Tag: Futebol

  • Torcida do Celtic e a Questão Irlandesa: Uma História de Religião, Política e Identidade Nacional

    Torcida do Celtic e a Questão Irlandesa: Uma História de Religião, Política e Identidade Nacional

    A torcida do Celtic Football Club é uma das mais apaixonadas e culturalmente significativas do futebol mundial e não apenas por sua dedicação ao clube, mas por como religião, política e identidade nacional se entrelaçam na experiência dos seus torcedores. O Celtic foi fundado em 1887 por imigrantes irlandeses e desde então passou a representar uma comunidade historicamente marginalizada: a diáspora católica irlandesa na Escócia.

    A cultura da torcida do Celtic, conhecida como os Bhoys, ainda hoje incorpora símbolos fortemente ligados à Irlanda: bandeiras tricolores, músicas folclóricas e canções republicanas, além de manifestações de solidariedade com causas históricas e contemporâneas ligadas à luta irlandesa.

    Religião: O Papel do Catolicismo na Identidade da Torcida

    Embora o clube não seja oficialmente religioso, a torcida sempre foi predominantemente católica, reflexo de suas origens. Pesquisas apontam que cerca de 74% dos torcedores se identificam como católicos, número que contrasta fortemente com atributos religiosos de outras torcidas rivais na Escócia.

    Dentro desse contexto, a religião não é apenas espiritualidade, mas um marcador social: torcer pelo Celtic pode significar reafirmar uma identidade que historicamente sofreu discriminação em Glasgow e além.

    Política: Nacionalismo Irlandês e Sentimentos Republicanos

    A torcida do Celtic é frequentemente associada ao nacionalismo irlandês. Muitos fãs exibem símbolos republicanos e músicas como “The Fields of Athenry” ou canções ligadas ao IRA, refletindo um apoio cultural à causa de independência irlandesa, mesmo que o clube formalmente não apoie posições políticas.

    Durante as décadas de conflitos da Questão Irlandesa e os Troubles na Irlanda do Norte, essas expressões ganharam ainda mais visibilidade nas arquibancadas, suscitando debates sobre os limites entre apoio cultural e apologia política.

    Identidade Nacional: Mais que Futebol

    Para muitos torcedores, apoiar o Celtic transcende o esporte: é uma afirmação de identidade nacional, cultural e política. As exibições de bandeiras irlandesas em Glasgow e a conexão emocional com a história da Irlanda reforçam uma visão de mundo que ultrapassa os limites do estádio.

    Grupos organizados de torcedores, como a Green Brigade, exemplificam essa dimensão política, participando de protestos e manifestações que vão desde a independência irlandesa até causas progressistas globais, embora isso também gere controvérsias e sanções das entidades futebolísticas.

    Em Resumo

    A torcida do Celtic é um dos casos mais intrigantes de como o futebol pode refletir divisões e solidariedades históricas. Religião e política não apenas moldaram a identidade do clube e de seus fãs, como continuam a influenciar manifestações culturais nas arquibancadas. Tornando o Celtic um símbolo vivo de orgulho, resistência e identidade nacional para milhões de torcedores ao redor do mundo.

  • Cano se lesiona e desfalca o Fluminense por tempo indeterminado; confira

    Cano se lesiona e desfalca o Fluminense por tempo indeterminado; confira

    A temporada 2026 do Fluminense ainda nem começou, mas os problemas já começaram a surgir. Perto da estreia do Campeonato Carioca, o atacante Cano sofreu uma lesão no menisco no joelho direito e precisará passar por uma cirurgia. Para piorar a situação do Tricolor das Laranjeiras, o atleta não tem prazo para retornar a campo.

    A lesão do centroavante argentino ocorreu durante um treinamento no CT Carlos Castilho e agora, o procedimento cirúrgico está marcado para ocorrer neste próximo sábado.

    É bom relembrar que Cano não joga desde o dia 29 de outubro, na vitória do Fluminense sobre o Ceará por 1 a 0, no Maracanã, jogo válido pela partida atrasada da 12ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Desde então, o jogador sofreu uma entorse no joelho direito e estava se recuperando. O atacante chegou a ser liberado para atuar no jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil contra o Vasco, mas não entrou em campo.

    Mesmo com uma temporada abaixo do esperado, Cano terminou 2025 como artilheiro do Fluminense, com 20 gols marcados. Contudo, o atacante teve a pior média de finalizações certas desde que chegou ao time das Laranjeiras.

  • Internacional acerta a contratação do meia Paulinho Paula para a temporada de 2026

    Internacional acerta a contratação do meia Paulinho Paula para a temporada de 2026

    O Colorado chegou a um acordo com o meio-campista de 29 anos, que deixa o Vasco da Gama. O jogador desembarca em Porto Alegre nesta sexta-feira para realizar exames médicos e assinar contrato.

    O Internacional está muito próximo de oficializar mais um reforço para o seu elenco visando as competições de 2026. O clube gaúcho confirmou, através de nota oficial, que acertou as bases contratuais com o meio-campista Paulinho Paula, que defendeu o Vasco nas últimas temporadas.

    A oficialização do negócio depende apenas dos trâmites burocráticos finais. O jogador chega à capital gaúcha na tarde desta sexta-feira (9) para passar por uma bateria de exames médicos e concluir os processos jurídicos e administrativos.

    Em comunicado, o clube detalhou os próximos passos: «Concluídas essas etapas, o atleta será oficializado como reforço do Clube para a temporada 2026 e passará a integrar o elenco profissional no CT Parque Gigante, sob comando do treinador Paulo Pezzolano».

    Trajetória recente e carreira

    Paulinho Paula, de 29 anos, estava no Vasco da Gama desde 2023. Durante a sua passagem pelo Cruz-Maltino, o meia disputou 52 partidas, marcou dois gols e contribuiu com três assistências.

    Revelado nas categorias de base do Fluminense, Paulinho construiu grande parte da sua carreira no futebol internacional. Ele transferiu-se cedo para Portugal, onde vestiu as camisas de Sporting e Boavista. Posteriormente, atuou no futebol da Arábia Saudita, defendendo o Al-Shabab e o Al-Fayha, antes de retornar ao Brasil para jogar no Vasco.

    Agora, ele chega ao Beira-Rio para ser mais uma opção para o técnico Paulo Pezzolano na montagem do meio-campo colorado.

  • Bahia acerta a contratação do lateral argentino Román Gómez para 2026

    Bahia acerta a contratação do lateral argentino Román Gómez para 2026

    O jovem de 21 anos, campeão argentino pelo Estudiantes, chega ao Tricolor de Aço para substituir Santiago Arias, com contrato firmado até dezembro de 2030.

    O Bahia oficializou, na manhã desta quinta-feira (08), um reforço importante para a temporada de 2026. O clube anunciou a contratação do lateral-direito Román Gómez, de apenas 21 anos, que se destacou defendendo as cores do Estudiantes de La Plata, da Argentina.

    A operação para trazer a promessa argentina envolveu um investimento de cerca de 3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 16,5 milhões) por parte do Esquadrão. O atleta assinou um vínculo longo, válido até dezembro de 2030, demonstrando a aposta do clube no seu potencial de desenvolvimento e retorno técnico.

    Créditos: EC Bahia

    Substituto de Arias e credenciais de campeão

    A chegada de Román Gómez tem um objetivo claro: preencher a lacuna deixada pelo experiente colombiano Santiago Arias, que não renovou seu contrato e deixou o clube ao final da última temporada.

    Apesar da pouca idade, Román traz na bagagem conquistas relevantes. Titular do Estudiantes durante grande parte da temporada de 2025, o lateral foi peça ativa nas campanhas que culminaram nos títulos da Liga Argentina e da Copa Argentina.

    O Bahia celebrou a contratação em suas redes sociais:

    «Campeão argentino, lateral direito Roman Gomez é o novo reforço do Esquadrão para 2026.»

    O jogador é aguardado em Salvador para realizar exames médicos e integrar-se ao elenco comandado por Rogério Ceni na pré-temporada.

  • O Grito da Arquibancada: A Influência das Torcidas Organizadas na História na Redemocratização Brasileira

    O Grito da Arquibancada: A Influência das Torcidas Organizadas na História na Redemocratização Brasileira

    O futebol brasileiro sempre ultrapassou os limites do campo, espelhando lutas e tensões da sociedade, andando lado a lado com fanatismo das Torcidas Organizadas que abraçou essas causas. Durante os anos finais da Ditadura Militar (1964-1984), o esporte se converteu em um dos palcos mais simbólicos da contestação política, tendo esse período uma crescente na mobilização popular e do movimento Diretas Já, as arquibancadas deixaram de ser apenas espaços de torcida para abrigar vozes que imploraram por liberdade, justiça e escolha democrática. A expressão mais emblemática dessa relação entre futebol e política foi a Democracia Corinthiana, um movimento que marcou não só o clube paulista mas também o debate nacional.

    A Democracia Corinthiana, entre 1981 e 1985, rompeu com tradições autoritárias dentro do próprio futebol ao implementar um modelo de gestão participativa. Em um Brasil ainda sob a sombra da Ditadura, onde a população não tinha acesso a eleições diretas para presidente, o Sport Club Corinthians Paulista promoveu decisões coletivas envolvendo jogadores, comissão técnica, roupeiros e massagistas por meio do voto. O movimento foi articulado por líderes como Sócrates, ídolo e capitão que se tornou símbolo da luta pela liberdade, Wladimir, lateral com forte presença política, e Casagrande, jovem goleador que questionava as estruturas hierárquicas do esporte.

    O impacto da Democracia Corinthiana extrapolou os limites do clube. Os princípios de autogestão e participação refletiam em muito o que a sociedade pedia nas ruas em apoio às “Diretas Já”, que era um movimento popular massivo que clamava por eleições diretas para presidente e mobilizou milhões em manifestações por todo o país. Sócrates, além de capitão, tornou-se porta-voz desse encontro entre futebol e política, participando ativamente de debates, entrevistas e eventos relacionados às Diretas Já. A famosa faixa corintiana “Ganhar ou perder, mas com democracia” tornou-se símbolo dessa intersecção entre paixão pelo clube e engajamento político.

    A excitação das arquibancadas e o engajamento das torcidas organizadas também ganharam expressão em outros clubes. Ao lado da Gaviões da Fiel, outras torcidas como a Torcida Jovem do Santos, Mancha Verde (Palmeiras), Raça Rubro-Negra (Flamengo), Força Jovem do Vasco, A Coligay do Grêmio (representou uma forma de resistência ao afirmar a presença da comunidade LGBT em um ambiente historicamente conservador) e a torcida organizada do Fluminense levaram mensagens, faixas e cânticos que dialogavam com o clamor por democracia. Essas manifestações, muitas vezes silenciosas nas capas dos jornais à época, colaboraram com a construção de um sentimento de resistência e unidade popular contra a Ditadura Militar.

    O legado da Democracia Corinthiana e das torcidas organizadas revela que o futebol, em sua essência social, pode ser um canal de expressão política e de mobilização por direitos. Ao misturar paixão pelo clube com as lutas e pela superação da Ditadura Militar, as arquibancadas contribuíram para um dos momentos mais emblemáticos da história da democracia brasileira, mostrando que a voz do torcedor podia ecoar muito além dos estádios.

    Para quem deseja aprofundar no papel dessas torcidas na redemocratização do Brasil, a análise detalhada está disponível em uma excelente referência histórica: Grito de Liberdade: o papel essencial das torcidas na redemocratização, que contextualiza como as arquibancadas se tornaram um verdadeiro “grito de liberdade”.

  • Mística tricolor: a força e a alegria da torcida do Bahia

    Mística tricolor: a força e a alegria da torcida do Bahia

    No cenário do futebol brasileiro, poucas massas humanas conseguem sintetizar tão bem a identidade cultural de um povo quanto a torcida do Esporte Clube Bahia.

    Conhecida como a «Nação Tricolor», ela não apenas apoia um time de futebol; ela celebra, a cada jogo, a própria essência da soteropolitanidade. Em Salvador, o ato de torcer transcende o esporte e transforma-se em uma manifestação de fé, música e resistência.

    O dono do Nordeste: números e lealdade

    As pesquisas de opinião pública são unânimes em colocar o Bahia no topo do ranking das maiores torcidas da região Nordeste e entre as maiores do Brasil. No entanto, o que define este torcedor não é apenas a quantidade, mas a fidelidade à prova de fogo.

    Créditos: Maurício Simões / EC Bahia

    A história da torcida tricolor é forjada na resiliência. O momento que melhor define este traço de caráter não foi um título, mas a sua fase mais sombria. Em 2007, ano da tragédia da antiga Fonte Nova e do rebaixamento para a Série C, a torcida não abandonou o barco.

    Pelo contrário, na terceira divisão, o Bahia registrou as maiores médias de público de todas as divisões do futebol nacional naquele ano, lotando o estádio de Pituaçu e criando o lema de que o Bahia «é o mundo» e que a torcida iria «aonde o Bahia fosse». Essa prova de amor incondicional regenerou o clube e devolveu-o à elite.

    A Fonte Nova: o templo da festa

    A relação entre a torcida e a Arena Fonte Nova é simbiótica. Se no passado a antiga estrutura de concreto balançava (literalmente) com a energia da multidão, hoje a moderna arena continua a ser um caldeirão.

    Créditos: Marcelo Malaquias/ EC Bahia

    A atmosfera em dia de jogo do Bahia é única. O estádio pulsa em uma frequência diferente, regido por cânticos que misturam o ritmo do axé e do samba-reggae com a paixão futebolística. O grito de «Bamo, Bamo, Baêa» ecoa não como uma ordem, mas como um mantra religioso. Em 2024, o clube figurou consistentemente no «Top 5» das melhores médias de público do Brasileirão, transformando cada partida em casa em um espetáculo visual de bandeiras tricolores (azul, vermelho e branco) e mosaicos criativos.

    O Esquadrão e a democracia

    Recentemente, a torcida do Bahia abraçou também uma faceta social e inclusiva que se tornou referência no país. O clube, impulsionado pelos seus adeptos, posicionou-se na vanguarda de causas sociais, combatendo o racismo, a homofobia e a intolerância religiosa.

    Créditos: Felipe Oliveira/E.C.Bahia

    O torcedor do Bahia orgulha-se de ser o «Clube do Povo». Essa identidade democrática atrai novos adeptos e reforça o laço com as camadas mais populares de Salvador. A torcida organizada Bamor, a maior do clube, lidera a festa nas arquibancadas, mas a energia espalha-se por todos os setores, unindo o executivo do camarote e o trabalhador da arquibancada superior em um só grito.

    Seja celebrando o bicampeonato brasileiro (1959 e 1988) ou empurrando o time em uma recuperação no campeonato, a torcida do Bahia confirma, jogo após jogo, que não é apenas uma espectadora. Ela é o décimo segundo jogador, a alma do «Esquadrão de Aço» e a prova viva de que, na Bahia, o futebol se joga com o pé, mas se ganha com o coração.

    FAQs sobre a torcida do Bahia

    Qual é considerada a maior torcida da região Nordeste?

    A maioria das pesquisas de institutos renomados aponta a torcida do Bahia como a maior da região Nordeste e uma das maiores do Brasil.

    Qual é o estádio onde a torcida do Bahia manda os seus jogos?

    A casa oficial e espiritual da torcida é a Arena Fonte Nova, localizada em Salvador. Em períodos de reforma ou indisponibilidade, o time também utilizou o estádio de Pituaçu.

    Qual é a principal torcida organizada do clube?

    A maior e mais tradicional torcida organizada do clube é a Bamor (Torcida Organizada Bamor).

    O que marcou a presença da torcida na Série C de 2007?

    A torcida destacou-se pela fidelidade impressionante. Mesmo na terceira divisão, o Bahia obteve a maior média de público do Brasil entre todas as divisões, lotando os estádios e empurrando o time de volta à ascensão.

    Quais são as cores que a torcida veste?

    As cores oficiais são o azul, o vermelho e o branco, o que confere ao time e à torcida a alcunha de «Tricolor de Aço» ou «Tricolor Baiano».

    Quantos títulos brasileiros a torcida do Bahia já comemorou?

    A torcida celebrou dois títulos do Campeonato Brasileiro: o primeiro em 1959 (sendo o primeiro campeão nacional da história, vencendo o Santos de Pelé) e o segundo em 1988 (vencendo o Internacional).

    Qual é o cântico mais famoso da torcida?

    Embora existam muitos, o grito de «Bamo, Bamo, Baêa» é o mais icônico e reconhecível, entoado de forma uníssona em momentos de pressão e celebração.

  • Após confirmar permanência, Hulk avisa que não renovará com o Atlético-MG

    Após confirmar permanência, Hulk avisa que não renovará com o Atlético-MG

    Após semanas de especulações, a novela entre Hulk e o Atlético-MG chegou o fim com a permanência do atacante, mas sem a parte feliz que todos imaginavam. O atleta utilizou suas redes sociais para confirmar que cumprirá seu contrato com o Galo, válido até dezembro deste ano, mas seu estafe avisou a diretoria do clube mineiro que não exercerá a clausula de renovação automática por mais uma temporada.

    Segundo a apuração do GE, Hulk pretende deixar o Atlético ao fim deste ano, independente do cumprimento ou não das metas estabelecidas no acordo assinado em fevereiro de 2024, quando renovaram o contrato.

    Como consta nos documentos firmados entre ambas as partes, caso Hulk jogue em metade das partidas do Galo em 2026, o atacante teria mais um ano de contrato válido com o clube, o que agora está sendo descartado pelos seus representantes. Com isso, o atleta poderá assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe, a partir de julho deste ano.

    A definição do futuro do jogador ocorreu após negociações tensas. Na última terça-feira (06), o Atlético-MG começou o dia aguardando uma resposta de Hulk sobre sua permanência, mas o projeto apresentado pelo Galo não o animou.

    Alguns termos apresentados pela diretoria do clube mineiro incomodou o atacante de 39 anos, que enxergou o desejo do Galo de “aposentá-lo” ao propor ações muito voltadas à parte comercial ao invés de focar na parte esportiva, como um documentário sobre sua história na agremiação, construção de uma estátua e até a possibilidade de Hulk adquirir 2% da SAF do time.

    Toda essa conversa ocorreu durante o interesse do Fluminense em Hulk, com o time mineiro ciente na possibilidade de saída, mas apegado à multa rescisória de R$ 60 milhões, não fez muito alarde. O clube avisou que não abriria mão da compensação financeira, caso ele saísse antes do fim do vínculo ao fim do ano.

  • Hulk confirma permanência no Atlético-MG até o fim de 2026, mas encerra conversas por renovação

    Hulk confirma permanência no Atlético-MG até o fim de 2026, mas encerra conversas por renovação

    Ídolo alvinegro cumprirá o seu vínculo atual, mas comunicou que não exercerá a cláusula de extensão, rejeitando o projeto de “despedida” apresentado pela diretoria.

    A torcida do Atlético Mineiro pode respirar aliviada a curto prazo, mas já deve se preparar para um adeus futuro. O atacante Hulk utilizou as suas redes sociais para confirmar que honrará o seu contrato com o Galo até dezembro de 2026, colocando um ponto final nas especulações sobre uma saída imediata. No entanto, o jogador também descartou qualquer possibilidade de renovação ou de ativação da cláusula de extensão automática por mais uma temporada.

    A decisão encerra, por ora, a “novela” que agitou os bastidores do clube nas últimas semanas. Hulk, que tem 39 anos, comunicou à diretoria que não irá ampliar o seu vínculo, frustrando os planos do clube de mantê-lo por mais tempo.

    Divergência de projetos

    O principal motivo para o encerramento das negociações foi uma divergência sobre o futuro da carreira do atleta. Segundo informações, o Atlético apresentou um projeto que soou como um plano de aposentadoria, incluindo a produção de um documentário e a construção de uma estátua, tratando a próxima etapa como um “adeus”.

    Hulk, que ainda se sente em plena forma física e técnica, não se identificou com essa proposta, pois não planeja pendurar as chuteiras tão cedo. O descompasso de expectativas levou o atacante a optar apenas pelo cumprimento do contrato vigente.

    Compromisso até o fim

    Apesar de ter sido alvo de sondagens de outros gigantes do futebol brasileiro, como Fluminense e Grêmio, Hulk reafirmou o seu compromisso com a camisa alvinegra para a temporada de 2026. O ídolo garantiu foco total nas competições deste ano, prometendo a mesma entrega que o transformou em um dos maiores nomes da história recente do Atlético.

    Com isso, o Galo assegura a presença do seu principal jogador por mais uma temporada, mas já sabe que terá de planejar o futuro sem o seu super-herói a partir de 2027.

  • Maiores torcidas do Brasil em 2024: os rankings que celebram a paixão das nações do futebol

    Maiores torcidas do Brasil em 2024: os rankings que celebram a paixão das nações do futebol

    O futebol é um dos maiores elementos da cultura brasileira, e as torcidas desempenham um papel fundamental nessa paixão nacional, já que torcer por um time vai muito além de acompanhar partidas.

    Em 2024, o ranking das maiores torcidas do país evidenciou quais clubes mobilizam milhões de apaixonados, revelando dados importantes sobre a popularidade dos clubes e a força de seus torcedores em todo o país.

    O Portal Camisa12 vai te contar sobre as maiores torcidas do Brasil daquele ano e compreender a importância dos clubes na sociedade brasileira.

    Início

    Baseados em pesquisas estatísticas, que desempenham um papel fundamental na análise do futebol brasileiro, visto que fornecem dados concretos sobre a preferência dos torcedores, os rankings contribuem para estudos sociais, econômicos e até culturais relacionados ao esporte.

    Em 2024, as maiores torcidas do Brasil reforçaram o tamanho da paixão nacional pelo futebol e confirmam tendências históricas observadas em diferentes pesquisas.

    É bom relembrar que as variações entre rankings ocorrem principalmente por diferenças de amostragem, período e até critérios de pesquisa, porém o cenário no modo geral permanece estável: poucas torcidas concentram grande parte dos torcedores, enquanto dezenas de clubes mantêm bases fiéis que sustentam a diversidade e a identidade cultural do futebol brasileiro.

    Ranking de maiores torcidas de 2024

    • Flamengo — 24,8%
    • Corinthians — 19,4%
    • Palmeiras — 8,1%
    • São Paulo — 7,7%
    • Vasco — 4,8%
    • Grêmio — 4,4%
    • Atlético-MG — 4%
    • Santos — 3,1%
    • Internacional — 2,9%
    • Cruzeiro — 2,7%
    • Sport — 2,7%
    • Bahia — 2,5%
    • Fluminense — 2,4%
    • Botafogo — 2,1%
    • Vitória — 1,9%
    • Ceará — 1,6%
    • Fortaleza — 1,4%
    • Athletico-PR — 0,8%
    • Coritiba — 0,6%

    **Ressaltando que as pesquisas são realizadas em todas as regiões do país, com pessoas de variadas idades.

    Times do povo no topo da lista

    Flamengo e Corinthians seguem isolados no topo, alternando a liderança conforme a metodologia, mas sempre com ampla vantagem sobre os demais clubes.

    Conhecido por sua forte presença nacional, impulsionada por sua história de conquistas e ampla cobertura midiática, especialmente no Sudeste e no Nordeste, o Flamengo segue dominante em qualquer lista quando o assunto é torcida

    Amplamente reconhecida como a maior e uma das mais apaixonadas do Brasil, a Nação Rubro-Negra, ultrapassa todas as fronteiras regionais e consegue está presente em todos os estados do país, algo raro quando se trata do futebol brasileiro por conta da representatividade. Esse alcance nacional começou a se consolidar ainda no século XX, principalmente a partir das transmissões de rádio e televisão, que levaram os jogos do clube carioca a regiões onde não havia times locais com grande visibilidade.

    Já o Corinthians tem uma torcida marcada pela fidelidade e pela forte identificação popular, concentrada principalmente no estado de São Paulo, mas também segue presente em diversas regiões do Brasil.

    A Fiel construiu sua identidade a partir de um vínculo profundo de lealdade ao clube, marcado pela ideia de apoio incondicional, independentemente de títulos ou fases esportivas. Essa relação ganhou força especialmente em momentos difíceis da história corinthiana, como o longo jejum de conquistas entre as décadas de 1950 e 1970, período em que ajudou a consolidar a imagem de uma torcida que nunca abandona.

    É bom comentar que ambas as torcidas exercem grande influência no futebol brasileiro, não apenas movimentando os estádios e audiências em meios de comunicação, o mercado esportivo e reforçando a importância cultural do esporte no país.

  • Gigantes brasileiros sofrem transfer ban da FIFA e não podem contratar jogadores.

    Gigantes brasileiros sofrem transfer ban da FIFA e não podem contratar jogadores.

    Corinthians e Botafogo sofrem transfer ban causado por pendências financeiras.

    Neste dia 5 de janeiro foi a abertura da janela de transferências em solo brasileiro, porém, alguns times brasileiros não estão autorizados à registrar novos jogadores. A proibição de contratar novos atletas é uma medida da FIFA como uma solução para restringir os times que não cumprem suas obrigações financeiras, dificultando muito a temporada do clube punido.

    Segundo informações do GE, nove equipes entraram na janela de transferência sem a permissão de se reforçar. Dentre elas, sete são times masculinos e 2 femininos, destacando-se Botafogo e Corinthians, únicos times da série A do campeonato brasileiro que estão nessa situação até o momento.

    Futebol masculino

    •     Corinthians-SP
    •     Botafogo-RJ
    •     Ponte Preta-SP
    •     Amazonas-AM 
    •     Ipatinga-MG
    •     Miramar-PB
    •     Colorado-PR

    Futebol feminino

    •     Avaí Kindermann-SC
    •     Real Brasília-DF

    Pendências Financeiras dos gigantes punidos

    Enquanto a sentença estiver em vigor, os clubes não poderão registrar nenhum jogador no BID da CBF, mesmo que tenham contrato assinado, forçando Botafogo e Corinthians a correrem com a ideia de resolver suas obrigações financeiras para que possam reforçar seu elenco para a temporada que está prestes a começar.

    Com o intuito de se livrar do transfer ban, o Glorioso tem a missão de solucionar a negociação pelo jogador Thiago Almada, que foi comprado em definitivo chegando do Atlanta United dos Estados Unidos e foi negociado para o Lyon seis meses depois, os valores giram em torno de 115 milhões de reais. A Situação do Corinthians se deve às dívidas com o Santos Laguna pela negociação de compra do atleta Félix Torres, criando uma dívida por volta de R$ 40 milhões para o clube mexicano.