filipe Luís também é tratada como prioridade.
Boto reforça nova fase: “Falei que ia acabar com a hegemonia dos treinadores portugueses”.
Após a conquista do tetracampeonato da Libertadores, em Lima, o diretor de futebol José Boto destacou a nova fase do clube. A fala veio logo após o título, mas o dirigente já pensa adiante. Com a possibilidade de levantar mais um troféu na próxima quarta-feira, diante do Ceará, o Flamengo acelera as tratativas para fortalecer o elenco de 2026.
Mercado: Flamengo busca de três a quatro reforços
O planejamento prevê três a quatro contratações para o próximo ano, priorizando nomes pontuais. Além do goleiro e do zagueiro, o clube monitora o setor ofensivo.
Centroavante não é prioridade, mas segue no radar
Embora busque alternativas para o ataque, a diretoria não coloca a contratação de um centroavante como urgência. O técnico rubro negro havia solicitado um atleta para disputar posição com Pedro, mas a chegada de um camisa 9 dependerá das oportunidades no mercado.
Gastos e arrecadação: balanço da temporada
Em 2025, o Flamengo realizou o maior investimento de sua história em uma única janela: R$ 277 milhões na chegada de Emerson Royal, Saúl, Carrascal e Samuello Lino. Antes, já havia contratado Juninho, Danilo e Jorginho.
Fabrício Bruno, Wesley, Alcaraz, Gerson e Matheus Gonçalves foram negociados. No mesmo período, o clube arrecadou R$ 513 milhões com saídas, além de empréstimos que podem render mais no futuro.
Permanência de Filipe Luís é prioridade
A renovação do técnico Filipe Luís é tratada como essencial. Ele tem contrato até dezembro e negocia um novo vínculo válido até o fim de 2026.
O martelo será batido após o término da competição, mas há confiança na continuidade, já que Filipe Luís participa ativamente do planejamento para a próxima temporada.
Filipe Luís levantando a taça na final da Copa Libertadores 2025. Foto: Luis Acosta
Campeão da Conmebol Libertadores, o Flamengo está garantido na disputa da Copa Intercontinental 2025, torneio que substitui o Mundial de Clubes desde o ano passado, assumindo o antigo formato anual da competição da FIFA. A competição teve seu início oficial em setembro, mas o time carioca só começará a jogar no dia 10 de dezembro, diante do Cruz Azul, do México, jogo disputado no Catar.
O confronto diante do Cruz Azul acontecerá apenas três dias depois da última rodada do Brasileirão, que acontecerá no dia 07 de dezembro. Com isto, a delegação rubro-negra chegará ao Catar na segunda-feira, dia 08.
Caso estreie com vitória, o Flamengo enfrentará o Pyramids, do Egito, atual campeão africano, no dia 13 de dezembro. O vencedor deste jogo se classificará para a grande final e terá pela frente o atual campeão europeu, Paris Saint-Germain.
Chave dos jogos do Flamengo até a final
10 de dezembro: Dérbi das Américas (Campeão da Libertadores x Cruz Azul)
13 de dezembro: Copa Challenger (Vencedor Dérbi das Américas x Pyramids)
17 de dezembro: Final da Copa Intercontinental (PSG x Vencedor Copa Challenger)
Edição 2024
Na primeira edição da competição continental, o Botafogo que havia conquistado o título da Libertadores foi eliminado logo no primeiro jogo para o Pachuca, do México, por 3 a 0. A equipe da América do Norte conseguiu chegar na decisão diante do Real Madrid, após vencer o Al-Ahly, do Egito. Contudo, diante do time merengue, Mbappé, Rodrygo e Vinicius Júnior fizeram a diferença na vitória por 3 a 0.
Técnico campeão da Libertadores e do mundo, o “Abelão” assume o Colorado aos 73 anos com um contrato curto, válido apenas até o final do Campeonato Brasileiro.
O Internacional surpreendeu a sua torcida e o mercado de técnicos ao anunciar o retorno de Abel Braga para o comando da equipe. Aos 73 anos de idade, o experiente técnico, ídolo e campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes com o Colorado, aceitou a missão de substituir Ramón Díaz, demitido após a goleada sofrida para o Vasco da Gama.
O anúncio oficial foi feito neste sábado, confirmando que “Abelão” assume o clube em um momento de extrema urgência. A sua chegada é para comandar o time na reta final do Campeonato Brasileiro.
Missão: evitar a queda na última semana
A demissão de Ramón Díaz, somada aos resultados dos concorrentes diretos (triunfos de Santos e Vitória), fez com que o Internacional entrasse na zona de rebaixamento da tabela. Abel Braga tem agora a difícil missão de evitar a queda para a Série B em um prazo apertado de apenas uma semana.
O novo treinador já comanda o elenco no CT Parque Gigante neste domingo (30) e trabalhará com a comissão técnica permanente do clube. O vínculo com o Internacional será curto, válido apenas até o fim do ano, refletindo o caráter emergencial da contratação.
O calendário final do Internacional na luta contra o rebaixamento é desafiador:
Quarta-feira (03/12): O Colorado visita o São Paulo, em partida que deve ocorrer na Vila Belmiro.
Próximo domingo (07/12): O Inter encerra sua participação no campeonato jogando em casa, no Beira-Rio, contra o Red Bull Bragantino.
Abel Braga, que já havia retornado ao Inter em outras ocasiões para assumir missões difíceis, é visto pela diretoria como a figura ideal para trazer a experiência necessária e mobilizar o elenco nos dois jogos cruciais que definem o futuro do clube na primeira divisão.
O ponto central da reformulação da Superliga Europeia desta semana não é a competição, mas sim a centralização do capital. A discussão sobre a potencial inclusão de grandes clubes portugueses como Benfica, FC Porto e Sporting na elite da Star League não é um debate sobre mérito esportivo, mas sobre a diplomacia do dinheiro, que ameaça o esporte em sua essência.
A Superliga, seja na versão inicial ou na que foi apresentada há alguns dias, nasce do desejo de poucos clubes europeus de garantir receitas fixas multibilionárias, protegendo-se da instabilidade do desempenho esportivo e das dívidas históricas acumuladas por gestões irresponsáveis. Ao oferecer somas astronômicas (potencialmente centenas de milhões de euros anuais) aos clubes convidados, ela não está propondo uma competição mais justa, mas sim uma compra da lealdade de aliados estratégicos.
A Tentação Portuguesa e a Ausência Brasileira
Para os clubes portugueses, o dilema é financeiro. As ligas nacionais de Portugal e o modelo de distribuição de receitas são insuficientes para competir com as grandes competições como a Premier League ou a La Liga. A Superliga surge, portanto, como uma tábua de salvação que lhes permitiria reter talentos e a possibilidade de aceder a um poder de compra que hoje não possuem. A escolha entre a estabilidade financeira garantida e a tradição da UEFA é a decisão mais difícil que estes clubes enfrentarão em décadas.
No que tange aos clubes brasileiros, o cenário atual da Superliga não prevê a inclusão de equipes da América do Sul nas divisões de elite. O foco do projeto é estritamente europeu, o que acentua a marginalização do futebol sul-americano. O futebol brasileiro, rico em talento e paixão, é relegado a ser, cada vez mais, uma fonte de matéria-prima para o mercado europeu.
O foco no lucro contra o foco no jogo
O sensacionalismo deve ser substituído pela análise crítica: o projeto da Superliga é um sintoma da doença mais grave do futebol moderno: a priorização do lucro do acionista em detrimento da paixão do torcedor.
A instabilidade mata a base: Ao criar uma elite financeira blindada, o projeto aumenta o abismo para todos os outros. Isso desvaloriza os campeonatos nacionais e mata o sonho de clubes menores de um dia desafiarem os grandes.
O calendário mata os atletas: O projeto exige mais jogos de alto nível, ignorando a saturação do calendário e a saúde física dos atletas. Isso degrada a qualidade do espetáculo, trocando a excelência pela exaustão.
O dinheiro mata o mérito: A proposta, mesmo com acessos variados e até uma despromoção, é desenhada para que os clubes fundadores e os convidados de primeira linha jamais percam seu status econômico, independentemente de um desempenho ruim em uma ou duas temporadas. O dinheiro se torna o escudo, e não propriamente o mérito esportivo.
Em essência, a Superliga é a materialização do cinismo: uma competição criada por amor ao dinheiro, que ameaça o que há de mais puro no desporto: o amor à camisola e a crença de que, com trabalho e competência (como exemplifica Abel Ferreira no Palmeiras), qualquer equipe pode derrotar um gigante.
A Superliga busca tornar essa crença obsoleta, sentenciando o futebol a ser apenas um produto de entretenimento de elite.
Clube e treinador não chegam a acordo de renovação contratual para a Série A de 2026. A saída marca a segunda vez consecutiva que Mozart conquista o acesso, mas não continua no comando.
O Coritiba surpreendeu o mercado de treinadores e a sua torcida ao anunciar nesta sexta-feira (28) a saída do técnico Mozart. O comunicado foi feito logo após o treinador ter liderado a equipe na conquista do título da Série B na atual temporada, garantindo o retorno do Coxa à primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 2026.
Segundo a nota oficial emitida pelo Coritiba, a decisão de não dar continuidade ao trabalho ocorreu após clube e Mozart não chegarem a um consenso para a renovação contratual nas conversas realizadas nos últimos dias.
O clube fez questão de ressaltar a importância do trabalho de Mozart: «O treinador sempre será lembrado como o comandante do tricampeonato brasileiro da Série B. Desejamos ao profissional sucesso na continuidade de sua carreira».
Pontos fortes e fracos da campanha vitoriosa
Sob o comando de Mozart, o Coritiba encerrou a Série B na primeira colocação, somando 68 pontos.
Destaque na Defesa: A principal força do time foi o setor defensivo, que sofreu apenas 23 gols em toda a competição, sendo a principal base para a campanha do título.
Ataque a Criticar: No entanto, o ataque não demonstrou o mesmo brilho, tendo marcado apenas 39 gols, uma marca superior à de apenas outros quatro clubes da competição.
Esta é a segunda vez consecutiva que Mozart conquista o acesso de uma equipe à Série A e, por falta de acordo, não permanece para comandar o time na elite. Em 2024, ele havia feito o mesmo com o Mirassol, optando por deixar o clube paulista e rumar para o Coritiba.
A saída do treinador movimenta o mercado e obriga o Coritiba a buscar um novo nome para comandar o projeto de permanência na Série A de 2026.
Tricolor decide partida com 25 minutos, fecha a noite com 6 a 0 sobre o São Paulo e garante vaga na pré-Libertadores. Equipe agora mira classificação direta à fase de grupos.
Exibição dominante consolida boa fase do Fluminense
O Fluminense transformou a boa sequência recente em uma atuação de altíssimo nível. Depois de competir de igual para igual com Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras, a equipe do técnico Luis Zubeldía finalmente apresentou o jogo dominante que vinha sendo esperado.
E o momento não poderia ser mais simbólico: com o resultado, o clube assegura matematicamente sua volta à Conmebol Libertadores — a quinta presença em seis anos.
A goleada por 6 a 0 sobre o São Paulo, nesta quinta-feira, no Maracanã, entra para a história como a maior já registrada entre os dois clubes. Além disso, o time mandante chegou à oitava vitória consecutiva jogando em casa no Brasileirão, com 17 gols marcados e apenas um sofrido nesse recorte. O desempenho reforça o auge técnico vivido pela equipe.
Ataque resolve cedo e constrói placar elástico
O Fluminense não deu tempo para o São Paulo respirar. Logo nos primeiros minutos, Samuel Xavier foi decisivo: sofreu o pênalti convertido por Canobbio e, em seguida, participou do lance que terminou no gol de Martinelli. A entrada precoce de Nonato, após a lesão de Hércules, resultou no terceiro gol em seu primeiro toque na bola.
Mesmo desfalcado por 16 jogadores, o São Paulo pouco conseguiu reagir. Pelo ritmo e pela organização dos cariocas, dificilmente o cenário mudaria mesmo com o elenco tricolor paulista completo.
Pressão continua após o intervalo
No segundo tempo, o Fluminense manteve o volume ofensivo. Serna e Canobbio criaram chances claras, desperdiçando oportunidades de ampliar antes do que aconteceu. O abatimento do São Paulo abriu ainda mais espaço, e os gols se sucederam.
John Kennedy marcou o quarto, recolocando-se na briga pela titularidade. Canobbio fez o quinto e Soteldo, que entrou bem, serviu Serna para fechar o 6 a 0.
Cannobio marcou dois gols na vitória do time carioca. Foto: Jorge Rodrigues
Flu cumpre objetivo e mira classificação direta
A vaga na Libertadores de 2026 está garantida, mas o Fluminense mira mais: quer terminar o campeonato entre os quatro primeiros para se classificar diretamente à fase de grupos. O time ocupa o quinto lugar e ainda depende dos resultados de Botafogo e Bahia na rodada.
O fenômeno das torcidas organizadas no Brasil é tão antigo quanto apaixonado, representando um capítulo fundamental na história social e cultural do futebol nacional. No entanto, a identificação da primeira torcida organizada é um tema que gera debates e exige rigor histórico, pois estamos a falar de um conceito que mudou e evoluiu ao longo das décadas.
Historicamente, a primeira entidade a formalizar o apoio ao seu clube, com estrutura e estatuto, foi a Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP), que teve sua origem no Grêmio São-Paulino, fundado oficialmente em 1939.
TUSP: A formalização pioneira
A Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP) nasceu em um período em que o futebol ganhava profissionalismo e se popularizava nas grandes capitais. A sua precursora, o Grêmio São-Paulino, surgido na Mooca, em 1939, é o marco inicial.
Créditos: Instagram acervotricolor
O que diferenciava este grupo é que não apenas ia aos jogos, mas organizava-se para criar um espetáculo de apoio. Recorde-se, por exemplo, no famoso jogo de 1943, quando o time venceu o Palmeiras e o Grêmio organizou uma marcha com um carro alegórico para buscar a Taça dos Invictos.
A TUSP se notabilizou, já na década de 1940, por três razões:
Estrutura Formal: Foi pioneira ao criar uma estrutura organizada com estatuto e regras para seus membros, sendo reconhecida como uma associação de apoio ao time.
Ações Programadas: O grupo não se limitava a gritar! Organizava eventos, caravanas (como a histórica viagem ao Paraguai pela Libertadores em 1972) e buscava formas ativas de apoiar o clube.
Identidade Visual: Embora as organizadas modernas tenham popularizado o conceito, a TUSP já utilizava uniformes para identificar seus membros, inicialmente uma camisa branca com o distintivo do clube.
Créditos: Unknown
Por esta formalização e por ter sido a primeira a se estruturar no formato de associação civil com o propósito expresso de torcer, a TUSP é amplamente citada como a primeira torcida organizada no sentido moderno e estruturado do termo no Brasil.
O debate: Outras gêneses e a evolução do conceito
Embora a TUSP seja o marco formal de 1939, o conceito de «organizada» passou por transformações e outras torcidas surgiram com grande impacto:
Charanga do Flamengo (Década de 1940): O surgimento da Charanga Rubro-Negra (fundada em 1942, segundo alguns registros) é um marco na cultura do apoio musical nos estádios, com o uso de instrumentos em massa, que se tornaria uma marca registrada das torcidas – que mais se assemelha a algumas orquestras.
Créditos: Revista Esporte Ilustrado
A Segunda Geração e a «Era de Ouro» (Décadas de 1960/1970): O movimento ganha nova cara e dimensões a partir dos anos 60, com um foco maior na subcultura das arquibancadas, oposição às diretorias e forte identidade visual. É neste período que nascem as gigantes que conhecemos hoje: Gaviões da Fiel (Corinthians, 1969), Torcida Jovem do Santos (1969) e a própria Torcida Independente (São Paulo, 1972), que nasceu de uma dissidência da TUSP.
Essas torcidas da segunda geração institucionalizaram o uso massivo de bandeiras, bateria e caravanas internacionais, moldando o modelo de organizada que se propagou pelo país. A TUSP, por sua vez, enfraqueceu-se após a dissidência de 1972 (que gerou a Independente) e se extinguiu oficialmente em 1995..
O legado da organização
A TUSP pavimentou o caminho para que a paixão do torcedor – quer do São Paulo, quer de qualquer outro clube do Brasil – se transformasse em uma força organizada. O surgimento destas entidades reflete o desejo de serem mais do que espectadores, ganhando voz e influência nas decisões do clube e oferecendo um forte senso de pertencimento e comunidade para milhares de torcedores, unindo-os sob uma mesma bandeira e ideal.
FAQs sobre a Primeira Torcida Organizada do Brasil
Qual é considerada a primeira torcida organizada do Brasil?
A primeira entidade a se formalizar com estrutura e estatuto, sendo amplamente reconhecida como a pioneira no sentido moderno, é a Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP), que teve sua origem no Grêmio São-Paulino.
Em que ano o Grêmio São-Paulino, precursor da TUSP, foi fundado?
O Grêmio São-Paulino, que deu origem à TUSP, foi fundado em 1939.
Qual foi o principal diferencial da TUSP que a colocou como pioneira?
O principal diferencial foi a sua formalização como uma associação civil. A TUSP foi a primeira a criar uma estrutura organizada com estatuto e regras, indo além do apoio espontâneo e buscando um engajamento ativo e programado com o clube.
A TUSP ainda existe hoje?
Não. A TUSP foi perdendo força após a dissidência que gerou a Torcida Independente em 1972, e a entidade original se extinguiu em 1995.
Qual torcida é citada como marco no uso de instrumentos musicais?
A Charanga do Flamengo (ou Charanga Rubro-Negra), surgida na década de 1940, é citada como um marco histórico no apoio, por institucionalizar a cultura do apoio musical com o uso massivo de instrumentos nos estádios.
Quais torcidas representam a chamada «segunda geração» das organizadas?
A «segunda geração» (que ganhou força nas décadas de 1960 e 1970) inclui torcidas que moldaram o modelo atual, como a Gaviões da Fiel (Corinthians, 1969), a Torcida Jovem do Santos (1969) e a Torcida Independente (São Paulo, 1972).
Por que o surgimento das organizadas foi importante para o futebol brasileiro?
O surgimento das organizadas foi importante porque transformou o torcedor em um agente mais ativo, dando-lhe voz e influência nas questões do clube e criando uma forte identidade e senso de comunidade por meio da logística de apoio e da festa nas arquibancadas.